quinta-feira, 30 de março de 2017

TRE CASSA MANDATO DO GOVERNADOR TUCANO DO PARÁ... BRINCADEIRINHA ..... KKKKKKK


Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará cassou, por 4 votos a 2, os mandatos do governador 
Simão Jatene (PSDB) e de seu vice, Zequinha Marinho (PSC); na ação, ajuizada em 2004, 
Jatene e Marinho foram acusados por abuso de poder político. De acordo com o Ministério 
Público Eleitoral, Jatene teria feito uso do programa Cheque Moradia visando angariar votos 
à sua reeleição; Governo do Pará ainda não se pronunciou sobre a decisão da Justiça Eleitoral

247 - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará cassou, por 4 votos a 2, os mandatos do governador Simão Jatene (PSDB) e de seu vice, Zequinha Marinho (PSC). Na ação, ajuizada em 2004, Jatene e Marinho foram acusados por abuso de poder político. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Jatene teria feito uso do programa Cheque Moradia visando angariar votos à sua reeleição.
Segundo a ação, até a campanha eleitoral, janeiro teria sido o mês em que o programa Cheque Moradia teria recebido mais recursos: R$ 9,2 milhões. Em agosto, porém, este valor teria subido para R$ 15,1 milhões, chegando a R$ 31 milhões em setembro. Também teria sido registrado um aumento substancial no número de eventos de processos abertos pelo programa. Ainda segundo a denúncia, cheques também teriam sido entregues a eleitores que teriam prometido votos para Jatene e Marinho.
O Governo do Pará ainda não se pronunciou sobre a decisão da Justiça Eleitoral.

Vida de preso, por quem está preso, por José Dirceu


Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

Vida de preso, por quem está preso.
Por José Dirceu

Espelho é proibido. Vidro também. Então, pegue um prato grande que reflita sua imagem – e mantenha ele limpo sempre. Água mineral? Só com receita médica. A solução é ferver a água ou tomá-la “in natura” da torneira. Eu nunca tive problemas.
Saúde? É fácil cuidar. Bebida, cigarro, gordura, ou é proibido ou não existe simplesmente. Você pode pedir comida hipossódica e evitar excessos na sexta-feira, quando as famílias de todos os presos podem trazer comida. Embora o peso seja controlado. Nada que possa virar cachaça – a revista é rigorosa.
O preso deve fazer exercícios todos os dias. No meu caso, 71 anos, é light. O importante é manter os músculos lombares fortes. E as pernas. Flexão, abdominal, pesos, caminhadas. No meu caso, pelo menos 20 minutos diários. É importante tomar sol ou ingerir vitamina D – para mim, a recomendação é de 20 minutos diários. O banho de sol é de cinco dias por semana, mas na média são três por conta de chuva, normas de segurança, etc.
No mais, é ler, estudar e escrever, um pouco de tudo. Aqui tem biblioteca – e é boa. Em geral, literatura brasileira e mundial, auto-ajuda, espiritismo, cristianismo, catolicismo, correntes evangélicas. Nossos clássicos – e outros atuais — estão à disposição. Há cursos de alfabetização.
Na cadeia, você passa a dar importância às pequenas coisas. À rotina. À limpeza coletiva em sistema de rodízio. E, muito, à disciplina.
Preso primeiro chora, depois chama a mãe e seus santos, e faz remissão. Cada três dias trabalhados valem um dia de pena cumprida; cada livro lido e resenhado vale mais quatro dias; cada 12 de estudo, um dia de remissão. Assim, em 12 meses, o preso pode remir seis meses, cinco em geral.
Fora a remissão, o trabalho, a leitura, o estudo e a escrita transformam a prisão em vida produtiva e criativa, além de passar o tempo de maneira útil e agradável.
A luta do preso é para viver na cadeia “uma vida normal”, de rotina, dormir sem indutor do sono, as horas necessárias, trabalhar oito horas — e ter horas de lazer, de convivência comum. Para os jogos – dominó e xadrez –, futebol, exercícios e caminhadas, agregar “conversa fiada”, contar estórias, falar da família, da vida, dos processos, dos amores proibidos, da liberdade … dos filhos e esposas.
Preso tem que manter cela, corredor e banheiros coletivos limpos, duas vezes por semana; tem que lavar as cuecas (a roupa é lavada na lavanderia do presídio).
Preso pode receber material de higiene pessoal e de limpeza – um Sedex com o básico de uma cesta familiar, observando as questões de segurança. Tudo de que um preso precisa para sobreviver. Os itens são básicos mesmo, nada de supérfluos.
A comida é simples, mas suficiente. No café da manhã, café com leite, pão e manteiga. No almoço e na janta, feijão (pouco, ou porque azeda ou porque está caro), muito arroz, carne e legumes. De carne, só frango – peito! – ou carne de vaca moída ou em tiras. Ninguém pode dizer que a comida não é honesta. Dá pra sobrevier – e bem. O problema é a mesma comida meses, anos…
Mas a comida que a família traz, às sextas feiras, dia de visita, resolve a monotonia. Todas as sextas feiras, das 13 e 30 às 16 horas, preso recebe visita da família – duas pessoas. Na verdade, é o único momento em que o preso sente a liberdade, o afeto, o amor e a esperança.
Quem manda?
Mandela dizia que a pessoa mais importante na vida do preso é o carcereiro. Ele tinha toda a razão. Manter uma relação respeitosa e civilizada com a direção do presídio e com os agentes é questão básica, direitos e deveres, como tudo na vida. No caso dos presos, direitos e deveres regulados pela Lei de Execuções Penais e pela direção do presídio.
Presídio é, no Brasil, por definição, um lugar de alta periculosidade e insalubridade, onde falta tudo. Na verdade, não há recursos orçamentários para manutenção e reforma, mesmo tendo mão de obra de graça, a dos presos. Os recursos não dão para o custeio. E isso com educação e saúde sendo obrigações do Estado.
A escola e o posto de saúde são ligados à estrutura administrativa do estado na região – no nosso caso, a escola é o “Faraco” e o centro médico, o CMP- Complexo Médico Penal?
O mais grave problema, inclusive aqui, no Paraná, mesmo no CMP – hoje um misto de “cadeião” e hospital – é a falta de trabalho, de colônias agrícolas e industriais, e de escolas. O trabalho e o estudo devem ser obrigatórios para o preso, insumo básico para a ressocialização e a qualificação, além de suas repercussões na remissão da pena.
Sem trabalho, sem estudo, amontoados em celas superlotadas, os 650 mil presos do país são presas fáceis para o crime organizado. Pior, vivem numa situação degradante e violenta que os transformam em cidadãos violentos, quando não em criminosos violentos.
Uma combinação mortal – aumento das penas, crimes hediondos e criminalização do usuário de droga – fez explodir a população carcerária em regime fechado. Com progressão só com 25% da pena cumprida, e sem indulto.
O mais grave é a incapacidade do Judiciário-MPF e dos juízes frente a um quadro de injustiça e ilegalidade único – 40% dos presos são provisórios, não julgados. A tudo isso, soma-se a superlotação e degradação dos presídios. Fora a corrupção ou mesmo o controle dos presídios pelo crime organizado.
Quem são os responsáveis por esse estado de coisas? Os juízes das Varas de Execuções Penal responsáveis pelas penitenciárias e os conselhos e secretários de Segurança e/ou Justiça. Na realidade, agentes do Estado, omissos e responsáveis pela situação que estamos vivendo.
Situações paliativas, como recorrer aos famosos “mutirões” para tirar da cadeia os presos que ali estão sem condenação em Segunda Instância, não resolvem. Só postergam o problema. Também não é saída o recurso à reclusão de segurança máxima, recomendada em casos determinados.
O que pode abre a luz no fim do túnel é uma mudança radical da política penal e penitenciária. Trabalho e estudo, qualificação do preso, separá-lo pelo tipo de crime e pena. Mudar radicalmente o sistema pena: progressão da pena, penas menores para crimes não violentos, semi-aberto domiciliar com controle eletrônico, penas de multa e pecuniárias, trabalho comunitário, perda de patrimônio e função pública.
O preso produtivo, além de manutenção e reforma dos presídios, pode produzir móveis, material esportivo, equipamentos em geral, roupas, trabalhar em obras, infraestrutura pública etc. E os contratos, entre o Estado e empresas, quando for o caso, podem ser administrados por entidades sem fins lucrativos.
Decisão política
Falta vontade política e decisão de mudar radicalmente a política penal e penitenciária.
Quando você convive com a dedicação dos professores, o profissionalismo dos agentes e profissionais de saúde, em condições especiais da profissão (estamos falando de uma cadeia); com presos que trabalham e estudam, no caso do semi-aberto; a conclusão, simples, é que é, sim, possível mudar o sistema. E reintegrar os presos.
O horizonte está no aprisionamento com progressão da pena. Desde que cumpridas as exigências da lei, o tempo de prisão e a remissão por trabalho-estudo.

