quinta-feira, 29 de junho de 2017

21 razões pelas quais já estamos em Estado de exceção



POR LENIO STRECK - Publicado no Conjur

Valho-me do livro que melhor analisa, para além de Agamben, o problema do que se pode chamar de Estado de exceção nestes tempos conturbados. Falo de Autoritarismo e golpes na América Latina — Breve ensaio sobre jurisdição e exceção, de Pedro Serrano, para quem o Brasil vive um momento perigoso de crescimento acelerado de medidas próprias de um Estado de exceção, que estão sendo praticadas cotidianamente e, o que é mais grave, naturalizadas. Nossa incipiente democracia vai assim se esfacelando e se transformando em uma maquiagem, que confere a aparência de um Estado Democrático, mas ao invés de ampliar e efetivar direitos, suprime-os paulatinamente, conclui Serrano.
O Estado de exceção ocorre quando determinadas leis ou dispositivos legais são suspensos (no sentido de não serem aplicados). Ou seja, alguém com poder põe o direito que acha adequado para aquele — e cada — caso. O soberano é aquele que decide sobre o Estado de exceção, diz Carl Schmitt. Para ser generoso, poderia aqui falar de um “Estado de Exceção Regional(izado)”, isto é, ao menos em uma área sensível do Brasil já vivemos esse fenômeno denunciado por autores como Giorgio Agamben. Quando se suspende uma lei que trata de direitos e essa suspensão não tem correção porque quem tem de corrigir e não o faz ou convalida a suspensão, é porque o horizonte aponta para a exceção.
Vou elencar alguns tópicos que compõem uma espécie de check list para saber se estamos ou não perigosamente na tênue linha do Estado de exceção. Assim, pode-se dizer que estamos em Estado de exceção quando
1. a advocacia se torna um exercício de humilhação cotidiana;
2. indício e presunções viram prova, prova é transformada em uma mera crença e juiz condena 
réu a longa sentença (reformada) baseado em meros relatos de delatores;
3. faz-se condução coercitiva ATÉ de advogado, em flagrante violação do CPP e da CF;
4. advogado é processado por obstrução de justiça porque aconselha seu cliente a não fazer 
colaboração premiada;
5. ocorre divulgação (seletiva ou não) de gravações resultantes de intercepções não autorizadas; 
isto é, quando a GloboNews e o Jornal Nacionalsabem antes do próprio réu;
6. arquiva-se, com argumentos de política e não de princípio, representação contra quem 
procedeu — confessadamente — a divulgação da prova ilícita;
7. ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça confessa que foi conivente com vazamento, sob o 
argumento de que a ilegalidade era para o bem;
8. o MP faz denúncia criminal considerada por Tribunal Regional Federal como coação ilegal 
(assim, literalmente) e isso não acarreta repercussão nos órgãos de fiscalização do MP;
9. membros do Ministério Publico e do Judiciário se manifestam em redes sociais (tomam lado) 
confessando parcialidade e incitando a população contra o Tribunal Superior Eleitoral, face a 
julgamento com o qual não concordam;
10. agentes políticos do Estado vendem, por intermédio de agenciamento comercial, palestras por 
altos valores, autopromovendo-se a partir de processos judiciais das quais são protagonistas;
11. ocorre a institucionalização da ausência de prazo para prisões preventivas (há casos de prisões 
que ultrapassam a dois anos, usadas para forçar delações premiadas e acusados (ou indiciados) 
“aconselhados” a trocarem de advogado, para contratarem causídicos “especialistas” em delação;
12. juiz constrói um Código de Processo Penal próprio, a ponto de, no bojo de uma sentença de 
um réu, dar incentivo condicionado à delação de um outro réu, tudo à revelia da lei e do CPP;
13. se institucionaliza a dispensa dos requisitos do artigo 312 do CPP para decretação de prisão 
preventiva; lei vale menos que o clamor popular;
14. um agente político do Estado troca de lado no combate ao crime: em linguagem ludopédica, é 
um craque — sai do ataque e vai para a defesa;
15. delações concluídas e homologadas à revelia da legislação, inclusive com cumprimento de 
penas que-não-são-penas porque não houve julgamento; ou seja, o prêmio da delação premiada é 
recebido antes do processo;
16. “normalização” do lema “se delinquir, delate” (conforme bem denuncia o jornalista Vinicius 
Mota): “está aberta a via para um ciclo de delações interminável e potencialmente infernal, 
porque composto de informações de difícil comprovação”; lambuzamo-nos com o melado recém-
descoberto, diz Mota;
17. perigo de se institucionalizar uma espécie de “lavagem de prova ilícita”, isto é, a legitimação 
de delações sem denúncia e “constitucionalização” da possibilidade de uso de prova ilícita (por 
exemplo: o sujeito, via prova ilícita de raiz, chega ao MP e faz acordo; com esse acordo, recebe 
imunidade; depois essa prova estará “lavada” e o judiciário não mais poderá anulá-la);
18. naturalização de decisões que decretam prisões baseadas em argumentos morais e políticos;
19. naturalização de denúncias criminais baseadas em construções ficcionais; enfim, decisões 
(atenção: o ato de denunciar alguém[1] já é uma decisão) que deveriam ser baseadas no Direito 
não passam de escolhas baseadas em opiniões morais e políticas;
20. como se fosse candidato a senador ou presidente da república, candidato a PGR diz que 
precisamos de uma reforma política…, mostrando, assim, que alguma coisa está fora de ordem 
nas funções estatais;
21. por último, estamos em Estado de exceção Regional (EER) quando todos os itens acima não 
causam indignação na comunidade jurídica e parcela majoritária dela os justifica/naturaliza pelo 
argumento de que “os fins justificam os meios”.

