quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

VERISSIMO ALERTA: CUIDADO COM A TESOURA DE LEVY


O escritor Luis Fernando Verissimo fez, nesta quinta-feira, um importante alerta sobre o 
consenso em torno de Joaquim Levy, o novo ministro da Fazenda, e seu ajustes fiscal; "O 
sacrifício de gastos sociais e as outras formas de austeridade vendidas com o nome de fantasia de 
“responsabilidade fiscal” já provocam reações de consequências imprevisíveis na Europa. Só 
quem está gostando da irresponsabilidade social oficializada é o capital financeiro, que pariu a 
crise e ama a sua cria", diz ele; nesta quinta-feira, equipe de Levy anunciou medidas que 
representam cortes de R$ 1,9 bilhão ao mês

RS 247 - O escritor Luis Fernando Verissmo faz, nesta quinta-feira, um importante alerta: ajustes 
fiscais, em períodos de retração econômica, podem contribuir para acentuar quadros recessivos (leia a 
íntegra no artigo "A altura do Levy").
"Paul Krugman e Joseph Stiglitz não são donos da verdade, mas são donos de um Prêmio Nobel cada 
um.
Os prêmios lhes dão uma respeitabilidade que eles não encontram entre seus pares economistas, pois 
são os dois mais notórios inimigos da atual ortodoxia — keynesianos nadando contra a corrente da 
maioria. Para Krugman e Stiglitz, o receituário ortodoxo para vencer a crise mundial provocada pelo 
capital financeiro equivale a receitar gasolina para apagar incêndios", diz Verissimo. "O sacrifício de 
gastos sociais e as outras formas de austeridade vendidas com o nome de fantasia de 'responsabilidade 
fiscal' já provocam reações de consequências imprevisíveis na Europa. Só quem está gostando da 
irresponsabilidade social oficializada é o capital financeiro, que pariu a crise e ama a sua cria."
Verissimo ironiza o fato de Levy ser o mais alto dos ministros do novo governo Dilma e diz que 
ninguém conseguirá chegar aos seus ouvidos. "Alguém preocupado com a incoerência de um governo 
do PT entregar-se tão despudoradamente a uma ortodoxia de efeito duvidoso. Alguém pedindo 
clemência para os programas sociais ameaçados, talvez a própria Dilma. Se não fosse esperar demais, 
até alguém pedindo para ele ler Krugman e Stiglitz de vez em quando. Mas o ouvido de Levy é 
inalcançável, à prova de palpites."
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