Em defesa do Almirante Othon da Silva!


Othon Silva é um cientista de que o Brasil deve se orgulhar (Reprodução/Poder Naval)

Porque a indústria nuclear o Moro já destruiu
O discurso do deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), em defesa do Almirante Othon Silva:

LULA: É MENTIRA QUE A TERCEIRIZAÇÃO VAI CRIAR EMPREGO E MELHORAR SALÁRIO; EM LUGAR NENHUM NO MUNDO ELA BENEFICIOU O TRABALHADOR; VEJA VÍDEO




Lula: “Eu não me conformo de ver o cinismo dessa gente que aprovou a terceirização, quase 
que levando os trabalhadores a ficar sem nenhum direito”.
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Vamos torcer que não seja um cheque sem fundo !! Amanhã Ministro do Governo Postiço assina liberação de R$ 75 milhões para reparos da orla

Helder e Nélio na vistoria realizada em fevereiro passado

Amanhã, 31, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, estará em Santarém, para autorizar a liberação de recursos na ordem de R$ 75 milhões.
O dinheiro é para a realização de obras de reparo e recomposição de parte orla fluvial.
O evento está marcado para 19h, na Aces Associação Comercial e Empresarial de Santarém.
Helder esteve em Santarém no final de fevereiro passado.

RISCO PARA POPULAÇÃO

Junto com o prefeito Nélio Aguiar, vistoriou a orla, que sofrendo danos na sua estrutura devido o período de chuvas e cheia dos rios Tapajós e Amazonas.
Os danos estruturais colocam em risco não só a segurança da população como das embarcações que ancoram no local.

quarta-feira, 29 de março de 2017

NINGUÉM GOVERNA. A PF TOMOU O GOVERNO

Para Mano Brown, pobres estão mais conservadores e com mentalidade elitista


Líder do Racionais MC's, na Rádio Brasil Atual: "O cara que 
mora em uma comunidade e vota em um aristocrata, que 
nunca sofreu nada, se sente como o Doria"