A lista pode ser estendida. São sintomas. Cada leitor pode fazer a sua. O que aqui foi exposto é simbólico. Tudo começou com o ativismo e a judicialização da política… para chegar ao ápice: a politização da justiça.
Imparcialidade e impessoalidade: eis o que se espera de quem aplica o direito. E isso já se erodiu. Quando jornais como O Estado de S. Paulo começam a exigir o cumprimento de garantias e criticar as delações, é porque de há muito começou a chover na serra… a planície é que não se deu conta — aqui parafraseio Eráclio Zepeda.
Juristas viraram torcedores. E torce-se o Direito à vontade. Vontade de poder (Wille zur Macht). A mídia faz a pauta (des)institucional. O Direito desaparece(u). Lewis Caroll — em Alice Através do Espelho — inventou/denunciou, bem antes de Agamben e Schmitt, o sentido de Estado de exceção. O soberano, que decide no Estado de exceção, dá às palavras o sentido que quer, como o personagem Humpty Dumpty. Por isso, o prazo para a prisão é aquele que quem tem poder de dizê-lo, é. A fundamentação também é aquela que…! E pode fazer condução coercitiva… porque sim. Até de advogado. E pode…tudo. Desde que tenha o poder. Próximo passo: dispensa de advogado nos processos judiciais. Futuro: Privatização da ação penal — se o réu confessar logo, nem denúncia haverá. E delegado terá o poder de mandar recolher o indiciado diretamente à prisão.
O engraçado de tudo isso é que, face a este estado da arte, defender a estrita legalidade virou um ato revolucionário. Tenho dito isso em todas as minhas palestras não-remuneradas.
Post scriptum: Onde deve sentar o advogado? Resposta do Pe. Bartolomeu
A Câmara aprovou o Projeto de Lei 4.850, de 2016, com importantíssimas conquistas no plano da garantização das prerrogativas da profissão de advogado. Mas, nem tudo são flores no projeto. Por exemplo, não sei o que os deputados que aprovaram a emenda no artigo 7, XXII, do Estatuto da OAB, queriam ou querem. Só sei que foi à revelia da OAB. Com a alteração proposta no projeto, o advogado passa a sentar na mesma altura do Ministério Público (ao que entendi). Viva, dirão os advogados… Mas, se lermos todo o dispositivo, veremos que ambos sentarão… abaixo do juiz. Verbis:
“Durante as audiências, o advogado sentar-se-á à esquerda do juiz, ao lado de seu cliente, e a parte adversa tomará assento à sua direita, ambos em igual posição, horizontal ou perpendicular, abaixo do magistrado”.
(Não)Bingo: até agora, os advogados estávamos formalmente no mesmo nível dos juízes e MP; agora, estamos legalmente abaixo do juiz. Ao que vi, os deputados, para igualarem os advogados ao MP, puxaram este para baixo e deixaram o juiz acima dos dois. Poxa. Mais uma vitória destas e estaremos totalmente lascados — exatamente o que disse o general Pirro às portas de Roma, depois de uma “grande vitória”, olhando para as suas tropas escangalhadas. No Brasil, regras de processo são feitas por regimento interno e portaria; já o lugar de sentar é regulado por lei. Logo, logo vem um PEC para colocar o advogado para fora da audiência. Podíamos também regular a gravata, a sua cor, o cabelo do causídico e coisas desse jaez…
Quase ia esquecendo. A propósito do lugar de sentar, a amiga Andrea Bispo, do longínquo e simpático Pará, chama a atenção para este trecho do Memorial do Convento, de Saramago, página 65, que deveria ser lido pelos senadores quando da votação naquela casa:
“Baltasar recuou assustado, persignou-se rapidamente, como para não dar tempo ao diabo de concluir as suas obras, Que estás a dizer, padre Bartolomeu Lourenço, onde é que se escreveu que Deus é maneta, Ninguém escreveu, não está escrito, só eu digo que Deus não tem a mão esquerda, porque é à sua direita, à sua mão direita, que se sentam os eleitos, não se fala nunca da mão esquerda de Deus, nem as Sagradas Escrituras, nem os Doutores da Igreja, à esquerda de Deus não se senta ninguém, é o vazio, o nada, a ausência, portanto Deus é maneta. Respirou fundo o padre, e concluiu, Da mão esquerda.”
Portanto, muito cuidado em pedir para sentar do lado esquerdo. Se me entendem as implicaturas de tudo o que aí está dito. E não dito.

