Jornal GGN - A Mesa Diretora da Câmara rejeitou há pouco a lista com as 36 assinaturas recolhidas
por Leonardo Picciani (PMDB) para retornar à liderança do PMDB na Casa. O órgão, presidido por
Eduardo Cunha (PMDB), argumentou que a assinatura do deputado Vitor Valim não é válida porque
consta também na lista anterior, que pedia a substituição de Picciani por Leonardo Quintão (PMDB).
Picciani prometeu recorrer e buscar novos apoios, segundo informações da Agência Brasil.
Picciani havia reunido assinaturas de mais da metade da bancada - 36 de 69 parlamentares - para
Picciani havia reunido assinaturas de mais da metade da bancada - 36 de 69 parlamentares - para
poder voltar à liderança, mesmo contrariando a vontade do vice-presidente Michel Temer (PMDB),
dirigente nacional do partido. Temer articulou a saída de Picciani um dia após escrever uma carta
pública à presidente Dilma Rousseff, criticando o fato de ter sido preterido pelo deputado durante as
negociações da reforma ministerial.
"Acho que fui vítima de um instrumento de força que é ruim para o partido, que constrange os
deputados. Fui obrigado a fazer a lista porque foi a única forma de retornar à liderança e manter
o calendário de eleição [para que novo líder seja escolhido em fevereiro do próximo ano].
Lamento que isto tenha ocorrido, mas agora restauramos a decisão democrática”, disse Picciani.
A Folha de S. Paulo desta quinta publicou que o Planalto fez uma "força-tarefa" para ajudar Picciani
a retornar ao cargo, escalando ministros do PMDB - Celso Pansera, Kática Abreu e Marcelo Castro -
para pressionar deputados. Por parte do governo, também houve, segundo a Folha, ameaça de
retomada de cargos comissionados e corte de emendas parlamentares caso os deputados não
colaborassem.
As assinaturas protocoladas hoje por Picciani foram obtidas devido ao retorno de alguns filiados que
As assinaturas protocoladas hoje por Picciani foram obtidas devido ao retorno de alguns filiados que
ocupavam cargos no estado do Rio de Janeiro e foram exonerados, reassumindo vagas na bancada da
Câmara, e pela mudança de posição de alguns parlamentares. Entre os deputados fluminenses, estão
Marco Antonio Cabral que estava no comando da Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude
do estado, e Pedro Paulo Carvalho, que era Secretário municipal da Casa Civil do Rio de Janeiro.
Temer ainda trabalhou para impedir a filiação de novos membros ao PMDB, como parte da
estratégia de Picciani de aumentar a bancada para obter mais assinaturas favoráveis ao seu retorno à
liderança na Câmara.
A iniciativa de Temer foi criticada por peemedebista, denotando o racha na legenda desde que o vice-
presidente endereçou uma carta pública à presidente Dilma Rousseff, sinalizando ressentimento. O
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), chegou a dizem ontem que Temer também é
responsável pela crise política que envolve o governo.
______________________________________________
Nenhum comentário:
Postar um comentário