quarta-feira, 12 de abril de 2017

PORQUE SERÁ ? A AUSÊNCIA GRITANTE DO JUDICIÁRIO NA LISTA DE FACHIN


A ex-ministra do STJ Eliana Calmon havia dito que “é impossível levar a sério essa delação 
caso não mencione um magistrado sequer”

Numa zapeada na noite de terça, dia 12, flagrei o pessoal da GloboNews espancando Sérgio Cabral.
Cabral, segundo a turma de Merval Pereira, Renata Lo Prete e Gerson Camarotti, criou, ao longo dos 
anos, um esquema de corrupção que não deixou de fora nenhum pedaço do governo.
Cada secretaria, cada naco do poder público, foi dominado.
Sérgio Cabral foi senador pelo Rio, depois duas vezes governador, entre 2007 e 2014. Fez o sucessor 
Pezão. Está, como se sabe, em cana.
A Globo se orgulha de ser carioca e de cuidar como mãe de sua cidade e de seu estado. É um 
bairrismo de bater no peito e gritar feito o Tarzã.
Ninguém ali notou nada de errado no Cabral nesses anos?
Com um arsenal gigantesco de comunicações, equipes numerosas, fontes, lobistas, redações 
equipadas, jornalistas bem pagos — ninguém viu o Cabral roubando no quintal de casa?
Ou bastaram as fotos dele com Luciano Huck?

Janete e Fachin

A ausência do Judiciário na lista de Fachin é gritante demais para ser ignorada.
Toda a República está lá, entregue por 78 delatores. A Câmara, o Senado, o presidente, ex-presidentes, mortos, vivos, parentes, amigos, filhos, mulheres, maridos — e nem um nome de juiz ou desembargador?
Nove ministros, três governadores, 24 senadores e 37 deputados federais. Tem até o Vado da Farmácia.
E ninguém dos tribunais superiores. A Odebrecht operou esse tempo todo sem desembolsar um tostão por, digamos, uma sentença favorável?
Difícil.
No final do ano passado, Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça, deu uma entrevista a Ricardo Boechat. “Delação da Odebrecht sem pegar o Judiciário não é delação”, lembrou.
“É impossível levar a sério essa delação caso não mencione um magistrado sequer”.
A bem vinda guerra contra a corrupção fica manca dessa maneira. Por que nada foi perguntado aos executivos sobre isso?
Ao jornal Tribuna da Bahia, Calmon foi além. “Nessa república louca que é o Brasil, temos aí o Executivo e o Legislativo altamente envolvidos nas questões da Odebrecht, de acordo com as delações no âmbito da Operação Lava Jato. Tem-se aí pelo menos uns 30 anos em que a Odebrecht ganha praticamente todas as ações na Justiça”, afirmou.
“O Judiciário nunca toma uma posição contrária à empresa? Será que o Judiciário é o mais correto dos poderes? Em todas essas inúmeras licitações que a Odebrecht já ganhou no Brasil nunca a Justiça encontrou nada suspeito sem que precisasse alguém denunciar”.
A classe política está na lata do lixo. Um salvador da pátria tem tudo para emergir.
Se não Bolsonaro, que é uma besta, eventualmente o “gestor” João Doria. Vai depender do que decidirem os donos togados do Brasil.
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JANETE FINGE DE NÂO SABER.... MAS TEMER PODE SER INVESTIGADO, SIM!

Será que o Dr Janot conhece o art. 
86, § 4° da CF?

Comentário de Eugênio Aragão, 
ministro da Justiça a propósito dos 
que querem tirar o MT da forca 
(antes da hora)

A concepção de que o Presidente da 
República não pode ser investigado 
resulta de uma leitura equivocada da 
Constituição. O art. 86, § 4° da CF 
estabelece apenas que ele não pode 
ser, na vigência do mandato, 
"responsabilizado por atos 
estranhos ao exercício de suas 
funções". 
Isso significa que ele não pode ser acusado apenas. 
Mas pode ser investigado sim, do mesmo modo que, no 
direito internacional, se admite a investigação de diplomata 
com imunidade, para permitir sua posterior persecução no país de origem. 
A investigação imediata é necessária para assegurar a prova que 
possa, numa ação penal futura, após o mandato, embasar a 
acusação. 
Deixar de investigar é permitir que a prova pereça e esse não é o 
objetivo do dispositivo constitucional.

GOLPISTA E LOBBYSTA INVETERADO, O DEP. PIRANTE AVANÇA COMO UMA FLEXA(RIBEIRO) SOBRE AS ÁREAS PROTEGIDAS DO PARÁ


Jornal GGN - 660 mil hectares da Amazônia, localizados no oeste do Pará, estão em risco devido à uma manobra aprovada no relatório da comissão mista do Congresso. O relatório aprovado do deputado José Priante (PMDB/PA) analisou a Medida Provisória 756, propondo alterações nos limites da Flona do Jamanxim e criando a Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim.
A área fica em Novo Progresso, uma região que ficou conhecida pelos crimes ambientais. Em uma Flona, só pode ocorrer corte seletivos das árvores da floresta e mediante plano de manejo, além da proibição da venda de terras. No caso de uma Área de Proteção Ambiental, são permitidos o corte raso das árvores e também a venda de terras.
Para o biólogo Ciro Campos, do Instituto Socioambiental (ISA), a diminuição da proteção em área estratégica para manter a Amazônia como uma floresta única é “um crime contra o Brasil”. 
Ele alerta que a floresta poderá se fragmentar em pedaços que não terão a capacidade de manter sua função climática de transportar as chuvas para o centro-sul do país, “comprometendo a agricultura, a geração de energia e o abastecimento de água nas cidades".
O Ministério do Meio Ambiente afirmou que, caso o texto seja aprovado, irá pedir veto do presidente Michel Temer. 
A área tem problemas desde sua origem, em 2006, quando o governo tentou proteger a floresta na área de influência da BR-163, criando diversas unidades de conservação.
No sul do Amazonas, um movimento similar dos deputados pode reduzir mais de 1 milhão de hectares em áreas protegidas. Hoje, poderá ser votado o relatório do deputado José Reinaldo (PSB-MA) à MP 758, que muda os limites do Parque Nacional de Jamanxim para abrir espaço às obras da ferrovia Ferrogrão. 
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A LISTA DE JANETE SIGNIFICA A DESTRUIÇÃO DA POLÍTICA; NUNCA A FÁBULA DO NAZISMO FOI TÃO ELUCIDATIVA


