quarta-feira, 28 de março de 2012

OBRIGADO !

Exames mostram que tumor na laringe de Lula desapareceu

Por Bob Fernandes no Terra Magazine

Exames realizados na manhã desta quarta-feira (28), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, indicam que o tumor na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desapareceu.
O próprio Lula comunicará, através de um vídeo feito pela assessoria, o desaparecimento do tumor em sua laringe, nesta quarta-feira (28).



Durante tratamento médico, Lula recebeu visita do seu antecessor na presidência da República, FHC (foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula/ Divulgação)

Ainda que não existam mais resquícios do tumor, do ponto de vista clínico, só se poderá falar em cura definitiva em cinco anos.
Os médicos decidiram não dar entrevista hoje sobre o desaparecimento do tumor na laringe de Lula, e apenas publicar uma nota oficial. Deixaram para o próprio ex-presidente a comunicação que deverá ser feita via vídeo gravado pelo seu assessor - e fotógrafo durante seus oito anos na presidência - Ricardo Stuckert.
O câncer
Após queixa de dores de garganta, Lula realizou uma série de exames na noite de 28 de outubro do ano passado. Na manhã do dia seguinte, foi divulgado boletim médico do Hospital Sírio-Libanês informando que foi diagnosticado um tumor maligno na laringe, que seria inicialmente tratado por quimioterapia.
O câncer na região da laringe é mais comum entre homens e o de maior incidência na região da cabeça e pescoço. Os principais fatores que potencializam a doença são o tabagismo e o consumo de álcool. Já os sintomas são: dor de garganta, rouquidão, dificuldade de engolir, sensação de "caroço" na garganta e falta de ar.
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Morre aos 88 anos no Rio o escritor Millôr Fernandes

Escritor morreu em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Escritor, jornalista, desenhista, dramaturgo e artista autodidata, Millôr começou a colaborar com a revista "O Cruzeiro" aos 14 anos, conciliando as tarefas de tradutor, jornalista e autor de teatro. No final dos anos 1960, tornou-se um dos fundadores do jornal "O Pasquim", reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
Escreveu nos anos seguintes diversos tipos de peças e se tornou o principal tradutor das obras de William Shakespeare no país.
Atualmente ele mantinha um site pessoal em que escrevia textos de humor e cartuns, além de reunir seus trabalhos dos últimos 50 anos. Seu perfil no Twitter já contava com mais de 285 mil seguidores.
 

Minha convivência com Millor: Por

Millor jornalista, conheci desde criança, folheando as páginas de O Cruzeiro.
Nunca decidi quem era o melhor, o humorista, o cartunista extraordinário, o autor teatral, o tradutor. Gosto de todos e sou absolutamente encantado com o cartunista.
Ele acompanhou toda minha vida, desde as passeatas das senhoras católicas contra um desenho seu de Pelé nem me lembro se no papel de Deus ou de Nossa Senhora Aparecida, nas agitações que precederam 1964.
Depois, na adolescência, nosso grupo de teatro de São João da Boa Vista levou "Liberdade, Liberdade", da qual era um dos autores. Chegamos a apresentar a peça em Uberaba. Na linha de frente, meus amigos Erimilio, Ricci e Suzana. Eu ficava na retaguarda cuidando das canções e cometendo algumas heresias: colocamos música em algumas letras de composições que ainda não conhecíamos.
Mais tarde, sua irreverência em O Pasquim iluminou nossa vida de jornalistas iniciantes. Era o único sopro de liberdade, em meio a um país sufocado.
Pessoalmente, conheci-o em meados dos anos 90. Foi em um jantar no Rio, programado pelo grande Walter Mesquita, que tinha sido amigo do meu pai, nos tempos de batalha farmacêutica. Um jantar inesquecível, Walter com a esposa 30 anos mais nova, Millor com Cora Ronai, eu com a Ica. Regalei-me com histórias do Rio antigo e, principalmente, com a verve de Millor, uma metralhadora de ironia, mas que tinha um olhar doce para os amigos e, principalmente, para Cora.
O segundo encontro foi no Fort Lauderdale, a convite da IBM. A empresa criou um conselho latino-americano de usuários do Thinkpad. Faziam parte Milor, Cora, Mário Henrique Simonsen e eu. Nossa única missão era viajar uma vez por ano para lá, ser apresentado às maravilhas tecnológicas da IBM e ajudar a identificar a melhor relação custo-benefício das máquinas.
Simonsen não pode ir, mas tive alguns dias de puro prazer com Millor e Cora.
Depois, perdi contato com ele. Cora, reencontrei em circunstâncias digamos pouco agradáveis. Quando sofri o tiroteio por parte do esgoto, alguns blogueiros de O Globo entraram nos ataques. Entre eles, Cora, em um post maternal dizendo que eu até parecia ser uma pessoa legal, mas, porém, contudo, todavia, como dizia Millor, jornalista que é jornalista é contra o poder.
Expliquei para ela que o poder - no seu e no meu caso - eram os jornais e emissoras que nos empregavam. Eles tinham poder de desempregar ou de premiar, de criar reputações ou de destruir. E que certamente a frase de Millor era muito mais ampla do que o significado que Cora pretendeu lhe conferir. Para Cora, o poder era O Globo e Ali Kamel. Ao me atacar, era ela quem servia ao poder.
Terminou por ali nosso contato.
Daqui, espero que filhos, irmãos de Millor e a própria Cora, tenham o conforto de ter convivido com uma das mentes brilhantes que o século 20 produziu no Brasil.
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A resposta do dirigente cubano ao Papa



Mudanças em Cuba são econômicas e não políticas, disse vice-presidente do Conselho de Ministros. 

