sábado, 28 de abril de 2018

FASCISTAS ATIRAM E FEREM DUAS PESSOAS NO ACAMPAMENTO DE LULA


Na madrugada deste sábado 28, o acampamento Marisa Letícia, localizado na rua Padre João 
Wislinski, 260, no bairro Santa Cândida, Curitiba, onde dormem integrantes da vigília Lula 
Livre, foi atacado a tiros por volta das quatro horas. Duas pessoas foram feridas, uma delas 
está hospitalizada. Havia movimentação de pessoas passando em frente ao local e gritando 
palavras de ordem a Jair Bolsonaro
O acampamento Marisa Letícia, localizado no bairro Santa Cândida, em Curitiba, onde dormem integrantes da vigília Lula Livre, foi atacado a tiros por volta das quatro horas da madrugada do sábado 28. Duas pessoas foram feridas, uma delas está hospitalizada.
Jeferson Lima de Menezes, de São Paulo, foi prontamente encaminhado ao hospital com um tiro no pescoço. A autoria do ataque a tiros ainda não foi identificada até o momento.
Segundo informações de pessoas que estavam no acampamento havia movimentação de carros passando em frente ao local desde às duas da madrugada, gritando palavras de ordem a Jair Bolsonaro.
Após o ataque, segundo informações da vigília, os integrantes do acampamento realizaram uma manifestação em uma rua próxima para denunciar o atentado e o "estado de exceção que fere o direito de mobilização do grupo", além disso os acampados pediram agilidade por parte da Polícia e Justiça.
A vigília Lula Livre soltou uma nota de repúdio contra o atentado alegando que a "tentativa de homicídio" não intimidará os manifestantes, que terão presença massiva em Curitiba neste 1 de maio, Dia do Trabalho. O movimento também fala em "crônica anunciada", devido ao fato dos integrantes já terem sido atacados na região no momento em que houve a troca de local do acampamento. Segundo o texto, as atividades do acampamento seguem normais.
Veja a nota na íntegra:A vigília Lula Livre e as diversas organizações que a integram repudiam de forma veemente o ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia, ocorrido na madrugada de hoje (28) e que resultou em duas pessoas feridas, uma delas de forma grave, com um tiro no pescoço.
A sorte de não ter havido vítimas fatais não diminui o fato da tentativa de homicídio, motivada pelo ódio e provocação de quem não aceita que a vigília é pacífica, alcança três semanas e vai receber um Primeiro de Maio com presença massiva em Curitiba. Não nos intimidarão!
No fundo, é uma crônica anunciada. Desde o dia quando houve a mudança de local de acampamento (17), cumprindo demanda judicial, integrantes do movimento social haviam sido atacados na região. Desde aquele momento, a coordenação da vigília já exigia policiamento e apoio de viaturas, como foi inclusive sinalizado nos acordos para mudança no local do acampamento.
“Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial. Fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança. Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, enfatiza Dr Rosinha, presidente do PT estadual e integrante da coordenação da vigília.
Seguiremos com nossas atividades, lutas, programação e debates da vigília. A cada dia vai se tornando cada vez mais impressionante como, mesmo preso, a figura do ex-presidente Lula, a força moral que ganha, as denúncias contra a injustiça de sua prisão, tudo isso causa desespero nos seus algozes.
Por isso, estamos no caminho certo e venceremos! Em repúdio contra a violência, realizamos o trancamento da rua na região e seguiremos lutando.
Convocamos a sociedade e as pessoas que prezam pela democracia, pelo livre direito à expressão, pela diversidade de vozes na política, que somem-se a nós na vigília. Não aceitaremos tentativas de retrocesso que já nos custaram muitas lutas e vidas.
Vigília Lula Livre, 28 de abril de 2018.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

GOLPISTAS GLOBALHAS EXIGEM OBEDIÊNCIA CANINA DO STF


O portal do jornal O Globo deste 27 de abril de 2018 traz um claro organograma das ações 
tomadas pela Globo para essa tarefa. É preciso escrever o enredo da culpa de Lula a qualquer 
preço, e fazer, o que é muito fácil, que a ficção atravesse das telas para a realidade. O que é 
interessante, aliás, porque nessa semana seria julgado o processo contra Moro, relativo a 
divulgação das gravações ilegais e criminosas contra Lula e Dilma. Isso poderia pôr fim a todas 
as traquinagens do juiz, mas Cármen Lúcia (que faz parte do escrete da Globo, e foi 
entrevistada como musa jurídica por Pedro Bial) simplesmente adiou mais uma vez o 
julgamento.

Por Bajonas Teixeira

Como quem está treinando um cãozinho afável, mas ainda um pouco rebelde e inconsequente, a Globo deu lições ao STF. Foi ontem, num editorial de O Globo. Mais especificamente, as lições foram destinadas à Segunda Turma, que recentemente tomou decisão contrária a Moro e favorável a Lula. Se trata, é claro, da retirada dos trechos das delações da Odebrecht das mãos de Moro e de seu envio para a justiça de São Paulo.
A Globo avalia que as decisões da Segunda Turma, tem algo que não está como deveria. Na verdade, tendo “beneficiado” a Lula, essa turma está fazendo o contrário do que o adestrador ensinou. É como se, instada a dar a patinha, ela mostrasse o rabinho.
A Globo suspeita que seu totó ainda não tem certeza se a Constituição serve para brincar, para rasgar ou para algum outro fim menos nobre. Por isso, em seu editorial, Em nome da segurança jurídica, a Globo se propõe ao adestramento intensivo.
Foi para ensinar ao pet sobre “segurança jurídica”, isto e, sobre como manter bem presos entre os dentes os ossinhos de Lula, que a Globo fez ontem o tal editorial. Poderia até ser chamado de tutorial de adestramento jurídico supremo.
A Globo diz que esse seu cãozinho (a segunda turma, a de Gilmar, Marco Aurélio, etc.) tem que treinar com o seu gêmeo (a Primeira Turma, a de Cármen Lúcia, de Fachin, de Rosa Weber, etc.). Que já se encontra em estado mais avançado de submissão canina.
Como bom adestrador que é, a Globo não gostou de ver esse seu pet desajeitado, a Segunda Turma, deixar cair o osso que já estava preso nos dentes. Segurar e não soltar, pelo menos até receber um comando para isso, é um aprendizado básico do manual de ética para fucinhos afoitos.
Para aprimorar é preciso ensaiar melhor, treinar mais. A Globo incentiva com carinho o seu filhote atrapalhado nesse edital muito carinhoso. Ela acredita que o bichinho tem tudo que precisa para ser obediente, pegar o ossinho e dar a patinha. Ele e seu irmão gêmeo, a Primeira Turma, são ágeis, espertos e inteligentes. Diz o editorial:
“Não pairem dúvidas de que este jornal considera as turmas do STF aptas para julgarem os processos que lhes chegam de maneira isenta, independente e de acordo com a Constituição, como têm feito.”
Então. Já estando bom, o que falta para ficar perfeito? Muito pouco. Falta apenas o cãozinho, tendo os ossos de Lula, isto é, os seus direitos constitucionais, bem presos entre as mandíbulas, os estraçalhe sem clemência até ao fim. Só isso. Diz o ditado que não se põe dentadura de ouro em boca de cachorro. Mas, se for para funcionar como soco inglês, por que não? Que mal há?
É por isso que a Globo diz que, em nome da “segurança jurídica”, a Segunda Turma tem que aceitar a revisão da sua decisão, levando-a para o plenário para que, junto com a Primeira Turma, possa corrigir o seu erro. Mas tudo isso não com o rabo entre as pernas e a cabeça baixa, postura feia até para um sabujo vira-latas, mas “com sensibilidade e altivez”. Ou seja, com o peito estufado, o focinho erguido e rabinho espetado para cima.

