segunda-feira, 27 de abril de 2015

Coletivo Enecos descomemora os 50 anos



Essa paródia foi produzida pelo Coletivo Enecos Bonde do Rio, em parceria com a Executiva 
Nacional de Estudantes de Comunicação Social, como forma de descomerar os 50 anos da 
Globo.

“De novo, Reinaldo Azevedo sai a campo para defender os seus patrões, o PSDB, e atacar os professores”


Flagrantes da assembleia desta sexta-feira, 24 de abril, quando os professores decidiram que a 
greve continua. Fotos: Inácio Teixeira /Coperphoto

Mais um ataque de Reinaldo Azevedo contra os professores. Até quando?

Nota da Apeoesp, via e-mail


Novamente, o pseudo-jornalista Reinaldo Azevedo vem a campo para defender seus patrões, o PSDB. Novamente, ataca com baixeza minha pessoa e os professores estaduais em greve.
Mentiroso contumaz, este senhor diz que nossa categoria reivindica 75% de reajuste salarial de uma única vez. As pessoas sérias, que leem os materiais do nosso sindicato, já sabem que estamos pedindo um plano de composição salarial para alcançar o aumento de 75,33% necessário à equiparação salarial com os demais profissionais de formação com nível superior, como determina a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que é uma lei votada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidenta da República. Reinaldo Azevedo propõe, então, que o Governo do PSDB não cumpra a lei.
Ele vocifera contra um grupo de professores que tentou ocupar a sede da Secretaria Estadual da Educação, após uma reunião na qual o Secretário da Educação disse não ou não respondeu aos pontos da nossa pauta de reivindicações. Ao contrário do que ele diz, nosso sindicato não deliberou que fosse feita esta ação, mas é compreensível que professores estejam indignados cansados e estressados com o pouco caso do governo do PSDB para com a nossa categoria e para com a escola pública.
Por que Reinaldo Azevedo não se mostra indignado com a postura autoritária e irresponsável do Governador e do Secretário da Educação, que ignoram milhares de professores em greve há mais de 40 dias e milhões de alunos sem aulas? Sim, porque pode estar havendo tudo nas escolas estaduais, menos aulas regulares. Alunos são empilhados em salas superlotadas, com turmas agrupadas, onde professores eventuais tentam manter um falso clima de normalidade, de acordo com a determinação da Secretaria da Educação. É isso que deseja Reinaldo Azevedo para os estudantes das escolas estaduais, porque nutre profundo desprezo pelas camadas pobres da população, usuárias das escolas públicas.
Este senhor tenta atacar-me utilizando minha trajetória sindical. Quanta pobreza de espírito! Tenho um enorme orgulho de minha história, que é bem diferente da de Reinaldo Azevedo, que ganha a vida dedicando-se a enxovalhar pessoas. Sim, eu me dedico diuturnamente a defender os professores e a escola pública. Sou professora, estou dirigente sindical, porque fui eleita e reeleita diversas vezes pelo voto direto para esta função. E este jornalista? Que caminhos tortuosos o trouxeram à sua condição atual?
Todos os anos participo da atribuição de aulas na Escola Estadual Monsenhor Jerônymo Gallo, em Piracicaba, onde sou professora efetiva. Depois disponibilizo as aulas para outro colega, porque tenho direito legal ao afastamento para exercício de mandato sindical. Tenho uma ligação muito profunda com os professores e com os estudantes da rede estadual de ensino, algo que Reinaldo Azevedo e seus patrões nunca conseguirão me tirar, porque faz parte da minha alma.
O que interessa, mesmo, é que o Governo Estadual do PSDB, Reinaldo Azevedo e outros sabujos jamais conseguirão quebrar a força, a dignidade e espírito de luta dos professores da rede estadual de ensino. Por isso estão tão nervosos. Por isso, cada vez mais, este pretenso jornalista escreve seus textos com lama.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP
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Bendine tira a Petrobras das garras do Globo


Nenhuma empresa sob a mira furiosa do Moro opera no pré-sal.

Depois de tirar a Petrobras das garras do Moro, Aldemir Bendine tirou a Petrobras das garras do
Globo.
O Globo escalou quatro (quatro !) repórteres para entrevistar o Bendine e destruir a Petrobras.
Quatro !
Os quatro saíram tosquiados.

Bendine afirmou (não exatamente nas palavras que se seguem), nesse domingo 26/04:

- Vai trabalhar para capacitar novos fornecedores que substituam os alvejados pelo Moro;- No pré-sal, não há com que se preocupar: nenhuma empresa sob a mira furiosa do Moro opera 
no pré-sal;

Capacitar estrangeiros ou brasileiros ?

– Os dois, mas com prioridade aos brasileiros, que podem trazer melhores ganhos para a 
Economia do país;

Os chineses vai construir as plataformas ?

– Não existe isso. Se os chineses quiserem, venham para cá e construam aqui (com trabalhador 
brasileiro…);

Projetos podem atrasar ?

- Em exploração não estou preocupado.
(Ou seja, toda a operação conjunto Moro/PiG de destruir a Petrobras afundou como a P36…)
No caso do Comperj, por exemplo, 86% da refinaria estão prontos. Logo, é para acabar já.

A Petrobras vai recuperar os R$ 6 bilhões de perdas (da corrupção que começou no Governo 
FHC)?

- Sim ! Quem sabe mais, né ?

O senhor defende os acordos de leniência ?

- Sem dúvida. Não é justo as empresas morrerem por conta de malfeitos de seus dirigentes, viu 
Moro?

O senhor foi criticado por conseguir que bancos públicos assegurassem a robustez da 
Petrobrascom empréstimos volumosos

- Eu interferi no BB, na Caixa, no Bradesco, no Standard Chartered e nos chineses ? O Banco do 
Brasil tem governança própria. Nem se eu pegasse a mão do Alexandre Abreu (presidente do BB) 
e forçasse ele a assinar o empréstimo. É o potencial do negocio.
Vai captar quanto em 2016 ?

- Deve ser muito similar à captação deste ano. (Ou seja, a Petrobras continuará a desfrutar de crédito, viu Urubóloga?)

E o Plano de Negócios em relação à Produção ?

- De igual a maior ! Não queremos diminuir a produção.

Os quatro (quatro !) entrevistadores não perguntaram se ele ia entregar o pré-sal à Chevron do Cerra.
Como se sabe, o pré-sal já é responsável por mais de 1/3 da produção nacional, com a geração de 
royalties !
Os quatro (!) não perguntaram se o empréstimo dos chineses seria pago em petróleo.
Bendine já explicou que “não existe (com os chineses) qualquer compromisso com contrapartidas 
que não sejam financeiras”, disse ao Valor, o PiG cheiroso (ver no ABC do C Af), em 23 de abril.