Em meio a muita diplomacia e discursos ponderados, um alto dirigente do governo cubano subiu o tom em reação a críticas do papa Bento XVI, que visita a ilha caribenha nesta semana. Antes de chegar a Cuba, o papa afirmou que ora para que o país siga caminhos de “renovação e esperança” e disse que a ideologia marxista “não corresponde mais à realidade”.
O vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba, Marino Murilo rebateu as declarações de Bento XVI, que também havia defendido a construção de uma “sociedade aberta” no país. “Em Cuba não haverá reforma política”, disse o dirigente. “Estamos falando da atualização do modelo econômico cubano que faça com que nosso socialismo seja sustentável e que tem a ver com o bem-estar do nosso povo".
Murilo supervisiona o programa de reformas econômicas colocadas em prática em Cuba desde que Raúl Castro assumiu a Presidência, em 2008. Ele disse que o governo cubano tem se espelhado nas experiências de outros países, como Rússia, China e Vietnã, para flexibilizar o modelo econômico centralizador inspirado na extinta União Soviética. “Estudamos o que está sendo feito em todo o mundo para atualizarmos o nosso modelo socialista com características bem cubanas, que se ajuste a nossas condições”, acrescentou.
Até agora, o papa já citou, em seus pronunciamentos, os presos cubanos, sem especificar se se referia aos detidos por motivos políticos.
Na noite desta terça, Bento XVI se reúne com Raúl Castro no palácio presidencial, mas ainda não há confirmação se ele se encontrará com o líder e ex-presidente Fidel Castro.
A visita papal a Cuba coincide com uma nova estadia do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na ilha, onde se submete a um tratamento de radioterapia contra o câncer, o que gerou especulações sobre a possibilidade de um encontro com o pontífice.
No entanto, o porta-voz vaticano, Federico Lombardi, reiterou na segunda-feira em entrevista coletiva em Santiago de Cuba que "não há nenhum pedido de audiência pessoal do presidente Chávez com o papa" e acrescentou que "se (Chávez) deseja ir à missa (da quarta-feira em Havana) pode fazê-lo como qualquer cidadão".
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“Cachoeira e Demóstenes armaram o mensalão”

Quem diz é o ex-prefeito de Anápolis (GO) Ernani de Paula, que conviveu com os dois; ele foi amigo do contraventor e sua mulher Sandra elegeu-se suplente do senador do DEM em 2002; “Cachoeira filmou, Policarpo publicou e Demóstenes repercutiu”, disse ele ao 247 
 
247 - O Mensalão, maior escândalo político dos últimos anos, que pode ser julgado ainda este ano pelo Supremo Tribunal Federal, acaba de receber novas luzes. Elas partem do empresário Ernani de Paula, ex-prefeito de Anápolis, cidade natal do contraventor Carlinhos Cachoeira e base eleitoral do senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
“Estou convicto que Cachoeira e Demóstenes fabricaram a primeira denúncia do mensalão”, disse o ex-prefeito em entrevista ao 247. Para quem não se lembra, trata-se da fita em que um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 5 mil dentro da estatal. A fita foi gravada pelo araponga Jairo Martins e divulgada numa reportagem assinada pelo jornalista Policarpo Júnior. Hoje, sabe-se que Jairo, além de fonte habitual da revista Veja, era remunerado por Cachoeira – ambos estão presos pela Operação Monte Carlo. “O Policarpo vivia lá na Vitapan”, disse Ernani de Paula ao 247.
O ingrediente novo na história é a trama que unia três personagens: Cachoeira, Demóstenes e o próprio Ernani. No início do governo Lula, em 2003, o senador Demóstenes era cotado para se tornar Secretário Nacional de Segurança Pública. Teria apenas que mudar de partido, ingressando no PMDB. “Eu era o maior interessado, porque minha ex-mulher se tornaria senadora da República”, diz Ernani de Paula. Cachoeira também era um entusiasta da ideia, porque pretendia nacionalizar o jogo no País – atividade que já explorava livremente em Goiás.”
Segundo o ex-prefeito, houve um veto à indicação de Demóstenes. “Acho que partiu do Zé Dirceu”, diz o ex-prefeito. A partir daí, segundo ele, o senador goiano e seu amigo Carlos Cachoeira começaram a articular o troco. O primeiro disparo foi a fita que derrubou Waldomiro Diniz, ex-assessor de Dirceu, da Casa Civil. A fita também foi gravada por Cachoeira. O segundo, muito mais forte, foi a fita dos Correios, na reportagem de Policarpo Júnior, que desencadeou todo o enredo do Mensalão, em 2005.
Agora, sete anos depois, na operação Monte Carlo, o jornalista de Veja aparece gravado em 200 conversas com o bicheiro Cachoeira, nas quais, supostamente, anteciparia matérias publicadas na revista de maior circulação do País.
Até o presente momento, Veja não se pronunciou sobre as relações de seu redator-chefe com o bicheiro. E, agora, as informações prestadas ao 247 pelo ex-prefeito Ernani de Paula contribuem para completar o quadro a respeito da proximidade entre um bicheiro, um senador e a maior revista do País. Demonstram que o pano de fundo para essa relação frequente era o interesse de Cachoeira e Demóstenes em colocar um governo contra a parede. Veja foi usada ou fez parte da trama?
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O ato contra a comemoração do golpe de 1964

Dia 29/03/2012 (quinta feira)
Local: Em frente ao Clube Militar, na Cinelândia.
Av. Rio Branco, 251 - Rio de Janeiro
Horário: 14 horas
No primeiro vídeo, o cineasta Silvio Tendler convoca a população para o ato.
No segundo, 15 filhos de guerrilheiros brasileiros falam de suas vidas durante a ditadura.
Por último, um video-documentário sobre a imprensa na ditadura. 




