terça-feira, 8 de maio de 2012

Globo sai da caverna e defende Rupert Civita

A Globo mantém a liderança na batalha para tirar Robert(o) Civita da forca.
Primeiro foi o Merval Imortal.
Depois, a Urubóloga.
Agora, é o patrão.
Na pág. 6 da edição impressa, o Globo desta terça-feira publica furibundo editorial com o título “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”.
(É pior !)
É claro que os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – denunciam uma “tentativa de atemorizar a imprensa”.
É o mesmo argumento contra a Ley de Medios: é uma “tentativa de amordaçar” o direito de Robert(o) Civita e o Globo derrubarem governos trabalhistas.
É o que eles chamam de “liberdade de imprensa”.
Servir invariavelmente à Casa Grande, como diz o Mino Carta.
A certa altura, os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – acusam “blogs, veículos de imprensa de chapa branca” e “reportagens de tv”.
Isso deve ser com a TV Record, que melou o mensalão e mostrou os áudios das edificantes conversas do Carlinhos Cachoeira com a Veja, munida de sua liberdade de imprimir.
Deve ser também com a turma dos blogs sujos do Barão de Itararé.
Eles se reunem em Salvador, agora, no dia 25, para celebrar seu III Vitorioso Encontro, inflamados por duas frases sugeridas pelo Ministro Ayres Britto (aquele que abriu a janela do STF para entrar o sol, depois de seis anos de sombras), fixadas em banners iluminados:
“A liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade”, de Ayres Britto.
E “o excesso de liberdade se cura com mais liberdade”, de Tocqueville.
(Clique aqui para ler “Barão de Itararé convida Ayres Britto para encontro de blogs sujíssimos”.)
Sobre o veículo “de imprensa chapa-branca” … isso deve ser com o Mino.
Compreende-se o desespero dos filhos do Roberto Marinho.
A Globo e a Veja são a corda e a caçamba.
Sem a Globo, a Veja não ia mais a lugar nenhum.
Não passaria de uma revisteca provinciana à beira da extinção e que, mal e mal, sustenta uma editora mais combalida, ainda.
A Globo é o balão de oxigênio do Robert(o) Civita.
Por que ?
Porque a Globo pega o detrito sólido de maré baixa da Veja, extraído de duzentos telefonemas ao Carlinhos Cachoeira, e transforma em Chanel #5.
É crime, sim.
O Robert(o) Civita é pior que o Rupert.
Porque a televisão do Rupert (na Inglaterra) não tem o alcance que a Globo tem no Brasil.
E na Inglaterra uma TV não ousaria fazer o que a Globo faz aqui: sistematicamente tentar derrubar os presidentes e governadores trabalhistas.
O jornal nacional criou agora uma seção fixa que se chama “o Brasil é uma m…”.
Nesta segunda-feira, descobriu uma cidade de mil habitantes no interior do Maranhão que tem uma estação rodoviária, mas não tem ônibus.
Culpa do Lula e da Dilma !
A Globo é a próxima na fila.
E essa fila anda.
O Brasil tem um encontro marcado com os filhos do Roberto Marinho, aquele que simulou um atentado para fingir que era vítima e, não, cúmplice do regime militar.
O regime militar acabou.
E os filhos do Roberto Marinho, mesmo com a ajuda do Miro, não são o Roberto Marinho.
Como o Robert(o) Murdoch não é o “seu” Vitor Civita.
Que não ia entregar o patrimônio nas mãos de um Policarpo.
A batata da Globo também assa.
A Ley de Medios vem aí assim como o fim da Lei da Anistia.
Porque, hoje, no Brasil, ficou mais fácil identificar bandido.
Por causa dos blogs sujos.
E do Mino.
E jornalista bandido bandido é.
Não era.

Paulo Henrique Amorim
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Parazinho: 150 mil pessoas sem água


150 mil pessoas estão sem água em Belém, desde ontem, por causa do rompimento de uma adutora. 

Adutora? Mas o que é adutora?
Sei lá! Acho que é o cano de água da falida Cosanpa. 

O cano rompeu, a Cosanpa não estava preparada para emergência, foi pega de calças curtas, e o resultado foi o dia todo as pessoas carregando água nas carroças e bicicletas. 

Voltamos a Belém do início do Século.Jatene, coitado, está com uma bruta virose, ainda tem que se preocupar com este problema. 

Com o Duciomar Costa o povo nem pode contar, pois eles está mais preocupado em mostrar a cidade de Curitiba, que inveja!. 

Os vereadores de Belém não podem socorrer o povo neste momento, estão ocupados com outras coisas mais importantes.

O Povo, sabendo das múltiplas ocupações dos nossos governantes, não contou conversa foi logo se virando como pôde, improvisando balde, carroças, bicicletas ou comprando água nos depósitos. Será que eles resolvem ainda hoje o problema? 
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Roberto (Jetão) Freire resume a oposição


