segunda-feira, 7 de maio de 2012

Vitória de François Hollande nas eleições francesas: uma primavera europeia?


A vitória de François Hollande nas eleições francesas e sua oposição ao pacto fiscal será a primeira derrotadas políticas que a chanceler alemã Angela Merkel e os tecnocratas da União Europeia impuseram a milhões de pessoas na Europa. No entanto, o resultado das eleições gregas pode ter uma importância simbólica maior ainda. As placas tectônicas da sociedade e da política grega estão se movendo. É a primeira vez que aparece na Europa a possibilidade real de um governo de esquerda radical. O artigo é de Costas Douzinas. 
 
Costas Douzinas, SinPermiso / Carta Maior
 
O dia 6 de maio pode ser o princípio da “primavera europeia”. A esperada vitória nas eleições francesas e sua rejeição ao pacto fiscal será a primeira derrota das políticas que a senhora Merkel e os inúteis tecnocratas da União Europeia impuseram a Europa. No entanto, o resultado das eleições gregas pode ter uma importância simbólica maior ainda.
As eleições marcam o final do segundo ato da tragédia grega, com a saída pela direita do cenário do elenco de partidos e políticos até agora dominantes.
 O primeiro ato terminou em novembro passado com a demissão do governo Papandreu como resultado da oposição popular e o medo de Merkozy de um referendo para decidir a permanência da Grécia no euro. Papandreu era um “pobre homem” de Tony Blair, assessorado por burocratas do partido toda a vida e por um pequeno grupo de “especialistas” neoliberais, conhecidos como “os jardineiros”.
Este clã de mediocridades, que deviam seus cargos ao clientelismo feudal de Papandreu, afirmava que poderia “salvar” a Grécia dos desastres causados por seus governos. Evangelos Venizelos, que substituiu Papandreu na direção do Pasok, é uma espécie de Gordon Brown tagarela que, como ministro da Economia, supervisionou o catastrófico segundo pacote de austeridade, sepultando com ele no cemitério dos sonhos despedaçados suas aspirações de toda uma vida de se converter em primeiro ministro.
Na semana passada, a OCDE anunciou que a renda média grega caiu 25,3% em 2011, uma redução sem precedentes em qualquer parte do mundo em tempos de paz (os britânicos caíram 2% no mesmo período), com um desemprego de 21% e um desemprego entre os jovens de 50%. No entanto, o segundo empréstimo do resgate, assim como as receitas tributárias pelo imposto de renda, ingressaram em uma conta bloqueada para pagar a dívida antes que os salários e as pensões. 
O Pasok se autodenomina socialista, mas, ao contrário de Hollande, aceita as medidas de austeridade sem negociação nem objeções, sacrificando os jovens, os idosos e os pobres como se fossem modernas Ifigênias para salvar a pele dos Agamenons econômicos e políticos.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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