segunda-feira, 10 de setembro de 2018

EM DEBATE DA TV BOULOS RIDICULIZA O MEIRELLES: NÃO VOU CHAMAR O MEIRELLES, VOU TAXAR O MEIRELLES


Num debate esvaziado e desanimado apenas com os candidatos do segundo pelotão da corrida 
presidencial na TV Gazeta em São Paulo, o momento mais caloroso do debate foi quando 
Guilherme Boulos confrontou Henrique Meirelles: “Você tem como slogan Chama o Meirelles. 
Eu não vou chamar o Meirelles, eu vou taxar o Meirelles”.
247- A TV Gazeta, o jornal Estado de S.Paulo, a Jovem Pan e o Twitter promoveram um debate 
esvaziado e desanimado apenas com os candidatos do segundo pelotão da corrida presidencial. A 
ausência de Lula e Bolsonaro tornou o encontro em apenas mais um evento da indústria dos debates 
eleitorais. O momento mais caloroso do debate foi quando Guilherme Boulos confrontou Henrique 
Meirelles: “Você tem como slogan Chama o Meirelles. Eu não vou chamar o Meirelles, eu vou taxar 
o Meirelles”, citando a fortuna de R$ 420 milhões de Meirelles.
Participaram do encontro Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e Álvaro 
Dias. O confronto entre Boulos e Meirelles aconteceu quando o candidato do PSOL perguntou ao do 
MDB ele faria para baixar os juros bancários.
"Se a Caixa Econômica e o Banco do Brasil baixarem os juros, os bancos privados têm que seguir, 
para não perder a clientela", diz Boulos. "Aqui no Brasil, os nossos governos se tornaram reféns do 
sistema financeiro."
Meirelles devolveu a pergunta dizendo que o Brasil não se divide em quem gosta ou não de Lula, 
mas em quem trabalha e quem não trabalha. O candidato do MDB prometeu criar 10 milhões de 
empregos.
“Você tem como slogan Chama o Meirelles. Eu não vou chamar o Meirelles, eu vou taxar o 
Meirelles”, retrucou Boulos, citando a fortuna de R$ 420 milhões de Meirelles como uma das 
fortunas a serem taxadas.
Durante debate, Ciro Gomes, afirmou que Sérgio Moro ‘não consegue demonstrar uma prova 
sequer’ de crime cometido pelo ex-presidente Lula. Para ele, Lula foi condenado pelo ‘conjunto de i
indícios’.
Três dos candidatos de direita escolheram começar sua participação com declarações genéricas "pela
pacificação do país", referindo-se ao ataque sofrido por Bolsonaro. Foram Alckmin, Marina e Meirelles.
Meirelles atacou Alckmin no tema oportunista da "pacificação": "O senhor prega a pacificação, no 
entanto, quando Bolsonaro ainda estava na sala de cirurgia, seu programa o atacava fortemente. Isso 
não é uma atitude de radicalização?". Alckmin afirmou que o emedebista "não viu" seu programa. 
"Nunca pregamos a violência. Sou contra qualquer tipo de radicalismo."

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