quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O QUE SERÁ DOS FILHOS DO PRÉ-SAL, CUJOS SONHOS DE CIDADANIA FORAM REBAIXADOS POR DECRETO PELO GOLPE DE 31 DE AGOSTO?


Guinada conservadora: o que fazer com os filhos da esperança? O golpe rebaixou por decreto 
o horizonte da geração nascida nos anos 2000, os filhos do pré-sal, filhos de uma certeza 
subversiva.

por Saul Leblon, em Carta Maior

A emissão conservadora se espoja no revés progressista, como se a urna de 2016 fosse a prefiguração automática de 2018.
Desse ângulo da arquibancada ideológica o tucano Geraldo Alckmin é aclamado ‘o’ presidenciável campeão.
Credencia-o, diz a ‘crônica uniformizada’, o espraiamento do PSDB no país, mas sobretudo no estado onde o partido já é governo há um quarto de século.
Ter São Paulo é um trampolim eleitoral respeitável.
Mas o mesmo tucano já bateu a cabeça na piscina seca de votos quando saltou daí para o Brasil, em 2006.
Os tempos são outros.
O mensalão em vigor quando Lula derrotou Alckmin com 60,8% dos votos –quase 20 milhões de eleitores a mais que os do tucano– era um treino de juniores perto da arremetida atual por terra, mar e ar comandada por Sergio Moro & Cia.
A salmoura à qual o PT foi empurrado, apimentada com a perda de 60% das prefeituras de 2012, não é adoçável sob nenhum ângulo.
Mas a crise econômica agora também mudou de calibre.
O arrocho e a agenda ideológica do golpe, pouco pragmática diante de uma economia que afunda um pouco mais a cada dia, começa a incomodar até o empresariado produtivo.
O conjunto não autoriza a assinatura da extinção eleitoral que a torcida organizada das redações endereça às forças progressistas e a sua principal liderança.
Houvesse tanta certeza, de fato, a caçada a Lula poderia ser suspensa.
A verdade é que questões essenciais do futuro escapam à angulação estreita dos camarotes áulicos.
Todo o sistema partidário brasileiro foi destruído para que o golpe de Estado ancorado na criminalização da política e de suas lideranças, sobretudo as do PT, fosse bem-sucedido.
A aliança da escória com a mídia e o judiciário foi eficaz nisso.
Deixou um cenário de terra arrasada que agora engolfa os próprios ‘vencedores’.
Guardadas as diferenças que separam a grandiosidade literária, da mediocridade elitista, seu triunfo se assemelha ao de Santiago, o pescador de ‘O velho e o Mar’, na novela clássica de Hemingway.
Depois de fisgar um enorme peixe-espada –alguns pesam mais de 500 kg— teve o barco arrastado pela presa para o alto mar, onde tubarões devoram seu troféu.
Santiago retornou à terra atado a uma vitória reduzida a um gigantesco amontoado de ossos.
À montanha desordenada de ossos políticos da qual faz parte o golpismo (mesmo poupado por Moro & mídia) agrega-se agora o esqueleto de outra ruína igualmente inseparável de sua existência: a devastação econômica do país.
A escala épica da demolição não frequentou os palanques dos pleitos municipais, mas dominará o debate no escrutínio de 2018.
Não é um vaticínio agourento.
É a dinâmica visível em um declínio desprovido de freios, uma vez que suprimi-los foi a razão de ser do golpe.
Entregue aos impulsos do mercado –sem ‘o intervencionismo lulodilmista’ – o Brasil resta como o vertedouro do rio submetido às enxurradas que escavam sua precipitação ao abismo.
As enxurradas e afluentes do golpe são os seus compromissos com os mercados e o dinheiro grosso.
Em nome deles a nação está sendo tangida a uma reconversão tardia ao neoliberalismo.
Em um mundo no qual a seita dos livres mercados vive sua deriva crepuscular, preconiza-se manter a 
sociedade brasileira em estado vegetativo por vinte anos.
Objetivo: reduzir gastos para evitar a tributação justa da riqueza, indispensável à vigência dos direitos sociais da Carta de 1988.
Daí deriva o resto.
A PEC detalha os redemoinhos e afogamentos intrínsecos à des-emancipação social impulsionada pelo caudal golpista.
Sem ilusões, porém: não será um jorro pacífico
A rebelião dos secundaristas do Paraná é o primeiro pedral da série incalculável na qual esbarrará a torrente regressiva.
Não se trata de um acidente aleatório.
O pioneirismo estudantil reúne variáveis que ajudam a entender por que a ‘guinada conservadora’ de hoje não pode ser projetada para o Brasil de amanhã.
Em primeiro lugar, há o problema da truculência da forma.
Concebidas a toque de caixa por quem tem pouco tempo para se viabilizar, as investidas do ‘ajuste’ são transmitidas à sociedade no idioma dos sentenciamentos inapeláveis
Como soavam os atos institucionais da ditadura, em 1964.
O fato de serem sancionados por uma escória parlamentar não muda a percepção antidemocrática que acendeu o pavio da rebelião secundarista.
Mas não explica a sua octanagem.
A expansão fulminante e a convicção contagiante condensada na intervenção viral da estudante Ana Júlia levam a uma segunda constatação.
Parênteses: não há despropósito em se repensar o modelo do ensino secundário.
Ao contrário. Há pertinência e urgência nisso.
Currículos anacrônicos, extensos, embalsamados em inércia e desinteresse explicam uma parte da elevada evasão escolar que atinge 10% dos alunos na rede pública.
Dos que persistem, 10% apenas, segundo pesquisas, concluem a maratona com aproveitamento razoável.
Para o indecoroso desperdício concorrem variáveis externas aos currículos, igualmente negligenciadas pelos seus formuladores.
O ciclo médio sobrepõe uma das etapas mais delicadas da aprendizagem à um dos momentos mais sensíveis na vida de qualquer geração.
Em meio a uma travessia biológica açulada por inquietações típicas da adolescência dá-se uma espécie de hora da verdade da vida escolar.
Inconsistências e inquietações trazidas da alfabetização, do lar, do país e do espírito tem no ensino secundário seu estuário catalítico.
No Brasil, um em cada três alunos nessa fase cursa uma série defasada em relação a idade.
Some-se a isso a mudança de paradigma escolar.
No ensino secundário, o aluno passa a contar com um número excessivo de matérias (de 15 a 19), ministradas por diferentes professores, com pouca ou nenhuma relação direta com a efervescência adolescente.
Ao desencanto agrega-se frequentemente, no caso dos estudantes da rede pública, a pressão familiar pelo ingresso no mercado de trabalho.
É sobre esse turbilhão hormonal e social que irrompe o golpe de Estado de 31 de agosto.
Na mais fiel tradição gorila latino-americana, uma de suas primeiras intervenções consiste em ‘comunicar’ a esse universo que o currículo escolar sofrerá uma mudança drástica.
Mais que o currículo.
O anúncio é captado corretamente como um redirecionamento do futuro.
Sobre o qual a sua opinião não conta.
Está aceso o pavio.
Negligenciado pela cumplicidade de método e meta dos noticiosos conservadores, o choque de expectativas atinge toda uma geração de jovens brasileiros.
Não qualquer geração.
Mas aqueles nascidos em um período específico de um Brasil abalroado em meio a um ciclo de mutação.
O de meninos e meninas que cresceram em uma década e meia durante a qual a prioridade do Estado foi igualar as oportunidades, independente da origem de berço e renda dos novos integrantes da nação.