Paulo Henrique Amorim
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Não deu na Rede Bobo: Os protestos contra a Globo em todo o Brasil

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 Manifestantes jogam tinta vermelha na Globo em Brasília

por Igor Fellipe

O Levante Popular da Juventude jogou tinta vermelha na sede da Globo em Brasília, em referência
ao sangue de brasileiros derramado pela Ditadura, que a emissora apoiou politicamente, deu
sustentação ideológica e ganhou benefícios econômicos.
O ato em Brasília contou com a participação de 500 pessoas, com apoio do MST, do movimento
democratização da comunicação, diversos sindicatos e entidades estudantis.
O dia 26 de abril, dia do aniversário de 50 anos do grupo de mídia, é marcado por atos em todo o
país contra o Império da Globo.
A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura!

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Início da manifestação em São Paulo, via twitter

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Pichação em Caruaru, Pernambuco, via Igor Fellipe

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“Descomemorando” em Brasília, via Facebook

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São Paulo, foto Pedro Alexandre

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Bagé, Rio Grande do Sul, foto Levante Popular da Juventude

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Porto Alegre, via Facebook

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Belo Horizonte, via Jornalistas Livres 

KFOURI: AÉCIO DEVE PEDIR DESCULPAS POR AEROPORTO


O colunista Juca Kfouri reagiu à provocação feita pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, 
no painel da Folha, cobrou um pedido de desculpas da presidente Dilma Rousseff ou do ex-
presidente Lula relacionado ao balanço da Petrobras, divulgado na semana passada; segundo 
Kfouri, Aécio não tem moral para abordar a questão ética; "O candidato derrotado na última 
eleição tem toda razão", disse ele; "E também poderia dar exemplo, se antecipando e pedindo 
desculpas por uma coisa tão menor, teoricamente muito mais fácil, sobre o Aeroporto de 
Cláudio"

post de Kfouri:

Aécio Neves tem razão
“Diante de R$ 6 bilhões pelo ralo, o Brasil exige dois pedidos de desculpas. Quem terá coragem de 
falar primeiro: Lula ou Dilma?”
O candidato derrotado na última eleição tem toda razão.
E também poderia dar exemplo, se antecipando e pedindo desculpas por uma coisa tão menor, 
teoricamente muito mais fácil, sobre o AEROPORTO DE CLÁUDIO.
Nem se está falando do mensalão tucano mineiro etc, nada disso.
Só do aeroporto na fazenda do titio.
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Vídeo – Parte 2: Mino Carta sobre Mino Carta



Nessa segunda parte da entrevista, Mino Carta fala sobre si mesmo, seus gostos, gastronomia, 
vinhos, literatura e artes.

“Em São Paulo, por exemplo, come-se muito mal. Acreditar que aqui se come bem é uma bobagem”,
opinou o diretor de redação da Carta Capital a Paulo Henrique Amorim.
“As pizzarias são fábricas de azia”, seguiu o jornalista.
“Nosso tomate é azedo, é ácido, um tomate de quinta. Então, como é possível produzir a melhor
pizza em São Paulo?”, se indagou durante a conversa.
Sobre arte, Mino evitou comparação. “Não se discute quem foi melhor entre [Michelangelo Merisi
da] Caravaggio e Rembrandt [Harmenszoon van Rijn]. É como comparar queijos, vinhos, não tem
como. É estúpido buscar qualificações. É uma coisa idiota a meu ver”.
Já quanto a arte contemporânea, Mino foi enfático: “é a cretinização progressiva do mundo”.
Mino Carta também falou sobre futebol. Ele lembrou que esteve na final da Copa do Mundo de
1950, no Maracanã, quando a Seleção Brasileira perdeu para o Uruguai.
Para ele, “o futebol brasileiro se notabilizou a partir de 1958, com a vitória na Copa. Em 1950, o
Brasil perdeu para uma seleção que era melhor”.
Italiano, Mino também comentou a eliminação da seleção de Telê Santana, na Copa de 1982, para a
seleção do seu país.
“O treinador não era um gênio. Um goleiro frangueiro [Valdir Peres], um lateral direito [Leandro]
que chorava, um lateral esquerdo [Junior] usado mal”, comentou.
No fim, Mino analisou o futebol de Pelé e Maradona.
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Enciclopédia americana afirma que Globo é subsidiada pelo Tio Sam



Por Miguel do Rosário

Mais uma contribuição do Cafezinho para os 50 anos da TV Globo.

Estudando as edições do Globo nos primeiros meses de 1964, quando o jornal aos poucos vai assumindo o protagonismo do golpe civil-militar contra João Goulart, encontro, no dia 19 de março daquele ano, um editorial na primeira página que me pareceu positivamente engraçado.
É um texto irritadíssimo.
O Globo descobrira que uma das mais tradicionais editoras norte-americanas, a Harper, havia impresso uma enciclopédia na qual inserira um verbete para a imprensa brasileira, e citava O Globo.
E o que dizia o verbete?
O próprio Globo informa: “A Worldmark Encyclopedia of the Nations – editada pela Worldmark Press, Inc – Harper and Row, de Nova York, no verbete referente à imprensa no Brasil, ao lado de outros erros, define este jornal como “conservador, subsidiado pelos Estados Unidos“.
Pausa para rir por 50 anos.
Acho que a definição da Harper (hoje adquirida por Rupert Murdoch) poderia ganhar um prêmio internacional da síntese mais resumida e objetiva sobre uma empresa.
50 anos de Globo, 50 anos de golpe.







sábado, 25 de abril de 2015

LULA CRITICA LAVA JATO: 'NEM PEDIRAM DESCULPAS'


"O que não pode, é prender a Cunhada do Vaccari, achando que ela cometeu um crime, e no 
dia seguinte só soltar, sabe? Nem pediram desculpas", disse o ex-presidente Lula, em evento do 
Partido dos Trabalhadores, na noite de ontem; Lula também falou sobre como serão as 
próximas campanhas políticas, agora que o PT decidiu não mais receber doações de empresas; 
"Vai ser mais difícil, mas quem sabe a gente não reconquista alguma coisa que a gente tinha 
perdido: o direito de andar com a cabeça erguida neste pais". 

