quinta-feira, 4 de outubro de 2012

LULA ‘ESTRANHA’ AUSÊNCIA DE DEBATE NA GLOBO E CHAMA CANCELAMENTO DE ‘VERGONHA’



Saiu na Rede Brasil Atual: LULA ‘ESTRANHA’ AUSÊNCIA DE DEBATE NA GLOBO E CHAMA CANCELAMENTO DE ‘VERGONHA’

Ex-presidente afirma que não querem que Fernando Haddad mostre a competência que tem; para o candidato petista, Celso Russomanno já fugiu de quatro embates e está ‘meio perdido’ 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “vergonha” a decisão da Rede Globo de cancelar o debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, que seria realizado amanhã (4). “Fernando Haddad é o único candidato que apresentou o programa de governo. E veja que engraçado: em todas as campanhas que o PT estava à frente das pesquisas, tinha debate na Globo e na Record. Agora não tem mais debate”, comparou durante comício ao lado do ex-ministro da Educação em São Mateus, na zona leste da capital.
“Quando fui candidato, em 2006, colocaram uma cadeira vazia porque não fui ao debate, estão lembrados? Agora que o Haddad está louco por um debatezinho na Globo, está doido por um debatezinho na Record, nenhuma delas está fazendo debate”, continuou o ex-presidente, fazendo referência ao bordão do apresentador televisivo Boris Casoy. “É uma vergonha que a cidade mais importante do Brasil, a mais rica deste país, a que tem mais população, não tenha debate na TV.”
Os dois principais debates entre os candidatos à prefeitura paulistana deveriam ter ocorrido ao longo desta semana, mas foram cancelados por diferentes motivos. No caso da Record, a emissora argumentou que Celso Russomanno (PRB), até agora líder nas pesquisas, não poderia comparecer devido ao nascimento da filha, e que José Serra havia rejeitado o convite, versão desmentida pelo tucano.
Já a Globo anunciou a decisão depois que o candidato do PRTB, Levy Fidelix, obteve liminar garantindo a presença dele e do postulante do PSOL, Carlos Giannazi, pois ambos partidos possuem representação na Câmara Municipal. A emissora manifestou que com oito candidatos ficaria inviável encaixar um debate com duração máxima de duas horas em sua programação.
Lula estranhou a linha de argumentação da empresa da família Marinho. “O pretexto é que tem partido nanico, mas ninguém neste país pode ser condenado por ser pequeno. As pessoas precisam de TV para ficarem grandes”, contestou enquanto segurava a mão de Fernando Haddad. “O dado concreto é que eles não querem que essa pessoa aqui mostre a competência que tem. Essa é a verdade. E isso tem de ficar registrado porque fará parte da história do Brasil.”
Um pouco mais cedo, em conversa com jornalistas, o candidato petista voltou a cobrar de Celso Russomanno a realização de um debate transmitido pela internet. Para o ex-ministro da Educação, o o representante do PRB está mal informado ao afirmar que a legislação eleitoral não permite o embate virtual e que o PT está querendo mudar as regras do jogo. “Eu convidei ele para um debate e ele não aceitou. Pela quarta vez”, disse o petista, lembrando que seu adversário faltou aos encontros promovidos pelo UOL e pela Igreja Católica, além de ter dado “um jeito” de cancelar o debate da Record.
“Temos de nos encontrar para esclarecer as dúvidas. Ele não conhece o sistema de transporte de São Paulo. Não é por mal: ele não tem familiaridade com o assunto”, afirmou Haddad, novamente em referência à proposta do adversário de cobrar a tarifa de transporte público de acordo com a distância percorrida, o que, diz, acabaria por penalizar os moradores da periferia. “Estou sempre aberto a debater, sobretudo quando alguém está em dúvida, como ele. Está um pouco perdido, o que é natural para uma pessoa que está sem equipe”, provocou. “Quem sabe no segundo turno, quando estiver mais bem assessorado, ele desista da proposta de cobrar mais de quem mora longe e menos de quem mora perto.”
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A politização do MPF, de Luiz Francisco a Gurgel


Autor: Luis Nassif

Nos anos 90, insurgi-me contra a politização do Ministério Público Federal. No governo Itamar, tive algumas pinimbas com o procurador geral Aristides Junqueira. Até por efeito da Constituição, foi um período de protagonismo de procuradores da base do MPF.
Combati o excesso de politização de alguns procuradores, a gana por condenar a qualquer preço, a exposição exagerada à mídia, o abuso dos pedidos de prisões preventivas.
Em uma lista de procuradores, fui atacado por uma das mais radicais - que, curiosamente, dois dias antes estivera em minha festa de aniversário. Entrei na lista para discutir e recebi, em privado, email de uma procuradora narrando sua história. Dois procuradores foram até o Correio Braziliense e passaram, em off, intrigas contra ela. Saiu a matéria. Com base na sua própria denúncia (anônima), ambos entraram com uma representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público.
Comprei sua briga.
Tempos depois, participei de um debate no Observatório da Imprensa com o procurador Celso Três - que fez um bom trabalho na CPI do Banestado, mas que não podia ver um repórter na sua frente para desandar a falar
Para rebater minhas críticas, Celso Três montou a seguinte equação:
Eu havia defendido determinada procuradora.
No cargo de interina da Procuradoria Geral, ela havia autorizado a liberação da última verba para o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, beneficiando o empresário brasiliense Luiz Estevão.
Logo, eu estaria fazendo a jogada de Luiz Estevão.
Agradeci a Alberto Dines o fato de permitir, ao vivo e em cores, a demonstração didática das críticas que fazia ao MPF. E, graças ao Três, pude entender a lógica de ilações dos repórteres de polícia que comiam nas mãos de delegados e procuradores como ele. Aliás, a peça do PGR mostra à farta o exercício das ilações na montagem da acusação.
A Sisbin
Quando Márcio Thomas Bastos lançou a Sisbin (Sistema Brasileira de Inteligência), juntando todos os órgãos fiscalizadores (MPF, PF, BC, Receita etc) convidou-me para uma das palestras de abertura, justamente para explicitar as críticas que fazia às investigações do MPF e da PF.
Critiquei, até com muita dureza, admito. Falei do caráter pouco técnico das investigações, do desconhecimento dos meandros das operações financeiras, do fato de se jogar para a plateia e não para os autos. Tive que sair antes do final da cerimônia, para voltar a São Paulo. Mas, na saída, recebi um olhar de aprovação do procurador geral Claudio Fonteles e do diretor geral da PF, Paulo Lacerda.
As perdas com a politização
A politização dos procuradores causou dois males pesados ao MPF.
Na ida, o de comprometer a imagem das investigações, tirar o caráter republicano e assumir um aspecto vingativo, de guerra de grupos.
Na volta do pêndulo, o de tirar toda a proatividade dos procuradores, em suas missões, com receio de ficarem estigmatizados.
Tome-se o caso do procurador de Guarulhos, Matheus Baraldi Magnan. Fez um fantástico trabalho conseguindo do governo de São Paulo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para reduzir as mortes provocadas pela PM paulista.
Recentemente, recebeu condenação absurda do Conselho Nacional do Ministério Público, com a ameaça inconstitucional de perda do cargo, por ter dado uma entrevista sobre determinado episódio. O relator do caso foi um procurador estreitamente ligado a Demóstenes Torres.
Com esses movimentos, burocratizou-se o trabalho de muitos, inibiram-se as iniciativas de procuradores, para não ficarem marcados como Luiz Francisco - o valoroso procurador que correu risco de vida em muitas investigações mas se perdeu pelo excesso de protagonismo. E transferiu-se a iniciativa política para a cúpula do MPF, o que passou a exigir Procuradores Gerais muito mais centrados e comedidos, sem a submissão ao Executivo - como Sepulveda e Brindeiro -, mas sem extrapolar do papel do MPF.
Politização e perda da isonomia
Agora, dentro desse movimento de politização da cúpula, o Procurador Geral Roberto Gurgel atropela o trabalho iniciado por Fonteles e volta a politizar o MPF. de forma muito mais grave, porque comandada pela cúpula.
Tem-se um caso grave a ser julgado, o do mensalão. O PGR cercou-se de um grupo de elite do MPF para mudar a própria jurisprudência penal através do Supremo.
Trata-se de tema dos mais delicados, pois criminaliza práticas políticas históricas de forma unilateral, penalizando apenas um partido, sendo que há um enorme acervo de abusos por parte de todos os partidos.
Os defensores de Gurgel poderiam argumentar que calhou do PT ser o primeiro a ser julgado. Sim, mas pelo mesmo colegiado, o STF, que autorizou o desmembramento do mensalão do PSDB. Ali, quebrou-se a isonomia.
E se Gurgel não pode estabelecer a isonomia no processo legal - já que o do mensalão do PT caminhou à frente -, caso fosse um agente público responsável, se eximiria das declarações jornalísticas ou, ao menos, trataria isonomicamente a questão nas suas entrevistas.
Não é o que ocorre. Por mágoa contra ataques sofridos, ou por intenção expressa de instrumentalizar politicamente o órgão, Gurgel tornou-se um agente midiático seletivo, trancando iniciativas contra o senador Demóstenes Torres e tantos outros parlamentares, e, não se contenta em cumprir sua missão, de batalhar pela condenação dos implicados no mensalão, mas quer ir além: atuando politicamente fora dos autos..
A iniciativa de divulgar no site do MPF uma história em quadrinhos sobre o mensalão é de uma imprudência apenas explicada pela arrogância. Assim, como as declarações sucessivas de que quer prisão imediata dos envolvidos.
Qual a razão de dar essas declarações, insuflando a mídia, dando carne aos leões, e não restringi-las aos autos?
Dia desses conversei com um dos procuradores que trabalham no processo do mensalão. Defendeu acerbamente o trabalho do MPF. E admitiu que a condenação mais problemática seria de José Dirceu, por insuficiência de provas. Aí vem Gurgel usando escandalosamente a mídia para pressionar o STF a aceitar seus argumentos. Da mesma maneira que faziam Luiz Francisco e seus companheiros.
Há algo de errado no MPF. Ao mesmo tempo em que se consolida a atuação vibrante em defesa dos direitos humanos, contra toda forma de discriminação, que se legitima como autêntico defensor dos interesses difusos, tem-se uma cúpula que avança além dos chinelos para interferir na vida política do país atuando fora dos autos.
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Em comício de Patrus, Dilma bate forte em senador carioca Aébrio Never


Em comício em BH, Dilma dispara ataques contra Aécio.