Não é pouco mexer com isso.
O impacto dessa reversão de expectativas é tão ou mais importante para projetar 2018 que a derrota progressista nas eleições municipais de 2016.
Por uma razão muito forte.
O projeto mudancista de sociedade em direção a uma democracia social foi escrutinado e revalidado por quatro eleições presidenciais sucessivas.
A assertiva Ana Júlia nasceu, cresceu, aprendeu a ler e a pensar por conta própria, e a ter sonhos de cidadania, nesse curto mas intenso percurso da história.
Abruptamente interrompido pelo golpe de Estado de 31 de agosto.
Ninguém em pleno domínio das faculdades mentais pode afirmar que esse consenso mais geral foi revogado do imaginário popular num pleito de prioridades fragmentadas, como o que acaba de acontecer entre 5.565 municípios.
Ainda que o ambiente de descrença na política e nos políticos tenha marcado os resultados em grandes capitais, permanece o fato incontornável: o golpe rebaixou por decreto o horizonte de futuro arraigado na vida de toda uma geração.
A geração nascida nos anos 2000.
Os filhos do pré-sal.
Filhos de uma certeza subversiva.
Aquela disseminada diuturnamente nos discursos de Lula e Dilma por quatorze anos seguidos.
A mesma que FHC denomina de ‘voluntarismo populista’.
Ou seja, a esperança de que o Brasil construía um novo e promissor capítulo de sua história.
E de que nele os filhos do pré-sal seriam a geração da virada.
Mil escolas ocupadas é pouco perto da nitroglicerina que a reversão desse sonho em pesadelo condensa.
Seu teor de conflito é suficiente para implodir muito mais que as ligeirezas mecanicistas que extraem das urnas de 2016 o desfecho de 2018.
Há encadeamentos intrínsecos que não deveriam ser negligenciados por quem de direito.
A sublevação do secundaristas não colide apenas com os planos educacionais do golpe.
Sua rota de colisão é mais extensa e transformadora.
Envelopado em ‘boas’ intenções pedagógicas reserva-se à juventude –sobretudo aos filhos da classe média remediada e pobre— um claro destino de segunda mão.
Não muito diferente do de hoje ainda.
Mas é pior que ser igual.
A reforma do golpe sepulta o compromisso do Estado nos últimos quinze anos de romper a inércia da desigualdade trazida do berço.
Estados pobres, alunos pobres, cidades pobres, bairros pobres e periferias metropolitanas –ou seja, a ampla maioria— adaptarão suas escolas a uma especialização precoce de currículos, enxugando as ‘trilhas’ opcionais da reforma para adestrar secundaristas no papel de coadjuvante, ’técnico’, do enredo de sonhos de sua geração.
A condenação à mão de obra barata completar-se-á com o desmonte previsto da CLT, que reserva aos que chegarem ao mercado nos próximos anos, a condição de trabalhadores terceirizados (projeto nesse sentido, 4330-2004, já aprovado pela Câmara, libera a terceirização em qualquer setor e função, revogando a CLT que perderá espaço também com a prevalência do negociado sobre o legislado, já adotada pelo STF).
A frustração inflamável tem combustível para ir longe, portanto.
Até o golpe de agosto, a geração de Ana Júlia tinha na soberania brasileira sobre o pré-sal seu passaporte para a cidadania e o sonho.
Está órfã.
O fato de a Petrobrás ter se transformado no ciclo de vida desses adolescentes, na empresa estatal detentora da segunda maior reserva de óleo do mundo, credenciava-a como fiadora da esperança.
O salto da escola pública –e daí à universidade– estava condicionado à dotação de 10% do PIB à educação, como decidiu o Plano Nacional do setor (PNE), ancorado no fluxo da renda de longo prazo do pré-sal.
Em setembro de 2013, a presidente Dilma Rousseff assinaria a lei que destinava a maior parte dos royalties das reservas à educação
A economia vivia tempos de otimismo e o petróleo era cotado internacionalmente a US$ 110 o barril.
Caiu à metade disso.
Em compensação, a produtividade dos poços surpreendeu.
Cresceu 56% em 2015; já representa mais de 40% da produção do país; pode atingir um milhão de barris/ dia este ano.
A curva ascendente autoriza a previsão de se extrair dois milhões de barris do pre-sal até 2020, ou antes disso.
A lei assinada por Dilma determina que 75% dos royalties do petróleo e 50% do chamado Fundo Social do Pré-Sal sejam destinados à educação, como uma espécie de poupança deslocada de um recurso finito para outro permanente: a juventude brasileira.
Nada disso mais é certeza.
O golpe violou o regime de partilha.
Não apenas para ‘acelerar’ a exploração.
A Petrobrás perdeu a jurisdição, a participação cativa e o poder fiscalizador sobre uma riqueza cobiçada por interesses predadores internacionais.
O conteúdo nacional obrigatório na aquisição de máquinas, navios e equipamentos para a exploração das reservas, desenhado para ser o impulso industrializante do país no século XXI, está em vias de ser revogado.
O conjunto é um violento tapa na cara da geração dos filhos do pré-sal.
Essa da qual Ana Júlia é a porta-voz precursora.
Quantos lutarão com a contundência que ela expressa?
Depende da organização política capaz de vocalizar os sonhos frustrados pelo moedor de carne golpista.
A formação do discernimento social brasileiro está asfixiada por uma implacável máquina de supressão da autoestima nacional.
Tudo o que não é mercado é corrupção.
Tudo o que não é mercado é ineficiente.
Tudo o que não é mercado é populismo, custo fiscal e desperdício.
Esse é o martelete que ordena a narrativa do jornalismo aliado à escória e ao judiciário partidarizado a serviço do mercado.
O jogral não apenas dificulta a busca de soluções para a transição de ciclo de desenvolvimento vivida pelo país, como nega à sociedade competência para fazê-lo de forma coordenada e democrática.
‘Melhor entregar o destino aos mercados’.
Recusa-se aos locais a competência até mesmo para discutir uma reforma do ensino médio, que dirá gerir as maiores reservas de óleo descobertas no planeta no século XXI?
Ou construir o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro, sob o emblema da convergência da riqueza e do direito a um mesmo ponto de partida igual para todos.
Era esse o diferencial da geração de Ana Júlia.
Não é mais uma certeza.
Mas ainda pulsa como possibilidade na clareza contagiante da qual ela se faz portadora.
O ciclo de governos petistas colecionou erros graves no seu percurso.
Mas espetou essa dissonância incontornável no metabolismo da nação.
Ao trazer 60 milhões de brasileiros ao mercado e à cidadania esburacou de maneira formidável a estrada na qual o conservadorismo costumava engatar a ré e acelerar o retrocesso sem nem consultar o espelho retrovisor.
Talvez não seja mais possível fazê-lo assim.
Provar que não mesmo, no tempo curto que resta, é a tarefa que cumpre compartilhar com a geração de Ana Júlia.
Antes que fique escuro demais para tentar.
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Moro libera réu confesso, com mais de R$ 100 milhões em propina, que agora está livre, leve e solto, e sem tornozeleira


