sábado, 20 de outubro de 2018

DONO DA HAVAN INSUFLA ONDAS DE AGRESSÕES A JORNALISTAS


POR FERNANDO BRITO  
A Associação Brasileira de Jornalismo investigativo, Abraji, soltou ontem à noite nota denunciando 
news pró-Jair Bolsonaro, ameaçou (e cumpriu a ameaça) de espalhar para sua rede de 56 mil 
seguidores (e sabe Deus quantos replicadores mais) o telefone do repórter Ricardo Galhardo ligou 
para o empresário para ouvi-lo sobre a suspeita de que ele havia contratado envios de mensagens em 
massa.
“Quando perguntei sobre o assunto, ele me xingou, disse que iria ‘me f***er’ e que iria colocar meu 
telefone nas redes sociais”, relata o jornalista.
Ricardo, diz a nota, passou a receber diversas mensagens agressivas e ameaças pelo seu Twitter, 
depois que Hang colocou seu número exposto e o próprio aplicativo de mensagens, informado disso, 
retirou do ar a postagem do empresário.
A ousadia deste grupo de “Bolsonaristas da Grana” é escancarada e o TSE apenas gagueja diante 
ela.
Gravaram vídeos coagindo empregados, participaram de diálogos onde se expressam pela eleição de 
Bolsonaro no primeiro turno para “não gastar mais dinheiro”, agora açulam as hordas fascistas não 
contra a imprensa, mas até contra a pessoa física do jornalista e um jornalista de um veículo que não 
é nada hostil ao seu candidato.
Tanto que, vergonhosamente, o jornal, embora acionado para tomar as providências cabíveis, nem 
sequer posta uma chamada sobre a atitude ameaçadora do empresário, ao dar o número do telefone 
do jornalista depois de uma sequências de mensagens atacando a imprensa.
Nunca é pouco lembrar que este desclassificado transformou réplicas da Estátua da Liberdade em 
marca de seus estabelecimento. Viu-se que não por apreço à liberdade, mas por sabujismo aos 
Estados Unidos.
Mesmo diante disso, a Justiça Eleitoral e a grande imprensa acham que podem tratar o assunto como 
algo dentro da normalidade.
Não podem. Não há liberdade de imprensa se os jornalistas estão sujeitos, por exercerem seu 
trabalho e o seu direito de crítica, passam a sofrer ameaças estimuladas pelas redes sociais. Aliás, em 
relação a nós, que não dispomos de uma grande empresa a respaldar-nos, já sabemos que isso vem 
acontecendo.
Mas o fascismo é uma ameaça não à esquerda, mas á todos, e o episódio mostra bem isso.
Quando, depois, estas ameaças se transformarem em bordoadas, surras e tiros, não venham dizer que 
“não podem controlar” o exército de bestas-fera que insuflam.

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