sábado, 16 de setembro de 2017

PRODUÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NO PIAUÍ JÁ SUPERA O CONSUMO NO ESTADO


Os ventos que sopram no Piauí, principalmente no semiárido, estão entre os mais adequados 
do mundo para a geração de energia eólica, de acordo com a Associação Brasileira de Energia 
Eólica (Abeeólica), que reconhece o estado como o quarto maior produtor do País de energia 
eólica com 1.085 MW; segundo o governo, as usinas no Piauí totalizam R$ 6,5 bilhões em 
investimentos e as próximas a serem inauguradas, R$ 6,2 bilhões; também há uma em estudo, 
na qual está previsto um aporte de R$ 24 bilhões, e geração de 4 GW; o estado também se 
prepara alavancar na geração de energia a solar; “Nós temos uma característica de ventos 
fortes e mais constantes à noite e o que não falta é sol durante o dia, o ano todo”, diz o 
governador Wellington Dias.

Piauí 247- Os ventos que sopram no Piauí, principalmente no semiárido, estão entre os mais 
adequados do mundo para a geração de energia eólica, de acordo com a Associação Brasileira de 
Energia Eólica (Abeeólica). A instituição reconhece o estado como o quarto maior produtor do País 
de energia eólica com 1.085 MW, gera energia bem acima do seu consumo mensal de 876 MW, pelos 
3,2 milhões de habitantes. Atualmente, existem no Piauí 36 parques eólicos em funcionamento, e 
outros 27 estão em construção. De acordo com o governo, as usinas no estado - Delta 1, Padra do 
Sal, Araripe I, Araripe II, Araripe III e Chapada do Piauí - totalizam R$ 6,5 bilhões em 
investimentos e, juntas, somam 1.085 MW.
As próximas usinas a serem inauguradas - Caldeirão Grande I e II, Delta do Parnaíba II, Ventos São 
Vicente e Lagoa do Barro - somam R$ 6,2 bilhões e 1.074 MW. Também há uma usina em estudo 
(Serra da Ibiapaba), na qual estão previstos R$ 24 bilhões em investimentos e geração de 4 GW.
A qualidade e a constância do vento são fundamentais para o sucesso do negócio, avalia Mário 
Araripe, presidente da Casa dos Ventos, a maior investidora no Piauí no ramo, já tendo injetado no 
Estado R$ 7,2 bilhões desde 2008. “Principalmente na região do semiárido (onde estão a maioria das 
usinas), os ventos localizados a 120 metros do solo são constantes. Além disso, há muito espaço para 
a instalação de torres, diferentes do que ocorre no litoral do Estado”, diz ele.
O mais recente parque eólico do estado foi inaugurado em junho deste ano, o Complexo Eólico 
Araripe III, nas cidades de Simões e Marcolândia e Araripina, divisa do Piauí com Pernambuco. 
Segundo o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luís Coelho, o complexo 
eólico (que inclui o Araripe I e Araripe II) é o maior do Nordeste. O investimento é de R$ 1,8 bilhão. 
Só em arrendamento de propriedades, a empresa aplicou R$ 20 milhões.
Além da implantação dos parques em Ventos do Araripe III, a Casa dos Ventos foi responsável pela 
construção de uma linha de transmissão de 35 quilômetros para conectá-los ao Sistema Interligado 
Nacional (SIN). Entre outras empresas de energia eólica instaladas no Piauí, estão a ControlBrasil, 
Chesf e Casa Brasil.
Produtividade acima da média
Beneficiando-se da qualidade do vento, a produtividade das usinas instaladas no Piauí é superior à 
média do setor. O diretor executivo da Casa dos Ventos, Clécio Eloy, afirma que, “enquanto em 
outros locais você tem meses com FCL (produtividade) de 20% e meses com FCL de 70 a 80%, aqui 
no Piauí é sempre de 50% a 70%”.
Isso fez com que, no dia 7 de junho de 2017, o fator de capacidade líquido (FCL) do Piauí alcançasse 
a marca recorde de 83%, uma produtividade considerada espetacular.
O secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luís Coelho, explica que a atração de 
usinas de energia limpa para o Piauí é boa porque, além de movimentar a economia local, com 
geração de emprego e impacto no desenvolvimento da região, torna o estado contribuinte com a 
preservação do meio ambiente.
Luís Coelho lembra que a procura de novas empresas não para. “Todo dia, um novo parque é 
inaugurado. No Piauí tem um parque entrando no sistema e outro se iniciando”, enfatiza.
Para manter a ideia das empresas de se instalar no Piauí, o Governo criou o Programa Piauiense de 
Produção de Energia Limpa (Propidel), que prevê a adoção de tratamento tributário diferenciado 
para as empresas que fabricarem equipamentos e insumos destinados à geração de energia eólica e 
solar. A Secretaria de Mineração é a responsável por administrar o programa.
Energia Solar
Além do potencial em energia eólica, o estado prepara-se para a solar. “Nós temos uma característica 
de ventos fortes e mais constantes à noite e o que não falta é sol durante o dia, o ano todo”, explica o 
governador Wellington Dias.
Ainda em 2017, será inaugurada a usina Sertão I/Sobral I, no município de João Costa, semiárido 
piauiense. O complexo da empresa GPG/Gransolar tem investimentos de R$ 360 milhões e 
capacidade de produzir 60 MW de energia.
Também até o final do ano, outra empresa, a Enel Green Power Brasil, deve inaugurar a usina Nova 
Olinda, nos municípios de Ribeira do Piauí, São João e Brejo do Piauí, com uma capacidade de 
produção de 210 MW e investimentos de R$ 1,2 bilhão.
Enquanto isso, há projetos prontos para 8 novas usinas de energia solar, faltando apenas o leilão da 
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). São empresas envolvidas a Fotowavio, Renobrax 
Energia, Brite, Bartolomeu, Renovax Energia, Gransolar, Vensobras, Enel Green Power e Celeo 
Redes. Ao todo, a capacidade de produção nessas oito usinas será de 1.420 MW.

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