247 - O ex-presidente Lula fez, na noite de ontem, sua primeira crítica direta à Operação Lava Jato, ao se referir ao "caso Marice", a cunhada do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que foi presa por engano, ao ser confundida com a própria esposa de Vaccari num vídeo de um banco.
"O que não pode, é prender a cunhada do Vaccari, achando que ela cometeu um crime, e no dia seguinte só soltar, sabe? Nem pediram desculpas", disse ele.
Lula também voltou a falar no processo de "criminalização do PT" e comentou a decisão do partido de não mais aceitar doações de empresas. "Vai ser mais difícil, mas quem sabe a gente não reconquista alguma coisa que a gente tinha perdido: o direito de andar com a cabeça erguida neste pais", afirmou.
Ele também pediu a dirigentes da legenda que o partido tenha mais cautela. "Nós temos que ter mais cuidado e o PT tem que errar menos", afirmou. "O PT não pode fazer aquilo que ele criticava nos outros, tem que ser exemplo."
No encontro, o presidente do PT, Rui Falcão, antecipou que o partido pedirá à presidente Dilma Roussef que vete o projeto de lei 4.330, que amplia a terceirização para praticamente todas as atividades profissionais no país. Segundo Rui, o projeto é "odioso".


Em evento em SP, ex-presidente sugeriu que o fracasso de Dilma pode significar o fim do PT. 
"Não elegemos uma revolucionária para permitir que ela fracasse", disparou

Jornal GGN - Em evento para petistas na capital paulista, na noite de sexta-feira (24), o ex-presidente Lula cobrou reação de sua sucessora no Planato, Dilma Rousseff, que enfrenta uma crise política e dificuldades econômicas que têm reduzido sua popularidade. Segundo Lula, Dilma precisa dar sentido ao segundo mandato, lançando mão de mais diálogo com o Congresso e dizendo à população quais serão os novos projetos encampados pelo governo.
Para Lula, o PT não elegeu "uma revolucionária" para depois assisti-la "fracassar" e levar o partido junto. “Eu não vim ao mundo para fracassar. O PT não nasceu para fracassar”, disse. "Eu sou um dos pais do PT e um dos filhos desse partido. E eu não pretendo deixar ele acabar. Nós vamos ressurgir ainda mais fortes", acrescentou.
“Nós precisamos a começar a dizer o que vamos fazer no segundo mandato. Qual é a nossa política de desenvolvimento que vamos colocar em prática, qual é o tipo de indústria que vamos incentivar”, afirmou Lula, para militantes, dirigentes e parlamentares petistas, reunidos na quadra do Sindicato dos Bancários. As informações são do Valor Econômico.
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Globo perde 20% de Globope na faixa de novela bíblica.




Saiu na Fel-lha: Globo perde 20% de ibope na faixa de novela bíblica

Maior acerto da teledramaturgia da Record nos últimos anos, a novela bíblica “Os Dez Mandamentos”, de Vívian de Oliveira, está se tornando uma pedra no sapato da Globo no horário em que vai ao ar (das 20h30 às 21h30, aproximadamente).
(…)

O aumento de audiência na faixa foi de 83% nas principais regiões metropolitanas do Brasil até o dia 21, enquanto a Globo teve queda de 20% no mesmo horário.
Em São Paulo (…) a queda da Globo na faixa da novela foi de 18%, enquanto a Record cresceu 66% com o primeiro mês de exibição da trama sobre o profeta Moisés, que na Bíblia liberta o povo hebreu.

Em tempo: depois de realizar bem sucedida travessia do Mar Vermelho … - PHA

Em tempo2: em maio, o Carlos Augusto Montenegro – aquele que previu os resultados eleitorais na Bahia e no Rio Grande do Sul – deixa o Globope e assume a WPP, uma das maiores agências de publicidade do mundo.
E, em maio, começa a funcionar o índice alemão de audiência, o GfK, que chegará a um número de lares DEZ vezes superior ao do Globope. – PHA

Em tempo3: amiga navegante Marilia envia essa divertida informação do jornal O Dia, do Rio:

O 3º turno chegou a fim


Na foto, funcionários da Globo se despedem do Império. E o Moro fará companhia ao Gilmar, 
na Casa Grande.

A agenda oficial da Presidência da Republica prevê um encontro na manhã desse sábado (25/04) com o Ministro Nelson Barbosa do Planejamento.
No PiG, se lê que a reunião contará com vinte e seis auxiliares da Presidenta para discutir o lançamento de obras em aeroportos, rodovias, ferrovias, portos, dragagens e hidrovias.
Como disse o Lula, no revelador discurso – a Dilma não sobrevive sem o PT, nem o PT sobrevive sem a Dilma: “o ajuste está feito, mas precisamos dizer o projeto de desenvolvimento que temos”.
O projeto de Desenvolvimento que deve estar na cabeça do progressista Nelson Barbosa é criar as condições para voltar a crescer, com ajuste, com inversão na infra-estrutura, e sem esquecer a prioridade: o pobre !
Razão de ser da Dilma e do PT – para isso foram eleitos para governar 16 anos !
Para o pobre !
Quer dizer que o Brasil voltou a ser normal.
Acabou o Terceiro Turno.
O terceiro turno acabou quando o Bendine tirou a Petrobras das garras do Moro.
E as ações da Petrobras voltaram a bombar, especialmente as ON, na Bolsa de Nova York.
O Moro agora cumprirá sua prevista tarefa política de botar na cadeia uns ladrõezinhos do cartel, que roubam a Petrobras desde os tempos do FHC.
Mas, o efeito político do Moro, sua devastadora ação demolidora evaporou-se com o Prêmio Faz a Diferença e a prisão do Vaccari e a cunhada, que não era a cunhada.
Moro alojou-se no compartimento em que o Mino Carta depositou o Gilmar: é um juiz da Casa Grande.
(O brasileiro sabe o que acontece quando a Globo bajula um candidato a tirano.)
Até porque, agora, com o balanço da Petrobras, as fornecedoras podem recorrer ao Simão, da CGU, para celebrar seus acordos de leniência.
Moro não quebrou o Brasil, tentou o PiG.
Deu chabu o impítim, que ia derrubar a Dilma nas ruas da GloboNews.
Na segunda passeata, foi um desastre ferroviário.
O impítim implodiu o PSDB por dentro, a ponto de o Cerra, na sua infinita capacidade de se transformar em bolinha de papel, voltar para cima do muro.
E o Aecím foi reduzido ao que sempre foi, fora da casca blindada pela irmã: um playboy aventureiro, Machão do Leblão, que deve a provisória sobrevivência ao Janó e ao Ministro Teori.
Outro ingrediente do Terceiro Turno, o #DevolveGilmar ! , deu com os insignes burros n’água.
O PT virou o jato da Lava na direção ao Gilmar e decidiu que não recebe mais dinheiro das empresas.
Vai doar esse sacrossanto privilegio ao PSDB – que até agora viveu de quermesse… -, ao PMDB, ao DEM e a essa notável partido socialista brasileiro, que ainda não revelou quem era o dono do jatinho.
Com quatro meses de segundo mandato, a Dilma e o Bendine concluíram a apuração dos votos do Terceiro Turno.
O Terceiro Turno perdeu.
O PAC vai voltar a funcionar em sua plenitude.
E a Petrobras, também !
Cada vez mais produzir óleo do pré-sal, no regime da partilha, para gerar royalties para a Educação e a Saúde.
Porque o país voltou ao normal, como diz o Claudio Lembo.
Ditadura ?
É a da toga, disse ele !
Crise é na Casa Grande.
A crise que se reflete no “projeto Bonner”, um coruscante Baile da Ilha Fiscal.