BICHO DE ESTIMAÇÃO DE TEMER AGRIDE ELEITOR QUE O CRITICA


Vídeo que circula nas redes sociais nesta sexta-feira 27 mostra o deputado federal Wladimir 
Costa (SD-PA) agredindo um rapaz na plateia de um evento no interior do Pará, com um soco 
no rosto; o homem teria questionado sobre a tatuagem que o parlamentar teria feito de Michel 
Temer; 



247 - Um vídeo que circula nas redes sociais nesta sexta-feira 27 mostra o deputado federal 
Wladimir Costa (SD-PA) agredindo um rapaz na plateia de um evento realizado na cidade de 
Jacundá, interior do Pará, com um soco no rosto. O homem teria questionado sobre a tatuagem que o 
parlamentar teria feito de Michel Temer. 
"Explica a tatuagem do Temer na sua bunda, por favor", disse o homem na plateia. Antes, já havia 
acontecido uma discussão. Assista:




COM ESQUIVEL E “BOM DIA, LULA!”, PARLASUL ENTRA NA LUTA PELA LIBERDADE DO EX-PRESIDENTE; COMISSÃO O VISITARÁ EM MAIO; VEJA VÍDEO


por Samuel Gomes, de Montevidéu, especial para o Viomundo

Com a presença do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, o Parlamento do Mercosul (Parlasul) entrou hoje, sexta-feira, 25 de abril, na luta pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As atividades começaram com os representantes do Mercosul, desejando “Bom dia, Lula!” (veja vídeo acima)
Presente à reunião, o senador Humberto Costa (PT-PE) informou que uma comissão do Parlasul visitará o ex-presidente em Curitiba.
A data ainda não está definida.
Provavelmente será em 9 de maio.
É que no dia seguinte, 10 de maio, haverá uma reunião da Comissão de Direitos Humanos do Parlasul.
A parir de hoje o Parlamento do Mercosul entra na campanha pela libertação de Lula. Durante todo o dia, o Parlasul promove atividades de solidariedade ao povo brasileiro na luta pela liberdade de seu maior líder e por eleições livres com Lula candidato.
O dia começa com os representantes dos povos do Mercosul desejando “Buenos días, Lula!” em frente do Palácio do Mercosul, na Rambla Mahatma Gandhi.
Seguem-se debates, manifestações, discursos e coletiva dos membros da Comissão de Direitos Humanos do Parlasul anunciando que vão a Curitiba levar sua solidariedade e visitar Lula.
O panteão dos pais fundadores da Pátria Grande ganha um filho caçula, o retirante Pernambuco que virou metalúrgico, sindicalista, deputado constituinte e Presidente da República. Lula cresce e vira mito.
Ao dizer “Buenos días, Lula!” os povos do Mercosul estarão dizendo:
A América do Sul te abraça, Lula!
O Mercosul te abraça, Lula!
Por nossa voz e nossa palavra o povo argentino, boliviano, paraguaio, uruguaio e venezuelano te abraça, Lula!
Mantenha a serenidade, Lula!
Conserve a firmeza que só os justos pode ter na travessia das mais terríveis tormentas!
A tua indignação é a nossa indignação! É a indignação dos injustiçados, Lula!
Cantemos juntos, Lula, com o cancioneiro popular: “Prá que a nossa esperança seja mais que vingança! Seja sempre um caminho que se deixa de herança!”
A força da tua presença entre nós transmuta a indignação em esperança, Lula!
Você não está só, Lula! Somos todos Lula! Milhões e milhões de Lulas argentinos, bolivianos, brasileiros, paraguaios, uruguaios e venezuelanos!
Os teus verdugos são indignos, Lula! Vis são os teus carcereiros! Ratos, ratazanas togadas e armadas, Lula!
Ninguém se lembrará deles! Seus nomes serão pó com o pó dos seus corpos! Eles morrerão, Lula!
Você não, Lula! Você não morrerá porque o sonho não morre! Porque o sonho é eterno! Você e o eterno povo brasileiro são um só nesta tempo de trevas, Lula!
As grades se abrirão, seu rosto será novamente banhado pelo sol tropical desse gigante Brasil e o calor dos milhões de abraços do teu povo apagarão todas as lembranças do horror! Você é a esperança de milhões Lula! Você é o sonho de milhões.
Os nossos corações estão unidos ao teu nessa hora terrível! As trevas passarão, Lula! O sol voltará a brilhar! E nós estreamos aqui, Lula! Nós estamos aqui, Lula!
*Buenos días, Lula!
A história não detém sua marcha. Preso Lula nasce o mito.
Da esquerda para a direita: Samuel Gomes, Benita Díaz, Adolfo Pérez Esquivel, Eliana Berton 
e Nacy Borgoa; as três são parlamentares da Bolívia. Foto Ricardo Stuckert