LEANDRO COLON - FALHA

A presidente Dilma Rousseff usou um comício da campanha de Patrus Ananias (PT) nesta quarta-feira (3), em Belo Horizonte, para responder às críticas que vem recebendo do senador Aécio Neves (PSDB).
Dilma direcionou todo seu discurso para rebater recentes declarações do tucano, um potencial adversário dela nas eleições presidenciais de 2014. Nas eleições em BH, Aécio apoia a reeleição do prefeito da cidade, Marcio Lacerda (PSB), que lidera a disputa.
Do palco, Dilma chamou de "intolerante" e "mesquinho" quem anda falando mal dela em Minas. Ela não citou o nome do senador tucano, mas todos os ataques foram direcionados a ele.
Lembrando que nasceu Belo Horizonte, afirmou, por exemplo, que não deixou a cidade para "ir para a praia".
No discurso, ela citou uma declaração do próprio Aécio, que, ao comentar possível interferência da presidente na eleição em BH, classificou de "estrangeiros" quem age desta maneira.
"Esse pessoal que diz que sou estrangeiro, eu acho eles muito estranhos, muito suspeitos. Como sou estrangeira se saí daqui porque lutava contra ditadura? Quando sai daqui, não fui para passear. Não sai daqui para ir para a praia, ir me divertir. Sai daqui porque era perseguida", disse a presidente.
E continuou: "Na minha veia, corre o sangue de Minas Gerais. A mim espanta que eles falam que sou estrangeira. Mas por que será, que eu, presidenta do país, porque, apesar de ter nascido e crescido aqui, não sou mineira presidenta do Brasil?".
"Sabe por que? Porque políticos de oposição, com a visão estreita, com a visão mesquinha da vida, acham que quando fala que sou estrangeiro é capaz de apagar com a borracha minha certidão de nascimento."
Dilma disse ainda que tem "desgosto" ao ver que "o ser humano é capaz de confundir seus interesses pessoais com os interesses do país". "Esse pessoal que anda por ai falando mal dos outros é intolerante, não respeita a opinião de ninguém. Não respeita que cada um é cada um. Se acha melhor do que os outros", disse a presidente.
"Eu fico tão chateada com a capacidade das pessoas de olharem só para seu umbigo. Quero falar uma coisa para vocês: ninguém pode achar que é dono de Belo Horizonte. Ninguém pode achar que é dono de Minas Gerais", afirmou.
E sobrou mais para Aécio: "Nunca antes na história do nosso Estado, a política foi tão pequena quanto esses que me chamam de estrangeira por não ser do partido deles". Dilma ainda defendeu a nomeação de Marta Suplicy ao Ministério da Cultura e a posição do governo em relação aos royalties da mineração, criticados por Aécio nos últimos dias.
"Quem anda falando essas coisas vai pagar com a língua", disse Dilma.
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BRINDEIRO GURGEL SUGERE QUE ELEITOR NÃO VOTE NO PT

As urnas dirão se houve alguma repercussão. A meu ver, seria bom que houvesse, seria salutar", disse o procurador-geral da República, animado com a perspectiva de condenação do núcleo político da Ação Penal 470, formado por José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares; se havia uma dúvida em relação à conexão entre o julgamento e as eleições, ela se dissipou completamente.

247 – Merval Pereira, colunista do jornal O Globo, publicou nesta quinta-feira um texto revelador, em que revela seu temor sobre a postura do ministro Ricardo Lewandowski na sessão desta quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal. Se o voto for longo demais, José Dirceu não será condenado antes do próximo domingo, disse Merval.
Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, foi também explícita ao conectar o julgamento do mensalão ao processo eleitoral. Segundo ela, Joaquim Barbosa é o maior aliado de José Serra na tentativa de passar para o segundo turno em São Paulo.
Que dois jornalistas façam análises sobre o impacto político de um julgamento, é até natural. Surpreendente mesmo foi a declaração do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quando foi perguntado sobre o impacto eleitoral do julgamento. "As urnas dirão se houve alguma repercussão. A meu ver, seria bom que houvesse, seria salutar", disse Roberto Gurgel.
Na prática, quando Gurgel sugere que o eleitor não vote em partidos envolovidos com o caso, como é o caso do PT, equivale a dizer que o Brasil começa a ter uma justiça com viés político.

Assista ao Comentário de Bob Fernandes


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PHA: O saco dos tucanos está vazio; bye bye José Serra


“Quando analisamos a gestão tucana em São Paulo, observamos um caso típico de falência de gestão. Assistimos hoje a uma desorganização da vida na cidade Kassab nada mais é do que uma extensão de Serra”. Esse foi o tom dado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, durante entrevista à equipe do Vermelho, ao avaliar o cenário político em São Paulo. 

Durante a entrevista, que a Rádio Vermelho reproduz com exclusividades, P aulo Henrique diz que assistimos a uma falência do coronelismo tucano no cenário da política brasileira. “A gestão que está em jogo - Serra/Kassab -, é o resultado de muitos e muitos anos do domínio coronelístico dos tucanos em associação do que denomino de PIG (Partido da Imprensa Golpista), que é formado pela Folha, Estadão, Veja, O Globo”, explicou.
De acordo com o jornalista, sem a blindagem do PIG os tucanos não teriam fôlego para tentacular o Estado. “O que acontece em São Paulo é a demonstração inequívoca de que uma parte importante da elite brasileira perdeu conteúdo. Exemplo: FHC e Serra não têm mais o que declarar, não possuem um nova visão do Brasil e nem podem fazer frente ao legado deixado pelo governo Lula e continuado pelo governo Dilma. Ou seja, o saco dos tucanos está vazio, não fica de pé, não possui mais força”, externou Paulo Henrique.
Segundo ele, é provável que os tucanos percam nestas eleições muito da sua força política. “Os tucanos estão perto de se igualar a partidos como a Arena e o PFL ou DEM, que são partidos que murcham a cada eleição”.
Enquanto isso, direto das catacumbas
Paulo Henrique também falou sobre o ressurgimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), que ascende das catacumbas para declarar seu apoio ao tucano José Serra. De acordo com jornalista os tucanos não têm mais nenhuma arma além de FHC.
“FHC é o último reduto de ideias dos tucanos”, disparou. E acrescentou que “a vaidade de FHC é maior do que sua inteligência. Ele é um narciso, possui uma vontade incontrolável de estar na mídia. Mas é bom frisar que a oposição no Brasil não é está mais ancorada nas figuras de Serra e FHC, ela foi transferida para o PIG. A oposição é o PIG. Estas duas figurinhas foram enterradas em 2002 e sacramentas em 2006. Assim, a oposição hoje é Merval Pereira, Miriam Leitão, Folha, etc.”.
PIG e sua força no Supremo
Ainda durante a entrevista, Paulo Henrique refletiu sobre o julgamento da Ação Penal 470, conhecido como o mensalão. Segundo ele, não foi por acaso que o julgamento de José Dirceu foi transferido para as vésperas das eleições.
“Assistimos a um julgamento de exceção. E quem dá as cartas é o PIG. Quem marcou a data do julgamento foi o PIG. Foi a Globo que exigiu que o julgamento se desse as vésperas das eleições. E o Supremo cumpriu a palavra. A história se repete, o julgamento de Dirceu será o Abílio Diniz de 1989. Fica claro que a elite possui estratégia, ela não é eleitoral, é golpista”.
Privatizações, Reeleição e compra de voto
Amorim também falou sobre a privataria tucana. E reafirmou que “essa nova UDN não gosta do povo. Quem elegeu o FHC foi o Plano Real e quem reelegeu foi a compra de votos no Congresso e o então presidente americano Bill Clinton, que salvou FHC aos 45 minutos do 2° tempo com um empréstimo do FMI”, alertou.
Ele também falou sobre o caso do contraventor Carlos Cachoeira e rememorou que a Veja não é chamada a depor na CPI por conta de um acordo entre o PMDB e a Rede Globo. “A Globo e a Abril procuraram o PMDB e avisou que não se tocará em imprensa nessa CPI. Não vai tocar porque nem o PMDB e nem uma parcela do PDT-RJ, na figura do deputado Miro Teixeira, não deixarão nem o Policarpo e nem seus discípulos serem maculados”, disparou o jornalista.
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Revisor absolve Genoino e critica criminalização da política


Com duras críticas à peça acusatória elaborada pelo Ministério Público Federal, Ricardo Lewandowski classificou a acusação contra José Genoino, por corrupção ativa, de lacônica, abstrata e impessoal e disse que o réu não pode ser condenado pelo fato de ter sido presidente do PT. “Nós não vamos criminalizar a política”, disse. O relator, ao contrário, votou pela condenação do petista e outros 7. Lewandowski condenou 5 e ainda irá se pronunciar sobre José Dirceu.