Em Tempo: 1
A propósito da denúncia do PGR contra Temer, feita com sumário (nova moda) em mais de 60 laudas, lembro que, quando eu iniciava minha carreira no MP, um velho Procurador me disse o seguinte: – quem propõe arquivamento em 60 laudas é porque deveria denunciar em 6; e quem quer denunciar em 60 laudas, arquiva em 6 ou requer rigorosas diligências para buscar provas concretas. Sábio conselho que procurei seguir por 28 anos. Hoje tudo mudou

VÍDEO: NA CCJ, KATIA ABREU DETONA “QUADRILHA ORGANIZADA” DE TEMER

A "CRISE" DA LAVA JATO


Luis Nassif

Vamos a um balaço rápido das notícias de hoje


O primeiro ponto relevante é o esvaziamento da Lava Jato, tal como a opinião pública testemunhou até agora. Ou seja, vazamentos abusivos, uso intensivo do tribunal da mídia, coerção sobre réus para que incluíssem na delação o que os procuradores desejavam, as inovações teóricas a fórceps de Deltan Dallagnol para conseguir viabilizar denúncias.
Os fatos relevantes são os seguintes:

Fator Raquel Dodge

Não estranhe o fato de os jornais, após consumada a indicação de Raquel Dodge para a Procuradoria Geral da República, começarem a enaltecer sua biografia.
Até então, permitiram que o PGR Rodrigo Janot armasse uma acusação injuriosa contra ela, no episódio do Conselho Superior do Ministério Público, no qual Raquel quis incluir uma cláusula que limitasse em 10% o número de procuradores de cada unidade que poderiam ser convocados para tarefas especiais.
A imprensa em Brasília endossou rapidamente a tese para garantir o acesso aos vazamentos, com os quais o Ministério Público Federal cativa os jornalistas. Nenhuma das pessoas que, hoje, saem em defesa de Raquel – incluindo o presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) – moveram uma palha quando das acusações de que foi alvo.
Com Raquel Dodge na PGR, provavelmente mudará apenas o show midiático da Lava Jato. Acabarão os vazamentos que faziam o gozo dos linchadores e a vergonha dos operadores do direito e das pessoas com um mínimo de visão de país. Acabará a superexposição de procuradores fazendo a vida com palestras.
As investigações em si provavelmente ganharão mais eficiência, já que Raquel fez sua carreira na linha de frente do combate ao crime, ao contrário de Janot que cresceu dentro da burocracia do MPF.

Fator TRF 4

É publicada notícia com um balanço dos julgamentos da Lava Jato pelo TRF 4 – o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Segundo o balanço, o TRF 4 reformou todos os casos em que as acusações vieram respaldadas unicamente em delações, sem as provas.
São duas informações trazidas pela notícia. A primeira, é a de que o TRF 4 não abdicou do estrito controle da legalidade, ao contrário das manifestações iniciais a favor do relaxamento do estado de direito. A segunda, o incrível déficit de informação do país. Do lado da velha mídia, pelo fato de só privilegiar notícias de condenações. Do lado da nova, pela incapacidade de um acompanhamento meticuloso dos casos.
Até o Estadão descobriu os princípios básicos de direitos individuais e hoje, em editorial, ataca as condenações baseadas exclusivamente em delações. Para salvar Michel Temer, o Estadão precisou dar uma colher de chá para Lula.
Com esses dados, dificilmente a condenação de Lula, no processo triplex, por Sérgio Moro, será confirmada pelo TRF 4 porque baseada exclusivamente em declarações premiadas de delatores.
Confirma-se o que vimos denunciando há tempos, que o valioso instituto da delação premiada foi comprometido pela sanha persecutória e midiática da equipe de Curitiba.

Fator JBS

O atabalhoamento de Rodrigo Janot coloca em risco a delação da JBS.
Numa ponta, o procurador Ângelo Goulart Vilela, detido na operação sob suspeita de receber da JBS, se dispõe a dar depoimento para a CPI que se instalará.
Nela, provavelmente relatará que sua aproximação com a JBS se deveu à tática de Janot, de conquistar a empresa para a delação.
Na outra ponta, o ex-procurador Marcelo Miller, que largou o MPF para trabalhar no escritório que cuidou da delação da JBS, escorregou na casca de banana jogada por Michel Temer.
Temer acusou-se de ter ficado milionário com a contratação pela Trench Rossi Watanabe. Hoje, Miller informa seu salário. Diz que é de R$ 25 mil. Com bônus, iria para R$ 110 mil. Ou os US$ 450 mil antecipados aqui pelo GGN.
Bastará alguém solicitar à empresa informações sobre o bônus. Recebe o bônus(ou referral fee, no linguajar do setor) quem leva clientes para o escritório. O cliente que Miller levou foi justamente a JBS.

Conclusões

Sem fato novo, sobressaem duas conclusões:
1      Reduz sensivelmente a possibilidade de Lula ser condenado em 2a instância.
2      Aumenta a possibilidade de, até 2018, o país continuar sendo governado de forma humilhante por Michel Temer.
3      Raquel Dodge inicia a pesadíssima missão de salvar o MPF da armadilha em que foi colocado pela falta de comando de Janot e pela falta de limites dos procuradores de Curitiba. A cada dia ficarão claros os alertas a respeito das consequências desastrosas para o MPF das estripulias de procuradores deslumbrados.