Veja, Demóstenes e o caso Francisco Escórcio

 
“No momento em que o senador Demóstenes Torres pede aos seus pares - e a Renan Calheiros - para não ser julgado politicamente, um dos capítulos de sua parceria com a revista Veja: o caso Francisco Escórcio. Revela bem os métodos utilizados, posteriormente, no caso do grampo sem áudio.
Coube a Demóstenes, em combinação com a revista, deflagrar a manipulação, ao dizer que tinha sido informado - por telefonema de Pedrinho Abrão - sobre as intenções de Escórcio de filmar  Torres e Marconi Perillo no hangar.
Nas investigações posteriores, Abrão negou peremptoriamente e informou que a razão do telefonema foi outra. De nada adiantou: mais um falso escândalo havia sido gestado na usina de Demóstenes e Veja.
Capítulo 1: cria-se a história de que assessor de Renan teria ido a Goiania espionar Demóstenes.
No auge das denúncias contra o então presidente do Senado Renan Calheiros, Veja(edição 2029, 10 de outubro de 2007) publica que Francisco Escórcio, assessor de Renan, foi a Goiânia montar um esquema de espionagem contra os senadores Demóstenes Torres (DEM) e Marconi Perillo (PSDB).
A testemunha chave seria o empresário e ex-deputado Pedrinho Abrão, a quem Escórcio teria pedido para filmar embarques dos dois senadores no hangar da empresa de Abrão. O pedido teria sido feito na presença de dois advogados, Heli Dourado e Wilson Azevedo.
Só no último parágrafo da matéria se descobre que nem os advogados nem o empresário confirmam a denúncia: " Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião", diz a revista.
A matéria "O jogo sujo de Renan Calheiros" (http://veja.abril.com.br/101007/p_060.shtml) é assinada, no alto, pelo chefe da sucursal. Policarpo Junior, e no pé, pelo repórter Alexandre Oltramari, que viria a ser assessor de Perilo na eleição de 2010. O avalista principal é Demóstenes Torres.
Capítulo 2: Folha compra a história e repercute, apesar dos desmentidos das testemunhas
Naquele mesmo fim de semana, a Folha de S. Paulo compra a história da revista e ouve um dos advogados citados: Heli Dourado conta que recebeu Escórcio para tratar de processos políticos do Maranhão (foi ele quem redigiu a representação, acolhida um ano depois pelo TSE, que levou à cassação do governador Jackson Lago, adversário de José Sarney, que é o padrinho político de Escórcio).
Dourado diz também que foi Pedrinho Abrão, e não Escórcio, quem falou em filmar Perilo:"E aí o Pedrinho Abrão disse que o senador Marconi Perillo sempre saía do hangar dele e que, se [Escórcio] quisesse, podiam fotografar, filmar ele [Perillo] entrando e saindo", contou Dourado.
A matéria da Folha (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u334551.shtml) não informa se a sugestão teria sido aceita, mas afirma no título: "Assessor de Renan tratou de espionagem, diz advogado"
Matéria Completa, ::Aqui::
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terça-feira, 27 de março de 2012

O papa e Fidel

Líder católico se encontra em Havana com Raúl Castro e “seus familiares” e, do alto de seu trono de monarca absoluto, fala em ajudar país na transição para democracia. Foto: Osservatore Romano/AFP.

Por Wálter Maierovitch

Hoje, em Havana e no ‘Palacio de la Revolucion’, o papa Ratzinger encontrará Raúl Castro e os “seus familiares”, diz o comunicado oficial de imprensa distribuído aos jornalistas.
Como já consignei neste espaço, estará presente Fidel Castro, que foi aluno de colégio jesuíta e que revisita questões teológicas como revelou, tempos atrás em entrevita, o seu amigo frei Beto.
Castro tem grande admiração por Cristo, o maior de todos os revolucionários. Lógico, por ter sido Cristo um revolucionário perfeito. O seu único ato de violência, sem lesões ou torturas, representou um desabafo contra a hipocrisia e ficou conhecido ‘ira santa’. A formação de Castro não pesou na Constituição cubana que coloca o Estado como comunista e ateu.
Em 1998, o papa Wojtyla, na viagem a Cuba, foi recebido por Fidel, num encontro entre chefes de estados, ou seja, de Cuba e do Vaticano.
O encontro, há 14 anos, surpreendeu e, passado o tempo, pode-se concluir que  resultou numa abertura mais profícua em direção à liberdade religiosa na Ilha.
Fidel conhecia o anticomunismo presente no ‘DNA’ de Wojtyla e do seu papel fundamental na derrubada do Muro de Berlim. Mas, num jogo político, o líder cubano tinha também um invejável currículo, este de resistência ao imperialismo norte-americano.
Nesse jogo, contaram até os detalhes e Fidel mostrou-se esmerado. Por exemplo: Wojtyla, — e o mesmo ocorreu com Ratzinger—, começou a visita por Santiago. Conta a história que a “Revolução Cubana” começou ali, com o ataque em 26 de julho de 1953 ao quartel Moncada. Essa ação não teve êxito imediato e foi executada por um grupo de rebeldes comandado por Fidel Castro.
Serviu, no entanto, para o corrupto ditador cubano Fulgêncio Batista, mantido pelos EUA e pela Cosa Nostra siculo-americana, começar a fazer as malas, acertar com Franco o exílio dourado na Espanha e se apropriar de fortunas pertencentes ao povo.
Ratzinger, especialista em homéricas trapalhadas no seu pontificado reacionário, poderá, a qualquer momento, pisar na bola e deixar o cardeal de Havana, Jaime Ortega, sem sustentação.
Ontem, em Santago, o papa Ratzinger conseguiu fazer, para a alegria dos diplomatas de batina, a lição de casa. Saudou, além dos fiéis, todos os habitantes “desta bela ilha”. E saudou, também, “todos os cubanos onde quer que se encontrassem”. Com isso, alertam os vaticanistas que acompanham Ratzinger na viagem, o papa deu um recado, pois englobou os exilados, os presos políticos e as dissidentes Damas de Branco, que anunciaram 150 prisões às vésperas da chegada do pontífice.
Ratzinger deixará Cuba amanhã na parte da tarde, depois de uma celebração na ‘Plaza de la Revolución” e já destacou que muitas questões merecerem avanço nas relações bilaterais.
Pano rápido. Ratzinger falou em ajudar nessa fase de passagem, “sem traumas”, para a democracia. Do alto do seu trono de monarca absoluto e já com experiência de quem reprimiu os adeptos da Teologia da Libertação, Ratzinger, efetivamente, terá muito a ajudar.
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MICROFONE ABERTO VAZA CONVERSA ENTRE OBAMA E MEDVEDEV


