quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Anastasia e Eduardo Cunha: cuidado com os balões da Lava Jato



Luis Nassif

Fato 1 - os vazamentos da Lava Jato têm sido eminentemente seletivos, segundo uma alta fonte do 
Ministério Público Federal, com acesso total aos inquéritos.

Fato 2 - Há bombas de hidrogênio inclusive contra a oposição.

Juntem-se essas duas informações com os últimos vazamentos da Lava Jato, dois tracks pegando o ex-
governador mineiro Antonio Anastasia e o deputado federal fluminense Eduardo Cunha.
Anastasia é um homem público acima de qualquer suspeita; Cunha, um deputado abaixo de qualquer 
crítica.
Paulo Roberto Costa atuava junto ao mundo político carioca, no entorno do ex-governador Sérgio 
Cabral Filho – do qual o principal operador era Eduardo Cunha. É quase impossível que Cunha não 
tenha participado do regabofe de Costa e Alberto Yousseff.
Já Minas Gerais está presente na operação através da Cemig. Mas é praticamente impossível o 
envolvimento de Anastasia, na cena improvável de receber dinheiro vivo de doleiro.
O que ambos os vazamentos têm em comum é a precariedade do que vazou. Um delator premiado diz 
ter enviado dinheiro para uma casa que ele imaginava ser de Eduardo Cunha; e diz ter levado para 
outra em Belo Horizonte, sem saber de quem era. Meses depois, teria reconhecido o retrato de 
Anastasia, assim que foi eleito governador.
A precariedade do depoimento vazado sugere alguma manobra, ou para desviar o fogo de Cunha ou 
dos verdadeiros operadores mineiros.
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