segunda-feira, 4 de maio de 2015

“Fora Beto Richa” uníssono no estádio mostra repúdio ao tucano no Paraná. Assista.



A análise feita na Folha de ontem, dizendo que o governador tucano do Paraná, Beto Richa – aliás um dos únicos “impixistas” entre os tucanos que à frente de um governo Estadual; o outro, mais discreto, é Simão Janene, do Pará – está isolado e repudiado não demorou mais que um dia para se confirmar.
As torcidas do Coritiba e do Operário, na final do campeonato paranaense, esqueceram as rivalidades no início do jogo e, com faixas e um coro uníssono, protestaram contra o massacre dos professores paranaenses.
Diz o jornal Gazeta do Povo:
“Quando as equipes e o trio de arbitragem estavam alinhados para a execução do Hino Nacional, as torcidas adversárias se uniram e entoaram o grito generalizado de “Fora Beto Richa”.
“Antes da partida, a torcida Coxa também estendeu nas arquibancadas uma faixa em apoio aos professores. “Todo apoio aos professores”, dizia a maior delas, retirada instantes após ter sido estendida — o regulamento da competição proíbe faixas com teor político nos estádios.”


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AÉCIO USOU AERONAVES DE MINAS APÓS DEIXAR GOVERNO DO ESTADO



Na falha:

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) utilizou aeronaves do governo de Minas Gerais em pelo menos seis ocasiões após deixar o comando do Estado, em 2010.
Os voos, organizados exclusivamente para ele, foram realizados entre 2011 e 2012, quando o político já havia assumido o mandato de senador e feito seu sucessor no Executivo mineiro, Antonio Anastasia (PSDB), que também elegeu-se ao Senado por Minas, na eleição passada.
Relatórios do Gabinete Militar do Estado mostram que Aécio usou, sem a presença de autoridade estadual, helicópteros do Estado em cinco ocasiões para se deslocar em Belo Horizonte e um jato para ir a Brasília.
Um dos helicópteros utilizados por Aécio foi um modelo Dauphin N/3 prefixo PP-EPO. Seu uso foi regulamentado em decreto assinado pelo próprio político, em 2005, e é considerado de transporte especial. Ele “destina-se ao atendimento do governador do Estado, em deslocamento de qualquer natureza, por questões de segurança”.
Os demais cinco voos realizados pelo senador mineiro foram em aeronaves cujos prefixos as enquadram na categoria de transporte geral, destinadas, segundo o mesmo decreto, a atender o vice-governador, secretários de governo e autoridades em “missão oficial”.
(…)
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O estupro permanente da notícia



Há dois tipos de leitores de jornais: os que querem se informar, e os que querem ler apenas aquilo que lhes agrada. Os primeiros, são leitores; os segundos, torcedores.
Nos últimos anos, os grandes grupos jornalísticos abriram mão dos leitores. A notícia tornou-se uma ferramenta de guerra, que, como em toda guerra, pode ser estuprada, manipulada, distorcida.
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Há inúmeros temas relevantes para se criticar Dilma, Lula e o PT: os erros da política econômica, o envelhecimento das ideias, a falta de propostas novas, o aparelhamento de muitas áreas, os problemas enfrentados pela Petrobras.
Mas, aparentemente, entre Pulitzer e William Randolph Hearst – o pai do jornalismo marrom -, a grande imprensa brasileira escolheu o segundo.
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O Estado de S. Paulo, o augusto Estadão, que historicamente se colocava como um baluarte conservador, mas respeitador dos fatos, divulgou em sua versão online a manchete de que a Petrobras destruira gravações de reuniões do Conselho de Administração para sumir com provas.
O repórter entregou uma matéria responsável. Consultou dois diretores que lhe asseguraram que não era hábito, mesmo, guardar gravações de reuniões de Conselho. Serviam apenas para instruir as atas. Depois das atas escritas, as gravações eram destruídas. Só depois que estourou a Lava Jato é que decidiu-se preservar as gravações, caso houvesse necessidade.
Ao longo do dia, a manchete foi desmentida por diversos veículos online. No dia seguinte, na edição impressa, manteve-se o enfoque errado.
Em outros tempos, poucos saberiam. Na era da Internet, o erro já tinha se espalhado. Ao insistir em mantê-lo os editores expuseram o jornal e sua história a milhares de leitores que já tinham conferido os desmentidos.
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O mesmo aconteceu com a revista Época, em conluio com procuradores da República do Distrito Federal.
Desde que saiu da presidência, Lula assumiu o compromisso público de aproximar-se da África e trabalhar negócios brasileiros por lá. Por seu lado, há décadas a Construtora Odebrecht investiu na área e em outros países emergentes. Hoje em dia, atua em 28 países construindo todo tipo de obra.
Finalmente, há décadas o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) dispõe de uma linha de financiamento às exportações de produtos e serviços, o Proex, da qual o maior cliente – por ser a empreiteira brasileira com mais obras no exterior – é a própria Odebrecht.
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No entanto, procuradores irresponsáveis foram investigar as obras da Odebrecht no exterior e montaram um inquérito com base nos seguintes fatos:
Lula visitou Gana e dois meses depois a Odebrecht conquistou um projeto por lá. Os procuradores tentaram criminalizar o que se tratava de uma estratégia bem sucedida. E ligaram a visita de Lula ao fato da Odebrecht ter conseguido um financiamento do BNDES – sendo que ela já tem 35 financiamentos, para suas obras internacionais.
Esse conluio mídia-procuradores teve repercussão em todos os jornais.
Os jornais atingiram seus objetivos políticos. Mas o jornalismo saiu mais uma vez sangrando do episódio. E mostrou que não há diferença mais entre blogs partidários e jornais.
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Vídeo cortante: Santana desafia a Fel-lha e a PF