O GOLPE EM MINAS


Luis Nassif
O golpe tentado contra o governador Fernando Pimentel é da mesma natureza do que foi aplicado contra a presidente Dilma Rousseff. Os motivos são os mesmos, os personagens, os mesmos, e os álibis são os mesmos.
O golpe está sendo articulado a partir de Brasília, com a coordenação de Michel Temer e Romero Jucá, em cima da tecnologia de golpe desenvolvida por Eduardo Cunha, avalizada pelo Supremo Tribunal Federal, incorporada pelo PMDB, comprovando que a Lava Jato conseguiu entronizar no poder o maior sistema de corrupção política da história.
Para entender:

Peça 1 – o PMDB mineiro

Até agora, o PMDB mineiro estava dividido em duas turmas, uma apoiando o governo Pimentel, outra tentando o golpe. A primeira era liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes; a segunda, pelo vice-governador Antônio Andrade, o Michel Temer de Fernando Pimentel. O PMDB era mantido sob relativo controle graças às divergências entre ambos.
O que levou à aproximação, foram três pontos de interesse:
Interesse 1 – a candidatura ao Senado Federal. Haverá duas vagas em votação. A ideia do PMDB era ter Dilma Rousseff como candidata a deputado federal, aumentando a votação da coligação PT-PMDB e abrindo espaço para a eleição do próprio Adalclever pelo PMDB. As pesquisas dão 20% de preferência a Dilma no Senado. Aparentemente, não se chegou a um acordo e Dilma se candidatará à vaga de senadora.
Interesse 2 – Abriu-se uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), com a morte da conselheira Adriene Andrade. O PMDB pretende ocupar a vaga.
Interesse 3 – dos próprios cardeais do PMDB, Temer e Jucá, apostaram no rompimento da aliança com o PT em Minas para fortalecer a própria bancada. A decisão do impeachment foi tomada por Adalclever após um encontro com Romero Jucá.

Peça 2 – a tecnologia do golpe

A partir daí consolidou-se a tentativa de golpe, em tudo similar à estratégia posta em prática por Eduardo Cunha.
Monta-se a comissão do impeachment. Cada bancada indicará seus representantes para votar a admissibilidade do impeachment. Depois, o caso irá a plenário.
Aprovando a admissibilidade, Pimentel será obrigado a se afastar e o PMDB ficará com o controle da máquina pelo tempo que falta até as eleições. E aí pretende se impor contando com os impolutos de Brasilia associados aos impolutos de Belo Horizonte. E o Ministro Luís Roberto Barroso entendendo que tudo foi dentro dos parâmetros da democracia.

Peça 3 – a chantagem do legislativo

O álibi para o impeachment são os atrasos nos pagamentos do Estado, imerso em grave crise fiscal herdada do governo Anastasia (leia aqui), agravada pela crise da economia brasileira.
Anos atrás, a Câmara de Vereadores tentou golpe semelhante com o então prefeito Márcio Lacerda, devido a atrasos nos repasses. Este reagiu ameaçando divulgar os gastos dos vereadores – cada gabinete custa cerca de R$ 5,5 milhões anuais. A Câmara recuou.
Agora, se levanta novamente a questão orçamentária para tentar repetir o golpe de Eduardo Cunha e Antonio Anastasia, o relator do impeachment no Senado.
O sucesso ou não do jogo dependerá dos grupos independentes da Assembleia, já que o PMDB rompe com o governo.

Peça 4 – a questão fiscal

Pimentel herdou o Estado com um rombo orçamentário da ordem de R$ 7,5 bilhões, deixado por Anastasia – que, na comissão do impeachment, procurou de todas as maneiras criminalizar meros atrasos nos pagamentos do governo.
Segundo levantamento no artigo “O Xadrez de Anastasia, o conseglieri do poderoso chefão”, desde 2013 Anastasia reocrreu a um jogo pesado de adulteração das contas fiscais do Estado, antes mesmo do desaquecimento da economia em 2014.
A maneira de Dilma enfrentar a crise foi atrasando os repasses para os bancos públicos e editando decretos de remanejamento de despesas, que não implicaram no aumento de um centavo em relação à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
As manobras de Anastasia foram um verdadeiro estupro na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF):
  • Ampliação da folha em R$ 2,7 bilhões anuais no último ano de governo, 2014.
  • Proposta orçamentária inflada com previsão de R$ 4,8 bilhões de dividendos da Cemig, contra média de R$ 2 bi dos anos anteriores.
  • Financiou gastos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, com recursos obrigatórios da saúde.
  • Liquidou com o Fundo Previdenciário, que tinha saldo de R$ 3,5 bilhões e garantiria o equilíbrio para 60 mil servidores novos do Estado. Os servidores foram incorporados à folha, arrebentando de vez com o equilíbrio fiscal precário do Estado. Minas ficou inadimplente junto ao INSS. E só não foi declarado insolvente devido a uma medida liminar do Supremo Tribunal Federal, em um quadro precário.
  • Esvaziou o caixa do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais, R$ 350 milhões que impediram o custeio dos hospitais,
O resultado foi um déficit da ordem de R$ 7,3 bilhões no primeiro ano do governo Pimentel, e um inchaço na folha de aposentadoria, liquidando o fundo criado na gestão Itamar Franco. Em condições normais de temperatura e de funcionamento do Judiciário, provavelmente Anastasia seria expulso da vida pública pelas irresponsabilidades fiscais cometidas.
A bomba ficou para seu sucessor. Em vez de denunciar o estado de calamidade fiscal recebido, Pimentel preferiu contemporizar, seguindo o manual de republicanismo ingênuo do próprio Lula e de Dilma. Agora, a bomba explodiu.
Mas, por outro lado, o aecismo – que governou o Estado até 2014 – está em seus estertores. Por aí se explica a ofensiva do PMDB contra Pimentel.