Venezuela localiza helicóptero usado em ataque contra sedes de ministério e do TSJ

Vice-presidente venezuelano anunciou que aeronave foi encontrada no Estado de Vargas, no 
norte do país; Oscar Alberto Pérez, o terrorista autor do ataque com tiros e granadas contra 
prédios oficiais na terça-feira (27/06), segue foragido.

Autoridades venezuelanas localizaram nesta quarta-feira (28/06) o helicóptero usado no ataque 
realizado na tarde de terça-feira (27/06) contra as sedes do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) e do 
Ministério de Relações Interiores, Justiça e Paz, em Caracas.
“A aeronave foi localizada no Estado de Vargas”, informou o vice-presidente da Venezuela, Tareck 
El Aissami, ao canal estatal VTV. Ele acrescentou que ninguém foi detido e que as autoridades 
seguem buscando Oscar Alberto Pérez, que realizou o ataque depois de roubar armas, granadas e o 
próprio helicóptero do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas da polícia 
venezuelana.
O helicóptero está sob a custódia da FANB (Força Armada Nacional Bolivariana). "Nas próximas 
horas se realizarão os exames de rigor e foram enviadas forças especiais para seguir aprofundando a 
investigação", disse El Aissami.
Pérez, um inspetor da parte científica da corporação, disparou cerca de 15 tiros, no fim da tarde desta 
terça, contra o prédio do Ministério de Relações Interiores, Justiça e Paz, enquanto acontecia um 
evento pelo Dia Nacional do Jornalista.
Em seguida, o helicóptero foi até a sede do TSJ, onde ocorria uma sessão do tribunal, e disparou ao 
menos quatro granadas de origem colombiana e de fabricação israelense. Mais tarde, Pérez divulgou 
um vídeo pedindo a renúncia de Maduro.
 
Néstor Reverol, ministro de Relações Interiores, Justiça e Paz, afirmou nesta quarta-feira que Pérez tem "relação direta" com agências de inteligência dos Estados Unidos. Também à VTV, o titular do ministério cuja sede foi atacada disse que foram recolhidas "informações importantes" sobre vínculos de Pérez com o governo dos EUA. "Nos próximos dias daremos mais informações", acrescentou.
Em nota divulgada na manhã desta quarta-feira (28/06), o governo venezuelano classificou o ataque como "terrorista" e disse que o ato faz parte de plano golpista da oposição. 
Twitter / @TareckPSUV

O helicóptero usado no ataque contra prédios oficiais na Venezuela foi localizado no norte do país, informou vice-presidente (28/06)
“O governo bolivariano chama ao povo venezuelano a estar alerta frente à escalada golpista que pretende alterar a ordem constitucional na Venezuela e que demonstrou carecer de qualquer 
escrúpulo para atingir suas ambições políticas e econômicas”, afirma o comunicado do Palácio de 
Miraflores, sede da Presidência.
“Nenhum destes ataques deterá a ativação do processo popular constituinte, nem impedirá o 
exercício do direito ao voto por parte do povo venezuelano, no próximo dia 30 de junho, para eleger 
os membros da Assembleia Nacional Constituinte”, diz o texto.
Ex-piloto de ministro
Segundo o presidente Maduro, as primeiras informações indicam o agente era piloto do ex-ministro 
Miguel Rodríguez Torres, que tem se manifestado contra o governo.
O presidente culpou o partido de oposição Primeiro Justiça de adotar um "caminho de violência" e 
acusou os principais líderes da legenda de comandarem "todos os fatos violentos" conhecidos.
Além disso, Maduro disse que espera que a Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança 
de oposição, se pronuncie sobre o fato e que o Ministério Público, agora crítico ao governo, tome 
medidas sobre o assunto.

ENCONTRO AS ESCONDIDAS: FOI JOÃO PLENÁRIO QUEM NOMEOU A PROCURADORA?

Participaram também do encontro os ministros Moreira Franco (o Agorá) e Eliseu Padilha (o 
Quadrilha); o Planalto admitiu a reunião e disse que nela foi tratada a reforma política, mas 
não explicou por que não foi divulgada; as informações são da jornalista Andreia Sadi, da 
GloboNews; não é a primeira vez que Temer se encontra com Gilmar às escondidas.

Michel Temer se reuniu nesta terça-feira (27) à noite, fora da agenda oficial, com o ministro do
Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Às escondidas, a reunião aconteceu na véspera da escolha de Raquel Dodge para a Procuradoria-
Geral da República e da sessão do STF sobre a validade da delação da JBS. O Planalto não 
comentou se a sucessão de Rodrigo Janot foi tratada na reunião e também não explicou por que o 
encontro não foi divulgado.
Segue a nota divulgada pela assessoria do Planalto:
"O presidente Michel Temer marcou o jantar com o ministro Gilmar Mendes para discutir Reforma 
Política. Ao saberem do encontro, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco resolveram 
participar".

Dra. Dodge, a senhora vai 
desmoralizar ainda mais a 
PGR? Dra. Dodge: pior que está 
pode ficar?  

