sábado, 3 de junho de 2017

FRANGOTE DA GLOBO JATO QUER PRISÃO DE LULA E DEVOLUÇÃO DE R$ 87 MI POR TRIPLEX QUE NÃO É DELE


Embora o chamado "triplex do Guarujá" pertença à construtora OAS, conforme demonstra 
escritura pública, e as testemunhas do processo tenham inocentado o ex-presidente Luiz Inácio 
Lula da Silva, o Ministério Público arguiu, em suas alegações finais, que ele deve ser preso em 
regime fechado pelo juiz Sergio Moro e condenado a devolver R$ 87 milhões, sob a acusação de 
ter se beneficiado em reformas no imóvel; Lula hoje lidera todas as pesquisas sobre a sucessão 
presidencial e seria eleito novamente se as eleições ocorressem hoje; para que ele seja impedido 
de concorrer pelo Judiciário, é preciso que seja condenado em segunda instância antes da 
disputa e é nisso que aposta a direita brasileira; o MP também pediu reduções de penas aos 
executivos da OAS que acusaram Lula.

Li, com infinita paciência, as alegações finais
(aqui, as 341 páginas, em pdf) da “Força Tarefa”
no processo do “triplex do Guarujá”. É o
powerpoint versão texto. Primeiro, faz-se uma
dissertação sobre as “provas indiciárias”. Isto é,
o indício tomado como prova, sem que se
consiga evoluir da suspeita para a comprovação
fática.Valem-se de transcrições da Ministra Rosa
Weber, no caso do mensalão, talvez escritas por
seu entãojuiz-auxiliar Sérgio Moro, na época
ainda na obscuridade.
Nelas, um trecho chama a atenção, embora não
grifado pelos promotores: “também aqui a
clareza que inspira o senso comum autoriza a
conclusão (presunções, indícios e lógica na interpretação dos fatos)”. Senso comum, o deles: são as
famosas “convicções”. Os exemplos trazidos para justificar são de uma pobreza atroz. As
comparações são com tráfico de drogas: se o sujeito é encontrado com quase dois quilos de cocaína e
20 quilos de maconha é um indício de que ele trafica.
Claro, se tivessem encontrado uma conta milionária de Lula, ou as jóias da Adriana Ancelmo, ou
apartamentos em seu nome ou de seus parentes, ou dinheiro em qualquer parte, poderia, daí, ser
inferido que ele praticou corrupção. Mas não se encontrou e portanto, é preciso dar o passo seguinte.
Partem para a tristemente famosa “teoria do domínio do fato”.
Dizem que Lula nomeou ministros e dirigentes de empresas indicados por outros partidos para obter
maioria no Congresso ( alguém consegue lembra de um presidente ou governador que não tenha
feito o mesmo?) e que, por isso, sabia que eles iriam lá para roubar:
Os diretores da Petrobras que roubaram, segundo a denúncia, “agiram na execução de um comando
central que objetivava, ilicitamente, enriquecer
os envolvidos, alcançar governabilidade criminosa e perpetuar-se no poder, no centro do qual se
encontrava o ex-Presidente Lula, tanto enquanto ocupante do maior cargo do Poder Executivo
brasileiro, quanto na condição de importante líder partidário com influência no Governo ulterior”.
powerpoint na veia, nem precisa das setinhas.
Lula “nomeou e manteve em cargos de Direção da Petrobras pessoas que sabia comprometidas com
atos de corrupção e que efetivamente se corromperam e se omitiram em seu dever de ofício de
impedir o resultado criminoso”.
Ele sabia que diretores com dezenas de anos na empresa eram ladrões. Sabia, como, se não não havia
inquérito, processo, sentença, sequer uma anotação funcional que os desabonasse?
Ora, sabia porque tinha de saber, embora ninguém soubesse, além dos próprios corruptos e seus
corruptores.
De tal imenso esquema de corrupção, alegam os promotores, teriam sido produzidas vantagens
indevidas no “valor de, pelo menos, R$ 87.624.971,26. Destes, sustentam, R$ 2.424.990,83, teriam
sido recebidos por Lula “por meio de expedientes de ocultação e dissimulação de propriedade de
bens e valores”: o tríplex-pombal do Guarujá e o armazém para guardar os caixotes que foi obrigado
a levar quando deixou o governo, com o acervo presidencial.
Não há prova de que o apartamento é ou algum dia foi dele, ou de que, ao avaliar se valeria a pena
pagar a diferença do que já tinham de saldo na cooperativa habitacional, alguma vez tenham falado
em “ganhar” a diferença. Ou de que tenha pedido para guardar os caixotes senão como um favor,
mas para “descontar na propina”. Mas isso não tem importância alguma na peça onde o Dr. Deltan
Dallagnol encabeça a matilha acusatória.
Pedem que Lula seja condenado por lavagem de dinheiro 61 vezes, uma para cada mês de aluguel do
espaço do galpão dos caixotes! Que pague os R$ 87 milhões dos quais, dizem eles, foi beneficiado
com um quadragésimo deste valor! E que seja condenado por corrupção nos contratos que foram
celebrados entre a Petrobras e a OAS, nos quais influiu tanto quanto o presidente de uma empresa
influiu no fato de que um gerente ladrão superfaturou uma despesa da filial.
Catão, o Velho, ao observar o renascimento de Cartago após a Segunda Guerra Púnica, fazia questão
de encerrar tudo o que dizia, fosse o que fosse, com a frase: “Ceterum censeo, Carthaginem
delendam esse“, que virou o “Delenda est Cartago“. Significa, o latim: Entretanto, eu acho que
Cartago deve ser destruída.
Os rapazes de Curtiba acham Lula uma Cartago e, a si mesmos, nobres romanos, sob o Imperador
Moro, com seu polegar virado para baixo, a dizer: matem-no!