A resposta de João Santana esmagou brilhantemente as acusações absurdas de um setor da PF 
que foi tomado pelo mais absoluto partidarismo. O ministro da Justiça, Luiz Eduardo 
Cardozo, perdeu completamente o controle sobre a instituição, e isso é deveras 
perigoso. Santana esmagou a mídia também. E deu uma lição ao governo e ao PT. É preciso 
responder, com sentido de urgência, qualquer acusação. Marqueteiro de Lula e Dilma trouxe 
dinheiro pelo Banco Central e recolheu todos os impostos.

João Santana, em tempo record, organizou um conjunto impressionante de documentos que refuta de forma implacável a tentativa da PF (é a mesma dos delegados aecistas da Lava Jato), atraves de selecionado vazamento para a Fel-lha, de criminalizar uma operaçao legal de internar recursos no Brasil.
Para ficar bem claro: Santana TROUXE dólares para o Brasil e não os escondeu em paraísos fiscais em Cayman, nem no HSBC, onde se encontra esplendidamente instalado o Tesoureiro do PSDB, conhecido como Caixa Fortes…
Não é levar pra fora… mas trazer para o Brasil.
Segundo as regras do Banco Central e com o pagamento de todos os impostos.
A PF e a Fel-lha estão desesperados.
Aliaram-se ao MP-DF, que faz mesmo é politica.
Visite o site da Polis – http://www.polispropaganda.com.br/nota-publica/ – e veja a que ponto chega o desatino da Fel-lha e sua aliada de todas as horas.
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sábado, 2 de maio de 2015

As mensagens da Presidenta Dilma neste 1 de maio, Dia do Trabalhador:







No primeiro vídeo divulgado nas redes sociais no Dia do Trabalhador, presidenta fala sobre política de valorização do salário mínimo
A presidenta Dilma Rousseff falou, no primeiro vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, sobre a política de valorização do salário mínimo mantida pelo governo federal nos últimos 13 anos. Para ela, esta é uma das maiores conquistas do trabalhador brasileiro neste período.
“Mais de 45 milhões de trabalhadores e aposentados são beneficiados por essa política do meu governo”, lembrou a presidenta.
De acordo com Dilma, o Dia do Trabalhador, comemorado nesta sexta, é uma data para “avaliar e celebrar” as vitórias da classe trabalhadora no País.
Além disso, a presidenta relembrou que o governo federal encaminhou, em março deste ano, a correção da tabela do Imposto de Renda ao Congresso Nacional. Segundo ela, a medida é uma forma de preservar o salário do trabalhador.
“Com ela (a correção), o trabalhador terá seu salário preservado e não irá pagar um imposto maior. Tudo isso vem garantindo um Brasil mais justo”, encerrou Dilma.
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O RABO DO COXINHA......


Kim Kataguiri de Trás....  


Kim Kataguiri de Frente....

A “Marcha pela Liberdade” foi organizada por Kim Kataguiri e seu ... A mobilização reuniu 
22 pessoas no primeiro dia, incluindo uma mulher. Tentei entrevistar o líder Kim do MBL e 
recebi uma selfie do rabo dele como resposta......


