sexta-feira, 2 de maio de 2014

Dias decisivos


O 14º Encontro Nacional do PT, neste final de semana, define a estratégia para a mais difícil 
eleição enfrentada pelo campo progressista, desde 2002, no Brasil.

por: Saul Leblon - Carta Maior

O 14º Encontro Nacional do PT, realizado em São Paulo, nesta sexta e sábado (2 e 3 de Maio) define a estratégia para a mais difícil eleição enfrentada pelo campo progressista, desde 2002.
Duas agendas se confrontam nesse divisor da vida brasileira.
O conservadorismo cavalga a besta-fera de uma restauração do arrocho neoliberal ainda mais virulenta que a precedente ao colapso de 2008.
A dimensão dos conflitos acirrados pela crise internacional – marcada pela anemia da demanda e a canibalização decorrente da luta por mercados e mais-valia-- induz o conservadorismo brasileiro a abraçar uma versão ainda mais radical do seu projeto para o país.
Não importa o que diz a oratória dissimulada de seus candidatos de sorriso fácil e olhos verdes: eles cavalgam uma lógica imiscível com os avanços econômicos e sociais registrados desde 2002 --estes terão que ser eviscerados do metabolismo do país para adequar a economia à taxa de exploração implícita na voragem conservadora.
A continuidade do projeto progressista, no entanto, requer igualmente uma inflexão estratégica de densidade que não pode ser subestimada.
Ela só vingará com uma reforma política que amplie os espaços democráticos –inclusive o da mídia-- para a negociação de um novo ciclo de crescimento, ancorado em delicada sintonia entre ganhos de produtividade e justiça social.
Isso não se faz sem um enorme esforço de organização popular e engajamento democrático.
Não é uma operação de natureza contábil.
Trata-se de deslocar a correlação de forças para uma nova hegemonia capaz de definir o rosto de um Brasil onde palavras como igualdade, cidadania e democracia participativa não sejam mais um adorno retórico. Mas a argamassa de um poder de Estado verdadeiramente pautado para servir a um governo do povo, pelo povo e para o povo.
Leia, abaixo, dois textos que ancoram o debate dos 800 delegados presentes ao 14º Encontro Nacional do PT, em São Paulo.
TÁTICA ELEITORAL E POLITICA DE ALIANÇAS
1. O objetivo central do PT em 2014 é dar continuidade ao projeto nacional de desenvolvimento sustentável, iniciado pelo ex-presidente Lula e continuado, com avanços, pela presidenta Dilma Rousseff. A ele se subordinam a reeleição da presidenta Dilma, a disputa eleitoral nos Estados, bem como a política de alianças aprovada no 5o. Congresso, no Diretório Nacional e neste Encontro.
2. Por isso, o Encontro Nacional delibera que nossa prioridade no pleito deste ano é a reeleição da companheira Dilma, a ser conquistada com amplo apoio nos movimentos sociais, na juventude, junto às mulheres, aos idosos, aos trabalhadores da cidade e do campo, aos intelectuais, aos empresários comprometidos com o desenvolvimento nacional, aos partidos políticos que dão sustentação política ao nosso governo.
3. É fundamental, também, reeleger nossos governos estaduais e garantir a sucessão dos atuais, ao mesmo tempo em que nos empenharemos para ampliar nossas bancadas parlamentares e as de nossos aliados favoráveis à reforma do sistema político-eleitoral.
4. Compete ao Diretório Nacional dirigir politicamente a campanha eleitoral nacional e articular a ela as campanhas estaduais, imprimindo ao conjunto as diretrizes do Programa de Governo aprovadas neste Encontro, bem como a tática e alianças definidas no 5o. Congresso e no atual Encontro. À Direção Nacional, através da CEN, cabe decidir, em última instância, as questões das alianças necessárias à condução vitoriosa da campanha nacional.
5. A disputa eleitoral de 2014 vem sendo marcada (e tenderá a se agravar) por um pesado ataque ao nosso projeto, ao governo e ao PT da parte dos conservadores, de setores da elite e da mídia monopolizada, que funciona como verdadeiro partido de oposição. Nossos adversários representam um projeto oposto ao nosso, muito embora um deles se esforce em transmutar-se em uma suposta terceira via. Guardadas diferenças secundárias e temporais, arregimentam os interesses privatistas, ideológicos, neo-passadistas ou neovelhistas daqueles que pretendem impor um caminho diverso daquele implementado pelos nossos dois governos.
6. Este embate, em que hoje aparecemos como favoritos nas pesquisas, será dos mais duros desde a redemocratização do País – devido à complexidade da conjuntura, ao perfil dos adversários aos reflexos da crise mundial. Por isso mesmo, o enfrentamento exige uma tática política capaz de promover um elevado grau de unidade interna e mobilização, associados à formação e capacitação da militância, a fim de que o debate e a defesa do nosso projeto possa ser feito nas ruas e para que sejamos capazes de superar os padrões de despolitização e os ataques insidiosos que a oposição vem tentando imprimir à sucessão presidencial.
7. A continuidade – e, sobretudo, o avanço – do nosso projeto está vinculada à nossa capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimento sociais, na intelectualidade e em todos os setores comprometidos com o processo de transformações econômicas, políticas, sociais e culturais implementadas pelos governos Lula e Dilma. Dependerá, também, da capacidade de agregar forças políticas de centro e uma ampla frente de partidos que apóiam ou venham a apoiar o governo da presidenta Dilma.
8. As manifestações de junho e o amplo processo de discussões que o PT vem promovendo demonstram que há um sentimento de urgência por mudanças mais profundas e rápidas. O fato é que, após mais de uma década de melhorias socais relevantes, a população reivindica reformas, muitas das quais contidas em nossas plataformas de luta, como é o caso exemplar da reforma política.
9. Inegável que as condições de vida das pessoas melhoraram sensivelmente na renda, no emprego, no acesso à educação e em diferentes políticas públicas, mas essa melhora fica esmaecida pela mobilidade urbana cada vez mais difícil, pela pouca eficiência dos sistemas de saúde e educação públicas, pela violência, pela insegurança e pela percepção de corrupção no mundo político e no judiciário.
10. Ao apoio à continuidade do nosso projeto pela maioria da população soma-se um manifesto desejo de mudança. É continuidade com mudança ou mudança com continuidade – com o PT, não sem o PT ou contra o PT. Dois pilares sustentam o sentimento de mudança: a. Mudanças nas condições de vida, com um salto de qualidade nos serviços públicos; b. Mudanças na organização e no funcionamento das instituições políticas, de modo a restringir a influência do poder econômico e a dar vez e voz à cidadania.
11. Daí reafirmarmos que não basta reeleger Dilma. É preciso criar condições para fazer um segundo mandato com novas conquistas, novos direitos, novos avanços e reformas estruturais, com prioridade para a reforma política com participação popular, a democratização da mídia e a melhoria dos serviços públicos.
12. Nessa linha, o primeiro desafio político da campanha é articular a defesa das grandes conquistas obtidas pelo povo brasileiro durante os governos Lula e Dilma com a proposta de um novo ciclo de desenvolvimento e inclusão, que amplie e aprofunde os avanços anteriores. Não basta defender o legado, por maior que ele seja. Também é necessário responder às novas demandas da sociedade. Mas quem busca a reeleição não pode apenas apresentar novos programas e falar sobre o futuro. Precisa, igualmente, mostrar o que já fez. Assim, a campanha deverá apontar os desafios que pretendemos vencer no futuro e, simultaneamente, resgatar a bem sucedida solução dos grandes problemas do passado. No essencial, nosso discurso deve unir os dois momentos. Por exemplo: “quem foi capaz de acabar com o desemprego e promoveu a inclusão social vai melhorar a qualidade de vida”.
13. Na medida do possível, devemos buscar a construção de palanques estaduais unitários, respeitando sempre as particularidades de cada Estado. Onde isso se revelar politicamente inviável, devemos firmar acordos de procedimento antes e durante a campanha, que possibilitem a existência de dois ou mais palanques para a candidatura presidencial.
14. As eleições de 2014 são também um momento decisivo para travar o debate de idéias e conquistar hegemonia em torno do nosso projeto de sociedade. Nesse sentido, a proposta de um plebiscito para convocar uma Constituinte Exclusiva pela Reforma Política, proposta pela presidenta Dilma ao Congresso e encampada pelo PT, movimentos sociais, centrais sindicais, partidos políticos, organizações da sociedade, deve envolver a participação da militância e de nossas candidaturas. A luta pela reforma política deve estar no centro de nossa tática eleitoral e dos programas de governo nacional e estaduais.
15. Por fim, relembramos à militância a necessidade de preservar o defender o PT. Como se sabe, os setores conservadores e o conjunto da classe dominante encara o PT como um pesadelo, porque está destruindo o sonho acalentado por eles durante séculos: o sonho de uma “democracia” sem povo.
DIRETRIZES PARA O PROGRAMA DE GOVERNO-- MINUTA
As Diretrizes, a seguir apresentadas, não se confundem com o Programa de Governo, em elaboração, que nossa candidata Dilma Rousseff defenderá na próxima eleição presidencial. Serão aqui expostos, preliminarmente, um conjunto de questões que, sem o detalhamento próprio de um PG, apontam para objetivos gerais, capazes de mobilizar a maioria da sociedade brasileira e de dar coesão às forças políticas que têm apoiado as mudanças destes últimos 12 anos e que as conduzirão até 2018.
O QUE ESTÁ EM JOGO EM 2014
1. A Grande Transformação, em curso no Brasil desde 2003, mudou de forma radical a cara do país. A profunda reforma econômica e social realizada, nos marcos de uma vigorosa democracia, permitiu o ingresso de dezenas de milhões de homens e mulheres na cena política nacional.
2. As políticas sociais adotadas pelos Governos Lula e Dilma não foram “favores” concedidos aos setores mais postergados da sociedade, como gostam de proclamar vozes das oposições. Tratou-se, antes de tudo, de uma decisão política e do reconhecimento, por parte do Governo, de direitos que vinham sendo, historicamente, subtraídos a dezenas de milhões de compatriotas.
3. Mas a sociedade brasileira não se acomodou com o conquistado.
4. Ao contrário. A mudança das condições de vida de milhões de homens e mulheres permitiu o ingresso na esfera pública de novos contingentes sociais, conscientes do papel central que lhes cabe na transformação do país.
5. Foi a passagem de uma cidadania, apenas formal, a uma cidadania real que impulsionou as grandes mobilizações da sociedade brasileira nos últimos tempos. As manifestações de 2013 e a vontade de mudança que as pesquisas apontam nos dias de hoje são expressões da saudável metamorfose pela qual o país vem passando.
a. Foram as conquistas alcançadas que inspiraram o desejo de mais conquistas.
6. Foram as melhorias econômicas que impulsionaram reivindicações por melhores serviços de saúde, educação de qualidade, condições dignas de habitação e transporte nas cidades brasileiras e as de mais segurança.
7. Foi o acesso à cidadania real que fortaleceu o desejo de mais transparência e de mais democracia.
8. O virtual pleno-emprego logrado nos dias de hoje e o aumento exponencial da renda de dezenas de milhões de brasileiros foram e são fundamentais na busca da igualdade.
9. Mas a desigualdade apresenta também outras caras. E os que a sofrem diretamente sabem reconhecê-las. A luta contra esse problema central da sociedade brasileira, que é o da desigualdade, é assim um processo mais amplo, complexo e de longa duração.
10. Importantes segmentos da sociedade veem suas instituições ainda como muito distantes.
11. Consideram que a Justiça é lenta e classista.
12. Sentem-se cada vez menos representados pelos Legislativos.
13. Manifestam sua impaciência em relação a Executivos, por considera-los prisioneiros da burocracia e de entraves legais que dificultam resolver, com mais rapidez, problemas que se arrastam há muitas décadas. Tendem a atribuir à corrupção – persistente, mas fortemente combatida nos últimos anos – a origem dos males que o país enfrenta.
14. Esse sentimento de urgência da sociedade tem de ser ouvido e respeitado. Por essa razão a Presidenta Dilma reagiu, positiva e rapidamente, às manifestações de 2013, reconhecendo sua legitimidade e propondo os Cinco Pactos que buscaram responder a suas demandas. Isso representou uma clara diferença em relação a governantes de outros países, que reagiram ao clamor das ruas apenas com medidas repressivas.