Ontem, minimizei aqui no Xadrez as consequências dessa lista de Janot. Não será apenas a tentativa de inviabilizar Lula em 2018. Significa a destruição da política.
Um dia ainda será escrita a maneira como o Brasil se permitiu destruir. Nunca a fábula do nazismo foi tão elucidativa.
Primeiro, levaram os petistas e peemedebistas suspeitos. Como eu não fiz nada – diria Dilma Rousseff – deixei o campo livre para o Ministério Público e a Polícia Federal, para resolver, por mim, os problemas do presidencialismo de coalisão.
Depois passaram a prender petistas a torto e a direito. Como eu não era petista – diria Fernando Henrique Cardoso – ajudei a colocar lenha na fogueira.
Depois, destruíram o setor mais dinâmico da economia. Como não eram grandes anunciantes – diriam os donos de jornais -, coloquei mais combustível na fogueira. E como brotou do pântano a ultradireita mais raivosa, abriguei-a em minhas páginas por uma questão de mercado.
Depois, espalharam o ódio por todos os poros da Nação. Como era ódio a favor – diriam Serra, Aécio, Aloysio – discursei em todos os eventos, eu também babando de ódio.
Agora, chega-se a isto, a lista de Janot, um dos episódios mais trágicos e irresponsáveis da história do país. Uma corporação tresloucada, sem controles, criminaliza praticamente todos os políticos do país, todos os partidos políticos, inclui cinco ex-presidentes, todas as lideranças civis ao menor indício de uma modalidade de financiamento de campanha que era generalizado.
O mais irresponsável jornalismo da história celebra o incêndio de Roma, estampando na cara o gozo dos completos ignorantes. O pior Supremo Tribunal Federal da história é incapaz de colocar limites a essa aventura.
O problema não é a apuração de ilícitos, mas o jogo politico em torno da operação  praticado abertamente pela Lá a Jato, PGR e Globo  
Esperam o quê? Que das cinzas do sistema político-partidário brote uma nova política, virtuosa? A queda de Dilma Rousseff transformou o governo em uma praça pública de negociatas, porque derrubou o ponto aglutinador – o Executivo, mesmo que pessimamente conduzido – e entregou o poder a uma quadrilha.
Agora, o fim dos partidos vai acabar com o reinado dos atuais coronéis e colocar o quê em seu lugar? Uma malta de coronéis municipais, mais atrevida ainda, porque livre de qualquer vínculo programático, de qualquer sistema partidário de controle.
E o país será governado pela Rede Globo e por corporações públicas, com a destruição final das políticas sociais, o desmonte da Previdência, a criminalização da política e dos movimentos sociais.
Finalmente, chega-se na era do Grande Irmão. Mas como a política não foi substituída pelos robôs da quarta revolução industrial, pela frente haverá a guerra e o caos.
Sobre o tempo de Janot
Em Harvard, com a retórica estridente de adolescente mudando a voz, o procurador Deltan Dallagnoll lembrou que as instituições são virtuosas, não os homens. Ou, a ocasião faz o ladrão.
Presume-se que o princípio valha para todas as organizações, não apenas para a política. E como o Ministério Público é uma organização, presume-se que as virtudes de seus membros dependem fundamentalmente da forma como as circunstâncias dispõem.
Se nenhuma pessoa está a salvo das tentações proporcionadas pelas ocasiões, há um risco evidente das circunstâncias da Lava Jato permitirem a aplicação da subjetividade, ante-sala dos abusos, ante-sala da corrupção.
Trata-se da maneira como a Procuradoria Geral da República está conduzindo a chamada Lista de Janot. A lista é uma mera abertura de inquérito, com amplo vazamento para a mídia. Essa abertura de inquérito podia ter sido pedida há muito tempo, e não foi. Ou então, o Procurador Geral Rodrigo Janot poderia ter oferecido diretamente a denúncia, e não o fez.
Com isso, Janot manteve tudo em suspenso e sob seu exclusivo arbítrio. Assim, vai continuar sendo o senhor absoluto do tempo, vazando, vazando, com os inquéritos pairando como uma espada de Dâmocles sobre todo o mundo político.
É inconcebível esse tipo de poder. Cabe ao STF definir regras claras, apurar os vazamentos dos inquéritos e punir exemplarmente os responsáveis – sem prejuízo das investigações – ainda que seja o próprio Procurador Geral.
Aliás, caberia ao STF atentar para este fato ao receber esse pedido tardio de inquérito. Nada explica essa demora e nada absolverá não apenas o STF, mas o próprio CNMP (Conselho Nacional do MInistério Público) se não apurar os fatos e exigir a demissão do próprio Janot, diante do abuso explícito cometido.
Espera-se que os partidos políticos deixam de lado a pusilanimidade e entrem imediatamente com uma representação junto ao CNMP e ao próprio Supremo.
Afinal, como lembra Dalagnoll, as pessoas não são virtuosas: virtuosas são as instituições.

BOMBA !!! ALÔ, ALÔ MIDIOTAS !!!


Segundo delatores da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido 
propina de R$ 13 milhões em espécie, ou seja, em dinheiro vivo.


Lula teria contratado maior avião do mundo para transportar R$ 13 milhões em espécie
A possibilidade levantada pela Lava Jato é que Lula teria contratado o Antonov An-225, maior avião 
do mundo, para transportar o dinheiro.
O maior avião do mundo foi construído entre 1984 e 1988 para transportar o ônibus espacial 
soviético Buran – que fez apenas um voo não tripulado – até a sua base de lançamento.
O avião fez seu primeiro voo em 1988 e começou a operar no ano seguinte. No início, havia a 
intenção de produzir outras unidades do modelo, mas o fim da União Soviética e o colapso do 
programa espacial cancelaram a produção do avião.
Em 1994, o Antonov An-225 chegou a ser aposentado. Sete anos mais tarde, no entanto, passou por 
uma reforma e voltou à atividade. Desde então, tem sido utilizado para o transporte de cargas 
pesadas e operações humanitárias, como o terremoto no Haiti, em 2010, e o tsunami em Fukuoka, no 
Japão, em 2011.
O gigante dos ares tem capacidade total de carga de até 250 toneladas. Um boeing 747-8 pode 
transportar até 140 toneladas e um Airbus A330 até 70 toneladas.
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ENQUANTO OS CASAL DE IDIOTAS DO JN ESPALHA "VAZAMENTOS" MENTIROSOS...PLANILHA DA ODEBRECHT MOSTRA QUEM É O "AMIGO"



Tanto tempo pro Moro conseguir uma delação contra Lula e, no fim ........


RenAnta Vasconcelos e Otário Bonner ..... Será que é o suficiente... Ou os Midiota vão 
continuar a vender o que os casal idiota disser ?
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Lapso de Trump previu ou antecipou agenda do atentado na Suécia?



WILSON FERREIRA 

Em fevereiro, Donald Trump citou um atentado inexistente na Suécia, para justificar suas medidas 
anti-imigratórias. A grande mídia tratou o episódio como “gafe” de um presidente “desequilibrado”. 
Dois meses depois ele jogou dezenas de mísseis na Síria e em seguida um atentado ocorreu em 
Estocolmo, Suécia. Coincidência? Ato falho de um presidente que sem querer antecipou a agenda? 
Ou mais sincronismos como ocorreu antes e durante “não-acontecimentos” como os de Nice, Berlim 
e Londres? Mais sincronismos ocorreram horas antes dos ataques à Síria, à bordo do avião 
presidencial, dessa vez envolvendo Trump e o filme “Star Wars Rogue One”. O fato é que agora tudo 
mudou: a grande mídia trata o presidente dos EUA como estadista e até humanitário. Como sempre, 
esses atos falhos e sincrônicos levantam a suspeita da existência de um script pré-estabelecido. São 
verdadeiros “espasmos da realidade” pelos quais passamos despercebidos.