Primeiro e um dos mais importantes delatores do esquema da Petrobras, o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa foi liberado pelo juiz Moro de usar tornozeleira eletrônica.
Agora o réu confesso, que recebeu mais de R$ 100 milhões em propina (noves fora o que não foi descoberto…), terá de cumprir apenas quatro horas semanais de trabalho voluntário. Seja lá o que isso queira dizer…
Preso em março de 2014, Costa conseguiu a liberdade dias depois e, em junho, foi preso novamente, desta vez acusado de ter contas secretas na Suíça, pelas quais passaram US$ 23 milhões, e de um suposto risco de fuga.
Posteriormente, ele contaria que recebera esses recursos da Odebrecht, empreiteira que hoje negocia seu próprio acordo de colaboração premiada.
Ao todo, o ex-diretor recebeu cerca de R$ 100 milhões em suborno, em valores corrigidos.
Ele devolveu o montante e bens que havia comprado com a propina, como uma lancha e um veículo Land Rover Evoke.
Após a segundo prisão, Costa trocou de advogados e decidiu fazer um acordo de delação premiada com os investigadores.
Os acordos celebrados por Costa e pelo doleiro Alberto Youssef são considerados dois dos mais importantes da Operação Lava Jato porque descortinaram a corrupção dentro da Petrobras e a forma como a propina circulava entre funcionários públicos, políticos e partidos por meio do doleiro.
Youssef fechou sua delação pouco depois do ex-diretor de abastecimento.
Desde outubro do ano passado, Costa cumpria a pena em regime semiaberto : tinha de voltar para casa, em Itaipava, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, às 20h e não podia sair nos fins de semana. [ Fonte: Folha ]
Costa participou do esquema da Petrobras de 2003 a 2012, quando foi demitido por Dilma. Ficou preso de março de 2014 a outubro do ano passado . De lá para cá, ficou em prisão domiciliar, com tornozeleiras. Agora, está livre.
Daqui a pouco, o doleiro Youssef também estará livre das tornozeleiras. No Brasil do juiz Moro, o crime cometido e delatado compensa…
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VIDEO BOMBA !!! Prefeito de BH vai encanar o Aecím...Kalil chama ele de "Príncipe". Príncipe de que?

GOLPE DO TSE: TEMER NÃO ERA VICE!


Marcelo Odebrecht morreu de rir! Quá, quá, quá! 