Postado em 3 de junho de 2017 às 7:55 am
Nas alegações finais apresentadas sobre o triplex os procuradores voltaram a insistir em "juízo de convicção" (pág. 52) ao invés de provas.

Os procuradores afirmam que "a solução mais razoável é reconhecer a dificuldade probatória" (pág. 53) e pedem a condenação sem provas.

MPF quer condenação de Lula sem provas no caso do triplex com base em teorias de livro de Dallagnol sobre "probabilismo" e "explacionismo".

MPF diz que Lula passou a ser dono do triplex em 2009 mesmo após a OAS se declarar proprietária em 2015 e usar imóvel para pagto de credores

As alegações finais apresentadas pelo MPF nesta sexta com base em "juízo de convicção" (p. 52) seguiram a absurda lógica do PowerPoint.

Globo (G1) transforma alegações finais de MPF do caso triplex em pedido de prisão que jamais existiu e nem poderia existir. Manipulação?

HOMEM MALA DE TEMER É PRESO EM BRASÍLIA


Foi preso na manhã deste sábado Rodrigo Rocha Loures, que recebeu uma mala com R$ 500 
mil em propina da JBS; de acordo com Ricardo Saud, ex-diretor da empresa, o dinheiro seria 
entregue a Michel Temer; a partir de agora, o Ministério Público tem 15 dias para finalizar a 
denúncia que pode sacramentar a queda de Temer; Loures já está a caminho de Brasília, onde 
ficará detido; há a expectativa de que ele possa fazer uma delação premiada, revelando quem 
era o destinatário do dinheiro; grávida de oito meses, sua mulher o incentiva a delatar Temer, 
que será denunciado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial – um caso 
inédito na história do Brasil e de qualquer democracia moderna

Da coluna de Mônica Bergamo na Folha:

O advogado do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, Cezar Bitencourt, informou à Folha na manhã 
deste sábado (3) que o ex-parlamentar foi preso. Ele teria sido avisado nesta manhã sobre a prisão 
pela mulher de Rocha Loures.
O ex-parlamentar foi preso em sua casa, em Brasília, informa ainda Bitencourt. O advogado está em 
Porto Alegre, pegando avião para se dirigir à capital federal.
A defesa diz que está “indignada”, por entender que a Justiça sequer analisou os argumentos
apresentados nesta sexta-feira (2) contra a detenção de Loures.
Nesta sexta, a defesa do ex-deputado afirmou ao ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal 
Federal), que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “quer a prisão [de Loures] apenas para 
forçar uma delação, como tem sido usual nos últimos tempos”.
“Desde o momento em que o deputado Osmar Serraglio não aceitou o Ministério da Cultura e optou 
por reassumir sua cadeira de deputado na Câmara, a grande mídia tem insistido que a qualquer 
momento o recorrido Rodrigo Rocha pode ser preso. E, invariavelmente, acrescentam que se ele não 
for preso provavelmente não irá delatar. Ou seja, a própria mídia já encorpou a filosofia adotada na 
Lava Jato de prender, para humilhar, fragilizar e apavorar os investigados para optarem pela 
delação”, afirma o advogado Cezar Bitencourt nos documentos que apresentou à corte para rebater o 
novo pedido de prisão feito por Janot.
(…)
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Depois de aumento de mais de 1000% em publicidade, IstoÉ faz entrevista chapa-branca com Temer


Publicação levanta a bola o tempo todo para o presidente e chega a perguntar: “O senhor acha 
que há um complô de forças para tentar tirá-lo da Presidência?”

Forum

Com o título “Provarei que a razão está ao meu lado”, a revista IstoÉ publicou nesta sexta-feira, dia 
2, entrevista exclusiva com o presidente Michel Temer. Feita no dia anterior, mais do que as 
respostas sobre as graves acusações, chama a atenção as “levantadas de bola” da revista para o 
presidente.
Começa com: “Por que o senhor quer ficar no cargo de presidente da República?”. Ao que Temer 
responde que é para “defender-se no aspecto moral” e “continuar transformando o Brasil” etc.
Em lugar de apertar o entrevistado, o repórter diz: “O que se comenta é que a Procuradoria-Geral da 
República deve denunciar o senhor…”. Deixando de lado o fato de que a procuradoria já entrou com 
diversos pedidos no Supremo Tribunal Federal.
Mas ou auge é quando questiona: “O senhor acha que há um complô de forças para tentar tirá-lo da 
Presidência?”, ao que Temer começa a responder que é difícil dizer, mas não fica difícil supor. “É 
interessante como há uma conjunção de urdidura”…. Seja lá o que isso queira dizer. Depois, a 
pergunta é: O senhor acha que o procurador geral, Rodrigo Janot, está sendo arbitrário no seu caso? 
A resposta: Olha, eu prefiro não comentar. E acho que isso já dá uma boa resposta, não é verdade? 
Para ler na íntegra, clique aqui.
Publicidade do governo para IstoÉ aumenta em mais de 1.300%
Pelos números levantados em maio deste ano pelo blog o Cafezinho, a Istoé foi o veículo de 
comunicação que teve o maior aumento em verbas de publicidade do governo federal no último ano, 
com 1.384% de acréscimo em relação ao ano anterior. Bom lembrar, como fez o blog à época, que a 
IstoÉ concedeu a Temer o título de “Homem do Ano” em 2016 e fez a cerimônia na qual Sergio 
Moro e Aécio Neves sentaram-se juntos e trocaram sorrisos e gentilezas.
Elaboração: O Cafezinho Foto Marcos Corrêa/PR (Agência Brasil)
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INTEGRA DO DISCURSO DE LULA AO CONGRESSO DO PT

GOLPISTA DE PRIMEIRA HORA, PIRANTE É O QUE MAIS FATURA EMENDAS NO GOVERNO POSTIÇO


Priante, do PMDB, ocupa a 19ª posição do ranking nacional do Sindicato de ladrões. O deputado 
do Pará conseguiu liberar emendas que somam R$ 13,5 milhões para seu rebanho eleitoral.