Paulo Henrique Amorim
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

CUZÂO DO "CANSEI" LEVA ALCKMIN E FHC PARA UM "BUSINESS MEETING" NOS EUA



Por Renato Rovai

O empresário e apresentador João Doria Jr. vai realizar no dia 13 de maio, em Nova Iorque, um
“business meeting” cujas estrelas são o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-
presidente da República Fernando Henrique Cardoso.
O evento é realizado pelo Grupo Doria, sendo iniciativa do Lide – Grupo de Líderes Empresariais, 
entidade fundada e presidida pelo empresário e que conta, segundo informações de seu site, “com 
mais de 1.600 empresas filiadas, que representam 52% do PIB privado nacional”. São os mesmos 
organizadores do Fórum de Comandatuba, realizado no último fim de semana prolongado na cidade 
baiana.
Na ocasião, Doria Jr. se mostrou indignado com a ausência de representantes do Partido dos 
Trabalhadores (PT) no evento, realizado há 15 anos. “Fazia sentido o PT estar aqui defendendo o 
indefensável. Convidei 13 senadores e 15 deputados do PT e ninguém apareceu, o PT fugiu do 
debate. Nossa repulsa a eles”, esbravejou.
Ao que parece, a paciência dos petistas com o ímpeto golpista de alguns acabou. Em entrevista a 
blogueiros, a presidenta Dilma afirmou não dar entrevista à revista Veja, à semelhança do que 
Barack Obama faz nos EUA com a Fox News. Agora, a rejeição explícita a um evento que contava 
destaque incompreensível em um evento que seria “”empresarial”.
No emblemático dia 31 de março, Doria Jr. defendeu o impeachment de Dilma, ou uma “cirurgia 
rápida”, como se referiu. “A presidente da República se isolou da esfera política, administrando o 
país sem ouvir a sociedade. A Petrobras, rebaixada no grau de investimento no mês passado, deixou 
de ser símbolo de orgulho. A corrupção, como metástase, propaga-se e a sociedade clama por uma 
cirurgia rápida. Antes que seja tarde”, disse em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo.
Embora Doria tenha tentado dar um caráter de “debate amplo”, como o evento era anunciado, as 
estrelas do painel “O Papel dos Líderes no Desenvolvimento Econômico e Social na América 
Latina” eram quatro ex-presidentes latino-americanos: Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Vicente
Fox (México), Luis Alberto Lacalle (Uruguai) e Jorge Quiroga (Bolívia). Todos no espectro da 
direita e centro-direita.
Agora, o evento realizado na terra do Tio Sam ao menos não busca dar um aspecto plural que, na 
prática, também não existia em Comandatuba. Doria estará em casa.
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PARA DILMA, BALANÇO DA PETROBRAS MARCA NOVA ERA


Questionada pelos jornalistas se a divulgação do balanço auditado pela Petrobras, na última 
quarta-feira 22, marcava uma nova era da estatal brasileira, a presidente respondeu: "sem 
sombra de dúvida"; Dilma Rousseff se reuniu hoje com a presidente sul-coreana, Park Geun-
hye, no Palácio Itamaraty.

Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff confirmou hoje (24) que a divulgação do balanço de 2014 da Petrobras 
marca uma nova fase da empresa. Enquanto aguardava a chegada da presidenta sul-coreana, Park 
Geun-hye, no Palácio Itamaraty, Dilma foi perguntada pelos jornalistas se a divulgação marcava uma 
nova era da petrolífera brasileira e respondeu que "sem sombra de dúvida".
O balanço auditado de 2014 da Petrobras foi divulgado na quarta-feira (22) e mostrou que a estatal 
teve prejuízos. No mesmo dia, o atual presidente da empresa, Aldemir Bendine, pediu desculpas, em
nome dos empregados da estatal, pelas irregularidades ocorridas na companhia.
"Eu hoje represento a companhia. A Petrobras foi vítima de tudo isso pelo que ela passou. 
Somando-me aos 86 mil empregados do sistema Petrobras, sim, a gente está com o sentimento até 
de vergonha disso que a gente vivenciou, desses malfeitos que ocorreram", disse Bendine após a
divulgação do balanço.
Hoje as ações da estatal brasileira apresentam alta em seus valores tanto na bolsa brasileira quanto na 
de Nova York. O novo plano de negócios da Petrobras para os próximos cinco anos será divulgado 
em maio e terá como premissa a desalavancagem (menos crédito e redução de endividamento) da 
empresa, com investimentos em projetos de maior rentabilidade, disse ontem (23) a diretora de 
Exploração e Produção da estatal, Solange Guedes.
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Por que a Petrobras sobe tanto (exceto na Rede Bobo, claro)?



Por: Fernando Brito

Sem que isso renda, claro, algum tipo de manchete, segue acima de qualquer expectativa a 
valorização das ações da Petrobras.
No momento em que escrevo, passa de US$ 10 o valor da ADR da empresa em Nova York e a ação 
ordinária toca os R$ 15 na Bovespa.
Há pouco mais de um mês estes valores eram pouco mais da metade.
Há razões objetivas, – aliás, válidas para a Vale, também – essencialmente a elevação do preço do 
petróleo (como a do minério de ferro) e razões subjetivas.
Entre estas, a razão é que a campanha de terror sobre a empresa atirou para muito mais baixo o valor 
de seus papéis, com os espertalhões gritando “vendam, vendam!” e deprimindo preços.
Todo o mercado sabe que aquilo que o balanço da empresa divulgou é muito menos importante 
como reflexo da realidade econômica da empresa do que como o “preço” que a empresa pagou – o 
real e o de percepção – por um ano de bombardeio impiedoso.
Da mesma maneira, não se pode fazer projeções irresponsáveis com a disparada das ações da 
empresa.
Há muito movimento de curto prazo, com gente realizando lucros de compra na baixa ou zerando 
suas posições que estiveram desesperadoras nos piores momentos.
Mas é fato que estes têm encontrado compradores.
Hoje, a Fitch seguiu a Standard & Poors e retirou a perspectiva de revisão (evidente que para pior) 
Curioso, não é, que uma empresa que corta seu patrimônio e anuncia prejuízos seja vista com este 
“otimismo” pelo mercado?
“Enxugamento” da Petrobras e redução (ou postergação) de investimentos e alienação de ativos 
menos rentáveis eram todos previsíveis desde a queda dos preços do petróleo.
O “mercado” é muito mais esperto que a imprensa. A especulação com a Petrobras não terminou: vai 
ter alguns dias de “sinal trocado” para tomar (mais) dinheiro dos incautos.
A Petrobras, como o Brasil, precisa voltar à normalidade.