São Paulo – Em participação no programa Hora do Rango, da Rádio Brasil Atual, na terça-feira (28), o rapper e líder dos Racionais MC's, Mano Brown, criticou a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer. Ele classificou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 como uma "limpeza" da próxima população de idosos. "A intenção deles é que os velhinhos morram antes, fazer uma limpeza, porque eles não vão sobreviver sem aposentadoria. Não dá para viver até os 70 anos para se aposentar, já que com 45 anos você não arruma mais emprego. A grande maioria trabalha no informal, no subemprego, sem carteira assinada. Vai ter um exército de gente jogada na rua", disse Brown apontou que a população da periferia está mais conservadora e lembra da vitória do prefeito João Doria (PSDB) no seu bairro, o Capão Redondo. "Lá ele teve 48% dos votos." Mesmo com o aval da sua comunidade, o rapper disse que medidas de Doria, como apagar os grafites da cidade, são retrocessos, mas que não se surpreende, pois acredita que a sociedade brasileira tem uma "mentalidade elitista".
"Quem votou no Doria, pensa como ele. O cara que mora em uma comunidade e vota em um cara aristocrata, rico de raiz, que nunca sofreu nada, ele se sente como o Doria. No governo Lula, a pessoa comprou um carro, uma moto, um celular caro, agora ela quer trancar tudo com um cadeado e colocar a polícia na porta para defender. Eu converso com as pessoas nas ruas. Tem quem diga que não leva o filho no CEU (Centro Educacional Unificado) porque é onde estão as 'piores crianças'. É a mentalidade elitista do brasileiro."
mano brown foto.jpg
Para o rapper, tal pensamento conservador da população faz com que policiais, religiosos radicais, homofóbicos e racistas sejam eleitos. "Você soma tudo e pergunta: quem tá elegendo? O Hitler? Não. É o brasileiro comum, mas que pensa como um alemão".
Ainda sobre política, Brown afirmou que a intolerância e os preconceitos presentes no Brasil foram alguns dos motivos do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, afirma Brown. "Se você analisar que você teve um presidente que veio do nordeste, metalúrgico e as pessoas falavam que ele era analfabeto e sem diploma. Depois entrou uma mulher, em um país machista. De uma hora para outra, tudo acabou e voltou a ser o que era antes. O povo é intolerante com essas pessoas.
"Música
Sobre seu primeiro álbum solo, intitulado Boogie Naipe, lançado no final do ano passado, o cantor e compositor disse que, apesar de o disco seguir uma linha musical diferente do Racionais MC's, o novo trabalho também tem a sua cara. "Tem uma época da música, que vai de 1977 a 1982, quando eu era adolescente, que eu considero a melhor fase. A minha geração ouviu muita música americana e ouvimos muito funk, disco e alguma coisa de rock. O disco é inspirado nessa fase."
Ao falar sobre música, o artista voltou a criticar os preconceitos da sociedade sobre gêneros que fazem sucesso nas periferias, principalmente o funk. "Tem que tomar cuidado com os tipos de preconceito. O funk existe porque o povo aceita e elegeu como um estilo de música para ouvir. O funk não é a primeira música que fala sobre assuntos banais, a novela já fala sobre isso. Você vai ter preconceito com outro favelado? Com um moleque que podia estar no tráfico, mas está fazendo funk? Você está errado."
Ouça a íntegra da participação de Mano Brown no programa Hora do Rango.

Evo Morales se afasta do governo para tratar tumor em Cuba

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta terça-feira (28) que passará alguns dias em Cuba para se submeter a uma cirurgia para remover um tumor benigno na garganta. O chefe de Estado foi diagnosticado com câncer no começo deste mês, também na ilha, após começar a sentir incômodos nas cordas vocais.
ABI
Evo lamentou se afastar do governo durante alguns dias, mas deixou claro que a cirurgia será um procedimento simplesEvo lamentou se afastar do governo durante alguns dias, mas deixou claro que a cirurgia será um procedimento simples
                                                                                                                    De acordo com o comunicado oficial da presidência, Evo definiu sua viagem após a recomendação médica e decisão do gabinete de ministros e seu vice-presidente, Álvaro García Linera.
“Amanhã tenho que viajar com urgência. Não sinto dor, é apenas uma rouquidão e a voz é importante, como sinto que cada vez está piorando, o melhor é rapidamente me submeter a uma pequena cirurgia, o problema será o tempo de repouso”, disse o presidente que lamentou não poder participar dos eventos de entregas de obras que serão realizados em seu país nos próximos dias.
Morales descobriu o tumor no começo deste mês em Cuba após ser atendido por uma complicação em sua saúde com uma disfonia. A ministra da Saúde da Bolívia, Ariana Campesino, deixou claro que o mais rápido possível o presidente voltará “com prontidão” a trabalhar para o povo boliviano porque a cirurgia será “um procedimento muito simples”.
Após a cirurgia, Evo deverá permanecer em repouso absoluto de voz durante 48 horas e sem seguida passará por uma avaliação para saber quanto tempo mais deverá ficar em Cuba até se recuperar completamente.
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O PERFEITO (PREFEITO) IDIOTA BRASILEIRO


O "Caviar" dá chilique ao ouvir da plateia que estava inaugurando programa de Dilma

O prefeito de São Paulo, João Doria, entregava, na manhã desta quarta-feira (29), as chaves do
Programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal às mulheres contempladas quando soltou a 
frase: “A força da mulher ninguém segura”. Foi o suficiente para ouvir da plateia um grito em 
resposta: “Força da Dilma para fazer as casas”.
Foi o suficiente para Doria, mais uma vez, perder as estribeiras e dar outro de seus costumeiros 
chiliques. Começou a gritar com o rapaz: “Vai procurar a sua turma lá em Curitiba”.
E acrescentou: “Olha aqui, vou aproveitar para dizer para você, que veio aqui tentar estragar a festa 
dessas famílias, que elas não estão de acordo com você”, iniciou, com dedo em riste. “Golpista é 
quem rouba dinheiro público, golpista é quem rouba o povo”, continuou, ignorando solenemente que 
vários dos seus correligionários, inclusive o governador Geraldo Alckmin, presente à cerimônia, foi 
de 2010 e 2014.