Com informações da assessoria de comunicação do Próprio José Priante

Em ranking divulgado pelo jornal Gazeta do Povo mostra o deputado federal paraense José Priante em 19º lugar como parlamentar que mais tem emendas pagas pelo governo federal entre o ano de 2015 até maio de 2017.
As emendas do deputado somaram R$ 13,5 milhões em investimentos para o Pará. 
Priante já é conhecido em alguns municípios como o campeão de emendas, pois em seus mandatos sempre lutou para levar o máximo de desenvolvimento ao estado.
Entre os investimentos que foram feitos com as emendas do deputado estão: construção e reformas de hospitais, construção de escolas, compra de equipamentos para área da saúde, quadras de esporte e lazer, compra de equipamentos agrícolas, recuperação de estradas vicinais, e tantos outros.
Segundo o deputado, esses números são fruto de um árduo trabalho em Brasília.
SIGA BRASIL
“Fui eleito para trabalhar em favor do povo do meu estado e esse resultado mostra que estamos na direção certa, buscando fazer sempre o melhor para o Pará”, afirmou Priante.
As informações para a construção do ranking foram extraídas do portal Siga Brasil, que é um sistema de informações sobre orçamento público federal.
O ranking classificou os 594 parlamentares do Congresso Nacional, sendo 513 deputados 81 senadores.
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ESCOLHIDO POR TEMER PARA COMPOR O SUPREMO, EX ADVOGADO DO PCC COMEÇA A MOSTRAR SERVIÇO

Posição do ministro do STF representa sua primeira polêmica no cargo, por protelar ainda mais o tema e agradar parlamentares com problemas na Justiça.