O primeiro dia útil da semana foi bem-humorado ao menos na política. O que proporcionou diversão a simpatizantes do governo Dilma e, ainda que não digam, provavelmente até a oposicionistas, mais uma vez foi a instantaneidade do Twitter, rede social em que não poucos escrevem primeiro e pensam depois.
Foi assim que Roberto Freire (político pernambucano que, estranhamente, candidatou-se a deputado federal por São Paulo em 2010 pela primeira vez na vida e que, ainda mais estranhamente, conseguiu se eleger) virou piada.
Como todos já devem saber, Freire exprimiu revolta ao ler piada em um site humorístico que imita o portal G1, obviamente por ter acreditado. A “notícia” afirmava que Dilma havia mandado o Banco Central colocar nas cédulas de real a frase “Lula seja louvado”.
Como o Twitter não perdoa gafes desse porte, logo alguém criou a hashtag #LulaSejaLouvado, que, rapidamente, subiu ao topo dos Trending Topics (temas mais comentados). Freire, então, justificou-se dizendo que, “Em função do desmantelo e imoralidade dos tempos ‘lulodilmistas’, tal estapafúrdia noticia” teria “ares de verdade”.
Com uma dose cavalar de boa vontade poder-se-ia compreender que um homem adulto e maduro (em termos de idade), letrado, um deputado federal, enfim, acredite em um site que tem “notícias” como a de que Dilma pretende privatizar parte da população brasileira (!). Mas a justificativa que deu para a gafe, é imperdoável.
Para entender a mentalidade desse cavalheiro, basta lembrar que afirmou certa vez que os atuais detentores do poder não possuem um projeto de governo. Se dissesse que discorda do projeto que já venceu três eleições presidenciais consecutivas, não seria nada. É óbvio que deve discordar se com ele não concorda. Mas dizer que não existe?!
Ainda em sua justificativa para gafe tão ridícula, Freire também aludiu a corrupção dos adversários. Suas palavras: “Lulopetistas histéricos e satisfeitos com a gafe por mim cometida, mas nada dizem das imoralidades e malfeitorias do governo Dilma”. Disse isso em um momento em que mais um expoente moralista da oposição acaba de ser desmascarado.
Então vamos resumir a mentalidade desse homem. Ele não concede nenhum mérito ao que chama de “lulodilmismo” e atribui corrupção só aos adversários políticos. E o que é mais: quer que a sociedade acredite nisso.
Se disserem ao deputado Roberto Freire que o Brasil é hoje um dos países que mais progridem no mundo tanto do ponto de vista social quanto econômico, ele dirá que tudo o que está acontecendo de bom é mérito de seu grupo político, ou seja, do governo Fernando Henrique Cardoso, e que Lula e Dilma apenas colheram os frutos de um governo como aquele, que terminou melancolicamente, fortemente rejeitado pelo povo.
Pode-se discutir esse ponto, mas, sob tal discurso, não há discussão séria possível. Nem a mídia – ou a maioria da mídia, porque há exceções – que apóia cinicamente o grupo político de Freire ousa tanto, preferindo dizer que o sucesso de hoje é resultado de uma conjunção dos supostos feitos de FHC com os poucos que reconhece nos governos “lulodilmistas”.
Agora passemos ao discurso de José Serra ou de sua voz na internet, o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo, por exemplo, ou ao de tantos outros oposicionistas de expressão. Só o que veremos é que Freire não está sozinho. Esse é discurso da oposição e de 150% da militância demo-tucana-pepessista, do que são provas os comentários que posta neste blog todo dia.
Esse deputado é a síntese de seu grupo político. Sempre disposto a comprar qualquer acusação e a fazer qualquer crítica que avalie que possa atingir os adversários, pouco importando a origem, sem checar nada e, como se vê, sem refletir um mínimo que seja.
Escrevi ontem no Twitter e repito aqui: não achei graça na gafe do deputado Roberto Freire e nem quero espezinhá-lo por ela, ainda que a tentação à veia humorística deste blogueiro seja quase irresistível. Sinto comiseração por ele e preocupação com a democracia brasileira. Uma oposição repleta de idiotas desse porte é perniciosa para o país.
Qualquer nação democrática precisa de oposição, e quanto mais ela for séria mais serviços prestará à sociedade. Ora, governo nenhum é composto por santos. Todo governo precisa ser fiscalizado. Há corrupção no governo Dilma Rousseff, sim, como há no governo Geraldo Alckmin, no governo Gilberto Kassab e por aí vai.
Pode-se discordar do projeto desses governos, mas querer vender a teoria de que só no governo Dilma existe corrupção e negar-lhe êxitos que o mundo inteiro e a maioria esmagadora dos brasileiros reconhecem explica por que o conjunto deste povo vem dando reiterados nãos a essa oposição.
E quando falo de oposição não falo tão-somente da oposição de centro-direita, mas, também, da de esquerda. No domingo, por exemplo, um militante do PSOL resumiu a oposição que faz esse partido ao dizer que Dilma “deu 250 bi a rentistas e 20 bi ao Bolsa Família”…
Caramba! Dilma é uma mulher muito má, então. É um monstro. Provavelmente fez isso porque é corrupta, o que o mesmo psolista disse que se pode comprovar por ela ter “se aliado” a Paulo Maluf e a Jair Bolsonaro. Não, ela não fez aliança com o PP, mas com esses dois. Só queria saber como o PSOL faria para governar sem maioria…
Então vejamos: Dilma é má, pois enche os bolsos dos ricos e dá migalhas aos pobres, e é corrupta, homofóbica e idiota, pois se alia a um corrupto e a um demente que acha que todo gay quer levá-lo para a cama.
Esse é o nível da oposição que temos ao governo Dilma e que, durante oito anos, tivemos ao governo Lula. E essa oposição também explica cabalmente a rejeição dos brasileiros aos adversários do PT. Só que isso não deve nos servir de consolo.
Por essas razões, a oposição está minguando. O DEM e o PPS estão se desintegrando, o PSDB, apesar de ainda ter alguma musculatura, também míngua a cada eleição. O PSOL elegeu 3 deputados federais em 2010. E a população assiste ao moralismo da oposição de direita ser desmascarado na pessoa de Demóstenes Torres ou na de José Roberto Arruda.
Até a imprensa tucana reconhece que a oposição está cada dia mais debilitada. Podem buscar nas colunas políticas de Folha, Veja, Estadão e Globo que encontrarão Cantanhêdes, Azevedos, Nêumanes e Mervais dizendo isso.
Ainda assim, esses colunistas, editorialistas, editores e até os donos desses veículos não conseguem entender que o povo não vê na oposição a “ética” que ela e a mídia querem lhe vender. E é por isso que estamos caminhando para ter um governo com um poder muito maior do que é desejável, pois um poder sem contrapeso sempre tende ao excesso.
Democratas como este que escreve ficam sem saída. Não posso ratificar ou deixar de denunciar as tentativas (agora sim) estapafúrdias dessa gente de vender tais barbaridades. E, por isso, acabo não podendo exercer fiscalização e ter uma postura criticamente construtiva, pois estaria ajudando esses dementes a recuperarem o poder.
Não se deve rir da idiotia sobre-humana de Roberto Freire, pois não tem graça. Ele é um resumo vivo da oposição que o Brasil tem hoje, uma oposição que não cumpre seu papel por exercê-lo com tirania, com burrice, com virulência e com desonestidade. A gafe desse indivíduo oferece mais motivos para chorar do que para rir.

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Ferro, CPI: Civita é cúmplice. Kassab e Cerra na mira

No programa Entrevista Record Atualidade, que a Record News exibe nesta segunda-feira, às 22h15, logo após o programa do Heródoto Barbeiro, o deputado Fernando Ferro, PT/PE, diz que foi “uma associação para o crime” o que a Veja de Robert(o) Civita e Carlinhos Cachoeira montaram.
Foi Fernando Ferro quem cunhou a expressão PiG, a propósito de um artigo do Ali Kamel – clique aqui para ler a mais recente peça da “Antologia da Treva”, que reúne textos inolvidáveis do Cardeal Ratzinger da Globo.
Foi Ferro também o primeiro a dizer que o Robert(o) Civita tinha que ser convocado para depor na CPI da Veja.
Alguém ali dava ordens, lembra Ferro.
A CPI tem que ouvir Civita e também o Policarpo, o chefe da sucursal: quem dá 200 telefonemas ao Cachoeira quer muito mais do obter uma informação.
Isso não é colaboração, disse Ferro.
É cumplicidade.
Ferro refuta os argumentos de Merval Pereira e da Urubóloga: jornalista pode, sim, conversar com bandido.
Clique aqui para ler “A Voz de Cachoeira – como Robert(o) chega mais perto da cadeia”. E aqui para ler o que o Mauricio Dias disse do argumento do Merval. E o Nassif, quando diz que o problema da Veja é o Crime e não a Ética.
Mas, não pode ser cúmplice.
Sabendo que é cúmplice.
Ferro lembra que as relações da Veja com Cachoeira eram recorrentes, seguiam um mesmo estilo.
Cachoeira comemorava !
E exultava com as vitórias empresariais que a Veja proporcionava.
Não se ouvia “o outro lado”.
E havia o nexo central: confrontar o Governo, desestabilizar o Governo.
O ansioso blogueiro pergunta sobre as relações da Delta com o Padim Pade Cerra.
Clique aqui para ler “CPI da Veja vai afundar o Cerra e o Paulo Preto”.
Ferro lembra que isso vem do Governo Arruda, no Distrito Federal.
Liga Kassab a Arruda, então no mesmo partido (Arena, PFL, DEM).
Ferro recorda que Arruda e Cerra, segundo Alexandre Maluf Garcia, era a chapa imbatível para 2010: vote num careca e leve dois.
A Delta sai de Brasília e vem para São Paulo.
E é preciso explorar, diz Ferro, como Cachoeira “ocupava espaços públicos com a empreiteira”.
O Brasil tem que fazer como a Inglaterra fez com Murdoch, ele sugere.
Investigar, ouvir, aprofundar.
Isso é bom para a Democracia, diz ele.
Assim como ele rejeita a generalização de que todo político é corrupto, não se pode aceitar a generalizada incriminação da imprensa brasileira.
A própria imprensa deve estar interessada em separar o “Cachoeira do trigo”, completou o ansioso blogueiro.
O Brasil não pode viver sob a chantagem de um órgão de imprensa, ele conclui.
Chantagem de Robert(o) Civita. 
Em tempo: como diz o delegado Protógenes, “jornalista bandido bandido é”.  
Paulo Henrique Amorim
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segunda-feira, 7 de maio de 2012