15. O ataque desenfreado a políticos e instituições deixou perplexa as oposições. Mesmo assim, elas tentam, sem sucesso, instrumentalizá-lo contra o Governo. Devemos combater este aparente apoliticismo, que mal esconde projetos que fracassaram no passado. Há 50 anos do Golpe Militar fica claro que a sociedade brasileira repudia soluções de força. Repudia, da mesma forma, a aventura neoconservadora dos anos 90.
16. Do que precisamos, hoje e sempre, é de mais política. Mais confronto de ideias. Mais participação popular. Mais democracia.
17. Assistimos nos dias atuais aquela que talvez seja a maior ofensiva contra o Governo democrático e popular nestes últimos 12 anos. A explicação é fácil. Apesar dos ataques conduzidos por partidos, especuladores e, sobretudo, por boa parte dos meios de comunicação, mantém-se claramente dominante a opção da sociedade brasileira para reeleger Dilma Rousseff e, com isso, levar adiante, por mais quatro anos, esta extraordinária transformação do país.
18. É verdade que a sociedade quer mudanças, mas não é menos verdade que ela confia que o PT e seus aliados têm as melhores condições para leva-las adiante.
19. Essa confiança se apoia em fatos concretos.
20. O PIB cresceu (em US$) 4,4 vezes em 11 anos. No mesmo período o comércio exterior quadriplicou. A inflação caiu de 12,5 no período FHC para 5,9%, mantendo-se durante os Governos Lula e Dilma sempre dentro da meta. A dívida líquida caiu de 60,4% do PIB para confortáveis 33,8%. A dívida bruta sofreu igualmente redução. O Brasil acumulou 376 bilhões de US$ de reservas cambiais, deixando a eterna condição de devedor para se transformar em credor internacional. Por essas e outras razões o país está entre os três maiores recipientes de investimento estrangeiro direto no mundo.
21. Grandes obras de infraestrutura – portos, aeroportos, estradas, ferrovias e, sobretudo, em petróleo, gás e eletricidade – começam a ser inauguradas e estarão concluídas nos próximos anos, saneando um dos graves déficits de nossa economia e contribuindo para aumentar nossa competitividade global. Basta lembrar que estamos construindo três hidroelétricas que se situam entre as maiores do mundo.
22. Mas a transformação fundamental pela qual o país passou está expressa nos êxitos obtidos na luta contra a pobreza e a miséria e nos avanços na área educacional, reconhecidos internacionalmente. Em dez anos a renda per capita cresceu 78%, em um clima de ampliação e fortalecimento da democracia.
23. As oposições estão estagnadas, sem discurso consistente, sem programa. Sua paralisia é decorrência do caráter regressivo e reacionário das poucas propostas que têm apresentado. Não escondem a disposição de abandonar as políticas de emprego e de renda dos Governos Lula e Dilma. Reivindicam a “autonomia” do Banco Central (autonomia em relação a quem?). Seus ataques a Petrobras ou a Eletrobrás evidenciam uma nostálgica fidelidade às políticas privatistas que aplicaram no passado. Nas críticas à atual política externa está embutida a disposição de abandonar a postura soberana que nos trouxe respeito e prestígio em todo o mundo. Não hesitam em propor o fim do MERCOSUL e uma diplomacia submissa às grandes potências. Não contentes, anunciam “medidas amargas”, “impopulares”, caso venham a ser eleitos. “Amargas” para quem?
24. Claro está que a sociedade brasileira quer mudar, mas pensando no futuro e não em um passado que ela repudiou de forma reiterada e contundente nas 3 últimas eleições presidenciais.
25. Na campanha eleitoral, o Partido dos Trabalhadores e seus aliados terão de enfrentar dois desafios:
a. Em primeiro lugar, defender o extraordinário acervo de realizações que marcaram os Governos Dilma e Lula.
26. Em segundo lugar, demonstrar que a Presidenta Dilma Rousseff e as forças sociais e políticas que a apoiam são as que têm credibilidade para dar mais impulso e velocidade às transformações até agora realizadas e às que se colocarão no futuro.
27. Esta não é a ocasião para auto – complacência, para esconder erros ou dificuldades. É um momento de afirmação de propostas capazes de aprofundar a transformação em curso nos últimos anos.
28. Não é pouco o que está em jogo em 2014. Temos de estar à altura deste desafio. Quando saíamos da longa noite da ditadura, soubemos dizer “nunca mais”! Agora, após mais de uma década de grandes transformações em nosso país, é hora de afirmarmos “nunca menos”!
REFORMA POLÍTICA E DEMOCRACIA
29. A Reforma Política é a mãe de todas as reformas. Sua realização permitirá que a sociedade tome o destino do país em suas mãos, corrigindo as profundas distorções que marcam nosso sistema representativo e o funcionamento equilibrado dos poderes da República.
30. Por meio de uma Constituinte Exclusiva será possível eliminar, ou reduzir ao máximo, o peso do poder econômico nas eleições e no funcionamento das instituições republicanas. Só assim será possível combater efetivamente a corrupção, ao lado dos órgãos que hoje já se encarregam dessa tarefa, como o Ministério Público, o TCU, a Controladoria Geral da República e a Polícia Federal.
31. A Reforma Política é essencial para organizar uma maior participação da sociedade na formulação e controle das políticas públicas e com isso dar mais substância à democracia política. Ela fortalecerá a dimensão republicana e laica do Estado brasileiro.
32. A defesa dos Direitos Humanos – que vêm ganhando cada vez mais peso no atual Governo – continuará a ter relevância nos próximos quatro anos. O desenvolvimento e a conclusão dos trabalhos da Comissão da Verdade permitirão que a sociedade brasileira possa confrontar-se com sua História e impedir que sigam repetindo-se práticas como a tortura, os assassinatos e “desaparecimentos”, a criminalização de movimentos sociais e a discriminação de segmentos da sociedade, minoritários ou não. São os próprios Direitos Humanos que estão em jogo.
33. A democratização da sociedade brasileira exige finalmente que seja garantida, como até agora tem sido, a mais ampla e irrestrita liberdade de expressão, o que passa pela regulação dos meios de comunicação – impedindo práticas monopolistas – sem que isso implique em qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdos. O Marco Civil da Internet, ao garantir respeito à privacidade, transparência e neutralidade da rede, foi nossa resposta ao desafio de preservar a independência deste meio de comunicação que vem ganhando cada vez mais relevância no país e no exterior. Ele balizará o desenvolvimento de uma política de comunicação nos próximos anos e expressará a postura soberana do Brasil no mundo de hoje.
COMBATE À POBREZA E À DESIGUALDADE - POR UM BRASIL DE OPORTUNIDADES
34. A continuidade, ampliação e aprofundamento das políticas de transferência de renda via Estado no Governo Dilma mostrou o acerto dessas inciativas. Provocou a melhoria das condições de vida de milhões e, igualmente, contribuiu para a constituição e o alargamento de um grande mercado de bens de consumo de massas, essencial para a dinâmica econômica.
a. Essas iniciativas não estão esgotadas, como proclamam alguns. Deverão ter continuidade. Elas exigem, no entanto e ainda mais, mecanismos complementares e inovadores.
35. O Brasil continuará oferecendo oportunidades para seus filhos. É justamente o que proporciona o Plano BRASIL SEM MISÉRIA, entre outras iniciativas.
36. É também o que ocorre com a multiplicação de programas educacionais, desde aqueles relacionados com a qualificação profissional, como o PRONATEC (com mais de 6 milhões de jovens), a ampliação das creches, da rede básica, do ensino em tempo integral, das vagas nas Universidades públicas, do PROUNI e do FIES.
37. Os êxitos da política educacional, fortalecidos no Pacto pela Educação, terão resultados mais efetivos nos próximos anos em função da iniciativa governamental, aprovada pelo Congresso Nacional, de destinar 75% dos royaltes do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré Sal para a educação. Estaremos transformando petróleo em conhecimento. Esse será um importante passaporte para um Brasil moderno e competitivo em seu sistema produtivo em um futuro próximo. Junto a essa iniciativa, os 100 mil estudantes do Ciência sem Fronteiras estarão contribuindo para efetiva construção de uma sociedade do conhecimento.
38. Esse exame das políticas educacionais mostra que o combate à desigualdade assume novas dimensões, além daquelas de caráter estritamente sócio – econômico.
39. Apesar dos avanços recentes, milhões de brasileiros ainda enfrentam problemas “da porta de casa para fora”, como foi chamada esta nova etapa do processo de construção de uma sociedade mais coesa e solidária.
40. Para dar conta deste justo reclamo, o Governo brasileiro promoveu um Pacto pela Saúde. Garantiu 25% dos royaltes do Pré Sal para o setor. No imediato, terão continuidade iniciativas como o exitoso Programa MAIS MÉDICOS, a construção de novas UPAS, a disseminação das Farmácias Populares e o SAMU. Tudo isso fortalecerá o SUS e seus mecanismos gestão.
41. A melhoria das condições de habitação, que tem no Minha Casa Minha Vida (1.6 milhão de casas entregues e 1.7 milhão de moradias contratadas) seu carro-chefe, terá seguimento nos próximos anos e vem sendo complementada pelas transformações no transporte público das grandes cidades, materializadas no Pacto pela Mobilidade Urbana, proposto no ano passado e cujos primeiros efeitos já se fazem sentir.
42. O prosseguimento da reforma agrária deve continuar combinando a criação de novos assentamentos com o fortalecimento de programas de apoio técnico e creditício à agricultura familiar, permitindo a consolidação de um campesinato próspero e produtivo.
NÃO À DISCRIMINAÇÃO E À VIOLÊNCIA
43. Durante muito tempo afirmou-se que a violência nos centros urbanos e no campo era centralmente expressão da miséria e da pobreza. Hoje vê-se que ela é um fenômeno mais complexo, resultado de muitos fatores.
44. As polícias, que em função da estrutura federativa do país são essencialmente de responsabilidade estadual, ainda estão fortemente marcadas pelo autoritarismo do período ditatorial. Os muitos casos de despreparo profissional, o corporativismo e a impunidade, explicam a persistência da tortura e de outros mecanismos truculentos. Um sistema penitenciário medieval e uma Justiça lenta e muitas vezes classista agravam o problema. Os avanços logrados não escondem que a criminalidade resiste e se multiplica diante daquele conjunto de fatores.
45. O Governo Federal, que tem feito sua parte dentro deste quadro complexo, aumentará suas iniciativas. Aprofundando sua colaboração com os Estados da União para enfrentar bolsões mais organizados da criminalidade. No combate ao crime organizado, especialmente ao narcotráfico, a PF aumentará a vigilância das fronteiras e seu trabalho de inteligência em todo o país.
a. Mas a violência retrata também a persistência da desigualdade. Não somente da desigualdade de renda, mas daquela que afeta as condições de vida de distintos e expressivos segmentos da sociedade brasileira.
46. O crime proliferou onde o Estado esteve ausente: nas regiões onde não havia habitação digna, saneamento, educação de qualidade, saúde, ou onde faltaram equipamentos de cultura e de lazer. As experiências exitosas do Governo Federal junto a Governos estaduais ao associar a segurança – inclusive com a presença de contingentes federais – a iniciativas sociais profundas, que alteram positivamente as condições de vida das populações, irão multiplicar-se.
47. O combate aos efeitos do narcotráfico, sobretudo no que se refere às drogas pesadas, como o crack, passa também pela construção, já em curso, de uma vasta rede de atenção aos usuários de drogas, particularmente aos jovens.
48. A presença de uma mulher na Presidência da República teve um efeito simbólico positivo e concreto no aumento de sua representação no Ministério e na direção de empresas públicas, assim como na melhoria da condição feminina no Brasil.
49. A persistência de sua discriminação na política, no mundo do trabalho (inclusive sob o aspecto salarial) ou a violência contra as mulheres, sobretudo doméstica, está ancorada em profundos preconceitos que ainda subsistem em partes da sociedade. Somente uma ação continuada, apoiada fortemente por iniciativas do poder público, poderá ir corrigindo esta brutal iniquidade que ainda subsiste no país.
50. O fim da discriminação às mulheres não é um problema “setorial” a ser resolvido, mas uma questão fundamental para a construção da democracia no país.
51. A desigualdade se expressou historicamente no Brasil de forma marcante na persistente discriminação dos negros, fenômeno particularmente grave em se tratando de uma sociedade que se autodeclara majoritariamente como afrodescendente.
52. A luta contra essas formas de discriminação – ecos de uma sociedade que conviveu com a escravidão até fins do século XIX – tem de dar-se no plano das ideias, mas também no plano das iniciativas concretas.
