quinta-feira, 24 de maio de 2012

CPI: Tucano confirma que recebia R$ 25 mil por mês do esquema Cachoeira


Espremendo o bagaço da reunião da CPI do Cachoeira, até que deu suco.
Apesar de atacar o trabalho da Polícia Federal, tentando anular provas; apesar de tentar jogar vários nomes de políticos ao vento como "amigos", querendo diluir o nome Marconi Perillo entre tantos outros; o pouco que falou o ex-vereador tucano Wladimir Garcez foi bastante útil.
Ele confirmou que recebia em torno de R$ 20 mil da empreiteira Delta para assessorar o ex-diretor Cláudio Abreu, e mais R$ 5 mil para assessorar Carlinhos Cachoeira.
É o primeiro integrante do PSDB goiano, muito próximo de Marconi Perillo, que admite receber dinheiro da organização de Cachoeira.
O resto da reunião foi mais do mesmo. Muito demotucano querendo tumultuar para melar a CPI, muito resmungão tucano tentando afastar as investigações de Perillo, quando o depoimento de Garcez admitindo receber dinheiro de Cachoeira, só reforça a encrenca para o lado do governador tucano.
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Brindeiro Gurgel sentou em cima por “estratégia”



O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ontem, no limite do prazo, seu depoimento escrito à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, com respostas às perguntas feitas por parlamentares. O documento, de sete páginas, repete o argumento de que a decisão de segurar o inquérito da Operação Vegas, em 2009, fez parte de uma estratégia do Ministério Público Federal para permitir novas investigações. Mas não entra na guerra de versões entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre quem teria solicitado a paralisação do inquérito.
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Não resta alternativa à CPI da Veja senão convocar a sub-procuradora que disse que “sentou em cima” porque a Polícia Federal pediu.
E a Polícia Federal disse que aquilo equivalia a uma mentira, porque não pediu à sub-Procuradora pra “sentar em cima”.
Quer dizer, então, que, agora, “sentar em cima” é uma “estratégia”, amigo navegante ?
O que dirá o Senador Collor de tudo isso ?
E o PT ?
O PT vai “sentar em cima” da “sentada em cima” do brindeiro ?
Ou vai pra cima ?
Vamos ver, brevemente, depois de 4 de junho – “a data errada que a Globo fixou para o início do julgamento” – qual a “estratégia” do brindeiro Procurador ao denunciar o José Dirceu no mensalão.
Ou o brindeiro Gurgel vai “sentar em cima” do mensalão ?
Será que a Globo concordaria com tal ousadia ?
Clique aqui para ler “Advogados tiram a faca do pescoço do STF” e dê especial atenção à genial charge do Bessinha.

Paulo Henrique Amorim
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PRIMEIRO GRUPO DE CASAS DO PAC ESTÁ EM FASE DE ACABAMENTO


A obra de habitação do PAC em Santarém avança nos bairros Mapiri e Uruará. O grupo de casas que começou a ser construído no final do ano passado está em fase de acabamento. Após revestimento interno e externo das paredes, as casas recebem portas e janelas. Também são feitas instalações das caixas d’agua e louças dos banheiros e já iniciou a instalação da rede elétrica interna das residências. A empresa responsável pela obra executa ainda a base para arruamento e posterior asfaltamento das vias do conjunto de residências.
Nessa primeira etapa, a Prefeitura de Santarém entregará mais de 100 casas no Uruará e no Mapiri.
As casas foram construídas em áreas aterradas que antes eram invadidas pelo rio. Nos locais as pessoas viviam em situação de risco. A maioria das famílias já foi retirada do local e recebe aluguel social, benefício previsto no orçamento geral das obras do PAC por meio do qual a pessoa recebe dinheiro para aluguel de residências em áreas seguras até que as casas do Programa fiquem prontas.
O Programa de Aceleração do Crescimento é executado no município através de parceria entre o governo federal e a Prefeitura de Santarém, sob coordenação da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF).
Estação de Tratamento de Esgoto - Além das obras de habitação, os bairros Mapiri e Uruará recebem investimentos em esgotamento sanitário através da construção das duas primeiras Estações de Tratamento de Esgoto da Cidade. Desta forma, Santarém será um dos poucos municípios da região Norte a ter saneamento com rede de esgoto e tratamento dos dejetos.
No Mapiri, o tanque de tratamento já está pronto e nas próximas semanas será feita a impermeabilização da estrutura. Em seguida, serão instalados os últimos equipamentos da Estação. Atualmente os operários da obra trabalham na construção da Estação Elevatória, estrutura que irá bombear o esgoto para o tanque de tratamento.
No Uruará, a construção do tanque de tratamento é finalizada e também está sendo trabalhada a construção da estação elevatória.
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Parque Vera Paz está 70% concluído

O Parque Vera Paz está com 70% de sua estrutura construída. Nesta semana é feito assentamento dos ladrilhos da Passarela principal, colocados os guarda- corpos e finalizada a construção dos banheiros. De acordo com a empresa executora da obra, na próxima semana, a frente de trabalho estará concentrada na quadra de esportes e na instalação do piso do Centro de Informações Turísticas que irá funcionar no local.
O Centro de Informações Turísticas (CIT) será importante para o turismo da cidade, uma vez que ficará a poucos metros do Porto da Companhia Docas do Pará, onde atracam diversos navios transatlânticos de cruzeiros e também embarcações que realizam viagens interestaduais. No Parque haverá além do Centro de Informações Turísticas e quadra poliesportiva, área de contemplação com vista para o rio Tapajós e espaço para caminhadas e corridas.
O Parque está sendo construído em uma área próxima a antiga praia Vera Paz, na Avenida Tapajós, bairro Laguinho. O Secretário Municipal de Infraestrutura, Inácio Corrêa, afirma que a localização é estratégica. “Além de ser próximo ao Porto, o espaço será mais uma alternativa para caminhadas dos frequentadores da Orla e com a quadra, beneficiaremos a população dos bairros aqui da redondeza, como Salé e Laguinho, que não dispõem atualmente de áreas adequadas para a prática esportiva”, declarou o Secretário.
A construção do Parque Vera Paz e do Centro de Informações Turísticas é resultado de um convênio entre a Prefeitura de Santarém e o Ministério do Turismo. O Secretário Inácio Corrêa explica que o Projeto inicial foi modificado para manter boa parte do verde existente no local, preservando ao máximo a natureza e também as áreas que possam ser alvo de estudos arqueológicos. “Inicialmente pensamos em fazer uma contenção através de aterro da área, mas optamos por fazer uma passarela, proporcionando no inverno, o fluxo normal do rio no local”, acrescentou Inácio Corrêa.
A Prefeitura planeja entregar o Parque Vera Paz à população de Santarém no inicio do próximo semestre.
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Rafael Correa sugere mudança na sede da ONU após incidente diplomático com os EUA

O presidente do Equador, Rafael Correa, sugeriu nesta quarta-feira que a ONU (Organização das Nações Unidas) mude sua sede, atualmente localizada em Nova York, nos Estados Unidos. A sugestão foi feita durante uma coletiva com jornalistas em Guayaquil. As informações são dos sitesPrensa Latina e Portal Vermelho.
O chefe de Estado equatoriano fez menção à mudança em razão de os Estados Unidos terem negado visto de entrada para a ministra de Povos e Movimentos Sociais, Rosa Cárdenas, que iria para Nova York participar de um foro na sede das Nações Unidas, representando o país sul-americano.
Correa classificou a negativa de “abuso”. “É inadmissível, intolerável, que uma ministra de um Estado soberano, convidada a um foro pelas Nações Unidas ter seu visto negado (pelos EUA)”, afirma.
Por essa razão, o líder equatoriano afirma que é preciso refletir sobre a neutralidade da sede da entidade. “Se essas posições imperiais, soberbas e prepotentes (dos EUA) prosseguirem, a mudança de sede das Nações Unidas poderá ser discutida”.
Entrevista com Assange
Ainda nesta quarta-feira, Correa concedeu uma entrevista em videoconferência para o australiano Julian Assange, fundador do Wikileaks, para o programa “O Mundo de Amanhã”, transmitido pelo site Russia Today.

