segunda-feira, 29 de outubro de 2018

BOLSONARO IGNORA GLOBO E DÁ PRIMEIRA ENTREVISTA PARA A RECORD


Em mais um capítulo da batalha entre Globo e Record, o presidente eleito Jair Bolsonaro 
quebra a tradição e decide conceder sua primeira entrevista à emissora do bispo Edir Macedo, 
que está posicionada para ser a Fox News brasileira; ele falará às 19h desta segunda-feira (29) 
por 30 minutos ao programa especial 'O Voto na Record 2018'.

247 - Em mais um capítulo da batalha entre Globo e Record, o presidente eleito Jair Bolsonaro 
quebra a tradição e decide conceder sua primeira entrevista à emissora do bispo Edir Macedo, que 
está posicionada para ser a Fox News brasileira.
A notícia foi divulgada pela Coluna do Fraga, do jornalista Domingos Fraga: "O presidente eleito, 
Jair Bolsonaro, vai dar a primeira entrevista exclusiva hoje às 19h para o programa especial 'O Voto 
na Record 2018'. Durante 30 minutos, Bolsonaro será entrevistado ao vivo pelo repórter Eduardo 
Ribeiro", disse Fraga.

O BRASIL TEM DOIS PRESIDENTES

Podcast: o Brasil tem dois presidentes



Doria vai apunhalar Bolsonaro como apunhalou Alckmin
Olá, tudo bem?
Esse podcast é sobre um resultado inesperado da eleição deste domingo 28 de outubro.
Se o amigo navegante pensa que foi eleito um Presidente da República se engana redondamente.
Foram eleitos dois.
Jair Bolsonaro e João Doria, que era prefake da cidade de São Paulo e agora será o Gofake do estado 
de São Paulo inteiro.
São Paulo inteiro, em teoria.
Porque, na prática, os eleitores da cidade o repudiaram de forma indiscutível: perdeu de 58 a 42%!
Ou seja, quem conhece o Doria como administrador público o rejeitou.
O Gofake se elegeu com o bolsonarismo do interior do Estado.
Mas, na verdade, ele não se elegeu Governador.
Ele se elegeu Presidente.
Na cabeça dele.
E na linguagem corporal, Imperial, Consule, na noite da vitória.
Dois meses depois de ser empossar na Prefeitura que abandonou, ele passou a correr o mundo para 
se qualificar como candidato a Presidente.
Foi quando o Santo do Alckmin, que lhe trouxe à luz, começou a desconfiar que sangrava nas costas.
Alckmin era o candidato natural desse partido em extinção, o PSDB – e o filhote prefeito tentou lhe 
passar uma rasteira.
Não deu certo, porque Alckmin manteve o controle da máquina do PSDB, fez o histórico acordo 
com seus pares corruptos do Centrão, conquistou o maior tempo de horário eleitoral gratuito – e 
tomou a surra derradeira, terminal: teve 5% dos votos!
Um colosso!
Agora, o Gofake vai fingir que vai governar São Paulo.
E já se revela até mais bolsonarista que os bolsonários.
Vejam só.
Sobre os policiais que matam suspeitos, vejam o que ele disse no dia seguinte à eleição:
“Nós vamos colocar, e não é advogado de OAB de graça. Não tenho nada contra a OAB, nem 
advogado que advoga... estagiário, pós-estagiário. Será advogado pago pelo Estado. Os policiais que 
defendem as nossas vidas devem ter a assistência jurídica correta".
Nisso, nem o Bolsonaro pensou!
Nem o Alexandre Frota!
Ele começou assim o discurso da vitória:
Vamos pacificar o Brasil!
O Brasil?
É! Não é São Paulo.
Na abertura ele já avisou: vai pacificar o Brasil!
Ele disse que teve uma conversa com o presidente eleito e eles ficaram de se ver essa semana.
E informou que... eu devo ir ao Rio.
Ou seja, havia a possibilidade de o presidente eleito vir a São Paulo vê-lo...
Mas, de forma condescendente, gentil, ela se permite ir ao Rio...
Doria já apunhalou Bolsonaro.
Como apunhalou o Alckmin, o Goldman, o Serra e o Fernando Henrique.
O PSDB é dele.
Ele já avisou: “o meu PSDB não fica em cima do muro”.
E se o Bolsonaro acha que o Godfake vai apoia-lo... é melhor proteger as costas.
Porque o Brasil tem dois presidentes.

COMENTÁRIO DO DIA: O PRIMEIRO MOTOR DO GOLPE


O que Lula disse a Mino sobre Moro e a mãe

VIDEO BOZO SHOW: VÍDEO: Em MG, homem comemora vitória de Bolsonaro segurando fuzil no meio da rua e Paulo Guedes destrata jornalista que perguntou sobre o Mercosul

VÍDEO: Em MG, homem comemora vitória de Bolsonaro segurando fuzil no meio da rua

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VÍDEO: Porta dos Fundos e a urna eleitoral
VÍDEO: Porta dos Fundos e a falta de saneamento básico no Brasil

BONO VOX IRONIZA O BOZO DURANTE SHOW DO U2; ASSISTA


Assumindo o alter ego diabólico Mr MacPhisto antes de tocar “Acrobat”, o cantor do U2 fez um 
discurso que citou o agora presidente brasileiro, além de Donald Trump e Rodrigo Duterte, das 
Filipinas.
Foi em Belfast, na Irlanda do Norte.
“200 milhões de pessoas estão prestes a ver seu carnaval virar um desfile militar por causa de um 
homem de nome Capitão Bossa Nova… Bolsonaro, não esqueça o nome. Tantos nomes diferentes, 
mas só uma face: a minha. É quando você não acredita que eu existo que eu faço meu melhor 
trabalho”

DONALD DÁ UM PUM NO TWITTER !! E SE ESFREGA AS MÃOS: CONVERSA 'BOA' COM BOLSONARO SOBRE COMÉRCIO E DEFESA


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira em mensagem no
Twitter ter tido uma conversa "muito boa" com Bolsonaro acrescentando que os dois
concordaram em trabalhar juntos em áreas como comércio e defesa; twitter é a grande
ferramenta de comunicação de Trump e pode ser usado de maneira similar por Bolsonaro no
Brasil em seu governo.


