sexta-feira, 4 de março de 2016

“ISSO NÃO É JUSTIÇA, É UMA VIOLÊNCIA”


Um espetáculo midiático de violência, apenas isso.

Texto divulgado pelo Instituto Lula.

Lava Jato desrespeita o Supremo e compromete sua 
credibilidade

São Paulo, 4 de março de 2016

A violência praticada hoje (4/3) contra o ex-presidente Lula e sua família, contra o Instituto Lula, a ex-deputada Clara Ant e outros cidadãos ligados ao ex-presidente, é uma agressão ao estado de direito que atinge toda sociedade brasileira. A ação da chamada Força Tarefa da Lava Jato é arbitrária, ilegal, e injustificável, além de constituir grave afronta ao Supremo Tribunal Federal.

1) Nada justifica um mandato de condução coercitiva contra um ex-presidente que colabora com a Justiça, espontaneamente ou sempre que convidado. Nos últimos meses, Lula prestou informações e depoimentos em quatro inquéritos, inclusive no âmbito da Operação Lava Jato. Dezenas de testemunhas foram ouvidas sobre estes fatos alegados pela Força tarefa, em depoimentos previamente marcados. Por que o ex-presidente Lula foi submetido ao constrangimento da condução coercitiva?

2) Nada Justifica a quebra do sigilo bancário e fiscal do Instituto Lula e da empresa LILS Palestras. A Lava Jato já recebeu da Receita Federal, oficialmente, todas as informações referentes a estas contas, que foram objeto de minuciosa autuação fiscal no ano passado.

3) Nada justifica a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Lula, pois este sigilo já foi quebrado, compartilhado com o Ministério Público Federal e vazado ilegalmente para a imprensa, este sim um crime que não mereceu a devida atenção do Ministério Público.

4) Nada justifica a invasão do Instituto Lula e da empresa LILS, a pretexto de obter informações sobre palestras do ex-presidente Lula, contratadas por 40 empresas do Brasil e de outros países, entre as quais a INFOGLOBO, que edita as publicações da Família Marinho. Todas as informações referentes a estas palestras foram prestadas à Procuradoria da República do Distrito Federal e compartilhadas com a Lava Jato. Também neste caso, o Ministério Público nada fez em relação ao vazamento ilegal de informações sigilosas para a imprensa.

5) Nada justifica levar o ex-presidente Lula a depor sobre um apartamento no Guarujá que não é nunca foi dele e sobre um sítio de amigos em Atibaia, onde ele passa seus dias de descanso. Além de esclarecer a situação do apartamento em nota pública – na qual chegou a expor sua declaração de bens – e em informações prestadas por escrito ao Ministério Público de São Paulo, o ex-presidente prestou esclarecimentos sobre o sítio de Atibaia em ação perante o Supremo Tribunal Federal, que também é de conhecimento público.

6) A defesa do ex-presidente Lula peticionou ao STF para que decida o conflito de atribuições entre o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal (Força Tarefa), para apontar a quem cabe investigar os fatos, que são os mesmos. Solicitou também medida liminar suspendendo os procedimentos paralelos até que se decida a competência conforme a lei. Ao precipitar-se em ações invasivas e coercitivas nesta manhã, antes de uma decisão sobre estes pedidos, a chamada Força Tarefa cometeu grave afronta à mais alta Corte do País, afronta que se estende a todas as instituições republicanas.

7) O único resultado da violência desencadeada hoje pela Força Tarefa é submeter o ex-presidente a um constrangimento público. Não é a credibilidade de Lula, mas da Operação Lava Jato que fica comprometida, quando seus dirigentes voltam-se para um alvo político sob os mais frágeis pretextos.

O Instituto Lula reafirma que Lula jamais ocultou patrimônio ou recebeu vantagem indevida, antes, durante ou depois de governar o País. Jamais se envolveu direta ou indiretamente em qualquer ilegalidade, sejam as investigadas no âmbito da Lava Jato, sejam quaisquer outras.
A violência praticada nesta manhã – injusta, injustificável, arbitrária e ilegal – será repudiada por todos os democratas, por todos os que têm fé nas instituições e do estado de direito, no Brasil e ao redor do mundo, pois Lula é uma personalidade internacional que dignifica o País, símbolo da paz, do combate à fome e da inclusão social.
É uma violência contra a cidadania e contra o povo brasileiro, que reconhece em Lula o líder que uniu o Brasil e promoveu a maior ascensão social de nossa história.
______________________________________________________

PAULO PIMENTA: “HOJE, O GOLPE CHEGA NO SEU ÁPICE” “OPERAÇÃO É ILEGAL E POLÍTICA”


"Não há nenhuma justificativa para o que está acontecendo. Se era a intenção da Justiça ouvir 
o ex-presidente Lula, bastava que ele fosse notificado. Jamais a Polícia Federal, fortemente 
armada, chegando em sua residência, trancando ruas, trancando o Instituto Lula, levando 
pessoas como se fossem criminosos", diz o deputado do PT do Rio Grande do Sul, em vídeo; 
"Nós vamos resistir e reagir a esse golpe", acrescenta o parlamentar, convocando os diretórios 
do partido a realizar reuniões para definir ações em defesa do ex-presidente.

247 – O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que "não há nenhuma justificativa" para 
as ações deflagradas nesta sexta-feira 4 pela Polícia Federal contra o ex-presidente Lula, pela 24ª 
fase da Operação Lava Jato. Em um vídeo publicado em sua página no Facebook, ele destacou que 
"hoje, o golpe chega no seu ápice".
"Não há nenhuma justificativa para o que está acontecendo. Se era a intenção da Justiça ouvir o ex-
presidente Lula, bastava que ele fosse notificado. Jamais a Polícia Federal, fortemente armada, 
chegando em sua residência, trancando ruas, trancando o Instituto Lula, levando pessoas como se 
fossem criminosos", diz o deputado.
"Nós vamos resistir e reagir a esse golpe", acrescenta o parlamentar, convocando os diretórios do 
partido e aliados a realizar reuniões para definir ações em defesa do ex-presidente. "Nós estamos 
vivendo um estado de exceção que viola o Estado Democrático de Direito. Isto é inaceitável",
finaliza o parlamentar.

Em coletiva de imprensa nesta manhã, o deputado federal Afonso Florence (BA), líder do PT na 
Câmara, afirmou que a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira 4 contra o ex-
presidente Lula "é ilegal e política, destinada a prejudicar e enfraquecer a imagem do ex-presidente 
Lula e do Partido dos Trabalhadores"; parlamentar disse ainda que "não há provas de que Lula seja 
de fato dono" do sítio em Atibaia, interior de São Paulo, e do apartamento no Guarujá; deputado 
também destacou que "a operação de hoje não tem nada a ver com a presidente Dilma Rousseff"
___________________________________________

RenAnta Vasconcelos e Otário Bonner promovem massacre contra Lula no JN: É a guerra total da Facção dos Irmãos Metralhas Marinho pra exterminar a esquerda


A Globo, ontem dobrou a aposta. O alvo é Lula, depois Dilma. E por fim o PT. Cercados, a 
esquerda e os movimentos sociais começam a travar uma espécie de batalha de Leningrado no 
Brasil. 