Por Najla Passos e Vinicius Mansur

O ministro revisor, Ricardo Lewandowski, divergiu do relator da Ação Penal 470, Joaquim Barbosa, e absolveu o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoino, do crime de corrupção ativa. Em um voto com duras críticas ao Ministério Público Federal (MPF), o revisor afirmou que a acusação é “lacônica”, “abstrata”, “impessoal” e que “não conseguiu nem de longe apontar de forma concreta os ilícitos” imputados a Genoino.
O envolvimento de Genoino com o esquema do “mensalão”, segundo o MPF, se deu por sua participação em reuniões com partidos políticos beneficiados pelo esquema e pelo aval dado, como presidente do PT, a empréstimos fraudulentos concedidos pelos bancos Rural e BMG.
Lewandowski, entretanto, disse que a acusação “colocou todo mundo dentro de núcleos”, não individualizou condutas e não apontou nada de irregular na relação de Genoino com os outros partidos, não podendo, assim, os juízes condenarem o réu pelo cargo que ocupava – o de presidente do PT:
“Nós não vamos criminalizar a política. Se houver um dia em que o presidente de partido político não puder se sentar com outros presidentes de partidos políticos para decidir sobre coalizões e eventual repartição de verbas é melhor fechar o país e retrocedermos aos tempos da ditadura militar ou, mais ainda, à ditadura Vargas, ou quem sabe, aos tempos em que a oligarquia latifundiária que dominou esse país, por vários e vários anos, ou por séculos talvez, resolvia as eleições a bico de pena.”
Quanto aos avais aos empréstimos, o revisor acatou o entendimento da defesa. Disse que não ficou comprovado que o petista sabia da origem ilícita dos recursos e que avalizar estas operações era uma obrigação estatutária.
Ele ainda destacou que um empréstimo de R$ 3 milhões não pode ser considerado uma quantia vultosa para um partido que possuía mais de um milhão de filiados, sendo a dívida paga pelo PT. Quanto ao empréstimo do BMG, Lewandowski lembrou que ele não pode ser objeto deste julgamento, já que faz parte de outra ação penal.
Os ministros Ayres Britto, Marco Aurélio Mello e Joaquim Barbosa interromperam o voto de Lewandowski para suscitar entendimento contrário. Irônico, Marco Aurélio disse “estou quase me convencendo que o PT não fez repasse nenhum a parlamentares”. Barbosa apontou: “a tradição do Banco Rural me leva a não levar nada a sério o que vem desse banco".
O ministro-relator dedicou pouco tempo de seu voto para Genoino, a quem condenou pelo crime de corrupção ativa. Barbosa admitiu que ex-presidente do PT não “batia o martelo” nas transações realizadas pelo esquema, mas ressaltou que ele participou de negociações de ajuda financeira a partidos e, sobretudo, assinou como avalista os empréstimos financeiros concedidos ao PT. “O acordo criminoso se traduz, sobretudo, pelo conluio entre os corréus. E disso, sem dúvida, Genoíno participou”.
Ainda conforme Barbosa, “houve colaboração específica de Genoino, que executou o delito de corrupção ativa relativo a Roberto Jefferson, ao negociar montantes que seriam repassados pelo PT. Genoino admite ter repassado empréstimos em nome do PT, tendo como avalista Marcos Valério, demonstrando assim a proximidade entre eles”.
Os demais réus
O relator também destacou o papel do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, no esquema. “O papel de Delúbio está bem evidenciado nos autos: dele partia o comando sobre quem deveria receber os valores”, esclareceu. O revisor concordou com a caracterização e também condenou o réu.
Em relação ao núcleo publicitário, relator e revisor concordaram em condenar Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, além da funcionária Simone Vasconcelos. Ambos entenderam que a participação deles no repasse indevido de verbas para parlamentares é evidente. Só pediram a absolvição da funcionária de menor escalão, Geiza Dias, também absolvida anteriormente das acusações de lavagem de dinheiro.
Os ministros, entretanto, discordaram quando à participação do advogado do grupo, Rogério Tolentino. Para Barbosa, ele colaborou com a compra de apoio político, ao tomar um empréstimo no BMG para abastecer o esquema das agências publicitárias. Já Lewandowski diz que o caso específico do empréstimo do BMG está sendo apurado nas instâncias inferiores. “A denúncia é paupérrima, para dizer o mínimo”, afirmou, ao justificar o voto pela absolvição dele na ação penal em curso.
Ambos concordaram também com a absolvição do ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto (PL). Segundo Barbosa, ele também é acusado de corrupção, mas sem concurso com os demais. “Uma corrupção ativa especial, particular, pontual”, disse o relator. Lewandowski concordou com o colega. Pela denúncia, Adauto teria negociado uma propina adicional para o ex-deputado Romeu Queiroz (PTB-MG), ao interceder em favor do colega junto ao ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Conforme Barbosa, é fato que Queiroz recebeu os R$ 300 mil que pedira. “Mas tenho dúvidas até que ponto essa interferência [de Adauto] tenha sido decisiva para Delúbio liberasse o dinheiro”, justificou.
Continuidade do julgamento
Nesta quinta-feira (4), o revisor retomará seu voto. Falta-lhe pronunciar-se apenas sobre o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, apontado pelo MPF como grande articulador do “mensalão”. O relator optou pela condenação de Dirceu.
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“Na verdade, o povo não tem poder algum”


 “Para o jurista Fábio Konder Comparato, imprensa alternativa pode contribuir para forjar uma mentalidade democrática entre a população, acostumada com séculos de submissão.

Aline Scarso, Brasil de Fato

Reconhecido pela defesa das causas de movimentos sociais, como o MST, e crítico ferrenho da última ditadura civil- militar (1964-1984), o jurista Fábio Konder Comparato acredita que o Brasil ainda está longe de ser um Estado verdadeiramente democrático. De acordo com ele, os brasileiros ainda têm a mentalidade e os costumes marcados por séculos de escravidão e precisam se desvencilhar da submissão e passividade. Para tanto, segundo o jurista, é preciso ampliar a educação cívica e política e aproveitar ao máximo a imprensa alternativa para denunciar essa opressão. Confira a entrevista exclusiva concedida ao jornal Brasil de Fato.

Brasil de Fato – Professor, no próximo ano a Constituição Federal completa 25 anos. Na sua avaliação o Brasil conseguiu alcançar um patamar de país democrático, que respeita os direitos sociais e as liberdades individuais, ou ainda há muita diferença entre o que está estabelecido na lei e o que está posto na prática?
Fábio Konder Comparato – Exatamente aquilo que acaba de dizer por último. Essa diferença entre o que está na lei e o que existe na prática não é de hoje, é de sempre. E o que caracteriza a vida política brasileira é a duplicidade, com a existência de dois ordenamentos jurídicos: a organização oficial e a organização real. E também no sentido figurado há duplicidade, ou seja, o verdadeiro poder é dissimulado, é oculto. Nós encontramos na Constituição a declaração fundamental no artigo 1º, parágrafo único de que todo poder emana do povo que o exerce diretamente por intermédio de representantes eleitos. Mas na verdade, o povo não tem poder algum. Ele faz parte de um conjunto teatral, não faz parte propriamente do elenco, mas está em torno do elenco. Toda a nossa vida política é decidida nos bastidores e para vencer isso não basta mudar as instituições políticas, é preciso mudar a mentalidade coletiva e os costumes sociais. E a nossa mentalidade coletiva não é democrática. O povo de modo geral não acredita na democracia, não sabe nem o que é isso. Não sabe que é um regime político em que ele tem o poder em última instância e que ele deve decidir as questões fundamentais para o futuro do país. Não sabe que ele deve não somente eleger os seus representantes, mas também poder de destituí-los. O povo não sabe que ele deve ter meios de fiscalização contínua dos órgãos do poder, não apenas do Executivo e Legislativo, mas também do Judiciário, que se verificou estar corrompido até a medula, com raras e honrosas exceções.
E por que essa mentalidade?
Ora, essa mentalidade coletiva é fruto de quase quatro séculos de escravidão. Quando Tomé de Souza desembarcou no Brasil em 1549 trouxe o seu famoso regulamento de governo, no qual tudo estava previsto, mas só faltava uma coisa, a constituição de um povo. Havia funcionários da metrópole, havia um contingente de indígenas, havia o começo da escravidão, mas não havia povo. E nós não chegamos a constituir esse povo ao longo da nossa história porque o poder sempre foi oligárquico, ou seja, de uma minoria de grandes proprietários e empresários com apoio do contingente militar e da Igreja Católica. Assim nós chegamos ao século 21 numa situação de duplicidade completa. Todos acham que nós vivemos numa democracia e república, mas nós nunca vivemos de modo republicano e democrático. O primeiro historiador do Brasil, Frei Vicente do Salvador, apresentou uma declaração que até hoje permanece intocável, dizendo que nenhum homem dessa terra é repúblico, nem zela e trata do bem comum, se não cada um do bem particular. Não existe a possibilidade de democracia sem que haja uma comunidade em que o bem público esteja acima dos interesses particulares. E o chamado povão, as classes mais populares e humildes já trazem de séculos essa mentalidade de submissão, de passividade. Procuram resolver os seus problemas através do auxílio paternal de certos políticos ou através do desvio da lei. Nós vemos isso cotidianamente, nunca nos insurgimos contra uma lei que consideramos injusta, mas simplesmente nós desviamos da proibição legal.
Entrevista Completa, ::AQUI::
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Globo deixa de acusar o PT pelo dinheiro apreendido no Pará

O juiz eleitoral Líbio Araújo Moura, de Parauapebas, informou nesta quarta-feira (3) que o R$ 1,13 milhão apreendido ontem, no aeroporto de Carajás, ainda não foi reclamado pelo seu proprietário. "O dinheiro está em depósito judicial, aguardando que alguém o reclame. Este dinheiro pode ser para milhares de coisas, pode ser um dinheiro lícito, então ninguém pode tirar conclusão alguma, seria leviano fazer qualquer afirmação", avaliou o juiz.