Reuters e 247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira em 
mensagem no Twitter ter tido uma conversa "muito boa" com o presidente eleito do Brasil, Jair 
Bolsonaro, acrescentando que os dois concordaram em trabalhar juntos em áreas como comércio e 
defesa. O twitter é a grande ferramenta de comunicação de Trump e pode ser usado de maneira 
similar por Bolsonaro no Brasil em seu governo.
"Tive uma conversa muito boa com o novo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que ganhou 
sua eleição com uma margem significativa. Nós concordamos que o Brasil e os Estados Unidos 
trabalhão juntos no comércio, defesa e tudo mais. Ligação excelente, dei os parabéns".
Na noite de domingo, a Casa Branca informara que Trump havia ligado para Bolsonaro para 
parabenizá-lo pela vitória na eleição presidencial.
Bolsonaro, do PSL, venceu a disputa pelo Palácio do Planalto com 55,1 por cento dos votos válidos, 
contra 44,9 por cento de seu adversário, Fernando Haddad, do PT.

NO MÉDIO AMAZONAS, MAIS UMA VEZ,SANTARÉM (LOSTM) DÁ VEXAME E SE CONFIRMA CAPITAL BOLSONISTA


LOSTM COMO SANTARÉM É CONHECIDA MUNDO A FORA

SANTARÉM (LOSTM)
Jair Bolsonaro       - 56,37% - 90.577 votos
Fernando Haddad - 43,63% - 70.119 votos
MOJUI DOS CAMPOS
Jair Bolsonaro        - 55,60% - 7.192 votos
Fernando Haddad  - 44,40% - 5.744 votos
BELTERRA
Fernando Haddad  - 54,10% - 5.497 votos
Jair Bolsonaro        - 45,90% - 4.663 votos
JURUTI
Fernando Haddad  - 60,29% - 13.294 voto
Jair Bolsonaro        -39,71% - 8.755 votos
ORIXIMINÃ
Fernando Haddad  - 58,72% - 16.020 votos
Jair Bolsonaro        - 41,28% - 11.263 votos
MONTE ALEGRE
Jair Bolsonaro       - 51,44% - 16.203 votos
Fernando Haddad - 48,56% - 15.297 votos
ALENQUER
Fernando Haddad - 52,57% - 14.397 votos
Jair Bolsonaro       - 47,43% - 12.988 votos
TERRA SANTA
Fernando Haddad - 58,56% - 5.303 votos
Jair Bolsonaro       - 41,44% - 3.753 votos
FARO
Fernando Haddad - 83,55% - 3.216 votos
Jair Bolsonaro       - 16,45% - 633 votos
PRAINHA
Fernando Haddad - 54,81% - 2.112.769 votos
Jair Bolsonaro       - 45,19% - 1.742.188 votos

MARQUETEIRO DE BOZO-TRUMP: GAYS, NEGROS, MULHERES. ISSO FOI MARKETING!


