sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

ENQUANTO OS POVOS INDIGENAS PREPARAM AÇÕES PARA ANULAR ATOS DE BOLSONARO...MADEIREIROS INVADEM TERRAS INDÍGENA EM URUARÁ


Um grupo de madeireiros avançou sobre a terra indígena Arara, localizada nos municípios de 
Uruará e Medicilândia, no Pará. A situação, ocorrida ontem (3) é tensa e há riscos de conflitos 
entre os invasores e os indígenas que vivem na região próxima à rodovia Transamazônica, a 
BR-230. A invasão foi confirmada pela diretora de proteção territorial da Fundação Nacional 
do Índio (Funai), Azelene Inácio. “Estamos acompanhando a situação. Uma equipe de 
servidores locais da Funai já foi deslocada para a área”, disse. Uruará e Medicilândia são 
municípios paraenses vizinhos a Altamira, onde está em construção a hidrelétrica de Belo 
Monte. Nos últimos anos, a região tem sido alvo constante de inva sões por madeireiros e 
grileiros, por conta do grande volume de madeiras nobres que a área ainda possui. As terras 
indígenas são, atualmente, os principais alvos dos invasores por serem aquelas que detêm as 
florestas mais preservadas.

APIB promete denunciar governo Bolsonaro e agronegócio brasileiro nos quatro cantos do 
mundo. (Divulgação)
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) protocolou nesta quinta-feira (3) uma 
representação junto à Procuradoria Geral da República pedindo que a Procuradora Raquel 
Dodge ingresse com uma ação judicial para suspender o Art. 21, inciso XIV e seu parágrafo 
2º, inciso I, da Medida Provisória n. 870, de 1º de janeiro de 2019, referente à atribuição do 
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para identificar, delimitar e efetuar o 
registro de terras indígenas tradicionalmente ocupadas.
Na representação, a APIB afirma que a MP afronta o Art. 6º, da Convenção nº 169 sobre 
povos indígenas e tribais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), promulgada pelo 
Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004, bem como o Art. 1º do Decreto n. 1.775/96, Art. 
19 da Lei n. 6.001/73 e Arts. 1º e 4º do Decreto n. 9.010/2017.
Além disso, solicita a instauração de Inquérito Civil com o objetivo de investigar e monitorar 
os atos e processos administrativos de demarcação de terras indígenas que irão tramitar no 
âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bem como apurar eventual 
responsabilidade administrativa atentatória à moralidade administrativa, à democracia e 
ofensa aos direitos culturais dos povos indígenas, com fundamento no Art. 129, inciso V, da 
Constituição de 1988.
A APIB também recomendou que cada estado organize o ingresso de uma ação popular 
requerendo a nulidade dos atos praticados pelo governo de Jair Bolsonaro que “destroi 
praticamente toda a política indigenista brasileira”. Na próxima segunda-feira, o Conselho 
dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul deve se reunir para definir a estratégia das 
ações no Estado contra as medidas do governo Bolsonaro, subordinando a política 
indigenista aos interesses do agronegócio. Em nota divulgada nesta quinta, a APIB anuncia 
que pretende resistir e denunciar as intenções do governo Bolsonaro e da bancada ruralista 
em todo o mundo:
“Bolsonaro e os coroneis da bancada ruralista sabem que, para colocar mais terras no 
mercado, vão precisar inviabilizar a demarcação de terras indígenas, quilombolas, 
assentamentos de Reforma Agrária e unidades de conservação. Não vamos hesitar em 
denunciar este governo e o agronegócio aos quatro cantos do mundo. Estamos dispostos a 
defender os nossos modos de vida, a nossa identidade e os nossos territórios com a nossa 
própria vida”, disse ainda a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. 
leia a carta

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Documentário “A Facada no Mito” é impressionante e exige resposta da PF

Ao terminar de assistir “A Facada no Mito” quero dizer que ficou abalada a minha convicção 
inicial de que era impossível o atentado a Bolsonaro ter sido uma armação.
Por Renato Rovai
A partir de uma matéria originalmente publicada na Rede Brasil Atual cai no canal do YouTube 
“True or Not” que foi criado apenas para divulgar o documentário anônimo “A Facada no Mito”. A 
primeira impressão é de que assistiria a um vídeo amador mal feito e que não mereceria qualquer 
credibilidade. Vamos dizer que há meia verdade na minha primeira impressão.
O documentário é de fato amador, provavelmente feito por pessoas sem formação em audiovisual ou 
jornalismo. Não é narrado. É baseado em imagens do dia do atentado a Bolsonaro, acompanhado de 
música e textos que questionam o que de fato aconteceu.
A questão é que mesmo sendo totalmente amador, o vídeo conduz quem assiste a uma série de 
dúvidas sobre o tal atentado e merece ser tratado como um novo objeto nas investigações acerca do 
que ocorreu naquele 6 de setembro.
Sua tese central é de que o atentado foi uma grande armação. Muita gente já achava isso naqueles 
dias. E o jornalista que escreve nunca deu bola para essa suspeita, entre outras coisas, porque 
fabricar um atentado envolvendo hospitais não me parece algo possível.
Ainda acho a hipótese muito improvável, mas ao terminar de assistir “A Facada no Mito” quero 
dizer que minha convicção inicial ficou abalada. E que a partir de agora considero importante que a 
sociedade tenha respondida uma série de questões realizadas pelo documentário.
Porque entre outras coisas, o vídeo mostra cenas de uma primeira tentativa de ataque de Adélio 
Bispo que teria sido assistida por vários dos seguranças de Bolsonaro. E que teria ocorrido após uma 
contagem regressiva de um deles com os dedos de uma das mãos que começa cheia, com cinco 
dedos e vai diminuindo um a um até chegar no zero. Momento em que Adélio parte para o ataque.
Essas pessoas que estão o tempo todo próximas a Adélio são marcadas em atos suspeitos no vídeo e 
parecem de fato terem agido em conjunto com ele. No momento da segunda tentativa de agressão, 
que foi a que teria ferido Bolsonaro, são elas que prendem Adélio e a protegem de ser agredido e 
morto ali no local da ação.
Além de mostrar um a um esses supostos envolvidos, o vídeo também aponta contradições em 
relação ao ferimento e à faca que foi apontada como a usada. E defende a tese de que o instrumento 
utilizado não seria o apresentado, mas sim um “folding Knife”, uma faca dobrável. E que por isso 
não há sangue no ferimento, já que a facada não teria ocorrido.
Os argumentos e as cenas apresentadas por incrível que possa parecer fazem muito sentido. Mas não 
explicam algo fundamental, se o evento foi produzido com tanta gente envolvida por que até agora a 
armação não veio à tona?
De qualquer maneira, há uma outra questão que o documentário chama atenção e que não havia sido 
tratada com importância devida.
No dia do atentado um fotógrafo do jornal Tribuna de Juiz de Fora, Felipe Couri, estava produzindo 
imagens. No exato momento em que Bolsonaro é atacado ele teve sua atenção desviada e não 
conseguiu fazer a foto que provavelmente o levaria a ganhar prêmios de jornalismo, mas mesmo 
assim foi retirado do local por um segurança de Bolsonaro de forma agressiva.
O jornal Tribuna de Juiz de Fora registrou o fato da seguinte forma:

A matéria pode ser lida neste link.
É imprescindível que a Polícia Federal responda as questões apresentadas no vídeo. E que as pessoas 
citadas como parte da ação de Adélio Bispo venham a público dizer o que ocorreu naqueles minutos 
entre o primeiro ataque, o segundo ataque e a prisão do esfaqueador.
Sem essas respostas, o atentado a Bolsonaro entra para o rol daqueles eventos em que a gente nunca 
sabe direito se ocorreu da forma como se diz.
É imprescindível que a Polícia Federal responda as questões apresentadas no vídeo. E que as pessoas 
citadas como parte da ação de Adélio Bispo venham a público dizer o que ocorreu naqueles minutos 
entre o primeiro ataque, o segundo ataque e a prisão do esfaqueador.
Sem essas respostas, o atentado a Bolsonaro entra para o rol daqueles eventos em que a gente nunca 
sabe direito se ocorreu da forma como se diz.

A PARANOIA DAS CORES DE BOLSONARO: CONTRA A AMEAÇA COMUNISTA TROCA AS CADEIRAS VERMELHAS PELA AZUIS NO ALVORADA E A MINISTRA LOUCA DAMARES DIZ QUE NOVA ERA COMEÇOU: MENINO VESTE AZUL E MENINA VESTE ROSA


Vermelho, azul, cor de rosa… Por quê Bolsonaro e sua ministra Damares têm tando medo das 
cores? As cadeiras vermelhas do Palácio da Alvorada foram trocadas por azuis, alterando o 
projeto original. Imaginem quando contarem para o presidente que o arquiteto Oscar 
Niemeyer, que projetou todos os grandes palácios de Brasilia, era um comunista fervoroso. 
A capital vai voltar pro Rio de Janeiro… E Depois do Motorista.... Bolsonaro vai decretar 
que Cor do Brasil vai ser Laranja !!!  ...KKKKKK.....

Em mais um gesto populista, há apenas três dias no governo, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou
ainda estar em ritmo de campanha eleitoral. Ao invés de ditar rumos com propostas concretas para o 
país, o capitão da reserva insiste, assim como fez em seu discurso de posse, na narrativa de que há 
uma “ameaça socialista” e que, por isso, se empenhará e dará, se preciso, o próprio sangue para que a 
bandeira do Brasil jamais seja vermelha.
Para combater o socialismo e a ameça que nunca existiu, Bolsonaro brinda seus eleitores mais 
raivosos com ações que vão da incitação a violência, passando pela intolerância e até mesmo gestos 
que beiram a infantilidade, como o desta quinta-feira (3): as cadeiras vermelhas do Palácio do 
Alvorada foram trocadas por cadeiras de cor azul.
Se a substituição das cadeiras no Alvorada e o jargão “a nossa bandeira jamais será vermelha” estão 
no campo do simbolismo, outras ações de perseguição política são práticas. Uma delas foi a 
exoneração de 320 servidores em cargos comissionados que, de acordo com o ministro da Casa 
Civil, Onyx Lorenzoni, faz parte da “despetização” que será promovida pelo governo Bolsonaro.
Além disso, também nesta quinta-feira (3), veio à público que militares farão sabatina ideológica 
com candidatos a cargos no novo governo. Aqueles que tiverem ideias consideradas “petistas” ou 
“socialistas”, naturalmente, não terão a menor chance de serem contratados.
Vídeo que circula nas redes sociais nesta quinta-feira 3 mostra a nova ministra da Mulher, 
Família e Direitos Humanos do governo Bolsonaro, Damares Alves, afirmando que começa 
agora uma "nova era" no Brasil, onde "menino veste azul e menina veste rosa";
Assista:


A nova ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, diz que na “Nova Era” menino veste azul e menina veste rosa.
De camisa rosa, Haddad ironiza fala 
de Damares Alves: “Foi mal!”

A escolha do livro pro Haddad também foi uma forma de ironia, já que em seu discurso a ministra reforçou suas intenções de acabar com o que chama de “doutrinação ideológica” nas Educação.

VÍDEOS DO DIA: QUANDO A PARANOIA TOMA POSSE E OTÁRIO BONNER BATE CONTINÊNCIA

Se liga no canal Meteoro Brasil

OTÁRIO BONNER BATE CONTINÊNCIA 

Bolsonaro sobre Queiroz: “eu sei que vendia carro, fazia 
rolo”Assista o vídeo abaixo a partir do minuto 7.