Polícia apreende R$1,13 milhão no aeroporto de Carajás, PA

O dinheiro foi encontrado com um casal que viajava de Belém para Parauapebas em um avião monomotor. A dupla, que não teve o nome divulgado, foi detida pela polícia e liberada após prestarem esclarecimentos. De acordo com o juiz, a Justiça Eleitoral recebeu denúncia de que o dinheiro trazido pelo casal poderia ser usado para financiar campanhas políticas no município.
O delegado da Polícia Civil Antônio Miranda, que atuou junto com a Polícia Militar na ação de detenção dos suspeitos, informou que o caso está sendo investigado agora pela Polícia Federal. Um delegado da PF de Marabá foi deslocado para Parauapebas para acompanhar o desdobramento da ocorrência.
Entenda o caso
o dinheiro apreendido hoje em Carajás é da empresa ETEC, que presta serviços em Parauapebas. Ele é procedente de Belém e foi sacado ontem na capital paraense. O destino do numerário seria o pagamento da NF 1600, emitida em 20 de setembro de 2012, no valor de R$1.134.750,25 (hum milhão trezentos e trinta e quatro mil, setecentos e cinquenta reais e vinte e cinco centavos) pela empresa White Tratores e Serviços Ltda, com sede em Canaã dos Carajás, por serviços de locação de equipamentos. Segundo informou o representante da White Tratores, foi solicitado que a ETEC sacasse em espécie o valor, já que a mesma estaria com alguma dificuldade junto a rede bancária e teria que efetuar pagamentos aos seus funcionários no próximo dia 05. O saque foi feito e o dono da White Tratores mandou aeronave de sua propriedade até Belém para trazer o dinheiro através de parentes de um amigo em comum que intermediou essa operação.
Segundo declararam ETEC e White Tratores não há vínculo eleitoral algum nesses recursos e o fato está sendo usado por alguns meios de comunicação, sem nenhum tipo de pudor ou ética, para denegrir a imagem do candidato do PT em Parauapebas.
Três pessoas foram detidas nesta terça-feira (2) com cerca de R$ 1,13 milhão em espécie no aeroporto de Carajás, no Pará, em operação conjunta das Polícias Civil, Militar e da Justiça Eleitoral.
Segundo a Polícia Civil, o dinheiro foi apreendido por volta do meio-dia e estava em três mochilas carregadas pelos suspeitos, que haviam desembarcado de um avião monomotor particular. Segundo a Infraero, os suspeitos foram detidos no terminal de passageiros do aeroporto.
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IBOPE MOSTRA QUE OS CANDIDATOS DO JATENE DESPENCARAM



IBOPE: JOÃO SALAME (PPS) CONTINUA LÍDER

Levantamento feito pelo Ibope no município de Marabá aponta que o deputado estadual João Salame (PPS) lidera a corrida pela prefeitura do município com 46% de preferência do eleitorado. O segundo colocado é o também deputado Tião Miranda (PTB), que aparece com 34%. O atual prefeito do município, Maurino Magalhães (PR), tem 8%. César do Comércio (PRP) e Manoel Rodrigues (PSOL) têm apenas 1%.
Os eleitores que disseram votar em branco ou nulo somam 4% e os que disseram ainda não saber são 6%. Esses dados são da pesquisa estimulada. Foram ouvidos 406 eleitores entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa Ibope em Marabá está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará, sob protocolo PA - 00240/2012.
Mais informações »
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Santarém: Pesquisa registra empate técnico entre PT e PSDB



A terceira pesquisa de intenção de votos para prefeito de Santarém registra empate técnico entre os candidatos do PT (Lucineide Pinheiro) e do PSDB (Alexandre Von).
Os dois estão, respectivamente, com 33,9% e 32,8%.
A margem de erro da pesquisa é de 4% – para mais ou para menos.Os dados confirmam a tendência de queda do tucano e de subida da petista detectados na 2ª pesquisa, realizada há 12 dias.
Do tipo estimulada (aquela em que o eleitor, diante de um cartão com os nomes dos candidatos, faz sua escolha), a 3ª pesquisa apresenta os seguintes percentuais:

1º) Lucineide (PT) 33,9%
2º) Von (PSDB) 32,8%
3º) Zé Maria (PMDB) 12,9%
4º) Márcio Pinto (PSOL) 8,3%
5º) Rubson Santana (PSC) 6,0%

Os eleitores indecisos somam agora, na reta final da campanha, 5,1%, e os que vão optar por votar nulo ou branco, 1%.
Essa pesquisa está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará desde o dia 28 de setembro, sob número PA-00254/2012. 600 pessoas foram entrevistadas.
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"NUNCA VÃO ACEITAR QUE O OPERÁRIO TOMOU O PODER"


A frase foi dita pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, numa referência ao governo Lula, num jantar de desagravo a José Dirceu, na casa do escritor Fernando Morais. Mais magro, e de cabelos longos, o réu que começa a ser julgado nesta quarta-feira, se emocionou ao ouvir do embaixador: “Entre nós aqui há quem tenha lutado com mais vigor e com mais sofrimento para diminuir nossas inaceitáveis desigualdades. Sofreram e ainda sofrem”; destino de Dirceu pode ser, novamente, a prisão 

247 – A descrição do evento foi feita pela colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Num jantar de desagravo oferecido pelo jornalista e escritor Fernando Morais, José Dirceu apareceu mais magro, e de cabelos mais longos.
Lá esteve dias antes de começar a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quarta, o relator da Ação Penal 470, Joaquim Barbosa, deve propor sua condenação por corrupção ativa e formação de quadrilha. No discurso que antecipou seu voto da última segunda-feira, o ministro Celso de Mello, do STF, bradou contra o que chamou de “marginais do poder”.
No evento na casa de Fernando Morais, dois diplomatas fizeram discurso em favor de Dirceu. Primeiro, o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz. Depois,o ex-secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. Fernando Morais apresentou Samuel Pinheiro Guimarães aos convivas como figura central do governo Lula “num tempo em que, como dizia Chico Buarque, o Brasil deixou de falar grosso com os vizinhos e de falar fino com os EUA”.
Samuel Pinheiro Guimarães faz então uma homenagem a José Dirceu. “Sinto-me emocionado. No entanto, entre nós aqui há quem tenha lutado com mais vigor e com mais sofrimento para diminuir as nossas inaceitáveis desigualdades. Sofreram. E ainda sofrem. Não preciso citar nomes.”
A plateia, que teve convidados como a atriz Letícia Sabatella e o cineasta Luiz Carlos Barreto, se virou na direção de Dirceu, que esboçou um sorriso. “As classes tradicionais – ou, se preferirem, retrógradas, reacionárias – nunca vão aceitar que um nordestino tenha se transformado em um líder respeitado e reconhecido internacionalmente. É disso que se trata. É isso o que estamos vendo”, disse o embaixador. “Nunca vão aceitar que esse operário tomou o poder”, diz o diplomata. “Ou melhor, tomou uma parte do poder do Estado. Não todo. Não tenhamos ilusão. Vivemos numa plutocracia, que precisa virar uma verdadeira democracia.”
Dirceu deve ser condenado não em função das provas nos autos, mas por ter sido uma espécie de “capitão do time” do ex-presidente Lula. Assim, o governo do presidente mais popular da história do País, poupado na denúncia de Roberto Gurgel, ganharia do STF uma condenação e uma mácula, a ser explorada por seus oposicionistas.
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Mitt Romney é o típico milionário destes tempos: um mestre na arte de não pagar imposto


Ele usa todos os truques para evitar impostos

Deu na Bloomberg, agência de notícias americana ligada à área de economia e negócios.

Mitt Romney, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, deu um jeito de transferir dinheiro graúdo para seus herdeiros pagando uma taxa muito abaixo do que a legislação estipula.
Ele se valeu de um mecanismo que os especialistas americanos em planejamento fiscal – leia-se evasão – apelidaram de “I Dig It”, uma expressão associada a trapaça. É algo intensamente usado por milionários americanos. Você cria uma empresa para os herdeiros, transfere ativos para ela e, assim, evita os impostos habituais. Como escreveu a Bloomberg, é uma coisa complicada, aparentemente, mas que quase todos os superricos americanos dominam à perfeição – eles e seus advogados.
“Romney usa toda espécie de truque que existe nos livros para pagar menos impostos”, disse à Bloomberg Stephen Breiststone, especialista em tributação. “Mas estão sendo jogadas tantas luzes sobre o assunto agora que, daqui por diante, as coisas vão ficar mais complicadas para gente como Romney.”
Obama tem explorado ao máximo a esperteza fiscal de seu oponente, e é possível que sua reeleição derive disso.
Romney é o multimilionário típico americano. Nas últimas três décadas, abriram-se aos ricos e às grandes corporações – e não apenas nos Estados Unidos – múltiplas oportunidadades de evitar impostos devidos.
Os paraísos fiscais são a maior delas. Milionários e empresas brasileiras, como mostrou um levantamento recentemente do TJN, um órgão internacional baseado na Inglaterra e dedicado à justiça fiscal, colocam maciçamente dinheiro nestes paraísos.
Não me surpreende que a mídia brasileira não tenha feito uma única reportagem sobre o Brasil no esplêndido estudo do TNJ. Assim como não me surpreende a copiosa quantidade de matérias pedidas pelos donos das empresas de mídia a respeito do assim chamado “Custo Brasil” – uma falácia que tenta colocar os empresários brasileiros, exímios planejadores fiscais, sob a aura de “vítimas do Leão”.
O que surpreende, negativamente, é o silêncio e a falta de transparência da Receita Federal. Recentemente, a revista Veja publicou que a Receita está cobrando na justiça uma dívida bilionária da Globo, que parece ser mais criativa na contabilidade que no conteúdo.
É um tema de alto interesse público. Dinheiro de imposto constrói escolas, hospitais, estradas etc. A Receita vai manter essa disputa – a Globo alega que não deve – nos subterrâneos?
Mais que um erro, é um pecado.
Estas questões têm que vir à tona. Veja o que aconteceu dias atrás nos Estados Unidos. O Senadoacusou, publicamente, a Microsoft e a HP de usar táticas moralmente indefensáveis para evitar impostos. Segundo um comitê do Senado que investiga o comportamento das empresas americanas na questão das taxas, apenas entre 2009 e 2011 a Microsoft, com o uso de paraísos fiscais, deixou de recolher 4,5 bilhões de dólares em impostos.
Enquanto isso, Bill Gates faz fama de filantropista. Alguém deveria dizer para ele: “Ei, Bill, preferimos que você pague impostos direitinho, ok?”
Grandes corporações e bilionários se adestraram na arte do planejamento fiscal. O problema é que, como mostra a Grécia, quando não pagar impostos se entranha na cultura de uma sociedade, o país quebra.
Por que a Escandinávia vai bem enquanto o resto vai mal? Porque se estabeleceu lá um consenso segundo o qual quem tem mais tem que pagar – direito – o imposto devido.
O que não dá para aguentar é o cinismo de Romney e congêneres mundo afora. Eles atacam o “Nanny State”, o Estado Babá, aquele que protege os interesses da sociedade como um todo. Mas, ao mesmo tempo, eles criam um Estado que os trata como babá.
É por coisas assim que você tem visto a onda de protestos que varre o globo. Vi uma reportagem sobre manifestações na França. Uma mulher de uns 40 anos que marchava contra o pacote de austeridade afirmou: “Eles querem cortar nossos benefícios, mas não fazem nada para taxar os ricos que colocam seu dinheiro nos paraísos fiscais”.
Em sua simplicidade franciscana, a revoltada francesa disse tudo. Os governos dos países desenvolvidos nada fizeram para proteger seus cofres do planejamento fiscal predador. Depois querem cobrar a conta das viúvas e dos aposentados?
O povo é bom, mas não é burro – e a paciência tem limites
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Presidente do Irã ironiza desenho de bomba do premiê israelense