53. Daí a importância das ações afirmativas lançadas por nossos Governos que, combinadas com políticas sociais, alteraram em muito a condição dos negros no Brasil. Essas ações começam a expandir oportunidades, como se pode ver da ampliação considerável de matrículas para negros nas universidades federais. Hoje, 49% dos alunos do PROUNI são negros, da mesma forma que 47% dos beneficiários do FIES e de 65% dos alunos do PRONATEC, ou de 60% dos Micro Empreendedores Individuais (MEI).
54. Esse importante movimento de mobilidade social foi fortalecido também pelos efeitos das políticas sociais sobre o conjunto da população, sobretudo no Bolsa Família e no Brasil sem Miséria.
55. Uma vez mais é relevante destacar que todo esse movimento não foi resultado de “favores” governamentais, mas consequência da mobilização de movimentos sociais e da sensibilidade que Estado e sociedade tiveram para com esta problemática.
56. O Estatuto da Igualdade Racial, da mesma forma que a constituição do Sistema Nacional da Igualdade Racial e a titulação de Quilombolas constituíram-se em importantes passos para eliminar esta mancha que ainda subsiste em nossa sociedade – o racismo.
a. Ele ainda está presente na existência de desigualdades raciais no mundo do trabalho ou no exercício da violência pelos aparatos repressivos do Estado contra os negros, a despeito das muitas iniciativas governamentais para freia-las.
57. O Brasil, por meio de ações afirmativas e de outras iniciativas que envolvem o conjunto do Governo, tem buscado apoiar, e continuará fazendo, às populações indígenas.
58. A violência em nosso país se manifesta, igualmente, nos elevados índices de vítimas de acidentes de trabalho e de trânsito. Essa sangria da sociedade brasileira tem sido objeto específico de políticas públicas não podendo ficar submersas em estatísticas cada vez mais cruéis.
CRESCIMENTO & AUMENTO DA PRODUTIVIDADE
59. A continuidade e sustentabilidade, no segundo mandato de Dilma Rousseff, da GRANDE TRANSFORMAÇÃO iniciada em 2003, com Lula, terá como meta o crescimento mais acelerado da economia brasileira nos próximos anos. Essa expansão está intimamente ligada, entre outros fatores, ao aumento da produtividade, especialmente no setor industrial, que poderá ser favorecido pelo início do novo ciclo de expansão global.
60. A ampliação e qualificação do mercado interno e a expansão das exportações põem no centro da política econômica a questão da produtividade. Seu incremento não se dará, como querem (e anunciam) os conservadores, pela redução dos salários, em especial do Salário Mínimo; pelo aumento do desemprego, que faça pressão sobre a renda dos trabalhadores; ou por uma “reforma trabalhista” que atente contra direitos laborais e produza a precarização do emprego.
61. O incremento da produtividade passa:
62. Pela inovação resultante da aplicação da ciência e da tecnologia aos processos de trabalho. O Governo tem feito sua parte e deverá aumentar seu empenho nessa direção. Mas cabe também à iniciativa privada, sobretudo àqueles setores beneficiados por isenções fiscais e creditícias do Estado, contribuir para esse processo de mudanças dos paradigmas de produção e adensamento das cadeias produtivas de grande escala e fortes efeitos de transbordamentos tecnológicos;
63. Pela capacitação da força de trabalho por meio do aprimoramento que vem sendo feito no sistema educacional brasileiro. Têm papel importante, neste particular, os programas específicos na área do ensino técnico profissionalizante do PRONATEC, Escolas Técnicas federais, estaduais e Sistema S, ampliação das carreiras de engenharia e de ensino superior técnico. É fundamental a mobilização dos estados e municípios nessa direção para atender à valorização salarial e de capacitação dos professores do ensino básico e a ampliação da infraestrutura educacional. Essa mobilização garantirá a necessária regionalização da qualificação profissional e universalização da qualidade do ensino básico público, semelhante ao ocorrido com a universalização da cobertura;
64. Pelo aprofundamento do modelo de retroalimentação consumo-investimento-produtividade baseado no processo redistributivo de renda, que garante simultaneamente inclusão social e ampliação de escala e do mercado doméstico;
65. Pela inovação dos processos de gestão dos empreendimentos públicos e privados;
66. Pela consolidação do vasto processo de reconstrução da infraestrutura energética e logística;
67. Pela extensão e fortalecimento das tecnologias de informação (TI) e a generalização da banda larga na Internet;
68. Por uma consistente redução da burocracia, que entrava a atividade produtiva e o comércio.
69. Por novas medidas de política econômica nas áreas monetária, cambial e fiscal que desonerem – com claras contrapartidas em matéria de produtividade e emprego – a atividade empresarial;
70. Por uma política de comércio exterior que priorize processos equilibrados de integração produtiva regional, a proteção legal de nosso mercado e do sistema produtivo e estimule a abertura de novas fronteiras comerciais globais.
71. Todas essas medidas serão implementadas com a preservação do equilíbrio macroeconômico, combinadas, ao mesmo tempo, com a adoção de políticas monetária, cambial e tributária capazes de priorizar a atividade produtiva, nos marcos do Pacto pela Estabilidade Fiscal e de controle da inflação, enunciado em 2013.
72. O fortalecimento de uma política industrial, em sintonia com o que vem sendo feito nas maiores cadeias produtivas do país – automobilística, petroleira, complexo da saúde, por exemplo, – recolocará a indústria nacional em condições de competitividade. Ao mesmo tempo, a criação de cadeias integradas de valor com países vizinhos, garantirá importantes condições de competitividade, como tem ocorrido na Ásia, por exemplo.
73. Da mesma forma, o apoio técnico, creditício e fiscal à micro, pequena e média empresa, ao lado de medidas de desburocratização, que vem sendo implementadas, deverá ganhar maior impulso nos próximos quatro anos. Devemos continuar estimulando o empreendedorismo dos brasileiros.
INFRAESTRUTURA PARA O BRASIL CRESCER MAIS
74. Um país de dimensões continentais, como o Brasil, tem de garantir sua integração, a redução de suas desigualdades regionais e sua competitividade, por meio da construção de uma importante infraestrutura energética e logística.
75. A construção de novas hidroelétricas, os grandes investimentos da Petrobras e a extensão das linhas de transmissão têm garantido – e seguirão garantindo – ao setor produtivo e aos consumidores em geral o fornecimento de energia requerido.
76. Concessões no setor de transportes têm consequências positivas na construção ou reforma de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, pensadas em função das especificidades regionais.
77. O Estado – como agente indutor do desenvolvimento – tem estabelecido, e estabelecerá no futuro, parcerias que permitam sanar os graves déficits que comprometem há décadas a competitividade da economia brasileira. Essa atribuição do Estado pode ser constatada na realização de 82% das metas previstas pelo PAC 2, o que colocou a necessidade de lançar em breve o PAC 3, que irá balizar a continuidade destes objetivos estratégicos fundamentais para o país.
78. Distinto do passado, onde os processos de privatização alienavam o patrimônio do Brasil, duramente amealhado, apenas para “fazer caixa”, as concessões atuais em alguns domínios da infraestrutura têm prazos, estabelecem condições rígidas de funcionamento e asseguram a primazia do interesse nacional.
SUSTENTABILIDADE
79. A construção de um modelo de desenvolvimento que contemple os aspectos econômicos, sociais e ambientais tem sido a marca do Governo Dilma. Nossa ação até agora e no futuro será determinada pelo tripé crescimento, erradicação da pobreza e preservação do meio ambiente.
80. Esse compromisso é válido não só para o Brasil, como foi a mensagem que levamos a RIO 20 e que obteve consenso global.
81. São exemplos internos, que dão suporte a nossas posições internacionais, nosso empenho contra o desmatamento, o incremento de nossa matriz energética renovável, nossas práticas e políticas sustentáveis na agricultura e na indústria.
82. Não existe contradição entre crescer, incluir, proteger e conservar.
SOBERANIA, INTEGRAÇÃO & SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL
83. O novo lugar que o Brasil passou a ocupar no mundo deveu-se essencialmente às transformações econômicas e sociais que Governo e povo foram capazes de realizar na última década. Essas transformações – sobretudo pelo fato de terem ocorrido em um ambiente de plena vigência da democracia – foram essenciais para que a política externa de Lula e Dilma reatassem laços com a melhor tradição de diplomacia brasileira como, por exemplo, a da Política Externa Independente.
84. No cerne desta nova orientação estão a afirmação da soberania e do interesse nacionais, o respeito à autodeterminação dos povos e dos direitos humanos, a luta pela paz e pelo desarmamento, a defesa do multilateralismo e de um mundo multipolar, o combate por uma ordem econômica, social e política global justa e equilibrada.
85. Para alcançar esses objetivos, defendemos no passado, e continuaremos a defender no futuro, uma política de integração sul-americana nos âmbitos econômico e comercial, na sua infraestrutura, no plano da defesa e em todas as esferas que permitam uma coesão da região – respeitadas as diferenças político-ideológicas de cada um de seus Governos. As duas maiores expressões desse propósito integracionista são o MERCOSUL e a UNASUL.
86. Por suas riquezas naturais e potencial energético, pela dimensão e diversidade de seu território, pelo tamanho de sua população e mercado, por ser zona de paz e de democracia, América do Sul, assim como a América Latina e o Caribe são espaços fundamentais de nossa política externa. Essa disposição ficou evidenciada em nossa iniciativa de criar, junto com outros países, a CELAC. O Brasil quer continuar associando seu futuro ao da região, promovendo, em especial, uma integração de cadeias produtivas que, junto à integração logística e energética, transforme todo o continente em um importante ator global.
87. Nossa política de aproximação com o SUL – África, Países Árabes, mas também China e Índia – não se fez em oposição às tradicionais relações que mantemos com os países desenvolvidos: Estados Unidos, União Europeia e Japão, sobretudo.
88. Nos foros globais – nas Nações Unidas, no G20, mas também na OMC, Banco Mundial, FMI ou FAO – temos defendido a democratização das relações econômicas e políticas internacionais, capaz de afastar de nosso horizonte situações de crise que podem engendrar conflitos regionais ou de maior monta. Para lograr esses objetivos é fundamental nossa presença no BRICS.
89. Nossas relações econômicas e comerciais, longe de estarem marcadas por preconceitos ideológicos, respondem essencialmente aos interesses nacional e regional.
90. Um princípio essencial de nossa política externa deve ser o da solidariedade com todos aqueles povos e Governos que, nos cinco continentes, lutam por princípios de convivência internacional semelhantes aos nossos.
CREDIBILIDADE E COMPROMISSO
91. Em meio a mais grave crise econômica e social que se abateu sobre a humanidade desde 1929, temos sido, nos últimos anos, um dos raros países do mundo em que o nível de vida da população não recuou ou entrou em colapso. Muito mais do que isso, aqui ocorreu uma importante melhoria social, com significativos avanços democráticos, impulsionados por uma sociedade dinâmica, crítica e mobilizada.
92. Apesar das dificuldades externas e dos obstáculos de toda a ordem que enfrenta a democracia brasileira, não deixamos em um só momento de lutar em favor de todos os brasileiros. De alguns em especial: dos mais pobres, de nossos jovens, de nossas mulheres, de nossos negros e índios, de nossos idosos, das pessoas com deficiência, enfim, de todos aqueles que, em um passado ainda recente, foram esquecidos pelos governantes.
93. Vivemos hoje um novo desafio histórico.
94. Para enfrentá-lo não haverá soluções mágicas, menos ainda “homens providenciais”.
95. São necessários conhecimento dos reais problemas da sociedade brasileira e determinação para enfrenta-los.
96. Um conhecimento que vem da reflexão acadêmica, das práticas governamentais, mas, sobretudo, do contato cotidiano com o povo brasileiro, que é o principal artífice da grande mudança em curso no país.
97. Uma determinação que possuem aqueles que fizeram da política um compromisso – não um meio de vida – reatando com as grandes tradições que marcaram o progressismo no Brasil.
98. É com essas credenciais que Dilma Rousseff, os partidos e forças sociais que a apoiam, darão continuidade, a partir de 2015, à Grande Transformação iniciada na última década
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Presidente do PT responsabiliza Joaquim Barbosa pela vida de Genoino