Bolsonaro quer perdoar dívidas do agronegócio

Rombo nas contas públicas pode chegar a R$ 17 bilhões!
Bolsonaro reduz salário mínimo, mas garante que perdoará a 
O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça feira, 1º, decreto que reduz salário mínimo para R$ 
998, oito reais a menos do que o aumento previsto no orçamento enviado ao Congresso Nacional. 
(...) 
Obedecendo as regras estabelecidas no Governo do PT, em 2012, o governo Temer previa aumentar 
o salário mínimo para R$ 1.006,00.
Enquanto reduz o salário de milhares de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, Bolsonaro garante 
que perdoará dívida bilionária de ruralistas. Pelas contas da Receita Federal, será um impacto da 
ordem de R$ 17 bilhões aos cofres públicos.
O perdão desse rombo bilionário acumulado por produtores rurais e agroindústrias com o Fundo de 
Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) poderá ser realizado através da aprovação da Lei 
9.525/2017. De acordo com (...) o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio 
Nabhan Garcia, Bolsonaro garantiu que vai trabalhar para aprovar essa lei, anistiando os ruralistas.
“Conversei com o Bolsonaro esses dias na Granja do Torto e ele garantiu que vai cumprir sua 
promessa de campanha de que faria tudo para resolver o problema do Funrural, e resolver está muito 
claro o que é: aprovar a lei que isenta o pagamento retroativo”, disse Garcia (...)

CENSURA: BOLSONARO DECRETA CALA-BOCA NO COAF!

O Palácio do Planalto ganhou iluminação laranja em novembro de 2015, como parte de uma 
campanha mundial da ONU Mulheres. Por qual outro motivo seria? Nem presidente do 
Conselho pode comentar o caso Queiroz!
Bolsonaro impõe censura ao Coaf e proíbe servidores e até 
presidente do órgão de comentar processos
Em um dos primeiros decretos de seu governo, assinado nesta terça-feira (1º), Jair Bolsonaro (PSL) 
impôs censura ao presidente, conselheiros e servidores em exercício do Conselho de Controle de 
Atividades Financeiras (Coaf), impedindo-os de manifestarem “em qualquer meio de comunicação, 
opinião sobre processo pendente de julgamento no Plenário”.
A censura, que consta no artigo 7º do Decreto 9.663, de 1º de Janeiro de 2019, não existia no estatuto 
anterior do órgão, assinado em 8 de outubro de 1998 pelo então presidente Fernando Henrique 
Cardoso. O decreto também [proíbe] os servidores de “fornecer ou divulgar as informações de 
caráter sigiloso, conhecidas ou obtidas em decorrência do exercício de suas funções, inclusive para 
os seus órgãos de origem”.
O Coaf foi o órgão que identificou movimentações suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão, de Fabrício 
Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro 
(Alerj). Entre as movimentações, há o depósito de R$ 24 mil na conta da primeira-dama, Michelle 
Bolsonaro. (...)

FASCISMO: DEPUTADOS DO PT E PSOL TÊM GABINETES INVADIDOS ANTES DA POSSE DE BOLSONARO

14 parlamentares foram vítimas. Partidos querem saber quem deu a ordem!Imagens do 
gabinete de um dos deputados do PT, com gavetas reviradas e persianas parafusadas sem 
autorização.
Bancada do PT cobra explicações sobre invasão a gabinetes na 
Câmara
O líder da Bancada do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), cobrou da Presidência da Câmara nesta 
quinta-feira (3), explicações sobre a invasão em nove gabinetes de parlamentares do partido. A 
invasão ocorreu durante os preparativos e a posse do presidente Jair Bolsonaro, nesta semana. A 
entrada nos gabinetes não teve a autorização dos parlamentares e nem da liderança do partido.
Além do gabinete do líder Paulo Pimenta, foram invadidos os gabinetes dos deputados Josias Gomes 
(BA); Leonardo Monteiro (MG); Luiz Couto (PB); Odair Cunha (MG); Patrus Ananias (MG); Pepe 
Vargas (RS); Rejane Dias (PI) e Waldenor Pereira (BA).
Os funcionários dos gabinetes devassados informaram não terem recebido nenhum comunicado 
prévio, quer por telefone, e-mail ou método similar. Os parlamentares titulares de cada um desses 
gabinetes também informam o não recebimento de qualquer comunicado nesse sentido.
O mais grave, segundo relatou o deputado Odair Cunha, é que em seu gabinete além da invasão e do 
aparafusamento das janelas e persianas, mesas e gavetas foram revistadas. “Isso vulnerabiliza o 
Congresso Nacional em nome de uma ‘histeria coletiva de segurança”, criticou o parlamentar.
“Sob o pretexto de você não ter ‘snipers’ nas janelas, o que deveria ser impedido pela Polícia 
Legislativa, você admite que se invada gabinetes de parlamentares. Com isso, você pode inventar 
qualquer coisa! E a prerrogativa dos deputados? Quem garante que não colocaram ou tiraram coisas 
do meu gabinete?”, questiona Odair, que registrou a queixa na polícia da Câmara.
No documento encaminhado à Presidência da Casa, o líder Paulo Pimenta afirma que “diante da 
gravidade do que se relata, das imunidades e prerrogativas de que gozam cada um dos membros do 
Poder Legislativo e, também, da especial proteção jurídica atribuída aos escritórios profissionais (...), 
o líder da bancada quer saber o nome da autoridade que expediu a ordem de acesso aos gabinetes 
parlamentares; motivos para a referida ordem; e a relação de todos os gabinetes em que a ordem foi 
executada”. (...)
Em tempo: segundo a liderança do PSOL na Câmara dos Deputados, os gabinetes de cinco 
deputados do partido também foram invadidos: Chico Alencar (RJ), Gláuber Braga (RJ), Jean 
Wyllys (RJ), Ivan Valente (SP) e Luiza Erundina (SP). Todos os gabinetes ficam de frente para a 
Esplanada dos Ministérios.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

FARSA? ASSISTA

A 'NOVA POLÍTICA' BOLSONARO: VAI APOIAR VAI APOIAR O BOTAFOGO PRESIDENTE DA CÂMARA ...KKKKKK....