A “Marcha pela Liberdade” foi organizada por Kim Kataguiri e seu Movimento Brasil Livre como 
mais um ato contra Dilma Rousseff e o PT. Em sua imensa ignorância, Kim não sabe que está 
fazendo uma reedição coxinha da Coluna Prestes de 1925.
Contra o petismo e o bolivarianismo, Kataguiri decidiu convocar seus simpatizantes e os militantes 
do grupo para andar de São Paulo até Brasília e pedir o impeachment da chefe do governo federal.
A mobilização reuniu 22 pessoas no primeiro dia, incluindo uma mulher que estava de salto alto num 
congresso de medicina e aguentou 12 minutos. No Facebook, os próprios seguidores tiram sarro da 
coisa. A fim de entender melhor do que trata a tal caminhada, mandei um email para o MBL com 
perguntas.
Eram elas:
Como está a viagem de vocês? Quantas pessoas se juntaram à marcha? Vocês estão conhecendo o 
Brasil?
Vocês não vêem semelhanças entre essa marcha e a coluna de Prestes?
Nas redes sociais, parte do público de vocês tira sarro da marcha. É normal?
De quem foi a ideia de marchar até Brasília? Foi do Kim Kitaguiri?
Depois de pedir o impeachment de Dilma, vocês voltarão andando de Brasília?
Conheço o MBL desde o dia 1º de novembro de 2014. Naquela época ocorriam as primeiras 
manifestações anti Dilma e pró-impeachment e eu cheguei a ser ameaçado por um suposto militar 
careca na Paulista.


Os Otários em marcha....

Gravei um vídeo de entrevistas com Alexandre Santos (26), um dos fundadores. Outro criador do 
MBL, Gabriel Calamari (20), berrou no megafone sobre a mídia durante aquele protesto: “Não 
sejamos inocentes hoje e não vamos falar besteira. A imprensa tem que ser livre pra apurar, inclusive 
para falar merda”.
Os integrantes do MBL fazem parte daquela cota de lunáticos que zurra contra a “censura socialista” 
enquanto proíbe o trabalho da imprensa. Em março deste ano, a equipe de reportagem da Carta 
Capital foi hostilizada em um carro de som enquanto tentavam fazer entrevistas com eles. Uma piada.
O MBL gosta de Paulo Batista, que ganhou fama nas eleições de 2014 com o “Raio Privatizador”, 
Lobão e Eduardo Bolsonaro, que foi armado aos protestos. Jair Bolsonaro pai é o “Bolsomito”.
A tal marcha é um fracasso. O retrato dela é a selfie que Kataraki me enviou. Uma coisa flácida, 
triste e da qual não sai coisa boa.
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PRIMEIRO DE MAIO: LULA PEITA O PIG, OLHEM PARA O PRÓPRIO RABO !!!

POR QUE 'LULA DE NOVO' ASSUSTA TANTO A REDE BOBO?


A capa de Época deste fim de semana contra o ex-presidente Lula é tão ruim, mas tão ruim 
que não conseguiu repercussão nem no Jornal Nacional, da Globo; eis os motivos: (1) Silvia 
Faria, diretora de jornalismo da TV Globo, não engole o estilo de Diego Escosteguy, que dirige 
a parte policial de Época; (2) a reportagem extrapola os limites da canalhice ao condenar Lula 
como "operador" de um esquema, a partir de uma denúncia de caráter político aberta há uma 
semana (!!!) pelo Ministério Público; (3) o que o texto demonstra é, na verdade, o lobby de 
Época em favor de uma empreiteira chinesa, a Gezhouba, e não o de Lula em favor da 
Odebrecht; diante de uma matéria que envergonha o jornalismo, a questão: por que tanto 
medo de que as cenas acima, de Lula tomando posse em 2002 e 2006, voltem a se repetir?

247 - Com uma das reportagens mais canalhas dos últimos anos, Época bem que tentou, mas não 
conseguiu nem 30 segundos de Jornal Nacional.
Trata-se da capa que retrata o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como "operador" de um 
esquema no BNDES para favorecer a construtora Odebrecht.
As provas? Quais seriam? Alguma condenação? Algum batom na cueca? Nada.
Apenas a investigação aberta há apenas uma semana – isso mesmo, uma semana – pelo Ministério 
Público Federal.

Eis o texto da revista:

"ÉPOCA obteve, com exclusividade, documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil".
Em tempos normais, antes da contaminação do jornalismo por uma agenda política e ideológica ensandecida, essa descoberta mereceria, no mínimo, uma nota de rodapé.
A matéria, que produziu a capa escandalosa de Época, portanto, envergonha o jornalismo e também mancha a reputação do Ministério Público, comandado por Rodrigo Janot, como demonstra artigo do jornalista Luis Nassif (leia aqui).
Lobby em favor de empreiteiras chinesas
Época, que pertence à Globo, não conseguiu ser repercutida no Jornal Nacional, também da Globo, por múltiplas razões. A principal, o fato de a matéria ser um traque. A segunda, a péssima imagem que Silvia Faria, diretora de Jornalismo da Globo, tem do jornalista Diego Escosteguy, que dirige a parte policial de Época.
O terceiro é outro aspecto polêmico da reportagem. O texto de Época é nascido do lobby. Em vez de revelar lobby de Lula em favor da Odebrecht, demonstra apenas que a revista fez lobby por uma empreiteira chinesa derrotada pela construtora brasileira na China e na América Latina.
Ao comentar uma obra na República Dominicana, Época entrega o ouro:
"As concorrentes da Odebrecht contestaram imediatamente na Justiça o resultado da licitação. Em abril de 2014, dias após a Odebrecht assinar o contrato, advogados do grupo chinês Gezhouba alertaram o BNDES, em ofício, da pendência judicial".
Certo, portanto, na visão de Época seria o BNDES não financiar uma obra de uma construtora brasileira, e abrir as portas para a expansão de empreiteiros chineses, num momento de grande disputa geopolítica – quem quiser saber mais a respeito, deve pesquisar sobre a expressão "Chináfrica".
Aliás, as empreiteiras chinesas têm notórios lobistas que vêm se movimentando com frequência por Brasília e por redações de veículos de comunicação nas últimas semanas.
Medo de Lula em 2018
Época não saiu no JN, mas cumpriu uma missão para a Globo: a de tentar colocar mais uma pedra no caminho da eventual volta de Lula, em 2018. A esse respeito, eis o que escreveu o jornalista Leandro Fortes, no texto "jornalismo de encomenda":
Aí, um núcleo do Ministério Público em Brasília abre uma "investigação" porque descobriu que o ex-presidente Lula, como todos os ex-presidentes do planeta, usa de seu prestígio no exterior para conseguir negócios para empresas brasileiras.
Logo em seguida, a "investigação" é entregue à revista Época.
Quem ainda tem alguma dúvida de que, com a ajuda de parte do Judiciário, o Ministério Público vai trabalhar para tentar interditar a candidatura de Lula, em 2018?
Ao que Lula respondeu: "pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga" (saiba mais aqui).
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Parabéns, professores do Paraná, vocês tiraram o bicho da toca



Por Renato Rovai 

Ontem o Brasil viveu um dos episódios mais chocantes da história da luta dos professores em defesa da educação e dos seus direitos. A bárbarie perpetrada em Curitiba pelo governador Beto Richa e o seu secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, com centenas de educadores feridos, demonstra o quão violento é o braço político-judicial que se arma a partir do Paraná com o objetivo de endireitar o país.
Francischini é o símbolo mais caricato dessa troika. Ela se tornou secretário de Segurança do Paraná depois de ter virado símbolo nacional de uma guerra ao PT e aos direitos humanos na internet. Com uma ação muito bem coordenada na rede, esse inexpressivo delegado foi se tornando ícone daquela gente que desfilou no dia 15 de março fazendo selfies com a PM e portando faixas de intervenção militar.
A estratégia deu certo e lhe rendeu 160 mil votos, praticamente 3% do total do estado, o que é bastante para um candidato a cargo proporcional. E já em dezembro de 2014 Beto Richa nomeou-o secretário de Segurança Pública.
Até aquele momento o governador do Paraná era o bom moço que tinha sido reeleito no primeiro turno e que se vendia ao Brasil como eficiente administrador público. Já havia quem o recomendasse como uma opção tucana, inclusive, para disputar a presidência da República.
Do mesmo Paraná, o juiz Sérgio Moro foi se consolidando no final do ano passado como o algoz da corrupção. Impôs um estado policial no país a partir de sua jurisdição e se tornou o nosso Eliot Ness tupiniquim.
O 15 de março foi em boa medida construído a partir do que essa República do Paraná oferecia ao Brasil: combate à corrupção, guerra ao PT e aos direitos humanos. Inclusive a guerra suja na internet tem sido fortemente operada a partir do DDD 41, por gente que trabalha em gabinetes de parlamentares e em governos.
Ontem essa República do Paraná, porém, testou um dos limites mais caros à democracia. Ela não se importou em colocar suas tropas para massacrar professores.
Ao mesmo tempo, também ontem se descobriu que o delator do senador Anastasia, o policial federal conhecido por Careca e que foi libertado por Sérgio Moro, está foragido. Ou seja, o inquérito contra o parlamentar fica interrompido enquanto isso.
O jogo começa a ficar mais claro. A Operação Paraná mostra sua verdadeira face. E se por um lado isso deixa a disputa mais transparente, por outro é preciso saber como jogar esse novo jogo com uma nova direita violenta e golpista que se mostra articulada em várias esferas.
Os professores que ontem foram massacrados podem ser a chave para enfrentar esse processo. O Brasil tem uma dívida histórica com esse segmento e não há nada melhor do que investir em educação para se derrotar a estupidez e a barbárie. Parabéns, professores do Paraná, vocês tiraram o bicho da toca.
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COM GRITOS DE “AÊÊÊ” E “ISSO AÍ”, RICHA E ASSESSORES COMEMORAM MASSACRE DOS PROFESSORES; VEJA O VÍDEO



do Blog do Esmael Morais, sugerido por Messias Franca de Macedo

O governador Beto Richa (PSDB) e seus principais assessores, da sacada do Palácio Iguaçu, 
comemoraram esta tarde o massacre contra os professores do Paraná.
Quando a polícia lança bombas, os palacianos ccomemoram com gritos de “aêêê” e “isso aí”.
O vídeo foi enviado ao Blog do Esmael por um dos integrantes do primeiro escalão do governo do 
estado.
Mais de 200 educadores ficaram feridos no confronto no Centro Cívico.
Várias entidades e personalidades políticas emitiram nota de repúdio contra Richa, dentre as quais a 
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR).

