quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A ELEGANCIA DE COMO MANDAR A M...... BOLSONARO E SUS MACACOS


Juninho Pernambucano, a voz solitária e necessária no meio futebolístico brasileiro

Nunca pensei que diria isso de um jogador de futebol – em geral, burros e coxinhas –, ainda mais um 
jogador de futebol/comentarista da TV Globo, mas eis que a vida mais uma vez me surpreende: 
Juninho Pernambucano é o maior ídolo que eu terei hoje.
Ele só precisou publicar em suas redes oficiais uma pesquisa que mostrava que (óbvio!), o Brasil, 
como alguns países ocidentais – o mundo, eu teria a ousadia de dizer – tem se tornado mais 
conservador, para ter que lidar com um exército de Bolsominions munidos até os dentes com 
xingamentos e frases feitas.
Quando ele pediu que os fãs de Bolsonaro parassem de seguí-lo, o arerê esteve completo.
Até Flávio Bolsonaro – quem? – se disse decepcionado com Juninho Pernambucano. O jogador – 
como você, leitor, deve ser capaz de prever – realmente não se importa.
Ele rebateu dizendo que não faz questão de andar ao lado de gente preconceituosa. Fofo.
Os bolsominions usaram o mesmo modus operandi de sempre: disseram que as críticas eram 
preconceituosas e baseadas em mentiras e que essa gente de esquerda é cheia de ódio no coração.
Vencido e sem argumentos, Flávio Bolsonaro encerrou a treta dizendo que Juninho Pernambucano é 
um militante pró-Dilma. Todo direitista imbecilizado encerra uma discussão política com “fora petê” 
ou equivalentes.
Juninho Pernambucano decerto deu de ombros – como gastar energia com gente que não tem 
argumento? Um jogador de futebol deve ter mais o que fazer.
O jogador de futebol em questão, aliás, é uma voz solitária e necessária no meio futebolístico. 
Jogadores de futebol quase nunca falam de política/questões sociais (e quando inventam de falar, 
santo deus, seria melhor ser surda).
Juninho Pernambucano não: ele posta sobre política mundial, práticas sociais progressivas e está 
conectado com o sistema-mundo. Ele bate de frente com a emissora golpista para a qual trabalha.
Diferente da machista casta de jogadores de futebol que temos no Brasil, ele se importa com coisas 
que realmente importam – e que não incluem necessariamente lanchas em Noronha e festinhas em 
Ibiza. E ainda por cima coloca bolsominions em seu devido lugar – o lugar da insignificância, claro.
Me liga, Juninho.

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