Julian Assange entrevista ativistas de direitos humanos do Oriente Médio

No quarto programa “The World Tomorrow”, da rede RT (Russia Roday), Julian Assange entrevista dois ativistas de direitos humanos do Oriente Médio. São eles: Alaa Abd El-Fattah, escritor egípcio, e Nabeel Rajab, diretor do Centro de Direitos Humanos do Bahrein.
Rajab foi preso, com outro ativista, logo depois dessa entrevista, no dia 5 de maio, ao voltar ao Bahrein, vindo do Líbano.
(Veja o vídeo aqui)

Julian Assange: A primavera árabe é a materialização dos sonhos de muitos, ou é uma fantasia impossível? Essa semana, ando na direção contrária à da mídia-empresa internacional e converso diretamente com dois líderes revolucionários.
O escritor e ativista Alaa Abd El-Fattah, que está no Cairo. Foi preso, proibido de viajar, e converteu-se em ícone da revolução traída.
E aqui, na prisão domiciliar em que vivo, em Londres, recebo a visita de Nabeel Rajab, diretor do Centro de Direitos Humanos do Bahrein e uma das figuras mais importantes do levante no Bahrein.
Quero perguntar-lhes sobre as revoluções no Oriente Médio. Foram bem-sucedidas, fracassaram, foram revolução declaradas ou clandestinas? O que os motiva a continuar arriscando a própria vida?
Julian Assange: Alaa.
Alaa Abd El-Fattah: Alô! Olá.
Julian Assange: Você me vê? Aqui ao meu lado está Nabeel, do Bahrein.
Alaa Abd El-Fattah: Sim [falam em árabe]
Nabeel Rajab: Estávamos preocupados com você.
Alaa Abd El-Fattah: É um prazer encontrá-los.
Julian Assange: Você está em liberdade, mas não por muito tempo…
Alaa Abd El-Fattah: Nenhum de nós tem liberdade garantida, não é?
Julian Assange: Não, parece que não [risos]. Mas o que aconteceu nas últimas semanas? Nós convidamos você e tentamos trazê-lo…
Nabeel Rajab: Da outra vez [em que foi convidado]…
Julian Assange: … você estava na cadeia.
Nabeel Rajab: É, é verdade. Estava preso. Me obrigaram a ficar lá metade do dia. Mês passado, fui atacado e golpeado em plena rua. Há alguns meses, uns mascarados dos serviços de segurança entraram na minha casa, arrancaram-me de lá, levaram-me para lugar que não sei onde é, de olhos vendados, fui torturado e, depois, me levaram de volta para casa. Quando informei, pela minha conta no Twitter, que viria encontrar Julian Assange, falar com ele num programa de televisão, à noite minha casa foi cercada por quase 100 policiais, armados de metralhadoras. Até que se deram conta de que eu não estava em casa. Disseram à minha família que eu teria de me apresentar à polícia hoje, até as 4h. Bom… Estou aqui.
Julian Assange: Hoje, às 4h, você está aqui.
Nabeel Rajab: Já tinha vindo. Recebi a mensagem na noite passada e acho… Já estou acostumado.
Julian Assange: O que vai fazer?
Nabeel Rajab: Voltar. Quer dizer, tenho de enfrentar essas coisas. Não é a primeira vez. A luta é essa. Liberdade é isso. A democracia pela qual lutamos é essa, custa caro, tem seu preço e temos de pagar o preço. O preço pode ser muito alto… Tantos já pagaram tão caro, tantos continuam a pagar tão caro, no Bahrein. Estou disposto a pagar pelas mudanças pelas quais lutamos.
Julian Assange: E, Alaa, você está onde? Está livre? Retiraram as acusações contra você?
Alaa Abd El-Fattah: Não, não retiraram acusação alguma. Ainda estou esperando o julgamento. As investigações continuam. Estou proibido de sair do país. Estou sendo acusado de assassinatos, de destruir propriedade pública, principalmente veículos blindados, tanques de combate, de roubar armas militares, de formar quadrilhas para promover atividades terroristas. Dizem que ataquei dois pelotões, roubei armas e matei um soldado…
Julian Assange: Rapazinho muito travesso, hein?!
Alaa Abd El-Fattah: Sim, e verdadeiro Super-Homem! Faço coisas inacreditáveis. Eu, só com as mãos, destruo tanques blindados. [risos] E há testemunhas da acusação que juram que me viram em dois lugares distantes, ao mesmo tempo. Mas, como ainda estão investigando, com certeza ainda descobrirão novas façanhas dos meus superpoderes. É assombroso. Mas tenho ótima reputação, na cidade e na prisão: lá, o pessoal é acusado de roubar carros, motocicletas… Mas eu sou o único que rouba tanques blindados! [risos]
Julian Assange: Na sua opinião, como vai acabar isso?
Alaa Abd El-Fattah: Não sei se estão mesmo interessados em mim, ou se a ideia é usar os processos e os julgamentos como ferramenta legal contra todos os ativistas. Parece que não basta espancar manifestantes e ativistas, não basta matar gente nas passeatas. A verdade é que, quando se ouve falar de assassinatos seletivos, de vítimas predefinidas para morrer, aqueles assassinados sempre são pessoas muito importantes, mas pouco conhecidas do público. O problema deles somos nós, os ativistas mais conhecidos, os nomes que todos ouvem nas ruas: o que fazer conosco? Então, acho que estão tentando inventar uma farsa de legalidade, uma farsa de legitimidade, essas investigações e audiências e tal, que usam contra nós. Até agora, fracassaram sempre e perdem tempo. O meu caso continua a ser investigado, e, enquanto investigam, eu já sou declarado culpado de todos os crimes. É possível que, com o tempo, consigam arruinar minha reputação. Agora, por exemplo, divulgaram que apoio os homossexuais. É mais uma ‘acusação’ que, como o roubo de tanques blindados, mais melhora do que agride a minha boa reputação na praça.
Julian Assange: Qual é a situação hoje no Bahrein?
Nabeel Rajab: Pode-se dizer que há três diferentes situações. Em Túnis, a revolução terminou, o governo foi deposto, há novo sistema…
Alaa Abd El-Fattah: Ah, mas quem dera que fosse assim! Nada está terminado em Túnis.
Nabeel Rajab: O segundo caso é o Egito, onde a revolução está andando, ainda não acabou, o exército, o sistema e o regime ainda estão lá. E o terceiro caso é a revolução do Bahrein que existe, está lá, é lutada todos os dias, mas ainda não conseguiu qualquer vitória. Mas a revolução existe. Hoje, depois de um ano, a revolução do Bahrein ainda vive. Morreu muita gente. Em termos proporcionais, morreu mais gente no Bahrein que em Túnis ou no Egito. Desgraçadamente, vivemos numa região governada por famílias, ditadores e, isso, há centenas de anos. Mas o poder delas radica na riqueza, no apoio que recebem dos EUA, dos exércitos que têm, não na legitimidade popular. Eles não têm nenhuma legitimidade democrática, mas essa é a realidade, eles estão no poder e não podemos tirá-los de lá, porque ninguém quer falar deles.
Julian Assange: Alaa, e no Egito? Como está a situação no Egito?
Alaa Abd El-Fattah: A verdade é que a saída de Mubarak, depois de 18 dias, foi surpreendente, foi muito rápida… O preço foi alto, mas pensávamos que fosse ser ainda mais alto. O que está acontecendo no Egito agora é que não esperávamos que acontecesse, quero dizer, todos pensávamos que a revolução duraria um ano, talvez mais… Mas acontece que esse ano que já passamos sem Mubarak, foi um ano ainda dos militares. Num primeiro momento, o pessoal pensava que os militares estivessem decididos a conservar a unidade e o estatuto, mas que não se comprometeriam a ponto de defender o regime. O que se vê hoje é que os militares são o núcleo do regime. Agora, a revolução egípcia é revolução contra o governo dos militares.
Julian Assange: No Bahrein, os grupos revolucionários, as pessoas que apoiaram os protestos no Bahrein, estão desiludidos? Têm medo de agir? Sentem que fracassaram? Perderam o entusiasmo? O que impulsiona o processo?
Nabeel Rajab: Ainda há muita gente na luta. A mim não surpreenderia, nem você deve surpreender-se de ver metade da população do Bahrein nas ruas, nos protestos. E esse movimento continua. Não aconteceu assim em nenhuma das revoluções. Nenhuma das revoluções, nos últimos 50 anos, assistiu a manifestações nas quais se reúne 50% da população de um país, nas ruas, nos protestos. Pois no Bahrein, sim, é exatamente assim. Desgraçadamente, por causa das ‘duas caras’ de vários países e da imprensa em vários países, por causa das redes oficiais, como Al-Jazeera, Al-Arabia e de várias redes europeias, nada é divulgado. Mas é a realidade, sim, no Bahrein.
Julian Assange: Por que a rede Al-Jazeera nada mostra?
Nabeel Rajab: Al-Jazeera ajudou a democracia no Egito e na Tunísia. De fato, a rede Al-Jazeera converteu-se em voz de legitimação de qualquer revolução no mundo árabe: se Al-Jazeera cobre, a revolução torna-se fidedigna. Mas, no que se refira ao Bahrein, Al-Jazeera mantém-se calada. Falo da Al-Jazeera em árabe, não da edição em inglês, que é completamente diferente.