Teori Zavascki merece palmas de pé por ter posto Sérgio Moro no seu devido lugar


Devolveu respeitabilidade ao STF

por : Paulo Nogueira

Teori Zavascki jamais vai ser o Homem do Ano da Globo, e isto é um formidável ativo que ele carrega.
Teori é aquele tipo de ministro do STF tão raro: aquele que não se deixa deslumbrar e intimidar pela mídia.
Suas sentenças não parecem feitas para agradar a Globo, e sim para buscar o máximo de justiça numa disciplina complexa e não exata.
Mais que nenhum outro juiz, ele deu uma cara nova ao Supremo quando a ele chegou, num momento em que Joaquim Barbosa, sob incentivo cínico da mídia, comandou um espetáculo tétrico de justiça partidarizada no Mensalão.
Depois de escolhas desastrosas de juízes pelo PT – Barbosa por Lula, Fux por Dilma – Zavascki devolveu ao menos parte da respeitabilidade perdida pelo STF no Mensalão.
É antológica a enquadrada que Zavascki deu, ontem, em Sérgio Moro, candidato a ser um novo Joaquim Barbosa como símbolo da justiça torta com sua condução descaradamente antipetista da Lava Jato.
Zavascki usou as palavras certas: o método de Moro – manter presas pessoas sem culpa configurada em busca de delações — é “medievalesco” e envergonha qualquer “sociedade civilizada”.
Moro acabou ali.
O que se verá, daqui por diante, são os restos de Moro vagando por Curitiba, à espera do desfecho de uma história da qual ele sai como vilão.
Gilmar Mendes acompanhou Zavascki na sessão que liberou nove empreiteiros que já não tinham o que fazer na prisão. Mas é difícil encontrar nobreza em Mendes.
É mais fácil imaginar que ele tenha votado certo pelo motivo errado – raiva de Moro por estar recebendo os holofotes que foram dele e colegas do STF no Mensalão.
Zavascki fez uma coisa que parecia impossível até pouco tempo atrás: deixou o STF com cara de tribunal de justiça, e não de departamento jurídico da direita.
Por isso, palmas para ele.
De pé.
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O repúdio à repressão policial dos Covardes Tucanos do Paraná


O ministro da Cultura, Renato Janine; o secretário-adjunto de Direito Humanos de São Paulo, 
Rogério Sottili, o profeito de Curitiba e Luciana Genro criticaram Beto Richa (PSDB)

Jornal GGN - Após ação repressiva e violenta da Polícia Militar do Paraná contra servidores públicos, maioria professores, na manifestação desta quarta-feira (29), políticos se manifestaram em suas redes sociais, repudiando os atos.
O ministro da Cultura, Renato Janine Ribeiro, publicou nota lamentando: "a greve e seus desdobramentos, entre eles os mais graves e inaceitáveis, como a violência, praticada por qualquer parte, prejudicam a todos: estudantes, professores, pais e sociedade", escreveu o ministro, em nome da pasta.



O secretário-adjunto de Direito Humanos da Prefeitura de São Paulo, Rogerio Sottili, falou em "estado de exceção instalado no Paraná pelo governador Beto Richa". "Absolutamente repudiável", disse o secretário, completando que "tamanha truculência e violência não deve ter espaço em um país democrático". Sottili também manifestou apoio à ação do prefeito de Curitiba em utilizar a Prefeitura como refúgio para os manifestantes feridos.



O prefeito, Gustavo Fruet (PDT), por sua vez, além de publicar diversos apelos ao governo do Paraná em sua página pessoal do Facebook, manifestou que o dia amanheceu cinzento em Curitiba. "Chegando na Prefeitura para por a casa em ordem e retomar a rotina", disse o prefeito.