OBAMA E MEDVEDEV CONVERSAM SEM SABER QUE SEUS MICROFONES ESTAVAM LIGADOS (FOTO: AGÊNCIA EFE)

O Presidente americano Barack Obama passou por uma saia justa nesta terça-feira (27/03) na Coréia do Sul, onde participa de um encontro para discutir uma política de utilização da energia nuclear. Sem saber que o seu microfone estava ligado, Obama pediu ao presidente russo Dimitri Medvedev, que esperasse até o fim das eleições para discutir a política antimísseis. "É minha última eleição, depois terei mais flexibilidade", disse o presidente americano.
O ato foi imediatamente usado pelos republicanos que agora acusam o presidente americano de ocultar suas intenções com a Rússia. Mitt Romney, pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, disse que a "ideia do presidente é planejar e fazer acordos com a Rússia, mas que ele não revelará isso a população antes das eleições, o que é muito alarmante".
Romney afirmou que a Rússia está alinhada com "os piores atores" quando o assunto é política nuclear e definiu o país como o "inimigo geopolítico número um" dos EUA.
O pré-candidato republicano lembrou a relevância que os russos têm por serem membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e por ter poder nuclear em massa. Para Romney, a ideia de uma maior flexibilidade com a Rússia é "muito preocupante".
Horas antes que os microfones captassem seu pedido a Medvedev, em discurso em Seul, Obama lançou uma proposta de diálogo com a Rússia para uma redução de armamento nuclear mais drástica. Segundo o presidente, a defesa antimíssil deveria ser "uma área de cooperação, não de tensão".
A Rússia se opõe aos planos americanos de desenvolver um escudo de defesa antimísseis na Europa. Esse escudo foi anunciado originalmente por George W. Bush, antecessor de Obama, que o modificou e assegurou que seus planos têm como objetivo proteger a Europa de um possível ataque por parte de nações hostis.
(Com informações da Agência EFE)
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Gilberto Gil contesta Odebrecht por uso comercial da Tropicália: "Recuso a homenagem"

Depois de Tom Zé e Caetano Veloso, o compositor Gilberto Gil entra com notificação contra Odebrecht. Uso do nome Tropicália em condomínio de luxo, em ...
Depois de Tom Zé e Caetano Veloso, o compositor Gilberto Gil entra com notificação contra Odebrecht. Uso do nome "Tropicália" em condomínio de luxo, em Salvador, provoca contestação de tropicalista. 
 
Claudio Leal/Terra Magazine 
 
O enfrentamento dos tropicalistas com a Odebrecht Realizações Imobiliárias caminha para um confronto judicial. Depois de manifestar apoio a Caetano Veloso, o primeiro a contestar o uso do nome "Tropicália" e de suas músicas num condomínio de luxo em Salvador, o compositor Gilberto Gil enviou uma notificação à construtora. Na carta dirigida a Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da Odebrecht, Gil afirma que, além de dispensar, recusa a homenagem.
- Fiz parte do movimento tropicalista, e tanto quanto meus amigos Caetano, Tom Zé, Rita Lee, e demais membros da Tropicália, além de César Oticica, representante do Projeto Oiticica, agradeço e dispenso a homenagem. Mais ainda, recuso a homenagem, por não entendê-la nesse sentido, e ratifico o pedido feito a V. Sa. de que reveja essa V. decisão e mude o nome do condomínio e de seus prédios.
O ex-ministro da Cultura critica a postura da empresa de insistir em associar o condomínio fechado ao Tropicalismo:
- As declarações emanadas de V. empresa, manifestando seu entendimento do que seja "direito" - que, evidentemente, não encontra guarida real - colide com o entendimento geral do que seja ético. - crava Gilberto Gil.
Caetano, Tom Zé e os herdeiros de Oiticica já manifestaram à empreiteira baiana o descontentamento com a "homenagem". Localizado no bairro litorâneo de Patamares, o luxuoso "Tropicália" oferece vista para o mar e está ao lado do parque ecológico de Pituaçu. As coberturas das torres, com 305,96 m², contam com quatro suítes, gabinete e quarto de empregada, além de vagas para veículos. "Se este lugar fosse uma canção, o refrão seria: Viver, Viver, Viver", diziam os folhetos promocionais. "Onde o Divino encontra o Maravilhoso", acrescia a propaganda.
A Odebrecht é acusada de fazer "uso comercial" do Tropicalismo. "Manifesto-me aqui, como membro do movimento tropicalista e artista da música brasileira, para requerer aos senhores que cessem o uso indevido dos nomes das obras artísticas que foram e são referência no cenário artístico nacional e internacional, posto que tal uso, além de não autorizado, vai contra toda a filosofia desse movimento, cujos participantes jamais autorizariam vincular sua obra a um empreendimento imobiliário desse porte", reagiu Tom Zé em sua notificação.
Numa nota de esclarecimento, em 27 de fevereiro, a Odebrecht Realizações Imobiliárias relatou que seu objetivo "foi o de referendar um importante movimento artístico, de grande representatividade na Bahia e no Brasil". E ponderou: "Foram feitas as devidas consultas prévias ao INPI, órgão competente, e ficou constatado que não há impedimento para o uso do nome 'Tropicália' em um empreendimento imobiliário. Vale destacar ainda que o termo Tropicália figura como nome de vários produtos, serviços e estabelecimentos no pais. Por fim, é importante ressaltar que a OR não utilizou, tampouco sugeriu nem autorizou o uso dos nomes dos integrantes do movimento para promover o empreendimento."
A interpretação jurídica é questionada. "Se a construtora queria de fato referendar o movimento tropicalista deveria começar por respeitar a vontade de seus criadores", rebateu Caetano Veloso, em entrevista a Terra Magazine. "Prefiro apelar para o bom senso de executivos da Odebrecht, uma empresa baiana, pedindo que retirem os nomes do movimento e das canções a ele ligadas. Não quero dinheiro nenhum deles", avisou Caetano.
Como não houve acordo, os artistas devem ingressar com um ação judicial contra a Odebrecht, sem pedir qualquer indenização - apenas a retirada do nome do movimento e de suas canções.
Na resposta à notificação de Caetano, a empreiteira historiou a origem do nome: "Por sugestão do cineasta Luis Carlos Barreto, o nome 'TROPICÁLlA' da instalação'penetrável' de Hélio Oiticica foi aproveitado para identificar uma música do disco 'CAETANO VELOSO'".
Os herdeiros de Oiticica, porém, encaminharam uma carta à construtora. Também recusam o batismo. "...Uma vez que V. Sas. invocaram Hélio Oiticica como o autor do nome 'TROPICÁLIA', o Projeto Hélio Oiticica vem informar-lhes que não autoriza e não concorda com o uso desse nome em V. empreendimento, notificando-os para que cessem imediatamente o seu uso indevido, a um por se tratar de prática de ato que atenta contra a ética e os princípios morais do respeito ao direito do artista, e a dois por tratar-se de uma apropriação indevida de uma obra com fim unicamente cultural, para auferir ganhos comerciais não autorizados", reprovou César Oiticica, irmão do artista.
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MMA, a barbárie

