
Em novo laudo divulgado nesta quarta (16), peritos da Polícia Federal afirmam que não
encontraram referências ao sítio de Atibaia nos sistemas Drousys e MyWebDay, utilizados pela
Odebrecht para distribuir propina.
(...) Os peritos vasculharam 11 discos rígidos e dois pendrives com o conteúdo do chamado Setor de
(...) Os peritos vasculharam 11 discos rígidos e dois pendrives com o conteúdo do chamado Setor de
Operações Estruturadas, usado pela empreiteira para organizar as contribuições ilícitas.
A PF diz ter analisado 1,9 milhão de arquivos. Destes, 842 apresentaram sinais de adulteração. Dessa
A PF diz ter analisado 1,9 milhão de arquivos. Destes, 842 apresentaram sinais de adulteração. Dessa
forma, 99,9% do conteúdo é íntegro.
“Não foram encontradas, no contexto da ação penal, até a data de emissão deste laudo, nas pesquisas
“Não foram encontradas, no contexto da ação penal, até a data de emissão deste laudo, nas pesquisas
efetuadas no material examinado (Sistema Drousys e Sistema MyWebDay), documentos ou
lançamentos que façam referências a termos tais como Atibaia, Sítio e Santa Bárbara”, escreveram
os peritos.
Em tempo: sobre isso, não deixe de ler a nota divulgada na noite desta quarta-feira, 16/V, pelos
advogados do Presidente Lula:
Ao contrário foi que foi divulgado por alguns veículos de comunicação, o laudo apresentado na data
Ao contrário foi que foi divulgado por alguns veículos de comunicação, o laudo apresentado na data
de hoje (16/05) pela Polícia Federal nos autos da Ação Penal nº 5021365-32.2017.4.04.7000/PR não
estabeleceu qualquer vínculo entre uma planilha apresentada por ex-executivo da Odebrecht e o sítio
de Atibaia (Sítio Santa Bárbara) frequentado pela família do ex-presidente Lula, de propriedade da
família Bittar.
Diz o laudo pericial textualmente: “Não foram encontradas, no contexto da Ação Penal, até a data da
Diz o laudo pericial textualmente: “Não foram encontradas, no contexto da Ação Penal, até a data da
emissão deste laudo, nas pesquisas efetuadas no material examinado (Sistema Drousys e Sistema
MyWebDay), documentos ou lançamentos que façam referência a termos tais como ATIBAIA,
SÍTIO e SANTA BÁRBARA” (p. 61).
Por outro lado, o mesmo laudo pericial, com o claro objetivo de ofuscar recente decisão proferida
pelo Supremo Tribunal Federal que afastou qualquer vínculo entre elementos anexados a essa ação
penal e a competência da Justiça Federal de Curitiba (Pet. 6780/STF), fez descabidas referências a
recursos provenientes de contratos da Petrobras.
Busca-se com isso, uma vez mais, contornar os critérios legais de competência por meras
Busca-se com isso, uma vez mais, contornar os critérios legais de competência por meras
referências, sem qualquer base concreta, a valores provenientes da Petrobras, exatamente como fez a
denúncia.
A acusação se reportou a 7 contratos específicos da Petrobras, nenhum deles analisado pelo laudo
pericial. Como a defesa demonstrou que nenhum valor desses contratos foi destinado ao ex-
Presidente Lula, agora busca-se criar um “caixa geral” com recursos da Petrobras com base em mera
retórica como antídoto à prova da defesa.
O laudo pericial, nessa perspectiva, buscou criar uma nova fórmula em branco para a escolha da
O laudo pericial, nessa perspectiva, buscou criar uma nova fórmula em branco para a escolha da
jurisdição de acordo com a conveniência dos agentes envolvidos, o que colide com a garantia
constitucional do juiz natural (CF/88, art. 5º, LIII) e por isso é inaceitável.
Lula jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida da Odebrecht ou de qualquer outra
Lula jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida da Odebrecht ou de qualquer outra
empresa.
CRISTIANO ZANIN MARTINS E VALESKA TEIXEIRA MARTINS
CRISTIANO ZANIN MARTINS E VALESKA TEIXEIRA MARTINS
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