"Nós o responsabilizamos publicamente pela vida e pela saúde do companheiro José Genoino", 
declarou o presidente do PT na abertura do Encontro Nacional do partido, nesta sexta-feira em 
São Paulo; deputado iniciou sua fala com críticas ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, que 
determinou o retorno de Genoino ao presídio da Papuda, apesar de sofrer de uma doença 
cardíaca grave; decisão foi uma arbitrariedade, segundo Rui Falcão.

O presidente do PT, Rui Falcão, abriu o congresso do partido em São Paulo nesta sexta-feira com críticas ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF.
Falcão qualificou de arbitrariedade a decisão de Barbosa que cassou a prisão domiciliar do ex-presidente do PT José Genoino, condenado a 4 anos e 8 meses no julgamento do mensalão pelo crime de corrupção.
Genoino voltou para a prisão da Papuda, em Brasília, após Barbosa decidir que não há risco à saude do petista, que realiza tratamento contra doença do coração.
A decisão de mandar Genoino para a cadeia novamente foi tomada na quarta-feira por Barbosa, após uma junta médica da UNB (Universidade de Brasília) atestar em laudo que, embora seja portador de cardiopatia, Genoino está com seu quadro de saúde estabilizado.
Falcão disse à plateia de petistas que Barbosa passou a ser responsável pela vida de Genoino. “Nós o responsabilizamos publicamente pela vida e pela saúde do companheiro José Genoino”, afirmou.
O 14º Encontro Nacional do PT acontece no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. A presença da presidenta Dilma está prevista para as 19h, segundo agenda divulgada pelo Palácio do Planalto.
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Como os médicos agiram com JB nas dores nas costas e como agem com Genoino no coração danificado


O rei das licenças.

por : Paulo Nogueira

Deu no Estadão em agosto de 2010, antes que Joaquim Barbosa se tornasse herói do jornal por conta de sua conduta no Mensalão.
Aspas e dois pontos.
“O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que está de licença por recomendação médica, alegando que tem um “problema crônico na coluna” e, por isso, enfrenta dificuldade para despachar e estar presente aos julgamentos no plenário do STF, não tem problemas para marcar presença em festas de amigos ou se encontrar com eles em um conhecido restaurante-bar de Brasília.”
“Na tarde de sábado (ontem), a reportagem do Estado encontrou o ministro e uns amigos no bar do Mercado Municipal, um point da Asa Sul. Na noite de sexta-feira, ele esteve numa festa de aniversário, no Lago Sul, na presença de advogados e magistrados que vivem em Brasília.”
“Joaquim Barbosa está em licença médica desde 26 abril. Se cumprir todos os dias da mais nova licença, ele vai ficar 127 dias fora do STF, só neste ano. Em 2008, ficou outros 66 dias licenciado. Ano passado pegou mais um mês de licença. Advogados e colegas de tribunal reclamam que os processos estão parados no gabinete do ministro.”
Na mesma ocasião, Reinaldo Azevedo, na Veja, publicou o seguinte.
“Seria o mínimo de consideração com a sociedade, com o erário, com os seus pares, com o Supremo, que o ministro Barbosa viesse a público dar uma explicação”, disse o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Júnior. “Não há coerência entre a postura de não trabalhar por um problema de saúde, que é natural, qualquer pessoa pode ter, e de ter uma vida social onde isso não é demonstrado.”
Tudo isso para mostrar o seguinte: a extraordinária liberalidade que Joaquim Barbosa sempre demonstrou em relação a si mesmo nas questões médicas se tornou o oposto quando em questão está a saúde de Genoino.
E convenhamos: dores crônicas nas costas – devidas a excesso de peso e falta de alongamento, em geral — são infinitamente menos graves que cardiopatias.
Quais foram os médicos que foram tão generosos com Barbosa? Algum deles foi incumbido de avaliar Genoino?
Se eu fosse advogado de Genoino, averiguaria isso.
Seja como for, existem duas realidades para JB. Uma, a dele próprio, plena de regalias, e não só médicas, aliás.
JB não hesitou, por exemplo, em apanhar um avião da FAB e enchê-lo de jornalistas que iriam aplaudir uma palestra insignificante que ele daria na Costa Rica. (O Globo estava presente, naturalmente. As Organizações Globo não tinham dinheiro para pagar a viagem de sua jornalista. Pausa para rir, ou chorar.)
Ninguém se indignou com o voo de Joaquim Barbosa, embora o de Renan tenha despertado centenas de artigos moralistas sobre o emprego do dinheiro público.
A segunda realidade, para JB, é a dos outros. Imagine se a cardiopatia fosse dele, e não de Genoino.
Se dores nas costas o levaram a faltar meses e meses, o que ele faria se seu coração estivesse danificado seriamente como o de Genoino?
Este é o presidente da corte suprema. Esta é justiça segundo Joaquim Barbosa.
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BOMBA ! PADILHA TAMBÉM LAVA !

1º de Maio: a encruzilhada brasileira


"Ainda há tempo de esclarecer à sociedade o verdadeiro divisor de águas desta eleição. Essa é a 
atualidade do 1º de Maio de 2014.