Em troca, Rodrigo Maia entregará a CCJ ao PSL
O presidente nacional do PSL, o deputado federal eleito Luciano Bivar (PSL-PE) se reuniu na manhã 
dessa quarta-feira, 2, em Brasilia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e fechou o 
apoio da bancada à reeleição dele para o comando da Casa. Em troca, Maia se comprometeu a 
entregar ao PSL o comando de duas comissões importantes, a CCJ (Comissão de Constituição e 
Justiça) e Finanças, além da 2ª vice-presidência da Câmara. "Maia se comprometeu a apoiar as 
pautas do governo Bolsonaro. O PSL vai ganhar o espaço que merece devido ao tamanho de sua 
bancada, disse Bívar (...)
Em 24h, Bolsonaro toma 17 medidas que prejudicam o povo 
brasileiro
Não foi preciso esperar mais que um dia para que o presidente da extrema-direita deixasse 
claro para quem governará: para elite, para os interesses do mercado e para o governo dos 
EUA
Menos de 24 horas depois de assumir o comando do país, Jair Bolsonaro já colocou em
prática seu projeto de país que coloca em risco o povo brasileiro, a liberdade da população
e a soberania nacional. Da posse até aqui, são ao menos 17 medidas podem agravar ainda
mais a crise iniciada após o golpe de 2016 e aumentar a violência contra pobres, negros e
das minorias que tanto atacou durante sua vida parlamentar.
As decisões vão desde a redução do salário mínimoprevisto para 2019 até a disposição
imediata para curvar-se aos interesses do governo dos EUA.
Confira as 17 medidas de Bolsonaro contra o Brasil:
1) Garfou 8 Reais do salário mínimo aprovado pelo Congresso;
2) Extinguiu Secretaria da Diversidade, Alfabetização e Inclusão do MEC, para reimplantar o
preconceito e impedir o ensino crítico;
3) Proibiu a Funai de demarcar áreas indígenas, que agora será feita pelo Ministério do
Agronegócio;
4) Anunciou liberação a posse de armas e disse que vai tornar esse “direito” vitalício;
5) Anunciou que vai impor a prisão de condenados em segunda instância, atropelando
STF;
6) Extinguiu os ministérios do Trabalho, da Cultura, das Cidades, Esportes e Integração
Racial;
7) Esvaziou a Comissão da Anistia, remetendo-a para o patético Ministério da Damares;
8) Liberou as chefias do Itamaraty para nomeações políticas, quebrando uma tradição
secular da diplomacia profissional brasileira;
9) Anunciou que vai privatizar Eletrobras, apesar do veto do Congresso ao processo de
capitalização da estatal;
10) Comprometeu-se com os EUA para atacar Venezuela, Cuba e Nicarágua;
11) Colocou a reforma contra os aposentados no topo da agenda de governo;
12) Confirmou a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém, mostrando que é
submisso a Trump e ofendendo a comunidade árabe;
13) Reprimiu seus próprios apoiadores na posse e censurou violentamente a cobertura da
imprensa;
14) Anunciou demissão sumária de servidores que criticaram suas políticas em redes 
sociais privadas;
15) Extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que
orienta o combate à fome e o Bolsa Família;
16) Acabou com o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transportes e tirou do
Senado a aprovação dos diretores do DNIT;
17) Fez um acordão com os partidos políticos que ele tanto criticou, para que o PSL apoie a
reeleição de Maia e ganhe cargos na Câmara.

OS PRIMEIROS DIAS DO GOVERNO MILITAR

Luis Nassif

Passo 1 - juntando as peças do jogo

Vamos juntar algumas peças dos discursos de posse e das declarações do novo governo Jair Bolsonaro.
* Sua promessa de extirpar o socialismo e o marxismo do país.
* A proposta de unificar a Nação.
* A proposta do Ministro das Relações Exteriores de abrir a estrutura do Itamarati a não diplomatas.
* A proposta do Ministro da Educação de transformar as escolas municipais em escolas militares.
* A entrega da demarcação das terras indígenas, dos quilombolas e o manejo florestal aos ruralistas do Ministério da Agricultura.
* As promessas de enxugamento radical do Estado e de abertura comercial.
* O tratamento conferido à imprensa no dia da posse.
* O anúncio de caça às bruxas em cargos de confiança e a nomeação de nomes fieis à causa, conforme explicação de Onix Lorenzoni, o pecador absolvido por Sérgio Moro.
* A inclusão de quadros militares em várias áreas da administração, incluindo a Caixa Econômica Federal.
* Na posse do Ministro da Defesa, Bolsonaro deixou escapar que houve articulações com o general Eduardo Villas Boas, comandante-chefe das Forças Armadas, que estimularam sua candidatura. Ou seja, o Poder Militar e o Poder Jurídico se juntaram para manter Lula fora do jogo e viabilizar a candidatura Bolsonaro.
* As declarações de Paulo Guedes sobre a reforma da Previdência, colocando como fator de iniquidade os benefícios para o Judiciário e para a alta administração pública.

Passo 2 - as conclusões iniciais

As conclusões que se tiram:
Conclusão 1 - o que se configura pela frente não é o despotismo, isto é, o governo despótico de um indivíduo, uma família ou grupo. O poder, agora, está com as altas patentes militares, que se veem imbuídas de uma missão salvacionista. É  poder veio para ficar. O salvacionismo consiste em matar o mal pela raiz, interferindo em todos os sistemas que permitem a propagação do socialismo e da corrupção. Portanto, não é discurso restrito a Bolsonaro.
Conclusão 2 - Em relação às relações externas, há clareza sobre o chamado interesse nacional.  A racionalidade militar impedirá tolices fundamentalistas de Bolsonaro, como a adesão incondicional a Israel e aos Estados Unidos.
Conclusão 3 - Em relação ao quadro interno, há sintonia com o pensamento de Bolsonaro. Acredita-se piamente na ameaça vermelha, no marxismo nas escolas, nos barbudinhos comunistas do Itamaraty.
Quando se fala em coesão nacional, portanto, não se está pensando em conciliação em torno de objetivos maiores, admitindo a pluralidade de ideias, só possível dentro de um quadro de normalidade democrática. Persegue-se a coesão excludente, na qual só caberão os homens bons, que se unirão no combate aos pervertidos.