Fotos de Donald Trump na mídia: acima, antes do ataque à Síria (entre folclórico e desequilibrado); abaixo, depois do ataque à Síria (entre estadista e humanitário).
O escritor norte-americano Norman Mailer (1923-2007) acreditava que nos momentos que 
antecedem a grandes eventos ocorrem estranhas coincidências como fossem pequenos espasmos da 
realidade, para depois retornar ao estado normal.
Esses “espasmos da realidade” podem ser uma mistura tanto de eventos sincromísticos (uma 
“linguagem crepuscular” na qual eventos se conectam em “coincidências significativas”) quanto de 
atos falhos, lapsos, nos quais nos quais pessoas “preveem” eventos futuros como estivessem em 
algum modo automático revelando o script dos acontecimentos.
Como, por exemplo, quando uma apresentadora de um telejornal da Globo “previu” o mando de jogo 
da partida final da Copa do Brasil com 24 horas de antecedência, indicando a sequência dos jogo de 
ida e volta da decisão, sequência que ainda seria sorteada na sede da CBF no Rio de Janeiro (clique 
aqui). Para-jornalismo? Ou a apresentadora, ligada no automático, num lapso revelou um script pré-
definido?
São momentos que muitas vezes passam despercebidos. Mas se assemelham àquele vivido pelo 
personagem Truman no filme Show de Truman: no saguão de um edifício as portas se abrem e, 
incrédulo, vê ao invés do elevador os bastidores da produção por trás de uma gigantesca cenografia.


Norman Mailer e os "espasmos da realidade"


Mais “espasmos da realidade”


Pois nesse momento estamos diante de mais desses “espasmos da realidade” que se 

manifestam nos importantes eventos desse ano: o ataque com armas químicas 

supostamente cometido pelo Governo contra a população síria, a retaliação dos EUA 

lançando dezenas de mísseis na Síria e o atentado em Estocolmo onde um caminhão em 

alta velocidade atropelou e matou quatro pessoas ferindo outras 15.
Em fevereiro, ao discursar para milhares de pessoas em Melbourne, Flórida, 

ligando o problema da imigração na Europa ao terrorismo internacional, o 

presidente Donald Trump citou a Suécia como se tivesse ocorrido um atentado 

dias antes.


Vejam o que está acontecendo na Alemanha, o que aconteceu ontem à noite na Suécia. A Suécia, quem iria acreditar? Suécia. Eles receberam muitos. Estão tendo muitos problemas que jamais imaginaram — acusou Trump em defesa do seu decreto para impedir a entrada de refugiados e cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA, que fora suspenso pela Justiça.
A grande mídia reportou o episódio como uma “gafe”, uma “invenção” para justificar sua “agenda de intolerância” e assim por diante. Foi mais um episódio para os telejornais e comentaristas ridicularizarem um até então presidente “folclórico”, “grosso”, chegando mesmo a ter “problemas mentais” como noticiado pela mídia de que “profissionais da saúde” demonstravam “preocupação com a instabilidade” do presidente.
O fato é que quase dois meses depois o ataque terrorista citado em uma suposta “gafe” de Trump ocorreu na Suécia.


O caminhão do ataque em Estocolmo

A piada tornou-se realidade? Ou ocorreu um “erro de agenda”, um lapso de um presidente que mantém comunicação permanente com os quadros do SD (Sverigedemokraterna, partido de extrema direita sueco) na elaboração de estratégias para criar pânico e xenofobia entre os suecos? – sobre isso clique aqui.
O fato é que o “ato falho” de Trump foi encoberto pela grande mídia pelo tom geral de piada e galhofa – afinal a percepção da “coincidência” pode criar a desconfiança que Trump inadvertidamente teve uma falha na memorização do roteiro.

Trump e Darth Vader


Mas há ainda mais “coincidências”, ou melhor dizendo, sincronismos envolvendo Donald Trump. No dia 06/04, horas antes do lançamento de dezenas de mísseis dos EUA contra a Síria, Trump estava o avião presidencial (o “Number One”) quando colocou a cabeça para fora da sala em que estava e deu uma improvisada conferência para os jornalistas que estavam a bordo.
Em uma pequena tela na divisória passava naquele momento o filme Star Wars Rogue One. A pequena conferência de imprensa iniciou com Trump falando enquanto, ao seu lado, víamos Darth Vader como fosse um irônico comentário sobre as pretensões do presidente.
Mas havia uma sincronização ainda mais interessante: naquele momento o horário do relógio digital abaixo da tela marcava 2:11. Nos EUA “211” é um código policial para designar “roubo em andamento”. Sem falar de um sincronismo histórico: 06 de abril foi a data marcada pela entrada dos EUA na Primeira Guerra Mundial, declarando guerra aos alemães e seus aliados austríacos.


Trump e Darth Vader a bordo do "Number One"

As “coincidências” 2:11, 211 e “roubo em andamento” dão no que pensar quando sabemos que desde a sua posse Trump vive em guerra declarada contra a CNN e New York Times enfrentando todo o trabalho de oposição da mídia, crescentes protestos de ativistas, além da ofensiva dos próprios republicanos contra seus projetos e a união de procuradores-gerais de vários Estados contra as medidas do presidente.
Uma situação que guarda alguns paralelos com os apuros do presidente dos EUA no filme Mera Coincidência (Wag The Dog, 1995): sob um escândalo de assédio sexual, com ajuda de produtores de Hollywood, inventa uma guerra contra terroristas albaneses para unificar a nação e desviar a atenção da opinião pública e mídia.
No caso de Trump, a comoção internacional do ataque com armas químicas contra civis na Síria (para complementar a “midiogenia” da tragédia, foco nas crianças mortas) foi um oportuno acontecimento para o presidente mobilizar a opinião pública interna contra um inimigo externo – o vilão “ditador” Bashar al-Assad.
Da mesma forma, há 100 anos as atrocidades alemãs na Bélgica impactaram o público norte-americano servindo de pretexto para a entrada na Primeira Guerra Mundial, sob os interesses econômicos de banqueiros como JP Morgan: se os Aliados perdessem a guerra não seriam capazes de pagar suas dívidas com bancos e empresas dos EUA. Por isso fizeram intensa campanha pela intervenção dos EUA na guerra.