Gianni Carta (CartaCapital)

“Eles choram, cozinham, fazem faxina e conversam. São seres humanos como nós. É isso que The Ultimate Fighter, o novo reality sobre os lutadores de MMA (sigla para artes marciais em inglês) quer provar.
O reality é transmitido pela tevê Globo aos domingos à meia-noite. Os 12 remanescentes episódios servirão como um excelente substituto para soníferos. Pelo menos funcionou para mim na estreia, no domingo 25.
Inspirado no Big Brother Brasil, The Ultimate Fighter consegue ser ainda mais fastidioso. Isso porque vemos 32 brutamontes confinados numa casa no Rio de Janeiro. E não tem biquíni. E nem sexo – consta que ontem não houve nenhuma cena de duplas ou grupos se cobrindo com edredons nas suas camas.
Vai saber o que ainda vai rolar naquela casa.
Essas artes marciais envolvem jiu-jitsu e aqueles golpes de luta greco-romana nos quais os valentes lutadores, todos a expor seus torsos nus, ficam enroscados por longos períodos com objetivo de imobilizar o rival. Claro, há momentos mais viris em que trocam socos, cotoveladas, aplicam joelhadas e chutes.
Os 32 atletas do reality são divididos em dois grupos de 16, um capitaneado por Vitor Belfort, o outro por Wanderlei Silva. O prêmio será um contrato para lutar no UFC, o principal campeonato mundial de MMA.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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O Procurador Geral, o Senador e o bicheiro

Por L

A revelação das ligações do senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira lança uma sombra de suspeita sobre o procurador geral Roberto Gurgel.
Demóstenes foi elemento central na recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral, desempenhando papel bastante conhecido em assembléias de acionistas.
Nessas assembléias há um estratagema corporativo que consiste em canalizar as insatisfações dos minoritários para um deles. O sujeito esbraveja, fala alto e torna-se o líder da resistência contra os controladores. Depois, à medida em que a AGE avança, ele cede rapidamente aos argumentos dos controladores, esvaziando a reação dos demais.
Demóstenes desempenhou esse papel no processo de recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral.
Primeiro esbravejou, exigindo de Gurgel a abertura de processo contra Antonio Palocci, ameaçando não votar a favor da sua recondução ao cargo. Depois, recuou, disse que, infelizmente, as alegações de Gurgel - de que não havia nenhum elemento que comprovasse origem ilícita dos recursos de Palocci - eram corretas e só lhe restava acatar a lei.
Independentemente do mérito dos argumentos de Gurgel, os movimentos iniciais de Demóstenes lhe conferiram o papel de líder dos minoritários; e seu convencimento final matou toda a reação contra a indicação do Procurador Geral.
Poderia ser apenas um caso de um Senador procurador reconhecendo o mérito da alegação de outro, não fosse a circunstância de que Gurgel há dois anos estava sentado em cima de um inquérito que denunciava as ligações espúrias de Demóstenes com Cachoeira.
Demóstenes só chegou a essa posição de destaque no Senado, a ponto de ser figura chave na aprovação do Procurador Geral, graças à cobertura que recebia da revista Veja - que, por sua vez, se associou ao bicheiro Carlinhos Cachoeira em diversas denúncias. E foi graças a essa posição de destaque que Demóstenes tornou-se suspeito da mais grave armação contra as instituições desde o Plano Cohen: a farsa do grampo sem áudio.
É importante entender que essa promiscuidade mídia-político-criminoso - que não é generalizada na velha mídia, mas específica da revista Veja - não é apenas um caso de exorbitância jornalística: é algo que ameaça a própria normalidade institucional do país, abrindo espaço inédito para que o crime organizado ascenda aos mais altos escalões da República, constrangendo autoridades diversas. No caso Daniel Dantas, a revista fuzilou reputação de Ministro do STJ que havia confirmado uma liminar contra o banqueiro.
Até agora, apenas alguns blogs, isoladamente, têm atuado como contrapeso a esse poder avassalador de um jornalismo sem limites. Mas somos vítimas de uma judicialização da discussão - com torrentes de ações desabando sobre nós. Em nome de uma visão equivocada sobre os limites da liberdade de imprensa, o Judiciário é condescendente. Quando age, sempre é com enorme atraso, devido aos problemas processuais conhecidos. Os demais veículos se calam antes os abusos da Veja.
Gurgel terá que provar, daqui para diante, sua independência - e não propriamente em relação ao Executivo. E os poderes públicos - especialmente o Judiciário - terão que acordar para a realidade de que, hoje em dia, são reféns da escandalização praticada pelo mau jornalismo. E que a melhor maneira de defender a liberdade de imprensa é expurgar as práticas criminosas que se escondem debaixo do seu manto.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Ratos abandonam navio Demóstenes