por Rodrigo Vianna

Foi um massacre com mais de quarenta minutos. Estou numa pequena cidade no interior do Ceará. Na pracinha central, numa pequena lanchonete, vi (mais do que ouvi) as TVs ligadas na Globo, no horário do Jornal Nacional.
Duas matérias (cada uma com cerca de 4 minutos, uma eternidade em TV) promoveram a “leitura” da revista Istoé. Sim, numa estratégia antitelevisiva, que só se justifica nos momentos de intervenção política total dentro do noticiário, a revista foi exposta na tela, enquanto os repórteres escalados por Ali Kamel liam cada trecho da suposta delação de Delcídio Amaral.
Lembro que em 2006, ao lado de outros colegas jornalistas, entrei na sala do diretor da Globo em São Paulo (onde eu trabalhava), e cobrei: por que não repercutimos o que a Istoé falou sobre Serra e a máfia das ambulâncias? Por que, eu insisti, só atacamos um lado (que naquela época, claro, já era o PT com seus “aloprados”)? A resposta do diretor da Globo: “não repercutimos a Istoé, porque é uma revista suspeita de vender espaço jornalístico a quem pagar mais.”
Em 2016, Ali Kamel usou a Istoé contra Lula nesta quinta-feira. E depois veio muito mais no massacre do JN: “juristas” a favor do impeachment, especulando em cima de uma suposta delação. Ministros defendendo o governo, mas cuidadosamente colocados (pela edição da Globo) numa defensiva sem saída. A narrativa era a de um governo que cai.
Mas a cereja do bolo era outra: o ataque a Lula. Primeiro, na boca de Delcídio e da revista Istoé (de novo!). Depois, numa “reportagem” que significou o retorno da Globo ao triplex do Guarujá, incluindo fotos de Marisa e de um dos filhos de Lula com os rostos levemente deformados.
João Roberto Marinho está possesso porque a filha dele foi exposta na internet: blogueiros descobriram as peripécias do ex-marido de Paula Marinho e divulgaram até endereços da família bilionária. O capataz dos Marinho, Ali Kamel, deu então o troco no JN: expôs a família Lula, de novo. Com as expressões deformadas…
Mas não interessa tanto contar em detalhes o que foi o JN. A ideia desse texto é outra: alertar que a edição do Jornal Nacional cumpre uma dupla tarefa. Primeiro, preparar o terreno para nova operação da PF (agora centrada em Lula) que deve acontecer nos próximos dias. Um observador experimentado da política carioca me disse: os Marinho não promoveriam esse massacre, se não soubessem que o ataque é apenas parte de uma escalada maior. Portanto, estamos já numa escalada sem volta.
Em segundo lugar, o JN cumpre a tarefa de reunir a oposição e dar o grito de guerra: “avancem! e sejam rápidos”.
Na pracinha do Ceará, onde eu estava, reparei que só havia gente com 40 anos ou mais olhando para a TV. Os jovens namoravam, tomavam sorvete, olhavam o celular.
A Globo não tem o poder de outras épocas, é verdade. Mas segue a cumprir o papel de organizar a tropa conservadora. O sinal está dado: se forem para o ataque, bravos líderes da oposição, vocês terão o apoio da máquina midiática da Globo. Mas não titubeiem. Avancem!
A guerra contra Lula foi declarada há vários meses. Nas últimas semanas, Lula topou a briga (até porque não tinha saída), e também declarou guerra: “nesse país, não há partido de oposição, partido é a Globo”, disse ele.
A Globo, nesta quinta-feira, dobrou a aposta. O alvo é Lula, depois Dilma. E por fim o PT.
Essa guerra, se tiver o desfecho que a família Marinho pretende, pode transformar o Brasil numa Colômbia. A esquerda seria proscrita. Lula seria preso. Os movimentos sociais voltariam a ser o que sempre foram: forças marginais, excluídas do jogo político. Os sindicatos seriam massacrados (já há CPI a caminho).
Por enquanto, é a direita apenas que exibe seu poder – com a violência simbólica de um JN tomado pelo ódio, como vimos hoje. Mas se a esquerda for jogada mesmo pra fora do jogo institucional, a escalada de violência política pode ganhar outros contornos, atingindo também aqueles que – do Jardim Botânico, ou de seus gabinetes acarpetados em Curitiba e Brasília – lançaram o país nessa espiral.
Lula não escolheu a hora de combater. A guerra chegou até ele. Os que se reúnem em torno do petista devem ter a certeza de que estamos diante de um momento decisivo. Agora, só um dos lados vai sobreviver.
O lado de lá é mais forte (até pela tibieza de um partido e de um governo que apostaram em Cardosos e Delcídios para dar “governabilidade”).
O que pode acontecer?
“A sensação de cerco às vezes faz milagre na política”, disse um amigo que também gosta de metáforas bélicas. O cerco ao lulismo ficou mais forte hoje: há uma espécie de batalha de Leningrado em curso.
Os que se defendem parecem fracos e sem munição, como se sentiam os soviéticos diante do avanço nazista. Mas, a favor da turma que defendia Leningrado, havia um fator imponderável: sabiam que deviam resistir até o último homem, casa a casa.
A esquerda no Brasil (com todos seus defeitos, com todas as limitações do que foi o PT nos últimos anos) trava, a partir de agora, sua batalha de Leningrado.
Lula também está cercado. E decidiu lutar. Não é pouco.
___________________________________________________

OSCURO JUIZ ASSALTA AS INSTITUIÇÔES: É O GOLPE! JUSTIÇA DÁ GOLPE DE ESTADO

damous
PF realiza operação para depor Dilma..... Em nota à imprensa, o MPF informou ainda que, em 
sua decisão, Moro escreveu que "embora o ex-­Presidente mereça todo o respeito, em 
virtude da dignidade do cargo que ocupou (sem prejuízo do respeito devido a qualquer 
pessoa), isso não significa que está imune à investigação, já que presentes justificativas para 
tanto.”

O Deputado Wadih Damous disse ao ansioso blogueiro sobre a prisão de Lula por Moro:

- É o Golpe de Estado perpetrado pela Justiça.

- Um obscuro juiz de Curitiba põe de joelhos o Estado e as 
instituições do Poder.
________________________________________________________

GOLPE E ESTADO DE EXCEÇÃO NO PAÍS


"Sem provas, facção da Polícia Federal amanhece com mais uma operação, desta vez o alvo é o 
ex presidente Lula. O maior líder popular que o Brasil já teve. O presidente que tirou o país do 
mapa da fome. Nossa indignação não será silenciosa. Vamos às ruas defender o estado 
democrático de direito. Contra as arbitrariedades. Golpe não!!!!!", avisou a deputada Jandira 
Feghali (PC do B-RJ); esquerda se mobiliza para defender o ex-presidente Lula, levado a 
depor coercitivamente por decisão do juiz da Globo Sergio Moro, que deflagrou operação 
contra todos os familiares do presidente mais popular da história do País e que foi reconhecido 
globalmente como um dos maiores líderes da história.

247 – A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi a primeira a denunciar um golpe e um estado de 
exceção no País, após a decisão do juiz Sergio Moro, voltada contra o ex-presidente Lula e toda a 
sua família.
"Mais um passo na consolidação do estado de exceção. Sem provas, Polícia Federal amanhece com 
mais uma operação, desta vez o alvo é o ex presidente Lula. O maior líder popular que o Brasil já 
teve. O presidente que tirou o país do mapa da fome. Nossa indignação não será silenciosa. Vamos 
às ruas defender o estado democrático de direito. Contra as arbitrariedades. Golpe não!!!!!"

Assista aqui ao vídeo.
__________________________________________________

GOLPE: FACÇÂO DOS IRMÂOS METRALHAS MARINHO INVADE A CASA DO EX PRESIDENTE LULA


Facção da Justiça autoriza condução coercitiva de Lula e Okamoto para prestar depoimento. 
Nova fase da Globo Jato também realiza diligências no prédio de Lulinha, no Instituto Lula e 
na Odebrecht em SP.

A Polícia Federal cumpre nesta sexta feira mandado de condução coercitiva do ex-presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva. Ele está sendo levado para prestar depoimento na PF em São Paulo, no âmbito 
da Operação Lava-Jato.
Nesta manhã, a PF deflagrou a 24ª fase da Operação, batizada de Aletheia.
Cerca de 200 policiais federais e de 30 auditores da Receita Federal cumprem 44 mandados judiciais 
– sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva – nos Estados de São Paulo, Rio e 
Bahia.
A PF apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
______________________________________________________

quinta-feira, 3 de março de 2016

QUEM PROCURA ACHA, NEM SEMPRE O QUE QUER

 

Nem tudo era renascentista na Renascença; nem tudo é democrático na democracia; nem tudo é justo no Judiciário. Se necessário, enterre-se este postulado boca adentro de qualquer promotor, juiz ou atrevido procurador que o desafie. À conta do gênio de Michelângelo venderam-se contrafações arte por toda a Europa e, desde o século XVIII, pelo mundo todo, até chegarmos à peripatética disneilândia carioca com estátuas de Tom Jobim andando meio inebriado pelo Arpoador, ele que era de Ipanema, de Pixinguinha em frente a uma livraria em estreita e antiga travessa, um controverso Ary Barroso servindo de porteiro em restaurante do Leme e, não há limite para temperamentos abusivos, um Carlos Drummond de Andrade sentado em banco na praia de Copacabana, que nunca frequentou. Grande parte das personalidades públicas a qualquer tempo e em qualquer lugar não passa de contrafação de uma virtude esquecida. 
Não bastassem os grupos de pressão assustadoramente fornidos de recursos a extrair benefícios e privilégios sob a proteção do direito democrático de organização e de defesa de interesses próprios, lemos agora a sem-cerimônia de auditores, fiscais de renda, policiais, procuradores e juízes, todos com enorme capacidade de atingir economicamente a administração pública e a segurança da população, a chantagear governos estaduais, municipais e até o governo central, extorquindo o que, mais do que ajustes salariais, converteu-se em pagamentos mensais para proteção mafiosa. Certamente estão indignados com a resistência popular à perda de renda e de emprego.
A devassa promovida pela investigação Lava-Jato revelando a monumental predação rotineira do patrimônio nacional por parte de ladravazes à sombra da burocracia pública, dos partidos políticos e da competência empresarial de importante segmento da ordem privada, favorece a intermitente manifestação de fanatismo partidário e ausência de decoro de juízes, promotores, procuradores e policiais, beneficiários da impunidade que dizem perseguir. Denúncias precipitadas, deliberada violação de sigilo processual, incontinência verbal e deboche no exercício de mandato judicial, tudo se acumula nesta já agora evidentemente bem programada sucessão de anúncios e de profecias. Herdeiros do espetáculo de degradação promovido pelos julgadores da AP470, os alienados e cegos pelo fanatismo partidário estão semeando brutal explosão de violência, que virá, a menos que autoridades maiores os recoloquem no afazer a que estão obrigados: apurar e revelar, sem firulas e descontroles de conduta, os crimes cometidos contra a sociedade brasileira em conexão com as atividades da Petrobrás. Revelações que sejam ordenadas, fundamentadas e apresentadas com sobriedade.   
MOTO CONTÍNUO
No início do Livro 2 de seu tratado sobre benfeitores e benfeitorias, Sêneca adverte que “muitas pessoas se tornam generosas apenas  porque foram fracas para resistir às demandas”. 
ÚLTIMAS PALAVRAS
Tolerância passada do ponto é tergiversação.
_________________________________________________