Fotos de Donald Trump na mídia: acima, antes do ataque à Síria (entre folclórico e desequilibrado); abaixo, depois do ataque à Síria (entre estadista e humanitário).
Guerra “cirúrgica” e Guerra Suja

“Roubo em andamento”? Apesar do absoluto non sense da conta do ataque químico ser entregue a al-Assad (com armas que não possui e ainda num momento politicamente favorável ao presidente da Síria com ampla presença militar russa e a recente libertação da cidade de Aleppo dos terroristas do Estado Islâmico) a grande mídia comprou a versão de Donald Trump: lançar mísseis para impedir com o envenenamento de mais crianças inocentes.
Pronto! O viés midiático em relação a Trump deu uma guinada radical: de bufão e desequilibrado mental passou ao perfil de estadista e humanista. Até suas fotos nas mídias (sempre em ângulos desfavoráveis, caretas e gestos que se assemelhavam a de um Mussolini) alteraram o estilo para a construção do perfil de um estadista com ar grave e ângulo de câmera debaixo para cima – a construção semiótica da figura do poderoso, idealista e visionário.
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CASAL DE IDIOTAS DO JORNAL NACIONAL GASTA TODO O TEMPO A DISPOSIÇÂO REPETINDO UMA LISTA QUE TODO MUNDO JÁ CONHECIA.... ALÉM DE GAGUEJAR O NOME DE LULA O TEMPO TODO

RenAnta Vasconcelos e Otário Bonner, os atores coadjuvantes do JN

  • Investigação contra nove ministros, 29 senadores e 42 deputados
  • Janot blindou Temer com jurisprudência equivocada... MESMO TENDO RECEBIDO PROPINA, TEMER TEM IMUNIDADE

  • Quem não apareceu na lista está sem prestígio, diz Pauzinho da Força


UMA LISTA INFINITA.... UM CALDEIRAÃO DO HUCK ..... UMA REPUBLICA NO TRIBUNAL.... A TERRA ARRASADA É FÉRTIL PARA A DITADURA



POR FERNANDO BRITO 

Lula, Dilma, Fernando Henrique, Aécio, Calheiros, Jucá, Temer, Maia, Eunício, Serra, Anastasia, 
Paes, Cabral, Mantega, Wagner, a lista vai até onde você quiser. E se alguém ficou fora, ainda há 
outras, além da Odebrecht, para mostrar os favores que fez.
A imagem acima, capa do site da Veja, mostra bem a culpa ampla, geral e irrestrita dos ue foram 
escolhidos, sejam os vodos de esquerdra dou de direita.
Se é verdadeiro ou falso, pouco importa. Se é o método de financiamento das campanhas políticas 
sabido de todos ou se é negociata para enriquecimento pessoal, também não tem relevância.
O que importa é que toda a política brasileira está nas mãos de homens que não foram escolhidos 
pela população.
Um acerto obscuro entre um juiz, promotores e policiais produziu “verdades” que, embora não sejam 
desprovidas de algum fundamento – porque está para aparecer uma democracia burguesa onde o 
dinheiro não busque o poder – é hoje a alma mater da política no Brasil.
Trocamos a busca da felicidade pela “retidão moral” (ou a que a corporação punitiva e a mídia nos 
deixam ver descuidada), os rumos pelos juízos de honradez, apenas.
Pessoalmente, procuro ter ambos, mas sabendo que por isso este é o Tijolaço, blog modesto, não a 
Veja ou a Globo. mas isso é ficar fora da disputa de poder e, mesmo na minha pequenez, sei que isso 
é um fustigamento, não uma guerra em que é, indispensavelmente, preciso vencer, em nome do país 
e de seu povo.
A disputa política é uma guerra, como todas elas com seus lances ocultos e nada angelicais.
Estamos vendo um deles, agora, onde a direita corta fundo em sua própria cerne, destruindo seus 
ícones, para buscar legitimar a exclusão de Lula da disputa de 2018.
Ou alguém acredita que o objetivo seria o de “restaurar a moralidade” quando se vive um processo 
que entrega o governo a escroques e a Presidência a um quadrilheiro que fica, explicitamente, fora 
do processo por uma questão temporal de seus achaques?
Quando se institui um governo que tem como “méritos” cortar verbas da Saúde, da Educação, 
pensões e aposentadorias humildes, vender as terras e os minérios do Brasil, entregar nosso agora 
abundante petróleo?
Só o que isso tem aberto de horizontes ao Brasil são neanderthals políticos, como Bolsonaro e Dória, 
nem mesmo uma alternativa conservadora minimamente capaz de conviver com a realidade, 
transformando-a.
O Brasil é terra fértil para os selvagens.
Se não entendermos isso e soubermos aglutinar as parcas resistências ao autoritarismo, agindo para 
além de um moralismo primário, estaremos condenados a viver sob o tacão de um suposto moralismo que legitima o saque corrupto da riqueza e do futuro deste pais, onde o “imoral” é alguém se 
aposentar aos 60 anos de idade e não sermos drenador de nossas riquezas.
Eu quero que o futuro do meu país seja descido nas urnas, não nos tribunais.
Nelas, quem condena e absolve sou eu, é você, somos todos.
Não merecemos ter sequer a chance de que alguém que não nos usurpe este direito.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

FACHIN ABRE INVESTIGAÇÃO CONTRA NOVE MINISTROS, 29 SENADORES E 42 DEPUTADOS



De Fausto Macedo, o ganhador do cobiçado Troféu Conexões Tigre, no Estadão:


O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas –como mostram as 83 decisões do magistrado do STF, obtidas com exclusividade pelo Estado. O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial.
O Estado teve acesso a despachos do ministro Fachin, assinados eletronicamente no dia 4 de abril.
Também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.
Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: 5, cada. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado, vem em seguida, com 4.
O governo do presidente Michel Temer é fortemente atingido. A PGR pediu investigações contra os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, , Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Padilha e Kassab responderão em duas investigações, cada.
As investigações que tramitarão especificamente no Supremo com a autorização do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, foram baseadas nos depoimentos de 40 dos 78 delatores.
Os relatos de Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo, são utilizados em 7 inquéritos no Supremo. Entre os executivos e ex-executivos, o que mais forneceu subsídios para os pedidos da PGR foi Benedicto Júnior, (ex-diretor de Infraestrutura) que deu informações incluídas em 34 inquéritos. Alexandrino Alencar (ex-diretor de Relações Institucionais) forneceu subsídios a 12 investigações, e Cláudio Melo Filho (ex-diretor de Relações Institucionais) e José de Carvalho Filho (ex-diretor de Relações Institucionais), a 11.
Os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições a formação de cartel e fraude a licitações.
Imunidade. O presidente da República, Michel Temer (PMDB), é citado nos pedidos de abertura de dois inquéritos, mas a PGR não o inclui entre os investigados devido à “imunidade temporária” que detêm como presidente da República. O presidente não pode ser investigado por crimes que não decorreram do exercício do mandato.
Lista. Os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foram enviados no dia 14 de março ao Supremo. Ao todo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF 320 pedidos – além dos 83 pedidos de abertura de inquérito, foram 211 de declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, sete pedidos de arquivamento e 19 de outras providências. Janot também pediu a retirada de sigilo de parte dos conteúdos.
Entre a chegada ao Supremo e a remessa ao gabinete do ministro Edson Fachin, transcorreu uma semana. O ministro já deu declarações de que as decisões serão divulgadas ainda em abril. Ao encaminhar os pedidos ao STF, Janot sugeriu a Fachin o levantamento dos sigilos dos depoimentos e inquéritos.
A LISTA DOS ALVOS

Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)
Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)
Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)
Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Senador da República Jorge Viana (PT-AC)
Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)
Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)
Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)
Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)
Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)
Senador da República Ivo Cassol
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)
Senador da República José Serra (PSDB-SP)
Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Senador da República Valdir Raupp
Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)
Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