Julian Assange: É. Em inglês não estava mal, não é?
Nabeel Rajab: Até certo ponto, sim, não foi tão ruim. Mas a edição em árabe manteve silêncio total sobre o Bahrein. E de fato, em vários campos, adotaram o ponto de vista do governo.
Julian Assange: Por quê?
Nabeel Rajab: Por quê?! Por que são todos parentes, todos da família regente e todos da mesma região. A democracia no Bahrein afetará o Qatar e afetará a Arábia Saudita, dona da rede de televisão Al-Arabia.
Julian Assange: E por que os sauditas mandaram tropas para o Bahrein?
Nabeel Rajab: Aí está algo de que todos deveriam falar e condenar. Mas os sauditas invadiram o meu país acompanhados pelo mais vasto silêncio. Agora, os mesmos governos mandam soldados para a Líbia para lutar contra o regime e já estão também contra Assad da Síria. Vai que talvez tenham razão… Mas no Bahrein o silêncio contra as tropas sauditas foi completo.
Julian Assange: Teriam medo de que os ativistas xiitas se mudassem para a Arábia Saudita?
Nabeel Rajab: Não. [Aconteceu] porque os sauditas têm imensa influência nos EUA, na Europa. Para os interesses de muitos países, para vender armas, para o negócio do petróleo, para os interesses mútuos que, para muitos países, são muito mais importantes que os direitos humanos no Bahrein. Por exemplo, os EUA pediram que os russos não vendessem armas à Síria, mas os EUA, mesmo assim, vendem armas ao Bahrein. Ontem, ouvi uma declaração de um dos representantes dos EUA no Conselho dos Direitos Humanos, que dizia: “Não falaremos nessa reunião sobre o Bahrein, porque o Bahrein está conseguindo avanços por seus próprios meios.” E nós, lá… Enquanto estamos aqui conversando… Há algumas horas, um homem morreu por causa do gás lacrimogêneo. Morre gente todos os dias.
Julian Assange: O Irã está reavivando as forças revolucionárias no…?
Nabeel Rajab: Isso é o que o governo diz. Isso é o que os EUA querem comprar. Mas nada disso tem a ver com a revolução…
Julian Assange: Li um telegrama, durante os protestos no Bahrein, há uns oito meses, e o telegrama que publicamos [dos telegramas diplomáticos dos EUA] dizia que funcionários do governo do chegaram à embaixada dos EUA e disseram: “Olhem aqui, o Irã está por trás dessas demandas por direitos humanos no Bahrein. Está mandando dinheiro e armas para a oposição no Bahrein.” Mas o embaixador dos EUA, na carta que enviou a Washington, dizia que não havia provas de que fosse verdade. Mas o fato é que continuam repetindo e repetindo, mesmo sem qualquer confirmação.
Nabeel Rajab: É sempre assim. Foi assim em pelo menos uma mensagem em que falavam sobre mim: um dos agentes do governo vai à embaixada dos EUA e diz que Nabeel Rajab recebe dinheiro do governo do Irã; e os norte-americanos dizem ao Departamento de Estado que não, que não é verdade, que não há prova alguma. Mas…
Julian Assange: Você acha que o medo do Irã é a principal razão pela qual o Ocidente não apoia…?
Nabeel Rajab: Não há dúvidas de que querem um Bahrein estável, porque a V Frota está ancorada no Bahrein. Querem o Bahrein muito tranquilo e estável. Os sauditas se preocuparam muito quando perderam Ben Ali em Túnis e Mubarak no Egito. Você sabe que o rei saudita convocou Obama e que os dois discutiram furiosamente. Quando se trata de Bahrein, a última coisa que os sauditas querem por ali é alguma revolução, ali, a poucos quilômetros da fronteira, o que teria impacto muito negativo para a Arábia Saudita. Por isso os sauditas mandaram tropas para o Bahrein, para colaborar no massacre, para prender gente, para aquele banho de sangue… Que foi acobertado pelo silêncio absoluto da comunidade internacional.
É verdade que os sauditas não queriam democracia; é verdade que o Qatar diz que promove a democracia em meio mundo, na Síria, por aí, onde for… menos no Qatar. Vocês aí conversem entre si, dizem eles, falem de partilhar a riqueza, falem do que quiserem… porque aqueles governos jamais deixarão que essas coisas aconteçam.
Julian Assange: Alaa, você certamente lembra que, nos dias mais sangrentos da revolução egípcia, Joseph Biden e Hillary Clinton, do Departamento de Estado, propuseram a candidatura de Suleiman, chefe do serviço secreto da Inteligência egípcia, para que fosse uma espécie de sucessor de Mubarak, como se fosse uma figura de conciliação. Nós distribuímos muita informação sobre Suleiman, a postura em relação a Israel, as relações que mantém com os EUA, e que sempre foi uma espécie de ‘torturador em chefe’. Então, logo depois disso, viu-se que o nome de Suleiman não teria sucesso. E Hillary Clinton passou a elogiar a revolução egípcia e a dizer que as revoluções no Egito e em Túnis haviam acontecido graças a duas empresas norte-americanas – Twitter e Facebook. [risos gerais]Você com certeza ouviu isso muitas vezes.
Alaa Abd El-Fattah: Você tem de entender que nas revoluções há sempre uma batalha de narrativas. As revoluções representam ideias, tanto quanto são questão de cadáveres pelas ruas, balas, etc. E o aspecto crucial da batalha de narrativas é tentar reduzir a revolução ao nível dos jovens do Facebook. Não significa que esses jovens não tenham tido papel importante na revolução. Sim, tiveram. Mas se se separa só uma parte da revolução e diz-se que uma ou outra parte é a verdadeira e que o resto não existe, e, além do mais, se interessa isolar as forças revolucionárias, eles jogam com tudo, com a classe, com a quantidade de gente que queria usar de violência para defender-se. Os jovens de classe média, com melhor educação e familiarizados com a Internet tiveram papel importante na revolução e, por razões táticas, simbolizaram as revoluções, porque era preciso que todos ‘se apaixonassem’ pela revolução egípcia.
Também houve aquela festa em estilo Woodstock sem sexo e drogas [risos], mas maravilhosa e inspiradora e, ao mesmo tempo, muito real. A festa em Tahrir foi assim. Mas ao contar a história, foi só nessa praça. Fala-se dos jovens, bonitos, bem educados e conectados à Internet e que saíram para reunir-se na praça Tahrir. Assim, já se deixa de fora os trabalhadores, a guerra nas ruas, as batalhas corpo a corpo, e ‘apaga-se’ a violência de defesa, que também houve. Não havia roteiro pronto, não seguimos nenhum roteiro que houvesse sido preparado por gente que nada tinha a ver com a revolução.
Quero dizer é que Hillary não estava trabalhando só para promover empresas norte-americanas: ela trabalhava para impulsionar uma narrativa prevista para deter a revolução e garantir que não avançaria muito além de Mubarak.
Julian Assange: Alaa, você escreveu, uma vez que “A Praça é uma lenda que deixará de existir se as famílias dos mártires deixarem de acreditar na lenda. Nosso sonho é uma alternativa ao regime egípcio. Se nós abandonarmos nosso sonho, em troca de debates realistas, racionais e comprometidos que seguem ordens que vêm de fora da praça, tudo desaparecerá. Não ouçam nem deem importância aos especialistas. Escutem os poetas, porque estamos numa revolução. Andem com cuidado, mas atirem-se no desconhecido, porque assim são as revoluções. Homenageiem os mártires, porque, entre ideias, símbolos e espetáculos revolucionários nada é real, exceto o sangue dos mártires. Nada está garantido, exceto a vida eterna dos mártires.”
Agora, essa parte da revolução egípcia – a Praça – terminou. E o sonho? Também terminou?
Alaa Abd El-Fattah: Não se pode definir o que seja um sonho. Mas, com toda a certeza, não é a tediosa democracia representativa ocidental, onde uma nação envolve-se numa guerra, como fez o Reino Unido, sem o consentimento do povo; onde eleger um presidente que encarne novas esperanças é quase exatamente o mesmo que eleger alguém que não encarne esperança alguma, como aconteceu nos EUA.
O sonho… O sonho é o que faz você trabalhar mais, Julian. É uma democracia onde não sejam necessários movimentos como ‘Occupy Wall Street’ ou ‘Occupy Londres’ ou os protestos que houve na Grécia. Mas é ainda mais forte. E só continua vivo porque não é articulado, definido. Não temos teoria. Não, pelo menos, até agora… O sonho… É possível vê-lo nesses momentos em que ficamos ‘poéticos’, como procurei ser no artigo que você citou. O sonho está nos grafitis que, por isso mesmo, estão tão diretamente ligados aos mártires. Para nós, os mártires não são pessoas que morreram. Para nós, eles tornaram-se imortais. Não se trata de só pensar no sacrifício. Trata-se do modo como o sacrifício de uns é importante para outros e como nós mantemos viva a memória dos nossos mártires. Por aí, nos aproximamos da ideia de “sonho”, mas não sei dizer exatamente o que seja.