O presidente do Irã criticou nesta terça-feira o discurso do premiê israelense Benjamin Netanyahu nas Nações Unidas, classificando o desenho de uma bomba apresentado na ocasião como algo "infantil e primitivo". Para Mahmoud Ahmadinejad, o gesto de Israel estabelecer um limite até a intervenção estrangeira no país acabou se revelando um “insulto intelectual contra os dignatários da ONU”.
"Linha vermelha, linha branca, linha preta e qualquer outra são coisas de criança”, disse o presidente a uma agência oficial de notícias do país. “É esse o nível do caráter dessa pessoa. O desenho insultou a audiência. É um comportamento horrível". Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Ahmadinejad acusou Netanyahu de ser um “profeta da guerra” e alegou que qualquer um que cogitar intervenções armadas estará se revelando "um retardado".
O desenho de Netanyahu ficou conhecido como "a bomba de Bibi”, apelido utilizado pela imprensa israelense para se referir ao premiê. Na visão do governo do conservador Likud, o Irã está desenvolvendo tecnologia para a fabricação de armas nucleares e representa, por essa razão, uma “ameaça em potencial”. Netanyahu cita constantemente a recusa de Ahmadinejad em reconhecer a existência do holocausto judeu e seus apelos pela destruição do Estado de Israel.
No entanto, o Irã reforça constantemente que seu programa de enriquecimento de urânio é pacífico e possui finalidades exclusivamente médicinais e energéticas. Autoridades do país já abriram suas centrais de enriquecimento nuclear a autoridades da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) em diversas ocasiões e estenderam o convite a outras autoridades críticas do projeto iraniano.
Uma das promessas de campanha de Barack Obama, candidato à reeleição pelo Partido Democrata, é prevenir a todo custo que o Irã desenvolva ogivas nucleares.
Ainda assim, o presidente recusou o recente pedido de Netanyahu para que a diplomacia de Washington envie um ultimato a Teerã. Ao longo dos últimos meses, a Casa Branca tem tentado de todas as formas possíveis evitar uma ação militar israelense, algo que causaria enorme instabilidade geopolítica no Oriente Médio às vésperas das eleições norte-americanas.
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

COMEÇA OBRA DO ANEL VIÁRIO DO SANTARENZINHO


Por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF), a Prefeitura iniciou a obra de recapeamento asfáltico do Anel Viário do Santarenzinho que beneficiará três importantes vias do bairro: Tomé de Sousa, Ituqui e Resistência, sendo que esta, foi por onde os serviços começaram.
A execução da obra é de responsabilidade da empresa SANENG, contratada através de um convênio firmado entre a Prefeitura e o Ministério das Cidades. A empreiteira conta ainda com o apoio da empresa Sousa Terraplenagem (Souterra), que desenvolve serviços de terraplenagem em diversos pontos da cidade.
Além do recapeamento do Anel Viário do Santarenzinho, obras de asfaltamento foram executadas pela Prefeitura no bairro Uruará, onde foram asfaltados 1.200 metros da Rua Uruará, no trecho que compreende a Avenida Dom Frederico Costa ao Residencial de casas do PAC “Horizonte do Tapajós”. Outra equipe da SEMINF, com apoio das empresas Mello de Azevedo e ETEC, atua na Rua Gonçalves Dias, entre as vias Buriti e Uruará, fazendo trabalhos em preparação ao efetivo asfaltamento.
Já no bairro Jardim Santarém é realizada uma “operação asfáltica” acompanhada de limpeza, na Travessa Bulgaville, no cruzamento com a Avenida Bartolomeu de Gusmão. O mesmo serviço está na Avenida Cuiabá próximo ao Viaduto.
No bairro Maracanã, as ações se voltam para terraplenagem com manutenção na Rua Mandioqueira e Beco Amazonas.
Limpeza - O bairro Santa Clara passa por uma ação de limpeza em dois pontos estratégicos: Na Travessa Turiano Meira, entre as avenidas Rui Barbosa e Borges Leal, e na Avenida São Sebastião, em frente ao cemitério Nossa Senhora dos Mártires. São realizados varrição, desobstrução de sarjetas e remoção de lixo. Ao mesmo tempo, equipes da Clean Gestão Ambiental efetivam limpeza na Avenida Mendonça Furtado, da Travessa Agripina de Matos, sentido bairro Mapiri.
Iluminação pública - Equipes de servidores da Divisão de Iluminação Pública da SEMINF estão realizando melhorias nas luminárias dos bairros Interventoria, Diamantino e Aparecida. A demanda foi apontada pelos representantes dos bairros.
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VON TRAIU SANTAREM NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARÁ


DEPUTADO VON VOTOU CONTRA SANTARÉM

O deputado Alexandre Von, votou contra o projeto apresentado pelo deputado do PT Zé Maria, na Assembléia Legislativa do Pará (ALEPA), que contemplava Santarém com a construção do tão sonhado Centro de Convenções do Tapajós, obra de grande necessidade para o nosso povo.
Alexandre Von, agindo contra o povo de Santarém, não enviou nenhuma emenda garantindo investimentos para Santarém, e ainda votou contra a proposta do deputado Zé Maria PT, na divisão do saldo do BNDS onde Santarém foi contemplada com um Centro de Convenções.
Este projeto importante foi votado na Alepa, ainda do Governo de Ana Júlia. Von com a intensão de ajudar o seu partido PSDB, ignorou o povo santareno e se posicionou contra a viabilização do projeto, obra até hoje esperada por todos nós.
Von no seu primeiro mandato só atrapalhou Santarém, na Assembléia Legislativa do Pará, para que não viesse nada para Santarém, pois já tinha pretensão maldosa de 'ferrar' o Governo Maria, para que ele saísse agora candidato a prefeito, só apontando os erros, onde ele como deputado foi contra os avanços para o nosso povo.
Por isso classificamos este infeliz deputado, como um parlamentar que teve um trabalho pífio em prol de nosso povo no legislativo paraense. Voto do povo jogado fora, apostado em um preguiçoso que só trabalhou contra a nossa população.
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O GOLPISMO DE CAPA PRETA