O JOGO DE CENA DO ZÉ RUELA CARDOZO E DELCIDIO



Jornal GGN - "Se for uma delação premiada não sobrevive", disse o ex-ministro da Justiça, em coletiva de imprensa posicionando-se de forma combativa sobre a suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). "Eu acho triste que isso aconteça. Tanto eu quanto a presidente Dilma Rousseff recebemos isso com indignação", afirmou.
A suposta delação do parlamentar, divulgada pela revista IstoÉ, informa que Cardozo supostamente teria ajudado a presidente Dilma em tentativas de interferir na Operação Lava Jato e na indicação de ministros de tribunais superiores para favorecer a liberação de acusados presos. "A presidente Dilma nunca se reuniu com o Delcídio para decidir nomeação do Tribunal de Justiça. Isso eu posso falar seguramente, porque todas as reuniões que a presidente teve com representantes do Judiciário, eu participei de todas", desmentiu.
Na coletiva, Cardozo afirmou que ficou "completamente decepcionado" com Delcídio, com quem admitiu ter mantido uma boa relação pessoal - descrevendo, por exemplo, que era chamado a assistir partidas de futebol juntos -, após "todos os episódios", referindo-se à divulgação da fita com o áudio do parlamentar tentando anular as provas da Operação Lava Jato, que acarretou na prisão do senador.
"Ás vezes, a gente passa muito tempo sem saber como a pessoa é realmente. O Delcídio ficou 8 meses como líder. Era competente, mostrava lealdade. Mas vendo como o Delcídio militava, na minha antessala, ele falava muita coisa. Me pedia também muita coisa. Obviamente, sem fato, sem representação, eu nunca fazia nada. Eu, como Ministro da Justiça, não poderia fazer nada", disse Cardozo.
Com as recentes notícias de que Delcídio do Amaral negou o conteúdo divulgado pela revista IstoÉ, o agora advogado-Geral da União foi questionado se o governo não se antecipou antes da confirmação se era verdadeira a publicação do acordo. Cardozo respondeu que não. "Se sendo um esboço de delação, isso não é delação", retrucou.
Cardozo explicou que, uma vez que a notícia envolvia o seu nome e o de Dilma, as suas informações já valiam como resposta para as publicações. Lembrou, ainda, que "a delação premiada é o ponto de partida, não é o ponto de chegada". 
Diante de todas as contestações, jornalistas perguntaram por quê, então, os procuradores aceitariam o acordo, se com uma rápida busca as declarações não se sustentariam, como informou o ministro. "Com base na delação, se abre inquérito. [Esse suposto depoimento] não para em pé para nós que sabemos que não para. O procurador não sabe. Está se dando um peso judicial para delação que não existe", afirmou. "O fechar de uma delação não significa culpabilidade", completou. 
Ainda assim, o ex-ministro da Justiça criticou duramente o ex-senador petista. "Delcídio visivelmente quer uma retaliação. No fundo parece que ele quer dividir um pouco dos ônus com outros. Sinceramente, tem credibilidade o senador Delcídio do Amaral? Esse não será o cumprimento de uma ameaça?", concluiu.
Desmentido
Enquanto a coletiva do Cardozo seguia, o senador Delcídio do Amaral soltou uma nota desmentindo que teria dado entrevista ao site consultado. No entanto, o senador e sua defesa não desmentem a questão da delação premiada. Eis a nota na íntegra.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em respeito ao povo brasileiro e ao interesse público, o Senado Delcídio Amaral e a sua defesa vêm se manifestar sobre a matéria publicada na Revista IstoÉ na data de hoje. À partida, nem o Senador Delcídio, nem a sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco. Não conhecemos a origem, tampouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto. Esclarecemos que em momento algum, nem antes, nem depois da matéria, fomos contatados pela referida jornalista para nos manifestarmos sobre fidedignidade dos fatos relatados. Por fim, o Senador Delcídio Amaral reitera o seu respeito e o seu comprometimento com o Senado da República.
SENADOR DELCÍDIO AMARAL
ANTONIO AUGUSTO FIGUEIREDO BASTO
____________________________________________

O rescaldo da delação de Delcídio



Nesses tempos de informação online, há uma tendência massacrante de pretender produzir notícias 
de imediato, em resposta à fatos explosivos.
É bom separar fatos objetivos, deduções e factoides.
O que se pode dizer:
Sobre a delação
O texto da suposta delação é verossímil. Tudo indica que é real.
As discussões sobre se é delação ou não são porque, para se tornar delação, depende da aprovação do 
Ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Qual o motivo do vazamento? Ou é o Procurador Geral da República (já que a delação foi feita a ele) 
pretendendo vazar o relato para pressionar Teori; ou são pessoas visando anular a delação por quebra 
de sigilo.
Sobre o papel de Delcídio
Delcídio é personagem chave de toda a estratégia política do governo no Congresso. A base era 
composta pelo PT, por parcela do PMDB – incluindo seus principais operadores. E o botim era mais 
amplo, dividido também com parlamentares do PSDB, como o senador Aécio Neves (vide 
Furnas).Delcídio era o operador mor desse esquema. Conhece todos os podres não apenas da sua 
base como do Congresso.
Com a reeleição, Dilma Rousseff investiu vigorosamente contra o esquema, precipitando, aliás, a 
crise política. Portanto, jamais viu Dilma com bons olhos.
Sobre o direcionamento da delação
As fontes da revista preocuparam-se em informá-la que a delação atinge parlamentares de todos os 
partidos, para salientar sua suposta isenção. Nenhum prócer do PSDB, nem do PMDB – Renan, 
Temer e muito menos Aécio Neves, do PSDB –, nenhum de seus grandes parceiros aparecem na 
delação. Apenas pequenos chantagistas do baixo clero, como o deputado Francischini.
Sobre a qualidade das denúncias
A maior parte das supostas denúncias refere-se a rumores já disseminados através da mídia, dentro 
da guerra de informações da qual delegados e procuradores tornaram-se vozes (em off) ativas.
Relata a preocupação de Dilma com a prisão de dois presidentes de empresas-chave para o país. E 
duas tentativas de cooptar candidatos a Ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para sua 
libertação. Ambas as supostas tentativas circulavam em forma de boato pela mídia. Aconteceu a 
interferência? Não, porque um não aceitou a indicação e o outro renunciou à relatoria.
Ou a reunião de Lisboa, entre a presidente Dilma, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o 
presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski para comprometer as 
investigações. Houve algum ato concreto? Não, porque Lewandowski não teria aceito, porque o 
candidato ao STJ não aceitou etc.
É provável que o relato tenha se dado sob forma do questionário induzido: “Você sabia se houve 
uma reunião assim, assim, assado, em que se tentou tal e tal coisa? “. É o interrogado se limita a 
responder que: “Sabia”.
A melhor maneira de tirar a prova do pudim seria, em algum momento do futuro, o PGR divulgar a 
gravação do interrogatório. E divulgar a íntegra para saber se, mais uma vez, houve a blindagem de 
Aécio na delação ou apenas na edição da IstoÉ.
Sobre os R$ 50 mil a Cerveró
Delcídio foi flagrado oferecendo R$ 50 mil mensais a Cerveró. Está sendo processado pelo crime de 
suborno. Pela conversa grampeada pelo filho de Cerveró, sabia-se que Delcídio tinha uma relação 
histórica com ele. O maior prejudicado pela delação de Cerveró seria o próprio Delcídio. Na delação, 
Delcídio diz que quem mandou pagar foi Lula.
Sobre Pasadena
"Acusa" Dilma de conhecer as tais cláusulas polêmicas, que, segundo o próprio Delcídio, seriam 
absolutamente normais em contratos daquela natureza. Se eram normais, a única acusação que 
pesaria contra Dilma é o da ignorância de apresentar como suspeitas cláusulas normais.
Mas, pela relevância de Delcídio na base de apoio, não se deve desqualificar de antemão todo o seu 
relato.
_________________________________________________

COPA LIBERTADORES DA CAMARA: CU...NHA PERDE POR 10 A 0: NEM GILMAR POUPOU CUNHA


STF decide aceitar denúncia e Eduardo Cunha vira réu  

Por 10 votos a 0, STF decide aceitar denúncia e Eduardo Cunha vira réu. Para ministros, há 
indícios de que ele exigiu e recebeu propina da Petrobras. Presidente da Câmara é primeiro 
réu da Operação Lava Jato no Supremo.