INÂCIO ENGATA A QUARTA MARCHA E DESLANCHA O PAC EM SANTARÉM

As obras de habitação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nos bairros Uruará e Mapiri seguem em ritmo normal, mesmo com as intensas chuvas deste período. Atualmente é finalizada a construção do grupo de casas que começou a ser erguido no final do ano passado.
Nesta semana iniciou a base para arruamento da área onde são construídas as residências no bairro Uruará.
A infraestrutura urbana com pavimentação das vias e rede de água, esgoto e energia, é necessária para que as casas sejam entregues aos beneficiários do Programa.
São 65 moradias no Uruará, localizadas em um terreno no final da Rua Uruará, e 39 no Mapiri, ao lado de onde é construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). As casas já foram cobertas e recebem acabamento e revestimento interno e externo das paredes. Há ainda 46 casas em outra área do Uruará que começaram a ser levantadas em 2009 e foram invadidas antes de serem concluídas. Os ocupantes das residências já foram notificados e a construção das mesmas deve ser finalizada. Ao final das obras do PAC em Santarém serão entregue 653 casas sendo 325 no Uruará e 328 no Mapiri.
As casas ficam em áreas aterradas que antes eram invadidas pelo rio. No local, as pessoas viviam em situação de risco. Para que a obra prosseguisse, 205 famílias foram remanejadas e incluídas no aluguel social, que é um benefício previsto no orçamento geral das obras do PAC por meio do qual a pessoa recebe dinheiro para aluguel de residências em áreas seguras até que as casas do Programa fiquem prontas.
Esgotamento sanitário - Outro projeto executado em Santarém através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é para a construção de Rede e Estação de Tratamento de Esgoto nos bairros Mapiri e Uruará. A concretagem dos tanques de tratamento já foi concluída e é aguardada a montagem dos equipamentos do reator UBOX, que já estão em Santarém. Atualmente, a empresa responsável pelas obras está trabalhando na Estação Elevatória, que é a estrutura que irá bombear o esgoto para o tanque de tratamento.
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Mapiri terá capacidade para receber dejetos produzidos por 50 mil habitantes. A rede irá beneficiar moradores dos bairros Mapiri, Jardim Santarém, Aeroporto Velho, Caranazal e Aparecida. A ETE do Uruará terá capacidade para tratar esgoto produzido por 25 mil habitantes.
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O problema de Veja é criminal, não apenas ético



Clique aqui para ler: “O Crime da Veja que pode levar Robert(o) Civita à cadeia”.
 
Luis Nassif alinha novos e irrefutáveis argumentos sobre a tipificação do Crime de Robert(o) Civita: O problema de Veja é criminal, não apenas ético

Alguns analistas teimam em analisar o comportamento da Veja -  nas relações com Cachoeira – como eticamente condenável.
Há um engano nisso.
Existem problemas éticos quando se engana a fonte, se adulteram suas declarações, desrespeita-se o off etc,
O comportamento da Veja é passível de enquadramento no Código Penal. Está-se falando de suspeita de atividade criminosa, não apenas de mau jornalismo.
Sua atuação se deu na associação com organizações criminosas visando objetivos ilegais, de obstrução da Justiça até conspiração.
É curioso o que a falta de democracia trouxe ao país. Analistas de bom nível tentam minimizar as faltas de Veja sustentando que não houve pagamento em dinheiro ou coisa do gênero. Esquecem-se que, em qualquer país democrático, não há crime mais grave do que a conspiração contra as instituições.
O acordo da revista com o crime organizado trazia ganhos para ambos os lados:
1. O principal produto de uma revista é a denúncia. O conjunto de denúncias e factoides plantados por Cachoeira permitiram à revista a liderança no mercado brasileiro de opinião – influenciando todos os demais veículos -, garantiu vendagem, permitiu intimidar setores recalcitrantes. O poder foi utilizado para tentar esmagar concorrentes da Abril no setor de educação. Principalmente, fê-la conduzir uma conspiração visando constranger Executivo, Legislativo, Supremo e Ministério Público.
2. A parceria com Veja tornou Cachoeira o mais influente contraventor do Brasil moderno, com influência em todos os setores da vida pública.
Há inúmeras suspeitas contra a revista em pelo menos duas associações: com Carlinhos Cachoeira e com Daniel Dantas que necessitam de um inquérito policial para serem apuradas.
Em relação a Dantas:
A matéria sobre as contas falsas de autoridades no exterior, escrita por Márcio Aith.
O dossiê contra o Ministro Edson Vidigal, do STJ. Nele, mencionava-se uma denúncia de uma ONG junto ao CNJ. Constatou-se depois que a denúncia tonava por base a matéria da própria revista, demonstrando total cumplicidade da revista com o esquema Dantas.
A atuação de Diogo Mainardi, levando o tal Relatório italiano ao próprio juiz do caso. Na época, procuradores do MPF em São Paulo explicaram qual seria a estratégia de Dantas (contaminar o inquérito da PF com o princípio do “fruto contaminado”) e  sustentaram que Mainardi atuava a serviço de Dantas. Atacados virulentamente por Mainardi, recuaram.
A matéria falsa sobre o grampo no Supremo Tribunal Federal.
O “grampo sem áudio”, entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres.
Em relação a Cachoeira:
O episódio do suborno de R$ 3 mil nos Correios, que visou alijar o esquema do deputado Roberto Jefferson e abrir espaço para o esquema do próprio Cachoeira. No capítulo que escrevi sobre o tema mostro que, depois de feito o grampo, Policarpo Jr segurou a notícia por 30 dias. Um inquérito policial poderá revelar o que ocorreu nesse intervalo.
A invasão do Hotel Nahoum com as fotos de Dirceu, clara atividade criminosa.
A construção da imagem do senador Demóstenes Torres, sendo impossível – dadas as relações entre Veja e Cachoeira – que fossem ignoradas as ligações do senador com o bicheiro.
Levantamento de todas as atividades de Demóstenes junto ao setor público, visando beneficiar Cachoeira, tendo como base o ativo de imagem construído por Veja para ele.
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GRANDE CAMILA !

 Em cerimônia de entrega do título doutor Honoris Causa, ao ex-presidente Luís Inácio da Silva, pela UERJ, a atriz Camila Pitanga, mestre de cerimônia, não se conteve, e num arrobo de extrema cidadania, pediu a presidente Dilma que vete o novo código florestal. O gesto da atriz foi recebido com entusiasmo pela Presidente e com euforia pela plateia. 
Assista:

TV Record mostra esquema da revista Veja com Carlinhos Cachoeira

 O programa "Domingo Espetacular" da TV Record mostrou o esquema da revista Veja com a organização criminosa do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Eis o resumo: Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira:
Escutas telefônicas gravadas com autorização da Justiça revelaram uma ligação sombria entre o chefe de um esquema milionário de jogos ilegais, Carlinhos Cachoeira, e a maior revista semanal do Brasil, Veja. As conversas mostram uma relação próxima entre o contraventor e Policarpo Júnior, diretor da revista em Brasília (DF). Segundo documentos da Polícia Federal, Cachoeira teria passado informações que resultaram em pelo menos cinco capas da Veja, além de outras reportagens em páginas internas, publicadas de acordo com interesses do bicheiro e de comparsas. Trata-se de uma troca de favores, que rendeu muitos frutos a Carlinhos Cachoeira e envolveu a construtora Delta. O escândalo pode levar Roberto Civita, presidente da empresa que publica a Veja e um dos maiores barões da imprensa do País, a ser investigado e convocado para depor na CPI.


A Record e a Carta Capital são os únicos órgãos da chamada grande imprensa que estão noticiando o uso da imprensa por Cachoeira.

Vitória de François Hollande nas eleições francesas: uma primavera europeia?


“A vitória de François Hollande nas eleições francesas e sua oposição ao pacto fiscal será a primeira derrotadas políticas que a chanceler alemã Angela Merkel e os tecnocratas da União Europeia impuseram a milhões de pessoas na Europa. No entanto, o resultado das eleições gregas pode ter uma importância simbólica maior ainda. As placas tectônicas da sociedade e da política grega estão se movendo. É a primeira vez que aparece na Europa a possibilidade real de um governo de esquerda radical. O artigo é de Costas Douzinas. 
 