 No Blog da Cidadania

Há anos que Demóstenes “30%” Torres vem sendo cultuado pela mídia, apesar de as suas relações perigosas com o crime organizado de Goiás serem do conhecimento até da Procuradoria-Geral da República e de toda a grande imprensa desde 2009.
Sempre foi enorme o prestígio de Demóstenes entre os mais bravios pit-bulls da imprensa golpista, que, depois de a porta ter sido arrombada, assumem ares de isenção ao divulgarem o que já não haveria mais como esconder.
O simbolismo que as relações escandalosas do senador do DEM de Goiás com o crime organizado encerram, é arrasador. Não houve dia, na última década, em que ele não aparecesse em destaque na Globo, na Veja, na Folha ou no Estadão acusando adversários ou sendo incensado.
Figurinha fácil nos blogs de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes ou Ricardo Noblat, entre outros, era sempre usado para atacar “a corrupção do PT” ou as cotas étnicas nas universidades, das quais, ao lado do sociólogo Demétrio Magnoli, é considerado o maior carrasco.
Agora, todo mundo acordou. Sabendo que a bomba estava para estourar, Globos, Folhas, Vejas, Estadões e seus blogueiros amestrados tiveram que expor o seu ex-darling  em seus noticiários.
Até o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sempre pronto a abrir investigações contra membros do governo do PT, só agora anuncia que pedirá abertura de inquérito ao STF. Por que não fez isso em 2009? Diz que aguardava o “resultado de outra investigação”…
Desde 2009?!! Não é muito tempo, senhor procurador-geral da República?
Por que só agora Veja, Folha, Estadão, Globo e seus blogueiros amestrados decidiram noticiar as “aventuras” de Demóstenes? Porque só agora a bomba estourou, ora.
Aliás, a postura laudatória a Demóstenes adotada até por seus adversários no Senado, inicialmente, mostra que o homem deve ser um arquivo vivo. Apesar de ter sido abandonado pela mídia, portanto, o mais provável é que seu caso seja abafado.

Simão Jatene chama governadores para ajudá-lo a manter a pobreza e a miséria da Amazônia

No Blog do Zé Carlos

 A reunião dos Governadores da Amazônia que Jatene organizou para hoje (25), bem ao seu estilo de jogar para platéia, fazendo cenário para mais uma peça publicitária, tem como pano de fundo a Conferência Rio+20. Jatene diz que vai aprovar uma carta de todos os Governadores para apresentar à reunião da ONU. O Governador só obtém sucesso com esse tipo de ato por conta da ignorância da maioria dos seus interlocutores.
A Rio+20 abordará dois temas:  
1. Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza;  
2. Governança ambiental mundial. Para discutir estes temas existe um primeiro documento, denominado esboço zero, sobre o qual devem os estados-membros da ONU e as organizações não-governamentais debruçarem-se, preparando emendas e sugestões. Leia aqui o documento oficial para Conferência: Esboço Zero.
No encontro de governadores, Jatene, na contramão da Rio+20, propõe discutir reforma tributária, infra-estrutura da região e questões ambientais. Nem um destes temas, exceto as questões ambientais, mas no âmbito da economia verde, cabe na reunião da ONU, simplesmente porque não discutem um modelo de desenvolvimento alternativo ao que vem sendo praticado por aqui e que nada tem haver com a economia verde.
O que Jatene parece querer e desejar é aumentar a arrecadação do Estado com intuito de fazer mais infra-estrutura, permitindo as mineradores, os pecuaristas e madeireiros escoarem nossas riquezas, sempre a custa de danos ambientais e sociais irreversíveis. Este foi um erro que cometemos no período da borracha e que agora continuamos a repeti-lo.
Jatene pousará, filmará, fotografará e a carta que for produzida, um texto, escrito de forma escorreita, pois submetido a muitas revisões, de nada servirá para mudar o nosso destino de estado refém da Companhia Vale do Rio Doce (será que o economista Simão Jatene também não é refém dessa Companhia?).
E por falar em Vale do Rio Doce quando é que o Estado cobrará a taxa mineral? Quando é que o Estado aplicará as regras de cobrança pelo uso dos recursos hídricos denunciada por Jader Barbalho em seu artigo?
O Pará, governador, não suporta mais tantos índices desfavoráveis.
Governador, com todo respeito, não estou aqui apenas para divergir da sua reunião, vá, fale com os Governadores sim, mas saiba que não nos enganou, pois este seu ato nada contribuirá para alinhar o Pará com os objetivos da Rio+20. Para corrigir os rumos, que tal chamar uma reunião como as instituições e organizações da sociedade civil para debater um novo modelo econômico para o Pará?
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BOA LEITURA



Por Thomaz Wood Jr. (Carta Capital)