Diz o diretor da sucursal da Fel-lha 
em Brasília, Leandro Colon, que a 
procuradora Raquel Dodge, 
indicada pelo presidente-ladrão para 
substituir Janot, "...tem o nome 
vinculado a figuras próximas 
(sic) de Michel Temer, como o 
ministro Gilmar Mendes e o ex-
presidente José Sarney".
Diz a própria Fel-lha, num box com destaque em negrito:
"Pré-anúncio, Temer e Gilmar se reuniram
No dia anterior à escolha de Raquel Dodge, Michel Temer fez (sic) reunião na casa de Gilmar 
Mendes. O Ministro do STF se tornou uma espécie de conselheiro (sic) jurídico (leia entrevista em 
que Claudio Fonteles defende o impeachment de Mendes - PHA) do peemedebista, é critico do atual 
procurador geral, Rodrigo Janot, E UM DOS DEFENSORES DA INDICAÇÃO DE DODGE À 
PGR (ênfase minha - PHA)."

Veja aqui o significado da expressão - "República Federativa da Cloaca"
República fundada pela Força Tarefa de Curitiba que tirou uma presidenta honesta do poder para entregar a uma 
quadrilha, a uma cloaca. Para destruir o PT e prender o Lula, a Força Tarefa destruiu o Brasil. Só que a Força 
Tarefa não contava com o Ministro Fachin, que depositou o FHC no centro da cloaca com o Mineirinho (ver 
verbete) e o Careca (ver verbete). "Cloaca" era uma palavra que o maior de todos os Golpistas, Carlos Lacerda 
gostava de usar. Em homenagem a ele, o Conversa Afiada passa tratar o regime da Força Tarefa de República 
Federativa da Cloaca.

PHA

PERFIL: Quem é Raquel Dodge, a ‘centralizadora’ que substituirá Janot na PGR

Do Terra: A subprocuradora-geral Raquel Dodge será a primeira mulher a comandar a Procuradoria-
geral da República (PGR) a partir de setembro, quando substituir o procurador Rodrigo Janot.
Dodge foi a segunda mais votada da Lista Tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da
República, entregue na tarde de quarta-feira ao presidente Michel Temer. Horas depois, o Planalto
anunciou sua indicação para o cargo.
Ela ainda será submetida a uma sabatina no Senado para ter sua indicação aprovada pelos senadores
antes de ser oficializada.
A subprocuradora, que é mestre em Direito pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e
entrou no Ministério Público Federal em 1987, estava atrás de Nicolao Dino, que era tido como o
candidato mais próximo a Janot.
Ela é descrita como alguém de perfil “centralizador” e com reputação “respeitável” no MPF.
Segundo procuradores ouvidos pela BBC Brasil, Dodge não é entendida como uma ameaça à
Operação Lava Jato, mas dificilmente será “um novo Janot”.
Nos debates entre os candidatos ao cargo, no entanto, Dodge defendeu a ampliação da operação e
prometeu maior celeridade na condução dos processos.
O anúncio veio apenas dois dias depois de Janot apresentar denúncia contra Temer ao Supremo
Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva.
Tensão
Dentro do MPF, Dodge é tida como alguém que fazia oposição moderada a Rodrigo Janot. O maior
enfrentamento público dos dois ocorreu em abril deste ano, no debate sobre uma proposta de Dodge
que, para Janot, afetaria o andamento da Lava Jato.
A subprocuradora apresentara uma proposta ao Conselho Superior do Ministério Público para
restringir o trânsito de procuradores no Ministério Público Federal.
Atualmente, procuradores de quaisquer unidades podem ser realocados para outras coordenadorias
ou equipes exclusivas de determinadas investigações. A maioria dos procuradores da força-tarefa da
Lava Jato, por exemplo, foram cedidos por outros Estados.
Dodge argumentava, no entanto, que isso provoca desfalque em algumas procuradorias de Estados,
que estão sobrecarregadas de trabalho, e sugeria limitar a 10% o número de procuradores que podem
ser cedidos a outras unidades.
Na prática, isso significaria que alguns dos profissionais atualmente alocados em investigações
teriam que retornar a seus Estados, caso suas procuradorias de origem estivesse desfalcadas.
Segundo Dodge, as forças-tarefa da Lava Jato em Brasília, em Curitiba e no Rio não seriam afetadas
pela mudança.
A maioria dos integrantes do conselho votou a favor da proposta, mas Janot se disse “perplexo” com
a medida e interrompeu a decisão, pedindo vista.
O procurador disse que não fora consultado sobre um eventual impacto da medida sobre a força-
tarefa da Lava Jato, ao que Dodge retrucou dizendo ter falado com ele e tentado marcar, sem
sucesso, um horário para discutirem o assunto.
Após a tensão, o Conselho decidiu manter a aprovação da medida, mas com mudanças no texto
original. Dessa forma, a regra só vale a partir de janeiro de 2018 e não afetará grupos de
investigadores já formados. Em entrevista, Janot disse estar satisfeito com a “flexibilidade” dos
membros do Conselho.
Dodge, no entanto, não foi a única candidata à procuradoria que manifestou apoio à proposta. O
próprio Nicolao Dino, tido como candidato de Janot, chegou a dizer que as forças-tarefa não podiam
implicar em “sacrifícios insuperáveis para as unidades que cedem essas forças de trabalho”.
‘Celeridade’
Em debates entre os candidatos à PGR, Dodge disse que pretende manter o que entende como os três
pilares do sucesso da Lava Jato: “ninguém está acima da lei, é possível combater a corrupção com as
leis que existem e é preciso ser célere”.
Ela afirmou que o próximo ocupante do cargo deveria aumentar a agilidade da operação e garantir
que “que a punição seja mais próxima do crime”.
Após o embate com Janot sobre o trânsito de procuradores, a subprocuradora afirmou ao jornal O
Estado de S.Paulo que a Lava Jato “não deve retroceder um milímetro sequer” e se comprometeu a
reforçar a operação e ampliar a equipe de procuradores.
Mesmo assim, sua indicação foi interpretada dentro do MPF como um “recado de Temer a Janot”.
Em pronunciamento na terça-feira, o presidente acusou o procurador de buscar “revanche, destruição
e vingança” ao pedir ao STF que seja processado por corrupção passiva e disse que a denúncia
contra ele seria uma “criação ficcional”.
Em nota, a PGR respondeu que Janot tem “atuação técnica, no estrito rigor da lei” e que a acusação
se baseia em “fartos elementos de prova” contra o presidente.
Proteção a indígenas
Durante sua carreira no MPF, a subprocuradora fez parte da 6ª Câmara, responsável por populações
indígenas e comunidades tradicionais, e diz que a “proteção especial” ao meio ambiente e aos povos
indígenas deve ser defendida pelo MPF.
Dodge, que comandou a 2ª Câmara, responsável por questões criminais, até 2014, também afirma atuar “sob a diretriz de que o Direito Penal é instrumento de proteção de direitos humanos”.
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LULA LEMBRA O QUE LEVOU TEMER À PRESIDÊNCIA: “FOI UM GOLPE”