A ex-candidata à presidência Luciana Genro (Psol) também usou sua página para criticar o governador de "Hitler do Paraná". “Essa repressão brutal só vai aumentar ainda mais o ânimo de luta dos professores, que com certeza terão o apoio da população do Paraná diante dessa brutalidade em defesa da educação, em defesa do direito dos professores”, disse Genro, completando que a ação da PM é "inaceitável".
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Contra a "Pátria Educadora" o PSDB cria a “Porrada Educadora”

ENQUANTO A REDE BOBO FAZ COBERTURA DE BALTIMOR E NO NEPAL... BRASIL MATA MAIS JOVENS NEGROS DA PERIFERIA


Segundo dados do Mapa da Violência de 2014, a principal vítima é a juventude pobre e de 
baixa escolaridade; os homicídios de pessoas na faixa entre 15 e 29 anos de idade custaram ao 
Brasil cerca de R$ 88 bilhões em perdas no ano passado, ou 1,6% do Produto Interno Bruto 
(PIB), mais que os R$ 82 bilhões estimados em 2013, conforme cálculo do Instituto de Pesquisa 
Econômica Aplicada (Ipea)

247 – De acordo com o Mapa da Violência de 2014, a principal vítima de homicídios no Brasil é a 
juventude pobre e de baixa escolaridade.
Entre 2002 e 2012 o número de homicídios de jovens brancos caiu 32,3%, enquanto a quantidade de 
jovens negros assassinados subiu 32,4%. Eles morrem no meio da rua, atingidos por disparo de 
armas de fogo, entre 20h e meia noite, nos fins de semana.
Os homicídios de pessoas na faixa entre 15 e 29 anos de idade custaram ao Brasil cerca de R$ 88 
bilhões em perdas no ano passado, ou 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), mais que os R$ 82 
bilhões estimados em 2013, conforme cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Leia aqui reportagem de Ligia Guimarães sobre o assunto.
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Câmara derruba obrigatoriedade da rotulagem de alimentos transgênicos


Mais uma da Câmara do retrocesso. Muitos consideram o PL um atentado ao direito à 
informação da população, cujo projeto só beneficiaria as empresas do agronegócio.

Da Página do MST

Na noite desta terça-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou em plenário o Projeto de Lei que
prevê a não obrigatoriedade da rotulagem de alimentos que possuem ingredientes transgênicos.
Foram 320 votos a favor e 120 contra. Muitos consideram o PL 4148/2008, do deputado ruralista
Luiz Carlos Heinze (PP/RS), um atentado ao direito à informação da população, cujo projeto só
beneficiaria as empresas do agronegócio que querem esconder a origem do produto comercializado.
Agora, o PL segue para o Senado.
Como funciona
Pela atual lei, desde 2003, todos os produtos que contêm os chamados Organismos Geneticamente
Modificados (OGMs) devem trazer em seus rótulos o símbolo T amarelo e a informação da espécie
doadora dos genes.
O projeto 4148 pretende, no entanto, suplantar essa conquista do consumidor em favor da liberdade
da indústria alimentícia de não informar o real conteúdo que disponibiliza nas prateleiras.
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“O BRASIL PRECISA DAR UM BASTA A BETO RICHA”



De Jean Wyllys, no facebook:

O que está acontecendo no Paraná é estarrecedor e deveria ser, agora mesmo, o foco de atenção de todos aqueles e aquelas que defendemos a democracia como forma de vida. O governador Beto Richa (PSDB) transformou hoje a cidade de Curitiba num verdadeiro cenário de guerra!
Os professores e professoras da rede pública e outras categorias tinham se mobilizado para protestar contra a votação de um projeto de lei do governo estadual que pode desfinanciar o fundo estadual da previdência dos servidores públicos (porque o governador quer usar esses recursos dos trabalhadores para cobrir o rombo das contas públicas que sua má gestão provocou) e o protesto, legítimo, foi reprimido de forma brutal pela Polícia Militar sob as ordens do tucano, deixando mais de 150 feridos, dos quais alguns em estado grave.
Os e as policiais — foram mobilizados mais de 4 mil agentes — estão usando balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta, cassetete, jatos de água e até cachorros que são lançados sobre manifestantes e jornalistas, que acabam sendo mordidos. Parecem cenas da época da ditadura militar!
Acabei de conversar por telefone com nosso companheiro Cesar Fernandes, do diretório municipal do PSOL de Curitiba. Ele me contou que os manifestantes foram atacados durante mais de uma hora e meia com bombas de gás lacrimogênio e existem, nos prédios que rodeiam a manifestações, franco-atiradores (!!) colocados pela polícia, que atiram com balas de borracha e acertam, em muitos casos, na cara dos manifestantes.
Bombas de efeito moral foram jogadas de helicópteros e também foi usada uma nova forma de repressão que consiste em atordoar as pessoas com um aparelho que produz um tipo de som insuportável para o ser humano. A prefeitura da Capital (não alinhada com Richa), em estado de emergência, mobilizou o sistema de saúde para atender os feridos e a OAB está colaborando com os sindicatos e movimentos sociais, porque há muitos manifestantes presos.
Um dado chocante: dezessete policiais estão presos, por ordem do governador, porque se recusaram a participar da repressão brutal contra os trabalhadores.
Parte da grande mídia, como sempre, fala em “confronto entre professores e policiais”, o que resulta em ridículo: é como falar em confronto entre o peito e a bala, entre as costas e a paulada. Como bem explica Bernardo Pilotto, ex-candidato a governador do PSOL do Paraná, de um lado há trabalhadores e do outro tem até helicópteros.
E a categoria que mais se mobilizou foi a dos professores, composta majoritariamente por mulheres e “envelhecida” pela falta de concursos públicos. Aliás, quem já participou de greves e mobilizações sabe que a violência sempre parte do lado da polícia (e, quando parece que partiu do lado dos manifestantes, geralmente trata-se de pessoas infiltradas pela própria polícia para provocá-la e depois dizer que foram “vândalos”).
Acabamos achando natural que uma manifestação de estudantes ou trabalhadores só pode terminar com cenas de violência, mas não é assim. Existem experiências em outros países (onde antes acontecia o mesmo) que provam que quando os governos mudam a política de repressão violenta dos conflitos sociais pela negociação, com o diálogo e a contenção não violenta das manifestações, com a polícia se limitando apenas a cuidar do patrimônio e a segurança das pessoas (também dos próprios manifestantes), um protesto pode sim começar e terminar em paz.
O Paraná é um bom exemplo do extremo contrário. O jeito tucano de fazer as coisas (o governo não aceitou negociar ou ceder em nada e, enquanto a polícia instalava a barbárie fora da Assembleia Legislativa, dentro votavam tudo o que ele queria) se mistura com as pretensões autoritárias do governador, que age como um ditadorzinho arrogante e violento. O resultado disso são dezenas de pessoas feridas e hospitalizadas e gás lacrimogênio até nas creches próximas ao local da repressão.
O Brasil precisa dar um basta a Beto Richa.
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O infame Beto Richa, governador do Paraná