É público e notório que o Traíra, então vice-presidente da República, na residência oficial do Jaburu, combinou com Marcelo Odebrecht receber, EM DINHEIRO, grana para o PMDB.
É público e notório que o Traíra recebia comissão nas atividades da Companhia Docas de Santos, como demonstraram este blog ansioso e o valente Marcelo Auler.
É público e notório que o Sérgio Machado deu uma grana ao Traíra na salinha da Base Aérea de Brasília.
É público e notório que o Tribunal (sic) Superior (sic) Eleitoral, sob a egrégia presidência do ministro (sic) Gilmar (PSDB-MT), se prepara dar um escandaloso Golpe dentro do Golpe.
É o que diz o PiG cheiroso na primeira página: "acordo no TSE deve separar contas para poupar Temer".
"...para evitar a cassação do presidente (sic) Temer está sendo costurado (sic) um acordo para separar as contas de campanha da ex-presidente e seu vice".
Como previa o Conversa Afiada, Gilmar (PSDB-MT) vai criar uma súmula vinculante:
"Temer não foi candidato a vice, mas vice-decorativo a caminho de dar o Golpe para se tornar Presidente!"
Quem roubou foi a Dilma, portanto.
O Temer tem a integridade moral do Fernando Henrique Brasif, aquele que saiu da Presidência direto para uma fazendola em Minas e comprou um apartamento de 500m² em Hygyenopolis, graças à generosidade desinteressada do banqueiro Safdie.
"FHC representa a decência na vida pública. Esse é o maior desejo do brasileiro", que quer vê-lo de volta à Presidencia, segundo um tresloucado tucano (de São Paulo!, claro), que o próprio Presidente FHC demitiu...
E eles pensam que o povo não percebe.
Depois reclamam se construírem um paredón em frente ao TSE!
(Ou em Hygyenópolis...)
PHA

Ministro da Saúde é vaiado em Congresso Internacional de Médicos


Jornal GGN - Ricardo Barros, ministro da Saúde do governo Temer, foi vaiado durante 
participação no 21º Congresso Internacional WONCA de Médicos de Família e 
Comunidade, promovido pela Organização Mundial de Médicos de Família no Rio de 
Janeiro. 
Além das vaias, o ministro também foi chamado de ‘golpista’. Na plateia, muitas pessoas 
gritavam ‘SUS sim, PEC não’, em referência à Proposta de Emenda à Constituição 55 
(antes PEC 241), que impõe um teto aos gastos públicos por vinte anos. 

Veja o vídeo abaixo:

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NA VENEZUELA GOVERNO E OPOSIÇÂO DECIDEM AGENDA DE DISCUSSÂO EM 1ª RODADA DE DIALOGO


Jesús Torrealba (esq.), líder do bloco MUD, de oposição, cumprimenta Maduro durante 
reunião na Venezuela
Serão criadas quatro mesas de trabalho: respeito de soberania, reparação de vítimas, 
cronograma eleitoral e situação econômica do país

A primeira reunião de diálogo formal entre o governo venezuelano e a oposição terminou na 
madrugada desta segunda-feira (31/10) com a decisão de criar imediatamente quatro mesas de 
trabalho a respeito de soberania, reparação de vítimas, cronograma eleitoral e situação econômica do 
país.
O representante do Vaticano no diálogo, o prelado italiano Claudio María Celli, leu, ao término da 
reunião, uma declaração conjunta na qual se explica que estas mesas de trabalho serão coordenadas 
pelos mediadores da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Igreja. Além disso, ele disse 
que, entre os acordos fechados, ficou estabelecido o próximo dia 11 de novembro para um novo 
encontro da mesa geral de diálogo.
As conversas entre governo e oposição começaram na tarde do domingo (30/10). A mesa era 
composta pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e cinco representantes da aliança 
antichavista Mesa da Unidade Democrática (MUD), acompanhados pelos mediadores Unasul e do 
Vaticano. O partido Vontade Popular (VP), de Leopoldo López, se recusou a participar das conversas.
"Quero manifestar perante o representante do Papa Francisco, como o fiz há poucos dias em Roma, 
meu agradecimento e compromisso absoluto como presidente da República e líder do Movimento 
Bolivariano e Revolucionário da Venezuela com este processo de diálogo", afirmou Maduro. Além 
disso, o presidente afirmou que vai ao diálogo disposto "a escutar, e tomara ser ‘escutado", para 
"buscar pontos de encontro em função dos interesses das grandes maiorias".
Por sua parte, o prelado italiano Claudio María Celli, representante do Vaticano para fazer a 
mediação entre governo e oposição, pediu às partes que o diálogo seja sério e que sejam gerados 
"sinais autênticos" que o país espera.
Papa preocupado
Celli afirmou que o papa Francisco está "profundamente preocupado" com a tensão na Venezuela e 
disse que "seu desejo é o de favorecer o mais possível a feliz realização deste processo".
Antes da reunião, os principais partidos da aliança opositora - Ação Democrática (AD), Primeira 
Justiça (PJ), Vontade Popular e Um Novo Tempo (UNT) - tiveram sérias diferenças sobre os termos 
nos quais devia ser aceito esse encontro.
A VP, partido fundado pelo opositor preso Leopoldo López, rejeitou comparecer às negociações ao 
não serem cumpridas uma série de exigências que tinha feito antes do encontro e que incluíam a 
libertação de 13 políticos presos.
A AD - legenda liderada pelo chefe do parlamento, o opositor Henry Ramos Allup - expressou nas 
reuniões da Unidade seu desejo de participar das conversas com o governo, segundo as mesmas 
fontes.
No entanto, a aliança eleitoral que mantém com a VP desde as eleições parlamentares e que permitiu 
a Allup se tornar chefe do Parlamento, dilatou a decisão da AD para evitar romper com seu pacto, 
embora tenha aceitado participar das conversas.
A situação foi resolvida com a exclusão da VP da reunião, da qual participaram o secretário-
executivo da MUD, Jesús Torrealba; o representante da UNT, Timoteo Zambrano; o da PJ, Carlos 
Ocariz; o da AD, Luis Aquiles Moreno; e o governador do estado de Lara, o opositor e antigo 
chavista Henri Falcon.
Em comunicado divulgado pela MUD, a aliança explica que Torrealba e os outros três grandes 
partidos acertaram sua participação "em função de aceitar o convite do Vaticano para avançar na 
formação de um espaço de diálogo" que permita dar soluções para a crise do país.
Os partidos que decidiram estar na mesa se comprometem a exigir o fim do que chamam de 
“repressão” e de “perseguição", assim como "a se levantar do espaço de diálogo em caso de não ser 
resolvidas as demandas no curto prazo". A VP se comprometeu a se unir às conversas uma vez que 
suas exigências fossem cumpridas.
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INTELECTUAIS CRIAM OBSERVATÓRIO PARA MONITORAR ABUSOS CONTRA LULA