No Blog da Cidadania

Deve demorar alguns anos para que a farsa em curso no STF seja denunciada por organismos internacionais como a Corte Interamericana de Justiça. Por conta disso, as ameaças que estão se levantando contra a democracia brasileira terão muito tempo para se desdobrar.
Todavia, cada vez mais juristas e cientistas sociais vão se espantando com o esmagamento de direitos individuais que vai sendo produzido pela mais alta instância do Judiciário brasileiro.
O inconformismo vai se espalhando pelos setores pensantes da sociedade de tal maneira que o ministro Celso de Mello, na sessão de segunda-feira do julgamento da AP 470, passou recibo e respondeu às críticas, afirmando que a Corte que integra não estaria promovendo inovação alguma.
É uma piada. A crer que o STF não está inovando e invertendo princípios consagrados no Direito teremos que aceitar a teoria estapafúrdia de que a corrupção na política brasileira teve início em 2003 com a chegada do PT ao poder, pois jamais aquela Corte agiu como está agindo.
Você já viu, leitor, algum partido político sendo condenado – ainda que apenas retoricamente – por membros do STF? O DEM, por exemplo, nos últimos anos revelou-se um valhacouto de bandidos, tendo até expoentes do partido indo para trás das grades.
Como é que não está havendo inovação se em 129 anos de história republicana jamais o STF condenou partido ou político de expressão algum?
Esse STF rigoroso, cheio de frases de efeito contra o PT, é o mesmo que deu fuga a Salvatore Cacciola, que deu habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas e que absolveu o ex-presidente Fernando Collor por inexistência de provas que também caracteriza o mensalão petista.
Só sendo muito calhorda, portanto, para afirmar que o PT inventou a corrupção no Brasil. Só sendo golpista até o âmago para aceitar que um processo idêntico ao mensalão petista, o mensalão tucano, receba tratamento diametralmente diferente por parte do STF.
Aliás, vale dizer que o mensalão tucano é mais grave. Primeiro que o mesmo Marcos Valério envolvido com o PT foi quem distribuiu dinheiro para o PSDB. E no mensalão tucano o uso de dinheiro público é inquestionável.
O que espanta é que enquanto Mello negava violação do Estado de Direito o procurador-geral da República dava entrevista afirmando existir “uma torrente de provas” contra José Dirceu. Instado a apontar quais, citou “verossimilhança” da culpabilidade do petista.
Detalhe: a tese de Mello sobre anulação de atos legislativos de que tenham participado réus do mensalão deve acender o sinal vermelho pois abre a porta para uma crise institucional, já que alguns desses réus, até há pouco, participaram de tudo que deliberou a Câmara dos Deputados desde a década passada.
A mídia, por sua vez, já cita, em tom escancarado de comemoração, benefícios políticos que a oposição ao governo Dilma estaria colhendo por conta do circo armado em torno do julgamento da AP 470, deixando claros os objetivos políticos da cobertura do assunto.
Pouco importa que esses benefícios políticos que a mídia diz que o julgamento estaria gerando à oposição não passem de balela, pois pesquisas recentes mostram que o PT está tendo desempenho igual ao de eleições municipais anteriores. Isso sem falar na popularidade de Dilma e Lula, que só faz subir.
O que importa, então, é o descaramento da mídia ao comemorar abertamente esse pseudo enfraquecimento eleitoral do PT, deixando ver, a quem quiser, que seu objetivo é meramente eleitoral.
Todavia, na opinião deste blog – que há anos diz que o golpismo tupiniquim está bem vivo –, a direita brasileira já ambiciona muito mais do que enfraquecer o PT nestas eleições. Vejam que já virou manchete de primeira página a intenção de envolver Lula no mensalão.
E com um STF e uma Procuradoria Geral da República que aceitam tudo o que os inimigos políticos do PT acusam, além de Lula não custará propor a teoria de que Dilma também estaria envolvida por ter participado do governo anterior.
Detalhe: para quem não sabe, a dupla PGR e STF tem a prerrogativa constitucional de processar presidentes da República.
Se a teoria lhe parece muito ousada, leitor, saiba que incontáveis juristas e cientistas políticos já concordam com essa e com muitas outras possibilidades, dado o processo espantoso em curso no STF.
No último sábado, por exemplo, participei de um jantar que o blogueiro Paulo Henrique Amorim ofereceu ao jornalista Mauro Santayana pelos seus 80 anos. Mauro, amigo íntimo de Tancredo Neves, viveu intensamente os idos de 1964 e vê similaridade entre este momento político e aquele.
Como em 1964, a direita está combalida, não tem votos e, portanto, não tem a mais ínfima perspectiva de retomar o poder. E, como durante o governo Jango Goulart, o Brasil está promovendo forte distribuição de renda.
Aliás, toda a vez que o Brasil distribui renda e o governo que promove essa distribuição se fortalece eleitoralmente a direita dá golpe, retoma o poder na marra e reverte o processo distributivo. Foi assim com Getúlio Vargas, foi assim com Jango…
Nesse aspecto, a última edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (PNAD – IBGE) acaba de detectar dados que sustentam a tese em questão.
A PNAD 2011, divulgada na semana passada, revelou que, de 2009 para o ano passado, a renda dos 10% mais pobres subiu 29,2%, enquanto que a renda dos 10% mais ricos cresceu 4%. Isso significa distribuição de renda na veia.
A distribuição de renda da era Lula-Dilma foi tão intensa que deixamos de ser o 4º país mais desigual do mundo em 2002 para sermos o 15º hoje (segundo a PNAD), o que ainda é uma péssima colocação. No entanto, muitíssimo melhor do que era quando o PSDB governava.
O “pior” – para a direita midiática – é que, nesse ritmo, em alguns anos o Brasil deixará de ser a aberração de injustiça que o caracteriza. Deveremos atingir um nível civilizado de distribuição de renda em poucos anos caso o efeito Robin Wood continue nessa toada.
Volto explicar: não há mágica para distribuir renda. Para dar a alguém é necessário tirar de alguém. Isso, por óbvio, não se processa por meio de expropriação do dinheiro dos ricos, mas através de políticas públicas que fazem a renda do pobre crescer mais do que a do rico.
A história mostra que toda vez que o Brasil distribuiu renda a elite deu um jeito de interromper o processo e, como em 1964, de revertê-lo. Entre o ano do golpe militar e o fim da ditadura, a desigualdade brasileira subiu 10 pontos no índice de Gini e só começou a cair de fato em 2004.
Durante os últimos anos, toda vez que este Blog aludiu ao golpismo da elite sobreveio descrença. Agora, não mais. Até porque, após espetáculo como o do STF, fica difícil descrer de fenômeno que o Brasil já testemunhou tantas vezes porque integra sua cultura política.
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Em Santarém, um bom trabalho da prefeita Maria do Carmo.


Estudantes frequentam o Parque da Cidade para acessar a
internet e fazer pesquisas para seus trabalhos escolares. (Fotos: MDutra)

No Blog de Manuel Dutra

Uma das boas coisas que a prefeita de Santarém deixará ao final de seu segundo mandato é o Parque da Cidade, uma área de 2,6 quilômetros quadrados antes pertencente à União federal, sob a jurisdição da Força Aérea. Embora por outra necessidade urbana, os prefeitos de Belém poderiam seguir esse exemplo e negociar com as Forças Armadas as imensas áreas existentes na área de expansão da capital.
O hoje Parque público de Santarém fazia parte do antigo aeroporto da cidade, situado quase no centro da malha urbana. Os prefeitos de Belém poderiam seguir esse exemplo e negociar com as Forças armadas as imensas áreas existentes na área de expansão da capital, entravando grandemente o trânsito, entre outros transtornos.
Dispondo de uma trilha de 1.300 metros, a área de Santarém não é tão grande como as diversas que existem dentro do traçado urbano de Belém, aí incluído o Aeroclube do Pará que há muito já deveria ter sido transferido para outro local. O aeroclube e os latifúndios pertencentes à União/Forças Armadas são uma das causas principais do eterno engarrafamento do trânsito e da mobilidade urbana como um todo, impedindo o prosseguimento de importantes avenidas até Ananindeua e áreas de saída e entrada de Belém.


Trilhas sob a sombra ficam lotadas de manhã e no final da tarde

O Parque da Cidade tem 26 hectares, o que não é muito para uma idade que se espraia rapidamente, sede um município de 300 mil habitantes, cerca de 90% deles morando na cidade que recebe imigrantes de variadas latitudes. Para se ter uma ideia do tamanho da área, compare-se com o Bosque Rodrigues Alves, na Av. Almirante Barroso, em Belém, que tem 15 hectares, e com o Museu Goeldi, na Av. Nazaré, com seus 5 hectares.
Queixa-se muito do aumento do calor, dado o frenético ataque ao verde que antes caracterizava a cidade. Como ocorre em quase todos os núcleos urbanos do interior do País, o concreto e o asfalto vão estupidamente substituindo as áreas verdes remanescentes.
Daí que a iniciativa do Parque poderia servir também de ponto de partida para um programa permanente de educação urbana, a fim de que todos compreendam que o progresso supõe a convivência com a natureza, sob pena de adoecermos, como acontece.
Igualmente a Câmara de Vereadores deve aprovar uma lei que impeça quaisquer outras construções dentro do Parque, como infelizmente já se verifica. Ali deve permanecer um santuário natural e não lugar disponível para a construção de secretarias ou outras obras, mesmo que venham com o rótulo de "educação ambiental".
Até a Feira do Livro já se realizou lá dentro, com a colocação de um enorme galpão. A população, por meio de suas forças mais atuantes, deve impedir a transformação do Parque em uma espécie de "esplanada dos ministérios". Ali é lugar de passeio, exercícios físicos, contemplação da natureza.


Um trecho da quilométrica trilha

Por isso, uma iniciativa como a da prefeita Maria do Carmo deveria ser o embrião de uma nova mentalidade com vistas à humanização da vida urbana, com a convivência do "progresso" junto à natureza. Fala-se muito em qualidade de vida, mas os políticos não sabem o que isso significa, falam a esmo. O excesso de calor, asfaltamento inadequado, falta de saneamento, tudo isso leva multidões aos prontos-socorros e hospitais. Costuma-se ligar a arborização apenas ao "embelezamento" das cidades, sem aludir à necessidade humana dessa beleza e dessa utilidade no resfriamento do calor amazônico.
Na Amazônia, a natureza foi sábia ao disseminar bilhões de árvores que servem de anteparo ao natural calor e à umidade tropicais. Os seres humanos, burros, fazem o contrário: tiram as árvores e colocam cimento. Depois adoecem. Nos discursos de campanha, em Belém, por exemplo, não ouvi até agora sequer um candidato fazendo essa ligação entre ambiente devastado e doença. Falam apenas na construção de tantos e quantos postos de saúde e hospitais. Nas condições da capital paraense, não haverá hospitais suficientes para uma população doente em virtude da permanente agressão ambiental. O doente vai ao hospital, toma-se o remédio receitado e retorna para as mesmas condições desumanas onde vive. Para adoecer de novo.