Costas Douzinas, SinPermiso / Carta Maior
 
O dia 6 de maio pode ser o princípio da “primavera europeia”. A esperada vitória nas eleições francesas e sua rejeição ao pacto fiscal será a primeira derrota das políticas que a senhora Merkel e os inúteis tecnocratas da União Europeia impuseram a Europa. No entanto, o resultado das eleições gregas pode ter uma importância simbólica maior ainda.
As eleições marcam o final do segundo ato da tragédia grega, com a saída pela direita do cenário do elenco de partidos e políticos até agora dominantes.
 O primeiro ato terminou em novembro passado com a demissão do governo Papandreu como resultado da oposição popular e o medo de Merkozy de um referendo para decidir a permanência da Grécia no euro. Papandreu era um “pobre homem” de Tony Blair, assessorado por burocratas do partido toda a vida e por um pequeno grupo de “especialistas” neoliberais, conhecidos como “os jardineiros”.
Este clã de mediocridades, que deviam seus cargos ao clientelismo feudal de Papandreu, afirmava que poderia “salvar” a Grécia dos desastres causados por seus governos. Evangelos Venizelos, que substituiu Papandreu na direção do Pasok, é uma espécie de Gordon Brown tagarela que, como ministro da Economia, supervisionou o catastrófico segundo pacote de austeridade, sepultando com ele no cemitério dos sonhos despedaçados suas aspirações de toda uma vida de se converter em primeiro ministro.
Na semana passada, a OCDE anunciou que a renda média grega caiu 25,3% em 2011, uma redução sem precedentes em qualquer parte do mundo em tempos de paz (os britânicos caíram 2% no mesmo período), com um desemprego de 21% e um desemprego entre os jovens de 50%. No entanto, o segundo empréstimo do resgate, assim como as receitas tributárias pelo imposto de renda, ingressaram em uma conta bloqueada para pagar a dívida antes que os salários e as pensões. 
O Pasok se autodenomina socialista, mas, ao contrário de Hollande, aceita as medidas de austeridade sem negociação nem objeções, sacrificando os jovens, os idosos e os pobres como se fossem modernas Ifigênias para salvar a pele dos Agamenons econômicos e políticos.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Lula< Honoris Causa

Por que você tem que conhecer Norman Finkelstein



Por Paulo Nogueira 

Você pode pensar muitas coisas sobre Norman Finkelstein, judeu americano de 58 anos.
Você pode achar que ele é radical em sua defesa da Palestina e dos palestinos e ataques a Israel. Você pode considerar que ele mina os próprios argumentos com uma retórica demasiadamente explosiva. Você pode supor que haja nele alguma coisa autodestrutiva. Você pode até suspeitar que ele odeie a si próprio por ser judeu.
Você só não pode fazer uma coisa: ignorá-lo.
Finkelstein é um acadêmico e palestrante obcecado com a causa palestina. Seus pais enfrentaram campos de concentração nazistas. A mãe, segundo ele, jamais superou a experiência. “A conversa podia girar em torno de petúnia, e de repente ela dizia que tinha enfim entendido algo que ocorrera naqueles dias”, diz Finkelstein.
Mas Finkelstein acha que é melhor olhar para o presente do que para o passado. Ele prefere falar da Palestina de agora a discorrer sobre o Holocausto de décadas atrás.
Numa palestra, uma jovem fez a ele uma pergunta. Chorando, ela disse que se sentia ofendida pelas referências negativas feitas a Israel, e citou o Holocausto. “Não respeito essas lágrimas e nem me deixo intimidar por elas”, respondeu Finkelstein. “Se você tem coração, deveria estar chorando pelos palestinos.”
Posto, junto com este texto, o vídeo de um documentário sobre ele. As legendas foram feitas num português precário, mas não importa.
Recomendo que vejam o vídeo. Quanto suportarem. Cinco minutos que sejam.
Porque Finkelstein é aquele tipo de gente rara e brava que faz você pensar.
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PROJETO SAÚDE E ALEGRIA EXIBE EM SANTARÉM O FILME "TOXIC AMAZONIA"

Nesta segunda feira, 7 de maio, na sede do Projeto Saúde & Alegria, o Jornalista Felipe Milanez, ex-editor da National Geografic Brasil, apresenta o seu último filme, Toxic Amazônia, um documentário sobre a investigação do assassinato no Pará dos ambientalistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo no Projeto de Assentamento (PAE) Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sul do Pará.
Zé Claudio e Maria do Espírito Santo foram reconhecidos internacionalmente pelo prêmio "Herói da Floresta” concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2012. 
O documentário trata da violência no campo no Pará e o tema do extrativismo. Apresenta a visão de mundo de José Claudio e Maria do Espírito Santo, sua luta pela preservação ambiental e por uma política fundiária adequada à realidade amazônica.
O documentário foi realizado pela Vice Media, uma produtora de conteúdos para a TV norte americana e dirigido por Felipe Milanez e Bernardo 
Após a exibição haverá um debate com o Diretor, Felipe Milanez e Caetano Scanavinno Filho, coordenador do Projeto Saúde & Alegria.

Dia 07 de maio, 19 horas
Projeto Saúde & Alegria
Av. Mendonça Furtado, 3979
Liberdade, Santarém, Pará
(93) 3067 8000 / (93) 9149 4801
Distribuição de senhas de 08 às 18hs


Mais informações sobre o filme em: http://www.vice.com/pt_br/toxic/toxic-amazon-full-length
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Nova lei trabalhista promulgada por Hugo Chávez reduz jornada e aumenta aposentadorias na Venezuela


Hugo Chávez posa com a nova Lei Orgânica do Trabalho; ideia do governo é distribuir melhor a riqueza gerada pela economia.

A Venezuela aprovou nas vésperas do Dia do Trabalho (01/05) uma ampla reforma trabalhista que deverá aumentar o valor das pensões e aposentadorias e reduzir a jornada semanal de trabalho no país. Promulgada pelo presidente Hugo Chávez, a nova Lei Orgânica do Trabalho depende agora apenas da chancela do Supremo Tribunal de Justiça para entrar em vigor.
A reforma foi formulada a partir de mais de 19 mil propostas, em sua grande maioria proveniente de sindicatos e outras organizações de trabalhadores. Entre as principais novidades da nova lei, conhecida como LOT, estão a volta da retroatividade da previdência social, que garantirá os benefícios com base no último salário, o pagamento de indenização dobrada em caso de demissões injustificadas, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da terceirização no ambiente de trabalho.
Além disso, a LOT amplia os direitos de pais e mães a partir do nascimento de seus filhos. Caso aprovada, a lei estabelece a proibição nas demissões de mães e pais durante os dois anos posteriores ao nascimento da criança. Além disso, a licença-maternidade é estendida para seis meses e meio. Com a nova legislação, as empresas também têm de reconhecer os direitos dos casais que adotarem crianças.
Em sua última aparição pública antes de voltar à Cuba para seguir seu tratamento contra um câncer, o presidente Hugo Chávez celebrou a aprovação da nova legislação. É “uma lei para a história, uma lei libertadora, uma lei justa. Agora há que se lutar para que se cumpra”, afirmou o presidente, segundo a agência Reuters.
Segundo Nicolas Maduro, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, assim que o Supremo aprovar a nova lei, ela será publicada no diário oficial e passará a valer para empresas públicas e privadas.
O chanceler venezuelano comparou os novos direitos adquiridos pelos trabalhadores na Venezuela com o cenário de crise nos países ricos. “Nos Estados Unidos, os trabalhadores não têm segurança social, nem hospitais e escolas públicas e estão tomando suas casas (...) Os trabalhadores, as massas que estão despertando nos EUA e na Europa estão lutando por aquilo que, agora, o povo da Venezuela tem”, disse, de acordo com a Telesur.
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Carta Capital, a única revista semanal que pratica Jornalismo no Brasil.

PMDB E TUCANOS PERDERAM FILIADOS

 

Saiu no Valor, pág. A11: “Balanço do TSE mostra que PSDB e PMDB perdem filiados …”

Entre outubro de 2011 e abril de 2012, os tucanos – sob o impacto da derrotada campanha do Padim Pade Cerra à prefeitura – perderam 12% dos militantes.
Motivo?
Segundo o Valor (que é o PiG chic), porque houve um recadastramento de filiados do partido para realizar a prévia para a Prefeitura e se descobriu que o PSDB é muito menor do que alardeava.
O número de tucanos na cidade de São Paulo, sob a gloriosa liderança do Padim, caiu à metade !
É um jenio !
O PMDB, liderado pelo (vice) Presidente Temer, caiu 1,6%.
O PT subiu 30%, embora, no PiG de mervais, seja um partido em extinção.
O PT está com 1 milhão e 500 mil militantes registrados.
O PDT (do Brizola) aumentou o número de militantes em 27%.
Outro partido da base da Dilma, o PSB, de Eduardo Campos, subiu 17%.
E o do Kassab, com uma base menor, subiu 49%.
Esses números (que o Valor atenuou) explicam a angustia do mervismo pigal.
Se o Peluso não condenar o José Dirceu, aí, a Globo deixa de fazer Plim-Plim. 