Peça 5 – a questão política

O pano de fundo são as próximas eleições.
Desde o golpe o governo Temer tem atuado para desestabilizar a gestão Pimentel. As razões são óbvias. Trata-se do maior estado brasileiro em mãos da oposição, em termos de economia, população e localização.
Nas últimas eleições, Minas teve papel decisivo, praticamente decidindo as eleições, inclusive em 2014, tendo Aécio como candidato.
Com o fim do aecismo, a situação do PSDB ficou periclitante nos dois maiores colégios eleitorais do país. Geraldo Alckmin está fraco em São Paulo, e Aécio tende a desaparecer em Minas, O movimento visa, em última instância, impedir uma derrota arrasadora para o PSDB, principal partido aliado do PMDB de Temer.
De qualquer modo, o jogo ainda não está jogado. Nos próximos dias, haverá uma ofensiva do governo Pimentel em cima dos independentes e do próprio PMDB.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

CIRO: VOCÊS ACHAM QUE UM MARGINAL COMO CUNHA ME DERRUBARIA?


Eduardo Cunha durante a votação do impeachment da Presidenta Dilma, em abril de 2016 
(Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress)

Da Fel-lha: Derrubaram uma Presidenta honrada porque não era do ramo 


O pré-candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, criticou nesta quinta-feira (26) o 
hábito de se pedir o impeachment de um presidente quando não se concorda com a sua política de 
governo.
Em discurso a uma plateia de vereadores, ele disse que, caso seja eleito, não será fácil retirá-lo do 
comando do Palácio do Planalto, já que não é como a ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu 
impedimento em 2016.
“Não vai ser fácil não [me derrubar], porque eu não sou a Dilma Rousseff, eu sou do ramo. Você 
acha que um marginal como [o ex-presidente da Câmara dos Deputados] Eduardo Cunha me 
derrubaria? É preciso ser muito mais homem que eu para me derrubar”, disse.
Segundo ele, a tentativa de se retirar mandatários do Poder Executivo já está “escrita na história do 
país” e é necessário um presidente com força política, apoio popular e que retome a confiança da 
sociedade na democracia.
“Se não tivermos apoio aqui embaixo, eles vão derrubar o terceiro, o quarto e o quinto [presidentes]. 
Isso está escrito neste país enquanto não virarmos o jogo”, afirmou.
Ele lembrou que, desde a queda de Fernando Collor, são protocolados pedidos de impeachment 
contra presidentes em exercício e que foi contra, por exemplo, quando Luiz Inácio Lula da Silva 
apresentou solicitação para a saída de Fernando Henrique Cardoso.
“O impeachment derrubou uma presidente honrada, embora estivesse fazendo um governo que eu 
achava muito ruim, mas respeito quem pensa diferente”, disse.
(...)

Em dois meses de INTERVENSSÃO, tiroteios e chacinas aumentam no Rio

Observatório aponta que a segurança pública no estado não melhorou nos últimos dois meses 
com atuação dos militares, e número de casos de modalidades graves de violência cresceu

Sem planejamento e nem modelo de política de segurança, sem metas a serem atingidas e sem transparência nos gastos, os resultados da intervenção federal no Rio de Janeiro, nos últimos dois meses, não são nada animadores. Os índices de violência não só não caíram, como os números de casos de tiroteios vem subindo, assim como também aumentaram os casos de chacinas. É o que aponta o primeiro relatório do Observatório da Intervenção, chamado À Deriva: Sem programa, sem resultado, sem rumo, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC/Ucam).
Em parceria com o DefeZap, Fogo Cruzado e OTT-RJ (aplicativos que fazem o mapeamento dos incidentes de violência), e também a partir da pesquisa em jornais impressos e online, e em mais de 200 páginas e perfis de redes sociais, o Observatório monitorou 70 operações, realizadas pelas forças de segurança entre 16 de fevereiro e 16 de abril, que empregaram mais de 40 mil homens, deixaram 25 mortos e apreenderam 140 armas, sendo 42 fuzis.
Nesse mesmo período, foram registrados 1.502 tiroteios em todo o estado do Rio. Nos dois meses anteriores à intervenção, foram 1.299. Nesses dois meses, 52 pessoas foram mortas em 12 chacinas, algumas delas cometidas pelos próprios policiais. No mesmo período, em 2017, foram seis casos com múltiplas vítimas, que somaram 27 mortos.
Uma das chacinas fez oito mortos na favela da Rocinha, na madrugada de 24 de março. O caso, cometido por policiais do Batalhão de Choque, ocorreu dois dias após a morte de um PM na comunidade. "Aparentemente foi uma operação autorizada, não só pelo comando da PM, mas pelo comando da intervenção", afirma a coordenadora do Observatório da Intervenção, Silvia Ramos.
Para além dessas operações, o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio diz que, nos meses de fevereiro e março, o estado registrou 940 homicídios. Desses, 209 foram cometidos pelas forças policiais, que também registraram 19 baixas na tropa.
Novos problemas
Frente a todos esses dados, Silvia, que também é cientista social, diz que a intervenção "não veio solucionar os problemas existentes e criou novos, como, por exemplo, o impacto da interferência dos militares na cena política – ilustrado pelo tuíte do comandante do Exército para pressionar votação no STF – e do reforço ao discurso de que os problemas de segurança se resolvem com estratégias de guerra.
Durante a apresentação do relatório, Silvia ressaltou que a intervenção foi motivada muito mais por questões políticas, do que propriamente de segurança. "No carnaval, o que aconteceu foi que o governo federal não ia conseguir aprovar a reforma da Previdência. Por uma questão política, resolveu fazer esse decreto que tem muito mais a ver com a agenda do Planalto que com a realidade do Rio de Janeiro."
Passados dois meses, todos os indicadores de crimes contra a vida e o patrimônio se mantiveram nos patamares alarmantes do carnaval, segundo dados do relatório. Ela diz que o estado do Rio de Janeiro já experimentou momentos mais agudos de criminalidade, como no fim dos anos 1990 e em 2002, quando as taxas de homicídio eram muito maiores do que as atuais, com maior número de conflitos entre facções criminosas.
A onda de saques no Espírito Santo, após paralisações de policiais militares, em 2017, as reincidentes mortes em motins em presídios em estados do Nordeste e os ataques do PCC em São Paulo, em 2006, também foram lembrados como situações mais graves do que a realidade do Carnaval carioca, que serviu de pretexto e estopim para a intervenção.
Ela destacou ainda que as graves ocorrências, como os tiroteios e chacinas – bem como os outros crimes –, são distribuídas de maneira desigual pela cidade, com concentrações muito maiores na Baixada Fluminense do que na orla da zona sul do Rio, ou até mesmo que nas favelas da capital.

