quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

“Apoio do PMDB a Cunha não muda nada. Somos favoritos”, diz petista


Ao GGN, Paulo Teixeira afirmou que campanha de Arlindo Chinaglia à presidência da 
Câmara cresceu, mas trabalha com hipótese de segundo turno contra Eduardo Cunha.

Cíntia Alves

Jornal GGN – O deputado federal Paulo Teixeira disse em entrevista ao GGN que o apoio da executiva nacional do PMDB à candidatura de Eduardo Cunha, na disputa pela presidência da Câmara, não muda “absolutamente nada” para o PT e seu candidato, Arlindo Chinaglia.
Na tarde desta quarta-feira (14), Michel Temer, vice-presidente da República e dirigente nacional do PMDB, comunicou que o partido apoia não só a empreitada de Cunha como a tentativa de reeleição de Renan Calheiros à presidência do Senado.
A notícia repercutiu na imprensa como uma resposta do PMDB ao Palácio do Planalto. Nas últimas semanas, a ala ligada a Renan não escondeu a insatisfação com o fato de Dilma Rousseff ter reduzido o espaço dos peemedebistas na Esplanada dos Ministérios. Além disso, eles sustentam que está em curso uma campanha para reduzir o poder de fogo do PMDB no Congresso, com a criação de partidos novos.
Para Paulo Teixeira, o anúncio de Temer não configura nenhuma “saia-justa” com o governo e tampouco terá impacto na candidatura de Chinaglia. O petista, que acompanha de perto a busca por votos no correligionário, indicou que o PT já esperava esse tipo de atitude do PMDB.
“Evidentemente que nosso partido tomou essa posição um mês atrás (de ter um candidato próprio e não apoiar Eduardo Cunha). O fato de o PMDB ter declarado, um mês depois, o apoio a Cunha, para nós, não muda absolutamente nada", disse.
Na visão do parlamentar, Chinaglia reúne as melhores condições de sair vitorioso da eleição que ocorre em 1º de fevereiro em função do cenário político atual. “Chegamos a meados de janeiro como favoritos porque a candidatura de Arlindo conseguiu atrair um grande número de apoio. Isso porque o conjunto dos deputados passou por um momento eleitoral difícil, e a população quer que o Parlamento tenha papel decisivo na agenda de mudanças. Então, das candidaturas postas, a do Arlindo é a que representa essa capacidade de dar ao Parlamento um papel propositivo”, argumentou.
Segundo Teixeira, o PT estima, até o momento, contar com o apoio de quase 240 deputados. Precisaria atingir ao menos 257 votos para vencer a disputa contra Eduardo Cunha no primeiro turno. “Estamos chegando perto desse número, mas trabalhando com a hipótese do segundo turno”, ponderou.
A disputa ainda conta com um terceiro candidato, o deputado Júlio Delgado, do PSB, que se coloca como o postulante de oposição com apoio do PSDB.
Operação Lava Jato
Na semana anterior, o nome Eduardo Cunha repercutiu em todos os jornais por ter sido citado em delações premiadas da Operação Lava Jato. De acordo com o deputado Paulo Teixeira, o fato, entretanto, não repercutiu na campanha de Arlindo Chinaglia. “O fato dele ter sido relacionado à Lava Jato não fez parte de nossas tratativas (com os demais deputados)”, disse o petista.
Em depoimento à Polícia Federal, o agente Jayme Oliveira informou que o doleiro Alberto Youssef pediu que uma mala de dinheiro fosse entregue em uma residência no Rio de Janeiro que supostamente pertence a Eduardo Cunha. A versão do policial federal que trabalhou para Youssef como transportador de propina para políticos e empresários foi desmontada pela defesa do próprio doleiro.
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