Por 10 votos a 0, o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu nesta quinta-feira (3) denúncia do 
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha 
(PMDB-RJ) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ele é acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro 
Samsung Heavy Industries com a Petrobras. Com a decisão, Cunha passa a ser réu na primeira ação 
penal no Supremo originada das investigações da Operação Lava Jato.
Os ministros não decidiram se Cunha deve se afastar do comando da Câmara. Um pedido de Janot 
para que ele seja afastado da presidência e do mandato de deputado será julgado pelo Supremo em 
data ainda indefinida.
(...)
Votaram a favor de aceitar a denúncia contra Cunha o relator do caso, Teori Zavascki, e os ministros 
Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Luiz Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli, 
Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Luiz Fux está fora do país e não partipou 
da análise.
O julgamento teve início nesta quarta-feira (3), quando Teori Zavascki votou pela abertura do 
processo e foi acompanhado por cinco ministros. Nesta quinta, outros quatro ministros 
acompanharam o relator.
(...)
____________________________________________

A AMANTE DO ZÉ RUELA CARDOZO: O que se fala em Brasília sobre os bastidores da delação de Delcídio


Polêmica em torno do novo delator: Delcídio.

por Anônimo 

O mais novo escândalo sexual de Brasília envolve a diretora da IstoÉ em Brasília, Débora 
Bergamasco, que abandonou o marido, o jornalista Marcelo Moraes, diretor do Estadão, também em 
Brasília, para ir viver com José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça.
Débora, antes de ser da IstoÉ, passou uma temporada chefiando a assessoria de imprensa do 
Ministério da Justiça, ironicamente indicada pelo marido, que foi obrigado a tirá-la do Estadão por 
conta de sua ação errática como repórter. 


A autora da matéria: Débora Bergamasco

Na IstoÉ, Débora foi autora de uma entrevista com Cardozo, de quem já era namorada, chamada “A 
resposta de Cardozo”, feita para isentá-lo das responsabilidades em relação à atuação da PF.
Hoje, Débora Bergamasco publica com exclusividade a delação premiada de Delcídio Amaral, que 
provavelmente ela já tinha em mãos, graças a sua ligação com Cardozo.
É uma matéria que, apesar de não ter uma única prova que não sejam as falas de, levanta denúncias 
graves contra Lula e Dilma, e a autora é atual mulher do atual Advogado Geral da União.
________________________________________________________

O CORINTHIANS NÃO É BOBO...


... abaixo a Rede Globo ...... a surra que a Globo levou no Itaquerão e agradece ao amigo 
navegante Leandrinho, corintiano que não assiste à Globo.



Ladrões de merenda Escolar: Crônica de um escândalo no Tucanistão

 
Luis Nassif

Vamos a uma pequena crônica da política, vista de São Paulo.
O escândalo da merenda escolar foi um ponto fora da curva do PSDB de São Paulo. Por tal, não se 
entenda o esquema em si, mas o esquema escapando do controle das autoridades do Estado. Por aqui 
há uma aliança férrea entre governo do Estado, Ministério Público Estadual e jornais.
A cooperativa de Bebedouro era um propinoduto que alimentava algumas lideranças tucanas, como 
os deputados Fernando Capez, presidente da Assembléia Legislativa, Duarte Nogueira, Baleia Rossi 
e o Secretário da Casa Civil Edson Aparecido – um personagem com participação em muitos 
projetos.
Envolve altos operadores tucanos, como Luiz Roberto dos Santos, o Moita, tão eficiente que havia 
sido promovido da Secretaria dos Transportes para a Casa Civil. E Fernando Padula, quadro 
histórico, há oito anos na chefia de gabinete da Secretaria da Educação.
***
Capez montou sua campanha sem dispor de uma base de eleitores, regional ou setorial. Valeu-se da 
imagem de procurador público contra a corrupção para conquistar votos horizontais. Fez uma 
campanha cara, provavelmente a mais cara do Estado, a julgar pela quantidade de autuações no 
Tribunal Regional Eleitoral.
Durante a campanha, provavelmente enfrentou problemas de financiamento e seus assessores foram 
pressionar a COAF (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), a fonte da corrupção. Havia uma 
disputa interna, não percebida, as conversas foram gravadas, chegaram até o promotor local que fez a 
denúncia.
***
Aí entram os jogos de intriga. Capez tinha ambições maiores. Anunciou que participaria das prévias 
do partido para as eleições municipais. Mandaram não colocar. Decidiu dar apoio a João Dória 
Júnior.
Quando explodiu o escândalo, alguns viram a mão do senador José Serra. O próprio Capez atribuiu o 
escândalo ao Secretário de Segurança Alexandre Moraes, um ex-jurista que assimilou tanto a aridez 
o cargo que passou a extravasar arrogância em todas as audiências na ALESP.
Não fazia sentido. Afinal, pelo tema, o desgaste do governo Alckmin é maior do que no episódio do 
cartel de trens.
***
A ideia do fogo amigo perdeu força e ganhou corpo a versão da perda de controle mesmo. Tanto que 
o Ministério Público Estadual (MPE), do qual Capez é integrante, agiu rapidamente.
O Procurador Geral do Estado, Márcio Rosa Elias tratou de montar uma comissão de investigação e 
conseguiu tirar do inquérito o promotor natural.
A comissão é composta por dois promotores de Bebedouro e dois procuradores de justiça de São 
Paulo. Os dois procuradores são o próprio Márcio Elias Rosa e Nilo Spínola de Salgado Filho. Na 
gestão anterior, o PGE anterior, Antônio Araldo Dal Pozzo, criou promotorias especializadas. Uma
delas era a de Assuntos Públicos era integrada por Márcio Elias, Nilo Spínola e o próprio Capez.
***
Os dois companheiros irão julgar o terceiro. Segundo parlamentares oposicionistas, Márcio Elias 
ordenou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Capez, sabendo que não tem nada. O problema nas 
investigações é se bater em 18 empresas em nome de um cunhado, que têm vários problemas de 
registro na Junta Comercial.
***
No meio do tiroteio, o ex-chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin, Arnaldo Madeira, saiu da toca 
para atirar no esquema Alckmin.
Madeira caiu em desgraça no segundo governo Alckmin, quando articulou a eleição do presidente da 
ALESP. Sua chapa foi derrotada com humilhação. Em seguida, o presidente eleito da ALESP, 
Rodrigo Garcia, procurou Alckmin e ofereceu-lhe a vitória. Madeira caiu em desastre.
Na campanha seguinte para deputado, Madeira se valia de seu cargo para despejar verbas estaduais 
para projetos tocados por sua esposa na Fundação Seade. Não foi reeleito. Hoje, o espaço político de 
que dispõe é prestar serviços e atirar contra Alckmin.
***
Narro essa crônica paulistana apenas por mostrar o que é o modelo político brasileiro. É o mesmo 
que o PT, o PPS, o DEM, e outros partidos virtuosos fazem nos espaços que governam.
Por ter saído do controle, acabou com a carreira promissora de Capez. Provavelmente, no plano 
penal vitimará apenas bagrinhos. Com todas essas vulnerabilidades, permite toda sorte de manobras 
políticas.
Por isso, quando se ouve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso bradando pela moralidade, 
Alckmin deblaterando sobre sítios e pedalinhos, e os procuradores da Lava Jato anunciando a 
ressurreição geral da virtude, só resta uma reação: decidamente, é o país da hipocrisia.
___________________________________________

O STF pode determinar o afastamento do cara de Cu...nha?


Aécim, Cu...nha e o Pauzinho....

bbc: O STF pode determinar o afastamento de Cunha da Câmara?

