quarta-feira, 16 de maio de 2018

QUEM PAGA A DIÁRIA DO JUDGE MURROW NO HOTEL PIERRE, DE NY?


Ele vai para o horário eleitoral do Doria!

do Blog do Kennedy Alencar:

A foto de Doria com Moro é uma excelente peça de campanha para um candidato a governador do 
PSDB que disse que visitaria Lula em Curitiba. Para o juiz que colocou o petista na cadeia, é mais 
um exemplo de suas afinidades eletivas. Nem foi a primeira pose ao lado de um tucano. Sem 
surpresa. Doria estava na dele e no ambiente dele. O magistrado só foi imprudente, dirão, porque, 
afinal, ele pode tudo.
Pior mesmo foi o discurso de Moro, uma análise política rasa sobre corrupção e democracia, uma 
mistura de lição de moral com falsa modéstia, um chamado aos empresários para que não caiam nas 
garras desses políticos malvados e corruptos.
O juiz disse que hesitou a respeito da possibilidade de receber o prêmio “Person of the Year”, da 
Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, porque não sabia se um magistrado, nas palavras dele, 
“deve chamar esse tipo de atenção”. Segundo Moro, “Judiciário e juízes devem atuar com modéstia, 
de maneira cuidadosa e humilde”.
Sem dúvida, é uma ponderação correta e totalmente em sintonia com o traje a rigor da noite de gala, 
anual e nova-iorquina, que já virou símbolo da cafonice e do complexo de vira-latas da elite 
brasileira.
Para um juiz que interveio ilegalmente no processo político em 2016, divulgando uma gravação de 
Dilma e Lula ao arrepio da lei, traz enorme conforto o ensinamento de que, “apesar de dois 
impeachments presidenciais e um ex-presidente preso, não houve e não há sinais de ruptura 
democrática”.
Realmente, não merece crédito nenhuma teoria conspiratória sobre o interesse dos Estados Unidos 
nas consequências da Lava Jato em relação às grandes empresas brasileiras que eram competidoras 
das americanas na América Latina e na África. É detalhe o Departamento de Justiça dos EUA 
considerar normais e produtivos os contatos informais com procuradores e magistrados brasileiros. 
Softpower pouco é bobagem. Que se dane a mulher de César.
A servidão voluntária de uma elite deslumbrada, apegada ao auxílio-moradia e outros privilégios de 
casta, faz o serviço completo e ainda agradece a homenagem _porque abaixo do Equador o Supremo 
segura a barra, legaliza e avaliza a coisa toda.

Em tempo: não há cafonice pior do que usar lencinho com smoking, não é isso Glorinha Khalil? 
Esse João Agripino pensa que grana encobre cafonice... PHA

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