AbEstadão cria milhões de tuíteiros para ajudar Doria
Os jornais estão super preocupados com a tal da pós-verdade, mas não se incomodam com mentiras 
sem pé e nem cabeça para defender seus pupilos. Leia esta nota da Coluna do Estadão de hoje:



Isso mesmo, eles falam em 59 milhões de pessoas engajadas num tuíte de João Doria. Ou seja, 
pessoas que curtiram, comentaram ou replicaram a postagem. Sequer se perguntaram quantos 
usuários o Twitter tem no Brasil e quantos são ativos. Se fossem mais sérios teriam ido buscar qual a 
quantidade média de usuários/dia.
Como o leitor pode ver abaixo, a mensagem em vídeo gravada por Doria para responder à Amazon 
recebeu 5,2 mil curtidas, 1,8 mil retuítes e 420 respostas, até a publicação desta nota. Ou seja, como 
é possível que quase 60 milhões de pessoas possam ter se engajado no tuíte de Doria?


É uma piada. Jornalismo? Que nada, assessoria de imprensa mesmo. No esquema mais pós-verdade 
impossível. O povo da Amazon deve estar com dor de barriga de tanto rir.
PS 1: Se eu fosse assessor da Amazon, eu mandava enfiar essa “cutuvelada” no co. Assim eles 
aprenderiam, quem sabe, a respeitar, além do jornalismo, a língua portuguesa.

PS 2: O número de perfis no mundo, segundo o Twitter, em 2016, era de 319 milhões. Porém, boa 
parte das pessoas que tem um conta na rede social simplesmente a criou e não aparece por lá. Estudo 
da PeerReach diz que cerca de 56% de todos os usuários do Twitter não usam a rede. Ou seja, há 
aproximadamente 150 milhões de usuários ativos. No Brasil, este número não deve chegar a 10 
milhões.

LULA: QUEM MENTE? IGOR ROMÁRIO OU ARY FONTOURA?


Ex-presidente reúne versões de delegados da Lava Jato e integrantes da equipe do filme 
"Polícia Federal - A lei é para todos" para questionar quem não está falando a verdade no caso 
da filmagem ilegal da condução coercitiva contra ele em março do ano passado; em 
reportagens divulgadas na imprensa, há revelação do ator Ary Fontoura, que faz o papel de 
Lula, sobre as cenas gravadas pela PF no dia da ação; o produtor do filme, Tomislav Blazic, 
primeiramente disse que a ação foi filmada, depois negou suas próprias declarações; já o 
delegado Igor Romário de Paula, em resposta ao juiz Sergio Moro, admitiu que as cenas foram 
feitas, mas não vazadas; defesa de Lula pede na Justiça para que elas não sejam divulgadas 
nem no filme, nem na imprensa.