A Globo é quase uma vítima da ditadura, na versão 2015 de seus donos.


Os filhos de Roberto Marinho...Eles não tem nome próprio...

Por : Paulo Nogueira

Não sei por que, ao ler a entrevista dos irmãos Marinhos no Valor me vieram à cabeça os Globo boys 
– Merval, Noblat etc.
Quer dizer: sei sim.
É que, no ano passado, quando Lula concedeu uma entrevista a blogueiros, os Globo boys 
responderam com pedras.
Ali estava uma entrevista chapa branca, acusaram.
Eu gostaria muito de saber agora qual é a avaliação que estes destemidos jornalistas fazem da 
entrevista dos patrões.
Coube a Matias Molina, lendário jornalista da Gazeta Mercantil dos anos 1980, a tarefa de estender o 
tapete para Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto.
Molina repetiu, no papel, o que Alberto Dines fizera na tevê com João Roberto alguns meses atrás: 
evitar qualquer pergunta embaraçosa.
Em favor de Molina é preciso lembrar que o Valor pertence aos Marinhos.
Se o mundo fosse menos imperfeito, os Marinhos teriam designado seus Globo boys para a 
entrevista.
Eles mandaram embora Boni assim que puderam, mas parece que não o esqueceram.
Nestes dias, ao comentar Babilônia, Boni afirmou que quando uma história é ruim basta mudá-la.
Vale para novela, mas a Globo parece tentar adotar a mesma estratégia para a vida real.
A Globo é quase uma vítima da ditadura, na versão 2015 de seus donos.
O irrestrito apoio editorial que a emissora deu aos militares é substituído agora por uma faca nas 
costas.
A censura, segundo a nova fábula, forçou a Globo a ser aquilo que Médici definiu tão bem. “Como é 
bom ligar à noite a televisão e, num mundo tão convulsionado, ver o Brasil tão em paz no noticiário 
da Globo”.
Mais um pouco e Roberto Marinho pegará em armas pela democracia, na história reescrita da Globo.
Como a realidade não é novela, essa versão terminará, merecidamente, no lixo e no escárnio.
No livro Dossiê Geisel, feito com base em documentos do ex-presidente só liberados depois de sua 
morte, fica claro quanto Roberto Marinho pressionava os generais por mais e mais mamatas, sob o 
argumento de que era “o melhor amigo do regime na imprensa”.
Na entrevista, João Roberto diz que o pai evitou pedir favores para a ditadura.
As insistentes solicitações de Roberto Marinho se deviam a uma cisma empresarial. Ele achava que 
uma empresa que não cresce começa a morrer.
E assim ia passar o pires no poder, em busca de novas concessões, mais publicidade, mais 
financiamentos em bancos públicos – tudo em troca do mundo paradisíaco no jornalismo da Globo a 
que se referiu Medici.
Roberto Marinho usou com tamanha voracidade as instituições financeiras públicas – federais ou 
estaduais – que o Pasquim o chamou, a certa altura, de “maior assaltante de bancos do Brasil”.
O pessoal do Pasquim estava particularmente cabreiro com a forma como a Globo construiu o 
Projac: com dinheiro do Banerj, o extinto banco estadual do Rio. O pagamento se deu em 
publicidade.
Já que o passado está sendo reescrito, por que não o presente também?
Roberto Irineu afirmou que são “ótimas” as relações da Globo com Dilma e Lula. E, na única 
pergunta menos indulgente, disse que a audiência da tevê aberta não cai.
Quer dizer: novelas que davam 70, 80 pontos hoje vão chegando a 20. O JN tem os piores índices de 
sua história.
Mas isso não significa queda de público, segundo a estranha lógica de Roberto Irineu.
Na entrevista, os irmãos anunciaram um investimento de 3 bilhões de reais rumo ao futuro digital.
Cuidado com sua carteira: na tradição da Globo, investimentos são sempre à base de dinheiro 
público, como se a empresa fosse uma quitanda.
Que se festejem estes 50 anos, construídos com imensos favorecimentos.
Com a Era Digital, dificilmente a Globo chegará aos próximos 50.
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Futuro da Globo está negativado !