A entrada do Parque


A despeito dos benefícios do Parque, no centro da malha urbana,
esta foto de Anísio Quincó mostra muito bem como Santarém está desarborizada e por isso cada dia mais quente Última Foto: Anísio Quincó/Blog do Jeso / 12/5/2010
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A entrevista a ex-pantera negra Angela Davis


Ângela Davis, quando militava no Panteras Negras - Foto: Reprodução

40 anos depois das graves acusações que a levaram a ser julgada e presa nos Estados Unidos, em processo eminentemente político que teve grande repercussão internacional, Angela Davis analisa nesta entrevista aquela etapa difícil de sua vida. Ao referir-se à atual situação dos negros nos EUA, Angela diz que “as coisas são piores, hoje, com um negro na Casa Branca”.
“Acho que meus princípios não mudaram em todos esses anos. Nem meu compromisso político.” É o que diz Angela Davis, uma das mais famosas ativistas políticas dos anos 1960 e 1970, figura icônica, não só pelo discurso fortemente revolucionário e pela destacada militância nos “Panteras Negras”, mas também pelo penteado ‘afro’ que fez moda em todo o planeta entre as mulheres negras e brancas.
Hoje, com 68 anos, intelectual e professora universitária, formada na Universidade de Frankfurt onde estudou sob orientação de Herbert Marcuse, Angela Davis participou do Festival Internacional de Cinema de Toronto [Toronto International Film Festival], no dia 15 de setembro, para apoiar o lançamento do documentário Free Angela & All Political Prisoners [Liberdade para Angela & Todos os Prisioneiros Políticos].
Dirigida por Shola Lynch, o filme narra os padecimentos de Davis há 42 anos, quando foi envolvida pelo FBI no sequestro e morte do juiz Harold Haley, do condado de Marin, na California. Angela acabou por ser absolvida, apesar da pressão que fez contra ela o governador da California, Ronald Reagan, o qual, em 1969, conseguira expulsá-la da Universidade da California (UCLA) pela declarada militância de Davis no Partido Comunista.
Foragida da Justiça, na qual evidentemente não confiava, Angela Davis chegou a integrar, aos 24 anos, a lista dos 10 foragidos mais procurados do FBI, até afinal ser localizada e presa, em outubro de 1970. Cresceu então uma campanha internacional por sua libertação, que contoucom a solidariedade até de John Lennon e Yoko Ono, que compuseram a canção “Angela” para seu LP Some Time in New York City (1972) , e dos Rolling Stones, que gravaram um single,“Sweet Black Angel”, incluído em seguida no álbum Exile on Main Street (1972).
“Nunca procurei esse grau de exposição pública e foi muito difícil de aceitar, naquela época” – lembra Miss Davis em entrevista exclusiva ao jornal Página/12, numa suíte do Soho Metrotel de Toronto. “Minha aproximação original foi estritamente política, e nem nos meus sonhos mais loucos pensei que seria empurrada nessa direção. Mas, ao mesmo tempo, fui consciente de que era algo com que teria de aprender a conviver. Portanto, decidi tratar de usar aquilo tudo, nem tanto em meu nome, mas em nome de tanta gente que não tinha voz naquele momento.”
A senhora refere-se a seus companheiros de militância nos Panteras Negras?
Exatamente. Porque a campanha nacional pela minha libertação começou sob a bandeira de “Libertem Angela Davis”, mas decidi que teria de ser “Libertem Angela Davis e todos os presos políticos” – a frase que Shola Lynch escolheu para título do seu documentário.
No filme, a senhora diz que a tripla pena de morte que os promotores pediram, no seu caso, não se dirigia pessoalmente à senhora, mas a toda a construção que a senhora encarnava. Pode falar um pouco mais sobre isso?
Logo percebi que todo aquela fúria contra mim excedia minha pessoa e a minha situação pessoal. Em primeiro lugar, porque não conseguiriam me executar três vezes. Percebi também do que se tratava ali. Estavam decididos a matar um inimigo imaginário que estava sendo construído. E eu era a encarnação perfeita do inimigo que eles começavam a construir: negra, mulher e comunista. Quando o FBI começou a me perseguir, aproveitaram prender centenas de mulheres negras e jovens como eu. Aproveitaram a situação para tentar espalhar o medo em toda a comunidade negra nos EUA.
Desde então, o que mudou?
Acho que muitas coisas mudaram. E penso que mudaram, em grande medida, por causa da luta que fizemos. Quando cheguei à universidade, eram raríssimas as negras em cursos superiores nos EUA. Hoje, são milhões, embora ainda haja enorme desproporção entre negros e brancos nos cursos superiores.
Hoje o que me angustia muito é que, naquele tempo, quando lutávamos pela libertação de todos os presos políticos em especial e contra a instituição carceral em geral, surpreendeu-nos muito a quantidade de gente presa nos EUA. Mas hoje, esse número é muitas vezes maior. Hoje, em meu país, há 2,5 milhões de pessoas encarceradas. Um, de cada 37 adultos vive no sistema penitenciário. É porcentagem altíssima. Os EUA somos o país de maior população encarcerada no mundo.
E a que a senhora atribui isso?
Há a miséria, sem dúvida. A maioria dos homens negros jovens nos EUA estão hoje desempregados. Há aí o problema político, mas há também o racismo. É verdade que os livros escolares já não manifestam abertamente o racismo, como antes, e que já não há segregação racial oficial, mas em muitos sentidos a situação é hoje pior que antes, há meio século.


Ângela Davis, atualmente

Apesar do presidente afroamericano, Barack Obama?
Sim, é triste dizer, mas as coisas são piores com um presidente afroamericano na Casa Branca. Essa é a ironia. Porque há meio século era impensável que um negro chegasse, algum dia à presidência dos EUA. Hoje, é possível. Mas também é preciso dizer que ninguém, na Casa Branca, hoje, está preocupado com o fato de que há um milhão de negros nas prisões norte-americanas. E isso tem relação direta com o desmantelamento completo do sistema de bem-estar social e com a desindustrialização pela qual os EUA estão passando, e a consequente perda de postos de trabalho.
Antes, a população negra tinha onde trabalhar, na indústria siderúrgica, na indústria automobilística, em tantas outras indústrias que já deixaram os EUA e mudaram-se para outros países onde a mão de obra é muito mais barata. Eu nasci e fui criada em Birmingham, Alabama, e ali a indústria siderúrgica era era a principal fonte de trabalho. Ainda é, mas com muito menos postos de trabalho que antes. E se se soma a isso a falta de assistência social, a falta de educação, a falta de sistema eficiente de assistência pública à saúde, as prisões viram uma espécie de solução ao avesso, para todos os problemas sociais que não recebem qualquer atenção política.
Já que falamos de prisões... Por que, na sua avaliação, Obama não cumpriu a promessa de fechar a prisão de Guantánamo?
Deveria tê-la fechado no primeiro momento. Deveria ter sido seu primeiro ato oficial. Em vários sentidos, a chamada “guerra ao terrorismo” atropelou Obama. Mas também é verdade que a principal razão pela qual Obama não fechou Guantánamo foi que não saímos às ruas para exigir que fechasse. Em várias instâncias, os eleitores que elegeram Obama não se mantiveram mobilizados e em alerta. Teria sido preciso criar um movimento para fechar Guantánamo, um movimento que pressionasse, até Guantánamo ser fechada. Também para criar melhor sistema de saúde pública, de educação etc. São coisas que ainda temos de fazer.
Para as próximas eleições?
Claro. Já. Imediatamente. Temos de sair e ocupar os espaços, construir para nós uma dimensão do que é necessário e possível fazer.
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A carta de Lula sobre Hobsbawn

 
Lula e Hobsbawm, durante encontro em abril do ano passado Foto: Ottoni Fernandes)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta segunda-feira uma mensagem a Marlene Schwartz, viúva do historiador Eric Hobsbawm, que morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos. Um dos intelectuais mais influentes da segunda metade do século 20, Eric Hobsbawm elogiou e incentivou publicamente o governo Lula em várias ocasiões. Para o ex-presidente, o historiador foi “um dos mais lúcidos, brilhantes e corajosos intelectuais do Século XX”.

Lula ‎"Quatro meses atrás, poucos dias antes de completar 95 anos, Eric Hobsbawm enviou-me, por um amigo comum, uma carinhosa mensagem. “Diga ao Lula para seguir lutando pelo Brasil”, disse ele, “mas não se esquecer jamais da sofrida África.” A partir de agora meu comprometimento com os irmãos africanos passará a ser, também, uma homenagem à memória de seu marido", parte da carta enviada por Lula a Marlene Schwartz, viúva de Eric Hobsbawm. 
Leia a íntegra da carta no link abaixo.

São Paulo, 1° de outubro de 2012

Prezada Senhora Marlene Schwartz

Acabo de receber, com profunda tristeza, a notícia do falecimento do seu marido, o querido amigo Eric Hobsbawm, um dos mais lúcidos, brilhantes e corajosos intelectuais do Século XX.
Desde que o conheci pessoalmente, muitos anos atrás, recebi de Eric, como ele preferia que eu o tratasse, incontáveis manifestações de estímulo à implantação de políticas que incorporassem os trabalhadores aos benefícios e à riqueza produzidos pelo conjunto da sociedade brasileira.
Ao longo da última década, li com um sentimento de orgulho as entrevistas em que ele atribuía ao nosso governo a responsabilidade por “mudar o equilíbrio do mundo e levar os países em desenvolvimento para o centro da política internacional”.
Quatro meses atrás, poucos dias antes de completar 95 anos, Eric Hobsbawm enviou-me, por um amigo comum, uma carinhosa mensagem. “Diga ao Lula para seguir lutando pelo Brasil”, disse ele, “mas não se esquecer jamais da sofrida África.” A partir de agora meu comprometimento com os irmãos africanos passará a ser, também, uma homenagem à memória de seu marido.
Mais que um privilégio, foi uma honra ser contemporâneo e ter convivido com Eric Hobsbawm.
Receba e, por favor, transmita aos filhos, netos e bisnetos dele as minhas homenagens.