247 - A equipe do ex-presidente Lula publicou nesta quarta-feira 29 um 
texto no site oficial do petista que reúne versões opostas sobre o 
caso da suposta filmagem ilegal da Polícia Federal da condução 
coercitiva de Lula em março do ano passado.
A filmagem foi expressamente proibida pelo juiz Sergio Moro, mas reportagens na 
imprensa sobre o filme "Polícia Federal - A lei é para todos" revelam depoimentos da 
equipe de que há cenas do dia.
O ator Ary Fontoura, que faz o papel de Lula, por exemplo, confirmou a existência dessas 
imagens. O produtor do filme, Tomislav Blazic, primeiramente disse qeu a ação foi filmada, 
depois negou suas próprias declarações.
Já o delegado Igor Romário de Paula, em resposta a Moro, admitiu que a filmagem foi feita 
por agentes da PF, mas assegurou que elas não foram vazadas. A defesa de Lula foi à 
Justiça pedir que elas não sejam divulgadas nem no film nem na mídia.
Lula agora pergunta: quem diz a verdade? Leia abaixo a íntegra do texto:
Quem mente? Igor Romário ou Ary Fontoura?
Versões não faltam sobre quem vazou para quem as imagens da condução coercitiva de 
Lula ordenada por Sérgio Moro em março do ano passado
Fatos, versões, mentidos e desmentidos têm povoado nos últimos dias o noticiário sobre 
as imagens gravadas pela Polícia Federal da condução coercitiva de Luiz Inácio Lula da 
Silva, ocorrida no início do ano passado. Que os federais gravaram sua própria entrada 
armada na casa de Lula às 6h da manhã, invadindo a privacidade do ex-presidente e de 
Dona Marisa naquele dia 4 de março, já não resta dúvida: a própria autoridade policial 
admitiu isso em nota, quando ficou difícil fazer outra coisa.
O que ainda comporta versões conflitantes é se essas imagens captadas pela polícia sem 
autorização judicial foram vazadas para órgãos de imprensa e para a equipe de produção 
do filme “Polícia Federal - A Lei é Para Todos”, ainda a ser lançado. Se assim for, como 
apregoa o título da película, tal vazamento é crime, que devendo ser investigado, 
desvendado e punido.
Há quem diga que tais imagens foram, sim, vazadas. Também há quem diga que jamais 
foram vazadas. E os que dizem que não só foram vazadas, como assistidas por eles, e 
estudadas, encenadas e gravadas por uma equipe de cinema. Finalmente, há os que 
disseram uma coisa e depois disseram outra.
“Sim, vazou”
Primeiramente, os que dizem que tais imagens foram, sim, vazadas. A revista Veja é um 
exemplo. No dia 3 de fevereiro deste ano, publicou como reportagem o texto “Os 
bastidores do filme sobre a Operação Lava Jato”. Nele, está escrito:
“ A VEJA teve acesso à íntegra da gravação de todo o processo (condução coercitiva do 
ex-presidente), feita por câmera digital acoplada ao uniforme de um agente da PF. Lula, 
que abre a porta antes mesmo de os agentes baterem, estava vestido para ir à academia.”
Outro exemplo daqueles que dizem que sim, que tais imagens foram vazadas, é o jornal 
Folha de S.Paulo, que, no dia 12 de fevereiro, publicou: “Filme da Lava Jato custa R$ 15 
mi, tem investidor secreto e estreia em julho”. Baseado em entrevistas e encontros com a 
equipe de produção do filme, o diário conta como foram feitas as cenas, quem são os 
atores etc. Em dado momento, escreve:
“(O ator) Ary Fountoura interpreta o ex-presidente, que usava roupa de ginástica (ia para a 
academia) quando a PF bateu à porta, em março de 2016. Achou que estava sendo preso. 
Um dos delegados diz que não, que ‘isso se chama prisão coercitiva’. ‘Isso se chama filha 
da putice’, rebate Lula, levado à força para uma área policial no aeroporto de Congonhas”
“A ficção oferece versão mais enxuta do que se passou naquela manhã, segundo 
gravação que a PF fez no dia”.
Como a Veja e a Folha, outros veículos de imprensa de maior e menor importância 
também informaram o vazamento das imagens feitas pela PF durante a condução 
coercitiva autorizada por Sérgio Moro.
“Não vazou”
Há os que afirmam que tais imagens nunca foram vazadas. Entre eles, está o juiz de 
primeira instância da 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro, que assinou os mandados 
de busca e apreensão e de condução coercitiva de Lula naquele dia 4 de março. Junto 
com os mandados, proferiu ordem para que as imagens da operação não fossem 
gravadas, evitando assim que eventualmente fossem utilizadas para ferir a imagem e a 
honra daqueles que estavam sendo submetidos à coerção, busca e apreensão.
Depois que órgãos de imprensa como Veja e Folha passaram a divulgar que as imagens d
da condução coercitiva de Lula não só haviam sido gravadas, como repassadas a veículos 
de comunicação e produtores de filme, os advogados de Lula peticionaram questionando o 
juiz Moro. Queriam que fosse posta alguma ordem a respeito do assunto, já que grassava 
a notícia de que sua determinação a respeito de imagens da condução coercitiva estava 
publicamente sendo ignorada.
Assim, no último dia 24, ele respondeu. Determinou à Polícia Federal que se manifestasse 
em cinco dias, mas que, salvo melhor juízo:
“Não consta que qualquer gravação efetuada durante a diligência de condução coercitiva 
tenha sido disponibilizado (sic) à produção do filme ou a qualquer veículo de imprensa. Se 
o último fato tivesse ocorrido, aliás, provavelmente tais imagens já teriam sido 
publicizadas”.
 Quem também afirma com todas as letras que jamais existiu qualquer vazamento das 
imagens é o delegado federal que era responsável por zelar pelo sigilo dessas imagens. 
Seu nome é Igor Romário de Paula. Ele respondeu ao pedido de informações do juiz sobre 
o assunto na última terça-feira (28), depois das declarações de vazamento publicadas pela 
imprensa, da reclamação da defesa de Lula e da determinação de Moro. Começou por 
admitir a gravação das imagens, tendo julgado não agir ilegalmente. Depois, negou 
qualquer vazamento, como se lê em reportagem do jornal Valor Econômico: 
“A determinação expressa na ordem judicial expedida não se refere à gravação feita pela 
Polícia Federal durante a realização da diligência, mas à veiculação indevida e 
desnecessária de imagens captadas que venham porventura expor desnecessariamente a 
figura do então investigados nestes autos, o que de fato não ocorreu.”
“Em momento algum as imagens realizadas naquela data foram fornecidas a terceiros, 
sendo anexadas ao processo eletrônico correspondente somente imagens do depoimento 
realizado e posteriormente desgravado.”
“Vazou, sim, e eu vi”
Há os que dizem que as imagens da condução coercitiva de Lula determinada por Sérgio 
Moro não só foram vazadas como exibidas aos atores que trabalharam na filmagem de 
“Polícia Federal - A Lei é Para Todos”.
Ary Fontoura, que fez o papel de Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, jamais fez 
segredo sobre o que envolveu sua preparação para o papel a que se prestou, que mesmo 
reconheceu como difícil. É o que mostra entrevista do ator à revista Veja, publicada no dia 
5 de fevereiro e realizada dias antes, com Fontoura na porta do prédio da PF em Curitiba:
“Sua maior fonte de inspiração será mesmo o filme de quase duas horas feito pela Polícia 
Federal que mostra como Lula reagiu quando os investigadores bateram à sua porta, às 6 
horas da manhã, no dia 4 de março de 2016, para levá-lo coercitivamente para depor:”
“Veja: Por que é um papel difícil?
Ary Fontoura: Por se tratar de um personagem real e vivo. Além do mais, é um filme 
didático que vai mostrar a operação exatamente como ela é. O primeiro filme acaba 
justamente com a condução coercitiva do Lula, um dos momentos mais tensos da Lava-
Jato. Muita gente ainda não sabe o que aconteceu quando a polícia bateu na porta do 
apartamento do Lula naquela sexta-feira, 4 de março de 2016. “
“Veja: O que o senhor veio fazer na sede da Polícia Federal de Curitiba?
Ary Fontoura: Vim sentir o clima da Lava-Jato e assistir às gravações que a PF fez da 
condução coercitiva do Lula. Minha participação no filme começa com a Polícia Federal 
batendo na casa dele até o depoimento no aeroporto de Congonhas. 
Com o mesmo ar desinibido o ator concedeu entrevista ao site “Adoro Cinema”, publicada 
no dia 10 de fevereiro. Enquanto dizia que tinha ido à Polícia Federal em Curitiba para ter 
acesso a informações do inquérito de Lula para que assim pudesse trabalhar melhor seu 
personagem de cinema, ele contou como foi recebido pela PF na capital paranaense (a 
partir dos 3min41 do video do link acima): 
“Se teve, diga-se de passagem, uma abertura fantástica. Porque eles acham que sim, e 
muito, e muito acertadamente, que todo o povo tem direito a ver as coisas que eles têm 
gravadas, as prisões que foram efetuadas, porque foram feitas do povo para o povo”.
Disse uma coisa e depois outra
Finalmente, sobre as imagens da coerção de Lula, há os que primeiro disseram que 
vazaram, e atualmente afirmam que não vazaram.
É o caso do produtor do filme, Tomislav Blazic. No dia 12 de fevereiro, ele dizia ao jornal 
Folha de S.Paulo que firmara “um acordo sem precedentes” com a Polícia Federal, 
passando a ter “canal aberto” com agentes, acesso à carceragem e “à gravação que a 
Polícia Federal fez no dia” da condução de Lula.
Nesta semana, porém, após a reclamação da defesa de Lula, da determinação de Sérgio 
Moro e das afirmações convictas de não vazamento da Polícia Federal, o produtor deu 
declarações inéditas à imprensa. Ao jornal O Globo, por exemplo, disse, no último dia 27, 
não ter - nem nunca ter tido - qualquer vídeo da condução coercitiva do ex-presidente Luiz 
Inácio Lula da Silva, Disse também que sequer recebeu qualquer tipo de colaboração da 
Polícia Federal nas filmagens. "Não sei de onde tiraram essa informação. Isso 
simplesmente não é real." Depois da manifestação do produtor, o jornal Folha de S. Paulo 
e a revista Veja reafirmaram as informações publicadas em contrário à nova afirmação de 
Blazic.
Resta saber quem está mentindo: se Igor Romário ao dizer que não vazou, ou Ary 
Fontoura ao afirmar mais de uma vez que assistiu essas imagens na Polícia Federal em 
Curitiba.
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EM MINAS, CIRO PUXA UM "FORA TEMER!"