Luis Nassif

O governador Beto Richa (PSDB), do Paraná, é o retrato doloroso do que se transformou o principal 
partido de oposição no país.
O partido fundado por Franco Montoro, Mário Covas, que abrigou a generosidade de Sérgio Motta, a 
sensibilidade social de Bresser-Pereira, e até a temperança de um José Richa, a esperança de uma 
socialdemocracia moderna, tornou-se um valhacouto do que pior e mais rancoroso a política 
brasileira exibiu nos últimos anos.
A usina de ideias e propostas que parecia brotar do partido no inicio dos anos 90 foi substituída por 
uma cloaca interminável, um lacerdismo sem talento, um samba de uma nota só desafinado.
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Derrotado em Minas Gerais, restaram ao partido dois estados para mostrar, até 2018, um mínimo de 
políticas inovadoras: São Paulo e Paraná.
De São Paulo não se espere nenhuma pró-atividade. Por aqui, definham institutos de pesquisa, 
aparelho cultural, universidades e, especialmente, as ideias.
Hoje haverá audiência pública para a extinção da Fundap (Fundação de Desenvolvimento 
Administrativo) e da Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal).
Hoje em dia, há uma disputa ferrenha para definir o governo mais inerte: se o de Dilma ou de 
Alckmin.
***
Mas nada se equipara ao desastre completo que se observa no Paraná.
O massacre que a Polícia Militar impôs, ontem, aos professores que manifestavam contra o governo 
entrará para a história política contemporânea como o dia da infâmia.
200 pessoas feridas, 15 em estado grave, uma covardia sem fim, cujo único gesto nobre foi o de 17 
policiais que se recusaram a atacar os manifestantes – e foram punidos por isso.
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É apenas o desfecho de uma gestão desastrosa, que quebrou o estado. Mas reflete um estado de 
espírito que se apossou do partido, quando substituiu os intelectuais por pitbulls de baixíssimo nível.
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Nos últimos anos, a reboque da mídia, a única bandeira que o partido cultivou foi o antipetismo – 
como se fosse possível se tornar alternativa de poder sendo apenas anti.
Hoje em dia definha o PT e definha o governo Dilma, o país está rachado ao meio, há um ódio 
permanente no ar. A política econômica procede a aumentos sucessivos da taxa Selic, com a 
atividade econômica agonizante. E o governo patina sem um projeto de país para oferecer.
Seria o momento de se apresentarem os mediadores, os que conseguissem ser a síntese das políticas 
sociais do PT com a visão de mercado do velho PSDB desenvolvimentista.
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Mas a miopia reiterada dos seus gurus, a falta de visão estratégica, o personalismo absurdo de uma 
geração geriátrica que se aboletou no poder, impediu a renovação do PSDB e permitiu que o infame 
Beto Richa se tornasse a cara do partido.
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O que Richa fez foi apenas externar, com atos, a virulência desmedida da cara do partido, os 
Aloysios Nunes, Aécios Neves, Carlos Sampaios, Josés Serras.
Não foi à toa que, nas últimas eleições, a parcela mais moderna do empresariado paulista saltou fora 
do bonde do PSDB e tentou fazer alçar voo a candidatura de Marina Silva.
O espaço político está vago para aventureiros políticos, porque a geração das diretas acabou.

