sexta-feira, 19 de outubro de 2018

TSE E PGR FORAM OMISSOS DIANTE DE ATOS VIOLENTOS E FAKE NEWS, DIZ CNDH - TSE cancela coletiva desta sexta e só vai falar sobre escândalo do WhatsApp no domingo


Vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Darci Frigo questiona: "o 
procuradora-geral da República [Raquel Dodge], a presidente do TSE [Tribunal Superior 
Eleitoral, Rosa Weber] e as demais autoridades estavam onde, quando receberam essas 
denúncias, e não adotaram as providências necessárias para evitar que o processo eleitoral 
brasileiro chegasse ao [ponto] que chegou esta semana?".
TSE cancela coletiva desta sexta e só vai falar sobre escândalo do WhatsApp no domingo
O Tribunal Superior Eleitoral adiou para domingo (21), às 14h, a entrevista coletiva marcada 

para esta tarde para anunciar medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake 
news) nas redes sociais. A entrevista foi adiada por causa de incompatibilidades nas agendas 
dos participantes. A coletiva foi anunciada ontem (18) após o TSE receber cobranças sobre as 
medidas efetivas para impedir candidatos e partidos de compartilhar conteúdo falso durante a 
campanha eleitoral
TSE sabia e não fez nada, diz marketeiro sobre disparo de 
mensagens: Em reportagem publicada pelo Correio Brasiliense 
nesta sexta-feira (19), Marcelo Vitorino, marketeiro 
responsável pela campanha digital de candidatos como 
Geraldo Alckmin (PSDB), Marcelo Crivella (PRB) e 
Raimundo Colombo (PSD), afirmou que os disparos em massa 
de mensagens via WhatsApp eram de conhecimento do TSE: 
"todas as pistas de que isso ocorreria foram apresentadas, mas 
não se fez nada"

247, com Agência Brasil - Integrantes do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH)
disseram nesta sexta-feira (19) que as instituições brasileiras foram omissas diante dos atos de
violência e da disseminação de fake news associados às eleições no país, após uma reportagem do
jornal Folha de S. Paulo denunciar nesta quinta-feira (18) a campanha ilegal contra o candidato da
frente democrática, Fernando Haddad (PT), financiada por empresas apoiadoras de Jair Bolsonaro
(PSL) e que tem se baseia na divulgação de fake news (notícias falsas) no WhatSApp. Cada contrato
chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan.
"A procuradora-geral da República [Raquel Dodge], a presidente do TSE [Tribunal Superior
Eleitoral, Rosa Weber] e as demais autoridades estavam onde, quando receberam essas denúncias, e
não adotaram as providências necessárias para evitar que o processo eleitoral brasileiro chegasse ao
[ponto] que chegou esta semana?", perguntou Darci Frigo, vice-presidente do CNDH – órgão
autônomo, com 11 representantes da sociedade civil e 11 do Executivo, Legislativo e Judiciário. As
declarações foram feitas em meio à apresentação de motivos da nota de repúdio que o colegiado
divulgou ontem (18). No texto, o grupo cobra das autoridades brasileiras de todos os Poderes ações
objetivas diante das últimas ocorrências de violência.
O vice-presidente do conselho lembrou que a incitação à violência é crime e não foi adotada
qualquer medida diante de gestos de candidatos que, segundo ele, se enquadram na situação. "Outra
coisa são as fake news que já vínhamos alertando", disse ao citar a suspeita de impulsionamento de
notícias falsas pelo Whatsapp contra o PT. Para ele, essa notícia deveria ter sido identificada pelo
grupo de trabalho da Justiça Eleitoral.
A presidente do colegiado e defensora pública Fabiana Severo descartou que o CNDH defenda a
anulação das eleições. Para Fabiana, seriam necessárias medidas previstas na Constituição para
garantir um processo democrático e transparente. Segundo a defensora, ainda há tempo de as
instituições enviarem mensagem mostrando que são fortes o suficiente para agir em defesa da
democracia. "E não uma mensagem de que tudo está transcorrendo dentro da normalidade", afirmou.

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