Bannon: a política é uma narrativa mediática
Por Patrícia Campos Mello, na Fel-lha: 
Capitalismo 
O presidente eleito Jair Bolsonaro representa o caminho do “capitalismo esclarecido” e levará a uma 
maior aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos, uma vez que será um bastião populista 
nacionalista numa região em que a socialista Venezuela vive uma implosão econômica e o FMI 
manda na Argentina. 
Essa é a opinião de Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump e líder do The Movement (O 
Movimento), grupo que promove nacionalismo econômico e populismo de direita no mundo.
Bannon afirma que as mídias sociais foram instrumentais para a eleição de Trump e Bolsonaro. “Se 
não fosse pelo Facebook, Twitter e outras mídias sociais, teria sido cem vezes mais difícil para o 
populismo ascender, porque não conseguiríamos ultrapassar a barreira do aparato da mídia 
tradicional. Trump conseguiu fazer isso, Salvini e Bolsonaro também”, diz Bannon. Ele afirma que 
virá ao Brasil frequentemente a partir de janeiro.
Steve Bannon, 65 - Empresário e estrategista político da ultradireita dos Estados Unidos, trabalhou como executivo da campanha de Donald Trump para a Presidência. Entre novembro de 2016 e agosto de 2017, foi assistente e estrategista-chefe da Casa Branca na gestão do republicano. Demitido, deixou o governo.
Folha: Por que Jair Bolsonaro é o presidente certo para o Brasil neste momento? 
Bannon: 
Venho acompanhando a trajetória do capitão Bolsonaro há anos. Declarei apoio a ele porque ele representa patriotismo e liderança em um momento em que a América do Sul passa por uma fase muito difícil. é o tipo de líder que só aparece a cada duas gerações e pode recuperar o país, claramente um populista e nacionalista 
Folha: Foi noticiado que Bolsonaro será convidado para a primeira cúpula de O Movimento, que se realizará em janeiro, na Bélgica. Quem mais foi convidado?
Bannon:
 No momento, O Movimento está concentrado na Europa e nas eleições parlamentares europeias de maio de 2019. Não sei se o capitão Bolsonaro poderá comparecer, porque sua posse é em janeiro e ele vai estar muito ocupado, não acho que poderá viajar. Mas estamos convidado Bolsonaro por cortesia, convidamos líderes populistas e nacionalistas de todo o mundo. Estamos convidando o capitão como forma de mostrar nosso respeito por ele.
Folha: Quais as semelhanças entre Trump e Bolsonaro?
Bannon:
 Há muitas semelhanças entre Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, Trump, Matteo Salvini [vice-primeiro ministro da Itália, do partido anti-imigração A Liga], na Itália, Nigel Farage [líder pró-Brexit], no Reino Unido, e Bolsonaro. 
Claramente, o populismo de centro-direita, conservador e nacionalista, é uma das tendências mais importantes do século 21. Vejo três principais pontos em comum entre esses líderes: em situações muito confusas, conseguem identificar quais são os principais problemas e articular as soluções. Por serem autênticos, eles conseguem se conectar com o público de massa, particularmente com a classe trabalhadora e classe média, de modo muito visceral. E, em terceiro lugar, eles têm carisma. 
De todos eles, Bolsonaro foi mais longe —lembro-me de que, em 2017, ele não passava de 10% nas pesquisas de opinião e acabou vencedor. Isso é extraordinário. Quando eu trabalhava no Goldman Sachs, aprendi a avaliar um líder corporativo pela qualidade das pessoas que o rodeiam. E estou muito bem impressionado com os filhos de Bolsonaro e seus assessores, além de Paulo Guedes, formado pela Universidade de Chicago.
Além disso, há muitos brasileiros vivendo no exterior, trabalhando em empresas ou no mercado financeiro, que são assessores ou apoiadores de Bolsonaro. Ele tem um programa econômico muito bem concebido e ambicioso. 
Há 18, 19 anos, estávamos no início do que seria o século latino-americano. A Argentina estava se transformando em uma potência industrial, a Venezuela era o segundo ou terceiro maior produtor de petróleo e o Brasil era um dos Brics. O que aconteceu? O capitalismo de compadrio, essa aliança entre governo e elites, levou esses países para a crise.
A Venezuela está implodindo, o FMI vai mandar na Argentina nos próximos três a cinco anos, e o Brasil, que teve a Operação Lava Jato, ainda não conseguiu sair de uma recessão, tem crescimento muito fraco, e teve também uma quebra do contrato social, com alta na criminalidade e anarquia social. 
É uma tragédia o que está acontecendo na América do Sul, e foi nesse clima que Bolsonaro cresceu e mostrou-se à altura do desafio. 
Folha: O senhor sabe bastante sobre o que está acontecendo no Brasil... 
Bannon: 
Estou muito focado em transformar O Movimento em algo global, e Bolsonaro é parte disso. Passei muito tempo estudando o Brasil e acompanho de perto a política. No início do século 21, Brasil, China, Rússia e Índia despontavam como economias líderes no mundo. E agora o que temos? A China numa luta hegemônica com os Estados Unidos, a economia da Índia bem acelerada, a Rússia com problemas, mas ainda uma potência geopolítica e o Brasil atolado em uma crise. 
O que aconteceu com o Brasil? O problema é essa classe política permanente, que é corrupta e incompetente, só quer ganhar dinheiro. A situação é igual nos EUA e é por isso que estamos vendo essas revoltas lideradas por líderes populistas que querem tornar seus países grandiosos de novo, e Bolsonaro que quer levar o Brasil de volta a seu posto de liderança.  
Trump e Bolsonaro usam as redes sociais de forma muito eficiente e tentam evitar e desacreditar a mídia tradicional. Quão importante é o uso das mídias sociais em ciclos eleitorais e no governo? Acho que a mídia tradicional ficou muito ligada às estruturas de poder existentes e passou a reforçar essa estrutura de poder. A mídia tradicional é o partido de Davos, uma elite financeira, cultural, científica, corporativa….
Folha: Eu e o jornal onde trabalho fazemos parte da mídia tradicional...
Bannon:
 Sim, você se sente tão confortável em Londres, Washington ou Davos quanto no Brasil. Os populistas nacionalistas dizem: não queremos isso, isso é o partido de Davos, e nós somos diferentes. Se não fosse pelo Facebook, Twitter e outras mídias sociais, teria sido cem vezes mais difícil para esse populismo ascender, porque não conseguiríamos ultrapassar a barreira do aparato da mídia. Trump conseguiu fazer isso, Salvini e Bolsonaro também. 
Da mesma maneira que existe o socialismo com características chinesas, haverá o populismo com características brasileiras. Apesar do problema dos migrantes na Hungria e na Itália, ele é pequeno comparado à crise que afeta o Brasil e que será enfrentada pelo capitão Bolsonaro. A Venezuela vive uma implosão econômica que levará à anarquia ou guerra civil, e a Argentina cedeu sua independência para o FMI. O Brasil está nessa encruzilhada, depois de tantos anos de uma tentativa dessa classe política corrupta e incompetente tentando implementar o socialismo no país. 
Folha: Bolsonaro faz comentários ofensivos em relação a gays, negros e mulheres...
Bannon:
 Isso é apenas linguagem provocativa. Dei uma entrevista [à BBC Brasil] e o repórter passou um tempão lendo para mim frases polêmicas de Bolsonaro. Disse a ele: nossa, parece as entrevistas que dou sobre Trump. Os dois são provocadores. Eles são figuras mcluhanescas [que refletem ideias do teórico da comunicação Marshall McLuhan]. Bolsonaro e Trump entendem o poder da comunicação de massa. Nos anos 1960, McLuhan nos falou que a mídia iria se tornar parte não apenas da cultura mas também da política. E é verdade: hoje, a política é, na realidade, uma narrativa midiática. 
Bolsonaro usa declarações provocativas para conseguir ser ouvido em meio ao barulho, do mesmo jeito que Trump. Em junho de 2016, Trump estava em sétimo lugar nas pesquisas de opinião. Depois do discurso provocativo que fez, as pessoas o ouviram e ele disparou. O mesmo acontece com Bolsonaro. Ambos são especialistas em se conectar com as massas.
Folha: No Brasil, foi aberta uma investigação sobre o uso de WhatsApp para envio em massa de mensagens poilíticas e fake news durante a campanha eleitoral.
Bannon: 
Bom, isso deve ser resolvido pela investigação da política. Mas o que eu sei é que Orban, Salvini, Trump e Bolsonaro enfrentam a mídia. A mídia tradicional começou a ser questionada, antes ela tinha o monopólio das notícias e agora está sendo desafiada por várias fontes de informações. Eu acredito que é melhor ter mais fontes de notícias do que menos. 
Em relação às fake news, isso será resolvido. As pessoas vão conseguir saber, o público no Brasil é muito sofisticado, são consumidores sofisticados de mídias sociais. 
O que catapultou Bolsonaro não foi a tentativa de assassinato, foi a exposição de suas ideias. Até pessoas que foram alvo de seus comentários provocativos, como gays, começaram a pensar: nessa crise, talvez seja importante dar uma chance a esse cara e sua plataforma de lei e ordem. 
Folha: O filho de Bolsonaro, Eduardo, esteve em Nova York e afirmou que o senhor se dispôs a ajudar a campanha. De que maneira o senhor os ajudou?
Bannon:
 Eu fiquei muito bem impressionado com Eduardo e seus assessores. Nós quase terminávamos as frases uns dos outros, temos a mesma perspectiva em relação à economia, estabilidade, lei e ordem. Eles estão muito sintonizados com o populismo e nacionalismo, compartilhamos a mesma visão de mundo. 
Informalmente, nos mantivemos em contato, e eles têm um grande grupo de brasileiros expatriados trabalhando nos EUA. Eles não precisaram de nenhuma ajuda, são muito sofisticados.
Folha: Não precisaram de ajuda com tecnologia para comunicações?
Bannon:
 Não, são muito sofisticados. As campanhas no Brasil e na Itália têm muito poucos recursos, então as mídias sociais são um componente muito importante. 
Folha: No Brasil, havia dinheiro, porque agências eram contratadas pelos partidos para fazer disparos de WhatsApp em massa.
Bannon:
 Sim, sim, vocês têm profissionais muito qualificados nessa área. 
Folha: O senhor sempre compara Bolsonaro a Trump e Salvini. De que maneira Bolsonaro é diferente do presidente da Turquia, Recep Erdogan, e do líder filipino, Rodrigo Duterte?
Bannon:
 Muito diferente. Esses dois definitivamente têm personalidades autoritárias. E as Filipinas não tinham as instituições sólidas que o Brasil tem. Erdogan é ligado ao islamismo político. O capitão Bolsonaro não se aproxima de Duterte e Erdogan, eu o colocaria ao lado de Trump, Orban, Salvini, líderes populistas nacionalistas.
Folha: Como devem reagir os mercados à vitória de Bolsonaro? 
Bannon:

De forma muito positiva. Em sua vitória acachapante no primeiro turno, os mercados já haviam reagido de forma muito positiva, apesar de a Economist, o Financial Times, o Guardian, o New York Times o terem atacado o tempo todo. Acho que ele foi mais atacado até do que o Trump. 
O mercado vai continuar reagindo de forma muito positiva, ele está trazendo Paulo Guedes. Os dois podem não concordar em tudo, mas vão se entender. Ele vai cortar gastos, fazer a reforma da Previdência, estimular o empreendedorismo. Mas o Brasil deveria estar preocupado e fazer algo a respeito do capitalismo predatório da China.  
Folha: Os chineses são nossos maiores parceiros comerciais, não podemos simplesmente confrontá-los.
Bannon:
 Não se trata de confrontá-los, trata-se de aprofundar o relacionamento com os Estados Unidos. Os EUA serão um parceiro ainda mais próximo do Brasil durante o governo Bolsonaro. Num pedaço do mundo onde há socialismo radical e caos na Venezuela e crise econômica, com o FMI mandando na Argentina, Bolsonaro representa o caminho do capitalismo esclarecido e será uma liderança populista nacionalista.

ANALISE: SÓ UMA FRENTE APARTIDÁRIA CONTERÁ O GOVERNO DE OCUPAÇÃO


Wanderley Guilherme dos Santos passou os últimos tempos recebendo insultos e apelos. Insultos por
ter advertido, no início de 2017, que a esquerda não ganharia a eleição com o PT à frente. E apelos 
por não ter aderido às frentes que se formaram no segundo turno em apoio a Fernando Haddad.
Decano da ciência política brasileira e uma das principais referências do pensamento de esquerda no 
país, Wanderley Guilherme não deu ouvidos ao assédio. Manteve-se longe do segundo turno da 
mesma maneira que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um amigo de décadas, que a 
política afastou.
Já lhe parecia muito concreta a ideia de que o ex-presidente assustava a direita quando Luiz Inácio 
Lula da Silva e Wanderley Guilherme se encontraram no Rio, no início do ano, no apartamento de 
um amigo comum. Com a prisão, continuou a advertir contra a ideia de que eleição sem o 
líder petista seria um golpe. Depois bateu-se contra a obsessão de se levar ao limite a defesa de sua 
liberdade como plataforma de campanha. Uma hora cansou.
Optou por Ciro Gomes, sumiu do debate público e se voltou para tentar entender o que deu no Brasil. 
Aos 83 anos, o pensador que um dia previu o golpe de 1964 diz que um outro pode vir a ser evitado 
com uma frente, acima dos partidos, que reúna esquerda e centro, para proteger as instituições 
democráticas contra o que chama de um governo de ocupação.
Não contem com ele para teorizar sobre o fascismo no Brasil. O que vê em curso, diz, é um ataque à 
democracia pela própria democracia. "É bom informar o público que um governo reacionário é uma 
possibilidade democrática", diz.
A seguir, a entrevista, realizada durante um almoço, no Rio, na semana passada, e arrematada ontem, 
com o fim do segundo turno.