(…)
A aceitação de uma denúncia não implica em perda imediata do cargo público. No entanto, a PGR 
apresentou, no fim do ano passado, um pedido de afastamento de Cunha sob a justificativa de que ele 
usa sua função de presidente da Câmara para impedir investigações contra si.
Adversários do peemedebista acreditam que, ao torná-lo réu sob acusação de ter usado seu mandato 
para pressionar pela liberação de propina, o STF estaria mais sensível a aceitar seu afastamento do 
cargo.
No Supremo, porém, o pedido é considerado delicado, já que o afastamento de Cunha significaria 
uma forte intervenção do Judiciário no Poder Legislativo.
A solicitação de afastamento de Cunha tramita em sigilo e não há previsão ainda de quando será 
analisada pelo STF.
Qual a consequência dessa decisão para o processo no Conselho de Ética?
A decisão da maioria do STF de tornar Cunha réu deve dar mais robustez às denúncias contra ele no 
Conselho de Ética da Câmara, processo que no limite pode levar a sua cassação.
Após cerca de cinco meses analisando o caso, finalmente o conselho decidiu novamente na 
madrugada desta quarta-feira, por 11 votos a 10, abrir processo contra Cunha.
Antes disso, por meio de manobras de aliados dentro do conselho e na mesa diretora da Câmara, 
Cunha conseguiu diversas vezes barrar essa decisão.
A denúncia aceita refere-se apenas ao fato de ele ter mentido na CPI da Petrobras sobre a existência 
de contas milionárias na Suíça, em seu nome e de seus familiares. Agora, com a decisão da maioria 
do STF de aceitar denúncia contra Cunha, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) afirmou que 
pedirá que as acusações de corrupção sejam também incluídas no processo do Conselho de Ética.
Por que Cunha não pode ser afastado imediatamente?
O que impede o afastamento automático de um parlamentar acusado de um crime é o princípio da 
presunção da inocência. Isso significa que o réu só pode ser considerado culpado se de fato for 
condenado após a conclusão do processo, no qual terá garantido amplo direito à defesa.
Há alguns parlamentares que já são réus e se mantêm no cargo, caso do presidente do Senado, Renan 
Calheiros. Em junho passado, a Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia contra ele por 
improbidade administrativa, sob acusação de que Renan teria recebido propina da construtora 
Mendes Junior para pagar despesas de Mônica Veloso, com quem teve uma filha, fruto de uma 
relação extraconjugal.
(…)
__________________________________________

A Globo vai noticiar o pedido de investigação contra a facção dos Marinho?

 
Por iniciativa dos deputados federais petistas Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ), 
Rodrigo Janot foi acionado para investigar a relação dos Marinhos com offshores que também 
são investigadas em operações da Polícia Federal

Marinho?

A pergunta acima está no ar. Eu não vi o Jornal Nacional, mas pelo site G1, no resumo de notícias 
apresentadas nesta quarta-feira (02/03) isto aqui não foi noticiado aos telespectadores. Pode ser que 
todos sejamos surpreendidos com o assunto em alguma edição futura dos telejornais da Rede Globo, 
da GloboNews, das rádiosCBN e Globo ou, amanhã. esteja nas páginas dos jornais O Globo e Extra. 
Há quem duvide, mas o fato existe, mesmo se não sair nos muitos canais de comunicação das 
Organizações Globo.
Por iniciativa dos deputados federais petistas Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ), o 
procurador geral da República, Rodrigo Janot foi acionado para investigar a relação dos Marinhos, 
donos do império Globo, com offshores que também são investigadas em operações da Polícia 
Federal como Lava Jato e Ararath.
Tudo por conta da já famosa casa de Paraty que, através de notificação extrajudicial a diversos blogs, 
João Roberto Marinho informou não ser da família.
Mas, nesta quarta-feira (02/03), para contrariá-lo, o Tijolaço, de Fernando Brito, e o Viomundo, de 
Luiz Carlos Azenha , mostram as estreitas ligações da mansão erguida em área de proteção 
ambiental com Patricia Martinho, filha de João Roberto, e seu ex-marido, Alexandre Chiappetta de Azevedo.
Azenha foi além, mostrou que o casal Patrícia e Alexandre, em 1997, sem licitação, ganhou o direito 
de explorar o Estadio de Remo da Lagoa, onde construíram o Complexo de Diversão Lagoon. O 
contrato de exploração que era temporário foi renovado todo este tempo e já provocou uma do 
Ministério Público Estadual pois, “entre 1997 e 2003 a empresa nunca recolheu o aluguel, tendo 
dívida calculada então em mais de R$ 3 milhões!”

Oficio dos deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous ao Procurador Geral da República

No pedido ao PGR encaminhado na tarde desta quarta-feira, os dois deputados citam, com respaldo 
no noticiário dos chamados site independente como Diário do Centro do Mundo, 
que os documentos levantados por estes blogs demonstram
“que podem existir esquemas de empresas nacionais e internacionais, principalmente offshores, para 
cometerem crimes contra o sistema financeiro, a ordem tributária e a administração pública.”
Os deputados então falam das “conexões da panamenha Mossack Fonseca (também chamada de MF 
e Mosfon), matriz de empresas offshores, investigada pelas Operações Lava Jato e Ararath, com a 
Brasif, Rede Globo, FIFA e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.
O esquema envolvendo estas empresas, as offshore e a casa de Paraty que era usada pelo casal 
Patricia e Alexandre pode ser acessado em um blog do deputado Paulo Pimenta. Com respaldo nessa 
documentação, Pimenta e Damous pedem “que sejam investigadas e esclarecidas, entre outros, “a 
existência de eventuais bens da família Marinho em situação ilícita de ocultação patrimonial; as 
atividades das offshores vinculadas ao grupo Globo; e as relações entre a Globo, suas respectivas 
empresas e offshores e a FIFA”.
As offshores aparecem como proprietárias de uma mansão da família Marinho, construída 
ilegalmente em área de proteção ambiental na ilha de Paraty (RJ) e de um helicóptero também usado 
pela família Marinho, dona da Rede Globo
O vínculo dos Marinhos com a mansão que João Roberto tinha dito não pertencer a nenhum dos 
membros da família foi descoberto por Brito e revelado no Tijolaço na matéria João Roberto 
como a matéria apresentada por Azenha: AO FORMAR CONSÓRCIO, AGROPECUÁRIA QUE 
Curiosamente, ao ser procurado por um repórter de O Globo para mais uma vez falar do sítio de 
Atibaia, o ex-presidente Luz Inácio Lula da Silva cobrou das organizações Globo a matéria sobre os 
verdadeiros donos da mansão de Paraty.
Os deputados Damous e Pimenta, porém, avançam no pedido de informações sobre a Brasif e as 
relações desta empresa com FHC e sua ex-amante, Miriam Dutra. Pedem que seja esclarecido se a 
empresa foi “utilizada por FHC para enviar 100 mil dólares a jornalista Mirian Dutra, com quem o 
ex-Presidente tucano tem um filho. Miriam Dutra trabalhou para a Globo por 25 anos. Recentemente, 
Miriam contou que foi “exilada” na Europa pela Globo na década de 1990 para não prejudicar a 
imagem de FHC que seria candidato à presidência da República. Na época, FHC era casado com 
Ruth Cardoso”.
Diz o documento apresentado pelos parlamentares ao procurador-geral>
“Quanto à Brasif, a empresa seria de alguma forma retribuída por esses supostos favores prestados a 
FHC? Segundo notícia da “Folha de São Paulo” de em 2004, há 30 anos a Brasif dominava o 
mercado de free shops sozinha. Em 2016 a “Folha de São Paulo” afirmou que, com “know-how, 
[Jonas Barcellos, dono da Brasif] concorreu praticamente sozinho nas licitações abertas para 
aeroportos, conseguindo ainda prorrogar na Justiça contratos de onde já atuava apoiado em portarias 
que regulam o negócio no Brasil”.
Ainda segundo a “Folha”, o “poder da Brasif no setor foi além de sua infraestrutura. Com amigos 
influentes em Brasília, Barcellos conseguiu, por exemplo, derrubar medida criada no governo FHC 
para limitar a US$ 300 por pessoa (eram US$ 500) o gasto nos free shops, conforme a Folha apurou 
à época. O colunista Élio Gaspari considera que as relações têm aspectos de interesse coletivos 
relevantes: “A concessão de lojas de ´duty free´ no desembarque de passageiros de voos 
internacionais é assunto de natureza pública, além de ser uma jabuticaba”.
Como questiona o jornalista Luiz Nassif, trata-se de “uma empresa que envia dinheiro para uma 
jornalista, a pedido de FHC; e a mesma empresa sendo beneficiada por privilégios únicos em sua 
atividade”. Isso configuraria crime, que deve ser investigado.
Respaldado nas entrevistas de Miriam, concedidas recentemente, querem saber se o ex-diretor de 
jornalismo da TV Globo, Alberico de Souza Cruz, que, segundo a ex-amante do ex-presidente, a 
teria ajudado a sair do país, recebeu um canal de televisão em Minas Gerais como “retribuição da 
esse favor que fez a FHC”. Da mesma forma questionam se foi por conta do exílio de Miriam que a Globo se beneficiou de um financiamento a juros baixos via BNDES.
Globo & FIFA – Um outro ponto que entrou no questionamento dos deputados é com relação às 
relações comerciais entre a Rede Globo, a CBF e a FIFA. No pedido encaminhando, os dois expõem:
“Um dos diretores de empresa ligada à Mossack Fonseca é Eugênio Figueiredo, ex-presidente da 
Conmebol e ex-vice presidente da FIFA51. Segundo ele, que está preso por conta do esquema de 
propina na entidade, quem liderava tais articulações ilícitas era Ricardo Teixeira.
De acordo com as investigações de Jamil Chade, Ricardo Teixeira, ao lado de João Havelange, 
ambos secretários da FIFA, teriam usado sua influência para dar à Globo os direitos de transmissão 
das Copas de 2002 e 2006. A Globo retribuiria os favores pagando propinas pela offshore ISL. Na 
Suíça, ter-se-ia concluído que Teixeira e Havelange estavam envolvidos em suborno para beneficiar 
a Globo; eles teriam pago as respectivas multas e os documentos teriam sido posteriormente 
enviados aos EUA para investigação. De acordo com o “UOL”, os contratos da FIFA articulados por 
Ricardo Teixeira firmados com a Globo estão sob investigação da Polícia Federal.
Não se tem notícia de que algum agente do grupo Globo tenha sido responsabilizado por tais fatos no 
Brasil.
Segundo relatório da Receita Federal divulgado pelo “Cafezinho” em 2014, houve uma “intrincada 
engenharia desenvolvida pelas empresas do sistema Globo” para “esconder o real intuito” da 
operação de “aquisição, pela TV Globo, do direito de transmitir a Copa do Mundo de 2002, o que 
seria tributado pelo imposto de renda”
O documento afirma que a empresa “participou, como já se demonstrou, de toda a engenharia 
praticada com o fito de simular e sonegar”. Como divulgado pelo “Cafezinho”, “engenharia da 
Globo envolveu 11 empresas, constituídas em diferentes paraísos fiscais. Com exceção da suíça 
ISMM, empresa responsável por vender licenças de transmissão da Copa para fora da Europa, todas, 
pertencem, secretamente ou não, ao sistema Globo”: Empire, Ilhas Virgens Britânicas; GEE Eventos, 
Brasil; Globinter, Antilhas Holandesas; Globopar, Brasil; Globo Overseas Investment B/V, Holanda; 
Globo Radio, Ilhas Cayman; ISMM Investments A; Globosat, Brasil;Porto Esperança,; Power 
Company, Uruguai“.
Ao encerrarem o pedido, os dois deputados enumeram o que entendem que o procurador-geral, 
Janote, deve determinar:
Que sejam investigadas as atividades e o patrimônio da Agropecuária Veine, assim como de suas 
associadas, controladoras (aí incluída a Mossack Fonseca) e subsidiárias, assim como sua suposta 
relação com a família Marinho;
Que seja investigada a existência de eventuais bens da família Marinho em situação ilícita de 
ocultação patrimonial;
Que sejam investigadas as atividades e o patrimônio da Vattne Administração, assim como suas 
associadas, controladoras e subsidiárias, assim como sua suposta relação com a família Marinho;
Que seja investigado o possível uso ilícito de empresas fantasmas com suposta sede à Rua Margarida 
Assis Fonseca 171, Belo Horizonte, MG;
Que sejam investigadas as atividades do Grupo Brasif assim como suas associadas, controladoras e 
subsidiárias – em especial a Eurotrade Ltda., assim como sua suposta relação com a família Marinho;
Que seja investigado o contrato firmado pela Eurotrade Ltda. mediante o qual, supostamente, o ex-
presidente Fernando Henrique Cardoso teria enviado cerca de 100 mil dólares a Miriam Dutra;
Que sejam investigados os contratos da Polimídia com o Governo Federal;
Que seja investigado o eventual crime cometido contra a administração pública pela servidora 
Margrit Dutra Schmidt e pelo Senador José Serra;
Que seja investigada a concessão a Alberico de Souza Cruz de concessionária de televisão no estado 
de Minas Gerais;
Que sejam investigadas as condições de publicação da portaria do Ministério da Fazenda de n° 
04/1994;
Que sejam investigados os empréstimos feitos pelo BNDES às empresas do grupo Globo;
Que sejam investigadas as atividades das offshores vinculadas ao grupo Globo;
Que sejam investigadas as concessões à exploração de free shops em aeroportos ao Grupo Brasif e a 
edição de normas sobre gasto nessas lojas;
Que se investiguem as relações entre a Globo, suas respectivas empresas e offshores e a FIFA.
E, por fim, que sejam adotadas todas e quaisquer medidas investigativas competentes ao Ministério 
Público Federal. 
_____________________________________________________________________