Paulo Henrique Amorim
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13 motivos para Dilma cumprir sua promessa de campanha

por André Lima, Raul Valle e Tasso Azevedo

Para cumprir seu compromisso de campanha e não permitir incentivos a mais desmatamentos, redução de área de preservação e anistia a crimes ambientais, a Presidenta Dilma terá que reverter ou recuperar, no mínimo, os dispositivos identificados abaixo. No entanto, a maioria dos dispositivos são irreversíveis ou irrecuperáveis por meio de veto parcial. 

13 razões para o Veto Total

1. Supressão do artigo primeiro do texto aprovado pelo Senado que estabelecia os princípios jurídicos de interpretação da lei que lhe garantia a essência ambiental no caso de controvérsias judiciais ou administrativas. Sem esse dispositivo, e considerando-se todos os demais problemas abaixo elencado neste texto, fica explícito que o propósito da lei é simplesmente consolidar atividades agropecuárias ilegais em áreas ambientalmente sensíveis, ou seja, uma lei de anistia florestal.  Não há como sanar a supressão desses princípios pelo veto.
2. Utilização de conceito incerto e genérico de pousio e supressão do conceito de áreas abandonadas e subutilizadas. Ao definir pousio como período de não cultivo (em tese para descanso do solo) sem limite de tempo (Art. 3 inciso XI), o projeto permitirá novos desmatamentos em áreas de preservação (encostas, nascentes etc.) sob a alegação de que uma floresta em regeneração (por vezes há 10 anos ou mais) é, na verdade, uma área agrícola “em descanso”. Associado ao fato de que o conceito de áreas abandonadas ou subutilizadas, previsto tanto na legislação hoje em vigor como no texto do Senado, foi deliberadamente suprimido, teremos um duro golpe na democratização do acesso e da terra, pois áreas mal-utilizadas, possuídas apenas para fins especulativos, serão do dia para a noite terras “produtivas em descanso”. Essa brecha enorme para novos desmatamentos não pode ser resolvida com veto.
3. Dispensa de proteção de 50 metros no entorno de veredas (inciso XI do ART. 4º ART). Isso significa a consolidação de ocupações ilegalmente feitas nessas áreas como também novos desmatamentos no entorno das veredas hoje
protegidas.  Pelo texto aprovado, embora as veredas continuem sendo consideradas área de preservação, elas estarão na prática desprotegidas, pois seu entorno imediato estará sujeito a desmatamento, assoreamento e possivelmente a contaminação com agroquímicos. Sendo as veredas uma das principais fontes de água do Cerrado, o prejuízo é enorme, e não é sanável pelo veto presidencial.
4. Desproteção às áreas úmidas brasileiras. Com a mudança na forma de cálculo das áreas de preservação ao longo dos rios (art.4o), o projeto deixa desprotegidos, segundo cálculos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), 400 mil km2 de várzeas e igapós. Isso permitirá que esses ecossistemas riquíssimos possam ser ocupados por atividades agropecuárias intensivas, afetando não só a biodiversidade como a sobrevivência de centenas de milhares de famílias que delas fazem uso sustentável.
5. Aumento das possibilidades legais de novos desmatamentos em APP – O novo texto (no §6º do Art4o) autoriza novos desmatamentos indiscriminadamente em APP para implantação de projetos de aquicultura em propriedades com até 15
módulos fiscais (na Amazônia, propriedades com até 1500ha – na Mata Atlântica propriedades com mais de mil hectares) e altera a definição das áreas de topo de morro reduzindo significativamente a sua área de aplicação (art.4º, IX). Em nenhum dos dois casos o Veto pode reverter o estrago que a nova Lei irá causar, ampliando as áreas de desmatamento em áreas sensíveis.
6. Ampliação de forma ampla e indiscriminada do desmatamento e ocupação nos manguezais ao separar os Apicuns e Salgados do conceito de manguezal e ao delegar o poder de ampliar e legalizar ocupações nesses espaços aos Zoneamentos Estaduais, sem qualquer restrição objetiva (§§ 5º e 6º do art. 12).  Os estados terão amplos poderes para legalizar e liberar novas ocupações nessas áreas. Resultado – enorme risco de significativa perda de área de manguezais que são cruciais para conservação da biodiversiadade e produção marinha na zona costeira. Não tem com resgatar pelo Veto as condições objetivas para ocupação parcial desses espaços tão pouco o conceito de manguezal que inclui apicuns e salgados.
7. Permite que a reserva legal na Amazônia seja diminuída mesmo para desmatamentos futuros, ao não estabelecer, no art. 14, um limite temporal para que o Zoneamento Ecológico Econômico autorize a redução de 80% para 50% do imóvel. A lei atual já traz essa deficiência, que incentiva que desmatamentos ilegais sejam feitos na expectativa de que zoneamentos futuros venham legaliza-los, e o projeto não resolve o problema.
8. Dispensa de recomposição de APPs. O texto revisado pela Câmara ressuscita a emenda 164 (aprovada na primeira votação na Câmara dos Deputados, contra a orientação do governo) que consolida todas as ocupações agropecuárias
existentes às margens dos rios, algo que a ciência brasileira vem reiteradamente dizendo ser um equívoco gigantesco. Apesar de prever a obrigatoriedade de recomposição mínima de 15 metros para rios inferiores a 10 metros de largura, fica em aberto a obrigatoriedade de recomposição de APPs de rios maiores, o que gera não só um possível paradoxo (só partes dos rios seriam protegidas), como abre uma lacuna jurídica imensa, a qual só poderá ser resolvida por via judicial, aumentando a tão indesejada insegurança jurídica. O fim da obrigação de recuperação do dano ambiental promovida pelo projeto condenará mais de 70% das bacias hidrográficas da Mata Atlântica, as quais já tem mais de 85% de sua vegetação nativa desmatada. Ademais, embora a alegação seja legalizar áreas que já estavam “em produção” antes de supostas mudanças nos limites legais, o projeto anistia todos os desmatamentos feitos até 2008, quando a última modificação legal foi em 1986. Mistura-se, portanto, os que agiram de acordo com a lei da época com os que deliberadamente desmataram áreas protegidas apostando na impunidade (que o projeto visa garantir). Cria-se, assim, uma situação
anti-isonômica, tanto por não fazer qualquer distinção entre pequenos e grandes proprietários em situação irregular, como por beneficiar aqueles que desmataram ilegalmente em detrimento dos proprietários que o fizeram de forma legal ou mantiveram suas APPs conservadas.  É flagrante, portanto, a falta de razoabilidade e proporcionalidade da norma contida no artigo 62, e um retrocesso monumental na proteção de nossas fontes de água.
9. Consolidação de pecuária improdutiva em encostas, bordas de chapadas, topos de morros e áreas em altitude acima de 1800 metros (art. 64) o que representa um grave problema ambiental principalmente na região sudeste do País pela instabilidade das áreas (áreas de risco), inadequação e improdutividade dessas atividades nesses espaços. No entanto, o veto pontual a esse dispositivo inviabilizará atividades menos impactantes com espécies arbóreas perenes (café, maçã dentre outras) em pequenas propriedades rurais, hipóteses em que houve algum consenso no debate no Senado. O Veto parcial resolve o problema ambiental das encostas no entanto não resolve o problema
dos pequenos produtores.
10. Ausência de mecanismos que induzam a regularização ambiental e privilegiem o produtor que preserva em relação ao que degrada os recursos naturais. O projeto revisado pela Câmara suprimiu o art. 78 do Senado, que vedava o acesso ao crédito rural aos proprietários de imóveis rurais não inscritos no Cadastro Ambiental Rural – CAR após 5 anos da publicação da Lei. Retirou também a regra que vedava o direcionamento de subsídios econômicos a produtores que tenham efetuado desmatamentos ilegais posteriores a julho de 2008. Com isso, não só não haverá instrumentos que induzam a adesão aos Programas de Regularização Ambiental, como fica institucionalizado o incentivo perverso, que premia quem descumpre deliberadamente a lei. Propriedades com novos desmatamentos ilegais poderão aderir ao CAR e demandar incentivos para recomposição futura. Somando-se ao fato de que foi retirada a obrigatoriedade de publicidade dos dados do CAR, este perde muito de seu sentido. Um dos únicos aspectos positivos de todo projeto foi mutilado. Essa lacuna não é sanável pelo veto. A lei perde um dos poucos ganhos potenciais para a governança ambiental.
11. Permite que imóveis de até 4 módulos fiscais não precisem recuperar sua reserva legal (art.68), abrindo brechas para uma isenção quase generalizada. Embora os defensores do projeto argumentem que esse dispositivo é para permitir a sobrevivência de pequenos agricultores, que não poderiam abrir mão de áreas produtivas para manter a reserva, o texto não traz essa flexibilização apenas aos agricultores familiares, como seria lógico e foi defendido ao longo do processo legislativo por organizações socioambientalistas e camponesas. Com isso, permite que mesmo proprietários que tenham vários imóveis menores de 4 MF –  e, portanto, tenham terra mais que suficiente para sua sobrevivência – possam se isentar da recuperação da RL. Ademais, abre brechas para que imóveis maiores do que esse tamanho, mas com matrículas desmembradas, se beneficiem dessa isenção. Essa isenção fará com que mais de 90% dos imóveis do país sejam dispensados de recuperar suas reservas legais e jogaria uma pá de cal no objetivo de recuperação da Mata Atlântica, pois, segundo dados do Ipea, 67% do passivo de reserva legal está em áreas com até 4 módulos.
12. Cria abertura para discussões judiciais infindáveis sobre a necessidade de recuperação da RL (art.69). A pretexto de deixar claro que aqueles que respeitaram a área de reserva legal de acordo com as regras vigentes à época estão regulares, ou seja, não precisam recuperar áreas caso ela tenha sido aumentada posteriormente (como ocorreu em áreas de floresta na Amazônia, em 1996), o projeto diz simplesmente que não será necessário nenhuma recuperação, e permite que a comprovação da legalidade da ocupação sejam com “descrição de fatos históricos de ocupação da região, registros de comercialização, dados agropecuários da atividade”. Ou seja, com simples declarações o proprietário poderá se ver livre da RL, sem ter que comprovar com autorizações emitidas ou imagens de satélite que a área efetivamente havia sido legalmente desmatada.
13. Desmonte do sistema de controle da exploração de florestas nativas e transporte de madeira no País. O texto do PL aprovado permite manejo da reserva legal para exploração florestal sem aprovação de plano de manejo (que equivale ao licenciamento obrigatório para áreas que não estão em reserva legal), desmonta o sistema de controle de origem de produtos florestais (DOF – Documento de Origem Florestal) ao permitir que vários sistemas coexistam sem integração. A Câmara rejeitou o parágrafo 5º do art. 36 do Senado o que significa a dispensa de obrigação de integração dos sistemas estaduais com o sistema federal (DOF). Como a competência por autorização para exploração florestal é dos estados (no caso de propriedades privadas rurais e unidades de conservação estaduais) o governo federal perde completamente a governança sobre o tráfico de madeira extraída ilegalmente (inclusive dentro de Unidades de conservação federais e terras indígenas) e de outros produtos florestais no País. Essa lacuna não é sanável pelo veto presidencial.
Há ainda outros pontos problemáticos no texto aprovado confirmado pela Câmara cujo veto é fundamental e que demonstram a inconsistência do texto legal, que se não for vetado por completo resultará numa colcha de retalhos.
A todos estes pontos se somam os vícios de origem insanáveis deste PL como é o caso da definição injustificável da data de 22 de julho de 2008 como marco zero para consolidação e anistia de todas irregularidades cometidas contra o código florestal em vigor desde 1965. Mesmo que fosse levado em conta a última alteração em regras de proteção do código florestal esta data não poderia ser posterior a 2001, isso sendo muito generoso, pois a última alteração em regras de APP foi realizada em 1989.
Por essas razões não vemos alternativa sensata à Presidente da República se não o Veto integral ao PL 1876/99.
* Em 02 de maio de 2012,
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Globo continua sua campanha contra o Brasil, em defesa dos bancos e do mercado financeiro