Nas batalhas de rua, eu quase conseguia tocá-lo… Quando se luta corpo a corpo contra a Polícia, sempre há momentos em que os tiros param, são momentos bem rápidos, quase sempre enquanto a Polícia recarrega as armas e ninguém dispara [risos]. E nós, automaticamente, também paramos. Nesses momentos – aconteceu várias vezes – todos sentam-se em círculos, para descansar um pouco. E há fogueiras e incêndios à volta, porque, bom, sim, usamos coquetéis Molotov, ou outros tipos de instrumentos que provocam fogo. Mas, naqueles momentos, quando ninguém atirava e todos se sentavam em círculos para descansar… As fogueiras viravam fogueiras amistosas. E tomávamos chá! De repente, do nada, surgiam pelas ruas os vendedores de comida, de chá. E lá ficávamos, tomando chá, cantando e tal…
Estamos querendo chegar a um estado pós-moderno – mesmo que ninguém saiba exatamente o que seja isso. Mas estamos em revolução. Não estamos, simplesmente, promovendo ‘reformas’ ordinárias.
Por isso, não interessa o que o governo dos EUA deseje, ou o que Al-Jazeera faça ou não faça, publique ou não publique, porque o que está em andamento é muito mais profundo. Não sei se ganharemos a luta, dessa vez. Não sei, nem, se ganharemos algum dia, durante minha vida… Mas para mim já basta que, praticamente todas as semanas, eu tenha a impressão de que toco, com a mão, esse meu sonho.
Julian Assange: Nabeel?
Nabeel Rajab: Acho que… No final de 2012, com Bouazizi, começou um tsunami. Acho que vai modificar toda a região. É possível que, dentro de alguns anos, toda a Região esteja diferente. Haverá governos locais mais inteligentes, que se transformarão e se reformarão, eles mesmos, muito rapidamente. E os governos que resistam, que tentem não mudar, acho que, esses, serão arrancados de seus postos, pelo tsunami. Esses governos, nos EUA ou na Europa, que construíram relações e interesses estratégicos comuns com aqueles ditadores, esses só têm o que perder. Os governos que consigam ver o que se passa e tratem de construir relações e interesses estratégicos, não com os governos, mas com as populações, com as pessoas, não com os ditadores, esses só têm o que ganhar. Sou muito otimista. Acredito que haverá mudanças positivas em nossa região.
Julian Assange: E nos momentos em que você está preso, ou foi sequestrado, ou está apanhando. Quando você está totalmente isolado, quando você não controla o espaço físico, não controla nem o próprio corpo… Quando absolutamente não há nenhuma liberdade, no sentido mais fundamental da palavra… O que você pensa, nessa hora? Como controla seus sentimentos, como você se vê, nesses momentos?
Nabeel Rajab: Creio que, se você tem um objetivo, se você acredita que seja justo, se você lutar, você supera as dificuldades. Você sabe que está lutando para mudar. As coisas estão aí há séculos, mudar é difícil. Para conseguir o que você quer conseguir, é preciso estar disposto a pagar um preço. Morrer, se for preciso. Eu acredito que as pessoas que orientam os movimentos no mundo árabe são pessoas que querem conseguir mudanças.
Julian Assange: ¿Alaa?
Alaa Abd El-Fattah: Prisão é sempre uma merda [risos]. Essa é a segunda vez que sou… detido. Da última vez, enfrentei um fiscal militar e neguei-me a reconhecer a legitimidade do sistema judicial militar. Foi uma grande vitória, porque consegui que os militares me enviassem para os juízes civis de primeira instância, e um daqueles juízes mandou me prender. E houve um momento em que eu me sentia tão mal, tão mal, a ponto de desmaiar, quando queria desesperadamente sair de lá, porque meu primeiro filho estava nascendo, e eu lá preso, sem saber de nada. Acabei desmaiando. Meu filho nasceu e, três horas depois, minha família conseguiu mandar-me fotos dele. Naquele momento, na cadeia, nada fazia qualquer diferença para mim. Seja como for, tenho sorte, sempre estive rodeado de muito amor pessoal, mas também de solidariedade. Tenho a sorte e o privilégio de, sempre que me prendem, não demoro a receber sinais de solidariedade massiva, que sempre tem, também, caráter muito pessoal.
Julian Assange: Mesmo preso, você sabia do apoio externo?
Alaa Abd El-Fattah: Sempre, sobretudo graças aos meus parentes, que me visitavam. Para mim, nunca foi isolamento impossível de superar. E estive preso, algumas vezes, em cela comum, com criminosos muito perigosos. Nada disso me incomodava. Mas, se me privassem das visitas dos meus parentes, isso… Não sei se aguentaria. (Mas não contem a eles!) [risos]
Julian Assange: Nabeel, você tem dois filhos, não é?
Nabeel Rajab: É, dois filhos.
Julian Assange: E você ensina seus filhos a serem militantes como o pai, sob risco de serem sequestrados, presos, espancados?
Nabeel Rajab: Mesmo que nunca ensinasse, eles vivem comigo e veem o que acontece… [risos, risos]
Julian Assange: Estão vendo o exemplo?
Nabeel Rajab: Meu filho e minha filha já participam de protestos, em muitos casos, vão à frente. Tirei os dois da escola, porque as coisas ficaram difíceis para eles. Estudam na mesma escola dos filhos das famílias que governam o Bahrein. Para eles, de fato, talvez seja até mais difícil do que para mim, porque eu luto há muito tempo e estou preparado para a reação contra. Mas eles… eles primeiro sofreram a reação, ainda sem entender por que, foram agredidos por razões que não entendiam. Viram a casa deles invadida no meio da noite, viram o pai ser arrastado da cama para a rua, viram o pai ser espancado diante deles. Minha casa já foi atacada mais de 20 vezes com granadas de gás lacrimogêneo, só no ano passado. Os meus filhos já viram coisas que a maioria das crianças da idade deles, no mundo, jamais viram. Mas aprenderam muito, também. São muito maduros, para a idade deles. Quando…
Julian Assange: E que idade têm seus filhos?
Nabeel Rajab: Minha filha tem nove; meu filho acaba de completar 14 anos. Sempre esteve comigo, nas manifestações, desde os cinco anos. Minha filha não gostava de ir. Não dava qualquer sinal de interesse por política ou direitos humanos. Mas, depois que fui sequestrado em casa, e recebi um tapa no rosto, no meio da sala, diante dela… Agora está convertida: é ativista radical [risos, risos]. Minha mulher também. Acho que toda a família, hoje, somos militantes. Somos mais de mil…
Julian Assange: Você fala do clã?
Nabeel Rajab: Sim, é minha família. Quer dizer, acho que a maioria deles, hoje, são ativistas. A verdade é que a revolução criou ativistas em todo o país, no Bahrein. Imagine o governo do Bahrein pondo-se a prender jornalistas, militantes de organizações internacionais de direitos humanos, para impedir que entrem no país… De fato, hoje, a própria população começa a trabalhar como jornalista, como defensores de direitos humanos, criam-se blogs na Internet, todos sentem-se militantes que defendem os direitos humanos no país.
Julian Assange: Agora, o mercado está oferecendo novos nichos.
Nabeel Rajab: Graças a Deus e ao governo do Bahrein, o movimento reuniu muitos jovens. Será vantagem para nós, e todo o mundo árabe vai-se beneficiar de suas revoluções.
Julian Assange: Alaa, seu filho vai crescer num novo Egito.
Alaa Abd El-Fattah: Também pensava assim, e pensava em ensinar meu filho a detestar futebol, para não ser morto. Depois, pensei em chamá-lo Khalid Saeed, em homenagem ao jovem que morreu em Alexandria, vítima das torturas da polícia, dois anos antes da revolução. No final, entendi que nada disso significa coisa alguma. Não há como proteger meu filho. Não faz sentido criá-lo tentando impedir que seja ativista ou defensor do governo. Não importa.
Quando se vive sob repressão, a violência tem um caráter tão aleatório, que sempre afeta todos, de todos os modos, de todos os lados. A injustiça e a violência são aleatórias, afetam sempre e não há como evitar que seja assim. Ninguém pode garantir uma boa vida aos próprios filhos, enquanto a boa vida de qualquer outro filho, de qualquer outro homem, não estiver garantida. Não depende de mim. Ninguém pode fazer coisa alguma só pelo próprio filho.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Celpa, um poço sem fundo