A sacada foi de Tom McNichol, em texto veiculado no website da revista The Atlantic. Escreveu o autor: “Steve Jobs foi um visionário, um inovador brilhante que remodelou indústrias inteiras pela força de sua vontade, um gênio na capacidade de dar aos consumidores o que eles queriam, mas não sabiam que queriam. Ele foi também um babaca de primeira classe”.
Isso mesmo, leitor, o cultuado criador da Apple, super-herói dos negócios, fênix do empreendedorismo, mago dos produtos eletrônicos, foi, certamente, brilhante e carismático. Porém, revela a biografia escrita por Walter Isaacson, foi também petulante, rude e hipercontrolador.
Na empresa, humilhava seus funcionários e assumia o crédito pelo trabalho dos outros. Não era muito melhor na vida pessoal: estacionava seu carro em lugares reservados para deficientes e evitou reconhecer a paternidade de sua filha. Em suma, era uma contradição ambulante.
A leitura da biografia de Jobs, best seller em vários rincões do planeta, talvez estimule alguns babacas que se acham gênios a exteriorizar sua estupidez.
Quiçá, como sugere McNichol, a nova safra de livros de negócios nos brinde com títulos tais como: Os Sete Hábitos dos Babacas Altamente Eficazes, O Babaca-minuto ou Quem Foi o Babaca que Mexeu no Meu Queijo? Aos quais poderíamos acrescentar: O Monge e o Executivo Babaca, A Inteligência Emocional do Babaca e Babaquice para Dummies.
Apesar dos casos de Jobs e de outros gênios que se comportam frequentemente como babacas, contudo, não se pode afirmar que haja causalidade entre uma característica e outra.
Robert Sutton, um professor de gestão da -Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e autor de um livro sobre o tema – The No Asshole Rule: Building a civilized workplace and surviving one that isn’t –, acredita que a presença de idiotas na empresa envenena o ambiente e induz à saída de bons funcionários.
Sutton define idiotas como indivíduos que propositalmente fazem seus colegas se sentirem mal sobre si mesmos, hostilizando especialmente os mais fracos.
Então, se idiotas, estúpidos e congêneres são ruins para o ambiente organizacional e para os negócios, como explicar o caso Jobs? E como explicar dezenas de outros casos? De fato, é difícil encontrar uma organização que não tenha pelo menos um babaca na diretoria, eventualmente no posto de primeiro executivo.
Certo nível de babaquice é natural e aceito. Somos frequentemente tolerantes em relação às excentricidades e excessos de amigos e colegas. E eles com os nossos. Nas empresas, o nível de tolerância à babaquice aumenta com a distância relativa entre o babaca e o tolerante (primeiro axioma).
Presidentes são modestos babacas com seus diretores, mas podem ser tornar tremendos babacas com gerentes juniores.
Além disso, menor o nível na pirâmide, maior o nível exigido de tolerância (segundo axioma). Na base, encontra-se o hipertolerante estagiário, que atura a babaquice de todos acima dele e só consegue ser babaca com seu irmão mais jovem, ou com seu cachorro. Mas o seu dia de glória chegará.
Devemos aceitar que nem todos os estúpidos são estúpidos em tempo integral. Os babacas mais experientes aprendem a dosar sua babaquice para obter o melhor efeito. Alternam momentos de fúria intimidadora com outros de relativa ternura, para cativar os corações mais sensíveis e sossegar os estômagos mais frágeis. Quando no topo, costumam contar com ajudantes de ordem, que limpam os destroços que deixam no caminho. Além disso, a estupidez pode ter ao menos uma vantagem: ajudar a fazer o paquiderme corporativo andar, enfrentando grupos de poder e desafiando o status quo.
Pergunta-chave: qual será o efeito da canonização de -Jobs e da popularidade de sua biografia? McNichol não acredita que a nova bíblia dos negócios afete o -comportamento de gestores de nível médio, de temperamento equilibrado. O mais provável é que torne patrões que já são estúpidos -ainda mais estúpidos, piorando o -clima em suas empresas.
O autor toca um ponto importante. Livros de negócios, especialmente os mais populares, não são comprados para ser lidos. Eles servem principalmente para adornar estantes e garantir ao comprador algumas “tiradas” para conversas de corredor.
O conteúdo é quase sempre óbvio e o sucesso vem do eco que provoca nas estepes desoladas das mentes dos executivos: “Puxa, é exatamente o que eu penso!”
Nesse sentido, a premonição de McNichol deve ser considerada com seriedade.
A -eventual leitura, dinâmica e seletiva, da biografia de Steve Jobs pode captar apenas os vícios do personagem, ajudando a justificar e promover os vícios similares do babaca leitor. Preparai-vos, tolerantes do mundo!
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Ronaldinho Gaúcho torra R$ 30 mil em festa

Ronaldinho Gaúcho torra R$ 30 mil em festa
Comemoração dos 32 anos do jogador aconteceu numa suíte de motel e durou cinco dias 
 
247  - Ronaldinho Gaúcho não economizou para hora de festejar seu aniversário. O jogador do Flamengo alugou uma suíte de um famoso motel no Rio de Janeiro, por cinco dias seguidos, para comemorar seus 32 anos em alto estilo. Para isso, desembolsou R$ 30 mil, informa o jornal Extra. A festa, repleta de amigas do jogador, rolou solta, sem hora para começar e muito menos para acabar. 
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Como Veja construía a imagem de Demóstenes

Não haverá mais como impedir a abertura das comportas: a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, sobre as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, chegou até a revista Veja.
As gravações efetuadas mostram sinais incontestes de associação criminosa da revista com o bicheiro. São mais de 200 telefonemas trocados entre ele e o diretor da sucursal de Brasilia Policarpo Jr.
Cada publicação costuma ter alguns repórteres incumbidos do trabalho sujo. Policarpo é mais que isso.
epois da associação com Cachoeira, tornou-se diretor da sucursal da revista e, mais recentemente, passou a integrar a cúpula da publicação, indicado pelo diretor Eurípedes Alcântara. Foi um dos participantes da entrevista feita com a presidente Dilma Rousseff. Nos telefonemas, Policarpo informa Cachoeira sobre as matérias publicadas, trocam informações, recebe elogios.
Há indícios de que Cachoeira foi sócio da revista na maioria dos escândalos dos últimos anos. 

Por Luis Nassif

O senador Demóstenes Torres tornou-se dos mais influentes parlamentares da República exclusivamente graças à Veja. Seu poder de fogo consistia em criar reputações e, depois, ser acompanhada pelos jornalões que toparam ir a reboque dela.
Foi assim que transformou José Roberto Arruda no melhor administrador do país e Demóstenes no Mosqueteiro do Bem.
Aqui, a entrevista de Páginas Amarelas com ele e, na edição seguinte, os panegíricos da Carta dos Leitores.