"O Temer agradeceu a Deus, dizendo não saber por que foi levado a presidência. O que levou 
foi um golpe", discursou o ex-presidente Lula na noite desta quarta-feira 28 em São Paulo, em 
crítica ao pronunciamento feito ontem por Michel Temer; "Foi golpe que deram. Não foi por 
conta de Deus, mas por conta de deputados e senadores que assaltaram o poder e derrubaram 
uma presidenta democraticamente eleita com 54 milhões de votos", completou, durante as 
comemorações dos 25 anos da Confederação Nacional dos Metalúrgicos; segundo ele, a única 
saída para dar início à solução da crise econômica do País é "o povo voltar a eleger um 
presidente da República"; assista seu discurso.

RENAN SAI E CHAMA TEMER DE COVARDE!


Renan: Governo não tem a menor credibilidade para fazer as reformas. Governo é comandado 

Um dos principais líderes do PMDB nos últimos anos, o senador Renan Calheiro (PMDB-AL) acaba 
de anunciar sua saída da liderança do PMDB no Senado. Reiterando as firmes críticas que tem feito, 
nos últimos meses, à gestão de Michel Temer na Presidência da República, Renan diz que o governo 
do colega de partido se transformou em um ambiente de chantagens, “perseguindo parlamentares que 
não rezam a cartilha governamental”. E foi além.
“Como continuar com um governo comandado por um presidiário como Eduardo Cunha?”, fustigou 
Renan, referindo-se a um dos principais aliados de Temer até ser preso, em outubro passado, por 
envolvimento na Operação Lava Jato. Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão, na 
primeira das ações a que responde na Justiça.
“Estou me libertando dessa âncora pesada e injusta”, reclamou o senador, aproveitando para reforçar 
os protestos contra as reformas trabalhista e previdenciária, duas das principais apostas de Temer 
para tentar superar a mais grave crise de sua gestão. “Não tenho a menor vocação para marionete. O 
governo não tem a menor credibilidade para fazer as reformas.”
(...)
Na sessão plenária de ontem, o senador alagoano não poupou críticas ao governo, que afirmou ser 
“influenciado por um presidiário de Curitiba”, em referência ao deputado cassado Eduardo Cunha 
(PMDB-RJ), preso desde outubro na capital paranaense e condenado a mais de 15 anos de prisão. 
Era a tréplica do alagoano, que rebatia a manifestação de Romero Jucá (PMDB-RR).
(...)
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VACCARI: ESTOU AQUI POR SER DO PT

Absolvido em segunda instância por falta de provas, numa decisão que reverteu a condenação 
inicial do juiz Sergio Moro, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto mandou um recado aos 
apoiadores que foram em comitiva para Curitiba, onde está preso, para acompanhar sua 
soltura; "Não mereço tudo isso, mas agradeço. Fiquei muito feliz em saber da presença de 
vocês", disse Vaccari, por meio de seus advogados; Moro, no entanto, recebeu o alvará, mas 
alegou outra condenação para manter Vaccari preso provisoriamente; "Vou sair daqui, não 
roubei, não matei, fui preso por que era o tesoureiro do PT", disse ainda.