PT FICOU FROUXO E ESTÁ COM MEDO DO LINDBERGH

A IMBECILIDADE DE JALECO BRANCO




Não toquei no caso dos médicos – último ano, beira da formatura, porque não? – do Espírito Santo 
que se exibiram, feito os babacas que são, de calças arriadas e gestos, digamos, vulvares, nas redes 
sociais. Não sou muito chegado a divulgar coisas estúpidas, que amanhã estarão sendo repetidas, 
com variações, porque este grau de imbecilidade agressiva já anda mais para regra que para exceção.
Não seria, se fosse apenas uma pataquada de jovens viajando, se divertindo, que depois de umas 
cervejas tirassem umas fotos pelados. Nudez não é pecado. antes é condição natural de todos.
Não há nada de moralismo em condená-los, porém. Ao contrário, moralistas são eles, que querem 
revestir da autoridade de um jaleco branco e um estetoscópio o poder – pretenso, talvez – que estão 
prestes a assumir como médicos.
Não são iconoclastas, não querem demolir símbolos, querem é estar entre eles, incapazes de ver que 
por mais que sejam, serão sempre desprezíveis para o sistema que idolatram e, como acontece neste 
caso, atirados ao lixo sem cerimônia.
Estes idiotas – e falo com certa piedade, porque todos temos parte nessa “descivilização” do gênero 
humano – estão apenas exibindo seu poder, porque a ideia de sociedade, afinal, passou a ser a da 
selva, onde tudo se abre aos fortes, poderosos e portadores de posições que lhes permitem dispor da 
vida alheia: policiais, promotores, juízes, médicos, gestores públicos, executivos etc…
São os meritocratas, por canudo ou concurso, passaram à condição de seres dominantes.
Eles figuram um caso típico desta afirmação selvagem: a condição de predador.
Suas jubas são seus carros, sua fartura, seu dinheiro.
As presas são, claro, os mais fracos e vulneráveis: pobres, pretos, jovens, crianças, mulheres.
Mas e daí? O dinheiro não é deles, os diplomas não são deles, não são todos propriedade privada a 
qual cada usa como tem e como quer?
É, assim é na selva.
Olhe em volta, olhe para o que se transformaram as instituições brasileiras e vejam como, tal como 
eles infantilmente se intitularam “Pintos Nervosos” é outros, por toda a parte, cheios de suas 
“insinuações explícitas” fálicas, saindo de togas, paletós, e até fantasias de gari.
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DEP. JOSÉ PIRANTE E SEN. FLEXA RIBEIRO COMANDAM O ASSALTO AS ÁREAS PROTEGIDAS DO PARÁ


Entidades se mobilizam contra a redução de áreas protegidas 
na Amazônia

Um grupo formado por 18 organizações socioambientalistas entregou hoje aos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados uma carta em que pedem um breque nas intenções da Comissão Mista que analisa a MP 756 – que altera limites de unidades de conservação no Pará.

Acesse o documento.
Uma manobra comandada pelo deputado José Priante (PMDB/PA), relator da Comissão pode deixar vulneráveis seiscentos e sessenta mil de hectares de áreas protegidas no oeste do Pará.
Trata-se de uma região vital, que poderia evitar a fragmentação de um trecho de florestas no coração da Amazônia. A manobra se dá na Comissão Mista do Senado presidida pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA).
Neste momento, os parlamentares da Comissão devem votar o relatório, que depois vai aos plenários da Câmara e do Senado.
O deputado Priante desconsiderou acordos feitos com o Ministério do Meio Ambiente para mexer nos limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim e outras unidades de conservação (UCs) da região para permitir a regularização fundiária de ocupantes da área.
O acordo previa que parte da Flona (cerca de 300 mil hectares) seria transformada em Área de Proteção Ambiental (APA), para assegurar as ocupações, sobretudo dos que lá estavam antes da criação da UC, em 2006. Entretanto, a APA é mais frágil de todas as categorias de conservação.
O combinado também aumentava a proteção de outra parte da Flona (437 mil ha), que passaria a fazer parte do Parque Nacional (Parna) do Rio Novo. Mas isso foi ignorado no relatório que vai a votação.
Mas o relatório apresentado por Priante surpreendeu. O deputado acatou 12 das 15 emendas de parlamentares à MP original vinda do governo Temer.  O texto do Executivo previa uma redução geral em cerca de 300 mil hectares – que já era preocupante. O relatório de Priante mais do que dobrou esse número.
A redução geral passou de 300 para 660 mil hectares: a perda para a Flona Jamanxim passou de 300 para 480, a ampliação do Parna Rio Novo foi cancelada e, em um novo golpe, o relatório acatou a do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e reduziu a Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo em 180 mil hectares para criação de uma APA.  E, de “contrabando”, o Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, foi reduzido em 10 mil hectares.
Se aprovado, o relatório abre precedente para que boa parte das áreas protegidas na Amazônia se transforme em pasto e garimpo.
O Parna do Rio Novo, a Flona Jamanxim e a Rebio Nascentes da Serra do Cachimbo são áreas protegidas criadas para conter o desmatamento na região de influência da BR-163. Isso funcionou até 2012. De lá para cá, a situação desandou.
A anistia concedida aos desmatadores pelo novo Código Florestal, a redução de unidades de conservação, a falta de gestão e fiscalização e a regularização de áreas invadidas por especuladores foram sinais vindos do governo que estimularam o surto de ocupações em terras da União, como o que ocorreu na região.
O motivo alegado pelos deputados e senadores que apoiam a medida é a proteção das famílias que chegaram na região antes da criação da Floresta Nacional. Algumas delas realmente estão lá há mais de 30 anos, e precisam ter os seus direitos assegurados.
O problema é que, além de beneficiar essas famílias, os congressistas estão abrindo brechas para grileiros e especuladores que entraram depois de 2006, e estão ocupando e desmatando a floresta na expectativa de regularização futura para fazer fortuna com a venda de terras públicas.
 Fronteira da ilegalidade
Estudo recente do Instituto do Homem e do Meio Ambiental da Amazônia (Imazon) mostrou que a Flona do Jamanxim encabeça a lista das 50 unidades de conservação federais mais desmatadas de 2012 a 2015 em toda a Amazônia, revelando a forte pressão que ocorre na área, à revelia do Estado. Somente em 2015, a Flona perdeu 9,2 mil hectares de floresta – 87% a mais do que no ano anterior.
É uma fronteira estabelecida de crimes ambientais, como grilagem de terras públicas, garimpo ilegal, tráfico de madeira e invasão de áreas protegidas.
“Não há produção agropecuária expressiva em Jamanxim. Colocam uma cabeça de gado para justificar a ocupação de terra. Essa bandeira é para beneficiar os grandes especuladores", complementa a pesquisadora Elis Araújo, do Imazon, autora do estudo. Segundo ela, o valor do hectare desmatado na região aumentou dez vezes desde o início do asfaltamento da BR-163.
ARPA dilapidado
"A redução das florestas protegidas na bacia do Tapajós é o começo de um ataque sem precedentes à Amazônia. Outras florestas protegidas aguardam na fila para serem reduzidas em favor da expansão das pastagens e lavouras de soja”, alerta Ciro Campos, do Instituo Socioambiental (ISA).
No Amazonas, já está em análise a redução de 1 milhão de hectares de parques e florestas nacionais. A lista de unidades na mira dos congressistas já ultrapassa 3 milhões de hectares de florestas que, em breve, podem deixar de existir. Esse conjunto de reduções vai resultar em mais desmatamento e pode comprometer o papel da floresta no transporte das chuvas para a região centro-sul do país, com prejuízos para a agricultura nacional, a geração de energia e o abastecimento de água. 
“Essa escalada de redução de unidades de conservação coloca em risco compromissos brasileiros assumidos internacionalmente no âmbito das Convenções do Clima e da Biodiversidade”, acrescenta Ricardo Mello, coordenador do Programa Amazônia, do WWF-Brasil. Segundo ele, o ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia), maior programa de áreas protegidas do mundo poderá ser dilapidado se não houver um compromisso do governo. 
“Além de promover injustiça e devastação, a MP 756 certamente será judicializada, trazendo ainda mais insegurança jurídica para uma região já conflituosa. A redução de UCs não pode ser feita às pressas, via Medida Provisória, assim como não é permitido incluir outros temas que não estavam no texto original, os chamados ‘contrabandos’, conforme decisão vinculante do Supremo Tribunal Federal julgada em 2015”, lembra o advogado do ISA, Maurício Guetta.