Entrevista DEMÓSTENES TORRES - VEJA  - GUSTAVO RIBEIRO

O combativo parlamentar diz que o Congresso age bovinamente, o TCU está sob fogos e os promotores cansados, situação que põe em risco o estado de direito no Brasil
Em seu segundo mandato de senador, Demóstenes Torres (DEM-GO) não nega o rótulo de direitista. ao contrário de muitos parlamentares.
O ex-procurador de Justiça ganhou notoriedade pela contundência com que critica o avanço do Executivo sobre as prerrogativas do Congresso e pela defesa aberta de bandeiras consideradas conservadoras e impopulares. Com o mesmo vigor com que levanta a voz contra o governo. também combate a política de cotas raciais para o ingresso nas universidades e a expansão irrestrita de programas assistencialistas. como o Bolsa Família. Líder do DEM no Senado, Demóstenes defende a ideia de que a profunda crise pela qual passa o partido - com seu pior desempenho nas urnas, no ano passado, e a migração de parlamentares para o recém-criado PSD de seu ex-correligionário Gilberto Kassab - deve servir de gatilho para a afirmação da legenda como representante da parcela conservadora da sociedade.

O congresso tem sido palco de sucessivos escândalos. Ainda assim, não há iniciativas para eliminar as más práticas. Por quê?

Antes do mensalão, ainda havia certo pudor dos parlamentares em abrir investigações. quebrar sigilos e dar uma satisfação ao eleitor. Foram tantas as CPIs que o governo impediu que tivessem qualquer resultado prático que o Parlamento se acomodou e hoje é diretamente mandado pelo Poder Executivo. E não é só por causa do reduzido número de parlamentares na oposição. E porque realmente os congressistas não querem apurar a conduta de nenhum colega e não querem fiscalizar o governo. Vivemos um momento crítico, de total submissão. De um lado temos o Executivo mandando por meio de medidas provisórias, e de outro o Congresso sem cumprir sua obrigação, a ponto de a quase totalidade das leis aprovadas ter origem no Palácio do Planalto. No fim das contas. o Congresso se comporta bovinamente. 

Se o Executivo menospreza o Congresso, não seria porque os próprios parlamentares se apequenaram?

Sem dúvida. Podemos mudar toda a Constituição, à exceção das cláusulas pétreas, e deveríamos mudar o rito das. MPs. O governo perdeu o pudor de editar MPs absurdamente inconstitucionais, sem urgência ou relevância e que, em uma mesma peça, abarcam vários temas sem nenhuma relação entre si. A MP se tornou a única forma de o Executivo se relacionar com o Parlamento.”
Entrevista Completa, ::Aqui::
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CHARGE



Ao vencer prévias, Serra sofre sua maior derrota

Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho
 
“Foi por muito pouco. No final da tarde deste domingo, ao ser anunciado o resultado oficial das prévias do PSDB para escolher seu candidato a prefeito de São Paulo, o ex-tudo José Serra ganhou a indicação do partido. Ganhou, mas, ao mesmo tempo, sofreu a maior derrota política da sua longa carreira de quase meio século.
Serra recebeu 52% dos votos dos militantes tucanos _ ou seja, quase metade do PSDB votou contra a sua candidatura a prefeito. A rejeição ao seu nome no próprio partido foi bem maior do que aquela apontada no eleitorado paulistano em geral, que registrou 30% de paulistanos que não votariam nele na última pesquisa divulgada pelo Datafolha.
Os surpreendentes 31% dos votos conquistados por José Anibal e outros 16% por Ricardo Tripoli mostraram que o PSDB entra rachado nesta disputa, apesar do apoio dado a Serra por todos os grandes caciques tucanos, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador Geraldo Alckmin. Todos foram vencedores e saíram derrotados das prévias do partido pelos militantes anônimos que contestaram a liderança dos velhos donos da sigla.
Dos 20,5 mil filiados aptos a votar, apenas 6,2 mil compareceram, o que mostra o desânimo nos arraiais do maior partido da oposição no plano federal e o mal estar provocado pela demora de Serra em se inscrever nas prévias, depois do prazo estabelecido pelo diretório municipal.”
Foto: Thiago Teixeira/AE
Matéria Completa, ::Aqui::
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sábado, 24 de março de 2012

ALÔ ALÔ ALÔ JATENE ! ALÔ PARAZINHO !!

 No Blog da Franssi

A Celpa cancelou todo o seu cronograma de manutenção da rede de distribuição de energia elétrica. Em todo o Pará, todos os dias, transformadores estouram e não são substituídos; quando muito, são consertados na base da gambiarra. O município de Breves, no arquipélago do Marajó, ficou 30 horas seguidas sem energia elétrica, sem telefone e sem água. O linhão caiu às 19h do último dia 22 e o abastecimento só retornou hoje, 1 h da madrugada.
O governo Tucano do Pará, que privatizou a Celpa, se limitou a por um nome de sua confiança como administrador judicial da empresa, e espera em berço esplêndido transcorrer o prazo para apresentação do plano de recuperação. A Eletrobrás, que no resto do Brasil assumiu as empresas na mesma situação, não está sendo cobrada como deveria.
Enquanto isso, nós, consumidores, que pagamos literalmente a conta de tudo, estamos no limbo. E o pior é a sinalização de que a Celpa pode ficar sob a jurisdição da Cemar – Companhia Energética do Maranhão -, não por acaso na terra natal do ministro das Minas e Energia e do senador José Sarney, que já tem sob a jurisdição da Codomar – Cia. Docas do Maranhão – todas as hidrovias do País. É só o que falta. Quero ver quando é que o governador Simão Jatene e os parlamentares do Pará vão acordar. Espera-se que não seja tarde demais.
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