Um grupo cerca de 90 pessoas, formado por intelectuais, juristas, cientistas e políticos de vários 
estados do Brasil, reuniu-se na noite desta segunda-feira 31 para criar um observatório que 
pretende acompanhar os processos em curso contra o ex-presidente Lula; o objetivo é defender 
o petista no que chamam de "deslegitimação" de sua imagem; "Há enorme preocupação com a 
forma de tratamento que Lula tem recebido", colocou o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, ao 
citar o vazamento de escutas ilegais; para o escritor Fernando Morais, "a perseguição política" 
a Lula faz parte de um "golpe do século 21", que só terminará com a inabilitação de Lula para 
disputar a presidência em 2018.

247 - Um grupo cerca de 90 pessoas, formado por intelectuais, juristas, cientistas e políticos de 
vários estados do Brasil, anunciou na noite desta segunda-feira 31, na casa do jornalista e escritor 
Fernando Morais, em São Paulo, a criação de um observatório para acompanhar os processos que 
correm contra o ex-presidente Lula.
Entre os apoiadores estão, além de Morais, o diplomata Paulo Sergio Pinheiro, o ex-ministro Luiz 
Carlos Bresser-Pereira, o jurista Antônio Celso Bandeira de Mello, o ex-chanceler Celso Amorim, o 
ex-presidente do PSB Roberto Amaral, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann 
(PT-PR), entre outros.
O objetivo do observatório é defender o petista no que chamam de "deslegitimação" de sua imagem. 
Em seu site, Nocaute, Fernando Morais colocou que o Observatório "irá monitorar todas as ações do 
Ministério Público, do Poder Judiciário e da Polícia Federal contra o ex-presidente Luís Inácio Lula 
da Silva".
"Há enorme preocupação com a forma de tratamento que Lula tem recebido", colocou o diplomata 
Paulo Sergio Pinheiro, ao citar o vazamento de escutas ilegais de Lula, segundo reportagem de Thais 
Bilenky, da Folha.
Para Fernando Morais, "a perseguição política" a Lula faz parte de um "golpe do século 21", que só 
terminará com a inabilitação de Lula para disputar a presidência em 2018. "Não é necessário prendê-
lo. Basta que ele se torne ficha suja", completou.
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Para Proteger Tucanos, Sergio Moro quer manter controle sobre a planilha da Odebrecht

 
Jornal GGN - O juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, e a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná não querem compartilhar as provas sobre o "departamento de propinas" da Odebrecht com o Ministério Público do Rio de Janeiro.
 
Apesar de detalharem em pedido assinado pelo procurador-geral de Justiça do Rio, José Eduardo Giotola Gussem, em julho deste ano, as 16 investigações específicas da promotoria de Defesa da Cidadania da capital fluminense, envolvendo obras do Rio, Moro considerou que as solicitações foram "genéricas".
 
Mas o Ministério Público do Rio explicou os andamentos das investigações de competência da Justiça Federal daquele estado, como o Porto Maravilha, e outros contratos da prefeitura em apuração que podem recair sobre o ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), como as obras do Parque Olímpico, a Linha 4 do Metrô e do Maracanã.
 
Além disso, os promotores do Rio explicaram que precisariam do acesso, principalmente, do material das buscas e quebras de sigilo do departamento de propinas da Odebrecht, do executivo Benedicto Barbosa e outros documentos obtidos a partir das fases Acarajé e Xepa da Operação Lava Jato, que tiveram como alvos a coleta de provas envolvendo a empreiteira Odebrecht.
 
Não foram suficientes nem para Moro, nem para os procuradores da força-tarefa de Curitiba, coordenados por Deltan Dallagnol. Eles também se manifestaram contra a solicitação, entendendo que todos os detalhes fornecidos pelo MPF do Rio "não permite identificar com precisão a identidade entre os fatos investigados naqueles procedimentos e os elementos de prova colhidos nos presentes autos".
 
Entretanto, a Operação Acarajé, por exemplo, deflagrada em fevereiro de 2016, foi quando a equipe da Lava Jato obteve a gigantesca planilha da Odebrecht que apontou mais de 200 políticos e 24 partidos políticos, além de fazer menções diretas a obras realizadas no Rio de Janeiro e, portanto, competência daquela Justiça para julgar.
 
Além das tabelas, apreendidas em endereços no Leblon e Copacabana, foram apreendidos dezenas de bilhetes, comprovantes bancários e outros documentos que citam as obras públicas investigadas pelo Ministério Público do Rio, como a Linha 3 do Metrô. 
 
Outro dos documentos encontrados foi o suposto registro de propina em obra do Porto Maravilha, também investigada por aquele MP. Os indícios foram coletados na fase batizada de Xepa. Por meio de um correio eletrônico, a Lava Jato detectou que a obra envolveu R$ 1,4 milhão de repasses da Odebrecht.
 
Da mesma forma, a Linha 4 do Metrô, parte das obras para as Olimpíadas de 2016, também aponta indícios de propinas. Em uma das notas apreendidas na Operação Xepa, há referência ao pagamento de R$ 2,5 milhões a um emissário chamado de "carioquinha" para viabilizar o pagamento das obras do metrô.
 
Todos esses indícios foram anexos aos documentos disponibilizados pelo próprio juiz federal Sérgio Moro, ainda em março deste ano. O magistrado do Paraná, no entanto, afirmou que, além de considerar "genérico" o pedido do MP do Rio de Janeiro, a análise de todo o material ainda não foi concluída.

