O escritor Luis Fernando Verissimo fez, nesta quinta-feira, um importante alerta sobre o
consenso em torno de Joaquim Levy, o novo ministro da Fazenda, e seu ajustes fiscal; "O
sacrifício de gastos sociais e as outras formas de austeridade vendidas com o nome de fantasia de
“responsabilidade fiscal” já provocam reações de consequências imprevisíveis na Europa. Só
quem está gostando da irresponsabilidade social oficializada é o capital financeiro, que pariu a
crise e ama a sua cria", diz ele; nesta quinta-feira, equipe de Levy anunciou medidas que
representam cortes de R$ 1,9 bilhão ao mês
RS 247 - O escritor Luis Fernando Verissmo faz, nesta quinta-feira, um importante alerta: ajustes
RS 247 - O escritor Luis Fernando Verissmo faz, nesta quinta-feira, um importante alerta: ajustes
fiscais, em períodos de retração econômica, podem contribuir para acentuar quadros recessivos (leia a
íntegra no artigo "A altura do Levy").
"Paul Krugman e Joseph Stiglitz não são donos da verdade, mas são donos de um Prêmio Nobel cada
"Paul Krugman e Joseph Stiglitz não são donos da verdade, mas são donos de um Prêmio Nobel cada
um.
Os prêmios lhes dão uma respeitabilidade que eles não encontram entre seus pares economistas, pois
são os dois mais notórios inimigos da atual ortodoxia — keynesianos nadando contra a corrente da
maioria. Para Krugman e Stiglitz, o receituário ortodoxo para vencer a crise mundial provocada pelo
capital financeiro equivale a receitar gasolina para apagar incêndios", diz Verissimo. "O sacrifício de
gastos sociais e as outras formas de austeridade vendidas com o nome de fantasia de 'responsabilidade
fiscal' já provocam reações de consequências imprevisíveis na Europa. Só quem está gostando da
irresponsabilidade social oficializada é o capital financeiro, que pariu a crise e ama a sua cria."
Verissimo ironiza o fato de Levy ser o mais alto dos ministros do novo governo Dilma e diz que
ninguém conseguirá chegar aos seus ouvidos. "Alguém preocupado com a incoerência de um governo
do PT entregar-se tão despudoradamente a uma ortodoxia de efeito duvidoso. Alguém pedindo
clemência para os programas sociais ameaçados, talvez a própria Dilma. Se não fosse esperar demais,
até alguém pedindo para ele ler Krugman e Stiglitz de vez em quando. Mas o ouvido de Levy é
inalcançável, à prova de palpites."
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