A NATA PAULISTA E SEU RIDÍCULO BRINQUEDO



POR FERNANDO BRITO  

Getúlio Vargas era “populista”, mesmo tendo industrializado o Brasil.
Leonel Brizola era “populista”, porque se dedicava a construir escolas de primeira qualidade.
Lula, sem dúvidas, é mesmo “populista”, porque inaugurou um processo de inclusão social como 
não se vi há décadas.
A elite paulista sempre encheu a boca, com nojo, para classificar (ou melhor, desclassificar) de 
“populistas” os políticos de natureza trabalhista, bem escorada pelo discurso dos “punhos de renda” 
acadêmicos.
(quem quiser saber o que é um “punhos de renda, observe o Ministro Luís Roberto Barroso, do STF)
A sua rejeição à ideia de um líder de massas é a sua resistência às mudanças que transformem o país 
no que é, um sociedade de massas, capaz de ser erguer como uma coletividade e não ser, 
simplesmente, ser gerida como uma colônia, com uma próspera camada de intermediários da 
dominação.
Mas é tristemente engraçado que, para representá-la, sempre se valeu dos tipos demagogos, que se 
afetam populares: Jânio Quadros, Maluf e, agora, João Doria.
Seus jornais, cheios de senões e críticas a tantos, jamais tem a coragem de tratar as jogadas 
demagógicas como merecem: como uma sordidez evidente para obter o marketing do primarismo.
Escondem-se numa falsa neutralidade, sem uma palavra corajosa que seja contra uma das mais 
toscas mistificações que já se viu aqui. Talvez maior do que a do Fernando Collor “caçador de 
marajás”, é a do “não sou político, sou gestor” de um pastiche de “João Trabalhador”.
É inacreditável que se consiga aceitar que os problemas da maior metrópole do Hemisfério Sul seja 
passar um concreto novo em meia-dúzia de calçadas ou receber uma ou outra doação empresaria, 
coisas que não apenas uma microscópica parte de uma administração pública que deve ter um porte, 
não sei, de quarta ou quinta maior do país.
Este tipo de encenação rastaquera só vai adiante com mídia.
Que, como parte da elite que é, bate palmas para o bufão que lhe serve para construir a alternativa 
presidencial que já não tinha, com seus quadros desmoralizados diante do Brasil.
O projeto da elite paulista – e da elite brasileira, que é ela mesma, com suas projeções – para o Brasil 
é mais ridículo e lamentável do que o personagem que ela criou para representá-lo.
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DEBI & LÓIDE E A DOUTRINA DO CHOQUE


Ou vai ou racha o tal do neolibelismo! 

Como se sabe, o Meirelles, um dos açougueiros do tal do neolibelismo, tem o equipamento 
intelectual de um "vendedor de seguros", segundo o Delfim Netto.
(O Delfim jamais confirmará...)
- É imprescindível fazer a reforma da Previdência. Não é uma questão de opinião. É necessidade. Se 
a reforma não for feita, será insustentável.
A frase apocalíptica saiu num seminário da Globo Overseas Investment BV.
- Tem que fazer a reforma agora, enquanto é tempo (sic).
"Enquanto é tempo"... por que, cara pálida?
O vendedor de seguros - o Delfim negará sempre - apenas repete o que dizia, lá atrás e hoje, o 
Fernando Henrique Brasif, que também quis dar aos vagabundos, os aposentados, a condenação ao 
fogo eterno, enquanto era tempo!
(FHC, como se sabe, se aposentou na USP com 35 anos...)
É a mesmo tom "fim do mundo" que o Ataulpho Merval aplicou na CBN, a rádio que troca notícia, e 
mereceu o eterno reconhecimento de uma TV Afiada.
Esse "fim do mundo" não passa de uma estratégia de choque, para salvar o neolibelismo, como 
explicou a Naomi Klein, no imperdível "A Estratégia do Choque".
​Só uma boa crise permite a mudança, ou seja, a reforma da Previdência - dizia o pai do neolibelismo, 
o economista americano Milton Friedman.​
A estratégia do choque consiste em anunciar o caos e pregar o subsequente choque para salvar o 
neolibelismo.
Como dizia o Donald Rumsfeld, ministro do Pentágono do Bush filho: disseminar o "choque e o 
pavor" para meter a mão no petróleo do Iraque.
Aqui, é meter a mão no dinheiro dos velhinhos para garantir o pagamento dos juros aos bancos e aos 
rentistas...
Como demonstra o professor Bresser Pereira em esclarecedora entrevista à Rede Brasil Atual.
O vendedor de seguro não tem nenhuma imaginação.
nem o Ataulpho Merval.
O FHC entreguista, de Direita e anti-povo pensa por eles.