A Mando Da Globo e da CIA, Judge Murrow cria entrave à transferência do caso do sítio para SP e adianta que não vai abrir mão tão fácil


Ele, Dallagnol e o promotor Montemor querem que o STF se lixe!
Cíntia Alves

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro respondeu nesta quinta (26) a um pedido da defesa de Lula para transferir para São Paulo os autos do processo relacionado às reformas da OAS e Odebrecht no sítio de Atibaia, que a Lava Jato atribui ao esquema de corrupção na Petrobras em favor de Lula.
A defesa ingressou com o pedido após a segunda turma do Supremo Tribunal Federal decidir que Moro não é juiz de nada que não tenha relação estreita com a estatal. Para os advogados, o Ministério Público não tem conseguido provar o elo entre contratos da empreiteira com a Petrobras e os supostos beneficíos a Lula.
No despacho, Moro escreveu que existe uma "precipitação das partes", pois o acórdão do julgamento na segunda turma do Supremo sequer foi publicado e, por isso, não é possível saber de sua extensão. "(...) não há uma referência direta nele (o voto de Dias Toffoli, que já é público) à presente ação penal ou alguma determinação expressa de declinação de competência desta ação penal", justificou Moro.
O juiz, então, apontou que "é certo que a decisão deverá ser considerada para a avaliação da competência deste Juízo para a presente ação penal, mas isso não é algo automático."
Dessa forma, ele decidiu que vai aguardar a publicação do acórdão pelo Supremo e inserir a decisão nos autos de uma exceção de incompetência que já está em andamento e discute se Moro deveria ser o juiz da causa.
Escondendo alguma ironia, Moro afirmou ainda que essa exceção de incompetência só não foi concluída porque ele está ocupado demais analisando o volume de recursos e requerimentos movidos constantemente pela defesa de Lula.
Ao final, ele determinou que, assim que o STF publicar o acórdão, ele reabrirá o prazo para que as partes interessadas em discutir sua competência para o caso do sítio de Atibaia se manifeste. 
Como a exceção de incompetência não tem efeito suspensivo, o processo deve seguir normalmente.
No mesmo despacho, Moro deu a senha de que não pretende abrir mão do caso, independente de qual tenha sido a decisão do Supremo.
O juiz argumentou que o processo do sítio de Atibaia nasceu antes da delação da Odebrecht ser incorporada e envolve muitos outros elementos, como o custeio de parte da reforma pela OAS.
O argumento é o mesmo utilizado pela força-tarefa do Ministério Público.

FALA CIRO !! “As forças progressistas não podem permitir que a agenda entreguista se legitime pelo voto”



Protestos contra privatização da Repar em Araucária

Trabalhadores protestam hoje (26) contra a privatização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas
(Repar), em Araucária (PR). Além da Rapar, o ilegítimo Michel Temer (MDB) quer “torrar” outras
três refinarias da Petrobras com seus dutos e terminais de distribuição.
Os Petroleiros, petroquímicos e trabalhadores da montagem e manutenção industrial paralisaram o
complexo industrial da Repar. O protesto marca o início da mobilização contra a privatização da
Repar e outras refinarias. A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR) também corre risco de
ser privatizada.
A manifestação bloqueou os portões de acesso das fábricas. Participam da mobilização os três
sindicatos que representam as categorias que atuam no complexo de Araucária.
Segundo o Sindipetro PR-SC, manifestações semelhantes ocorrem em diversas unidades da
Petrobras pelo País e visam denunciar a privatização da empresa e a entrega às multinacionais de
setores estratégicos da companhia. A Assembleia Geral dos Acionistas da Petrobrás se reúne hoje
para eleger o Conselho de Administração, que é o principal órgão decisório da estatal.
Entre os indicados pelo governo estão José Alberto de Paula Torres, executivo da Shell; a ex-vice-
presidente sênior da Maersk Drilling, Ana Lúcia Poças Zambelli; e Clarissa de Araújo Lins, atual
diretora do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), entidade que representa os
interesses das empresas do setor, que concorrem diretamente com a Petrobrás.
“O governo está indicando para o Conselho da Petrobrás pessoas vindas da concorrência e isso é
muito grave”, afirmou o coordenador da Federação dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel.
Assista ao protesto transmitido pela CUT-PR:

BOICHATO ATACA DILMA: VAI FAZER VISITA ÍNTIMA AO LULA!

 ​
Bandista ​é "misógino, machista e Golpista invertebrado !"

No Jornal da Bandnews FM de ontem, 24/IV, o jornalista Ricardo Boechat, mais conhecido como
Boi Chato, menosprezou as críticas às proibições de visitas ao presidente Lula no cárcere da PF de 
Curitiba.(Obra da juíza Carolina Lebbos, que não liberou nem a visita do médico do presidente)
Segundo Boechat:
"Por que? Que que houve? Torturaram o Lula? Penduraram num pau de arara? Negaram 
comida? Banho de sol? O que que foi? A cela dele tem mais oitenta? Tem mais noventa? 
Estupraram o Lula?
Não, porque a Dilma não visitou o Lula... E por que a Dilma tem...? A Dilma é a esposa do 
Lula? São os tais encontros íntimos a que os presos têm direito?
(...) Daqui a pouco vão querer mandar caviar, salmão defumado pra cela do Lula e a Dilma de 
biquini!"


Eleonora Menicucci, ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres do governo Dilma, não 
deixou por menos em seu Facebook:

"Ricardo Boechat da Band: Jornalista misógino, machista e golpista ataca violentamente a 
Presidenta eleita Dilma.
Ele insinua que agora só falta a Presidenta pedir visita intima com o Presidente Lula.
Repúdio veemente todas essas insinuações sexistas, que não atingem só a Presidenta Dilma, 
mas todas as mulheres brasileiras
Nós mulheres exigimos que este jornalista faça uma retratação pública. Sua fala é uma 
violência de gênero contra a Presidenta Dilma.
Este é o cenário da impunidade que o golpe permite a toda a grande mídia.
A Presidenta, como amiga e companheira do Presidente, tem todo o direito de solicitar uma 
visita humanitária ao Presidente que se encontra injustamente preso, numa sala isolada, 
portanto, em uma solitária.
Exigimos o cumprimento constitucional: visitas de amigos foram permitidas até para nós que 
fomos presas e torturadas na ditadura de 64.
Abaixo o jornalismo podre dos golpistas.
Mexeu com uma mexeu com todas."