Empossado em março em meio a sérias
críticas por suas posições político partidárias
e por ter saído direto do Ministério da
Justiça – ocupando cota do PSDB no
governo Temer – para o cargo de ministro
do Supremo Tribunal Federal (STF),
Alexandre de Moraes protagonizou sua
primeira polêmica como integrante da mais
alta Corte do país nesta quinta-feira (1º),
depois de pedir vista da ação penal que trata
sobre foro privilegiado. O voto do relator,
Luís Barroso, foi por restringir o foro apenas
para autoridades durante crimes que tenham
sido cometidos por eles no exercício do
mandato. 
Moraes, ao lado de Gilmar Mendes, não disse explicitamente que não concordou com a tese do 
relator. Mas contestou o entendimento de que o atual sistema provoca problemas de morosidade e, 
em consequência, dificuldades para a imagem do STF.
Com a suspensão do processo até a devolução dos autos por Alexandre de Moraes, o julgamento da 
ação fica parado, colocando mais suspense no cenário de denúncias e criminalização de políticos 
ocupantes de cargos no país. A iniciativa deixou satisfeitos parlamentares que, ontem, forçaram a 
votação, no Senado, de proposta de emenda à Constituição (PEC) referente ao mesmo tema – que 
segue agora para a Câmara.
O argumento de vários deputados e senadores foi de que não gostariam que o assunto, considerado 
pertinente de forma específica ao Legislativo, fosse julgado antes pelo Judiciário. O ministro fez 
exatamente o que os parlamentares esperavam.
“Ele começou a dar uma de Gilmar Mendes”, alfinetou um conhecido advogado de políticos que 
acompanhou a sessão do Supremo. A referência a Gilmar Mendes foi pelo fato de o ministro já ter 
chegado a passar mais de um ano com um processo parado sob pedido de vista no seu gabinete.
“Está mostrando sua fidelidade ao governo Temer e aos parlamentares a quem sempre foi ligado”, 
disse em reservado um ministro aposentado de outro tribunal superior que hoje advoga. A sua 
avaliação é que o maior tempo que demorar para retornar o julgamento contará como ponto 
favorável para a situação do atual presidente da República e os integrantes da sua equipe ministerial 
denunciados na Operação Lava Jato.
O argumento de Alexandre de Moraes ao pedir vista do processo foi de que se a restrição ao foro 
privilegiado for aprovada, o STF poderá levar meses ou anos para decidir quais os processos penais 
deverão continuar sendo analisados no tribunal, já que esse tipo de avaliação, segundo ele, terá de 
levar em conta “vários pontos de vista”.
Controle de excessos
O ministro Gilmar Mendes seguiu com a mesma posição de Moraes. Afirmou que o STF pode vir a 
fazer “populismo institucional” caso os ministros da corte passem a tratar o fim da prerrogativa de 
foro como o que chamou de “panaceia para a impunidade no Brasil”.
Isso porque, ao dar seu voto, Luís Barroso citou, ontem, números de processos que demoraram anos 
para serem julgados porque os réus ficam mudando de foro, quando deixam de exercer um cargo, 
muitas vezes sendo nomeados por aliados e pedindo exoneração propositadamente até que o crime 
prescreva. “Basta ler os jornais para percebermos que isso acontece todo dia”, argumentou o ministro 
relator.
Mendes, discordou e defendeu que o Supremo tem a função de controlar excessos. Segundo ele, 
alguns inquéritos se alongam indevidamente porque não se fez investigação e não, por conta do foro 
privilegiado propriamente. “Eventuais demoras não podem ser creditadas exclusivamente ao STF. De 
fato, tem de haver outra disciplina para o foro, mas não podemos vender a ilusão para a população 
que este é o problema, quando temos um sistema altamente ineficiente no primeiro grau”, criticou.
Votaram acompanhando a posição do relator o ministro Marco Aurélio de Mello e as ministras Rosa 
Weber e Cármen Lúcia (presidenta da Corte). Os demais ministros só vão dar seu voto após a 
devolução dos autos e retomada do julgamento.
Contra o ‘ativismo’
Alexandre de Moraes já se manifestou anteriormente dizendo ser contrário a decisões tomadas pelo 
Judiciário que digam respeito aos outros poderes. Durante sua sabatina no Senado, chegou a afirmar 
que considera o ativismo judicial “um perigo para a democracia”, especialmente no Supremo, porque 
poderia levar o Judiciário a avançar sobre atribuições de outros poderes.
Sucessor do ministro Teori Zavascki, morto no início do ano em um acidente aéreo ainda em 
investigação, Moraes assumiu um acervo de 7 mil processos ao tomar posse, mas não pegou a 
relatoria dos processos referentes à Lava Jato, que também estavam com Zavascki. Estes, foram 
transferidos para o ministro Edson Fachin.
O caso que está sendo julgado, cuja decisão determinará como ficará o foro privilegiado para 
políticos daqui por diante, diz respeito à restrição de foro do prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da 
Rocha Mendes.
Rocha Mendes chegou a ser empossado como suplente do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-
RJ), mas renunciou ao mandato para assumir a prefeitura de Cabo Frio. Ele responde a uma ação 
penal no STF por suposta compra de votos, mas, em função da troca de cargo de deputado para 
prefeito, o processo no qual é réu foi remetido para a Justiça do Rio de Janeiro.
É essa situação, que tem sido observada com constância na corte em relação a vários políticos, que 
tomou como base o prefeito fluminense, que está​ sendo julgada. Mediante pedido protocolado pela 
Procuradoria-Geral da República para que o STF ponha fim à questão. A decisão se refletirá em 
inúmeros processos contra políticos de todas as esferas do país.
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RECORD NEGOCIOU ENTREVISTA COM TEMER EM TROCA DE DÍZIMO DA CAIXA


Grampos mostram que o Moreira (Agorá) Franco encaminhou pedido da emissora instado por 
Aécio.

Grampos da Polícia Federal revelam telefonemas do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o 
ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral de Governo) e um executivo da TV Record 
negociando uma entrevista de Michel Temer na emissora em troca de publicidade da Caixa 
Econômica Federal, segundo reportagem do BuzzFeed, que divulgou o áudio do diálogo; o 
pedido da emissora acabou sendo negado pela área técnica do banco e a entrevista não foi 
realizada.