PHA
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LAMA JATO: CHIP E E-MAIL, AS FALSAS PROVAS DO PAU MANDADO DA GLOBO


Por Marcelo Auler

Parte do depoimento de Nelma Kodana ao delegado Mario Fanton, em 24 de março de 2015 em que ela fala da compra do chip…….
Dias antes de deflagrada a primeira fase da Operação Lava Jato – iniciada no sábado, 15 de março de 2014, quando a doleira Nelma Kodama foi presa ao tentar embarcar para Milão (Itália), com 200 mil Euros em espécie escondidos na calcinha – uma equipe da Polícia Federal do Paraná esteve na região de Jundiaí (SP).
O Agente Federal tinha uma ordem expressa de seus superiores. Deveria adquirir um chip, de qualquer operadora, mas registrá-lo em nome de uma das empresas utilizadas pelo doleiro Alberto Youssef: a Labogen S.A. Química Fina e Biotecnologia ou a Indústria e Comércio de Medicamentos Labogen S.A.. De posse desse chip registrado no CNPJ de uma das duas empresas, faria uma ligação para a doleira. O interesse dos delegados da Lava Jato, antes de deflagrarem a operação em si, era forjar um vínculos entre Nelma e a Labogen, vínculo este que pelo seu depoimento constata-se que já existia, mas não por meio de ligações telefônicas. Houve, portanto, uma tentativa frustrada de se criar falsa prova, algo jamais investigado.
Surge agora, a partir de uma decisão da Receita Federal suspendendo a isenção fiscal do Instituto Lula, um e-mail com endereço fictício que, embora endereçado a uma funcionária do Instituto, jamais foi lido por ela. A mensagem chegou ao final da noite do dia 3 de março de 2016. Na madrugada do dia 4, a Polícia Federal invadiu o prédio e recolheu os computadores, cumprindo o mandado de Busca e Apreensão expedido pelo juiz Sérgio Moro. Embora o texto do e-mail especifique que é um endereço fictício, ele serviu à Receita para suspender o benefício fiscal que o Instituto gozava. Serviu ainda para que o juiz Moro embasasse a sua decisão de autorizar a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, apesar de inexistir qualquer relação direta entre o e-mail e o motivo da condução de Guimarães.
No caso da doleira, a tentativa não deu resultado pois o agente de Polícia Federal não conseguiu registrar o chip no CNPJ de uma das firmas de Alberto Youssef. Em março de 2015, ao depor ao delegado Mario Fanton, ela explicou:
“Que outro fato que seu advogado narrou, por meio de informações que obteve por esse grupo de policiais descontentes com a Lava Jato, dentro da PF de Curitiba, era que eles (grupo de policiais) achavam injusta a condenação da depoente , pois que um Agente da PF teria comprado um chip de celular de qualquer oper4adora , para registrar em nome da empresa investigada Labogen, de propriedade de Leonardo Meirelles, para que fossem efetuadas ligações entre esse chip e o telefone da depoente, com o intuito de “linkar” e “vincular” um envolvimento criminoso com aquela empresa, sobre operações ilícitas de câmbio; Que esclarece, por oportuno, que de fato teve um envolvimento indireto com referida empresas, mas nunca por meio de ligações telefônicas direta“.
O depoimento da doleira consta do Inquérito 737/2015, instaurado para investigar os supostos dissidentes da Polícia Federal, que o delegado Igor Romário de Paulo, coordenador regional do Combate ao Crime Organizado, alardeou ter sido formado para desacreditar a Lava Jato, mas a Polícia Federal jamais provou sua existência.
Embora tenha se dedicado a uma acusação que não conseguiu provar, a Corregedoria Geral do Departamento de Polícia Federal (DPF), jamais se debruçou sobre a revelação de Nelma, ou seja, a tentativa de forjarem provas na investigação da Lava Jato. Mas, em Curitiba, não é difícil encontrar entre agentes e delegados federais quem indique o nome do policial que fez a compra do chip, supostamente a mando do delegado Marcio Adriano Anselmo – na época, coordenador da Lava Jato. Este agente até recentemente guardava-o com a respectiva nota fiscal, mesmo sem que tivesse sido registrado no CNPJ de alguma das empresas de Youssef.



O e-mail, de endereço fictício, serviu à Receita para suspender a isenção fiscal do Insituto Lula e ao juiz Sérgio Moro para autorizar a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, sem maiores justificativas…..
Surge, agora, a suspeita de uma nova tentativa de falsificação de provas, como relatou a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em petição apresentada ao juiz Sérgio Moro em 06 de abril. O e-mail, com endereço fictício (veja ilustração ao lado) embora enviado ao Instituto Lula em março de 2016, sua existência só chegou ao conhecimento dos dirigentes da ONG e da defesa de Lula a partir da decisão da Receita Federal. Curiosamente, a mesma mensagem serviu ao juiz Sérgio Moro para justificar a condução coercitiva de Guimarães, embora, aparentemente, não haja ligação entre os dois fatos. O e-mail com endereço fictício fala de supostos valores que seriam endereçados à família Bumlai. A investigação onde Guimarães depôs, refere-se a um hipotético crime de obstrução da Justiça. Este fato se tornou público a partir da petição da defesa de Lula onde consta:
“Recentemente, foi possível ter conhecimento, ainda, de que este Juízo utilizou-se do referido e-mail como suposto indício da ocorrência do crime insculpido no artigo 2º, §1º da Lei 12.850/13, para, na sequencia, respaldar medidas de busca e apreensão e condução coercitiva em desfavor de Francisco José de Abreu Duarte e Carlos Eduardo Cairo Guimarães (Pedido de busca e apreensão nº 5008762-24.2017.4.04.7000/PR)”.
Isso tudo corrobora que a Operação Lava Jato, embora deflagrada com propósitos aparentemente justificáveis – combater corrupção – enveredou por interesses outros e é capaz, para atingi-lo, usar de métodos pouco ortodoxos. Atropelou a Constituição que garante, indeterminadamente – e não apenas a jornalistas – o direito ao sigilo da fonte. Ao apreender computador e celulares do blogueiro, a Polícia Federal passou a ter chance de chegar às “fontes” de Guimarães. O seja, significa quebrar o sigilo profissional do mesmo. Sem falar na sua condução coercitiva sem que ele jamais tenha sido intimado a ir depor na investigação de um vazamento que ele não provocou, apenas noticiou. Essas arbitrariedades estão bem explicadas por Luiz Nassif, no JornalGGN, na postagem – Xadrez dos abusos no caso Eduardo Guimarães
Ao levarem Guimarães para o tornarem réu, assim como, quando usam um e-mail que declaradamente é fictício, sem a preocupação de checar origem e veracidade do mesmo, evidencia-se que a todo custo buscam atingir o ex-presidente Lula, correndo atrás de provas – que ainda não conseguiram – da suposta tentativa de obstrução da Justiça.
Tudo isso, passando por cima – ou jogando para debaixo do tapete – de irregularidades cometidas ou tentadas. Certamente por entenderem que o chamado combate a corrupção permite tudo. Mas, por tudo o que se vê, não é só a corrupção que estão combatendo. Os indícios existentes já mostram que ela nem mais parecer ser o principal objetivo.
Leia, abaixo, a petição da defesa de Lula:
Petição da defesa de Lula contestando e-mail falso e pedindo apuração

G7 MANDA TOPETE DE TRUMP A M.... E REJEITA PROPOSTA DE SANÇÕES Á RUSSIA


Em sentido anti-horário: Tillerson, Johnson e o alemão Sigmar Gabriel na reunião do G7, na 
Itália. Proposta, apresentada pelo chanceler britânico, Boris Johnson, foi rejeitada “por falta 
de consenso”, segundo o ministro de Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano 

