segunda-feira, 10 de setembro de 2018

PELA 2ª VEZ EM DOIS ANOS, RENATO, JOVEM, NEGRO E PETISTA, FOI VÍTIMA DA VIOLÊNCIA POLICIAL NO PARANÁ; ASSISTA AO EMOCIONANTE DEPOIMENTO DELE À CDHM EM 2016



Renato Almeida Freitas Jr., candidato a deputado estadual no Paraná, jovem, negro, e petista 
foi baleado no começo da noite deste domingo pela pela Guarda Municipal de Curitiba durante 
panfletagem na Praça do Gaúcho -ele levou tiros de bala de borracha à queima-roupa em uma 
das mãos e nas costas; assista o vídeo impressionante que ele fez no camburão em que era 
transportado pelos policiais e postou, ao vivo, em sua página no Facebook, às 19h51

por Conceição Lemes
Na noite deste domingo, 9/9, Renato de Almeida Freitas Jr, candidato a deputado estadual pelo PT
do Paraná, foi alvejado à queima-roupa pela Guarda Municipal de Curitiba com dois tiros de bala de
borracha. Feriram as suas costas e mão.
Em nota, o dr. Rosinha, presidente do PT Paraná, denunciou a violência policial contra candidatos do 
PT no Estado.
Rosinha citou nominalmente Renato Almeida e Edna Dantas, também candidata a deputada estadual
pelo PT/PR:
(..) mesma forma, no dia 07, durante o desfile cívico, Edna Dantas, candidata a deputada estadual
pelo PT-PR, realizava manifestação em prol da libertação do presidente Lula junto a outros
militantes do partido e foram agredidos e detidos pela Polícia
(…)
A única explicação que eu tenho é porque ambos são negros, do PT e dos movimentos sociais.
A violência policial deste domingo contra Renato não foi primeira.
Em 25 de agosto de 2016, por ser negro, ele foi preso, espancado e humilhado pelas forças policiais
do Paraná.
Renato é advogado criminalista e ativista de direitos humanos. Na época, era candidato a vereador de
Curitiba pelo Psol.
O caso deu tanta repercussão que, em 14 de setembro de 2016, ele depôs à Comissão de Direitos
Humanos da Câmara dos Deputados (veja os vídeos acima).
Filho de migrantes pobres nordestinos, Renato nasceu em Sorocaba, interior de São Paulo.
Ele formou-se advogado graças aos programas de inclusão dos governos Lula e Dilma.
O depoimento dele é emocionante.
Vale a pena assisti-lo na íntegra.
O primeiro vídeo, no topo, é do depoimento propriamente dito.
O segundo contém as suas considerações finais.
Aí, ele revela que a OAB do Paraná nunca fez uma nota de desagravo à prisão dele em 2016, quando
já era advogado.
Renato, portanto, é vítima do racismo sistemático da polícia.
Ou seja, 2: A polícia do Paraná está cerceando violentamente a liberdade de expressão e os direitos
políticos de um político/advogado negro.

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