ENTREVISTA: CTB DIZ QUE CLT PODE MORRER NO SUPREMO

JUIZ AUTORIZA EXPRESSAMENTE A PM A USAR TÉCNICAS DE TORTURA CONTRA ESTUDANTES PARA DESOCUPAR ESCOLA DO DF


Estudantes passaram a ocupar escolas como forma de protesto contra a PEC 241 e a MP da 
reforma do ensino médio. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Justiça do DF determina uso de técnicas de tortura contra estudantes em ocupações
Entre as ações, estão cortes do fornecimento de água, luz e gás das escolas, uso de ruídos para 
impedir o período de sono e restrição ao acesso de familiares, amigos e alimentos
São Paulo – O juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), determinou o uso de técnicas de tortura para “restrição à habitabilidade” das escolas, com objetivo de convencer os estudantes a desocupar os locais. Entre as técnicas estão cortes do fornecimento de água, luz e gás das unidades de ensino; restrição ao acesso de familiares e amigos, inclusive que estejam levando alimentos aos estudantes; e até uso de “instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono” dos adolescentes. A decisão é do último domingo (30).
O juiz ainda ressalta que tais medidas ficam mantidas, “independentemente da presença de menores no local”. “Autorizo expressamente que a Polícia Militar (PM) utilize meio de restrição à habitabilidade do imóvel, tal como, suspenda o corte do fornecimento de água; energia e gás (…) restrinja o acesso de terceiro, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes (sic)”, determinou Oliveira.
O magistrado pede ainda a identificação de todos os ocupantes e que a PM observe uma eventual prática de corrupção de menores no local. A determinação para reintegração de posse das escolas é imediata, demandando apenas que a polícia efetive o reconhecimento dos locais, conheça o número de ocupantes e disponibilize efetivo para a ação.
Para o advogado Renan Quinalha, que auxiliou os trabalhos da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, a decisão é absurda e legitima técnicas de tortura contra estudantes nas escolas ocupadas. “É uma reedição de técnicas de tortura. São considerados meios mais amenos, por assim dizer, por que não tem violência direta, mas isso agride física e mentalmente os estudantes. Visa criar o caos entre os jovens. Não é para convencer. É autoritário e violento”, afirmou.
Na madrugada de hoje (1º), um grupo invadiu ilegalmente o Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília e lançou bombas caseiras e coquetéis molotov para expulsar os alunos que ocupavam o local. Pela manhã oficiais de justiça, acompanhados por soldados da Polícia Militar do Distrito Federal, cumpriram mandado de desocupação da escola. Os alunos saíram pacificamente do local.
O Distrito Federal tem outras sete escolas ocupadas nas cidades-satélites de Samambaia, Planaltina, Recanto das Emas, Taguatinga e em Brasília, no Plano Piloto. Também estão ocupados cinco institutos técnicos federais, localizados nas cidades-satélites de São Sebastião, Planaltina, Riacho Fundo, Estrutural e Samambaia. Na noite de ontem, estudantes da Universidade de Brasília (UnB) decidiram ocupar a reitoria.
Em todo o país, mais de mil escolas foram ocupadas em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 (que se tornou PEC 55 na tramitação atual, no Senado), que vai causar cortes de verbas nas áreas sociais, da saúde e da educação, e contra a Medida Provisória 746, que propõe a reforma do ensino médio sem discussão com especialistas, profissionais e estudantes.
Abaixo duas das três páginas da decisão do juiz Alex Costa de Oliveira:
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SEM DIZER MOTIVOS, JANETE SE DECLARA SUSPEITO PARA PROCESSAR O SENADOR BATEDOR DE CARTEIRAS EUNICIO OLIVEIRA

Jornal GGN - Rodrigo Janete, procurador-geral da República, informou ao Supremo Tribunal Federal que ele é suspeito para processar o senador Eunício Oliveira (PMDB), da base do governo Michel Temer, investigado na Lava Jato.
Janot lançou mão de um recurso disponível para o Judiciário, que é declarar suspeição por "motivo de foro íntimo", sem a obrigatoriedade de explicar à sociedade a razão que o levou a tomar essa decisão pelo afastamento.
“Afirmo a suspeição por motivo de foro íntimo quanto à investigação do ilustríssimo senador Eunicio de Oliveira. Quanto aos demais, não há impedimento de ordem objetiva ou subjetiva na condição dos feitos”, escreveu Janot.
Ao publicar a notícia, o portal Jota salientou que o Código de Processo Civil cita como um dos motivos de suspeição relação de amizade íntima entre a parte que investiga e a parte investigada.
De acordo com o portal, o afastamento de Janot está ligado ao caso sustentado pela delação premiada do ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Mello, que afirmou ter pago, por meio de contratos fictícios, R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha de Eunício ao governo do Ceará, em 2014. O pagamento teria ocorrido a pedido do lobista Milton Lyra, que seria ligado à cúpula do PMDB no Senado.
O delator informou à força-tarefa que um emissário de Eunício o procuraria em 2014 e então um sobrinho do senador, de nome Ricardo, pediria ajuda financeira à candidatura. Quem fez a ponte entre Nelson Mello e o senador foi o lobista. "O sobrinho teria acertado a negociação, sendo que foram fechados três contratos de fachada", acrescentou o Jota.
Com a suspeição de Janot, quem assume a investigação é o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada. "Ele pediu ao Supremo para analisar em separado as implicações feitas pelo delator sobre peemedebistas. A partir daí, Andrada vai avaliar se há elementos para pedir abertura de inquérito."
A defesa do senador afirma que todas as despesas de campanha foram registradas na Justiça Eleitoral, e alega que Ricardo, o sobrinho que teria negociado os contratos fictícios, nem conhece o lobista Milton Lyra.
Além da cúpula do Senado, incluindo Renan Calheiros, o delator também menciona o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o seu operador Lúcio Funaro, presos na Lava Jato. O vice de Janot pediu que as informações sejam anexadas a um inquérito que já investigava os dois.
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LULA: O QUE DERRUBOU A DILMA


Não sou maior do que ninguém. Nem menor!