Saul Leblon, Carta Maior

O jogral do Brasil aos cacos esforça-se por convencer a sociedade de que seus pés tateiam o precipício no qual o PT transformou tudo aquilo que um dia já foi uma economia de fundamentos sólidos, um país de vida aprazível.
Narra-se o Brasil abanando leques para os donos da casa-grande.
Dá-se a isso o nome de jornalismo; o resto é ideologia.
A sofreguidão prestativa mistura problemas reais e imaginários em uma escalada arfante destinada a validar nas pesquisas da semana seguinte a crispação denuncista emitida no período anterior.
Vive-se uma circularidade. Soa quase como um bate bola entre amigos.
Esse churrasco de compadres, que se repete com regularidade conveniente, incorporou ao rachão o ambiente carimbado das bolsas de valores.
O jornalismo isento grita fogo; em rodízio disciplinado, institutos de pesquisa perguntam ao eleitor ‘se já sentiu o cheiro de queimado’; as bolsas correm e precificam o rescaldo dando ares de consenso ao incêndio antipetista.
Analistas –todos isentos, ideológicos são os blogueiros que entrevistaram Lula-- cuidam de emprestar à pantomima uma seriedade imiscível com a manipulação cotidiana que jorra de todo o processo.
Não se pode negar alguma eficácia ao jogo corrosivo que tem a seu favor os flancos que a transição de ciclo mundial impõe à economia e ao governo brasileiros.
Enquanto for capaz de manter o debate do desenvolvimento sob a neblina dessa isenção, o conservadorismo terá o mando do campo.
Mas só o terá enquanto durar a omissão do PT e do governo.
Se estes resolverem –enquanto ainda há tempo-- esclarecer à sociedade o custo efetivo das soluções propugnadas pela ortodoxia , o jogo pode mudar.
Trata-se de repor o verdadeiro divisor de águas desta eleição.
O conservadorismo insiste que se trata de um embate entre o precipício petista e a estabilidade que só os candidatos dos livres mercados podem restaurar.
Em primeiro lugar, há que se arejar a moldura.
O Brasil faz parte do mundo. O jogo aqui é o mesmo em curso em outras praças do capitalismo internacional.
A escolha, de fato, consiste em reordenar a economia com o escalpo dos assalariados, como prescreve a restauração neoliberal em curso; ou repactuar o futuro construindo uma democracia social, que sincronize ganhos de produtividade, crescimento e redistribuição da riqueza.
Essa é a encruzilhada do 1º de Maio de 2014.
Aqui e em todas as latitudes do planeta.
É ela também que repõe os termos da luta entre capital e trabalho, entre Estado social e estado mínimo, entre Aécios, Campos & Marinas --tanto faz-- e o campo progressista nas eleições brasileiras de outubro próximo.
Talvez seja o pressentimento dessas massas de forças em conflito que explica por que 72% dos eleitores consideram o governo Dilma entre ótimo, bom e regular (segundo a última CNT), apesar do bombardeio diuturno dos isentos rapazes da mídia.
O governo e o PT precisam ajudar essa intuição com a força do esclarecimento político para que a sociedade tenha a certeza de que existe uma escolha a ser feita .
E que ela pode fazer a diferença entre o Brasil que somos e o que gostaríamos de ser.
O conservadorismo prefere entregar o timão da travessia à mão invisível dos livres mercados.
A escolha predefine o vencedor do embate com base nas regras que lhes são intrínsecas, a saber: desregulação de direitos trabalhistas, choque de juros, arrocho fiscal, liberdade irrestrita aos capitais e privatizações.
A repactuação democrática do desenvolvimento, ao contrário, traz o embate para o delicado campo da negociação política; inclui prazos, sacrifícios e metas a serem pactuados em sintonia com ganhos de produtividade e crescimento que deem coerência macroeconômica ao processo.
Trata-se de promover uma mudança na correlação de forças pós-crise de 2008. E de fazer da campanha de outubro o seu cenário.
A opção conservadora é mais simples e direta.
Desde a estrutura do Estado, aos ventos internacionais, passando pela prontidão plutocrática, até aos aparelhos ideológicos da sociedade, com a prestimosa turma do jornalismo isento à frente, tudo está em linha para deflagrá-la.
O que atrapalha o cortejo é presença contraditória do PT na direção do país desde 2003.
Com as consequências sabidas.
A principal delas sendo a emergência de um novo protagonista representado pela ascensão de 53% dos brasileiros, que, sozinhos, formam hoje o 16º maior mercado popular do mundo.
O que fizeram os governantes das economias desenvolvidas desde os anos 90 — com os aplausos obsequiosos do dispositivo midiático local — foi lubrificar uma espiral inversa.
Essa à qual o conservadorismo pretende alinhar o país, se vencer em outubro.
Tome-se o caso mais ameno dos EUA, para não insistir no funeral econômico promovido na Europa pela rendição socialista, para júbilo da extrema direita.
Nos EUA, ao contrário, há uma recuperação nos indicadores de mercado.
Mas ela não impede que o prestígio de Obama derreta aos olhos da sociedade, que hoje lhe atribui taxa de aprovação equivalente a de Bush nos piores momentos.
Por quê?
Porque a propalada retomada não inclui o resgate dos mais pobres, nem a reincorporação da classe média no comboio dos vencedores.
O grande séquito dos ‘ loosers ‘ norte-americanos não foi obra do improviso.
Desde os anos 70, com as reformas neoliberais, a participação do trabalho na renda mundial declina.
Recente debate promovido pela rádio Brasil Atual mostrou, por exemplo, que 2/3 das nações integrantes da ONU promoveram cortes em direitos trabalhistas nas últimas décadas.
Os EUA foram o palco de uma das decepações mais drásticas.
Hoje, a parcela da renda destinada aos trabalhadores norte-americanos está no nível mais baixo desde 1950.
Os lucros das grandes corporações, em contrapartida, consomem a maior fatia do bolo já registrada desde 1920.
Esse arrocho estrutural --associado a distorções cambiais—explica em boa parte a brutal diferença de custo entre fabricar manufaturados no Brasil e nos EUA.
Em 2004, segundo dados publicados pelo Valor Econômico, o custo da indústria brasileira era 3% menor que o da norte-americana; hoje é 23% maior.
O fato de Obama não ter conseguido até agora reajustar um salário mínimo congelado há 15 anos, diz muito sobre as escolhas de futuro embutidas nessa diferença de competitividade.
Se por um lado ela inclui opções indesejadas, por outro é evidente que a construção de uma democracia social no Brasil exige respaldar seu custo em contrapartidas de produtividade, sem as quais a artificialidade do processo desembocará em uma espiral salários/preços de consequências sabidas.
Restaurar o modelo neoliberal, em contrapartida, como quer o conservadorismo, é repetir o percurso que desembocou justamente no colapso de 2008, e hoje catapulta a extrema direita na Grécia, França, Inglaterra (leia a análise de Marcelo Justo; nesta pág).
Não apenas isso.
Foi sobre uma base de renda e trabalho esfacelados pela transferências de empregos às ‘oficinas asiáticas’, que se instalou a desordem neoliberal.
A asfixia desse arranjo capitalista só não explodiu antes de 2008, graças à válvula de escape do endividamento maciço de governos e famílias, que atingiu patamares insustentáveis na bolha imobiliária norte-americana, espoleta da maior crise do capitalismo desde 1929.
Quando as subprimes gritaram — ‘o rei está nu’, todo o edifício de uma ciranda financeira ancorada no crédito sem poupança (porque sem empregos, sem renda e sem receita fiscal compatível) veio abaixo.
A tentativa atual de ‘limpar o rescaldo’ resgatando apenas seus gargalos financeiros --salvando os bancos e arrochando ainda mais os assalariados e os pobres — é mais uma forma de perpetuar a essência da crise do que de enfrentar as suas causas.
É nessa roleta russa que o conservadorismo quer engatar o futuro do Brasil.
O jogo, portanto, é pesado.
Controlar as finanças desreguladas é um pedaço do caminho para controlar a redistribuição do excedente econômico, ferozmente concentrado nas últimas décadas, na base do morde e assopra – -arrocho de um lado, crédito do outro.
Preservar o modelo, adicionando-lhe a contração do crédito, como se tenta agora, desemboca nas manifestações mórbidas de totalitarismo em curso na Europa.
A produtividade imprescindível à renovação dessa engrenagem requer a construção de um outro percurso. Distinto da compressão dos holerites, do emprego e dos direitos sociais preconizado pelos jornalistas isentos.
A pactuação política de um novo ciclo de expansão da economia certamente é um caminho mais longo que o ajuste instantâneo oferecido pelo ferramental ortodoxo.
Mas o Brasil ainda preserva em seu metabolismo uma estrutura de organização social e sindical que pode e deve ser rejuvenescida com essa finalidade.
Dispõe, ademais de um bloco progressista que mudou, para melhor, a face da sociedade em mais de uma década à frente do Estado.
As eleições de 2014 configuram uma derradeira oportunidade para as duas pontas renovarem seu estoque de força e consentimento na repactuação dessa heresia histórica.
Ou seja, construir um Estado social em uma nação em desenvolvimento.
A alternativa, repita-se, é arrocho."
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Brasil é 7ª maior economia, e China deve passar EUA logo


Brasil é 7ª maior economia, e China deve passar EUA logo, diz Banco Mundial

O Banco Mundial classificou o Brasil como a sétima maior economia do mundo em um relatório divulgado nesta terça-feira (29). Pelos dados divulgados, também é possível prever que a China deve ultrapassar os Estados Unidos como maior economia do mundo ainda em 2014.
Maiores economias do mundo

1. Estados Unidos
2. China
3. Índia
4. Japão
5. Alemanha
6. Rússia
7. Brasil
8. França
9. Reino Unido
10. Indonésia
Fonte: Banco Mundial

O estudo considera o critério de paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês). O cálculo é considerado a melhor maneira de comparar o tamanho de diferentes economias, por refletir melhor o custo de vida.
Em 2005, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro equivalia a 12% do PIB norte-americano, segundo o relatório. Este número passou para 18% em 2011, considerando novos critérios (explicados abaixo). Com isso, o Brasil assumiu a sétima posição entre as maiores economias mundiais.
Também entre 2005 e 2011, o PIB da China passou de 43,1% para 86,9% do PIB dos EUA. Os EUA continuam sendo a maior economia do mundo, seguidos pela China, mas o crescimento acelerado chinês aponta para a possibilidade de a economia chinesa superar a norte-americana ainda neste ano, aponta o Banco Mundial.
Índia desbanca Japão e assume 3º lugar
Outro destaque do relatório foi o crescimento da Índia, que passou de 10ª economia do mundo para o terceiro lugar, desbancando o Japão, que agora aparece na quarta posição.
Em seguida, aparece a Alemanha e, logo atrás, a Rússia, seguida pelo Brasil. França, Reino Unido e Indonésia fecham o ranking das dez maiores economias, nesta ordem.
Nova metodologia do estudo
O último relatório do BM tinha sido baseado em dados de 2005; o atual leva em conta informações sobre os países em 2011.
Neste ano, pela primeira vez, o Banco Mundial adotou o critério de "Paridade do Poder de Compra" para comparar as economias dos países.
Essa metodologia se aproxima mais de uma medida do custo de vida real, por comparar a possibilidade de aquisição de um bem em diferentes economias.
O Banco Mundial ressalta, no entanto, que os resultados destes dois relatórios não são "diretamente comparáveis", por causa da mudança de metodologia.
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PADILHA ENFRENTA GLOBO – E A PF DO ZÉ (RUELA) !


A PF do zé é o “esquema militar” do Jango !

O Globo Overseas, um dos principais beneficiários dos sistemáticos vazamentos da PF do da Justiça, publica nesta sexta-feira uma foto do Padilha como testemunha da assinatura do acordo do Laboratório Labogen, dodoleiro dos tucanos, o Youssef, com o Laboratório Farmacêutico da Marinha.
adilha era Ministro da Saúde.
O que faltou a PF vazar ao Globo ?
Que aquela foi uma solenidade PUBLICA com 250 empresários de cem laboratórios para assinar compromisso INICIAL de fornecimento de remédio a laboratórios PÚBLICOS.
Cumpridas TODAS as etapas de avaliação do “compromisso”, o Labogen foi REJEITADO, não vendeu uma aspirina à Marinha e não recebeu UM TOSTÃO.
O Ministério da Saúde não comprou nada !
Não adiantava a Labogen “comprar” o Padilha.
Porque o Padilha não comprava, não era Ministro da Marinha e a decisão – contra a Labogen dos tucanos – saiu quando ele já não era Ministro da Saúde.
Por esse tipo de compromisso, o Ministério da Saúde participa de um processo interministerial de avaliação, que, se bem sucedido, resulta em que o laboratório privado fornecerá a um laboratório publico.
O Padilha explicou isso aos obedientes entrevistadores do Roda Morta.
Mas, se depender da PF do zé, terá de responder a mesma coisa TODO DIA !