Faturamento fora da tevê aberta já será maior em 2015… Mau sinal…

O PiG cheiroso (ver no ABC do C Af) dedica 17 páginas das 36 de seu caderno “Eu & Fim de
Semana” aos 50 anos da Globo: “Gigante Desafiada”.
Contém entrevista dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – com o competente 
Matías Molina, autor de livros indispensáveis – “Os Melhores Jornais do Mundo” e “História dos 
Jornais no Brasil”.
Da entrevista é possível perceber o que sustenta o “plano de negócios” da Globo.
Em pilares frágeis, como se verá.
O primeiro pilar é a suposição, a esperança vã de que os anunciantes continuarão a pagar a tabela de 
preços de publicidade da Rede Globo – muitas vezes com aumento -, diante da audiência cadente da 
tevê aberta.
Que os próprios entrevistados admitem.
E quem mais perde é a Globo.
A premissa de que nenhuma mídia tem o alcance da tevê aberta, quando se trata de uma campanha 
nacional de larga penetração, não resolve o problema – o buzilis é pagar muito por um alcance 
menor.
Ah, mas a internet ainda não é uma mídia relevante…
É ?
Os próprios entrevistados admitem que o segundo maior destino de publicidade no Brasil, hoje, não 
é a Record, nem o SBT, mas…, mas o Google. (O Google vai googlar a Globo.)
É uma questão de tempo.
Dizia-se na Globo que o Roberto Marinho, se pudesse, interrompia o movimento da Terra em torno 
do Sol…
É uma questão de tempo a dispersão na mídia atingir o sistema digestivo da Globo de forma 
cancerígena.
Com BV e tudo.
Aquele BV que quer botar o Pizzollatto na cadeia, mas na Globo é sacrossanto.
Segundo pilar.
Neste ano de 2015 – que, se depender do jornal nacional e da Urubóloga, assistirá ao Apocalipse da 
Economia brasileira… -, em 2015, dizem os entrevistados, a receita da venda de conteúdo da Globo 
será maior que o faturamento com publicidade!
Bingo ! 
A quem a Globo vende conteúdo?
À tevê por assinatura !
Quem a mobilidade vai matar também, no Brasil – e já matou nos EUA?
A tevê por assinatura !
(Veja nesse estudo americano como a mobilidade destrói a teve aberta, o desktop e a tevê por 
assinatura.)
(E aqui se vê como a Netflix passou a CBS americana.)
E o que a Globo vende à tevê por assinatura?
Direitos esportivos !
E a Fox, hein, amigo navegante ?
O Rupert Murdoch, um notório palerma, como se sabe, vai deixar os filhos do Roberto Marinho 
fazerem com ele o que fizeram na tevê aberta brasileira?
Ah, dizem os entrevistados do Valor, o nosso negócio é produzir conteúdo de qualidade e vender a 
qualquer plataforma.
Ah, mas, nenhuma plataforma paga as contas, como a rede de tevê aberta, cara pálida.
A tevê por assinatura, o G1, o Globo online ou o moribundo O Globo não faturam o que a tevê 
aberta fatura(ava).
Sem a tevê aberta, tudo isso junto não paga aquele cenário do “projeto Bonner”, o que demonstrou 
que a Globo não apoiou a ditadura.
A hegemonia da Rede Globo durou muito.
Tanto assim, que ela decidiu entregar duas horas e meia de programação diária às praças.
A Globo deve a sobrevivência à covardia dos governos trabalhistas!
A tecnologia, inevitavelmente, se incumbirá de convocar as exéquias.

Em tempo: o Valdir Macedo leu a breve entrevista do Valor e reafirma: não compra a Globo! A 
audiência não paga as contas.

Em tempo2:
o amigo navegante já percebeu que o patrocinador do jn é a Crefisa, uma empresa 
financeira que oferece em 24 horas crédito a quem está negativado ?
O jornal nacional já esteve em companhia mais nobre…

Paulo Henrique Amorim
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IS CORINNTHIANS DEAD ?


Um jogo sem valor para o Corinthians

De Londres: Scott Moore

Ladies & Gentlemen:

O que está acontecendo com o Corinthians?, me pergunta, aflito, Boss.
Em meia semana perder do Palmeiras e do São Paulo é coisa demais, diz ele.
Pois respondo: não está acontecendo nada.
O Corinthians perdeu para o Palmeiras apenas por estar dando mais atenção para a Libertadores do 
que para o Paulista.
E perdeu para o São Paulo porque já estava classificado para as quartas de final da Libertadores e o 
São Paulo jogava sua vida, e no seu estádio.
Eram motivations bem diferentes. Não bastasse isso, Sheike cometeu uma estupidez que logo de 
saída deixou o Almighty com um a menos.
Pensei que tinha sido a coisa mais imbecil que vi em muito tempo no futebol o toque que Sheike deu 
num zagueiro para derrubá-lo.
Mas depois Fab Louis me desmentiu. Diante de todas as câmaras de uma partida decisiva de 
Libertadores, ele quis enganar o juiz. Fingiu que o atacante corintiano deu uma cotovelada em seu 
rosto.
Aqui em Londres, nos sites de futebol, a imagem da farsa de Fab Louis foi amplamente veiculada e 
discutida.
“A pior encenação da história do futebol”, afirmou um desses sites.
Como escreveu Churchill, a esperteza, quando é demais, morde o esperto.
Não que Fab Louis tenha sido esperto no lance, mas o fato é que ele saiu do lance com um cartão 
vermelho, o que leva a crer que existe um mínimo de justiça no futebol sul-americano.
Menos justa, para não dizer absurda, foi a expulsão, no mesmo lance, da vítima da mentira de Fab 
Louis.
Ele apenas tirou o braço de Fab Louis de seu cangote, e recebeu um cartão vermelho como se, de 
fato, tivesse dado uma pancada no rival.
Quanto ao Timão, disse a Boss que, por mais estranho que pareça, os dois últimos jogos não valiam 
nada.
O que vale é o que vem pela frente.
Tenho para mim que, contra os paraguaios na próxima etapa da Libertadores, veremos outra vez 
aquele Corinthians que vinha encantando mesmo torcedores do São Paulo, do Palmeiras e do Fish.
É um time que parece jogar melhor sob pressão. E nos jogos desta semana, estava relaxado como um 
monge tibetano.

Sincerely.

Scott Moore
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Como os EUA ajudaram a criar o Estado Islâmico



BBC Brasil.