Passo 3 - a estratégia de legitimação

Na fase inicial do governo Bolsonaro, há alguns fatores de legitimação pela racionalidade:
1. Atualmente, os militares no governo atuam como um freio às pirações do fundamentalismo-religioso da família Bolsonaro.
2. Atuam como uma barreira aos negócios engendrados pela ala dos financiadores de Bolsonaro. A indicação de militares para o Ministério da Infraestrutura e para a presidência da Caixa Econômica Federal, por exemplo, foi vista com alívio por quem acompanha os jogos de lobbies na área pública.
3. Depois do completo abandono da área de segurança, pelos ex-Ministros José Eduardo Cardoso, Alexandre de Moraes e Torquato Jardim-Roberto Jungmann, por justiça reconheça-se que a reestruturação do Ministério da Justiça, por Sérgio Moro, pelo menos no papel, mostra uma retomada dos conceitos originais do Plano Nacional de Segurança. Permanecem as ameaças de uso político do Ministério e do COAF, mas que não afeta a base de apoio de Moro.
4. Um discurso surpreendentemente cidadão do Ministro Paulo Guedes, sobre a reforma da Previdência, explicitando de forma corajosa uma realidade, em geral, escondida pelo pensamento liberal (https://goo.gl/CRUjuh):  “A Previdência é uma fábrica de desigualdades. Quem legisla tem as maiores aposentadorias. Quem julga tem as maiores aposentadorias. O povo brasileiro, as menores”. Das palavras aos fatos, há várias montanhas a serem escaladas.
Os dois pontos centrais de legitimação do novo militarismo, portanto, são a volta do crescimento e a segurança pública.
Antes de voltar ao caso brasileiro, algumas lições da história.

Passo 4 - os militares e a política

Montesquieu, o pai da ciência jurídica, o pensador que imaginou o sistema de “freios e contrapesos” na democracia, desenvolveu seus estudos a partir da análise da glória e decadência do Império Romano, na obra “Considerações sobre as causas da grandeza dos romanos e da sua decadência”.
Dois fatores ajudaram na coesão da nação.
O primeiro, a democracia romana, a divisão do poder, do qual o Povo participava do processo legislativo e da escolha dos Magistrados. E, com os poderes se fiscalizando, havia mais preocupação com o bem-estar da população, com o fortalecimento do conceito de Nação e com a busca da legitimação que fortalecesse a coesão interna.
A ideia aglutinadora era o da expansão infinita do Império Romano. As conquistas asseguravam aos militares a propriedade de terras e aos cidadãos a entrada de mais riquezas, com o controle de novas rotas de comércio.
Com a concentração de poder, que começa com a era César, cai a legitimidade do Senado e do Judiciário. Entra-se em um período de grande segurança interna, agravada pela violência militar, da qual o exemplo mais atrabiliário eram os centuriões; e pela insegurança jurisdicional, com os julgamentos dependendo da corrupção ou intimidação dos juízes. É o início da decadência.
E, aí, comprova-se a máxima de Montesquieu: “Todo homem que tem poder é levado a abusar dele”.

Passo 5 - o caso brasileiro

Vamos transplantar a velha ordem romana para o caso brasileiro. A próxima fase sugere um sistema de poder desequilibrado, com o estamento militar se sobrepondo ao político e ao jurídico.
A lógica militar não comporta a presença do déspota - individualmente ou em grupos. O governo autoritário só se legitima, perante a tropa, se houver a alternância de mando.
Assim como no caso romano, trata-se de um modelo que só se sustenta pela expansão do império, distribuição das benesses e perspectiva, de militares que estão de fora, de, em algum momento, ser aceito no baile.
No caso brasileiro, não significa a conquista de outros países, mas a ampliação do controle do Estado. Conquistam-se mais territórios na máquina, abre-se espaço para a colocação de mais companheiros.
Trata-se de uma lógica de grupo, inexorável, que independe das melhores intenções manifestadas no começo do processo.
Essa dinâmica fará com que, cada vez mais, se amplie a influência militar na máquina pública.
A lógica militar, com sua disciplina e normas, é incompatível com formas difusas de organização política e econômica. No caso da política, na fluidez e nas formas de articulação da democracia. No caso da economia, da auto-regulação dos mercados. Faz parte da formação militar procurar manter todos os fatores sob controle.
Em breve, os fatos atropelarão o discurso do livre mercado.
Mas a permanência, ou não, no poder, dependerá do que entregarem à população.

Passo 6 - os desafios para a militarização

Tome-se a reforma da Previdência. O discurso de Paulo Guedes tem legitimidade, senso de justiça. Mas, colocado em prática, significaria um rompimento radical com o estado patrimonialista. E parte desse Estado é elemento integrante do governo Bolsonaro.
Vamos repetir sua declaração, por surpreendente: “Quem legisla (os políticos) tem as maiores aposentadorias. Quem julga (o Judiciário) tem as maiores aposentadorias”. E onde entram os militares? Segundo o general Hamilton Mourão, o verborrágico vice-presidente, é necessária uma conversa com o Supremo (para mostrar o peso do Judiciário no orçamento), mas o custo das Forças Armadas não pode ser visto como privilégio, mas compensação pela vida dura nos quarteis. Mas como ficariam as aposentadorias herdadas por filhas de militares? E a lógica do militar passar para a reserva com aumento do soldo, na forma de promoção?
Faz parte de quem se torna poder, exerce-lo em sua plenitude.
Será difícil para Guedes atingir seus objetivos abrindo essa exceção para os militares. Significaria se indispor com peças essenciais do sistema de poder que levou Bolsonaro à Presidência, tendo o principal avalista do sistema – os militares – sem legitimidade para tratar do tema.
Caso falhe essa entrega, sempre restará o álibi intemporal da guerra. Portanto, a saída política para qualquer impasse será caçar os suspeitos de sempre.