O Governador e a Celpa

O promotor de justiça de tutela das fundações, entidades de interesse social, falência e recuperação judicial e extrajudicial de Belém, Sávio Rui Brabo de Araújo, entregou ontem ao deputado federal Cláudio Puty (PT/PA) informações e cópias de documentos sobre o processo de recuperação judicial da Celpa, entre eles o contrato de confissão e consolidação de dívida no valor de 44 milhões de dólares assinado em 1997 com a CGU, com intermediação do Estado do Pará, representado pelo então governador Almir Gabriel e secretário de Fazenda Paulo de Tarso.
Brabo esclareceu que não houve rescisão, a relação não foi suspensa e já foram pagos R$2,6 milhões.
O documento já foi encaminhado para análise da promotoria de justiça de direitos constitucionais fundamentais, defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa, a fim de apurar se houve irregularidade e, se for o caso, proposição de ação civil pública por improbidade administrativa.
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CHARGE

Se o Real sobe o PiG bate. Se o Real cai o PiG bate



Saiu no Globo: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2012/05/dolar-sobe-por-preocupacoes-com-grecia-e-chega-r-2.html
Saiu na Folha:http://www1.folha.uol.com.br/poder/1090081-mantega-afirma-que-preco-do-dolar-nao-preocupa-moeda-bate-r-2.shtml

O Real se desvaloriza diante do dólar por causa da benvinda crise grega.
O eleitor grego, como o francês e o da Renânia do Norte-Vestfália, se recusa a morrer sufocado pela logica neolibelês da Merkhozy.
Aqui, o PiG bate na ida e na volta.
Se o Real fica valorizado, é um Deus nos acuda, porque vai destruir a indústria brasileira.
Se o Real se desvaloriza, o PiG dissemina o pânico: vem inflação por aí.
Aquela inflação que a Urubóloga adora.
O PiG não tem compromisso com o que o Mino Carta chama de “verdade factual”.
O único compromisso do PiG é com o Golpe.
E, segundo o Mino, pior que os patrões são os jornalistas brasileiros.
Enquanto isso, o brasileiro, que não dá bola para o PiG há muito tempo, torra o dinheiro no shopping center: http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,vendas–para-o-dia-das-maes-crescem-7-3-em-2012,1778,0.htm

Paulo Henrique Amorim
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LIRA MAIA e GIOVANNI QUEIROZ APOIAM O TRABALHO ESCRAVO

A Câmara dos deputados aprovou na terça-feira (22), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/01, que permite a expropriação de imóveis rurais e urbanos onde a houver exploração de trabalho escravo.
Esses imóveis serão destinados à reforma agrária ou a programas de habitação popular.
A proposta é oriunda do Senado e, como foi modificada na Câmara, volta para exame dos senadores.
Foram 360 votos a favor. Para aprovar eram necessários 308 votos.
Votaram contra 55 deputados (soma de Não + abstenção + obstrução), entre eles o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), filho da senadora Kátia Abreu (PSD-TO).

Nome aos bois: Eis a lista de quem votou contra acabar com o trabalho escravo:
 
PartidoParlamentarUFVoto
DEMAbelardo LupionPRNão
DEMJairo AtaideMGAbstenção
DEMLira MaiaPANão
DEMLuiz Carlos SetimPRNão
DEMPaulo Cesar QuartieroRRNão
DEMRonaldo CaiadoGONão
 


PDTGiovanni QueirozPANão
PDTMarcos RogérioROObstrução
 


PHSJosé HumbertoMGNão




PMDBAlceu MoreiraRSNão
PMDBAndré ZacharowPRNão
PMDBAntônio AndradeMGNão
PMDBAsdrubal BentesPAAbstenção
PMDBCarlos BezerraMTAbstenção
PMDBEdio LopesRRNão
PMDBEduardo CunhaRJAbstenção
PMDBGenecias NoronhaCEAbstenção
PMDBJoão MagalhãesMGAbstenção
PMDBJoaquim BeltrãoALAbstenção
PMDBJúnior CoimbraTONão
PMDBMarinha RauppRONão
PMDBValdir ColattoSCNão
PMDBWashington ReisRJAbstenção
PMDBWilson FilhoPBAbstenção
 


PPBeto MansurSPNão
PPCarlos MagnoRONão
PPLázaro BotelhoTOAbstenção
PPLuis Carlos HeinzeRSNão
PPNelson MeurerPRNão
 


PRAelton FreitasMGAbstenção
PRBernardo Santana de VasconcellosMGNão
PRJoão Carlos BacelarBAAbstenção
PRWellington FagundesMTAbstenção
 


PSCNelson PadovaniPRNão
PSCZequinha MarinhoPAAbstenção
 


PSDDiego AndradeMGAbstenção
PSDEduardo SciarraPRNão
PSDEliene LimaMTAbstenção
PSDFrancisco AraújoRRNão
PSDGuilherme CamposSPNão
PSDHélio SantosMAAbstenção
PSDHomero PereiraMTNão
PSDIrajá AbreuTONão
PSDJúlio CesarPIAbstenção
PSDJunji AbeSPAbstenção
PSDMarcos MontesMGNão
PSDMoreira MendesROAbstenção
PSDOnofre Santo AgostiniSCAbstenção
PSDRaul LimaRRNão
PSDRicardo IzarSPAbstenção
 


PSDBBerinho BantimRRNão
PSDBCarlos BrandãoMAAbstenção
 


PTBJovair ArantesGOAbstenção
PTBMagda MofattoGOAbstenção
PTBNelson MarquezelliSPNão

Veja como votou seu parlamentar:

A lista completa de votação por partido pode ser vista aqui.
A lista completa de votação ordenada por estados, aqui.
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Câmara derrota ruralistas e aprova PEC do Trabalho Escravo



“Com 360 votos a favor, 11 anos de atraso e muita disputa política, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (22), a PEC do Trabalho Escravo, que expropria a terra onde for encontrado trabalho análogo à escravidão. A bancada ruralista tentou até a última hora evitar a votação, mas apesar da tentativa de esvaziamento, 415 deputados votaram na sessão e apenas 29 foram contra e 25 se abstiveram. 
Eram necessários 308 votos para aprovação da matéria. 