O ansioso blogueiro e o magnífico fotógrafo e produtor Luiz Carlos Barreto estiveram há pouco
tempo com o Presidente Lula no Taj Mahal, uma das 8.964 sedes do suntuoso Instituto Lula–
segundo os desvairados lavajatenses.
(Não deixe de assistir a “um estadista a caminho do centro”.)
Barreto fez uma minuciosa exposição sobre o Clube de Bildberg e sua capacidade de influenciar
acontecimentos mundiais.
Ao fim, Barreto quis saber se Lula acreditava que a queda da Dilma tenha sido também provocada
por uma articulada conspiração internacional.
Lula ouviu Barreto atentamente e respondeu (a transcrição é de memória):
- Não acredito em teoria conspiratória, mas que há conspirações, há!
- Temos que entender ainda o que aconteceu nas manifestações de junho de 2013.
- Nossas primeiras interpretações talvez estivessem erradas, na suposição de que se tratava de um movimento espontâneo, apolítico…
- Como explicar que a Globo tenha trocado a programação normal para dar espaço a movimentos políticos espontâneos, apolíticos?
- Como explicar que a Globonews tenha, praticamente, conduzido as manifestações?
- É preciso entender ainda o que aconteceu ali: não sabemos.
- Não acredito em teoria conspiratória, mas, vamos lá. Tome nota:
- a eleição do presidente da FAO e da OMC;
- a integração ao G-20;
- a criação dos BRICS;
- do IBAS;
- da Unasul;
- da Celac;
- do CDS;
- o fortalecimento do Mercosul;
- a entrada das empresas brasileiras na África, Cuba e América do Sul;
- a aproximação pioneira com os países árabes;
- a tentativa de uma acordo com a Turquia sobre o programa nuclear do Irã;
- receber as Olimpíadas e a Copa do Mundo;
- criar uma relação orgânica, política, com a China e a Rússia, além dos BRICs;
- construir com os franceses, numa primeira etapa, o submarino nuclear;
- e, daí em diante, produzirmos nós mesmos, com tecnologia e empresas nacionais;
- refundar o programa nuclear;
- trocar o regime de explorar o pré-sal para regime de partilha;
- descobrir o pré-sal!
Instigado pelo ansioso blogueiro, Lula contou que, na primeira reunião do G20 a que compareceu – ele lembrou que o Príncipe da Privataria jamais teve o gostinho de sentar numa cadeira do G20 – nessa primeira reunião, ele estava sentado com o grande chanceler Celso Amorim, quando percebeu uma confusão, fotógrafos, um monte de seguranças na porta do salão.
Ele não entendia direito o que era, quando se deu conta que o Georg W. Bush vinha a caminho.
Todos os Chefes de Estado presentes se levantaram para receber Bush.
Lula pôs a mão na coxa do Celso e disse:
- Não levanta! Fica sentado!
Foram os únicos que ficaram sentados.
O que fez Bush?
Dirigiu-se a Lula para cumprimentá-lo em primeiro lugar.
Disse agora o Lula: não sou melhor que ninguém. Nem pior!
Um amigo navegante de memória desagradável lembrou que, assim que Lula tomou posse em 2002, 
um grupo representativo de deputados americanos publicou num jornal de extrema-direita de 
Washington que o Brasil, com Lula, passava a fazer parte de um “eixo do mal”, na companhia de 
Fidel e Chávez.
Lula pode não acreditar em “teoria conspiratória”.
Mas, o Conversa Afiada acredita que o Golpe começou em Washington.
Assim como a Lava Jato, na opinião do historiador Moniz Bandeira.

PHA
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PEC 241: TEMER INVOCA THATCHER


Nem os Conservadores ingleses pronunciam mais o nome dela... 

Como se sabe, o próprio Partido Conservador destituiu a "Dama de Ferro", aquela que melhor do que 
ninguém - depois do FHC Brasif - pôs em prática o neoliberalismo radical dos Chicago Boys do 
Pinochet!
Aliás, ela era muito amiga do Pinochet!
Thatcher quebrou a Inglaterra de forma irremediável.
Destruiu-lhe a indústria e transformou a Economia inglesa numa agência bancária americana, 
especializada em lavar dinheiro!
Nenhum político inglês invoca mais o nome do Thatcher.
Ela é multipartidariamente odiada!
Como breve, nenhum invocará o do Traíra
É duro ser colonizado...
No PiG Cheiroso: O presidente Michel Temer voltou a fazer menção, em cerimônia no Palácio 
Itamaraty nesta segunda-feira, à medida do governo de ajustar as contas públicas com um limite para 
o crescimento do gasto público no país.  (...)
“Ela disse: não vamos pensar que o Estado pode fazer projetos generosos e achar que existe um 
dinheiro público diferente do dinheiro privado. O dinheiro público nasce do dinheiro privado, 
precisamente dos tributos. Então é preciso muitas vezes conter a despesa pública porque você só 
pode gastar o que arrecada”, relatou Temer. (...)

Em tempo: no ostracismo, Thatcher não podia mais se defender de tudo o que diziam dela. É que ela 
foi acometida daquela doença que, segundo o Nassif, atingiu o Padim Pade Cerra: a decrepitude.
Ou isso não passa de um golpe para se esconder da delação da Odebrecht, em que foi flagrado com 
R$ 23 milhões, na Suíça?
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MAIS UMA VEZ.... RECOMEÇAR !