JÁ TEMOS O IMBECIL DO ANO, É O ERNESTO ARAUJO. DUVIDA? ENTÃO ASSISTA…

 

POR FERNANDO BRITO
O Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo é, no segundo dia do ano, campeoníssimo da imbecilidade de 2019.
Não tenho medo de errar, mesmo sendo este ano promissor em matéria de estultices.
Porque, em seu discurso de posse, conseguiu, além de ser vazio – como qualquer medíocre poderia ser -, produzir uma peça de estupidez difícil de igualar, com uma inacreditável vaidade, exibicionismo e num desfile de supostas erudições.
Começou a declinar em grego – sim, em grego! – o versículo bíblico “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” e disserta sobre as palavras gnosis (conhecimento), alethea (revelação) e eleutheria (liberdade).
Recita Anchieta em tupi-guarani.
Cita o grito dos gregos na Batalha de Salamina, nas Termópilas.
Chama Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho de gênios da raça, salvadores da Pátria e heróis do Brasil.
E termina com um suspeitíssimo “anuê Jaci” – fala-se “Anauê” – que seria “Ave,Maria”, chamando Nossa Senhora pelo nome da Lua, mas invocando também a saudação integralista.
Isso depois de passar por Tarcísio Meira, Raul Seixas, Renato Russo, pelo “O |Direito de Nascer”, aquele ma “Mamãe Dolores” e Albertinho Limonta e várias outras citações em grego.
A coisa é séria, a ponto de por em dúvida a sanidade mental do cidadão e, mais ainda, a dos que o colocaram para representar o nosso país diante do mundo.
Olha que eu sou da geração que lia os textos do pedante José Guilherme Merchior, que era diplomata, também, e posso dizer que nunca vi algo mais caricato. Merchior, em suas agressivas polêmicas filosóficas com outro embaixador, Mário Vieira de Mello, foi, certamente a fonte de inspiração de Luiz Fernando Veríssimo para uma de suas crônicas. da qual reproduzo por sua incrível semelhança com o que ouvi, no vídeo de Ernesto Araújo:
Trecho da crítica que o crítico Endauro Massinha escreveu do livro de Alciste Longas Felpa, “Marcha, ranço”, uma coleção de ensaios sobre a produção intelectual brasileira desde o modernismo:
“Como um Chacrinha de idéias, Felpa toca sua corneta metafórica na cara de alguns dos expoentes da inteligência brasileira, expulsando-os do palco da consideração nacional como impostores desmascarados. É a iconoclastia pela iconoclastia, para impressionar o auditório, sem qualquer embasamento teórico além do dúbio postulado de que valores estabelecidos são, por definição, valores suspeitos. Ou, na frase de Gershwald, que Felpa cita com a prodigalidade constrangedora de um sicofanta, das gube wroths mensleimen grub cabiden. Em Felpa, a boutade substitui a razão, o insight dá lugar ao jeu de sprit e o alemão – eu diria o ale de segunda mão, se quisesse subir no mesmo palco – passa por raciocínio.”
Trecho de um artigo publicado por Alciste Longas Felpa, em resposta à crítica de Endauro Massinha:
“A modéstia é uma das minhas muitas qualidades e por isto eu não sonhava, nem em delírio, que minha singela obra, planejada como uma espingarda de chumbo para espalhar projéteis inócuos numa larga área de irritação fosse chegar com tamanha precisão ao seu alvo prioritário, a vaidade do crítico Endauro Massinha. Julguei estar sendo sutil em excesso ao me referir, no livro, a ‘um certo escrevinhador, espécie de tabelião juramentado da soi disant ‘inteligentzia’ brasileira, que há anos decide e assina embaixo (dizem alguns que com um ‘X’ ) sobre o que é e o que não é autêntico na nossa literatura.’ Reconheço que fui injusto, ele é mais perspicaz do que eu supunha, apesar da esclerose adiantada, que tem de nascença. Identificou-se. E contra-atacou, como um búfalo pressentindo a sua extinção. Só que para responder a este Chacrinha, travestiu-se de Elke Maravilha, com mais espalhafato do que substância, e se deu mal. Compreendo que a citação errada em alemão possa ser obra de um linotipista menos preparado, visto que as massas não têm acesso ao pensamento superior europeu – e com gente como Massinha guiando o seu progresso cultural, jamais terá. Mas nada, a não ser a esclerose, explica o uso indevido de ‘sicofanta’ na mesma frase. Não quereria sua excelência dizer ‘acólito’? Quem sabe capanga? ‘Preposto intelectual’? ‘Sicofanta’, diz-nos o dicionário, significa patife. Este certamente não era o objetivo da Elke. Digo, do crítico. Se era, passaremos do terreno das boutades para o da responsabilização judicial antes que ele possa soletrar ‘Ai’ . Penso que foi um equívoco, no entanto. Como disse Gershwald – e a citação vai no português para circunavegar o linotipista prefiro a burrice ao mau-caráter.”
Trecho de um artigo de Endauro Massinha, em resposta ao artigo de Alciste Longas Felpa:
“Sicofanta vem do grego pelo latim ‘sycophanta’. Na sua origem a palavra nominava as pessoas que delatavam contrabandistas de figo, pois este era fruto raro e interessava ao poder coibir seu tráfego clandestino. Daí o sentido de adulador que a palavra tem, e com o qual foi usada por mim em referência a certo escrevinhador que – sacudindo a pança da falsa erudição para sua platéia de subsicofantas e emulando o prestidigitador com seus truques – também mereceria o epíteto de sicomântico, aquele que pratica a sicomancia, ou a adivinhação por meio de folhas de figueiras. No caso, o poder que o palhaço adula é o de pseudopensadores cujas maiores credenciais, para eles, são que escrevem em outra língua, e as folhas que consulta não são as da figueira mas as escritas pelos outros, já que é incapaz de um pensamento original, ainda mais em português. Não o chamei de patife, portanto. Ele que me interpele no terreno das idéias, desde que não sejam contrabandeadas, como figos gregos, pois neste caso as delatarei. Não sobrecarreguemos ainda mais o pobre sistema judicial brasileiro, meu caro Chacrinha. Limitemo-nos ao seu cérebro e ao meu saco.”
Meu caro Chacrinha, diante disso eu só posso render homenagens ao seu “eu não vim para explicar, eu vim para confundir”.
Acha que eu exagero? Assista cinco minutos do vídeo da fala de Araújo:

NO GOVERNO BOLSONARO, DEFENDER MARIELLE É MOTIVO DE DEMISSÃO


Assessores preparam investigação nas redes sociais de servidores
As primeiras demissões de cargos de confiança do novo governo Bolsonaro começam a ser 
produzidas hoje mesmo [01/01], com a saída dos assessores mais próximos dos ministros de Michel 
Temer. A partir de amanhã [02/01] tem início uma operação pente-fino, nas palavras de gente 
próxima do presidente (...)
O primeiro passo para esta identificação já foi feito. Todos os funcionários sem estabilidade, 
colocados em cargos comissionados, estão tendo suas contas em redes sociais checadas. Se a pessoa 
tiver postado alguma coisa como "Ele Não", "Fora, Temer", "Foi Golpe", "Marielle Vive" será 
sumariamente demitida.
(...) a administradora Desiré Queiroz, favorita para o cargo de secretária nacional da juventude, deve 
ser vetada pela ministra Damares Alves por ter defendido em rede social a vereadora assassinada 
Marielle Franco. A nova administração garante que não fará qualquer concessão à esquerda.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

BOLSONARO ESTREIA COM O "GOLPE DO SALARIO MINIMO"


Em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira (1), o presidente empossado, Jair 
Bolsonaro (PSL), definiu o valor do salário mínimo para 2019: R$ 998. O reajuste é menor do 
que o previsto pelo antecessor, Michel Temer (MDB), e o segundo mais baixo desde o Plano 
Real.

Reprodução/Diário Oficial da União
O orçamento da União, definido pela equipe econômica de Temer, previa um salário mínimo de R$ 
1.006 para 2019. A projeção foi enviada ao Congresso em agosto. O cálculo para definir o reajuste é 
feito a partir da variação da inflação do ano anterior e do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos 
antes.
O reajuste decretado por Bolsonaro representa um aumento de 4,6% em relação ao valor anterior, de 
R$ 954 – o mais baixo desde o Plano Real, em 1994. O crescimento só fica à frente do determinado 
por Temer, em 2018, de 1,81%. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e 
Estudos Socioeconômicos).
O reajuste é válido a partir de hoje.
Confira o percentual do reajuste do salário mínimo desde o Plano Real:
1995 – 31,81%
1996 – 20%
1997 – 8,64%
1998 – 7,96%
1999 – 5,79%
2000 – 9,89%
2001 – 17,32%
2002 – 12,88%
2003 – 17,95%
2004 – 10,14%
2005 – 13,16%
2006 – 17,73%
2007 – 10,37%
2008 – 9,84%
2009 – 12,63%
2010 – 10,61%
2011 – 6,7%
2012 – 14,3%
2013 – 9%
2014 – 6,78%
2015 – 8,84%
2016 – 11,68%
2017 – 6,48%
2018 – 1,81%
2019 – 4,61%

“Não vamos abaixar a cabeça", diz Lula em mensagem de Ano Novo


mensagem de ano novo do Presidente Lula:

Meus amigos e minhas amigas,

Quero agradecer a Deus por estarmos iniciando mais um ano. Espero que esta noite todos possam estar reunidos à família e aos amigos, festejando a renovação da esperança em um mundo melhor.
Como vocês sabem, vou passar o Ano Novo numa cela em que fui preso sem ter cometido crime nenhum, condenado sem provas e sem direito a um julgamento justo. Mas não me sinto só. Não estou só.
De onde me encontro, posso ouvir e até mesmo imaginar as expressões de solidariedade e amor dos companheiros e companheiras que me acompanham nessa vigília pela democracia desde a noite de 7 de abril, quando fui ilegalmente encarcerado.
É a vocês da Vigília Lula Livre que dirijo meu primeiro e mais profundo agradecimento nesta passagem de ano. Vocês são símbolo mais forte de uma corrente de solidariedade e clamor por justiça que se estende por todo o Brasil e ao redor do mundo.
Agradeço de coração a todos e a todas, do PT, dos mais diversos partidos do Brasil e de outros países, aos que não são de partidos mas praticam a democracia, aos militantes sociais, aos religiosos e pessoas espiritualizadas, aos intelectuais, estudantes, trabalhadores da cidade e do campo, à gente boa e simples que me fortalece diariamente com manifestações, cartas e orações.
Os últimos anos foram muito difíceis para o povo brasileiro, e é nisso que penso todos os dias. A fome voltou ao nosso país, o desemprego está rondando milhões de lares, os direitos dos trabalhadores estão sendo rasgados, as políticas sociais que protegem o povo estão sendo destruídas, a economia patina.
Em 2018, nós lutamos nas urnas para mudar esta situação de forma democrática. Mas fizeram de tudo para impedir que os eleitores se pronunciassem livremente. A começar pela proibição ilegal da minha candidatura, desrespeitando a vontade da maioria e até uma decisão da ONU que garantia meus direitos políticos.
E não vamos desistir de lutar por um Brasil melhor e por um mundo de paz. Ao longo da história, o povo brasileiro soube enfrentar grandes desafios e injustiças. Por mais duras que fossem as condições, jamais nos curvamos às tiranias.
Eles podem prender uma pessoa, como fizeram comigo, mas não podem encarcerar nossas ideias, muito menos impedir o futuro. 2019 será um ano de muita resistência e muita luta, para impedir que o nosso povo seja ainda mais castigado do que já foi. O Brasil precisa mudar, sim, mas mudar para melhor.
Precisamos retomar o caminho do desenvolvimento com inclusão social. E isso se faz com transferência de renda, com geração de empregos, com investimento público e privado; isso se faz tratando os trabalhadores e os mais pobres como solução e não como problema.
Nosso objetivo em 2019 deve ser a defesa do povo brasileiro. Defender o direito à saúde e educação de qualidade. Ao emprego e à oportunidade de estudar e trabalhar em paz por um Brasil melhor.
E isso só vai ser possível garantindo a democracia plena; em que seja livre o direito de organização, de manifestação e de expressão. Em que todos sejam reconhecidos como cidadãos e cidadãs. Em que se pratique a verdadeira Justiça, sem perseguição política, ódio ou preconceito.
Eu continuo tendo fé em Deus e no povo brasileiro. Não vamos baixar a cabeça nem deixar que tirem nossa alegria de viver e de batalhar por dias melhores. Nós sempre tivemos coragem de lutar e temos coragem de recomeçar.
Desejo que o ano de 2019 seja o início de uma nova caminhada por um Brasil sem fome e sem pobreza, com emprego digno, saúde e educação para todos.
Como diz a canção do grande Chico Buarque: “Amanhã vai ser outro dia”.
Paz, amor e esperança!
Um Feliz Ano Novo para todos!
Um abraço fraterno do companheiro
Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 31 de dezembro de 2018