 
Blog do Mello 
 
“Não é surpresa o comportamento do jornalão das Organizações Globo. Todos sabemos que as Organizações Globo estão sempre contra tudo aquilo que signifique defesa dos interesses do Brasil e dos brasileiros.
Isso é uma tradição de família, como a perseguição aos Brizola, à Petrobras e aos governos populares, desde Getúlio Vargas, passando por Jango, Lula e agora Dilma. Há 50 anos, O Globo já estampava manchete criticando a criação do décimo-terceiro salário.
Portanto, não há surpresa alguma na manchete de hoje de O Globo, reproduzida na imagem acima. Ao esforço da presidenta e seu governo em combater os juros altíssimos e imorais praticados pelos bancos (os mais lucrativos do mundo), as Organizações Globo respondem com uma campanha contra em todos os seus veículos.
Hoje, criam uma manchete capciosa e mentirosa, "Depois da pressão de Dilma, ações de bancos despencam", querendo linkar o pronunciamento da presidenta na ocasião do Dia do Trabalhador a um suposto "despencar" das ações dos bancos.
Em primeiro lugar, as ações dos bancos vêm caindo há meses, entre outras coisas por dificuldades de pagamentos de seus clientes, vítimas dos juros mais escorchantes do planeta.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Maria Inês Nassif assessorará Lula


Ontem foi referendado o convite de Lula para que Maria Inês Nassif assuma a função de assessora dele, ajudando nas análises e interpretações políticas.
Apesar de não autorizado pela Inês, cometo a inconfidência: 

"Lula disse ter se surpreendido com a unanimidade colhida com todas as pessoas a quem mencionava o nome da Inês."

Não é novidade para nós, do Blog, que aprendemos a admirá-la faz tempo. 

Nem para o irmão coruja.
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STF aprova ProUni. Ameaça de Gilmar não cola


O Nunca Dantes está feliz.

Embora o PiG – veja no Estadao – o desrespeita e agora mostre ele de bengala, o Nunca Dantes esta mais de pé do que nunca: o STF considerou o ProUni legal: Maioria do Supremo vota a favor de cotas no Prouni

Programa dá bolsa em universidade particular para aluno do ensino público.
Parte das vagas é reservada para negros, índios e pessoas com deficiência.

É a segunda derrota consecutiva dos arenistas.
Outra, os 10 x 0 das cotas raciais contra a Globo e o Ali Kamel.
Na votação das cotas, o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas votou a favor para não ficar feio: ser o 1 de um placar 9 x 1.
Mas ameaçou: quando vier a votação do ProUni ….
Como se dissesse: lá a gente acerta as contas.
Novamente, quando chegou na hora de votar, já derrotado, aderiu à corrente vencedora.
O único voto contra foi o de Marco Aurelio ( collor de) Melo, que, como demonstram as estatísticas, é o ministro que mais perde quando é preciso intepretar a Constituição.
Esta difícil a situação do ex-Supremo.
Ainda mais que ele não consegue explicar por que o Demóstenes disse “o Gilmar mandou buscar“, ao Cachoeira.
Ah, doutor Piovesan.
A História lhe espera ! 

Paulo Henrique Amorim
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Tijolaço sai do ar. PiG não deve celebrar

Três anos de bom combate

Com posts de Brizola Neto – “Ser diferente sendo o mesmo” – e do companheiro de 20 anos ao lado do avô, Fernando Brito – “O bom combate” – , o Tijolaço sai do ar.
Brizola Neto assume aos 33 anos um cargo que o avô não atingiu: o de Ministro, e do Trabalho, que Jango ocupa até hoje.
Brizola é o primeiro blogueiro sujo que chega a Ministro.
E, uma vez sujo, sempre sujo.
O Cerra sabe porque nos chamou de “sujos”.
O Brizola também.
Sendo assim, o PiG não deve celebrar.
Muito menos os que não percebem que “jornalista bandido bandido é”, a última contribuição do Tijolaço e do Fernando Brito ao desmascaramento do PiG e da vinculação do Golpe ao Crime Organizado.
Brizola e Fernando só trocaram as armas.
Não trocaram de lado.
Não foram para o Chile. 

Paulo Henrique Amorim
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Civita, o nosso Murdoch

Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?  
 