Aula teve que ser num estádio porque não cabia nas salas

Ciro Gomes deu uma Aula Magna em Juiz de Fora, MG, terra de Itamar Franco, o grande presidente
a que serviu como Ministro da Fazenda, quando lançaram o Plano Real que o FHC Brasif usurpou no 
PiG.
Foi ontem, 28/III, debaixo de chuva, num estádio, porque os alunos eram tantos que não cabiam nas 
salas de aula
Ele debateu por mais de três horas, durante o jogo da seleção, em que o goleiro do Brasil não fez 
uma única defesa.
Como se sabe, foi Ciro quem instituiu o princípio do "Primeiramente, fora Temer!"
Não perca a histórica entrevista "o que faria o Presidente Ciro Gomes".
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O PRESIDENCIAVEL PICARETA DA RIACHUELO


Legenda que afirma "renovar a política" anuncia que concorrerá ao Planalto em 2018 com o 
empresário Flavio Rocha, candidato em 1994 que renunciou, envolvido no "escândalo dos 
bônus eleitorais"

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

O partido Novo – que muitos chamam de "partido dos banqueiros" –, teve seu registro de fundação aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015 e surgiu na cena política com o oportunista, além de velho e surrado, discurso de ser um "partido político sem políticos", composto por pessoas "sem experiência na política", que entre si compartilham o "descontentamento generalizado com a política partidária nacional". Conversa para atrair apoiadores. O "dono" do partido é o banqueiro João Dionísio Amoêdo, que além de presidente da legenda é também presidente do Citibank, tendo ocupado a presidência do Itaú BBA e do Unibanco.
Ao lado do banqueiro, assinam a fundação do Partido Novo Marcelo Lessa Brandão, executivo do grupo que controla as redes de fast food Bob's, Pizza Hut, McDonald's e KFC ; João Antonio Lian, presidente do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé); e Fábio Luis Ribeiro, figura de destaque do setor financeiro, onde atua como gestor de fundo de investimentos.
Entre os amigos idealizadores do partido estão o ex-ministro da Fazenda Edmar Bacha e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, ambos homens fortes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Com nomes como esses em sua cúpula, o partido Novo promete "renovar a política", e já anunciou que vai lançar em breve, como pré-candidato à Presidência da República em 2018, o dono da rede de lojas Riachuelo, Flávio Rocha. Em entrevista, João Amoêdo deu o tom das qualificações que o partido vê em seu candidato para lança-lo na corrida presidencial: "Flávio Rocha é uma pessoa alinhada com os princípios do Novo e um bom gestor".
Logo de cara, já "deu ruim". Renovar a política com Flavio Rocha como candidato é uma contradição para o discurso de "sem experiência na política", já que o partido afirma oferecer ao eleitorado brasileiro a novidade, e o nome escolhido traz o legado da, como eles mesmo dizem, velha política.
O empresário Flávio Rocha, foi deputado federal em 1986 pelo PFL (atual DEM). Tão logo foi eleito, transferiu-se para o PL. Foi reeleito em 1990, mas então já estava no PRN, para onde foi após ser convidado por Fernando Collor. De volta ao PL, foi candidato à Presidência da República em 1994 – quando sua principal bandeira foi a criação do chamado Imposto Único, que substituiria todos os demais. Mas deixou a competição antes das eleições, por força das denúncias de envolvimento no "escândalo dos bônus eleitorais" – um mercado paralelo e ilegal de venda destes papeis, lançados à época como forma de financiamento de campanhas. Candidatos conseguiam compradores por um certo valor, mas os vendiam com deságio, pela metade do que valeria, a fim de legalizar recursos recebidos por empresas e não contabilizados oficialmente.
Largou a política e foi cuidar da empresa da família.
Recentemente, Flávio Rocha apareceu em uma reportagem da revista Carta Capital, desta vez como empresário, queixoso da política econômica e "um dos porta-vozes do empresariado nacional a defender o impeachment" de Dilma Rousseff.
Pela crítica feroz que fez da "política dos campeões nacionais do BNDES", o banco estatal de fomento da economia brasileira, chama a atenção que, entre 2006 e 2009, o empresário tenha recebido financiamentos da ordem de R$ 1,44 bilhão, além de ter se beneficiado de isenção de 75% do Imposto de Renda na construção de fábricas no Ceará e no Rio Grande do Norte.
O partido Novo poderia explicar que novidade há no perfil político e empresarial de seu pré-candidato a presidente. Afinal de novo mesmo, não existe nada, é a velha repetição de vícios e desvios do país, que apenas se repetem com cara de renovação.
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O FILME DA GLOBO JATO MENTE ATÉ NO TÍTULO: “A LEI É PARA TODOS”




