sexta-feira, 13 de abril de 2018

PROCURADOR DO "SANTO" É PRIMO DE "MADAME AGRIPINA", O "GRIPADO" DA ODEBRECHT


Segura o meu que eu seguro o teu.Procurador procurou o que queria achar (Divulgação/MPF)

BLINDADO, ALKCMIN DEPÔS EM SIGILO AO STJ ANTES DE FICAR DE FORA DA 
LAVA JATO....E ASSESSOR DE EX-SECRETÁRIO DE ALCKMIN É PROMOTOR NO 
CASO DO TUCANO

O procurador que tirou Geraldo Alckmin da mira da Lava-Jato é primo-irmão de um velho aliado do
tucano. Luciano Mariz Maia, o vice-procurador-geral da República, é primo de José Agripino Maia,
o senador do DEM. Ontem o procurador pediu ao Superior Tribunal de Justiça que enviasse o
inquérito contra Alckmin à Justiça Eleitoral, e não ao braço paulista da Lava-Jato.
Na prática, isso significa um salvo-conduto para o tucano disputar a eleição sem ter problemas com a
polícia, como escrevi na coluna de hoje. Em 2006, Agripino quase virou vice de Alckmin na eleição
presidencial. Ele reivindicou a vaga, mas foi preterido pelo então senador José Jorge.
Em tempo: Gripado é o apelido de Agripino Maia na famosa lista de alcunhas da Odebrecht
Madame Agripina

O vice-procurador geral da república, Luciano Mariz Maia, depois que o colunista Bernardo de
( o apelido vem de uma gravação onde ele dizia que não se podia deixar “rabos de palha” na compra 
de votos), correu a dar explicações à imprensa sobre a decisão de retirar Geraldo Alckmin da Lava 
Jato .
Suas explicações são comoventes: Geraldo Alckmin recebeu dinheiro “por fora”, em espécie, mas o 
destino santificado da bufunfa era apenas a campanha eleitoral, por isso não há corrupção?
Se o dinheiro é “por fora”, entregue a um cunhado do governador, o que garante ser apenas 
“contribuição de campanha”?
O “caixa dois” virou “caixa um”, como?
Uma “lavagem de dinheiro ao contrário?
Mariz Maia, vice e homem de confiança de Raquel Dodge, a Procuradora-Geral, diz na Folha que 
explicou aos procuradores da Lava Jato que “não se manda para uma força-tarefa um feito judicial. 
Se manda para o juízo natural. O juízo natural de uma apuração eleitoral é o juízo eleitoral.”
O juízo natural das investigações sobre o apartamento do Guarujá seria a Justiça paulista, tanto que 
lá foram processados e julgados (e absolvidos!) todos os envolvidos nas controvérsias da passagem 
da construção do condomínio.
Todos, menos Lula, que foi mandado “para uma força-tarefa”, o açougue de Curitiba.
O vice de Dodge chega ao ponto de comover um frade de pedra ao isentar Alckmin de atos de 
corrupção:
“Se foi feita uma delação em 2016 dizendo que eu dei [recursos] em 2010 imaginando que eu iria me 
beneficiar, dei em 2014, imaginando que fosse me beneficiar, ora, em 2016 eu já terei condições de 
dizer do que me beneficiei. Nas delações ele [Benedicto Júnior] não disse em que se beneficiou. 
Então, por isso, eu só tinha, em novembro de 2017, autoridade de requisitar abertura de um inquérito 
para o (artigo do código eleitoral) 350 [caixa dois]. Simples assim.”
Simples, não é, doutor?
Apesar do descortínio do Dr. Mariz Maia (para quem conhece o Nordeste, um condensado de 
oligarquias) o “Santo” entrou em process0 de desidratação.
E não tem volta, porque está mais que evidente que o seu voto, com as bençãos de João Dória, 
migrou para o ex-capitão.
Como disse o procurador, “cada qual com seu cada qual”.

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