CNBB DIZ QUE IMPRENSA É UM LATIFÚNDIO



A imprensa é um partido, diz a CNBB 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou carta aos bispos da Igreja Católica 
afirmando que a imprensa é dominada por monopólios econômicos e atua como partido político — o 
‘Partido do Ódio’. Bingo!
“A imprensa, dominada por oligopólios econômicos, atua em uníssono como um partido político, a 
impor uma “verdade única” e a insuflar a radicalização dos discursos de ódio. As redes sociais se 
transformam num patíbulo.”
A carta da CNBB coloca na conta da velha mídia golpista a escalada de ódio, violência e divisão do 
país.
Evidentemente que a mídia partidária esconde a carta do povo brasileiro.
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DIREITISTA E ANTI PETISTA, REINALDO EXPLICA POR QUE MORO NÃO PODE JULGAR LULA E RIDICULIZA LAMA JATO


De forma didática, o jornalista Reinaldo Azevedo explica por que Sergio Moro não é o juiz 
natural do caso Lula – o que deve levar à anulação da sentença em que o ex-presidente foi 
condenado a 12 anos e um mês de prisão por reformas inexistentes num imóvel da OAS em 
Guarujá (SP); "se o caso não tem relação com a Petrobras, ele não pode julgar"; 

Em comentário na rádio Bandeirantes, o jornalista Reinaldo Azevedo explicou, de forma didática,
por que Sergio Moro não é o juiz natural do caso Lula – o que deve levar à anulação da sentença em 
que o ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por reformas inexistentes num 
imóvel da OAS em Guarujá (SP). "Se o caso não tem relação com a Petrobras, ele não pode julgar", 
disse ele. Em decisão tomada pelo STF nesta semana, abriu-se caminho para que todo o processo 
seja anulado. Confira o comentário de Reinaldo:

JUÍSSA TELEGUIADA POR MURROW PROÍBE ENTRADA DE MÉDICO DE LULA NA CADEIA


A Dona Carolina Lebbos, “JAULEIRA” de Lula em Curitiba por delegação de Sérgio Moro, 
deu hoje mais um passo em direção a Nuremberg. Sustou a visita do médico de Lula ao ex-
presidente na sua solitária na Polícia Federal em Curitiba. ‘Não há indicação de urgência’ diz 
seu despacho. Será que a senhora Lebbos é tão dona da verdade que consegue definir, numa 
penada, o que pode se passar com uma homem de 72 anos, ex-canceroso, depois de passar por 
um turbilhão de emoções e stress de uma prisão e de quase três semanas de 
“solitária”? Lebbos, agora convertida a subMoro, acha que pode gozar do poder do açougueiro 
de Curitiba. Pode não, doutora, e a senhora, politica e juridicamente, vai acabar sendo vítima 
de overdose de seu poder mesquinho.

Paraná 247 - A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara da Justiça Federal do Paraná, que tem proibido
todas as visitas ao ex-presidente Lula, vetou nesta quarta-feira 25 a visita do médico do ex-
presidente.
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), denunciou o abuso em plenário: "É
inaceitável, um abuso, um desrespeito", disse, anunciando que serão adotadas ações contra "mais
esta arbitrariedade" da magistrada.
Em um pedido enviado à juíza de Curitiba, com data desta quarta-feria 25, a defesa de Lula reitera
um pedido anterior, formulado no dia 20 de abril, "para que o Peticionário seja atendido
periodicamente e sempre que necessário pelos médicos listados naquela peça, diante das razões ali
expostas — devidamente acompanhadas de relatório médico" (confira aqui o documento).
A juíza respondeu que, "não havendo indicação de urgência, já houve solicitação de informações à
Superintendência da Polícia Federal, a fim de subsidiar a análise judicial (evento 83). Confira aqui o
despacho da Justiça Federal do Paraná.
Em vídeo gravado para o 247, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) denunciou que "essa juíza
está atentando contra a vida do presidente Lula". "Parece que essa juíza quer brinca com fogo.
Parece que ela quer ver um cadáver saindo lá de dentro", criticou.
A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), também condenou a decisão: "Juíza federal
nega visita médica ao presidente, alegando que não há urgência. O que ela entende de saúde do
presidente?! Lula tem 72 anos, enfrentou um câncer, precisa de acompanhamento. Qual é intenção
real dessa negativa?!".

RETARDADO DA PROMOTORIA DE SÃO PAULO DÁ XILIQUE E PEITA O STF


Montemor disse o que os outros dão a entender... (Reprodução: NossaPolítica.net)

Da Mônica Bergamo, na Fel-lha, dessa vez com fonte não-anônima:

A corregedoria do Ministério Público de São Paulo vai instaurar uma reclamação disciplinar para 
investigar os xingamentos postados na terça (24) pelo promotor Ricardo Montemor em uma rede 
social.

"Confesso estar muito, mas muito cansado mesmo de toda esta canalhice que é feita no STF pelos 
canalhas [Ricardo] Lewandowski, [Dias] Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Não há 
um só dia que estes fdp não tentam sacanear e acabar com a Lava Jato ou botar na rua o bandido 
corrupto Lula. A solução ideal não posso dizer. Perderia o emprego se dissesse o que eles 
realmente merecem. Até quando vamos ter que aguentar esta bandidagem togada?", escreveu 
Montemor.
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O MIDIOTISMO GLOBALHA QUER USAR PEDALINHO PARA CONDENAR LULA.... KKKKKKKKK.......