Por Gianni Carta 
 
Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista. E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.
O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.
Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus “furos” de Cachoeira.
Por essas e outras, Policarpo Jr. e a recomendável convocação de Civita para a CPI numa estiveram no noticiário.
Enquanto isso, Rupert Murdoch, o magnata mais poderoso da mídia do Reino Unido, 81 anos, é interrogado horas a fio pela comissão parlamentar do Inquérito Leveson, que teve início em novembro de 2011. E na quarta-feira 2 até o Senado dos EUA entrou em contato com os investigadores britânicos para avaliar se abrirão um inquérito com o objetivo de investigar se a News Corporation passou a perna em leis norte-americanas.
Através de seus jornais – Times, Sunday Times, Sun e News of the World – Murdoch teve grande influência nas eleições dos primeiros-ministros conservadores Margaret Thatcher, John Major, David Cameron e Tony Blair. Até aí nada de errado. Publicações europeias apoiam candidatos políticos em seus editoriais, coisa que no Brasil acontece raramente. A mídia canarinho gosta de ficar em cima do muro enquanto distorce e manipula o noticiário a favor dos candidatos conservadores preferidos pelas elites. Enfim, prima a ambiguidade e a desinformação na mídia brasileira enquanto a mídia europeia se posiciona ideologicamente, o que lhe confere credibilidade. O leitor do vespertino francês Le Monde, por exemplo, sabe ter em mãos um diário de centro-esquerda que apoia o socialista François Hollande no segundo turno da presidencial, em 6 de maio.
O problema da mídia murdochiana foram os métodos por ela usados: escutas telefônicas ilegais e suborno de policiais por informações privilegiadas foram as mais graves. De fato, o tabloide News of the World foi fechado porque a acusações acima foram provadas. Jornalistas e um detetive contratado pelo jornal foram presos.
Agora o Inquérito Leveson quer se aprofundar mais na relação da mídia com políticos e funcionários públicos. Nesse contexto, investiga o grupo de Murdoch e outras empresas de comunicação. Ao mesmo tempo, pretende avaliar se o regime regulatório da imprensa da britânica falhou. Em suma, lá no reinado fazem o que não é feito aqui: uma CPI da mídia.
Murdoch admitiu no Inquérito Leveson ter sido “lento e defensivo” em relação às escutas telefônicas ilegais. Reconheceu ter falhado ao negar o conhecimento sobre a verdadeira escala dos grampos telefônicos até 2010 devido à conduta de subordinados que o deixaram sem informações. Ou será que Murdoch fingia que não sabia de nada?
São várias as semelhanças entre Roberto Civita e Rupert Murdoch. Ambos têm fascínio pelo “American Dream”, ou seja, a possibilidade de ganhar na vida na terra do Tio Sam, onde todos – eis aí um mito – podem fazer fortuna. E, por vezes, como se vê, a qualquer custo. Civita nasceu na Itália, mas aos dois anos, em 1938, foi com a família para os EUA, onde viveu por pouco mais de uma década. Depois de passar algum tempo no Brasil foi fazer universidade na Filadélfia.
Murdoch nasceu na Austrália, onde teve início sua carreira de empresário da mídia. Depois passou vários anos no Reino Unido, onde amealhou sua fortuna. E, finalmente, foi morar nos EUA para realizar seu sonho, o de obter a cidadania norte-americana e ser dono de um grande diário, no caso o Wall Street Journal.
Segundo o Inquérito Leveson, o patrão da News Corp. não tem “capacidade” para dirigir um grupo internacional. Isso seria possível no Brasil de Roberto Civita?

Santarém luta para ser sub sede da copa de 2014

Audiência com o Comitê da FIFA. Foto Valeria LimaA defesa para que Santarém seja Centro de Treinamento (CT) para as seleções participantes da Copa do Mundo de 2014 foi feita no Rio de Janeiro ao Comitê Organizador da Fifa pela prefeita Maria do Carmo.
Acompanharam a gestora santarena a professora Rita Peloso (assessora de Esporte e Lazer), Socorro Pena (secretária Governo) e Valéria Lima (arquiteta e coordenadora do PAC).
Elas foram recebidas por Frederico Nantes e André Bello, coordenador e gerente de Competição e Serviços às Equipes do Comitê Organizador da Copa de 2014, respectivamente.
É sempre bom destacar que Belém está querendo nos passar a perna e se “qualificar” como sub-sede da copa de 2014 no lugar de Santarém.
Estão competindo com Santarém de forma desleal e para tanto o Governador do Parazinho tentou “abortar” a iniciativa da Prefeita Santarena declarando-se para a FIFA o “único interlocutor” para o Estado do Pará.
Ele mandou uma carta ao Comitê pedindo para que não hajam negociações a não ser com ele mesmo.
A Prefeitura Municipal não se intimidou, e mesmo com a tentativa de boicote do Governador do Bla..bla..bla… foi até ao Rio se reunir junto ao comitê organizador da copa.
Nossos traíras mocorongos, os marionetes do Parazinho, estão trabalhando abertamente contra Santarém….
Não vai ser fácil vencer o time do contra. Eles tem grana e o poder da arrogância….
Mas vamos em frente Santarém !
 Tapajós Neles !
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Humberto Costa: há indícios de que Demóstenes mentiu aos senadores


Agência Senado. 
 
O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou, durante a leitura de seu relatório no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) faltou com a verdade, em pronunciamento no dia 6 de março, ao se manifestar sobre as denúncias que o acusavam de envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal. 
 
 
O senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou na manhã desta quinta-feira (3) relatório ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar sobre a representação contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) apresentada pelo PSOL.
O parlamentar do PT pede a abertura de processo por quebra de decoro baseado nas denúncias publicadas pela imprensa de envolvimento do senador por Goiás em um esquema de jogos ilegais e outros crimes chefiado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
SENADO FEDERAL
CONSELHO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR
REPRESENTAÇÃO Nº 01/2012
REPRESENTANTE: PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL
REPRESENTADO: SENADOR DEMÓSTENES TORRES
RELATOR: SENADOR HUMBERTO COSTA
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CHARGE

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Repúdio mundial a cortes sociais nas mobilizações do 1º de maio


Milhares de pessoas saíram às ruas terça-feira nas manifestações do Dia Internacional do Trabalho realizadas nos diferentes países da América Latina, reivindicando melhorias salariais e das condições de trabalho, em alguns casos e, em outros, apoio a políticas governamentais.
No México, as comemorações do Dia do Trabalho se converteram em um ato contra os partidos PAN e PRI. Os trabalhadores foram chamados a dar um voto de castigo aos “partidos que quebraram a nação”. 
Muitos manifestantes utilizaram a máscara que se tornou ícone da resistência cidadã contra os centros do poder mundial.
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Delegado da ditadura revela 'Memórias de Guerra Suja'

“Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”.
Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura.


Tales Faria, iG Brasília 

Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil. 
 esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.
Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.
Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.
Leia também: "Delegado Fleury foi morto por militares"
A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados
Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.
“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”
Os dez presos incinerados
-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena Mello, José Roman eLuiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).
O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.
Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:
“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”
“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.”
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CONTRA A AGIOTAGEM

 
Não bastasse a primeira, imediata reação da Globo, com o William Traack (segundo o amigo navegante Joaquim) contra a Dilma, em defesa dos bancos privados, nesta quarta-feira a artilharia do PiG veio furiosa.
No Globo, na pág. 4, Merval Pereira acusa a Presidenta de uma espécie de “populismo financeiro”.
Deve inspirar-se na expressão “populismo cambial”, que o Padim Pade Cerra usava (em off, com os colonistas (que o tratam de “Serra”) para dinamitar o Plano Real e derrubar o Malan.
Na pág. 20, sem muita imaginação – como sempre – a Urubóloga ataca a Presidenta na mesma tecla: ela, a Dilma precisa ficar atenta (claro, a Urubóloga sabe o que é melhor para a Dilma) à “fronteira entre o popular e o populismo”.
O mais raso deles, na pág 2 da Folha, diz que a Presidenta “xingou” os bancos.
E que agora é “matar ou morrer”.
Ou os juros caem ou a Dillma morre politicamente (o sonho de consumo de todos os colonistas supra citados.)
Sobre a expressão “populismo”, recomenda-se a leitura de “O populismo e sua história – debate e critica”, organizado por Jorge Ferreira e editado pela Civilização Brasileira.
Em resumo: os conservadores chamam de “populismo” tudo o que os governantes trabalhistas fazem em benefício do povo.
Por exemplo: chamar os bancos privados na chincha, reestatizar a YPF argentina, ou a Transporte de Eletricidade da Bolívia.
Isso é de um populismo obsceno !
Que horror ! 