O G7 (grupo formado por Alemanha, Estados Unidos, Itália, Canadá, França, Japão e a União 
Europeia) rejeitaram nesta terça-feira (11/04) impor novas sanções à Rússia – país que fazia parte da 
agremiação até ocupar a Crimeia, em 2014 – por conta do apoio de Moscou ao presidente sírio 
Bashar al-Assad.
A proposta, apresentada pelo chanceler britânico, Boris Johnson, foi rejeitada “por falta de 
consenso”, segundo o ministro de Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano. “No momento, 
não se conseguiu um consenso para novas sanções como instrumento efetivo”, afirmou. A ideia de 
Londres era impor, a princípio, restrições a militares russos.
Por sua vez, o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, afirmou que o G7 tomou como posição de que 
“não há solução para a Síria” enquanto Assad estiver no poder.
O encontro ocorre em Sant'Anna di Stazema, na província de Lucca, na região da Toscana, na Itália, 
e foi convocado neste fim de semana por Alfano, por conta do suposto ataque químico na Síria, na 
semana passada, que levou Washington a bombardear alvos militares no país. Os Estados Unidos, 
assim como Alemanha e França, apontam Assad como responsável pelo ataque.
Segundo o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, Washington considera que o ataque “foi 
necessário pelos interesses de segurança internacional dos EUA”. “Nós não queremos que o estoque 
sem controle de armas químicas do regime caia nas mãos do Estado Islâmico ou outros grupos 
terroristas que poderiam e querem atacar os EUA ou nossos aliados”, disse.
Tillerson viaja ainda nesta terça para Moscou, onde se encontrará com o chanceler russo, Sergei 
Lavrov, e existe a possibilidade de uma reunião com o presidente do país, Vladmir Putin. A Rússia 
condenou o ataque norte-americano, chamando-o de “ato de agressão”.
Além do encontro do G7 de hoje, será realizada ainda nesta terça outra reunião, que contará com 
representantes de Arábia Saudita, Turquia, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
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SARNEY TEM APOSENTADORIA DE R$ 73 MIL MENSAIS


Enquanto os brasileiros lutam para manterem seu direito a uma aposentadoria digna, o ex-
presidente José Sarney (PMDB) acumula nada menos do que três benefícios; sua tripla 
aposentadoria lhe garante uma renda de R$ 73 mil por mês, mais do que o dobro do teto 
constitucional; "Claro, o problema das contas públicas somos eu e você, que vamos ter de 
trabalhar uma eternidade para ganhar uma merreca de aposentadoria" 

Do site Congresso em Foco:

Enquanto milhões de brasileiros aguardam com apreensão as mudanças previstas na reforma da Previdência, o ex-presidente da República e do Senado José Sarney (PMDB) trava uma batalha judicial para manter sua tripla aposentadoria, que lhe garante uma renda de R$ 73 mil por mês. O valor representa mais que o dobro do teto constitucional para o servidor público no país, o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje fixado em R$ 33,7 mil. Sarney foi condenado pela Justiça Federal em Brasília a devolver aos cofres públicos tudo o que recebeu acima desse teto desde 2005. O montante anterior não foi cobrado por ter prescrito o prazo de punição judicial – ou seja, o Estado perdeu o prazo para reivindicá-lo.
O ex-presidente acumula uma pensão no valor de R$ 30.471,11 mil como ex-governador do Maranhão, outra de R$ 14.278,69 mil, que recebe como servidor aposentado do Tribunal de Justiça maranhense, e mais R$ 29.036,18 mil como ex-senador.
Para a juíza Cristiane Pederzolli Rentzsch, da 21ª Vara Federal, que condenou o senador em 25 de agosto de 2016, a soma desses benefícios não poderia ultrapassar o teto remuneratório fixado pela Constituição. Sarney recorre da decisão. Além de determinar a devolução do dinheiro recebido ilegalmente, a juíza mandou o ex-presidente abrir mão de benefícios para se enquadrar no limite constitucional. Em sua sentença, Cristiane não fixa o valor a ser ressarcido aos cofres públicos. Se for aplicada a atual diferença entre o que o peemedebista embolsa e a remuneração de um ministro do STF, se considerado desde os cinco anos anteriores à data em que o processo foi autuado no tribunal, a conta pode passar dos R$ 4 milhões.
Isso sem contar os ganhos da família com a agora semifalida TV Mirante, de São Luís, Imperatriz e outras cidades maranhenses, uma concessão pública que, mesmo com o sinal da Globo, conseguiram arruinar.

LULA: ‘EU ESTOU DISPOSTO A VOLTAR A SER CANDIDATO’ - ASSISTA


Em entrevista à rádio Meio Norte, do Piauí, o ex-presidente Lula disse achar que sua posição 
nas pesquisas sobre o cenário de 2018 tem preocupado seus possíveis adversários; "Acho que 
os adversários estão muito nervosos porque eles me batem todo dia e, cada pesquisa que sai, eu 
estou um pouquinho à frente e eles um pouquinho atrás", disse; "Sinceramente, acho que o 
povo brasileiro tem saudade do tempo em que eu fui presidente da República", afirmou, 
acrescentando estar preparado para disputar o cargo mais uma vez; "Não sei o que vai 
acontecer comigo. Eu quero dizer que, se for necessário, estou disposto a voltar a ser candidato 
a presidente da República"; Lula criticou os vazamentos da Lava Jato e disse que "tem gente 
que está fazendo deste denuncismo um modo de viver"

ODEBRECHT: TENTAM MAS NÂO TEM NADA CONTRA LULA



Transmitido “ao vivo” por um site de extrema-direita acumpliciado à República de Curitiba”, o 
depoimento de Marcelo Odebrecht, contra Lula, limitou-se a dizer o que os jornais já publicavam.
Como não interessaria aos advogados de Lula vazar acusações, só o próprio juízo ou o Ministério 
Público são a fonte óbvia do vazamento, embora Sérgio Moro faça jogo de cena.
Deixe-se isso de lado. o que foi dito?
Um prédio “para o Instituto Lula” que não é e não foi do Instituto Lula.
Uma conta, que se dizia para ele, que não tem nenhum sinal de vantagem pessoal, até porque já om 
ele fora do governo.
Mas a delação, hoje, não precisa de prova.
Contra Lula, então, nem pensar.
Alem do apartamento que é dele, mas não é dele, agora temos um prédio do instituto dele, mas não é 
do instituto dele.
A nota de resposta de Lula à “linha direta” do vazadouro é seca. Fatos são o que importa. Versão é 
apenas o que convém dizer:

“O ex-presidente Lula teve seus sigilos fiscais e telefônicos quebrados, sua residência e de seus 
familiares sofreram busca e apreensão há mais de um ano, mais de cem testemunhas foram 
ouvidas em processos e não foi encontrado nenhum recurso indevido para o ex-presidente. Lula 
jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa para 
qualquer fim e isso será provado na Justiça. Lula não tem nenhuma relação com qualquer 
planilha na qual outros possam se referir a ele como “Amigo”, que nem essa planilha nem esse 
apelido são de sua autoria ou do seu conhecimento, por isso não lhe cabe comentar depoimento 
sob sigilo de justiça vazado seletivamente e de forma ilegal”.

Lula, em resumo, desafia os delatores a terem as provas que não têm.
Mas hoje, sabe-se, provas são dispensáveis.