Conversas entre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), o ministro Moreira Franco 
(Secretaria-Geral de Governo) e um executivo da TV Record indicam uma negociação para a 
emissora ter demandas atendidas pela Caixa Econômica Federal em troca de fazer uma entrevista 
com o presidente Michel Temer (PMDB).
A conversa, travada entre Aécio e Douglas Tavolaro, sobrinho do bispo Edir Macedo e vice-
presidente de jornalismo do grupo, fala em “juntar tudo num pacote e sair”.
Em outra conversa, citando o conhecimento do presidente Temer do pedido da Record, Aécio cobrou 
o ministro Moreira Franco para “entrar no circuito com o cara da Caixa” e este disse que já tinha 
encaminhado a demanda da emissora.
Tratava-se de um pedido de patrocínio da Record à Caixa — que foi negado pela área técnica do 
banco. Segundo a Caixa, foi o próprio Moreira Franco quem encaminhou o pedido da emissora. A 
entrevista da Record com Temer não foi realizada.
Em mais de um momento, durante um telefonema, Aécio e Moreira Franco dão a entender que há o 
aval de Temer. Em todos os diálogos, o telefone grampeado é o do senador Aécio Neves. Os 
grampos foram realizados na noite de 19 abril.
Naquele mês, Temer realizou um périplo de entrevistas à imprensa — estratégia que é elogiada pelo 
executivo da Record. O presidente, por exemplo, deu entrevistas exclusivas à TV Bandeirantes, duas 
ao SBT (uma delas ao apresentador Ratinho), além de rádios e agência de notícias. Na semana 
anterior, a delação da Odebrecht havia sido divulgada e colocado Temer em mais uma crise política.
Enquanto o Planalto montava um plano de entrevistas, Aécio Neves estava sendo grampeado pela 
Polícia Federal, em razão de ter sido flagrado em áudio pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley 
Batista, da JBS.
É nesse contexto que acontecem as conversas. São três diálogos num espaço de poucos minutos. Em 
resumo, Aécio e Douglas tratam de uma entrevista com Temer e o executivo pede ao senador para 
falar com Moreira Franco. Minutos depois, o tucano fala com ministro.
Fica claro qual era a demanda da Record: um “assunto paralelo” na Caixa. Aécio usou a seguinte
expressão ao pedir a Moreira Franco: “Entrar no circuito com o cara da Caixa”.
O tucano ainda avisa: “É aquelas coisas que não precisa falar por telefone”. Por fim, Aécio retorna a
ligação a Douglas e pede para ele procurar Moreira Franco.
Evaristo Sa / AFP / Getty Images
Tudo aconteceu num período de dez minutos. Primeiro, às 19h57. Era 19 de abril, uma quarta-feira.
O executivo da Record Douglas Tavolaro relata a Aécio que estava recebendo ligações do ministro 
Moreira Franco.
O executivo diz que, de propósito, não iria atender o telefonema, porque imaginava que seria um 
pedido de entrevista — e a resposta seria negativa.
“Só tem um jeito de sair. Se tiver uma coisa, entendeu?”, diz o executivo a Aécio. A Caixa não é 
citada ainda.
Ouça o diálogo de Aécio Neves com Douglas Tavolaro, executivo da Record: 19 de abril de 2017, 
19h57.

GENTILI É UM COMPLETO IMBECIL, DETONA O ATOR GUSTAVO MENDES


"Nunca imaginei que algum comediante da nova geração fosse usar um espaço de TV aberta 
para ser um completo imbecil", disse o ator Gustavo Mendes, que ficou conhecido por fazer 
imitações da presidente eleita Dilma Rousseff sobre o humorista Danilo Gentili; "Hoje o 
politicamente incorreto é ser reacionário, imbecil, preconceituoso, machista, racista, e é 
impressionante como pessoas dessas têm espaço na televisão", disse o ator.


CORONEL E VEREADOR DO PARAZINHO ORGANIZAM ATO EM DEFESA DOS ACUSADOS DE CHACINA

Postado em 2 de junho de 2017 às 9:35 am



Guilherme Boulos @GuilhermeBoulos