João Vaccari Neto mandou um recado aos apoiadores que foram em comitiva para Curitiba, onde 
está preso, para acompanhar sua soltura. Vaccari foi absolvido em segunda instância, pelo TRF-4, 
por falta de provas, Moro, no entanto, recebeu o alvará,  mas resolveu manter Vaccari preso 
provisoriamente.

Estou bem!

Não mereço tudo isso, mas agradeço. Fiquei muito feliz em saber da presença de vocês.
Vou sair daqui, não roubei, não matei, fui preso por que era o tesoureiro do PT.
Chequei aqui pela política num carro de polícia e vou sair daqui pela política junto com meus 
companheiros.

Forte abraço a todos
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GANGUE DE TEMER APROVA REFORMA TRABALHISTA NO SENADO E CENTRAIS SINDICAIS ELEVAM MOBILIZAÇÃO PARA GREVE GERAL

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem (28), por 16 votos a 
favor, 9 contrários e 1 abstenção, o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) favorável à 
reforma trabalhista; sob protestos da oposição, a comissão aprovou o regime de urgência para 
projeto ir para plenário; o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), já 
comunicou que pautará a matéria imediatamente; que poderá ser analisada já na sessão 
extraordinária convocada para as 10h desta quinta-feira ou ficar para a próxima terça-feira (4)

A despeito da aprovação da reforma trabalhista na CCJ do Senado, na noite desta quarta-feira (28), 
as centrais sindicais não jogaram a toalha. Pelo contrário. Elas esperam reverter a situação no 
plenário. Por isso essas organizações elevaram o nível de mobilização para esta sexta, dia 30 de 
junho, na Greve Geral dos trabalhadores em todo o país.
As entidades sindicais voltarão às ruas amanhã amparados pelas pesquisas de opinião que atestam 
mais de 90% da população ser contrária às reformas da previdência e trabalhista, bem como 
favorável à saída imediata do ilegítimo Michel Temer.
Ao final da sessão na CCJ, o senador Paulo Paim (PT-RS) conclamou a população a fazer “um grito 
silencioso do Brasil contra as reformas na sexta-feira, dia 30, numa grande mobilização”.
“Na verdade, a reforma que eles pretendem é a revogação da lei áurea. Restabelecimento da 
escravatura”, criticou o senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da Frente Ampla 
Parlamentar, organização que reúne 220 congressistas de todas as colorações partidárias.
Proclamado o resultado na CCJ, cujo placar foi 16 votos favoráveis à reforma trabalhista a 9 
contrários, a senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT disparou na quase-madrugada: “A 
vergonha é tão grande que os governistas nem tem coragem de comemorar”.
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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ataque 'terrorista' contra prédios oficiais na Venezuela é parte de plano golpista da oposição


Na imagem, helicóptero sobrevoa sede do Ministério do Interior da Venezuela. Helicóptero 
pilotado por policial fez disparos contra sede de ministério e atirou granadas contra prédio do 
Tribunal Supremo de Justiça, em Caracas, na tarde de terça

O governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, divulgou na noite desta terça-feira (27/06) 
um comunicado em que classificou os ataques contra um ministério e ao Tribunal Supremo de 
Justiça (TSJ) como “terrorista” e disse que o ato faz parte de plano golpista da oposição.
Um helicóptero roubado da polícia, pilotado por Óscar Alberto Pérez, um inspetor da parte científica 
da corporação, disparou cerca de 15 tiros, no fim da tarde desta terça, contra o prédio do Ministério 
de Relações Interiores, Justiça e Paz, enquanto acontecia um evento pelo Dia Nacional do Jornalista.
Em seguida, o helicóptero foi até a sede do TSJ, onde ocorria uma sessão do tribunal, e disparou ao 
menos quatro granadas de origem colombiana e de fabricação israelense. Mais tarde, Pérez divulgou 
um vídeo pedindo a renúncia de Maduro.
“O governo bolivariano chama ao povo venezuelano a estar alerta frente à escalada golpista que 
pretende alterar a ordem constitucional na Venezuela e que demonstrou carecer de qualquer 
escrúpulo para atingir suas ambições políticas e econômicas”, afirma nota divulgada pelo Palácio de 
Miraflores, sede da Presidência.
“Nenhum destes ataques deterá a ativação do processo popular constituinte, nem impedirá o 
exercício do direito ao voto por parte do povo venezuelano, no próximo dia 30 de junho, para eleger 
os membros da Assembleia Nacional Constituinte”, diz o texto.
Ex-piloto de ministro
Segundo o presidente Maduro, as primeiras informações indicam o agente era piloto do ex-ministro 
Miguel Rodríguez Torres, que tem se manifestado contra o governo.


O presidente culpou o partido de oposição Primeiro Justiça de adotar um "caminho de violência" e 
acusou os principais líderes da legenda de comandarem "todos os fatos violentos" conhecidos.
Além disso, Maduro disse que espera que a Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança 
de oposição, se pronuncie sobre o fato e que o Ministério Público, agora crítico ao governo, tome 
medidas sobre o assunto.