Um dos grupos extremistas mais poderosos da atualidade, o autointitulado ‘Estado Islâmico’, nasceu em um lugar surpreendente: uma prisão americana no deserto do Iraque.
Isto segundo analistas e comandantes que instalaram a prisão de Camp Bucca, no sul do Iraque, e os soldados que trabalharam no local.
Camp Bucca não era o nome original da prisão. Logo depois da invasão do Iraque, a instalação foi batizada de Camp Freddy pelas forças britânicas.
Mas, em abril de 2003, quando os americanos assumiram o controle do campo de detenção, ele foi rebatizado para homenagear Ronald Bucca, um chefe de bombeiros de Nova York que morreu durante os trabalhos de resgate após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra as torres do World Trade Center.
O centro de detenção fica nos arredores da cidade de Basra, sul do Iraque, e foi considerado uma prisão modelo, com unidades habitacionais de cimento e teto de madeira, atividades gerenciadas pelos próprios detentos, direito a visita familiar e assistência médica.
Camp Bucca chegou a ter 27 mil detentos espalhados em 24 campos e classificados com uniformes de cores diferentes. Muitos destes detentos foram para a prisão transferidos de Abu Ghraib, depois do escândalo de torturas e abuso de prisioneiros.
Por esta prisão passaram, entre outros, nove integrantes da cúpula do ‘Estado Islâmico’, segundo um relatório do Soufan Group, uma organização que oferece serviços estratégicos de inteligência em segurança a governos e multinacionais. O informe, chamado The Islamic State, foi publicado em novembro de 2014.
‘Universidade’
O líder do ‘Estado Islâmico’, Abu Bakr al-Baghdadi, que afirma ser o califa e “líder de todos os muçulmanos”, passou cinco anos em Camp Bucca.
Em fevereiro de 2004 al-Baghdadi estava em uma prisão em Fallujah, a oeste da capital iraquiana, Bagdá, quando foi transferido para o complexo no deserto.
Ele estava com 33 anos e há alguns meses tinha ajudado a fundar o Jeish Ahl al-Sunnah al-Jamaah, um grupo militante com raízes nas comunidades sunitas nos arredores de sua cidade natal, Samarra.
Aqueles eram os tempos da insurgência sunita contra os Estados Unidos.
Mas, o grupo que ele ajudou a fundar não era muito conhecido e, por isso, ele chegou a Camp Bucca sem muita fama.
“Os americanos não sabiam quem estavam prendendo”, disse Hisham al-Hashimi, assessor do atual governo do Iraque.
Em Camp Bucca, al-Baghdadi conheceu aquele que seria o número dois na cúpula de poder do ‘Estado Islâmico’, Abu Muslim al-Turkmani, assim como o experiente militar Haji Bakr, já falecido.
E, de acordo com o Soufan Group, também esteve na prisão Abu Qasim, líder dos combatentes estrangeiros.
Para analistas, Camp Bucca apenas aprofundou o extremismo entre eles.
“Antes de sua prisão, al-Baghdadi e outros eram radicais violentos (…), mas seu tempo na prisão aprofundou seu extremismo e deu a eles a oportunidade de aumentar o número de seguidores”, afirmou o ex-militar Andrew Thompson ao jornal The New York Times em novembro de 2014.
“A prisão se transformou em uma universidade virtual de terroristas”, acrescentou.
David Petraeus, general que liderou a operação americana no Iraque, já tinha reconhecido este fato quase com as mesmas palavras.
“Estes extremistas estavam, basicamente, gerenciando uma universidade para treinar terroristas em nossas próprias instalações. Estávamos liberando indivíduos que eram mais radicais do que quando chegaram (a Camp Bucca)”, afirmou.
Radicalização
O chefe da polícia iraquiana, Saad Abbas Mahmoud, também se referiu à radicalização dentro de Camp Bucca em uma entrevista ao jornal americano The Washington Post.
“Estes homens não estavam plantando flores no jardim.”
James Skylar Gerrond, comandante encarregado da prisão entre 2006 e 2007, tem esta mesma opinião.
“Muitos de nós em Camp Bucca nos preocupávamos que, ao invés de apenas alojar os detidos, também tínhamos criado uma panela de pressão do extremismo”, escreveu Gerrond em sua conta no Twitter.
Os analistas também afirmam que Camp Bucca não foi apenas um lugar para a radicalização, mas também para a colaboração.
Foi naquela prisão que os membros do Baath, o partido do ex-líder iraquiano Saddam Hussein, se encontraram com os fundamentalistas islâmicos. E isto acabou em um “casamento de conveniência”, segundo o Soufan Group.
Os analistas afirmam que cada grupo ofereceu o que o outro precisava. Assim, os jihadistas aprenderam com os membros do Baath habilidades para se organizar e disciplina militar. E os baathistas, por outro lado, encontraram um propósito entre os militantes islamistas.
“Em Bucca, as matemáticas mudaram quando as ideologias adotaram traços militares e burocráticos e os burocratas se transformaram em extremistas violentos”, afirmou o relatório do Soufan Group.
De acordo com o jornalista da BBC Peter Taylor, que tem 35 anos em assuntos como insurgência e violência política, conhecer estes fatos é fundamental para entender o fenômeno que é o ‘Estado Islâmico’.
O EI é um grupo que, em poucos meses, levantou uma fortuna calculada em US$ 2 bilhões, controla grandes áreas na Síria e Iraque, onde vivem cerca de 8 milhões de pessoas, conta com cerca de 50 mil combatentes, usa com muita habilidade as redes sociais para fazer propaganda e, conseguiu levar cerca de 12 mil militantes estrangeiros a prometerem fazer parte da Jihad.
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NEM DEUS SALVA BABILONIA E A REDE BOBO


Flop

por : Paulo Nogueira

Babilônia não tem público, mas em compensação milhares de pessoas se dedicam a animados 
debates sobre as razões do seu fracasso.
O último especialista a palpitar foi Boni. Para ele, o problema não está na polêmica em torno de 
coisas como o casal de senhoras lésbicas.
A novela, simplesmente, é ruim, diz Boni.
Não vi e nem verei uma só cena de Babilônia, mas sei o mal de que padece a novela: internet.
As discussões ignoram isso: televisão e seus produtos como novela viraram obsolescência na Era 
Digital.
Ninguém mais vê televisão. Ou melhor: o público que importa para a sua sobrevivência – os jovens 
— não vê.
Tevê deixou de fazer parte da vida dos jovens com o florescimento da internet, e isto é uma sentença 
de morte.
Uma pesquisa recente do Ibope mostrou o envelhecimento do público da tevê: os consumidores 
estão, essencialmente, acima dos 50 anos.
A mesma coisa ocorre com jornais e revistas. Talvez alguém da Globo possa se sair com uma frase 
antológica do diretor de redação da Veja, Eurípides Alcântara.
Perguntado por seu chefe sobre por que o leitor da Veja é tão idoso – acima dos 60 –, Eurípides 
invocou Charles Aznavour. Disse que a Veja é “Charles Aznavour” das revistas, como se isso fosse 
um triunfo.
Eurípides se notabilizou na juventude por editar a célebre matéria do boimate – uma pegadinha de 
1.o de abril de uma revista científica estrangeira que dizia ter sido feita uma combinação de boi com 
tomate. Mas, com a menção a Charles Aznavour, ele se superou na meia idade.
Qualquer coisa que passe na televisão, daqui por diante, padecerá do mesmo mal de Babilônia: 
escassez desesperadora de público.
Imagine que a Globo traga o criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, e encomende a ele uma 
novela.
Será maravilhosa, graças ao talento exuberante de Gilligan. Só que ninguém vai ver.
O mesmo drama vale, naturalmente, para o telejornalismo da Globo.
A audiência do Jornal Nacional, hoje, é irrisória perto do que foi dez ou vinte anos atrás. É como se 
os telespectadores estivessem escorrendo por uma torneira o tempo todo.
Você pode mandar embora Ali Kamel, Bonner e toda a equipe que nada vai mudar substancialmente.
A internet é uma mídia disruptora. Não há nada que a Globo possa contra ela. Em seus 50 anos de 
domínio sobre o Brasil, não interrompido sequer com a chegada do PT ao poder, a Globo jamais 
encontrou um obstáculo como a internet.
A Globo não tem como intimidar, pressionar, sabotar a internet. A internet é infinitamente maior que 
ela.
Os brasileiros devem ter gratidão eterna pela internet.
Sem ela, a Globo continuaria a agrilhoar o Brasil e impedir, indefinidamente, o avanço da sociedade.
Agora, a Globo tem que lutar pela sobrevivência – e o dia em que os anunciantes acordarem para o 
fato de que pagam muito por uma audiência cada vez menor os sinos fatalmente dobrarão para a 
família Marinho.
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Jô e a maldição de defender Dilma