Os parlamentares progressistas comemoram o resultado. De mãos dadas, cantaram o hino nacional. Nas galerias, os representantes das centrais sindicais, que acompanhavam a votação, imitaram o gesto.
O líder do PCdoB na Câmara em exercício, deputado Osmar Júnior (PI), anunciou o voto da bancada favorável a matéria, destacando que “há quase quatro séculos, o nosso país luta para extirpar o trabalho escravo da vida do Brasil, luta que chegou até os dias de hoje”. E anunciou que “o PCdoB vota ‘sim’ porque precisamos dos instrumentos para enterrar na história do Brasil essa triste chaga”.
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-PB), também declarou o voto favorável à PEC. Foi ele quem propôs o adiamento da votação da matéria para esta terça-feira diante da resistência de parte da bancada peemedebista/ruralista na votação marcada para semana retrasada.
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), elogiou o voto do PMDB esclarecendo que foi retomado o acordo feito anteriormente de que na votação da matéria no Senado, para onde será encaminhada agora, será discutida a regulamentação da lei.”
Matéria Completa, ::Aqui::

terça-feira, 22 de maio de 2012

BICHEIRO CALADO

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, recusou-se, nesta terça-feira 22, a responder perguntas em seu depoimento à CPI que investiga suas relações com políticos e empresários. Cachoeira disse ter “muito a dizer”, mas afirmou que só irá responder às perguntas dos congressistas futuramente.
“Constitucionalmente, fui advertido pelos advogados para não falar nada. Somente depois da audiência que teremos no juiz, se por ventura achar que eu deva contribuir, podem me chamar que eu responderei a qualquer pergunta”, disse Cachoeira no início da sessão. Essa primeira audiência de Cachoeira com a Justiça deve ocorrer apenas no fim de maio ou começo de junho. A estratégia da defesa de Cachoeira é tentar anular toda a investigação que foi realizada contra ele.
Grisalho e sem óculos, Cachoeira chegou ao lado da mulher, Andressa Mendonça, e esteve o tempo todo acompanhado por seu advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), foi o primeiro a fazer as perguntas. Ele desistiu de inquirir o contraventor após o terceiro questionamento sem respostas. Após o relator, outro deputados e senadores continuaram a fazer perguntas para o bicheiro, apesar da recusa de Cachoeira em dar respostas. Alguns aproveitaram para, com as perguntas, atacar seus adversários políticos.
A sessão encerrou após pouco mais de duas horas. Os congressistas aprovaram requerimento assinado pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e outros parlamentares pedindo o fim da audiência com Cachoeira.
O depoimento de Cachoeira iria ocorrer originalmente no dia 15 de maio, mas foi adiado devido a uma liminar do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. A defesa argumentava que Cachoeira não poderia comparecer à CPI antes dele ter acesso aos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo. Após a defesa ter acesso às investigações, Mello reviu sua decisão nesta segunda-feira 21 e o depoimento foi remarcado para esta terça-feira.
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LULA REAFIRMA A TESE DE QUE O MENSALÃO FOI TENTATIVA DE GOLPE CONTRA SEU GOVERNO

Lula: Não quis terminar como Getúlio ou Jango
Ao receber uma homenagem da Câmara Municipal de São Paulo, o ex-presidente Lula voltou a se referir ao escândalo do mensalão como uma tentativa de golpe para tirá-lo do poder. "Não vou me matar como Getúlio [Vargas] e não vou fugir obrigado como o João Goulart. Só tem um jeito de eles me pegarem aqui: é eles enfrentarem o povo nas ruas deste país"

Saiu na Folha 

Às vésperas do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-presidente voltou ontem a descrever o escândalo como uma tentativa de golpe ao receber homenagem da Câmara Municipal de São Paulo.
"O PT era mais atacado do que hoje por grande parte dos políticos da oposição e por uma parte da imprensa brasileira. Na verdade, era um momento em que tentaram dar um golpe neste país."
Lula disse ter se comparado na época a ex-presidentes que não completaram seus mandatos. "Não vou me matar como Getúlio [Vargas] e não vou fugir obrigado como o João Goulart. Só tem um jeito de eles me pegarem aqui: é eles enfrentarem o povo nas ruas deste país", afirmou.
O ex-presidente disse que a oposição se intimidou depois que ele recebeu apoio de movimentos populares.
"Aquilo foi a coisa que mais deixou eles com medo de continuar na luta pelo impeachment", afirmou.
Lula agradeceu o apoio na crise do vereador Agnaldo Timóteo (PR), a quem convidou a se filiar ao PT. Timóteo cantou música e vestiu um sobretudo vermelho para homenageá-lo.
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Parazinho: TCE, que aprovou contas da Assembléia Legislativa, que tem rombo de mais de R$ 100 milhões, agora vai recomendar à Assembléia que aprove as contas de Simão Jatene.


Confraternização: TCE, secretários de Estado e TJ na extraordinária sessão que aprovou as contas de Jatene.
No Blog da Perereca

Durante pelo menos dez anos a Assembléia Legislativa do Estado Pará (Alepa) foi saqueada por servidores e parlamentares, gerando um rombo estimado em mais de R$ 100 milhões.
Há de tudo nas fraudes investigadas pelo Ministério Público: funcionários fantasmas, superfaturamento e montagem de licitações, convênios com ONGs que eram, na verdade, quadrilhas, folhas de pagamento falsificadas, para turbinagem salarial.
No entanto, apesar de todo esse impressionante festival de irregularidades, não há notícia de que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tenha desaprovado as contas da Alepa.
Ontem, o mesmíssimo TCE deu parecer favorável à prestação de contas do governador Simão Jatene (PSDB), relativa ao ano passado.
E foi por unanimidade!!!
Além do relator do processo, Luís da Cunha, e do presidente do TCE, Cipriano Sabino, votaram a favor os conselheiros Nelson Chaves, Lourdes Lima e André Dias.
Só faltou o conselheiro e corregedor, Ivan Barbosa, que não estava presente. E que, aliás, é o único que não é ex-deputado.
Concursado, Ivan é oriundo do Ministério Público.
Já Luís Cunha, André Dias, Cipriano Sabino, Lourdes Lima e Nelson Chaves chegaram ao TCE na esteira de mandatos parlamentares.
Três deles – André, Lourdes e Nelson – eram, inclusive, tucanos históricos.
Já Luís Cunha era do PDT. Cipriano Sabino foi do PPB, PFL, PL, DEM e por aí vai.
Mas todos integraram a base de apoio da extinta “União pelo Pará”, que manteve o PSDB no Governo por doze anos consecutivos, entre 1995 e 2006.
E mais: pelo menos três deles possuem ou possuíram parentes diretos em cargos de confiança do governador.
Celso Sabino, suplente de deputado e irmão de Cipriano, é secretário de Trabalho, Emprego e Renda, na fatia de Governo que coube ao PR.
Rosimary, a mulher de Luís Cunha, presidiu até janeiro último a Ação Social do Palácio do Governo (Asipag), na cota do PDT.
Já André Dias teria dois filhos nomeados como Assessor Especial II do governador: os manos André e Victor Orengel Dias.
O salário dos meninos é bem bacana: mais de R$ 4,3 mil por mês, entre vencimentos e gratificações, conforme tabela de setembro do ano passado.
Ou seja, mais do que ganha um soldado da PM ou um professor.
E mais de seis vezes o que recebem 40% dos trabalhadores paraenses, que vivem com o salário mínimo.
Mas além disso, dona Anete Teixeira Dias, mãe do conselheiro André Dias, também aluga uma casa ao Governo do Estado, pelo menos desde a primeira administração de Simão Jatene, entre 2002 e 2006.
O aluguel é muito legal: já vai em R$ 180.960,00 por ano, ou mais de R$ 15 mil por mês.
Não é tão bom, é claro, quanto recebem os conselheiros do TCE: em março, eles levaram pra casa R$ 187.606,70, entre vantagens e gratificações. O que, dividido por seis, deu, em tese, R$ 31.267,78 pra cada um.
Já em abril, mês da Páscoa, a soma das vantagens e gratificações deles ficou em R$ 197.498,90.
Com tudo isso, a confraternização de ontem, que juntou TCE, secretários de Estado e representante do Tribunal de Justiça, só não foi mais pai d’égua, porque, apesar da aprovação unânime das contas, os conselheiros insistiram – vejam só que coisa – em fazer ao Governo 35 “recomendações”, em decorrência de “falhas” detectadas na administração estadual.
Dezenove dessas “recomendações” foram “reiteradas”. Ou seja, repetidas. Ou seja, já haviam sido feitas antes.
E dezesseis, no dizer da Assessoria de Comunicação do TCE, são “novas formulações”.
E, ah, não dá pra esquecer, como observa a matéria no site do tribunal, que houve uma redução de 34% nessas “recomendações”, em relação a 2010. Ou seja, quando quem mandava no Governo era o PT.
“Nosso principal papel desempenhado é apreciar, fiscalizar o destino dos recursos públicos do Estado. Durante o relatório, o governador Simão Jatene atendeu todas às nossas recomendações, o que contribuiu e muito para a construção do relatório. Agora iremos encaminhar na próxima quinta-feira, 24, para aprovação na Alepa. Ficamos felizes quando há eficiência na aplicação dos recursos públicos, pois desta maneira vai haver melhoria na vida da população paraense”, discursou Cipriano Sabino.
Não há dúvida de que foi, realmente, uma extraordinária sessão.
Confira Aqui 
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O que o Temer e o Alves acertaram com a Globo ?



