quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

CUNHA 'ESTÁ BAIXANDO NÍVEL' DA CAMPANHA, DIZ CHINAGLIA


O deputado Arlindo Chinaglia, candidato do PT a presidente da Câmara Federal, disse que 
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) “está baixando o nível” da campanha à presidência da Câmara e 
cobrou do adversário que tenha “coragem” ao fazer acusações; “Eu prefiro não responder 
declarações de baixo nível de alguém que critica o outro pelas costas. Ele tenta me 
desqualificar”, afirmou; mais cedo, Cunha disse que denúncia contra ele de envolvimento com o 
doleiro Alberto Youssef foi "alopragem de adversário".

O deputado federal Arlindo Chinaglia, candidato do PT a presidente da Câmara Federal, criticou, nesta 
quarta-feira (14), em Aracaju, o seu principal adversário, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB).
O petista disse que Cunha “está baixando o nível” da campanha. Ele também cobrou do adversário que 
tenha “coragem” ao fazer acusações.
Também na capital sergipana, mais cedo, Cunha disse que a candidatura de Chinaglia representava 
submissão ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). O candidato do PMDB também se disse 
vítima de “alopragem de adversário” na denúncia de que teria recebido propina do doleiro Alberto 
Youssef (leia aqui).
“Eu prefiro não responder declarações de baixo nível de alguém que critica o outro pelas costas e fala 
algo dessa natureza. Ele tenta me desqualificar. Eu não vi a declaração dele, mas sou do tempo de não 
valorizar carta anônima. Quando alguém quer fazer uma acusação tem que dar nome, tem que coragem 
para dizer quem fez o quê. Senão eu fico respondendo algo que não me diz respeito”, afirmou 
Chinaglia em resposta a questionamento do 247.
Sobre a sua atuação enquanto presidente da Câmara, caso seja eleito, o deputado petista disse que 
sempre soube agir com independência e respeito a todos os partidos, especialmente aos da oposição. 
“Podem procurar qualquer deputado, de qualquer partido, especialmente os da oposição, para saber 
como eu exerci a presidência da Câmara”, disse. Chinaglia foi presidente da Câmara entre 2006 e 2008.
Sobre a campanha, o petista disse que está “bastante otimista”. Ele afirmou que já trabalha pensando 
no segundo turno, tendo inclusive já conversado com o candidato do PSB, Júlio Delgado, para um ter 
o apoio do outro, no enfrentamento a Cunha.
“A campanha está indo bem. Estou bastante otimista. Estou na Câmara há muito tempo, já fui 
presidente. Os parlamentares já têm opinião a meu respeito. Isso me dá tranquilidade de um patamar de 
votos bastante alto. Na campanha, estamos trabalhando pelo convencimento, especialmente pensando 
no segundo turno, para que se chegarmos lá, tenhamos o apoio de quem não for. Estamos trabalhando 
inclusive com o Júlio Delgado para se somar no segundo turno”, afirmou.
Na coletiva, Chinaglia defendeu uma pauta menos relacionada ao cotidiano para a Câmara. Ele 
defendeu que o parlamento discuta na nova legislatura as reformas política e tributária. Ele também 
disse que, se eleito, criará novos grupos de discussão, com a participação de todos os deputados, para 
discutir temas fundamentais ao país, como saúde, segurança e desenvolvimento.
Chinaglia tem viajado todo o país, em busca do apoio dos deputados, assim como também está fazendo 
Eduardo Cunha. “Esta semana já fomos ao Piauí, Ceará, Paraíba e ainda hoje viajo a Bahia. Também 
estamos falando com os deputados por telefone e tentando encontra-los em suas cidades”, informou.
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