O filme sobre a Lava Jato é, desde já, o retrato definitivo da operação e de uma época no Brasil.
Não apenas pelo que mostrará na tela, mas pelos bastidores: uma história cheia de manipulações, contradições e mentiras, com uma intenção pretensamente nobre por trás. Acrescentem-se ao bolo o talento de Marcelo Serrado, Ary Fontoura e Flávia Alessandra.
O delegado Igor Romário de Paula, um dos coordenadores da força tarefa — aquele do timing —, se enrolou numa explicação sobre o vazamento das imagens da condução coercitiva de Lula para a produção do longa e a mídia.
Respondendo à denúncia dos advogados do ex-presidente, Igor contou que filmou tudo. Mas nada foi entregue “a qualquer pessoa, empresa ou veículo de comunicação”. Então tá.
A defesa de Lula elencou diversos trechos de reportagens que mostram o contrário.
Um texto assinado pelo inefável repórter Ulisses Campbell — aquele que inventou uma festa do irmão de Lula com farta distribuição de iPads para os convidados — relata que a “VEJA teve acesso à íntegra da gravação, efetuada por meio de uma câmera digital acoplada ao uniforme de um agente da PF que participou da ação”.
Noutro trecho, Campbell diz que “o filme de [Marcelo] Antunez não reproduzirá todos os diálogos captados pelo vídeo da PF. ‘Mas os que aproveitarmos serão reproduzidos fielmente’, diz o diretor.”
Ary Fontoura — aquele que chamou Dilma de golpista no Faustão —, que faz o papel de Lula, aparece diversas vezes elogiando a parceria com o que o ex-ministro Eugênio Aragão chama de “meganhagem”.
Uma entrevista com o ator revela que “sua maior fonte de inspiração será mesmo o filme de quase duas horas feito pela Polícia Federal que mostra como Lula reagiu quando os investigadores bateram à sua porta, às 6 horas da manha, no dia 4 de março de 2016, para levá-lo coercitivamente para depor”.
Alguém está mentindo. Quem? Igor ou os outros? Vai haver uma acareação? Rola delação premiada? Nesse caso, obviamente que vai se dar um jeito de tucanar o procedimento até o lançamento.
Essa peça de propaganda da Lava Jato é uma empulhação, fruto de tenebrosas transações. O jurista Lenio Streck escreveu sobre a “visita” da equipe de filmagem aos presos da LJ, levados por policiais num tour por um “zoo (des)humano”. Onde fomos parar?
É um sucesso garantido do ponto de vista da metalinguagem: uma obra sobre a “luta contra o câncer da corrupção” foi montada sobre expedientes corruptos, antiéticos e imorais.
Tem um jeito de evitar o vexame final: Sergio Moro acusa o velho Ary de obstrução da justiça e de não ser jornalista e o mete no xadrez, pertinho de Cunha e Dirceu.
Moro resolveria um problema cinematográfico e ainda poderia falar pro pessoal do Antagonista que, finalmente, prendeu o Lula.

POR QUE A IMPRENSA BLINDA BLAIRO MAGGI


PF fez busca a apreensão no gabinete do ministro, em sala que abriga responsáveis por contato 
com o Congresso; em agosto, ele reduziu fiscalização sanitária. 

De Olho nos Ruralistas informa: ““Carne Fraca”: PF fez busca e apreensão no gabinete de Blairo Maggi“. Não na sala específica do ministro da Agricultura, mas no gabinete, no mesmo andar – na sala onde ficam os responsáveis pela articulação política e pela relação com o Congresso. A grande imprensa não deu, embora a informação (com endereço e tudo) esteja escancarada na lista de busca e apreensões divulgada pela Polícia Federal.
Não deu porque é distraída ou porque há interesse de patrões e editores em blindar o ministro?
Em agosto, Maggi anunciou que reduziria a fiscalização sanitária. Foi uma das medidas anunciadas no plano Agro+. A imprensa também ignorou. É novamente o De Olho nos Ruralistas – um observatório sobre agronegócio no Brasil – que informa, em notícia na semana de inauguração do site, em setembro: “Maggi reduz fiscalização sanitária: ‘É o mercado que vai punir quem faz coisas erradas'”.
Disse o ministro, em fala registrada em vídeo:

– Não é possível que uma empresa de café, maçã, fumo, que investe milhões de dólares em processo, e tem controle absoluto, o Estado tem de chancelar. O Estado tem de fazer fiscalizações pontuais, seletivas, e a gente liberar. É (para fiscalizar) onde tem mais riscos.