Agora que as delações da Odebrecht terão que vir para São Paulo, a Globo apela para os 
pedalinhos do sítio de Atibaia (SP); para o jornal da família Marinho, as novas provas são as 
viagens feitas por Lula ao sítio de Atibaia, além de notas fiscais e bens pessoais pertencentes à 
família de Lula encontrados no local, como os pedalinhos que ficavam em um lago, e até 
mesmo a instalação de câmaras de segurança necessárias á segurança do ex-presidente

247 - Após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o envio dos anexos da Odebrecht que não 
tem relação direta coma Petrobras para a primeira instância da Justiça Federal em São Paulo, 
reduzindo a atuação de Sérgio Moro, o jornal o Globo volta a assestar as baterias contra o ex-
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o jornal da família Marinho, as novas provas são as viagens feitas por Lula ao sítio de Atibaia, 
além de notas fiscais e bens pessoais pertencentes à família de Lula encontrados no local, como os 
pedalinhos que ficavam em um lago, e até mesmo a instalação de câmaras de segurança.
Ainda de acordo com o Globo, as provas também envolvem mensagens eletrônicas sobre reformas 
que teriam sido realizadas na sede do Instituto Lula, bem como a compra de um imóvel para abrigar 
o instituto. O ex-ministro Antonio Palocci, que assinou um acordo de delação premiada com o 
Ministério Público Federal, também teria citado a compra do prédio em seu depoimento.

FRANGOTE DE CURITIBA NÃO VAI CUMPRIR DECISÃO DO STF


Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato informaram nesta quarta-feira, 25, o juiz 
federal Sérgio Moro que a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que 
retirou de Curitiba as delações da Odebrecht que embasavam os processos contra o ex-presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva – preso e condenado – nos casos do sítio de Atibaia e do terreno do 
Instituto Lula, não afetam a competência do magistrado para julgar o petista e classificam a medida 
da Corte, que mudou de posicionamento em seis meses, de “lamentável tumulto processual’.
“Em conclusão, apesar do lamentável tumulto processual gerado pela remessa de depoimentos a uma 
jurisdição diversa da definida nas vias ordinárias, ignorando realidade conhecida. A decisão 
majoritária da 2.ª Turma do STF não tem qualquer repercussão sobre a competência desse douto 
Juízo para promover e processar a presente ação penal”, informa o documento assinado pelo 
coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e outros cinco procuradores do grupo.
(...)

PILOTO DO PCC ERA DO GABINETE DO EX DEPUTADO PERRELLA, O EMPRESARIO DE BEÓCIO


Polícia encontrou vestígios de cocaína dentro do helicóptero na quarta-feira, 25/IV (Créditos: 
Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes de São Bernardo do Campo).

Polícia apreende helicóptero de facção criminosa e prende 

Polícia Civil diz que aeronave estava pronta para transportar drogas. Entre os presos, está piloto 
flagrado em 2013 em helicóptero que pertencia a empresa do então deputado mineiro Gustavo 
Perrela e tinha 400 quilos de cocaína.
A Polícia Civil apreendeu, nesta quarta-feira (25), um helicóptero que é utilizado por uma facção 
criminosa que age dentro e fora dos presídios do país. A aeronave estava preparada para o transporte 
de drogas em um hangar na cidade de Arujá, na Grande São Paulo.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de São 
Bernardo do Campo, José Eduardo Jorge, três pilotos foram presos. (...) Dentre os presos, estava o 
piloto Rogério Almeida Antunes, preso também em 2013, no Espírito Santo, com mais de 400 quilos 
de cocaína num helicóptero da empresa do então deputado estadual de Minas Gerais Gustavo Perrela 
(SD). Na época, cinco pessoas foram condenadas por tráfico de drogas. A Polícia Federal concluiu 
que Perrella não tinha ligação com a droga. (...)

Em tempo: segundo reportagem de Luiz Carlos Azenha - reproduzida no Conversa Afiada - o piloto 
Rogério Antunes "era homem “de confiança” do deputado Perrella, tanto que ocupava um cargo na 
Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde não trabalhava. Segundo o jornal O Estado de Minas, 
o piloto era “agente de serviço de gabinete da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)".