Valor: É um Brasil fascista que emerge das urnas?
Wanderley Guilherme dos Santos: Fascismo é uma expressão bastante trivializada que esquece aspectos fundamentais como o da organização paramilitar, toda a população organizada com uma hierarquia estabelecida e com uma estratégia de ação de violência, mas sob coordenação. Nada disso existe no Brasil.
Valor: A violência que emergiu desse Brasil miliciano não caraçteriza isso?
Wanderley Guilherme: As milícias não estão subordinadas ao Bolsonaro. Se ele tentar pacificar o país, certamente enfrentará as estruturas de violência existentes, as milícias e o crime organizado. Tanto o nazismo quanto o fascismo já se constituíam como tal quando chegaram ao poder. Tanto Mussolini quanto Hitler tinham organizações paramilitares prévias, que promoviam atos de violência localizada. Isso não existe no Brasil.
Valor: Mas a afronta às minorias, a ameaça contra opositores e o constrangimento ao Supremo não sinaliza essa escalada?
Wanderley Guilherme: Isso não é novidade no Brasil. A questão é saber por que venceu agora. O preconceito contra as chamadas minorias, que, aliás, não são, como negros e mulheres, é de sempre. Seus assassinatos estão todos os dias nos jornais, desde sempre.
Valor: Mas a novidade não é que alguém com esse discurso ganhe uma eleição?
Wanderley Guilherme: Mas por que? Seus eleitores não estão interessados nisso. Acham que sempre aconteceu e vai continuar a acontecer.
Valor: A campanha de Haddad acusou a campanha de Bolsonaro de ter trabalhado sua chegada ao poder pelo falseamento da realidade. Isso também não caracteriza um regime totalitário?
Wanderley Guilherme: A repercussão dos discursos absolutamente delirantes de Bolsonaro na Câmara jamais tiveram a mesma repercussão do impacto e do clima anti-política que foi feito pela imprensa tradicional brasileira e pelas televisões contra o PT. Foi muito pior. Durante o período petista, a quantidade de noticias falsas foi permanente. Há um caldo de cultura fascistóide no sentido trivial, não no sentido político do fenômeno
Valor: E que fenômeno político foi esse que deu nascimento ao governo Bolsonaro?
Wanderley Guilherme: A esquerda não se perguntou até agora como é que depois de 12 anos de votação maciça no PT, do Nordeste ao Sudeste, à exceção de São Paulo, 40 e tantos milhões de pessoas, inclusive aqueles que recebem menos de dois salários mínimos, passaram para o outro lado. O problema fundamental é esse. O que fez com esse capital político da esquerda deixasse de ser majoritário em quatro meses de campanha?
Valor: Haddad disse que foram as 'fake news'. Não foram?
Wanderley Guilherme: Esta é a opinião dele. Acho uma análise sociológica e política pobre e crua, de quem está bastante impactado por aquele apoio que parecia prometido para ele na hora em que Lula dissesse que o candidato não era ele, era Haddad e que se revelou uma falsidade. Certamente o PT não se recuperou de ter quase ganho no primeiro turno quando, na realidade, quase perde. E isso aconteceu em 15 dias. Acreditar que mais de 50 milhões de brasileiros sejam fascistas é entrar num discurso delirante semelhante aos discursos delirantes de Jair Bolsonaro. Não existem 50 milhões de fascistas no Brasil.
Valor: E o que foi que aconteceu?
Wanderley Guilherme: O que aconteceu foi que esses 50 milhões deixaram de votar nos seus candidatos e votaram em Bolsonaro. É isso que tem que ser entendido e não qual foi o efeito da 'fake news'. O que precisa ficar claro é que se trata de um governo de ocupação, como o candidato do PSL deixou claro nos discursos dele.
Valor: O que é um governo de ocupação?
Wanderley Guilherme: Quando ele estima considerar movimentos de sem-terra como organização terrorista ou diz que os vermelhos ou vão embora ou vão para a cadeia isto é um governo de ocupação que transforma toda a oposição em inimigo. A visão que Bolsonaro transmitiu é que seus opositores são estrangeiros ao Brasil. Não são brasileiros propriamente ditos. São estranhos ao Brasil. É importante entender que um governo de ocupação não é necessariamente fascista. Ele vai usar as leis que existem. Leis que estão no código penal e na Constituição e que podem ser aplicadas de uma forma perfeitamente violentadora daqueles direitos que supúnhamos adquiridos mas que não têm respaldo institucional nas leis do país. A legislação brasileira é extremamente conservadora. E até mesmo Fernando Henrique Cardoso se valeu dela, ao dar início ao seu governo enquadrando uma greve na Petrobras na Lei de Segurança Nacional.
Valor: Bolsonaro não precisará fazer mudanças legislativas para reprimir movimentos e opositores?
Wanderley Guilherme: Não. Basta se considerar um governo de ocupação. Basta ouvir sua concepção de poder. Ele vai ocupar o país. E vai expulsar todos aqueles que gozavam de liberdade, pela benevolência da interpretação das leis por parte dos governos democráticos. Não será necessário violentar a legislação para se exercer um governo de ocupação. Ele vai tratar seus adversários como opositores do país.
Valor: É plausível a ideia de que ele se fie no respaldo militar, e no sistema de informações que foi recentemente centralizado na Abin, para coagir e constranger sua base política a votar como lhe convém?
Wanderley Guilherme: Talvez seja desnecessário. De saída, ele já começa com 243 deputados se somar os votos dos partidos que formarão a maioria com ele. E não se incluem aqui os adesistas que virão do MDB, do DEM ou do PSDB. Já tem maioria absoluta. Faltam uns cento e poucos votos para a maioria constitucional. Ele não terá muita dificuldade nem precisará um esforço maior para ter aquiescência parlamentar. É um Congresso que foi eleito na onda do Bolsonaro, bem como os governadores. Certamente vão surgir as cobranças, como em qualquer outro governo, mas esta próxima Câmara será muito mais fácil para Jair Bolsonaro do que foi para os governos do PT.
Valor: Ele resistirá ao loteamento dos cargos estratégicos do governo por esta base, como prometeu?
Wanderley Guilherme: Tenho dúvidas. Em 2016 tivemos uma coalizão entre Executivo, Legislativo, imprensa, empresariado e Supremo. Foi esta coalizão que, dentro da lei, sem violência alguma, destituiu [a ex-presidente] Dilma [Rousseff]. Esta coalizão tem vários interesses contraditórios mas tem um comum que é o de impedir que a centro-esquerda volte ao poder. E isso foi feito. Agora estão com tudo na mão, com um elemento novo que é a infiltração de militares para o exercício do poder executivo. Não importa se são da reserva. É uma convocatória. Ao que parece o que Bolsonaro pretende fazer é blindar todas as áreas estratégicas de governo, de infraestrutura, com os projetos que estão sendo elaborados por engenheiros e toda a elite tecnológica do Exército. Estão organizando, fazendo seminários, propostas e vão ocupar os cargos. O comando dessas áreas pelos militares é fundamental para o sucesso do governo. É um passo complicadíssimo para romper aquela coalização conservadora que continua majoritária e firme sempre que se trata de atingir a esquerda.
Valor: É com o Exército que ele vai conter o loteamento?
Wanderley Guilherme: Imagino que sejam esses seus planos. Se vai funcionar ou não é outra coisa. Porque a agenda de problemas, fosse quem fosse o presidente, é muito complicada. Mesmo havendo uma retomada sólida do desenvolvimento econômico via investimento privado ou publico será no sentido do mundo moderno e da revolução tecnológica por investimento na automação. Não haverá lugar para 13 milhões de desempregados.
Valor: Uma população gigantesca como esta mantida à margem não vai gerar muita conturbação social?
Wanderley Guilherme: Certamente. No período petista esses problemas foram minimizados com crescimento e políticas sociais modestas, diria até vergonhosas porque são o índice de extensão da nossa miserabilidade. Você ter como algo meritório um programa como o Bolsa Família de R$ 83 por mês é uma vergonha.
Valor: Qual será o papel da oposição?
Wanderley Guilherme: Se eu tivesse algum papel político tentaria romper essa coalizão via Supremo Tribunal Federal. Como instituição democrática, o histórico do STF é pífio, menor. Porém, sempre tem grandes nomes capazes de chamar à razão.
Valor: Mesmo na ditadura?
Wanderley Guilherme: Não, na ditadura sempre foram subservientes ao poder. Com toda a pompa e circunstância do discurso, sempre concederam o que lhe pediram, exceto quando os governos estavam no fim. Este é o histórico do nosso Supremo. Mas nunca deixou de ter, por outro lado, personagens ímpares, nos períodos democráticos, como Vitor Nunes Leal e Adauto Cardoso. As estruturas partidárias estão destruídas do ponto de vista do crédito. É urgente e importante que se crie uma instância extrapartidária, civil, para se contrapor a um governo de ocupação, capaz de ir englobando pessoas e não instituições.
Valor: Mas de que natureza seria essa instância?
Wanderley Guilherme: Incluiria toda a oposição, mas não como representantes dos partidos, como pessoas, a integrar uma instituição civil não partidária.
Valor: Uma frente, então?
Wanderley Guilherme: Sim. E tem que trazer o PSDB. Uma grande frente anti-governo de ocupação que englobe todos os derrotados nessa eleição.
Valor: Mas foi muito difícil formar uma frente democrática neste segundo turno. Isso não antecipa as dificuldades de vir a fazê-lo depois?
Wanderley Guilherme: Não. Não é uma frente partidária e ninguém entra partidariamente. E tem instâncias nacionais e locais.
Valor: Quais seriam os pressupostos dessa frente?
Wanderley Guilherme: A defesa da democracia. O país não é fascista. Pode ser conservador e ter um conceito limitado de democracia, mas fascista não é. Vamos ter muitos motivos de continuada intranquilidade social. Esta eleição não vai acabar. Agora é que vai começar porque os conflitos não vão ser resolvidos. Não tem nada que permita antecipar que essa polarização vá diminuir. Muito pelo contrário. Por isso é preciso tentar retomar um modo de interpretação da legislação coercitiva que já existe e que vai ser usada na sua literalidade. Por isso é importante a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal.
Valor: Mas de que maneira a gente pode acreditar que o Supremo vá agir nessa direção se o presidente da Corte, ainda que tenha reagido a ameaças, colocou um general no seu gabinete e já chama a ditadura de 1964 de movimento?
Wanderley Guilherme: O histórico recente não autoriza otimismo, mas o Supremo, como instituição, não tem caráter, é suscetível a pressões. Por isso é importante que haja essas pressões sobre nomes do Supremo e de outras instâncias para que chamem a ordem. Dentro de lugar nenhum vai acontecer nada sem pressão. Conto com a imprensa.
Valor: Com a entrada dos militares em setores da infraestrutura, com planejamentos de longo prazo, não vai ser difícil tirá-los de lá? Vão montar tudo isso e entregar para um governo eleito que precise, novamente, compor sua base?
Wanderley Guilherme: Por isso acho que é muito importante a lição que a gente aprende em diretório acadêmico. Um novo presidente do diretório acadêmico precisa aproveitar a primeira oportunidade que surja para ganhar a batalha contra as autoridades. Senão ele está perdido. Com isso quero dizer que tem que haver um primeiro ministro militar demitido. E aí você joga.
Valor: Mas um presidente como Bolsonaro vai demitir um ministro militar?
Wanderley Guilherme: E por que não? As coisas não são inamovíveis e invencíveis. Essa era vai ser longa? Em princípio, sim, mas pode não ser. Não sei se o governo Bolsonaro termina.
Valor: Como é que o senhor distribui a responsabilização do resultado entre PT e PSDB?
Wanderley Guilherme: É difícil falar sobre isso logo depois de uma derrota. Ainda é uma coisa obscura se essa estratégia do PT foi imposta sobre Lula ou o inverso. De onde veio essa maluquice da campanha de fazer de Lula candidato e substituí-lo de última hora? A bipolaridade da campanha, a esquizofrenia. Essa coisa de xingar o Judiciário de tudo. Tudo errado. É o que o Ciro falou, Haddad foi o candidato escalado para perder.
Valor: E qual será o papel do Ciro daqui por diante?
Wanderley Guilherme: Vai ter que participar, senão é 'fake'. E não na condição de candidato em 2022. O candidato presidencial pode ser qualquer um. Não dá para entrar num movimento com cartas marcadas. É uma coisa muita séria para ser comprometida por projetos pessoais. Não pode tirar casquinha.
Valor: O lulismo acabou?
Wanderley Guilherme: Haddad não seria Lula. Dilma foi Lula. Fez um grande governo. Agora o Lula está acabado. Não lidera mais a esquerda. Quando deixou de ser candidato, passou uma semana ali no noticiário depois ninguém mais falou nele. E ele sabia que isso ia acontecer. Ninguém mais disse 'Eu sou Lula'. Acho que ele leu isso.
Valor: O partido entrou na campanha disposto a manter o mito do Lula vivo e acabou por enterrá-lo?
Wanderley Guilherme: Acho que sim. A análise do que aconteceu vai ser pouco elucidativa do que se deve fazer. Constatar que o lulismo acabou não deve nos levar a xingar o Lula. Acabou. É daqui pra frente que se deve planejar o que fazer para recuperar a democracia. Num governo que não precisa violar as leis para ser antidemocrático. É o problema que o mundo inteiro está discutindo só aqui que não. As democracias estão sendo corroídas pelas leis democráticas, depende como estas são aplicadas. Dependendo como se usa a lei essa nossa conversa aqui pode ser considerada um atentado contra a democracia. As instituições democráticas, pelas suas virtudes, de tolerância interpretativa, abrem um espaço para se governar autocraticamente em nome da democracia.
Valor: Dessa onda de direita que agora chegou ao Brasil, dá para vislumbrar uma reação da sociedade?
Wanderley Guilherme: A base da sociedade não está em aí porque o custo de participação política é muito elevado, a não ser que estejam protegidas porque o custo do fracasso é elevadíssimo. O que não é para segmentos como os intelectuais. Se o povão quiser fazer passeata vão levar pancada e vão ser demitidos. Por isso é que tem que começar por nós. É papel dos intelectuais pôr as ideias em circulação e fazer contatos. Estamos nos acertando com o passo da história da pior maneira possível. O modo de organizar, as relações sociais, o tempo que se gasta na internet está acabando a interação pessoal. Não há de se ficar contra porque não tem jeito. A questão agora é ver o que dá para fazer para não se perder a humanidade.