quarta-feira, 2 de março de 2016

Parlamentares e sociedade civil protestam contra agressões da Globo aos blogs

thumb image
Na segunda-feira, dia 7, haverá um ato de protesto, na sede do Sindicato de
Jornalistas, em São Paulo, contra a tentativa da Globo de intimidar 
judicialmente os blogs. O ato conta com a presença de vários deputados e 
senadores. Venha defender a liberdade de expressão no Brasil!
Jornalistas, blogueiros, intelectuais, políticos, membros de entidades civis e cidadãos divulgaram hoje (1°) um abaixo-assinado em que repudiam “o autoritarismo das Organizações Globo, responsáveis por mais um ataque frontal à liberdade de expressão”.
O documento se refere à “judicialização da censura para intimidar blogueiros e jornalistas que investigam o caso do tríplex em Paraty que, segundo uma fiscal do ICMBio, pertenceria à família Marinho”. Trata-se da propriedade dos herdeiros de Roberto Marinho no litoral do Rio de Janeiro. O imóvel é investigado pelo Ministério Público Federal, viola leis ambientais e se localiza em área desmatada de um parque federal.
_________________________________________________

PESQUISADORA DA FIOCRUZ DÁ UM PASSA-MOLEQUE NA GLOBO


Ligia Giovanella, pesquisadora da Fiocruz, rebate manchete do jornal que diz que o "Rio tem 
a maior taxa de mortalidade no SUS em três décadas"; segundo a professora, a reportagem, 
assinada por Eduardo Barretto, é "bastante tendenciosa em suas manchetes e erros de 
transcrição e interpretação de dados".

247 – A professora e pesquisadora titular da Fiocruz Ligia Giovanella rebateu, em uma carta ao 
repórter Eduardo Barretto, do Globo,reportagem que afirma, na manchete, que o "Rio tem a maior 
taxa de mortalidade no SUS em três décadas".
Lígia responde ponto a ponto os dados utilizados na matéria e conclui que ela é "bastante 
tendenciosa em suas manchetes e erros de transcrição e interpretação de dados".
"A informação jornalística clara e transparente é um elemento crucial para a democracia. Todos nós 
estamos preocupados em melhorar a qualidade de serviços do SUS para que se torne efetivamente 
um serviço nacional de saúde público, universal de qualidade garantindo o direito cidadão de acesso 
aos serviços de saúde de qualidade. Boas reportagens podem contribuir para isto", diz a pesquisadora 
na carta.
Leia aqui a íntegra do texto de Lígia rebatendo os dados da reportagem do Globo e, abaixo, um novo 
texto publicado em sua página no Facebook, depois que o jornalista entrou em contato com ela.
Ainda sobre a reportagem do Jornal OGlobo bastante tendenciosa em suas manchetes e erros de 
transcricao e interpretacao de dados:
O repórter posteriormente me informou tratar-se de taxa de mortalidade hospitalar.
A taxa de mortalidade hospitalar disponibilizada pelo tabnet do Datasus a partir de dados do Sistema 
de Informação Hospitalar do SUS (SIH SUS) refere-se à proporção de internações com alta por 
óbito. Trata-se da " Razão entre a quantidade de óbitos e o número de AIH aprovadas, computadas 
como internações, no período, multiplicada por 100."
A matéria no jornal o Globo impresso apresenta uma tabela e repete diversas vezes tratar-se de uma 
taxa de mortalidade por cem mil habitantes. Não refere que seriam mortes hospitalares ademais de 
equivocar-se na reprodução do indicador que de fato se refere a uma porcentagem das internações e 
não a uma razão por cem mil habitantes como descrito na tabela.
A taxa de mortalidade hospitalar está relacionada à gravidade dos casos internados e à complexidade 
da estrutura hospitalar. Assim um hospital que realiza principalmente internações por cirurgias 
eletivas ou para partos terá uma taxa de mortalidade hospitalar muito mais baixa do que um hospital 
que interna pacientes graves e complexos. Somente é possível comparar hospitais com perfil de 
internações similares e para tal existem diversos métodos de padronização das taxas.Somente as 
taxas de mortalidade hospitalar padronizadas podem assim ser usadas como indicador de 
desempenho hospitalar.
__________________________________________

A CASA DE PARATI CAIU !! Como Otário Bonner e RenAnta Vasconcelos darão a notícia?

EXCLUSIVO: ‘Atendi Paula Marinho na Paraty House’


Blindagem para ocultar a posse: a Paraty House

O depoimento de uma pessoa que trabalhou no paisagismo da casa que os Marinhos dizem não 
ser deles: ‘Atendi Paula Marinho na Paraty House’: o depoimento de uma pessoa que 
trabalhou no paisagismo da casa. 

