quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

CRISE NA FACÇÃO DE CU...NHA E TEMER. PICCIANI PODE VOLTAR A LIDERAR O PMDB NA CAMARA



Jornal GGN - Destituído da liderança do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani 
(PMDB-RJ) irá protocolar um documento com 38 assinaturas de colegas da bancada para retomar o 
posto. A ala oposicionista do partido tirou Picciani da liderança da legenda no dia 9 de dezembro, 
colocando no lugar Leonardo Quintão, de Minas Gerais.
Picciani era inicialmente ligado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mas ganhou 
independência e se aproximou do Planalto. Ele se tornou um dos principais interlocutores do governo 
junto ao PMDB, gerando incômodo com o vice-presidente da República, Michel Temer.

Do Congresso em Foco: Picciani já tem votos para retomar liderança do PMDB

Líder destituído conseguiu 38 assinaturas de colegas de partido na Câmara para voltar ao cargo. 
Bancada tem 69 representantes
O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) garante que volta à liderança do PMDB na Câmara nesta 
quinta-feira (17). Ele vai protocolar na Secretaria Geral da Mesa da Câmara ainda pela manhã um 
documento com 38 assinaturas de colegas da bancada do seu partido solicitando formalmente sua 
recondução ao cargo de líder. O partido tem 69 deputados. Picciani só não protocolou o documento 
nesta quarta-feira pedindo seu retorno porque o protocolo da Câmara estava fechado.
Picciani tinha sido destituído no dia 9 deste mês pela ala oposicionista do partido. Em seu lugar 
assumiu Leonardo Quintão (MG). Desde que deixou o cargo, Picciani pediu apoio a vários colegas e 
conseguiu virar o voto de alguns anteriormente favoráveis à sua saída. Ele também convenceu pelo 
menos dois deputados considerados independentes a assinar a carta de apoio.
Inicialmente ligado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Picciani se afastou do 
padrinho, ganhou independência e se aproximou do Palácio do Planalto. Terminou por se 
transformar no interlocutor preferido da presidente Dilma Rousseff junto ao PMDB, o que causou 
ciúmes políticos do vice-presidente da República e presidente nacional da legenda, Michel Temer, 
que revelou o incômodo com o papel de Picciani em carta-desabafo à presidente Dilma.
“Sou o presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai 
para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu vice e presidente do partido”, reclamou 
Temer. Dois dias após a carta, Picciani foi destituído da liderança pela ala oposicionista da bancada.
Contexto
Na reforma ministerial anunciada pela presidente Dilma na primeira semana de outubro, Picciani 
ganhou força. Ele indicou os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e o da Ciência e Tecnologia, Celso 
Pansera. Tal intimidade política com o Planalto irritou a ala oposicionista do PMDB que passou a 
articular a saída do então líder.
Picciani não ganhou esse poder sozinho. Teve ajuda do atual governador do Rio de Janeiro, Luiz 
Fernando Pezão, e do ex ocupante do cargo Sergio Cabral Filho. O parlamentar é filho de Jorge 
Picciani, deputado estadual no Rio de Janeiro, e tem apoio do prefeito carioca Eduardo Paes.
Leonardo Picciani caiu em desgraça na bancada imediatamente após indicar os representantes do 
partido para compor a comissão processante do impeachment da presidente Dilma. Ele escolheu a 
dedo governistas comprometidos com a rejeição do pedido de afastamento presidencial, posto em 
curso na Câmara, há cerca de duas semanas, por Eduardo Cunha.
A briga entre as alas governistas e oposicionistas do partido levou o governo, e o próprio Picciani, a 
tentar filiar deputados governistas ao PMDB. Este movimento desencadeou um mal-estar interno na 
sigla, chegando ao extremo nesta quarta-feira (16), quando a comissão Executiva Nacional da 
legenda decidiu criar uma barreira para a filiação de novos deputados federais. Pela decisão, somente 
depois de parecer com teste ideológico do próprio colegiado para saber se o pretendente a entrar no 
PMDB fará oposição ou apoiará o governo Dilma. Agora, o jogo mudou novamente.
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