Os incluídos vão aceitar sua exclusão?
Penso que sim.
Nestas ocasiões, lembro a carta testamento de Getulio, em 1954. Algo assim: O povo que ajudei a libertar não será mais escravo de ninguém.
Dez anos depois, entrávamos em longas trevas.
Há incluídos que votaram contra as políticas de inclusão.
Conheci de perto três pessoas que melhoraram muito de vida graças às políticas de Lula.
Elas o odiavam.
O quadro mundial de ascensão de uma nova e mais selvagem direita deixa evidente que, também por aqui, não é só nossa a “culpa” deste avassalador quadro que se pintou nas eleições de 2016, ainda que com todos os “descontos” de ser uma eleição local e submersa na onipotência e onipresença da Operação Lava Jato, uma situação anômala que, se não desembocar numa ditadura policial-judicial, não poderá – ainda que o tentem – ser prolongada ad eternum.
Há, porém, nas palavras do professor, um erro do qual a esquerda ainda não se deu conta plenamente.
O da despolitização da ascensão econômica, reforçado pelo “republicanismo” do “todos e todas”, algo que abordei na minha participação no livro Golpe16:
Na visão ideológica que se irradia do topo ( da pirâmide) em direção à base social, sucesso  é sempre de natureza pessoal – conquistado por talento, mérito, concurso, esforço, formação educacional etc –, enquanto o fracasso tem origem coletiva ou estatal: o povo ou o governo brasileiro são as razões das dificuldades econômicas dessa gente, de sua falta de condições para atingir seus objetivos ou das vicissitudes de suas relações com mundo real, como na questão da segurança: ou “sobra” pobre, ou falta polícia…
Nos momentos de afluxo econômico, acentua-se  distanciamento do povo e a aproximação com a elite: suas ideias – e ideais – são tratadas como “bens” e, embora de natureza abstrata, em tudo se aproximam dos valores materiais com que identificam  o topo da pirâmide social que sonham alcançar, embora  tão distantes.
O  discurso do “levamos XX milhões à classe média) substituiu, ideologicamente, o da ascensão coletiva do povão como obra de sua opção política pela esquerda. E ascensão pessoal, conjuntural, transitória tem efeitos não apenas limitados como egoístas.
Porque a correção de desigualdades não é um episódio, mas uma trajetória geracional, que exige tempo e, por exigir tempo, requer a construção de uma consciência de identidade como povo, para que o valor coletivo torne a população compreenda as dificuldades como um desafio coletivo.
O que se fez, ao contrário, foi reduzir tudo, ou quase tudo, a direitos e conquistas individuais ou de grupo:
O discurso da esquerda – e a falta de agressividade de sua política de comunicação –  não conseguiu construir mais que uma vaga e bem fugaz simpatia – ou, menos que isso, temporária aceitação de sua presença política. Talvez seja mais exato dizer que, a partir do grande afluxo econômico do segundo governo Lula, o processo ideológico mais intenso foi a  progressiva absorção dos valores do moralismo de classe média no discurso do governo de esquerda, que aceitou e até incorporou como prioritários conceitos como  “gerência da máquina do Estado”, “faxina”,“institucionalização”,  policialismo e judicialização da atividade política.
Transpôs-se para a gestão pública o ascetismo hipócrita da classe média, que proclama sua capacidade,pureza e sentimento de superioridade em relação a outrem, deixando que a “biodiversidade” social se reduza a questões de gênero, étnicas e de outros grupamentos, aceitando em parte a visão “tribalista” que correspondeu, no campo dos microcosmos sociais, à ascensão do neoliberalismo.
Não se quer, por óbvio, desmerecer ou mesmo desqualificar estes graus de agregação social, apenas frisar sua insuficiência para a formação de uma identidade plena como povo. Eles são parte – e indispensável – de um processo que é muito mais caudaloso mas que, olhado apenas de per si faz desaparecer a visão de que dependem de um contexto que os extrapola.
Não creio que este tipo e raciocínio se aplique apenas ao que fez o PT. Deve ser motivo, também, de alguma reflexão de quem acha que existe – ou pode existir – uma “nova esquerda”, que ondem uma amiga definiu com um paradoxal “esquerda udenista”.
A transformação do Brasil não é um passe de mágica, mas uma longa trajetória na qual só se está errado quando se está sozinho. O processo social é um rio cheio de meandros e é bom lembrar que, 12 anos atrás, estávamos chorando a eleição, em primeiro turno, de Fernando Henrique Cardoso, montado no jegue de um Plano Real que era tão unânime quanto a Lava-Jato.

EFEITO VIRA LATA NA PETROBRÁS: DEPOIS DA GASOLINA... VEM AÍ O AUMENTO DO GAS DA COZINHA



Jornal GGN - A Petrobras anunciou uma nova política de preços do combustível para as distribuidoras de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Com a mudança, haverá aumento de até 4% para as distribuidoras. 
A elevação no preço vai depender do tipo de contrato e também da região da distribuidora de gás.  
A nova política é anunciada duas semanas depois que a estatal reduziu os valores da gasolina e do diesel nas refinarias. Entretanto, a diminuição de preço destes combustíveis não chegou aos postos de combustíveis.  
Na média nacional, a gasolina ficou 0,41% acima do valor cobrado uma semana antes da queda dos preços nas refinarias. 
O aumento do GLP é resultado de alterações nos contratos de venda do gás da Petrobras para as distribuidoras. Agora, serão incluídas taxas de uso da infraestrutura da estatal, como nos casos das empresas que usam tanques de armazenagem da Petrobras.  
Os preços entram em vigor nesta terça (1) e deverão ter maior impacto no Nordeste. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um botijão de 13 quijos tem o preço médio de R$ 53,76 na região. Com 4% de aumento, cada botijão deve ficar mais de R$ 2 mais caro.  
Alexandre Borajili, presidente da  Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, criticou o aumento, dizendo que ele foi feito de “forma irresponsável” e sem as “devidas explicações”.  
A Petrobras justificou afirmando que os novos contratos refletem mudanças na composição de preços de logística. Na estimativa da estatal, o repasse não vai passar de R$ 0,20 por botijão de 13 quilos. 
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