Uma pessoa que trabalhou na construção da Paraty House relatou a história abaixo ao DCM, sob a 
condição de anonimato: 
Acabo de ler uma reportagem publicada pelo DCM sobre a Paraty House.
Trabalhei alguns meses na praia de Santa Rita (entre dezembro de 2010- março de 2011) 
acompanhando implantação de paisagismo no local.
Na época estava sendo construída uma casa de massagem próximo ao tobogã. O que poderia contar é 
que a casa é da Paula Marinho (filha de João Roberto), casada com Alexandre. [Nota: Paula e 
Alexandre se divorciaram.]
Na época estava sendo montado um viveiro de aves (uma cacatua e um papagaio cinza africano já 
viviam na gaiola na laje da casa). Estava sendo feito também o plantio de um pomar (com árvores 
adultas acima do nível da laje superior).
O paisagismo da Santa Rita foi projetado por Gil Fialho, e uma ex-funcionária acabou por gerenciar 
a execução do plantio.http://www.gilfialho.com.br/pt/#o-projeto/61/Residência PM [Nota: este link, 
agora, vai dar em nada.] 
Acompanhei a compra das plantas usadas para “beirar” o caminho que seguia da praia até a casa de 
massagem. Alguns dos jardineiros já conheciam o lugar.
Para subir nas lajes ou chegar ao heliponto, os caminhos são muito íngremes, e mais íngreme foi o 
local escolhido para ser o viveiro de aves, onde tudo já tinha sida concretado.
No heliponto as frondosas árvores de fruta-pão são podadas periodicamente para manter a área livre 
— claro, sem autorização.
O responsável pela venda e plantio das árvores adultas, Carlos Behr da empresa Big Trees, apareceu 
num único dia, um domingo lindo e ensolarado. Ele se gabou por ter vendido uma oliveira de mais 
de 200 anos. Ela foi plantada na praia no lugar de um algodoeiro, hibiscus tiliaceus, arrancado sem 
autorização. Behr se gabou também por tê-la trazido de um “canal”- contrabando. 
Exceto pela oliveira, plantada com escavadeira, as árvores adultas tiveram de ser empurradas morro 
acima por uns oito homens, um dos quais perdeu parte do dedo nessa brincadeira.
A maricultura dos Marinhos segue a mesma característica da maricultura de Luciano Hulk. [Nota: 
maricultura é a atividade humana de produzir nos mares seres aquáticos. Trata-se de produção 
artificial, uma vez que não se dá de forma espontânea na natureza, mas sim induzida e controlada 
pela ação do homem.]
No caso da Paraty House, o que se fez foi uma fazenda marinha de fachada para impedir acesso das 
pessoas e embarcações à praia. As lanternas (estruturas onde os moluscos ficam armazenados) 
possuíam 4-6 animais completamente abandonados. Em suma, era uma aquicultura mentirosa.
Atendi Paula Marinho na casa. Não há explicações diante da negativa dos Marinhos em relação à 
Paraty House e da falta de provas que os liguem ao imóvel.
Infelizmente é um testemunho (se não o único, um dentre poucos) contra todas as medidas de 
blindagem legal tomadas pelos Marinhos.
_______________________________________________________

ANDRADE É TUCANA, MAS DELATA PT E PMDB. POR QUÊ SERÁ ?


Maior doadora da campanha de Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da República, a 
Andrade Gutierrez é a bola da vez do mercado de delações premiadas, com acusações 
relacionadas à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010; capitaneada por Otávio 
Azevedo, a Andrade se tornou controladora da Cemig, nas gestões do PSDB em Minas, mesmo 
sendo minoritária, e foi beneficiada com pagamentos excessivos de dividendos; além disso, a 
cúpula da empreiteira torceu abertamente pela eleição de Aécio; no entanto, a delação de seus 
executivos é parcial e mira apenas desvios relacionados ao PT e ao PMDB, em obras como 
Mané Garrincha, Maracanã, Arena Amazonas e Angra 3; ao que tudo indica, a empresa – que 
na gestão de Fernando Pimentel perdeu o controle abusivo na Cemig – se prepara para um 
novo ciclo político no Brasil e tenta contribuir para que ele chegue mais rapidamente.

Dividendos em excesso

No fim do ano passado, a relação carnal entre a Andrade e o PSDB de Minas começou a ser 
esmiuçada pelo Ministério Público. A partir de denúncias entregues pelos deputados Rogério Correia 
e Professor Neivaldo, ambos do PT, o promotor de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais, 
Eduardo Nepomuceno, começou a investigar os estranhos negócios entre a Cemig e a Andrade.
Segundo reportagem publicada no site Viomundo, empréstimos tomados pela estatal foram 
convertidos em lucros e dividendos repassados aos acionistas.
"Autorizado pela ALMG no final do mês de novembro de 2011, o governo de Minas Gerais fez 
empréstimos com o Banco Internacional para Reconstruções e Desenvolvimento (BIRD), com o 
Banco Crédit Suisse e Agência Francesa de Desenvolvimento (AF), destinados à reestruturação da 
dívida de responsabilidade com a Cemig. As operações de crédito foram nos valores de, 
respectivamente, US$ 450 milhões; US$ 1,270 bilhão; e de € 300 milhões. A manobra fez com que o 
empréstimo internacional fosse transformado em lucro nos balanços de 2012 e 2013, posteriormente
distribuído aos acionistas como dividendos. Somente nesta artimanha, mais de R$ 600 milhões foram 
repassados à Andrade Gutierrez", diz reportagem do jornalista Ilson Lima. "Em outras palavras: a 
Cemig pegou empréstimos no exterior sob alegação de que os juros eram menores. Só que foi uma 
manobra para gerar mais lucros e distribuir dividendos para acionistas, em especial para a Andrade 
Gutierrez."
Ele lembra ainda que, em 2011, o Conselho Deliberativo da Cemig alterou o Acordo de Acionistas, 
permitindo o repasse de dividendos aos acionistas de no mínimo de 50%, quando era de no máximo 
25% na época do governo Itamar Franco (1994/1998).
Coincidência ou não, na campanha presidencial de 2014, a cúpula da Andrade torceu abertamente 
pela eleição de Aécio Neves, depois de ter doado mais de R$ 20 milhões à sua campanha. Hoje, seus 
executivos negociam um acordo de delação parcial, aparentemente interessados em estar bem 
posicionados para um novo ciclo político no País.

(Em tempo: no governo de Fernando Pimentel, a Andrade perdeu o controle abusivo que exercia na Cemig)

Cúpula da Andrade Gutierrez era “torcida organizada” de Aécio Neves

POR FERNANDO BRITO


Depois da matéria de Fausto Macedo, no Estadão, mostrando a intensa e desbocada torcida do alto 
escalão da empreiteira Andrade Gutierrez por Aécio Neves, só o cinismo nacional imperante pode 
dizer que havia alguma preferência da empresa pelos petistas.
“Gorda”, “sapa”, “vaca velha”, “mulher medíocre”, “poste” e outras pérolas deste jaez eram os 
nomes pelos quais os homens de confiança da empresa, sua alta cúpula, a chamavam.
E Aécio? “Tá demais”, “Taca-le pau!”
As campanhas de ambos receberam dinheiro da empreiteira e, muito.
Mas, pela torcida, dá perfeitamente para ver quem eles desejavam ver vitorioso.
Porque, se com Dilma e Lula a empreiteira fazia o que queria, como insistem os jornais? Qual a 
razão, se o governo petista é uma imoralidade só e os tucanos mais virgem que freira carmelita?
Aliás, a Andrade Gutierrez deu dinheiro para praticamente todos os partidos do país, do PV ao PSB.
Você pode ver aí ao lado o quanto foi, em 10 anos, para cada partido, numa compilação da agência 
de jornalismo Publica. 
Claro que tanto dinheiro por boa intenção não é, mas é essa a realidade da política. Ou era, antes de o 
Supremo proibir a doação de empresas a candidatos e a partidos.
E antes do cinismo nacional decidir que só são criminosas as feita para o partido da “gorda”, da 
“sapa”, da “vaca velha”, da “mulher medíocre”.
O dinheiro para Aécio? Ah, “taca-le pau”, menino, que é por gosto.
Não chega a ser nenhuma surpresa de que tipo de sujeito estes caras achem que deva ser o presidente 
do Brasil.
Nem que estes senhores de linguagem de bordel de quinta categoria quando estão no seu grupinho de 
“bacanas”, em público e com suas gravatinhas chiques, deitem regras sobre como deve ser o governo 
do país.
_______________________________________________

LULA REENVIA A GLOBO NO LUGAR QUE ELES ADORAM !!


João Roberto, leu o Azenha? O Brito? Vá andar de pedalinho!