O laboratório público, no caso, o da Marinha não recebeu, repita-se, um Melhoral da Labogen – Melhoral, nem nada !
Um dos critérios dessa avaliação é o preço.
O laboratório público sempre compra pelo preço que o SUS paga.
Muitos laboratórios estrangeiros faziam dumping ao participar da licitação e o critério do “preço SUS” resulta que, ao fim do processo, o laboratório publico venha a pagar menos do que tinha sido previsto no “compromisso”.
Um dos itens mais importantes da balança comercial do Ministério da Saúde do Brasil é exatamente esse, da “química fina”.
E o critério de sucessivas avaliações do Ministro da Saúde e dos laboratórios públicos tem, também, o objetivo de fortalecer essa balança comercial.
Mas, isso tudo é rigorosamente secundário.
O que está em jogo é o trabalho na Policia Federal do zé de pretender destruir a candidatura do Padilha.
O resto é o luar de Paquetá.
É um processo diário de corrosão de imagem.
No caso, hoje, a tentativa de esvaziar o Comício do Anhembi com o Lula, a Dilma – e o Padilha !
O zé Cardozo, provavelmente, não ousará pisar lá !
Até quando o zé terá o direito de omitir-se na questão dos vazamentos da PF ?
O que diz o DG Daiello ?
A PF é Republicana ou Tucana ?
Há alguma dúvida ?
O ansioso blogueiro tem as suas.
Porque a PF é especialista em trabalhar para tucanos no Ministério da Saúde.
Quem não se lembra do delegado Bruno, aquele que vazou as fotos do dinheiro dos “aloprados” ?
Como se sabe, a cessão das fotos do delegado da PF ao PiG foi exatamente uma operação para abafar a denuncia de que o Ministério da Saúde do Padim Pade Cerra e seu sucessor comprava ambulâncias super-faturadas.
A aliança da PF com o PiG – a Globo do “i” à frente – levou a eleição de 2006 ao segundo turno.
Clique aqui para ler “o primeiro Golpe já houve, falta o segundo”.
Foi quando o jn ignorou o desastre da Gol para mostrar as notas do delegado federal Bruno – onde está ele ?
A história agora se repete. Ministério da Saúde, PiG, Polícia Federal.
Fura-bolos, cata-piolho, pai de todos.
O pai de todos é o “i”…
E a PF do zé é o “esquema militar” do Jango.

Paulo Henrique Amorim
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Conheça melhor a deputada federal Mara Gabrilli

Sacaneou com Dirceu..... mas não foi a unica vez.....

no Blog da Cidadania:

Sobre a deputada tucana de São Paulo, aliás, vale uma informação pessoal deste que escreve. Essa deputada vem se elegendo há anos usando sua condição de deficiente física. Seu mandato atua junto a famílias de deficientes, as quais ela transformou em massa de manobra.
Há alguns anos, Gabrilli era vereadora na capital paulista. A esposa deste blogueiro vinha tentando conseguir vaga em uma instituição municipal para nossa filha, portadora de paralisia cerebral. Como não havia vaga na instituição, sugeriram a ela que procurasse a vereadora tucana.
Gabrilli impôs uma condição à minha esposa, para ajudá-la: teria que se unir ao “movimento” que essa parlamentar coordenava. Consultado pela esposa, recomendei que não se aproximasse desse tipo de gente. 
O desespero de mãe, porém, vendo a saúde de nossa filha Victoria se deteriorar, falou mais alto.
A mãe de minha filha doente se animou com a promessa, que quase foi cumprida. Gabrilli chegou a comunicar a ela que conseguira a vaga para a menina. Marcou dia e hora para Cristina ir buscar uma “carta” da parlamentar para a instituição.
Quando minha esposa foi procurar a assessora de Gabrilli para ir retirar a tal “carta” ouviu que a vaga “não tinha dado certo”, mas que a vereadora ficara sabendo que este blogueiro era o pai da criança e que, por eu ser “ligado ao PT”, seria “fácil” para mim conseguir vaga para minha filha em alguma instituição federal.
O resultado é que minha esposa passou meses protestando contra a minha atividade de blogueiro, que estaria prejudicando nossa filha. Mas, ao fim, consegui convencê-la de que não era eu que estava errado por exercer minha liberdade de expressão, mas a parlamentar que usara sua posição para perseguir inimigos políticos.
Não espanta, pois, que Gabrilli tenha dito o que disse após a visita à Papuda. Esse tipo de conduta é a cara dela.
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Prefeitura de Santarém vai contratar Arcon para fiscalização de serviços da Cosanpa

A Raposa tomando conta do galinheiro

O coordenador municipal de Saneamento, Hugo Aquino, esteve em Belém participando de uma reunião para finalizar a minuta do contrato.
“Pelo contrato que será celebrado entre município e a Arcon, a agência vai dar um apoio tanto na fiscalização dos serviços quanto das obras que serão implementadas pela Cosanpa, em Santarém. Então, o usuário, quando houver reclamação ele vai se dirigir à Coordenadoria de Saneamento informar que os serviços prestados pela Cosanpa não estão a contento para a população, e vai poder contar com o apoio da agência reguladora que tem poder para cobrar da concessionária que preste o serviço com qualidade”, explicou Hugo Aquino.
As obras de melhoramento do abastecimento de água em Santarém prevem um investimento de R$ 94 milhões para atender mais de 90% da área urbana do município.
Pelo serviço de fiscalização, a Arcon receberá 1,5% de tudo que for arrecado pela Cosanpa no município de Santarém.
Hugo Aquino também informou que a parte do serviço de esgoto será repassada para a Cosanpa e a fiscalização também será feita pela Arcon.
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Câmara convida Serra para explicar contratos com Labogen


Governo FHC fechou três contratos com Labogen, suspeito de servir para lavagem de dinheiro, 
quando José Serra era ministro da Saúde. Covas e Alckmin também contrataram empresa de 
doleiro em SP
laboratório de doleiro

O deputado federal Renato Simões (PT-SP) apresentou um requerimento na Câmara dos Deputados para solicitar informações sobre três contratos fechados entre o Labogen, laboratório suspeito de servir de fachada para operações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por parte do doleiro Alberto Youssef, e o Ministério da Saúde entre 1998 e 2002, durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002) e do então ministro José Serra (PSDB). 
O deputado cobra ainda informações sobre contratos firmados entre a Labogen e o governo do estado de São Paulo nas gestões de Mário Covas (1995-2001) e Geraldo Alckmin (PSDB, 2001-2006, 2011-2014), junto à Fundação para o Remédio Popular do Estado de São Paulo.
Além de solicitar informações, Simões redigiu ainda convite para que Serra vá à Câmara explicar a relação entre sua gestão e o laboratório – como não é mais autoridade pública, Serra não pode ser convocado e, se preferir, pode negar o convite. 
Os requerimentos devem ser votados na sessão da próxima terça-feira (6).
A Labogen está sendo investigada pela operação Lava Jato da Polícia Federal, que flagrou diálogos do deputado federal André Vargas (PT-PR) que indicam que ele faria lobby pela empresa junto ao Ministério da Saúde durante a gestão de Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Segundo a PF, a Labogen buscava contrato de fornecimento de matéria-prima para medicamentos com o Ministério com o objetivo de mascarar remessa de dinheiro para fora do país; dos cinco projetos apresentados pela empresa, no entanto, quatro foram descartados imediatamente pelo ministério, e o último não teria condições técnicas de ser firmado, segundo afirmou Padilha ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (28).
"A Labogen não tem contratos com o Ministério da Saúde desde o final do governo Fernando Henrique. Se existe algum vínculo entre o laboratório e o lobby no ministério da saúde, isso ocorreu com o ministro José Serra. A Labogen está sendo usada para atingir a reputação do Padilha de forma absolutamente irresponsável", afirma Simões. Segundo o deputado, o objetivo dos requerimentos é avaliar se os serviços contratados junto ao Labogen por R$ 31 milhões pelo então ministro Serra e por R$ 5 milhões pelos governos do PSDB no estado de São Paulo foram, de fato, cumpridos. "Como a Fundação do Remédio Popular também recebe dinheiro do ministério, é nosso papel fiscalizar se houve desvio desses repasses", afirma Simões.
Para levantar os dados, o deputado pretende acionar o próprio Ministério da Saúde, a Controladoria-Geral da União e o Tribunal de Contas da União.
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O MINISTRO ZÉ (RUELA) QUER DESTRUIR O PADILHA ?


É fácil. Chama o chefe da investigação e pergunta: quem vaza ?

A leitura dos jornais do PiG mesmo no 1º de Maio reforça a percepção de que os vazamentos da PF – essa PF do da Justica, que se bobear, derruba a Dilma - são o maior obstáculo à eleição de Padilha.
O zé vai destruir o Padilha.
Simples.
Os vazamentos – o Youssef tucano não vaza, o do Banestado … – não cessam.
E o Padilha tem que suspender a campanha TODO DIA para enfrentar o zé no PiG.
A questão, a rigor, é muito simples.
O zé chamaria o diretor gerente da PF – um que tentou impedir a prisão do Daniel Dantas – e o responsável pela Operaçao Lavajato.
E pergunta: quem vaza ?
E troca os dois.
O diretor gerente e o líder da operação.
Mas, para isso, é preciso ter algumas virtudes que o zé, notoriamente, não tem.
E mais do que isso, não pode ter o Daniel Dantas pendurado em sua curta, irrelevante, municipal biografia.
A Presidenta Dilma tem que escolher: ou o zé ou a reeleição do tucano que já provocou o apagão que a Urubóloga anunciou.

Em tempo: seria interessante a Dilma convidar a Urubóloga para tomar banho onde já falta água – na periferia de São Paulo, onde, na sociedade de castas que os tucanos criaram moram os pobres e os nordestinos.!

Em tempo2: liga o Vasco, ancorado no Tejo, onde se prepara para a final Real vs Atlético. “Por muito menos, o Johnbim caiu”…

Em tempo3: a ligação caiu. O Vasco insiste:
“O zé da Justiça está para o PiG como o Carlinhos Cachoeira estava para as “denuncias” daquele detrito. Caiu o Carlinhos, o detrito voltou a ser o que sempre foi: detrito.”

Paulo Henrique Amorim
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Porto de Santarém - a soja passará pelo encontro das águas


No local onde nasce a BR-163, em Várzea Grande, não há referência a Santarém, no Pará.