DISCURSO DE POSSE DE BOLSONARO PARECE COLETÂNEA DE MEMES


Levantamento revela que a posse de Jair Bolsonaro trouxe apenas 46 delegações estrangeiras à 
capital federal, número bem abaixo se comparado às últimas posses; a de Fernando Collor, em 
1990, reuniu 72 delegações; a de FHC, cinco anos depois, 120; a de Lula, 110 e a de Dilma, 130
TV transmite mensagem Lula Livre pintada no 
asfalto durante a posse de Bolsonaro

A imagem foi captada pela transmissão oficial do Planalto e apareceu em todas as emissoras 
que transmitiram a cerimônia de posse.
Por Gilberto Maringoni, dos Jornalistas pela Democracia
O discurso de posse de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, nesta terça (1º.) vale pouco mais do que uma conversa de botequim. O capitão foi incapaz de apontar rumos diante de uma das mais sérias crises vividas pelo país desde a proclamação da República (1889). Nenhuma palavra consistente sobre o desemprego, sobre salário, sobre recuperação econômica, sobre educação, cultura ou política externa.
Vale a pena relembrar como mandatários anteriores se colocaram em situações semelhantes. Discursos de posse não são programas políticos. São sinalizações breves em que o eleito discrimina prioridades de governo, acena a aliados, enfatiza suas metas principais e aponta qual será o lugar do país no mundo.
Collor, privatizações e abertura
O discurso de posse de Fernando Collor em 1990, por exemplo, foi peça importante nesse sentido. Redigido em parte por José Guilherme Merquior (1941-91), um dos mais competentes intelectuais conservadores do Brasil, assinalava as mudanças que o futuro governo faria na área econômica e política. Depois de atacar a corrupção e assegurar sua conduta democrática, Collor disse a que viera:
"Entendo o Estado não como produtor, mas como promotor do bem-estar coletivo. Daí a convicção de que a economia de mercado é forma comprovadamente superior de geração de riqueza, de desenvolvimento intensivo e sustentado. (...) Em síntese, essa proposta de modernização econômica pela privatização e abertura é a esperança de completar a liberdade política, reconquistada com a transição democrática, com a mais ampla e efetiva liberdade econômica".
FHC e a Era vargas
O discurso de FHC, cinco anos depois, completava uma importante fala de despedida do Senado, proferida em dezembro de 1994. Ali, o presidente eleito disse ser necessário "superar a Era Vargas", meta só cumprida de maneira mais sólida por Michel Temer, ao destruir grande parte da CLT, fator essencial para o desenvolimento.
FHC prometeu: "Vou governar para todos. Mas, se for preciso acabar com privilégios de poucos para fazer justiça à imensa maioria dos brasileiros, que ninguém duvide: eu estarei do lado da maioria". Afirmou lutar por direitos humanos, democracia e estabilidade econômica. O presidente não falava em privatizações e financerização, as marcas essenciais de seu governo. Apenas mencionava que iria "mexer em vespeiros", o que se materializou em vender boa parte do patrimônio nacional em seus mandatos.
Lula e o combate à miséria
Lula fez uma fala ambígua, como é de seu feitio, em 2003. Mas apontou rumos, a partir de seu parágrafo inicial: "Diante do esgotamento de um modelo que, em vez de gerar crescimento, produziu estagnação, desemprego e fome; diante do fracasso de uma cultura do individualismo, do egoísmo, da indiferença perante o próximo, da desintegração das famílias e das comunidades, diante das ameaças à soberania nacional, da precariedade avassaladora da segurança pública, do desrespeito aos mais velhos e do desalento dos mais jovens; diante do impasse econômico, social e moral do país, a sociedade brasileira escolheu mudar e começou, ela mesma, a promover a mudança necessária".
Dilma e o desenvolvimento
Em 2011, Dilma centrou sua intervenção na produção. Ela se colocava numa profissão de fé desenvolvimentista (que negou em seu segundo mandato): "Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade".
Todos esses discursos apresentam fios condutores de raciocínio lógicos; são peças encadeadas e que param em pé. Pode-se discordar deles, mas apresentam narrativas defensáveis.
Bolsonaro e os lugares-comuns
Diante desses quatro exemplos, o que é a fala de Bolsonaro no Congresso? Um remelexo desconjuntado de lugares-comuns da extrema-direita. Uma percepção tosca da realidade brasileira. Não há uma ideia-força clara e a intervenção parece uma antologia de memes de campanha. Abundam frases feitas como "ideologia de gênero", "escolas que preparem para o mercado de trabalho e não para a militância política", "política externa sem viés ideológico", "o cidadão de bem merece dispor de meios para se defender" e outras obviedades a granel. Nenhuma ideia inovadora, nenhuma formulação mais sofisticada.
Parece que o novo presidente acordou de ressaca no primeiro dia do ano, lembrou-se que teria de fazer uma intervenção no Congresso, pegou um desses aplicativos nos quais se jogam duas dúzias de palavras e saiu com o blablablá montado. Leu aos arranques, como garoto acaba de entrar no primeiro grau.
Não é apenas por discordar de fio a pavio que o discurso pode ser classificado como um lixo. É porque a direita brasileira - e mesmo a extrema-direita, com Plínio Salgado, Miguel Reale e outros - já produziu quadros menos rudimentares.