O ansioso blogueiro andava desconfiado de que tinha mais que um Miro na Gruta do Diabo.
Lá embaixo, onde a palavra Veja vira ” liberdade de imprensa” e Demóstenes vira “Delta” .
Na Gruta entra uma palavra e sai outra.
É um fenomeno geológico, acústico interessante, que só o neolibeliamo (*), sempre tão sabido, pode explicar.
Perplexo, o ansioso blogueiro ligou para o Tirésias, recolhido atras dos morros de Minas, a ler o Rosa (contos).
- Oh, grande profeta, o que se passa na Gruta do Diabo, ali na Avenida Niemeyer, perto da Globo ?
- O Temer e o Henrique Alves acertaram tudo com a Globo.
- Calma, Profetinha, calma ! Isso é muito grave!
- O que te surpreende, filho meu ?
- Nada me surpreende. Nem a Xuxa me surprende mais, caro Profeta.
- Foi isso o que meu grampo captou…
- Seu grampo ?
- Se o Ali Kamel transforma grampo em Chanel número cinco, aqui em Minas a gente transforma grampo em delito. É uma questao de estilo. A Veja e a Globo não denunciam. Eu chuto o balde.Pergunta ao Édipo…
- Calma, Profeta, olha essa falsa cultura, diria o Millor.
- Vamos ao que interessa: o vice presidente Michel Temer e o eterno líder Henrique Alves fizeram o pacto do silêncio com a Globo, em nome do PMDB. É o pacto do abafa.
- Isso não é possivel … O Temer e o Henrique Alves ?
- Isso mesmo !
- E o Cunha, o Eduardo lá do Rio ?
- Esse perdeu a luz própria em Furnas … Não decide mais nada.
- Caramba, profeta, esse teu grampo é implacável. Parece o Skuromatic do Mino …
- Do Mino, não. Ele roubou a ideia.
- É, você tem razão. Foi um deslize … Um mau passo …
- Pois é isso, meu filho. Um Miro sozinho não faz verão. O PMDB inteiro caiu no colo da Globo.
- E deve estar achando acolhedor …
- isso eu não sei. O que eu sei é que a Globo quer trancar a CPI na Gruta e o Temer vai ser o mordomo suspeito, todo de preto.
- Se depender do PMDB, entao, a pizza …
- O forno está de fogo morto. Ah, essa falsa cultura …
- Vai todo mundo ganhar dez segundos no jornal nacional …, observou o Sabio Profeta.
- E página amarela da Veja …
- Amarela ou marrom, meu filho ?
Pano rápido.
Clique aqui e vota no não e sim: “A Globo tem mais a Temer que a Veja?”

Paulo Henrique Amorim
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O Xou não pode parar


Marco Aurélio Mello , DoLaDoDeLá

A semana começou com as pessoas discutindo em todo Brasil o impacto e a veracidade ou não das declarações de Xuxa ao Fantástico, ontem à noite.
Ao mesmo tempo, e-mails começam a circular na rede provocando os leitores a refletir sobre a veracidade ou não de fotos da estrela.
São vários ensaios nus de Xuxa para revistas masculinas nos anos 80 e três situações em que ela é fotografada em cenas de sexo (montagens?).
Xuxa acaba de ganhar ações na justiça em que exige reparação judicial, pela exibição de imagens relacionadas a seu passado, antes dela se tornar "A Rainha dos Baixinhos".
Sua exposição, seja para o bem, ou para o mal, a promove. E isso é incontestável.
Considerando-se que na semana passada ela anunciou que pretende entrar no ramo de festas infantis, franqueando sua marca para bufets, não é absurdo supor que, assim, o que a apresentadora procura é sair do ostracismo imposto pelo esgotamento do modelo de apresentadora mirim.
Potencial para alavancar seus negócios, agora como "A Rainha dos Grandinhos" ficou claro que ela ainda tem, afinal, suas declarações ao Fantástico renderam ao programa o recorde de audiência no ano: 26 pontos.
Seu e-mail também é um sucesso.
Assim, Xuxa não tem com o que se preocupar, sempre haverá público para uma celebridade disposta a expor sua intimidade no horário nobre, para todo país.”
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

A repórter loira, o suposto negro estuprador e uma sequência nojenta


O vídeo que segue do Brasil Urgente, da Band, da Bahia, é um exemplo de jornalismo pra lá de esgoto. Uma repórter loirinha, com rabinho de cavalo à la Feiticeria, coloca um jovem negro, com hematoma aparente de uma agressão recente, numa situação absolutamente constrangedora. Julga-o antes da Justiça, humilha-o por conta de sua ignorância em relação aos seus direitos e ao procedimento a se realizar num exame de corpo delito e acha isso tudo muito engraçado.
Assista ao vídeo e veja se este blogueiro está exagerando.
Trata-se de uma caso que exige uma ação urgente por parte da sociedade civil.
É preciso que se mova uma ação contra a concessionária pública que dá voz a uma repórter irresponsável como essa. Isso mesmo, irresponsável. Estou à disposição da Justiça para me defender em relação ao termo utilizado. A propósito, a concessionária é a Band.
É preciso que entidades de Direitos Humanos e da questão negra também se posicionem.
Também é urgente que entidades como o Sindicato dos Jornalistas da Bahia a Fenaj reajam a essa barbaridade.
Assistam ao vídeo, vocês vão entender minha indignação.

Morre Robin Gibb, ex-Bee Gees



Robin Gibb, um dos irmãos do lendário grupo Bee Gees, morreu neste domingo (20) aos 62 anos, de acordo com um comunicado publicado no site oficial do cantor britânico.
“A família de Robin Gibb anuncia com grande tristeza que Robin morreu hoje após uma longa batalha com o câncer e uma cirurgia intestinal. A família pede que sua privacidade seja respeitada neste período difícil”, diz o representante do cantor. O cantor deixa a esposa, Dwina, e três filhos.
Gibb foi diagnosticado há dois anos com câncer no cólon e fígado. Ele foi hospitalizado algumas vezes e chegou aentrar em coma no último mês, mas apresentou sinais de melhora, recuperou a consciência e inclusive conseguia falar com a família. Na época, os médicos ficaram impressionados com a recuperação e disseram que ele esteve perto da morte.
Nascido em 1949 na ilha de Man (entre a Inglaterra e a Irlanda), Robin se mudou com a família para Manchester, onde ele e os irmãos cantavam em cinemas locais. Depois emigraram para a Austrália, onde os Bee Gees oficialmente lançaram seu primeiro compacto.
Mas os irmãos achavam que o futuro estava na Europa, e voltaram à Inglaterra, onde emplacaram seu primeiro sucesso, "Massachusetts", em 1967. No mesmo ano, Robin e sua futura esposa, Molly, sobreviveram a um acidente ferroviário que matou 50 pessoas.
Depois de gravar um LP duplo, "Odessa", os irmãos se desentenderam a respeito de qual faixa deveria ser lançada como compacto, e Robin deixou o grupo. Dois anos depois, os Bee Gees se reuniram, para estourar na década de 1970.
As baladas "Lonely Days" e "How Can You Mend a Broken Heart" dominaram as paradas norte-americanas em 1971, mas depois disso críticos passaram a apontar uma acomodação, e a partir do seu 13º álbum, "Main Course", a banda passou a buscar canções mais dançantes, com ênfase nas harmonias agudas. Foi nessa época que "Jive Talkin'" levou a um convite para a trilha de "Embalos de Sábado à Noite".
Esse trabalho representaria o auge da fama dos Bee Gees, com faixas como "Stayin' Alive", "How Deep Is Your Love", "Night Fever" e "More Than a Woman". O filme, com John Travolta, foi crucial para o fenômeno disco no mundo todo.
Estima-se que a banda tenha vendido 200 milhões de álbuns, mas a moda foi passageira, e na década de 1980 Robin e seus irmãos se dedicaram mais a produzir e compor para outros artistas, como Diana Ross.