No Blog do Dutra

Forma de economia predatória, é provável que esse desvio seja positivo para Santarém, cidade que já começa a sentir os efeitos da passagem de enormes carretas geminadas, pesando 40 toneladas, pelas vias urbanas, e que já comprometem também o asfalto existente em vários trechos da BR-163. Pelo porto da Cargill, ao lado do porto das Docas do Pará, continuará passando uma pequena quantidade de grãos até o dia em que a multinacional preferir concentrar todos os seus negócios em Miritituba.
A presença da presidenta Dilma Rousseff no Pará semana passada, para inaugurar o corredor de exportação Miritituba-Barcarena, a 40 km de Belém, indica claramente o desejo das multinacionais de acelerar o processo de exportação maciça de soja. A festa indicou também a pouca importância do porto de Santarém, plantado há quase meio século na junção dos rios Amazonas e Tapajós, justamente à espera de servir de porto privilegiado para remeter ao exterior as commodities provindas do Brasil Central.
Empresários e políticos de Santarém há décadas esperaram uma espécie de "redenção" econômica, sem atentar para duas situações: que esse tipo altamente predatório de exportação muito pouco, quase nada mesmo deixa nas localidades por onde passam as carretas sobrecarregadas de grãos. Deixam, com certeza, a sua presença que entope e estraga as ruas. Outro aspecto é que esqueceram de que Santarém é Amazônia, onde os projetos mudam ao sabor de interesses externos. Talvez a BR-163 seja melhor aproveitada como ponto de escoamento da produção da Zona Franca de Manaus, como está projetado para 2014 ainda, embora a lógica econômica seja a mesma da soja.
Talvez percebendo essas situações, empresários e políticos de Cuiabá nunca deram tanta importância ao ramo norte da BR-163. Ainda no governo João Figueiredo. com dinheiro federal o então governador Júlio Campos asfaltou o trecho existente dentro de Mato Grosso, pensando a geopolítica na direção dos portos de Santos e Paranaguá. Ação federal/estadual muito parecida com a inauguração, em Barcarena, no Pará, presidida por Dilma Rousseff e o governador Simão Jatene semana passada.
A prova da pouca importância histórica que os matogrossenses deram à rodovia está na inexistência do nome "Santarém" nas placas rodoviárias do entroncamento de Várzea Grande, perto de Cuiabá. A referência vai até Sinop, ao norte daquele Estado, de onde sai parte da soja e do milho exportados pelo território paraense. Dentro da cidade de Cuiabá não existe nenhuma referência a Santarém, ao contrário da cidade paraense, onde a sua mais longa via urbana se chama Avenida Cuiabá, simbolicamente demonstrando o interesse e as esperanças locais, que mudam ao sabor dos interesses do grande capital predador.
Em 2014, passarão pelo porto de Santarém menos de 2 milhões de toneladas de grãos, sem previsão de ampliação do terminal da multinacional Cargill, que está investindo pesado em Miritituba, diante da cidade de Itaituba, cerca de 350 km Tapajós acima. 
A previsão é que os terminais de Miritituba cheguem à capacidade de 20 milhões de toneladas que serão escoadas por balsas na direção dos portos de Santarém, mas sobretudo o de Barcarena, entre outros. 
Com o aumento da área plantada, só o Mato Grosso prevê que, em 2014, serão exportadas 25 milhões de toneladas de soja. Pelo porto da Cargill, ao lado do porto das Docas do Pará, em Santarém, continuará passando uma pequena quantidade até o dia em que a multinacional preferir concentrar seus negócios em Miritituba.
Com a pavimentação de diversos trechos da BR-163 em território paraense, será muito mais vantajoso descer a BR-163 e dobrar à esquerda e vencer os 30 km até Miritutuba. Assim, as empresas privadas começam a tirar do papel os planos para a criação de um novo sistema logístico, capaz de escoar até 20 milhões de toneladas de grãos de Mato Grosso pelos portos da Bacia Amazônica. 
Ao todo, os investimentos na construção de estações de transbordo, armazéns, terminais portuários, empurradores e embarcações devem consumir mais de R$ 3 bilhões até o fim da década.
Hoje, mais de 70% da safra do Brasil Central é escoada pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), a mais de 2 mil quilômetros da origem. 
Alguns caminhões vão ainda mais longe, até São Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS). É esse longo caminho que a Cargill e a Bunge, além de outras empresas, desejam evitar, reduzindo significativamente o percurso campo-porto.
Descarregando as suas carretas em Miritituba, as empresas exportadoras economizam ainda 350 km de estrada até Santarém, para onde privilegiarão o transporte por balsas.
Forma de economia extremamente predatória, é provável que esse desvio seja positivo para Santarém, cidade que já começa a sentir os efeitos da passagem de enormes carretas geminadas, pesando 40 toneladas pelas vias urbanas, e que já comprometem também o asfalto já existente em vários trechos da BR-163.
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CUIDADO COM AS PESQUISAS DO SENSUS


O Sensus é do Aécio ! O Cerra voltou !

Não bastasse o duopólio Golpista do Globope e do Datafalha, essa eleição de 2014 será mais suja que a de 2002.
Em 2002, depois de abater em pleno voo a candidatura de Roseana Sarney – com a ajuda do Ministério Público do Avelar, da Polícia Federal do Itagiba, da Globo da revista Época, e do Presidente de então, Fernando Henrique Cardoso (leia “em tempo”) – o Padim Pade Cerra abateu a candidatura de Ciro Gomes com um Globope fajuto.
Fez circular uma pseudo pesquisa do Globope para mostrar que tinha ultrapassado Ciro.
Mentira.
A pesquisa era fajuta, segundo o próprio dono do Globope, o notável analista político Augusto Montenegro.
Uma vez, o Brizola disse a seu candidato a vice, Fernando Lyra, que era impossível ganhar uma eleição no Brasil, com a sociedade Globo-Globope.
Agora se fala de uma próxima pesquisa do Instituto Sensus que mostrará a vertiginosa ascensão do Aécio e a queda fulgurante da Dilma.
Só tem um problema: o Sensus trabalha para o Aécio.
“Já o Sensus, que está neste ano na campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República …”, diz Eduardo Belo, no caderno de fim de semana do Valor, o PiG cheiroso, na reportagem “A era da incerteza”.
Portanto, a inclinação partidária, eleitoral do Sensus é ainda mais clara, direta, que o Globope e o Datafalha, sub-produtos de duas instituições que militam no Golpe contra governos trabalhistas – qualquer um, de Vargas a Jango, Brizola, Lula e Dilma.
E, como diz o Marcos Coimbra, da Vox Populi, só um país infra-democratico como o Brasil se deixa enganar por institutos de pesquisa de opinião.
Note bem , amigo navegante, uma palavrinha sobre esses últimos “levantamentos” de opinião pública que o PiG identifica como a “queda inexorável da Dilma”.
Os Datafalhas e inúmeros Globopes mostram a mesma coisa.
Margem de erro pra lá, margem de erro pra cá – porque “margem de erro” no Brasil tem a flexibilidade de busto de assistente de palco: aumenta e diminui a cada sessão de silicone – constata-se o seguinte.
Dilma caiu um ponto.
So que o PiG faz uma conta de somar: ela perdeu “X”no Globope + “Y” no Datafalha; mais “Z” no InSensus = – 75.
Dilma tem menos 75 !
É a aritmética do Golpe !

Em tempo: a participação do Governo Fernando Henrique no desmanche da candidatura Roseana, em 2002, está fartamente documentada no livro de Saulo Ramos, “Código da Vida”, Planeta, São Paulo, 2007, pág 415 e seguintes. Cerra e o Príncipe da Privataria jamais o interpelaram judicialmente.
Ao contrário: numa manhã de sábado, no Shopping Iguatemi, Saulo contou ao ansioso blogueiro que tinha até recebido carinhoso telefonema do Cerra pelo último aniversário…
O Ciro conhece profundamente a alma dos tucanos de São Paulo …

Em tempo2: o Presidente Sarney disse a uma colonista Ilustre da Folha (***) que Fernando Henrique recebeu no Palácio do Alvorada um fax do agente da PF na hora em que “estourou” o escritório do marido de Roseana. Dizia apenas a frase “missão cumprida”. Ela talvez não se lembre disso, mas o Sarney, o Cerra e o FH se lembram… E o ansioso blogueiro, também.
Hoje, a Ilustre se dedica a botar lenha na fogueira do “volta Lula”.
Uma questão de hábito …

Paulo Henrique Amorim
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AIRTON !

A perseguição desumana e covarde de JB a dois homens indefesos



por : Paulo Nogueira

Não é justiça. É vendetta.
O que Joaquim Barbosa faz com Genoino e Dirceu não tem nada a ver com o conceito de justiça em si – um ato em que existe ao menos uma parcela de uma coisa chamada isenção, ou neutralidade, para usar uma palavra da moda.
Barbosa é movido por um ódio infinito.
Ele mantém Dirceu confinado na Papuda por raiva. E quer Genoino engaiolado, mesmo com problemas cardíacos, também por raiva.
A precariedade do sistema jurídico brasileiro é tamanha que se dá a um homem poder para fazer o que Barbosa vem fazendo, com uma hipócrita base de fatos que são fabricados para que a perseguição tenha ares legais.
Você escolhe médicos que vão dizer que Genoino está bem, e que não precisa de cuidados especiais. Isto funciona como aqueles repórteres da Veja que são escalados para provar, aspas, teses já definidas antes da primeira entrevista. O objetivo não é descobrir coisas, não é investigar um assunto. É chancelar uma conclusão que vem na frente dos fatos.
E depois que os médicos fazem seu servico abjeto, você exerce sua vingança mesquinha como se fosse um magistrado de verdade.
O caso de Dirceu é igualmente vergonhoso. Uma nota de jornal — um jornal tão famoso pelos erros que conquistou a alcunha de Falha de S.Paulo — vira uma prova contundente contra Dirceu. Numa inversão monstruosa da ideia da justiça, você tem que provar a inocência, e não o contrário.
Num cenário de reiterada desumanidade, destoou o gesto do deputado Jean Wyllys ao se negar a inventar ‘regalias’ para Dirceu. O partido de Wyllys faz oposição ao PT, e era presumível, diante do que se tem visto na cena política do país, que ele denunciasse as condições ‘espetaculares’ de Dirceu na Papuda.
Mas Wyllys optou pela honestidade. Relatou o que viu. Foi fiel ao que testemunhou. Não adulterou o que seus olhos encontraram. Seria um gesto banal, não fosse o ambiente de cinismo, cálculo e desonestidade que domina hoje o debate político nacional numa reprodução do que aconteceu, com trágicas consequências, em 1954 e 1964.
Joaquim Barbosa provavelmente esteja frustrado. O sonho de virar presidente naufragou miseravelmente. Só a mídia queria, além dele próprio e de um punhado de fanáticos de direita.
Ele foi obrigado a despertar para a dura realidade de que os holofotes lhe são dados apenas para dizer o que interessa à mídia. Ele queria falar recentemente do processo que move contra Noblat por alegado racismo. Ninguém na imprensa lhe deu espaço. Tentou trazer este assunto na entrevista que deu a Roberto Davila na Globonews. Davila mudou de assunto com um sorriso.
As declarações de Lula sobre o conteúdo político do Mensalão também não devem ter ajudado no humor de Barbosa. Sua obra magna, aspas, corre um sério risco de se desfazer em impostura.
Joaquim Barbosa é hoje uma fração do que pareceu ser, e amanhã será ainda menor, e o que sobrar provavelmente se cobrirá de ignomínia para a posteridade.
Para Dirceu e Genoino, o problema é que enquanto ele não volta ao nada de que saiu JB se dedica à arte sadica de persegui-los, sem que eles consigam se defender, prostrados que estão pelas circunstâncias, cada qual de seu jeito.
Neste sentido, não é apenas uma vingança, mas uma covardia.
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DILMA: UM GANCHO NO QUEIXO DA OPOSIÇÂO

Médicos que entregaram cabeça de Genoíno à Barbosa são os mesmos de antes


O Cafezinho foi investigar quem são os médicos selecionados por Barbosa para fazer um laudo 
médico que justifique trazer Genoíno de volta para Papuda.