OS "TRUQUES" NOS SORTEIOS DOS PROCESSOS NO SUPREMO




Luis Nassif

Vamos a uma análise probabilística, tão ao gosto dos procuradores midiáticos.
Para avaliarmos a extraordinária coincidência dos processos de José Serra e Aloysio Nunes caírem com o Ministro Gilmar Mendes e o de José Serra com Alexandre de Moraes, o roteiro é o seguinte:
O STF (Supremo Tribunal Federal) tem 11 Ministros:
1.     Ministro Roberto Barroso
2.     Ministro Marco Aurélio
3.     Ministro Luiz Fux
4.     Ministra Rosa Weber
5.     Ministro Alexandre De Moraes
6.     Ministro Gilmar Mendes - Presidente
7.     Ministro Celso De Mello
8.     Ministro Ricardo Lewandowski
9.     Ministra Cármen Lúcia
10.  Ministro Dias Toffoli
11.  Ministro Edson Fachin
O Ministro Fachin decidiu sortear os processos pelos demais Ministros da casa. Do sorteio saem ele (que vai sortear) e a presidente do STF Carmen Lúcia.
Restam 9 Ministros:
1.     Ministro Roberto Barroso -
2.     Ministro Marco Aurélio
3.     Ministro Luiz Fux
4.     Ministra Rosa Weber
5.     Ministro Alexandre De Moraes
6.     Ministro Gilmar Mendes
7.     Ministro Celso De Mello
8.     Ministro Ricardo Lewandowski
9.     Ministro Dias Toffoli
Três processos são sorteados. Há dois Ministros propensos a tratar com generosidade os políticos do PSDB: Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
Gilmar não poderia ficar com o processo de Aécio, pois poderia ser arguida sua suspeição pelas conversas gravadas. Portanto, o único Ministro disposto a analisar o caso Aécio com boa vontade (para com o réu) seria Alexandre de Moraes:
·      Ou 1 em 9
·      Que significa 1/9 avos
·      Que significa 11,11% de probabilidade.
Sobram então, 8 Ministros para analisar o caso Serra-Aloysio.
1.     Ministro Roberto Barroso
2.     Ministro Marco Aurélio
3.     Ministro Luiz Fux
4.     Ministra Rosa Weber
5.     Ministro Gilmar Mendes
6.     Ministro Celso De Mello
7.     Ministro Ricardo Lewandowski
8.     Ministro Dias Toffoli
Brasília inteira sabe das relações de Gilmar com José Serra e, por tabela, com Aloysio Nunes. Mas como não foi explicitada em nenhuma gravação., Gilmar se arrisca a não ser considerado impedido. Dos 8 restantes, ele seria a única certeza de não condenação de Serra e Aloysio.
A probabilidade de sair com Gilmar é de 1/8 ou 12,5% de probabilidade.
A primeira probabilidade foi de 11,11%; a segunda, de 12,5%.
E qual seria a probabilidade somada de Aécio sair com Alexandre e Serra/Aloysio sair com Gilmar?
Seria de 1 / (8x9) = 1,39% 
Não é a primeira vez que os tribunais superiores mostram um sistema de sorteios sob suspeição. Para os que reclamam de azar pelo fato de todos os processos sensíveis saírem com Gilmar – que, em todas as hipóteses, pende para um lado só – não maldigam a má sorte. Quem explica isso é a probabilidade. E a falta de discernimento de presidentes de tribunais de permitirem a mancha da suspeição sobre sua seara.
As formas de direcionamento
Aproveitando as dicas nos comentários, o jogo de direcionamento se dá assim:
1. O sorteio se dá incluindo a quantidade de processos nas mãos de cada Ministro.
2. Cada rodada de distribuição altera a quantidade de processos nas mãos de cada Ministro.
3. Se quiser direcionar determinados processos, basta esperar a rodada em que os Ministros para os quais se pretende entregar os processos sejam a bola da vez.

EX ADVOGADO DO PCC O TUCANO ALEXANDRE DE MORAES SERÁ RELATOR DE INQUÉRITO CONTRA AÉCIO


Filiado ao PSDB até fevereiro deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) 
Alexandre de Moraes será o relator do inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG); o 
inquérito apura se, em 2007, o tucano organizou um esquema de fraudes em licitações para a 
construção da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro; ex-presidente da Odebrecht 
Infraestrutura, Benedito Júnior disse ter pago R$ 5,2 milhões em propina para Aécio Neves, de 
acordo com os inquéritos da Operação Lava Jato.

Minas 247 - Filiado ao PSDB até fevereiro deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) 
Alexandre de Moraes será o relato do inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O 
inquérito apura se, em 2007, o tucano organizou um esquema de fraudes em licitações para a 
construção da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro. A informação é do site Poder 360.
O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior disse ter pago R$ 5,2 milhões em 
propina para Aécio Neves, de acordo com os inquéritos da Operação Lava Jato. A obra teve um 
orçamento final de R$ 1 bilhão. Existem dois inquéritos no STF com o objetivo apurar a eventual 
responsabilidade criminal de Aécio na obra.
Em abril deste ano o Tribunal de Contas do Estado já havia aberto procedimento para investigar as 
irregularidades. Em nota, Aécio negou irregularidades.
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