Jornal GGN - Em resposta às investidas do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) contra o PMDB, a executiva nacional do partido decidiu declarar apoio às candidaturas de Renan Calheiros para a presidência Senador - uma tentativa de reeleição ainda não oficial - e de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara. Cunha vem se comportando como inimigo situacional do Planalto e sua campanha sofreu tentativas de desidratação pelo lado petista, que lançou Arlindo Chinaglia como adversário.
Além disso, ventilou-se na imprensa, nas últimas semanas, que a ala do PMDB ligada a Renan teria declarado tanto a Temer quanto aos ministros de Dilma a insatisfação com a redução do espaço que o partido detinha na Esplanada dos Ministérios. Um terceiro fator é a tentativa de criação de novos partidos encampadas pelos ministros Cid Gomes (Educação) e Gilberto Kassab (PSD), com o intuito de descancar o poderio do PMDB no Congresso.
"A Comissão Executiva Nacional do PMDB decidiu, por uncanimidade, apoiar o nome escolhido, de maneira amplamente democrática pela bancada da Câmara dos Deputados, para disputar a presidência da Casa. O mesmo se dará em relação à bancada do PMDB no Senado Federal", disse Michel Temer, vice-presidente da República, em comunicado divuldado na tarde desta quarta-feira (14).
O Estadão destacou que a manifestação da executiva do PMDB "é um gesto raro, não realizado há pelo menos 15 anos". O partido decidiu endossar a campanha de Cunha uma semana após o deputado ser citado na imprensa como potencial receptor de propina no caso Lava Jato. Após a repercussão das reportagens, Cunha negou conhecer o doleiro Alberto Youssef e seu ex-funcionário, o agente federal conhecido por Careca, que atuava como "courrier", transportando malas de dinheiros para políticos e empresários. Youssef nega que Cunha tenha sido destinatário de dinheiro desviado da Petrobras.
Ainda de acordo com o Estadão, "um dos presentes ao encontro (do PMDB), o ex-ministro Geddel Vieira Lima - que fez campanha para o tucano Aécio Neves em outubro - foi o que deu o recado mais direto ao governo (Dilma)."
"O governo tem que tomar cuidado para que isso (apoio ao candidato do PT) não represente uma divisão que lhe possa ser prejudicial em um futuro próximo, quando reabrir o Congresso", publicou o jornal.
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