Antes do post, um recado de Miruna, filha de José Genoíno:

Graças a médicos muito bem escolhidos por sua ideologia, e a uma mídia que chega ao ponto de se regozijar com uma pessoa doente ter de ir a um presídio, meu pai passará o seu aniversário na Papuda. Dia 3 de maio meu pai faz aniversário. Estará apenas do lado do seu companheiro José Dirceu. E estará com a vida em risco, graças à criminalização da política criada para calar aqueles que somente lutaram por projetos e ideias, nunca por dinheiro. Já não tenho coração. Já não tenho lágrimas. Já não tenho grito. Já não tenho alma. E aqui estou. Porque tenho dois filhos que são pequenos demais para viver na própria pele a injustiça da vida. Eu só posso pedir a vocês que rezem, acho que nem pelo meu pai não, porque ele está forte e sua luz é eterna, mas rezem por essa pessoa que decide a desgraça alheia. Rezem pela Globo. Rezem pela Folha. Rezem pela Veja. Eu tenho certeza de que eles todos precisam de orações para que um dia sejam capazes de ver o que estão fazendo com um ser humano e toda sua família. Que eu tenha forças para continuar respirando. Miruna Genoino)
Republico abaixo algumas informações que apurei desde a primeira vez que Barbosa mandou avaliar a saúde de Genoíno, com a ficha de cada um que o examinou. Com exceção da Dr.Hilda, que está em repouso, são os mesmos de antes, antipetistas radicais liderados por Luiz Fernando Junqueira.

No post abaixo, eu não faço nenhuma acusação aos médicos. Apenas mostro que eles são antipetistas. No entanto, não posso perdoá-los, enquanto médicos. Eu fico estarrecido porque a meu ver, médicos deveriam prezar, antes de tudo, a vida, a saúde e o bem estar do paciente, independente se ele é um condenado ou não pela justiça.
Em se tratando de Genoíno, deveriam saber que ele é vítima (culpado ou não) de uma perseguição midiática terrível, e que sua doença muito provavelmente é uma derivação psicossomática disso. É um idoso, sob fortíssimo stress emocional, que deveria cumprir prisão domiciliar (injusta, sempre faço questão de repetir, porque ele é inocente, mas mesmo se fosse culpado) em sua casa, em São Paulo. JB o obrigou a pagar aluguel de uma casa em Brasília, longe de seu médico.
Genoíno foi torturado anos a fio pelo Estado, na época da ditadura, os médicos e Barbosa não levaram isso em conta?
Depois foi um dos melhores e mais democráticos e honestos deputados federais do país. Isso não vale nada para se avaliar o grau de stress a que ele está submetido?
Esses médicos me lembram aqueles da ditadura, que acompanhavam os torturadores, para avaliar o estado de saúde das vítimas, para saber se elas poderiam continuar sendo torturadas. Só que estes são piores, porque estamos sob uma democracia, e, podendo optar por um relatório prudente, humanista, que prezasse acima de tudo a segurança física de Genoíno, eles preferiram assumir o papel de carrascos, interessados em castigo.
Em tempos de medicina holística, que vê a conjuntura, o todo, eles agiram como mesquinhos burocratas da saúde, expondo desnecessariamente um valioso ser humano, um espírito cheio de histórias e pensamentos que ainda precisam ser anotados, ao sofrimento, à doença, à morte.
Para eles, um ser humano é um relatório? Não aceito. Esses médicos agiram com muita falta de humanidade. Eles deveriam ter aconselhado, desde a primeira vez, que Barbosa deixasse Genoíno em paz, em casa, até porque ele não oferece nenhum perigo à sociedade.
Eis aqui o relatório mais recente, onde os médicos deixam brecha para não se incriminarem, em caso de piora no quadro de José Genoíno, mas o entregam de bandeja à fúria assassina de Joaquim Barbosa. Detalhe: como a ordem de prisão contra Barbosa foi dada às vésperas de um feriado, Genoíno ficará sem apoio médico durante mais de 10 dias, porque o médico da Papuda está de férias. E não há chance de recorrer da decisão porque os tribunais estão em recesso.
O Cafezinho foi investigar quem são os médicos selecionados por Barbosa para fazer um laudo médico que justifique trazer Genoíno de volta para Papuda. Todos os laudos anteriores indicavam que seria muito mais seguro para Genoíno se tratar em casa. Barbosa não se deu por satisfeito e pediu um último laudo, feito com médicos mais velhos, a maioria professores, acadêmicos, ou empresários da saúde, que aceitaram o jogo de Barbosa e prepararam um documento que prima por ser “contra” o réu. É a primeira vez que eu vejo uma junta médica agir, deliberadamente, com apavorante frieza, com vistas à sabotar qualquer tratamento à Genoíno.
Vê-se que Barbosa foi cuidadoso. Depois de trocar o juiz, escolheu cinco médicos perfeitos para executar sua missão. A maioria são médicos já maduros, com longa carreira acadêmica e donos de clínicas particulares. Barbosa não se arriscou com nenhum jovem idealista. Chamou só macaco velho.
Vamos a eles. Os nomes são: Luiz Fernando Junqueira Júnior, Cantídio Lima Vieira, Fernando Antibas Atik, Alexandre Visconti Brick, e Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda.

Segue a ficha cada um:

Luiz Fernando Junqueira Júnior, professor de cardiologia da Universidade de Brasília e presidente da junta:
Consegui reunir pouco material sobre sua pessoa, mas obtive indícios do ambiente em que vive. Há uma página no Facebook dedicada à turma Luiz Fernando Junqueira Junior – Medicina UNB.
O administrador é Paulo Machado Ribeiro Junior.




A página de Ribeiro Junior é repleta de acusações contra médicos cubanos, ódio contra o PT, festejos pela prisão dos “mensaleiros”. Essa é a turma do chefe da junta que foi examinar Genoíno.



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Cantídio Lima Vieira, cardiologista e especialista em perícia médica:
Esse aí tem uma história interessante. É um dos “marajás de jaleco” do Senado Federal. Médico do serviço público do Senado, Cantídio Lima Vieira possui clínicas privadas que oferecem serviços aos… senadores. Denúncia da Istoé foi logo abafada.





Trecho da matéria: “Duas unidades médicas dos funcionários operam no Sudoeste, outro bairro nobre de Brasília. Uma delas pertence ao médico Cantídio Lima Vieira (foto). Ele tem participação em mais quatro clínicas. Duas delas, a Policlínica Planalto e a Cordis são prestadoras de serviço da mesma associação de médicos contratada pelo Senado.”
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Fernando Antibas Atik, especialista em cirurgia cardiovascular:
Fernando Atik tem um Twitter, no qual tem 16 seguidores e segue 33 arrobas. Destas 33, as únicas fontes de informação são Jornal Nacional, Globo, G1, Globonews, CBN, Veja e Conselho Federal de Medicina. Seus últimos 2 tweets aconteceram no dia 16 de novembro, quando respondeu a uma pergunta da Veja a seus leitores:


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Alexandre Visconti Brick, professor de cirurgia cardiovascular:

Esse aí tem um histórico legal. Ganhou o título de cidadão honorário de Brasília por indicação do deputado distrital Junior Brunelli. Brunelli é o deputado da “oração da propina”, religioso exemplar.





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Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda é mais nova e tem atuação mais discreta. Como a maior parte dos médicos brasileiros, odeia o programa Mais Médicos. E faz questão de deixar isso bem claro em sua página no Facebook.


***
Claro que a suposição de que Barbosa escolheu a dedo médicos com antipatias políticas fortes contra José Genoíno é apenas isso, uma suposição. Entretanto, o laudo médico me parece negligente, porque aponta algumas condições extremamente frágeis do paciente mas conclui que ele pode continuar numa prisão. Por exemplo, o primeito item da conclusão diz, textualmente, que o paciente deve se submeter a acompanhamento ambulatorial periódico da sua condição pós-cirúrgica.



A má fé dos médicos aparece latente já no segundo item, onde se nota uma contradição que não pode ser inspirada em outra coisa, a meu ver, senão na maldade. Os médicos concluem que o réu, portador de hipertensão, deve usar medicamento de uso contínuo, e o tratamento deve incluir “dieta hipossódica, restrição de atividade física vigorosa, prática regular de leve a moderada atividade física aeróbica e restrição de fatores psicológicos estressantes”. Repito a frase final: “restrição de fatores psicológicos estressantes”. Mesmo assim, os médicos concluem que não há necessidade do tratamento ser feito em domicílio. Ora, concluir que um homem idoso, sob exposição pública tão pesada, num processo tão polêmico, no qual se autoconsidera inocente, não vai ficar “estressado” dentro da cadeia é ser o que eu chamo, datavenia, de coxinha desalmado e psicótico. E se este stress se dá num homem que acabou de sair de uma cirurgia cujas chances de sobrevivência são de menos de 10%, a orientação de que ele pode se tratar na prisão me parece negligente e criminosa.



Todas as conclusões são relativamente iguais, sempre repetindo expressões assim:

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Não quero acusar nenhum médico. Vivemos uma democracia e cada um pode escrever o que quiser nas paredes virtuais de suas próprias redes.
Não consigo me livrar, porém, da impressão de que Barbosa catou médicos antipáticos aos réus apenas para que emitissem um laudo que chancelasse suas intenções de humilhar ainda mais José Genoíno. O laudo pode trazer informações verdadeiras, mas a conclusão me parece politicamente tendenciosa, contra o réu, contra a vida, contra o ser humano.
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AO LADO DE AÉCIO, PAULINHO DA GARRAFA, BÊBADO E MUITO DOIDÃO ATACA DILMA


Paulinho comprou três garrafas de tequila para a festa desta quinta-feira e, às 11h, já circulava 
com um copo na mão; chegou a tomar também doses de pinga com conhaque; segundo ele, para 
"calibrar o discurso"; fala acabou preocupando até advogados da central.

Segundo nota da jornalista Vera Magalhães, que edita a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o deputado comprou três garras de tequila Revolucion para a festa da entidade e, às 11h, já circulava com um copo na mão. Paulinho chegou a tomar também doses de pinga com conhaque. Sua justificativa: para "calibrar o discurso".
O palanque da Força acabou virando um ato político contra a presidente. Paulinho chamou ao palco um humorista do programa Pânico, da TV Bandeirantes, que estava caracterizado de Dilma. "Todos os anos, nós convidamos todos os candidatos a presidente para o palco. Neste ano, só teve coragem o Aécio, que não mandou representante. Veio ele mesmo. Quer dizer, a Dilma também veio, mais feia que o diabo", disse.
Em seguida, afirmou que ela merecia uma banana, ao fazer referência ao que aconteceu com o jogador brasileiro Daniel Alves na Espanha. "Vocês viram a banana que jogaram no Daniel Alves? Quem merece uma banana é ela. Quem aí sabe fazer o gesto da banana? Vamos dar uma banana para a Dilma. Toma aqui, presidente!"
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