Luiz Inácio Lula da Silva
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

SETE DIAS APÓS O CRIME, A SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO ESTÁ CALADA



A SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO SILENCIOU


Nesta segunda (01) outubro de 2012, faz exatamente sete dias que o vigilante David Martins foi assassinado pelo policial rodoviário federal, Carlos André Costa. Crime que comoveu a sociedade e causou grande repercussão em toda a região.
A sociedade assistiu estarrecida o assassino ser conduzido, com farta proteção policial, até o aeroporto de Santarém e partir, sorrindo, e na despedida, deixar para trás, um cidadão pai de família, morto com dois tiros de pistola ponto 40 a queima roupa, crime com muitas versões.
Independe de sua preferência partidária, e da crença religiosa de David, o que estamos cobrando aqui é a eficiência da Segurança Pública do Estado, a atitude das autoridades, que até o momento se calaram, depois do vexame cometido pela polícia nesse crime.
A única resposta positiva foi a da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e Controle Externo da Atividade Policial, do Ministério Público do Pará em Santarém, onde tem a frente a Dra Ione Missae Nakamura, que pediu para o juiz de plantão, Valdeir Salviano da Costa, mandar prender o PRF assassino confesso, após ele ter fugido com consentimento da polícia.
Apesar da Segurança Pública do Estado não se manifestar, temos informações extra-oficiais que o PRF deve desembarcar em Santarém nesta quarta feira (3), e deve permanecer preso. Esperamos que o Estado possa pelo menos mostrar isso para a sociedade que não tolera mais nenhum tipo de impunidade.
Independentemente do momento político, pois a eleição acaba domingo (7), mas nós vamos continuar cobrando justiça e a solução deste caso, porque acreditamos que nenhum crime pode ficar impune diante dos olhos da sociedade, que exige uma resposta das autoridades.
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DUPLA DA PESADA

MARIA DO CARMO ENTREGA CASAS DO PAC NO URUARÁ


No último sábado (29/09), moradores do bairro Uruará receberam as residências populares como parte da primeira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) executado no município através de parceria entre o governo federal e Prefeitura de Santarém, por meio de projeto apresentado pela Secretaria de Infraestrutura (SEMINF) e aprovado junto ao Ministério das Cidades.
Nessa primeira fase do Programa, setenta e sete famílias foram beneficiadas com as moradias. As residências formam o Residencial “Horizonte do Tapajós”, equipado com saneamento, iluminação e rodeado de ruas pavimentadas, o que vem a proporcionar mais qualidade de vida a essas famílias.
O PAC no Uruará foi implantado em 2008, retirando 367 famílias da situação degradante de vulnerabilidade numa área alagada e sem qualquer condição de moradia digna. Durante o processo de construção das residências, as famílias foram atendidas com o benefício do aluguel social e ainda participaram de cursos profissionalizantes.
Somado ao Residencial “Horizonte do Tapajós”, através do PAC Uruará, 101 casas já foram concluídas e entregues. E ainda nesta segunda-feira, 1º de outubro, mais oito famílias receberão outras unidades habitacionais.
O evento de entrega no sábado foi uma verdadeira festa. A solenidade constou de atrações culturais, como apresentação de bandas de música das escolas municipais Princesa Izabel, do bairro Nova República, e Maria de Lourdes, do Livramento, e dança “Mistura de Carimbó”, integrada por pessoas do próprio Uruará. O momento encerrou com a apresentação de uma banda de forró.
A entrega das chaves aos moradores foi feita pela Prefeita de Santarém, Maria do Carmo, representantes da Caixa Econômica Federal e empresa Mello de Azevedo, que executou a obra, e secretários do governo municipal.
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MORRE ERIC HOBSBWAN, UM DOS MAIORES HISTORIADORES DO SÉCULO XX


Mente brilhante e autor do clássico "A era dos extremos", ele foi um dos principais observadores do século XX; sua morte foi anunciada nesta manhã em Londres, pela filha Julia.

247 – Acaba de ser anunciada a morte de Eric Hobsbawn, um dos maiores historidadores de todos os tempos, autor do clássico “A era dos extremos”.
Marxista, Hobsbawn influenciou uma longa geração de historiadores e políticos e teve sua morte anunciada nesta manhã pela filha Julia, em Londres.
De acordo com o também historiador Nial Ferguson, os livros de Hobsbawn são o melhor ponto de partida para qualquer pessoa disposta a conhecer o que foi o século XX, marcado por guerras e revoluções.
Nascido em Alexandria, no Egito, e filho de uma família judia, ele foi criado em Viena e Berlim e se mudou para Londres em 1933, ano em que Hitler chegou ao poder. Desde 1978, ele era membro da British Academy.
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Policiais agridem garçom espanhol que protegeu manifestantes


Alberto Casillas não deixou a polícia entrar no restaurante para deter ou dispersar as muitas pessoas que ali se refugiaram

Alberto Casillas, o garçom espanhol que protegeu manifestantes dentro de seu restaurante e tornou-se um símbolo nacional da oposição ao governo de Mariano Rajoy, foi agredido por policiais durante protestos em Madri, neste sábado (29/09). As informações são da World Riots 24h, comunidade internacional que monitora e registra casos de repressão a manifestantes.
Na terça-feira (25/09), Alberto Casillas serviu de escudo humano para proteger os manifestantes e virou um símbolo instantâneo do movimento 25S. Ele não deixou a polícia entrar no estabelecimento para deter ou dispersar as muitas pessoas que ali se refugiaram. Casado, pai de dois filhos, Villa trabalha no Restaurante Prado, parte do hotel Vincci Soho, no centro de Madri, perto do epicentro da manifestação.
Sua atitude virou destaque nos principais jornais espanhóis e foi "trending topic" no Twitter. "Não sou herói, foi um ato humano e qualquer cidadão teria feito o mesmo", disse à imprensa espanhola. "Ouvi um dos agentes dizer que ia entrar para 'identificar' as pessoas. Disse-lhe que ali não entravam, porque só tinha gente inocente. Eu estava com muito medo, porque caso eles entrassem, poderia ser um banho de sangue", afirmou.
Durante a meia hora de tensão, algumas pessoas que estavam no outro lado da rua começaram a atirar pedras contra a polícia e uma delas acabou acertando o braço de Casillas. O garçom pediu para que parassem imediatamente, como é possível ver no vídeo. "A ação policial foi desmedida. Havia mulheres feridas. Reconheço que votei no PP [Partido Popular], mas não concordo com isso, com um governo que se esconde atrás das pistolas", desabafou.
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Quem com ferro fere...



O PIG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA

SIP: Para conhecer melhor quem são

A sugestão do vídeo partiu de um internauta que preferiu o anonimato, mas que ainda assim presta um enorme papel à sociedade ao informar à Dilma e a todos nós quem são eles e quais os interesses que representam. Ela até pode ir ao encontro, mas é bom que saiba com quem está lidando, afinal, não é aceitável da presidente da República, sempre tão bem assessorada, desconhecer seus interlocutores.

DESESPERADOS ESTÃO ATACANDO OS CARROS SOM DO PT

A DERROTA LEVA AO DESESPERO 

Zezo Ferreira - Blog do Espalha Brasa

Os profissionais dos carros som, que estão prestando serviço na campanha vitoriosa de Lucineide 13, estão sendo perseguidos por agentes de trânsito da Polícia Militar, a mando do Comandante do 3° BPM, Coronel Antenor Oliveira, num ato de perseguição aos trabalhadores da propaganda. Carros do PT são parados e policiais fazem uma vistoria rigorosa, já os carros de Alexandre Von, candidato do Governador Jatene, são ignorados pela PM. Para nós é puro desespero pela derrota que já bateu na porta do candidato do Jatene, chefe maior dos derrotados.
Deveriam prender o Bonde do Já Era que está descendo a ladeira, rumo a derrota vergonhosa e triste.
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LULA SUGERE QUE CERRA SE APOSENTE



Saiu no Estadão: PARA LULA, TUCANO DEVERIA REQUERER APOSENTADORIA

Em comício com Haddad, ex-presidente voltou a criticar José Serra por ele ter deixado a Prefeitura no meio do mandato
Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no sábado, 29, em comício do candidato petista Fernando Haddad na zona leste da cidade, que o tucano José Serra deveria se aposentar e não concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo. “Serra está usando São Paulo como cabide de emprego. Ele devia requerer a aposentadoria, não a Prefeitura”, afirmou.
O ex-presidente criticou o tucano pelo fato de ele ter deixado o cargo de prefeito de São Paulo em 2006, antes de terminar o mandato, para concorrer ao governo do Estado.
Já os ataques ao líder nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), ficaram a cargo de Haddad e da ex-prefeita Marta Suplicy. Eles criticaram a proposta da passagem de ônibus proporcional do candidato do PRB – pela qual serão criadas tarifas diferenciadas, de acordo com a distância percorrida pelo usuário na cidade. “Essa ideia do Russomanno está totalmente errada”, disse Haddad. “Tomem cuidado, o único (candidato) que tem plano de governo é o Haddad”, defendeu Marta.
Família Russomanno. Como parte da estratégia da campanha petista de disputar os votos da periferia Russomanno, o irmão do líder nas pesquisa foi apresentado ontem como eleitor de Haddad. “Sabe quem é ele?”, perguntou a apresentadora. “Ele é irmão de Russomanno, mas vota no Haddad”, disse. Atila é candidato a vereador pelo PP, partido que faz parte da coligação que apoia o candidato petista.
A uma semana das eleições, coube a Lula convocar a militância petista para ir às ruas e pedir votos para o seu candidato. “Este é o apelo de um companheiro. Quem confiou na Marta, quem votou em mim e acreditou na Dilma tem de votar no Haddad agora.”
Mensalão. Lula fez ontem também uma referência indireta ao escândalo do mensalão. “Não foi fácil (fazer um bom governo). Não foi fácil porque a elite política brasileira não brinca em serviço. Eles não gostam quando eu falo, mas em 2005, eles tentaram dar um golpe no meu governo. Como tentaram dar e deram no João Goulart, como tentaram dar no Juscelino (Kubitschek) e como levaram o Getúlio Vargas à morte”, disse.
O ex-presidente sempre negou a existência do esquema de compra de votos no Congresso durante sua gestão. Agora, porém, o caso está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal e vários réus já foram condenados.
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ADVERTENCIA