“Para a Globo, nossa greve não existe”, disse a presidenta da sindicato dos professores da rede
estadual de ensino de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, em ofício ao
diretor geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel; “Como concessão pública, deve
Pela Rede Brasil Atual
A presidenta da sindicato dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo (Apeoesp), Maria
cumprir seu papel de informar à população sobre todos os fatos que a possam interessar e,
também, dará voz a a todos aqueles que não estão satisfeitos com a realidade da escola pública
estadual”.
Pela Rede Brasil Atual
A presidenta da sindicato dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo (Apeoesp), Maria
Izabel Azevedo Noronha, encaminhou nesta segunda-feira (23) ofício ao diretor geral de jornalismo
da Rede Globo, Ali Kamel. Na correspondência, enviada pela primeira vez ao jornalismo da
emissora, que historicamente boicota o movimento, ela informa que os professores da rede estadual
estão em greve desde o último dia 13.
“Para a Globo, nossa greve não existe. Coincidentemente ou não, é a mesma versão do governo
“Para a Globo, nossa greve não existe. Coincidentemente ou não, é a mesma versão do governo
estadual”, afirma a dirigente no comunicado, referindo-se às declarações do governador Geraldo
Alckmin (PSDB), que nega a existência do movimento grevista ao mesmo tempo que afirma se tratar
de uma novela que se repete anualmente.
Maria Izabel questiona o fato de os telejornais da emissora terem dado grande destaque às
Maria Izabel questiona o fato de os telejornais da emissora terem dado grande destaque às
manifestações do dia 15 deste mês, contra o governo federal, no mesmo local da assembleia dos
professores, e não ter dado cobertura ao movimento. De acordo com a Apeoesp, na última sexta-feira
(20), 135 mil professores estavam em greve, o que corresponde a 60% da categoria em todo o estado.
Ainda segundo ela, “a ética e o bom jornalismo determinam que todas as partes envolvidas em
Ainda segundo ela, “a ética e o bom jornalismo determinam que todas as partes envolvidas em
determinado fato sejam ouvidas e que sejam divulgadas suas posições”. A dirigente acrescenta que,
“se a Rede Globo defender, de fato, a liberdade de expressão, deve cumprir as normas do Estado
democrático de direito".
“Como concessão pública, deve cumprir seu papel de informar à população sobre todos os fatos que
a possam interessar e, também, dará voz a a todos aqueles que não estão satisfeitos com a realidade
da escola pública estadual.”
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