domingo, 28 de outubro de 2018

Em primeiro pronunciamento, Bolsonaro ataca oposição e imprensa

Foto: Reprodução/GloboNews
 
Jornal GGN - No primeiro discurso como presidente eleito, o deputado de extrema direita 
Jair Bolsonaro (PSL) atacou a imprensa e a oposição. Depois, reuniu apoiadores ao lado de 
Magno Malta, que fez uma oração em cadeia nacional, misturando religião com política. Ao 
final, o capitão da reserva ainda leu um discurso pronto, prometendo cumprir a 
Constituição, focar na economia e respeitar liberdades individuais. 
Bolsonaro disse, em discurso transmitido no Facebook, que mesmo sem partido, sem fundo 
partidário, ele foi eleito a despeito de "grande parte da mídia me criticando, me colocando 
em situação vexatória."
O presidente eleito, que já havia ameaçado forçar o exílio e a prisão de seus críticos e 
opositores, chamando todos de "vermelhos" e "bandidos", disse que "não poderiamos mais 
continuar flertando com socialismo, comunismo, populismo e extremismo da esquerda." 
Usando o discurso pronto, ele tentou amenizar o extremismo. "O que mais quero é, 
seguindo ensinamento de Deus, ao lado da Constituição, seguindos lideres mundiais, com 
boa assessoria técnica, isenta de indicações política, começar a fazer um governo que 
possa colocar nosso Brasil num lugar de destaque. Temos tudo para sermos uma grande 
nação. Temos condições de governabilidade."
Ele ainda disse que vai respeitar o "Brasil de diversas opiniões, cores e orientações", e 
comentou que "as leis são para todos, porque assim será nosso governo. Constitucional e 
democrático."
Projetando o governo que começa em janeiro de 2019, ele disse que vai focar na economia 
e prometeu empregos aos jovens. "Libertaremos o Brasil e o Itamaraty de relações 
internacionais de viés político. Buscaremos relações bilaterais."
Magno Malta, aliado de Bolsonaro, puxou uma oração antes do discurso pronto. Ele ainda 
afirmou que "os tentáculos da esquerda jamais seiram arrancados sem a mão de Deus" e 
reafirmou que Bolsonaro está numa missão divina.