Em tempo: ao lado da Urubóloga, no Globo, lê-se: “Juros: Febraban evita rebater Dilma.” Não precisa, não é mesmo, amigo navegante ? Tem quem faça. 

Paulo Henrique Amorim

Morre Tomás Borge, último fundador vivo da Frente Sandinista da Nicarágua


Nicaraguenses comparecem ao velório do histórico líder da Frente Sandinista Tomás Borge Martínez, em Manágua

A notícia foi confirmada pela primeira-dama e porta-voz do governo, Rosario Murillo, que, com a voz embargada, anunciou nesta terça-feira (01/05) o falecimento do comandante Borge Martínez, "um daqueles mortos que nunca morrem", em suas palavras. "Estará sempre conosco na Frente Sandinista e nesse processo revolucionário para construir o bem comum. Estará conosco em cada batalha, em cada vitória, no avanço imparável em direção de mais justiça, mais bem-estar para  todas as famílias nicaraguenses."
Murillo também recordou como Borge esteve à frente em todos os momentos da luta revolucionária, "na montanha, nos combates urbanos contra a ditadura, no dia do triunfo e em todas as batalhas durante os dez anos da primera etapa da revolução, frente aos duros 16 anos e na vitória em 2006."
Ex-ministro de Interior e membro da Direção Nacional da FSLN durante o primeiro governo sandinista (1979-1990), Borge foi nomeado embaixador da Nicarágua no Peru e foi eleito deputado nas últimas eleições gerais em novembro de 2011. Ele e o comandante Bayardo Arce Castaño, que atualmente é assessor econômico da Presidência, foram os únicos membros da Direção Nacional que não abandonaram as filas do partido da FSLN  depois da derrota eleitoral de 1990 e da divisão interna que deu vida ao Mrs (Movimento renovador sandinista).
Durante uma entrevista dada ao portal El 19 digital em seu aniversário de 80 anos, Borge disse não temer a morte: "Me sinto orgulhoso de continuar sendo sandinista, de seguir sendo fiel à bandeira preta e vermelha do nosso partido, de seguir sendo fiel à nossa organização revolucionária; e morrer orgulhoso de ter a cabeça levantada, de não ter sido desleal con meus princípios, ou desleal com meus amigos ou companheiros, nem com a minha bandera, ou com os gritos de combate", afirmou.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou três dias de luto nacional pela morte de Borge. Poeta, escritor e precursor da luta contra a ditadura dos Somoza, será sepultado na Praça da Revolução, ao ldo do mausoléu dedicado a Carlos Fonseca Amador, co-fundador e ideólogo da FSLN, morto em combate em 1976. Nesse 1 de maio, milhares de nicaraguenses de todos os setores sociais homenageraram Borge.
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BRIZOLA NETO, UM TIJOLAÇO

Brizola Neto foi um precursor na batalha pela Democracia na blogosfera brasileira.
Logo transformou o "Tijolaço" no melhor blog de um político brasileiro.
É claro que ele contou com a pena destemida e precisa de Fernando Brito, que foi assessor de imprensa de Leonel Brizola.
“Tijolaço” é como se chamava o espaço dominical que Brizola tinha que comprar no PiG do Rio para poder expor suas ideias e se defender, sobretudo, da fúria do Roberto Marinho.
Chamar o blog de “Tijolaço” foi uma homenagem ao político brasileiro que teve a coragem de enfrentar a Globo: “quando eu sentar naquela cadeira, a primeira coisa que farei será questionar aquele monopólio”, prometia Brizola nas campanhas presidenciais.
(Tatto, Odair, dá uma olhada no vídeo em que o Roberto Marinho lê um editorial escrito pelo Brizola. Olha bem e vai para a CPI e chama o Robert(o) Civita e os filhos do Roberto Marinho, Tatto, Odair ! Vocês querem entrar para a História, ou fugir dela ?)
Brizola Neto foi para o Ministério do Trabalho, que João Goulart ocupou com brilho e valentia.
Mas, poderia ir para o Ministério das Comunicações, ele que defende um marco regulatório, uma Ley de Medios.
Aí, nesse campo, Brizola Neto sujou bastante.
Como no primeiro encontro nacional de blogueiros sujos (o próximo será em Salvador, no dia 25 de maio.)
E tomara que Brizola suje cada vez mais.
Com a ajuda incomparável do Fernando Brito. 

Em tempo: o PiG, com a Globo à frente, atacará Brizola Neto com mais fúria do que atacou o Lupi.
Preparem-se. Blogueiros sujos, uni-vos !

 
Em tempo 2: na foto da mesa de trabalhos do I Encontro de Blogueiros Sujos do Barao de Itararé, a frase “a liberdade da internet é ainda maior do que a liberdade da imprensa”, que aparece no banner, abaixo do Brizola Neto, é de Ayres Britto, presidente do STF.
No Encontro de dois anos atrás, ele ainda não era presidente e o país vivia na trevosa transição entre Gilmar Dantas e Cezar Peluso. Agora, Britto abriu a janela do STF e deixou o sol entrar.
Clique aqui – “Barão de Itararé convida Ayres Britto para encontro de Salvador”- para ler duas outras frases sugeridas por Britto.
São de fazer o Gilmar Dantas corar.
Leia também  sobre a entrevista que ele deu à Carta Capital: o julgamento do mensalão não será um linchamento.
Aí, quem corou foram os mervais.

Paulo Henrique Amorim
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Leréia na àrea



Bem que o Conversa Afiada avisou:
Você ainda ia ouvir falar muito desse alto dirigente tucano – clique aqui para “Você ainda vai ouvir falar muito no Leréia”.
Depois, avisou de novo, porque o pessoal do PiG não prestou atenção à generosa advertência: o alto dirigente tucano continuava nas paradas: “você ainda vai ouvir falar muito do Leréia – II”.Sempre ficava aquela pergunta inaudível: será que o dinheiro do Cachoeira ia para as campanhas nacionais do PSDB, com a solícita ajuda do Leréia ?
Esta pergunta certamente o Tatto e Odair farão na CPI da Veja, não é isso, Tatto ?
(E o Robert(o) e os Marinho – quando é que voces vão convocar ? Ou o PT também vai engolir a Veja, como fez o PiG?)
Bem, aí, a Folha acordou, entrou no Alto Comissariado Nacional Tucano e descobriu o Leréia a desafiar o Lula: Deputado usou cargo para agilizar vistos do grupo de Cachoeira
Gravação mostra que empresário acionou Leréia para obter autorização para a sogra.
Gravações feitas pela Polícia Federal apontam que o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) usou o prestígio do cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara para agilizar a emissão de vistos internacionais a pedido do grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal, acionou Leréia para conseguir um visto para sua sogra Meire Alves Mendonça e uma babá viajar aos EUA no ano passado.
O tucano também teria obtido vistos para familiares do ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB), apontado como operador do esquema. Leréia é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura suas ligações com Cachoeira.
As gravações obtidas pela Folha mostram Cachoeira celebrando a posse do deputado como presidente da comissão de Relações Exteriores em 2 de março de 2011: “Você agora é o homem dos vistos, é?”.
O deputado brinca e cita o episódio envolvendo os passaportes aos filhos do ex-presidente Lula. “Rapaz, o primeiro que quero chamar é o Lula pra depor. Aquele negócio dos vistos dos filhos dele. Vou falar ‘o Lula vem cá, vamos fazer um acordo’. O pessoal perguntou se falo inglês, falei ‘estudei junto com o Lula, somos colegas de turma’”.

Atente, amigo navegante, para a frase lapidar do dirigente (nacional) tucano: “o primeiro que eu quero chamar é o Lula pra depor !… Lula vem cá !”
Não lembra o “o Gilmar mandou buscar” ?
Não lembra o Arthur Virgilio Cardoso, na tribuna do Senado: vou dar uma surra no Lula !
Que firmeza, que rapidez !
É no vapt-vupt !, diria o Chico Anysio. 

Paulo Henrique Amorim
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