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VÍDEO BOMBA !! “Ministro, me devolve a chave da cadeia!”

quarta-feira, 29 de abril de 2015

CURITIBA VIVE GUERRA CONTRA CONFISCO DE RICHA

Richa e os Tucanos do Paraná tratam professores com porrada


Truculência da polícia de Beto Richa deixa 107 servidores feridos. Requião: agressão de Richa 
contra os professores é estúpida, violenta, cruel,imbecil, idiota e desnecessária

Na tarde desta quarta-feira (29), professores em greve no Paraná e policiais militares entraram em confronto na frente da Assembleia Legislativa em Curitiba, onde é votado projeto de lei que altera a fonte de pagamento de cerca de 30 mil beneficiários para o Fundo Previdenciário.
De acordo com relatos, os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e jatos de água contra os manifestantes.
“Agressão de Richa contra os professores é estúpida, violenta, cruel,imbecil, idiota e desnecessária”, manifestou-se o senador Roberto Requião (PMDB-PR) pelo twitter.
Com as mudanças na Paranáprevidência, o governo estadual, comandado por Beto Richa (PSDB-PR) deixa de pagar sozinho as aposentadorias e repassa parte da conta para os próprios servidores, já que o fundo é composto por recursos do Executivo e do funcionalismo. A medida cria uma economia de R$ 125 milhões mensais ao governo.



““Nunca imaginei que em pleno século XXI depois de lutas muito importantes pela democracia, pudéssemos viver um momento terrível como esse, um aparato policial de guerra, com helicóptero voando baixo derrubando as barracas e ameaçando retirar os professores que luta conta a retirada de direitos previdenciários dos servidores públicos do Estado do Paraná. Nesse momento, somos mais de 20 mil nessa praça de guerra.”, afirmou Carmen Foro, vice-presidenta da CUT Nacional.
De acordo com o portal G1, o presidente da Assembleia disse que manterá a votação.
“O que ocorre lá fora não é problema desta Assembleia”, declarou o presidente Ademar Traiano (PSDB).
“Não há bomba na Assembleia, a sessão tem que continuar”, finalizou.

Em tempo: Já são 107 feridos:

Jornal GGN - O governo do Paraná, capitaneado pelo tucano Beto Richa, montou uma estrutura "de guerra", segundo relatos da equipe da Folha de S. Paulo, para conter os protestos de trabalhadores do setor público (a maioria, professores) contra a votação do projeto que altera a previdência dos servidores pelos deputados estaduais, nesta quarta-feira (29).
O Estadão relatou, por volta das 15h, que professores e policiais militares entraram novamente em confronto em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, e cerca de 50 pessoas sairam feridas após a polícia lançar mão de bombas de efeito moral, balas de borracha, jatos de água e gás de pimenta. No dia anterior, o arsenal foi o mesmo, mas o número de feridos aumentou no confronto de hoje. Os professores estão em greve desde o início da semana.
Segundo a Folha, entre os manifestantes há alunos da rede pública, que tiveram de recuar depois da truculência da PM, mas ainda tentam acompanhar a votação do projeto encaminhado por Richa à Assembleia. No início do ano, a Casa foi invadida por servidores em greve. Desta vez, os deputados conseguiram na Justiça a proibição de invasores na sessão. A polícia diz que recebeu ordens de cumprir com o mandado.
Um vídeo caseiro divulgado pela página do Facebook "Insurgência" - que, por volta das 17h, já falava em mais de 100 feridos - mostra o cenário de violência encampado pela polícia do Estado. A prefeitura de Curitiba, que fica em frente à Assembleia, foi usada como ambulatório emergencial para dar conta dos casos de agressão. Em comunicado oficial, o Paço disse que o Centro Cívico parece "uma praça de guerra" e está evacuando as escolas da região por conta dos efeitos do gás. Os funcionário da prefeitura seguiram no atendimento às vítimas.
Todas as entradas da Assembleia estão fechadas e os policiais foram orientados a usar o cassetete se for preciso, mas sem mirar em membros superiores. "Se precisar usar a tonfa [cassetete], é por baixo! Nada de sair girando por cima", disse um dos comandantes.
Os deputados começaram a votar, esta semana, um projeto que pretende alterar a previdência estadual, aliviando o caixa do governo em R$ 1,7 bilhão ao ano. Por volta das 17h40, eles ainda debatiam o assunto, com alguns parlamentares de oposição ao governo Richa lamentando a operação de guerra montada pelo tucano.
O deputado Ademar Traiano (PSDB) foi para a truculencia. Mesmo com pedidos de diversos parlamentares para que a sessão fosse adiada, ele disparou: "A bomba não é aqui dentro. Então, vamos votar [o projeto do governador]."
Além de professores, outras categorias como agentes penitenciários e sevidores da saúde estão unidos contra o projeto.
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