HADDAD AGRADECE OS 45 MILHÕES DE VOTOS EM DEFESA DA DEMOCRACIA


O candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, se manifestou após o resultado das eleições 
presidenciais vencidas por Jair Bolsonaro (PSL); Haddad agradeceu o apoio de todos os 
brasileiros e brasileiras que defenderam a democracia; "Gostaria de agradecer meus 
antepassados que me ensinaram o valor da coragem e a defender a justiça a qualquer preço. 
Todos os demais valores dependem da coragem", afirmou.

247 - O candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, se manifestou neste domingo, 28, após o 
resultado das eleições presidenciais vencidas por Jair Bolsonaro (PSL).
Haddad agradeceu o apoio de todos os brasileiros e brasileiras que defenderam a democracia. 
"Gostaria de agradecer meus antepassados que me ensinaram o valor da coragem e a defender a 
justiça a qualquer preço. Todos os demais valores dependem da coragem", afirmou.
Assista ao depoimento de Fernando Haddad:



BOULOS: HAVERÁ UMA FRENTE DEMOCRÁTICA CONTRA BOLSONARO


O primeiro líder das forças democráticas a se manifestar depois da vitória de Bolsonaro foi 
Guilherme Boulos; ele postou um breve discurso de menos de 2 minutos às 19h21, no qual 
afirmou que "nos próximos dias nós vamos contribuir para impulsionar uma frente ampla 
pela democracia no Brasil com todos aqueles que neste segundo turno souberam se colocar do 
lado certo da história"; disse que a Frente Povo Sem Medo irá convocar manifestações de 
protesto para a próxima terça-feira; para Boulos, "o país saiu dividido e fraturado dessa 
eleição".

247 -O primeiro líder das forças democráticas na eleição de 2018 a se manifestar depois da vitória de 
Bolsonaro foi Guilherme Boulos, ex-candidato a presidente do PSOL e dirigente do movimento dos 
sem teto no país. Ele publicou um breve discurso de menos de 2 minutos às 19h21 no qual afirmou 
que "nos próximos dias nós vamos contribuir para impulsionar uma frente ampla pela democracia no 
Brasil com todos aqueles que neste segundo turno souberam se colocar do lado certo da história". Ele 
disse que a Frente Povo Sem Medo irá convocar manifestações de protesto para a próxima terça-feira 
(30). Para Boulos, "o país saiu dividido e fraturado dessa eleição".
Boulos disse que a vitória de Bolsonaro aconteceu no contexto de "uma eleição marcada pelo medo e 
pelo ódio" e que o candidato de ultradireita "fugiu dos debates e se escondeu atrás de uma rede de 
mentiras no whatsApp à base de fraude e de caixa dois"
Ao responder ao discurso de Bolsonaro no último domingo, quando o então candidato ameaçou os 
opositores com a prisão e o exílio, o líder do PSOL e dos sem teto afirmou que "entre a prisão e o 
exílio nós escolhemos as ruas". e já na próxima terça-feira (30) a Frente Povo Sem Medo "vai às ruas 
de várias cidades do país a afirmar o nosso compromisso com a democracia e com nossos direitos".
"Jair Bolsonaro não é o dono do Brasil e não vai silenciar as nossas vozes; essas nuvens cinzentas de 
intolerância e de violência vão passar mais cedo do que muitos imaginam. Aapesar de você. 
Bolsonaro, amanhã vai ser outro dia e, até lá, nós vamos estar com coragem nas ruas deste país 
lutando por democracia e por nossos direitos. O Brasil é muito maior do que Jair Bolsonaro. Vamos à 
luta" -completou Boulos.

TEMPOS DIFÍCEIS

Bolsonaro é eleito presidente e leva a extrema-
direita e os militares ao poder no Brasil
Com Bolsonaro e o vice, General Hamilton Mourão, pela primeira vez desde a redemocratização, o 
Brasil terá dois militares no comando do país.
Com um discurso de ódio, que atraiu apoios de organizações como a Ku Klux Klan, e apoiado pela 
direita ultra-liberal internacional de Stevie Bannon – ex-assesor de Donald Trump -, o capitão da 
reserva Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente do Brasil neste domingo (28) e pode levar o país a 
uma nova aventura autoritária, aos moldes da ditadura militar, elogiada por ele antes e durante a 
campanha.
Com Bolsonaro e o vice, General Hamilton Mourão, pela primeira vez desde a redemocratização, o 
Brasil terá dois militares no comando do país.
Militar reformado, Bolsonaro é deputado federal desde 1991 – há 7 mandatos – e foi eleito com um 
discurso de ódio ao PT, chegando a defender, em um comício no Acre, “fuzilar a petralhada”. Sua 
campanha foi feita principalmente pelas redes sociais e envolveu denúncias de Caixa 2. Segundo 
reportagem da Folha de S. Paulo, empresas pagavam por disparos em massa de mensagens falsas 
anti-PT e pró-Bolsonaro via WhatsApp.
Em discurso na avenida Paulista, prometeu em seu governo fazer “uma limpeza nunca vista na 
história desse Brasil” e foi mais além: “A faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser 
ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou para a cadeia. Esses 
marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria. Essa pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem 
bandeira vermelha e a cabeça lavada”.

Helder Barbalho é eleito governador do Pará


O candidato do MDB deixou para trás Márcio Miranda, do DEM.

Helder foi duas vezes ministro no governo Dilma e uma no governo Temer, dirigindo as pastas da 
Pesca e Aquicultura, a Secretaria Nacional dos Portos e da Integração Nacional. Antes disso, ele foi 
duas vezes vereador e prefeito de Ananindeua, no Pará. Helder já tinha sido candidato ao governo do 
estado em 2014, mas perdeu no segundo turno para Simão Jatene (PSDB).
A vitória de Barbalho marca o retorno do MDB ao governo do estado. A última vez que o partido 
comandou o Pará foi de 1991 a 1994, na gestão de seu pai. Helder é filho e herdeiro político de Jader 
Barbalho (MDB), senador e ex-governador do estado. Os dois são sócios de radiodifusoras no 
sistema de dados da Anatel e na Receita Federal. 
O novo governador deverá compor seu governo com partidos do Centrão, como PP, PRB, PR, PSC, 
PTB, PHS, PMB, PODE, DC, PTC, PATRI, PSD, AVANTE, PSL e PROS, que se somaram ao MDB 
na coligação “O Pará daqui pra frente”.