quarta-feira, 25 de abril de 2018

COMENTÁRIO DO DIA: A CASA GRANDE QUER MAIS GOLPE

O PODER DO WHATSAPP



O Poder do WhatsApp, por Edson Pistori

Atualmente, o Whatsapp é o aplicativo dominante na comunicação instantânea. Ele é uma das principais ferramentas de interação entre pessoas e de distribuição de conteúdos de todos os tipos.
O app foi desenvolvido por uma empresa estadunidense que leva o mesmo nome do produto que criou, fundada em 2009 pelos veteranos do Yahoo, Brian Acton e Jan Koun.
Em 2014, o Facebook adquiriu a empresa por $ 16 bilhões de dólares e incorporou os fundadores do Whatsapp ao Conselho de Administração da gigante das redes sociais.
Segundo dados de maio de 2017, o aplicativo de mensagens instantâneas chegou a marca de 120 milhões de usuários mensalmente ativos no Brasil e mais de 1,2 bilhões em todo planeta.
As funcionalidades de mensagens escritas, envio de áudios, vídeos, imagens e documentos, além das ligações também por áudio e vídeo via internet alteraram o uso da telefonia móvel. E, praticamente, eliminaram as mensagens de SMS (Short Message Service), assim como reduziram as ligações telefônicas convencionais.
Apenas no tocante a ligações de vídeo, o whatsapp registrou uma média de 55 milhões de chamadas por dia. São números impressionantes.
Essa abrangência de número de usuários deu uma enorme relevância ao WhatsApp, pois ele tem sido um recurso importante para dinamizar as relações de convivência, criando novas formas de interação, organização e produção social, especialmente devido as funcionalidades de criação de grupos e de listas de transmissão (envio massivo de mensagens individuais).
Há quem diga que a praticidade introduzida pelo WhatsApp pode vir a levar ao desuso do e-mail como instrumento de troca de mensagens institucionais ou laborais.
No Brasil, já há casos de tribunais que fazem comunicações oficiais por meio do aplicativo. Há jurisprudências que consideram a troca de mensagens no WhatsApp como provas jurídicas válidas em processos civis e criminais.
Vários analistas têm apontando que o WhatsApp será uma ferramenta crucial na ação política nos próximos anos.
Seus diversos usos podem potencializar a difusão de discursos e narrativas, a organização de ativistas e de bases eleitorais e a interação direta entre eleitores e candidatos.
Por isso, entender a dinâmica de funcionamento do WhatsApp será fundamental para quem deseja influenciar os processos políticos contemporâneos.
A Teoria da Fofoca e os grupos de WhatsApp
No livro Sapiens, o israelense Yuval Harari defendeu a ideia de que a fofoca ajudou os nossos ancestrais arcaicos a formarem bandos maiores e mais estáveis. Por meio dela (a fofoca), construíam-se amizades e hierarquias que viabilizaram a caça, a proteção e a luta pela vida em grupos.
Harari também apontou os limites da fofoca para a sociabilidade. Segundo ele, pequisas demonstram que o tamanho natural de um grupo unido por fofoca é em torno de 150 indivíduos.
Esse número mágico, ainda hoje, vale para as dimensões das organizações humanas funcionais tais como: comunidades, negócios, unidades militares e de aprendizado.
WhatsApp adotou essa premissa. No início, o app possibilitava apenas 99 membros num grupo. Depois esse numero aumentou para 149. Em nova atualização foi para 199 e agora fixou o limite é de 249.
O que se percebe na prática é que num grupo de WhatsApp numeroso há uma quantidade de indivíduos que nunca conseguem participar ativamente das conversas. No dia a dia, as discussões giram em torno de 30 a 40 pessoas que interagem com mais frequência.
Não há estatísticas confiáveis divulgadas, mas se estima que adultos com um circulo social de raio médio tem cerca de 10 grupos temáticos no seu smartphone: família, igreja, trabalho, amigos e outros interesses diversos.
O WhatsApp amplificou nossa capacidade de fofocar.
As dinâmicas de interação em cada um são distintas, mas elas mais ou menos definem certos perfis de usuários:
O postador frenético (spanner) que dispara conteúdo sem parar. Ele acha que o app é uma metralhadora de informação.
O comentarista que está sempre a postos para dar um feedback aos posts dos outros.
O provocador de polêmica (troll) que em todo assunto encontra um jeito de inflamar uma discussão, muitas vezes pelo prazer de “causar”.
O distraído que não presta atenção nas postagens e está sempre replicando o conteúdo já postado. Esse também vive barriquelando as discussões, ou seja dando opiniões quando o assunto já saiu de pauta.
O sem noção que posta conteúdo nada a haver com o tema ou perfil do grupo.
O carente que reclama de ninguém prestar atenção no que ele posta.
O voyeur que lê tudo, mas raramente expõe sua opinião.
O magoado que por uma mera desavença se retira do grupo. Uma atitude muitas as vezes infantil, pois o autoexilado espera ser convidado a voltar.
É claro, que esses perfis são apenas ilustrativos, pois o universo de psiquês humanas é ilimitado, contudo os padrões de comunicação vão se aproximando de determinados tipos, especialmente nas redes sociais.
O tipo de interação dos grupos também varia com o propósito do usuário.
Há quem sinta apenas vontade de postar conteúdo próprio ou alheio, sem se preocupar com o feedback dos que lêem. Usa o grupo como terapia para a ansiedade.
Há aqueles que usam a ferramenta para a promoção pessoal com diversos objetivos. Para esses, em geral, o estímulo é o exibicionismo ou narcisismo. Muito comum em políticos que ocupam posições de destaque, que postam apenas conteúdos sobre si.
Há outros que usam o espaço como ambiente de convivência, desenvolvendo identidades e afetos em meio a troca de informações.
Independentemente do tema ou vínculo que gerou o grupo, basicamente os bandos de humanos organizados no WhatsApp giram a sua comunicação em torno de fofocas, sejam elas sobre notícias do mundo político, situações do cotidiano da família, relacionamento entre colegas de trabalho, participantes de uma festa ou admiradores de uma tipo de arte, dentre outros.
Os grupos de whatsapp tem tido uma grande audiência e passaram a ser uma referência de informação diária aos seus usuários, mesmo para aquelas notícias mais relevanates.
Há estudos recentes que apontam os grupos de famílias no whatsapp como sendo os maiores propagadores de fake news, memes de humor sarcástico e imagens de degradação humana.
Capa do Livro, O Novo Poder: Democracia e Tecnologia. Alê Youssef. 2017.
A Interação política via whatsapp
A virtualidade é uma realidade em expansão. As mídias sociais serão cada vez mais influentes na socialização das pessoas e comunidades.
A profusão de informações atingiu níveis de alcance e velocidade nunca antes imaginados pela humanidade.
O futuro dessas interações comunicativas são especulados de diferentes formas, mas a relação humano-máquina se aperfeiçoa a passos largos.
No campo da disputa do poder, a internet traz o paradoxo da liberdade para a difusão de ideias a um custo reduzidíssimo e, por outro lado, é o mecanismo de localização e controle de indivíduos mais sofisticado já existente.
Para uso em campo aberto, ou seja, para fins públicos e democráticos, a internet tem servido de ambiente de competição das narrativas em que vencem os grupos que mais difundem e engajam usuários nas suas teses discursivas e nas representação de signos imagéticos.
Ao tempo que em se crítica o Facebook pelo algorítimo que induz acesso ao conteúdo por afinidade, formando “as bolhas”, também intensificam os questionamentos sobre o uso de micro dados de perfil para influenciar a comunicação por técnicas psicológicas e psicométricas de criação de nano targets (alvos minúsculos), o que não ocorre com o WhatsApp.
Nessa seara vale ressaltar que um dos efeitos da virtualidade é a profusão de informações e a consequente dispersão.
A sensação que se tem é de estar a deriva numa maré de notícias. Por isso, os grupos de Whatsapp formados entres pessoas com afinidades equivalentes servem de mecanismo de produção de confiança nas informações que circulam na rede mundial.
Neste sentido, o recurso de “moderação das interações” tem crescido como ferramenta que ameniza essa tendência a dispersão e torna mais efetivos os grupos de Whatsapp que se formam dirigidos a ação política.
Sem dúvida, o ativista político dessa quadra do século XXI terá que assimilar no seu rol de habilidades algumas técnicas de curadoria de grupos virtuais e desenvoltura em se comunicar nesse ambiente.
Manejar bem o WhatsApp é um ativo político. Se no início do século 20, o panfleto e o rádio foram os grandes meios de convocação e informação, no século 21, o post de WhatsApp é que tem o poder de influenciar e organizar as massas.