por : Marcelo Zorzanelli

Coincidências existem. Mas elas perdem este nome quando começam a acontecer serialmente e começam a se chamar “padrão”. Em miúdos: quando uma coisa começa a acontecer muitas vezes, ela deixa de ser um capricho do destino.
Vejamos o caso de Jô Soares, que teve seu programa jogado para as 2h20 da madrugada.
Na renovação do décimo-quinto ano do Programa do Jô na grade da TV Globo, o comediante, ator e romancista teve a produção de seu programa severamente encurtada.
Para 2015 o “Gordo” já perdeu a plateia, passou a ser gravado em um estúdio menor e teve que mandar embora dois membros de sua banda. Na reestreia, Jô brincou: “fomos atingidos pela crise”.
Coincidência ou não, Jô Soares passou o mês de dezembro de 2014 dizendo coisas estranhas em seu programa.
Na ocasião de um debate que promove com as jornalistas Cristina Serra, Lilian Witte Fibe, Cristiana Lôbo, Ana Maria Tahan, registrou que acha um absurdo as previsões de que o Brasil está a caminho de virar uma “Venezuela, Cuba ou Bolívia”, seja lá o que isso queira dizer. Fez pior: defendeu com veemência o presidente boliviano Evo Morales, e acrescentou que ele vai bem em seu governo.
Ainda em dezembro, revirou os olhinhos para o que chamou de “surto de impeachment”. Fez oposição à convidada Lilian Witte Fibe, quando esta acusou todo o governo petista de “roubalheira”. “Você não acha que é uma generalização quando se fala em governo corrupto?”, perguntou.
No mesmo mês, teve a pachorra de dizer que José Dirceu, antes de ser condenado no julgamento do Mensalão, tinha “uma biografia impecável”. No mesmo diapasão, sobre Dilma: “um impeachment, hoje, da nossa presidente, que acabou de ser reeleita, é golpe.”
E chegamos à reestreia de 2015. Depois do downsizing violento, mais uma coincidência se anuncia no horizonte: Jô Soares volta a usar sua bancada para denunciar algo que o incomoda.
Para o apresentador de 77 anos de idade, o país está tomado por um catastrofismo estranho, uma pressa em julgar figuras de um certo perfil político e palavras de ordem autoritárias são sopradas contra a democracia não se sabe bem por quem.
Foi na semana passada. Jô promoveu um debate sobre o impeachment da presidente Dilma. Diante da experiente Ana Maria Tahan, disse: “Tenho muito medo dessa vitimização da presidente. Eu acho isso meio inconcebível no sentido de que estão fazendo dela uma vítima de uma eleição que foi absolutamente legítima”, disse.
De olhos arregalados, Tahan disse: “Me desculpa, Jô, mas ela está pagando pelos erros dela mesma.”
Jô não se fez de rogado: “Mas isso vale o ‘Fora Dilma’?”
Voltemos ao coração da matéria: as coincidências. Da mesma forma que seu programa foi tolhido na reestreia, o que restou dele vai ao ar hoje, quinta-feira, 23 de abril de 2015, num horário em que nem os ladrões de galinha costumam trabalhar: 2h20 da manhã.
Repito: duas horas e vinte minutos de sexta-feira.
A chamada imprensa especializada diz que a culpa é do sucesso da novela Dez Mandamentos da TV Record, do espaço ocupado pela internet e do preço do tomate.
Vamos mergulhar na grade. O Jornal Nacional entrará no ar a partir das 20h49. A combalida Babilônia vem às 21h27 e, logo depois, às 22h41, o seriado Chapa Quente. Na sequência o especial Luz, câmera 50 anos. Pausa para tomar fôlego porque a noite é uma criança. Depois, às 1h04 vem o Na Moral do apresentador do BBB Pedro Bial, que entrega para o Jornal da Globo.
Só aí, às 2h22, vai ao ar o mesmo homem que inaugurou o talk show noturno no Brasil com Jô Soares Onze e Meia no SBT em 1988.
Se Jô Soares continuar dizendo coisas que não são bem vindas em seu ambiente de trabalho, não se espante se o próximo Programa do Jô que você assistir for um monólogo do apresentador gravado numa câmera VHS e exibido às 5h15, antes da Santa Missa em Seu Lar.
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BABOSEIRAS.....


Candidato a 'salvador da pátria' na disputa presidencial de 2018, o ex-ministro do STF 
Joaquim Barbosa trata de ficar bem com a família Marinho; ele usou seu perfil no Twitter 
para sessão 'gratuita' de elogios à Rede Globo, que comemora seus 50 anos; primeiro negro no 
Supremo, Barbosa disse no microblog que a emissora dos Marinho "aproximou milhões de 
brasileiros, via língua, cultura e sotaques jamais imaginados"; ele relata 'a experiência pessoal' 
de, quando jovem, ter tido contato com outros sotaques brasileiros por meio da Globo; "Foi 
com absoluto espanto que, adolescente pela 1ª vez no Rio, eu ouvi e me deliciei com o fantástico 
sotaque baiano", escreveu o pré-candidato; grande parcela da população vê na Globo, porém, 
tentativa de empurrar goela a baixo os padrões cariocas.

247 - Joaquim Barbosa disse no microblog que a emissora dos Marinho "aproximou milhões de brasileiros, via língua, cultura e sotaques jamais imaginados".
Contrapondo o ex-ministro, porém, grande parcela da população vê na Globo a tentativa de empurrar goela a baixo os padrões cariocas como os corretos para a cidadania brasileira.
Joaquim Barbosa ainda relatou 'a experiência pessoal' de, quando jovem, ter tido contato com outros sotaques brasileiros por meio da Globo. "Foi com absoluto espanto que, adolescente pela 1ª vez no Rio, eu ouvi e me deliciei com o fantástico sotaque baiano", escreveu o pré-candidato no Twitter.
E para fechar a conta, ele parabenizou a emissora por seu papel de 'inclusão' de jornalistas negros. "Fez pouco, mas já fez mais do que seus concorrentes na ainda discreta porém consistente de negros no seu jornalismo".
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