COM 55,63% DOS VOTOS, BOLSONARO É ELEITO E BRASIL CAMINHA PARA O FASCISMO


Com 88,4% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou às 19h o 
primeiro boletim oficial da eleição presidencial: Bolsonaro tem 55,7% dos votos e Haddad tem 
44,3%; a pesquisa boca de urna do Ibope mostra Bolsonaro com 56% e Haddad com 44%; 
Bolsonaro está praticamente eleito com um projeto de ultradireita de verniz fascista.

247 - Com 92,08% das urnas apuradas, o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL), está 
matematicamente eleito presidente do Brasil, com 55,63% dos votos válidos, enquanto o candidato 
do PT, Fernando Haddad, aparece com 44,37%.
Votos brancos até o momento chegam a 4,08%, votos nulos, 7,42%, e abstenções chegam a 21,17%.

COM 88,4% DAS URNAS APURADAS, HADDAD TEM 44,3% E BOLSONARO, 55,7%


Com 88,4% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou às 19h o 
primeiro boletim oficial da eleição presidencial: Haddad tem 44,3% dos votos e Bolsonaro 
55,7% dos votos; a pesquisa boca de urna do Ibope mostra Haddad com 44% e Bolsonaro 
56%; Bolsonaro está praticamente eleito com um projeto de ultra direita de verniz fascista

247 - Com 88,4% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou às 19h o 
primeiro boletim oficial da eleição presidencial: Haddad tem 44,3% dos votos e Bolsonaro 55,7% 
dos votos. 
A pesquisa boca de urna do Ibope mostra Haddad com 44% e Bolsonaro 56%. Bolsonaro 
praticamente eleito com um projeto de ultradireita de verniz fascista. 
Ao votar em São Paulo, na tarde deste domingo, Haddad afirmou: "Meu sentimento é que hoje o que 
está em jogo é a democracia".

sábado, 27 de outubro de 2018

QUE VERGONHA CIRO GOMES !!! ATÉ JANETE DECLARA VOTO EM FERNANDO HADDAD

"Já fui chamado de petista e antipetista. Já fui psdebista e anti tbem. Houve muita especulação 
sobre meu interesse eleitoreiro na minha atuação profissional. Nada se comprovou. Agora, não 
posso deixar passar barato discurso de intolerância e etc. Por exclusão, voto em Haddad", 
disse o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que esteve à frente da PGR durante 
a Lava Jato. Neste sábado, Haddad também recebeu o apoio de Joaquim Barbosa, ex-
presidente do STF
AQUI JAZ CIRO GOMES

ROGER WATERS DO PINK FLOYD DERRUBA CENSURA EM CURITIBA


A Justiça do Paraná liberou esta noite o músico Roger Waters, ex Pink Floyd, de manifestar sua 
opinião no show de Curitiba.
O roqueiro tem manisfestado nos shows realizados no Brasil sua oposição ao fascismo e à 
candidatura de Jair Bolsonaro.
A decisão foi do juiz Pedro Corat.
Leia a decisão do TRE-PR.
“Neste contexto, em um juízo de cognição sumária, constato que a decisão proferida pelo Juiz 
Eleitoral da 176ª Zona Eleitoral, não proibiu a livre manifestação do pensamento, nem restringiu as 
liberdades individuais, tratando-se tão somente de um aviso da existência de uma restrição legislativa 
e que eventuais abusos serão verificados nos termos da lei. A decisão ora impugnada não possui 
qualquer determinação, qualquer restrição da atuação do artista Roger Waters, não se tratando, 
portanto, de censura prévia.”

FASCISTA BOLSONÁRIO DISPARA E MATA ELEITOR DE HADDAD NO CEARÁ


Homem foi baleado e morreu durante a carreata do candidato a presidência Fernando Haddad 
(PT), na noite deste sábado, 27, no centro de Pacajus. Conforme uma moradora, a 
movimentação era grande muitas pessoas presenciaram o momento do crime. Familiares da 
vítima que participavam da carreata relataram que o rapaz estava dentro de um automóvel e o 
criminoso saiu de um Gol Branco e efetuou vários disparos.

Dos Jornalistas Livres – Homem foi baleado e morreu durante a carreata do candidato a presidência 
Fernando Haddad (PT), na noite deste sábado, 27, no centro de Pacajus.
Conforme uma moradora, a movimentação era grande muitas pessoas presenciaram o momento do 
crime. Familiares da vítima que participavam da carreata relataram que o rapaz estava dentro de um 
automóvel e o criminoso saiu de um Gol Branco e efetuou vários disparos.
A vítima foi encaminhada a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Conforme 
familiares, Charlione Lessa Albuquerque, de 23 anos, trabalhava como servente de pedreiro em 
Fortaleza. Ele estava no automóvel com a mãe e participava da carreata quando foi baleado.
Ainda não há informações sobre a motivação do crime. O POVO Online solicitou informações sobre 
o crime à Secretária da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e aguarda informações do órgão.

VOX 247: HADDAD EMPATA, TEM 50% E DISPUTA SERÁ VOTO A VOTO


Pesquisa Vox 247 realizada neste sábado 27, e financiada pelos eleitores, aponta empate entre 
Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), indicando para a possibilidade real de virada 
neste domingo 28; nos votos totais, os percentuais são de exatamente 43% a 43%; 
ninguém/brancos/nulos são 9% e "não sabe" ou "não respondeu", 5%; nos votos válidos 
(contando apenas a intenção de voto efetiva em cada candidato), os percentuais são de 
exatamente 50% a 50%.

247 - Pesquisa Vox 247 realizada neste sábado 27 aponta empate entre Fernando Haddad (PT) e Jair 
Bolsonaro (PSL), apontando para uma virada real neste domingo 28, data da votação do segundo 
turno.
Nos votos totais, as intenções de voto são de exatamente a 43% a 43%. Ninguém/Brancos/Nulos são 
9% e "não sabe" ou "não respondeu", 5%.
Nos votos válidos, os percentuais são de exatamente 50% a 50%.
Os votos espontâneos para presidente, quando os eleitores citam o nome do candidato 
espontaneamente, são de 51% a 49% para Bolsonaro.
Esta pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral no dia 21 de outubro, sob o número BR-
09614/2018. Foram entrevistados 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, em 121 municípios. A margem 
de erro é de 2,2 pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa Vox 247 foi a segunda encomendada pela Editora 247 ao instituto Vox Populi financiada 
totalmente por eleitores, membros da comunidade 247, assinantes solidários ou não do portal e da 
TV 247. Para isso, foi aberta uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse, ainda aberta.
A pesquisa Vox 247 do dia 6 de outubro, véspera da votação do primeiro turno, foi a que mais se 
aproximou do resultado das urnas no primeiro turno das eleições de 2018, em comparação às dos 
outros dois institutos de pesquisa mais tradicionais do país, o Ibope e o Datafolha.
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