Instituto Lula: O Globo e os pedalinhos 2: jornal questiona Lula por cargo criado por
FHC

A reportagem de O Globo segue acompanhando atentamente cada movimento dos pedalinhos 
no sítio de Atibaia. Para conhecimento público, copiamos, abaixo, nova troca 
de e-mails entre a reportagem e a assessoria de imprensa do Instituto Lula sobre o 
assunto:
***
Em 1 de março de 2016 16:12, @sp.oglobo.com.br escreveu:
Boa tarde
Estamos fazendo matéria sobre como se deu a compra dos pedalinhos e que estão no sítio de 
Atibaia. Notas fiscais apontam que os produtos foram comprados pelo subtenente Edson Antonio 
Moura Pinto, que é funcionário da presidência. Seria atribuição dele esse tipo de tarefa?
Aguardamos uma resposta***
De: @institutolula.org
Data: 1 de março de 2016 17:15
Assunto: Re: Compra de pedalinhos por assessor da presidência
Para: @sp.oglobo.com.br

Boa tarde Luiza,

Os ex-presidentes brasileiros têm direito a alguns cargos de livre provimento, conforme 
estabelecido pela lei 7474 de 1986 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7474.htm). Logo, 
ele é um funcionário cedido ao ex-presidente.
Como pode ver no link indicado acima, a última alteração dessa lei aconteceu no governo FHC, 
em 20 de dezembro de 2002, ou seja, 11 dias antes de Fernando Henrique Cardoso deixar seu 
cargo, quando aproveitou a oportunidade e criou dois cargos extras de servidores de livre 
provimento para ex-presidentes. O referido subtenente ocupa esse cargo, que é o de um 
assessor pessoal do ex-presidente para a função que ele indicar.
Resumindo: sim, ele pode fazer esse tipo de tarefa, porque a lei estabelece que o papel dos funcionários é de segurança e apoio pessoal, e mais ainda porqu
e FHC criou dois cargos de absoluto livre provimento para ex-presidentes 11 dias antes de 
deixar o cargo.
Para, no que espero encerrar esse capítulo da história do jornalismo investigativo brasileiro, digno de um filme que mereceria o Oscar ("Os pedalinhos"), os pedalinhos foram adquiridas por Dona Marisa, que também adquiriu uma canoa de alumínio. Lula e Dona Marisa não são donos do sítio, propriedades de amigos que ofereceram ao ex-presidente e dona Marisa um local e descanso que pudessem frequentar. Não faz sentido guardar pedalinhos ou canoas de alumínio em um apartamento em São Bernardo do Campo.
Aproveito para registrar que o Globo não registrou a minha pergunta sobre a propriedade de Paraty no outro lado da minha resposta anterior.

Atenciosamente,
____________________________________________

EXCLUSIVO !! ACABOU O MISTÉRIO DA MANSÃO DOS IRMÃOS METRALHAS MARINHO


Azenha faz vapt, Brito, vupt

POR FERNANDO BRITO  

Ela pertencia de fato ao casal Paula Marinho e Alexandre Chiapetta de Azevedo, que se separou em outubro do ano passado, conforme está registrado no Diário Oficial do Judiciário fluminense de 8 de outubro do ano passado. Tenho a imagem e não a publico por respeito pessoal, embora esteja na internet.
O despacho, como todos os casos de Direito de Família, deveria omitir nomes, mas como aconteceu com aquela decisão do Dr. Moro, saiu com as iniciais em cima e, no conteúdo, os nomes completos de ambos, inclusive o fato de que Paula deixa de se assinar Azevedo e volta a ser apenas Marinho.
Não haveria o menor interesse nisso, se todos os envolvidos no caso da mansão em Parati não se encontrassem no mesmo apartamento 601, do Edificio Quaruna, na Rua Bulhões de Carvalho, 296, entre Copacabana e Ipanema.
É lá que funcionam – ou funcionavam – a Agropecuária Veine Patrimonial Ltda, a “representação” da Vaincre LLC, Alexandre Chiappetta de Azevedo, Paula Marinho e seu pai, o próprio João Roberto Marinho, que “notificou” este blog dizendo que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho.”
A seguir, as provas indiscutíveis, bastando clicar nas imagens para vê-las ampliadas.
A Agropecuária Veine Patrimonial, CNPJ 06.150.786/0001-00, registrou a Rua Bulhões de Carvalho, 296/601 como seu endereço no Ministério da Fazenda. É a dona, no papel, da casa irregular. É controlada pela Vaincre LLC, registrada no paraíso fiscal do estado de Nevada (Las Vegas), nos EUA.
A Vaincre LLC, uma empresa de fachada, controla também outra empresa no mesmo endereço, a Shiraz Participações, CNPJ 11.677.435/0001-91, onde consta como administrador Marco Aurélio de Azevedo, pai e procurador de Alexandre Chiappetta de Azevedo e da Central de Campos Participações na Glem Participações, que assumiu o controle de um bem público, como revelou o Viomundo: o Estadio de Remo da Lagoa, ação na qual assina o casal Paula-Alexandre.
A Central de Campos, CNPJ 05.092.801/0001-48, por sua vez, é controlada por Marco Aurélio, também partilha o mesmo endereço da Bulhões de Carvalho, 296 e tem no seu contrato social a participação da Plus Holding, outra empresa panamenha montada pela Mossack Fonseca, como mostrou, dias atrás, o blog Os amigos do Presidente Lula, com certidão.
Alexandre Chiappetta era gerente da Lagoon – empresa formada pela Glem e pela Central de campos administrava o Estádio de Remo, CNPJ 13.690.812/0001-58 -, que tinha entre seus funcionários Rita de Cassia de Oliveira Wirth, registrada na Receita Federal como administradora do Consórcio Veine-Santa Amélia, CNPJ 12.788.769/0001, que administrava, até o final do ano passado o helicóptero Agusta 109, matrícula PT-SDA, como se publicou aqui.
E agora, a cereja do bolo: é na Rua Bulhões de Carvalho, 296, apartamento 601 que funciona a FN5 Participações Ltda, um empresa com capital social registrado de R$ 33,5 milhões de reais e uma sociedade entre João Roberto Marinho e sua filha Paula, até outubro passado mulher de Alexandre Chiapetta.
O mesmo João Roberto Marinho que me notificou alegando que os textos publicados aqui “além de conter (sic) inverdades sobre a propriedade da mencionada casa em Paraty e das empresas citadas, traz (sic) insinuações infundadas, constituindo, portanto, ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.
Será possível que ele desconheça o que se passe no endereço de uma empresa sua e de R$ 33,5 milhões de capital registrado?
Deixo ao leitor que julgue quem aqui falta à verdade.
Veja os documentos:














EUA: Hillary e Trump ganham maior parte dos Estados em disputa


Hillary e Trump, a decadência do Imperio

Com os resultados, analistas começam a desenhar um quadro em que os dois grandes vencedores 
desta terça venham a disputar a Casa Branca
A democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump foram os grandes vencedores da Super 
Terça (01/03), em que vários Estados fizeram primárias ou caucus para decidir quem serão os 
candidatos dos respectivos partidos nas eleições gerais de novembro.
Dos 11 Estados em disputa entre os democratas, Hillary ganhou em sete (Alabama, Arkansas – onde 
Bill Clinton foi governador -, Georgia, Tennessee, Texas, Virgínia e Massachusetts), além da Samoa 
Americana. Seu oponente na disputa, o senador Bernie Sanders, levou quatro: Vermont (seu estado 
natal), Oklahoma, Minnesota e Colorado.
Do lado dos Republicanos, Donald Trump ganhou nos maiores Estados com margens dilatadas. O 
megaempresário levou Alabama, Arkansas, Geórgia, Massachusetts, Tennessee e Virgínia; e liderava 
em Vermont. Por outro lado, o senador Ted Cruz ganhou no Texas, seu estado natal, em Oklahoma e 
no Alasca, contrariando as pesquisas que apontavam o empresário como favorito.
Nesta terça, estavam em disputa 661 delegados republicanos, além de 865 democratas. Para garantir 
o direito de disputar a presidência, o candidato republicano deve reunir 1.237 delegados; o 
democrata, 2.383.

Com os resultados, analistas começam a desenhar um quadro em que Hillary e Trump venham a 
disputar a Casa Branca, por mais que ainda estejam longe no número de delegados necessários para 
garantir a nomeação.
Os dois já haviam começado a Super Terça com uma vantagem que deve se ampliar fortemente 
assim que a contagem de delegados for finalizada. Além disso, a democrata detém a maioria dos 
superdelegados, nome proeminentes do partido que valem por um voto na convenção. Segundo 
projeções do jornal The New York Times, Hillary fehou a Super Terça com 1.001 delegados, contra 
371 de Sanders. No lado dos republicanos, Trump deve ficar com 285; Ted Cruz, com 161; Rubio, 
com 87; o governador de Ohio, John Kasich, com 25; e o médico Ben Carson, com 8.



Hillary comemorou o resultado. "O que está em jogo nesta eleição nunca foi tão alto. A retórica que 
estamos escutando no outro lado [dos republicanos] nunca foi mais baixa", criticou a ex-secretária de 
Estado.
Por sua vez, Trump voltou a dizer, em uma entrevista coletiva à imprensa na Flórida, que vai 
construir um muro na fronteira – e vai fazer os mexicanos pagarem por ele – e tentou passar uma 
mensagem de união para o partido em torno de seu nome.
__________________________________________________________