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Mano Brown: Ocupação Mauá é a unha encravada de São Paulo


O MC Mano Brown, do Racionais MCs, visitou um edifício ocupado por trabalhadores sem-teto, no número 360 da rua Mauá, no centro de São Paulo, para a gravação do clipe Marighella.

Em discurso à comunidade, Brown disse o problema do país é a distribuição de terra e a garantia de moradia.
"A luta do Brasil é a distribuição de terra. Só que muitos deles que falam da distribuição de terra são latifundiários também. 
Tem muita terra improdutiva lá. Por que eles são herdeiros dos caras que tinham muita terra. E eles não dividem terra com ninguém", falou Brown.
O MC do Racionais atacou o candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, o atual prefeito Gilberto Kassab e o governador do estado Gerando Alckmin. "Existe direita. Kassab é direita, Alckmin é direita"
"O problema do Brasil é moradia. Se a gente tiver espaço, um quintal razoável pros nossos filhos poderem correr, crescer com saúde. (...) Só queremos espaço pra viver - nem melhor nem pior, mas igual", defendeu. Na próxima eleição, presta atenção. Porque vi vários manos votar no Serra, que depois passou o bastão pro Kassab que tá fazendo isso aí".
Em entrevista à TV Folha, ele disse: "o Marighella falava sobre isso: reforma agrária, divisão das terras, justiça social. E aqui é como se fosse a unha encravada da cidade. É um problema que eles [poder público] não querem, não têm sensibilidade para resolver como deveriam".
Questionado sobre a questão da Cracolândia, ele disse: "isso se chama especulação imobiliária. Já fizeram isso em São Paulo no começo do século 20. Fizeram isso no Rio de Janeiro, no Bronx, em vários lugares. É um lance racial. São Paulo foi forjada assim. 
O que a gente tá vivendo aqui é resquício da época da escravidão, são as mesmas fórmulas. Eles querem 'limpar', sumir com o problema, e não resolver. Acho que eles [sem-teto] têm que lutar mesmo. Não tem que demarcar território para A, B ou C. Se eles estão vivendo aqui, eles têm que continuar aqui. E o rap deve ajudar. Eu sei que eu tenho um peso e que eu posso colaborar".
Abaixo, ouça a música Marighella, em homenagem ao militante comunista que faria 100 anos em 5 de dezembro de 2011, que teve uma militância política de mais de 30 anos nas fileiras do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e atuou na guerrilha urbana, quando foi assassinado pela ditadura em 1969.



Com informações da Página do MST e da Folha de S. Paulo
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Casal desorientado, dupla atrapalhada

Roberto Gurgel, e a sua esposa, a subprocuradora Cláudia Sampaio, livraram-se de comparecer, para tentar explicar o inexplicável, à CPI do Cachoeira. Foto: STF

Por Wálter Maierovitch

Foi muita coisa para tão pouco tempo. Primeiro, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a sua esposa, a subprocuradora Cláudia Sampaio, livraram-se de comparecer, para tentar explicar o inexplicável, à CPI do Cachoeira. Depois, os ex-ministros Nelson Jobim e José Carlos Dias, este da Comissão da Verdade, ignoraram a vinculante decisão condenatória do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e o consagrado pela Corte Europeia de Direitos Humanos e pelo Tribunal Penal Internacional. Essas cortes de jurisdição internacional não admitem a autoanistia voltada a conferir impunidade aos agentes do Estado envolvidos em crimes de lesa-humanidade.
Os ex-ministros sustentam a tese, com apoio no canhestro voto condutor dado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então ministro Eros Grau, da bilateralidade da anistia de 1979. Assim entendem dever a Comissão da Verdade promover “apurações bilaterais”: investigar atos de terrorismo de Estado e, também, as condutas dos resistentes à ditadura e que optaram pela luta armada.
A nossa Constituição obriga o cumprimento das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos e ela não admite a autoanistia, caso típico da lei brasileira de 1979, concebida em plena ditadura e por um Legislativo biônico.
Jobim, que em livro laudatório confessou ter inserido na Constituição dispositivos subtraídos da apreciação dos seus pares constituintes, fala, como partícipe, de um acordo não escrito sobre investigações “dos dois lados”. O tal acordo foi negado pelo ex-secretário nacional de Direitos Humanos Paulo Vannuchi.
Na Comissão da Verdade, Rosa Maria Cardoso, Paulo Sérgio Pinheiro e Maria Rita Kehl não aceitam a tese de Jobim-Dias. Os demais integrantes ainda não se manifestaram, mas sabe-se que o ministro Gilson Dipp, muito ligado a Nelson Jobim, já defendeu, como representante do governo do Brasil, a tese da anistia ampla e bilateral no âmbito da Corte Interamericana.
Por outro lado, a CPI apequenou-se diante da negativa do procurador Gurgel de comparecer para esclarecimentos. Gurgel recebeu, em setembro de 2009, os autos do inquérito policial iniciado com a chamada Operação Vegas e fornecedor de notícia criminal da participação do senador Demóstenes Torres.
Segundo o Código de Processo Penal, o procurador tem um prazo de 15 dias para propor a ação penal, solicitar novas diligências policiais ou pedir o arquivamento. No gabinete de Gurgel, o inquérito ficou engavetado até abril de 2012, quando a mídia começou a divulgar comprometedoras conversas telefônicas entre Cachoeira e Torres.
Na primeira explicação, Gurgel partiu para o diversionismo e falou em pressão por parte de mensaleiros a tremer de medo. O certo é que a sua atuação no inquérito Vegas foi nenhuma, para felicidade de Torres. O procurador só resolveu atuar diante do vazado na mídia e extraído do inquérito começado com a Operação Monte Carlo, que apurou a jogatina eletrônica bancada por Cachoeira. Esse inquérito deveu-se à requisição de três promotores da comarca de Valparaíso, no interior de Goiás, que nada sabiam do inquérito congelado no gabinete de Gurgel.
Gurgel procurou os refletores para disparar que Torres agia como sócio oculto da Delta e de modo a afastar suspeitas de acordo com o senador. Este, para forçar a manutenção do inquérito Vegas no freezer, opinava contra a recondução de Gurgel ao cargo de procurador-geral. De repente, Torres mudou a postura e votou pela aprovação da recondução. Depois disso, o inquérito permaneceu no congelador da PGR.
Com o prestígio do procurador-geral em queda livre, entrou na trapalhada, e no papel de biombo do marido, Cláudia Sampaio. Ela mencionou um pedido policial não escrito para evitar o arquivamento do inquérito Vegas. Tudo como se fosse possível um delegado pedir, “na moita”, o cometimento de uma ilegalidade a uma subprocuradora.
O delegado a desmentiu e contou com nota esclarecedora da direção da Polícia Federal. Do episódio, e noves fora, sobrou a confissão de ilegalidade. Mais ainda: a subprocuradora tropeçou na tosca justificativa sobre o salutar não arquivamento do inquérito. Uma das súmulas do STF permite, no caso de prova nova (inquérito Monte Carlo), o desarquivamento de inquérito.
Não bastasse o quadro de Procuradoria-Geral de república bananeira, Gurgel ignora que democracia significa um regime po–lítico pelo qual o povo (demos) tem o comando, o poder (kratos). E esse comando é exercitado pelos seus representantes, eleitos li-vremente. Ora, os representantes do povo, no Parlamento e reunidos em CPI, detêm legitimação para convocar Gurgel e exigir de-le explicações sobre o engavetamento do inquérito. Numa verdadeira democracia é assim, embora Gurgel não saiba.
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