“Constitucionalmente, fui advertido pelos advogados para não falar nada. Somente depois da audiência que teremos no juiz, se por ventura achar que eu deva contribuir, podem me chamar que eu responderei a qualquer pergunta”, disse Cachoeira no início da sessão. Essa primeira audiência de Cachoeira com a Justiça deve ocorrer apenas no fim de maio ou começo de junho. A estratégia da defesa de Cachoeira é tentar anular toda a investigação que foi realizada contra ele.
Grisalho e sem óculos, Cachoeira chegou ao lado da mulher, Andressa Mendonça, e esteve o tempo todo acompanhado por seu advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), foi o primeiro a fazer as perguntas. Ele desistiu de inquirir o contraventor após o terceiro questionamento sem respostas. Após o relator, outro deputados e senadores continuaram a fazer perguntas para o bicheiro, apesar da recusa de Cachoeira em dar respostas. Alguns aproveitaram para, com as perguntas, atacar seus adversários políticos.
A sessão encerrou após pouco mais de duas horas. Os congressistas aprovaram requerimento assinado pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e outros parlamentares pedindo o fim da audiência com Cachoeira.
O depoimento de Cachoeira iria ocorrer originalmente no dia 15 de maio, mas foi adiado devido a uma liminar do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. A defesa argumentava que Cachoeira não poderia comparecer à CPI antes dele ter acesso aos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo. Após a defesa ter acesso às investigações, Mello reviu sua decisão nesta segunda-feira 21 e o depoimento foi remarcado para esta terça-feira.
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