No entanto, ele informou que a avicultura era exatamente uma das áreas que perderiam fiscalização. Exatamente a avicultura, um dos pivôs da Operação Carne Fraca. Avicultura “e abates”, detalha ele.
O leitor está estarrecido com as informações? Pode checar. São todas oficiais. Veja o vídeo. Leia a lista de buscas e apreensões da PF. Não ficou sabendo por que as informações não despertaram o interesse da grande imprensa.
E, portanto, temos um ministro blindado. Há quem ataque o juiz que determinou a investigação, a Polícia Federal, os carnívoros (ou os vegetarianos, dependendo do ponto de vista), todo mundo – menos o ministro que tirou uma curiosa licença de dez dias na noite exatamente anterior à da operação da PF, na quinta-feira.
No máximo se questionam as conexões do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, com o ex-superintendente do Ministério da Agricultura (olhem ele aqui de novo) acusado pela PF de ser o líder do esquema, a quem Serraglio chamava de “grande chefe”. Mas, novamente, Blairo Maggi passa despercebido – como se chefiasse uma pasta distante.
Um nacionalismo curioso
Parte da esquerda e, portanto, da imprensa alternativa, mostra-se subitamente preocupada com a “indústria nacional”, ou coisa parecida. Em exercício bastante conspiratório, e como se o modelo agropecuário que dá sustentação à BRF e à JBS fosse algo próximo do nacionalismo. (Seria mais coerente defender camponeses e povos indígenas.) Não é. E é novamente Maggi que ilustra isso.
Maggi e a bancada ruralista querem liberar a venda de terras para estrangeiros. Os interesses nacionais só são invocados quando convêm. O ministro da Agricultura, um dos maiores produtores de soja e milho do mundo, enxerga apenas um setor a ser blindado nessa entrega – coincidentemente, o de grãos, como soja e milho.
No caso do café, Maggi quer a liberação das importações. Produtores nacionais são contra. Mas ele defende a indústria, internacionalizada – essa mesma que alguns estão supondo que atenda interesses nacionais. Há uma contradição interna no universo ruralista, nesse caso. Embora todos se unam na hora de se posicionarem contra direitos indígenas, camponeses, quilombolas.
Mas o ministro só aparecerá nos jornais como eventual apagador de incêndio. Em reunião com Michel Temer para defender as exportações do agronegócio brasileiro – essas que têm um poder de fogo historicamente superestimado, como se fossem (não são) a salvação da economia brasileira.
Seria melhor se nos informassem o teor das conversas entre o gabinete do ministro – em particular da sala onde houve busca e apreensão – e o Congresso. Ou se contassem à população brasileira que, para o ministro, é o mercado quem vai punir quem vende carne podre.
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SÓRDIDO: PF DÁ CRACHÁ A ATOR DE FILME CONTRA LULA


Calloni é o delegado 2846 (Reprodução: Instagram)...Força Tarefa fez "laboratório de 
interpretação"! 

O delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal (PF) de Curitiba, confirmou, em ofício 
enviado na segunda-feira ao juiz federal Sergio Moro, que foram feitas imagens durante a condução 
coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (...)
O Conversa Afiada tratou na TV Afiada da sordidez inscrita naquele filme para desmoralizar o Lula, 
e que vai mostrar a cama em que dormia o casal Lula e D. Marisa, entre outras imagens captadas 
durante o sequestro de Lula, numa chamada "condução coercitiva" de autoria do Juiz Moro.
Mostrou que o Japa da Federal fez uma "visita guiada" da equipe do filme nas celas da Lava Jato e 
mostrou Eduardo Cunha e Marcelo Odebrecht trancados na cela, como feras enjauladas.
A sordidez tem prazo: lançar o filme entre junho e julho, pouco antes de o Juiz Moro condenar Lula 
por crime que não cometeu.
E legitimar a arbitrariedade.
A Força Tarefa fez um "laboratório de interpretação".
Delegados da aecista Polícia Federal e procuradores que procuram o que querem achar receberam os 
atores que desempenharão seus papeis no filme "A lei é para todos" (menos para tucano, porque, aí, 
não vem ao caso!).


Procuradores Santos Lima (E) e Dallagnol (D) treinam com Flavia Alessandra (Reprodução: 
Instagram)

O "laboratório" consistiu em o interpretado se exibir para o intérprete, para que o interpretado seja 
bem reproduzido na tela.
É provavel que o Juiz Moro tenha recebido em seu imaculado gabinete o ator Marcelo Serrado, o 
Crô da novela global, que o interpretará.
Como teria sido o Juiz Moro a mostrar ao Serrado como deve ser o Moro do filme?
O ator Antonio Calloni já exibiu o crachá que recebeu da Polícia Federal!!!
Na qualidade de "delegado"!!!
É a mais completa esculhambação - ou sordidez!
Os Procuradores Carlos Fernando Lima - aquele que foi horizontal no Banestado - e o PowerPoint 
Dallagnol também se exibiram no "laboratório" para os atores, entre eles a Flavia Alessandra, que, 
provavelmente, interpretará a Sra. Moro.
O ator Antonio Calloni, que interpretará o delegado Igor Romário, mereceu ser submetido a um 
"laboratório" com o interpretado e o inesquecível delegado Márcio Ancelmo, que se declarou aecista 
e honra o ansioso blogueiro com um processo judicial.


"Delegado" Calloni com professores do "laboratório": delegados Igor (centro) e Anselmo (D) 
(Reprodução: Instagram)

Quem produz o filme?
Quem botou grana nessa patranha?
Ninguém sabe.
É um investidor que não se identifica.
Quem será?
O Jorge Paulo Lemann?
Um dos filhos do Roberto Marinho?
A filha do Careca?
A irmã do Mineirinho?
O gatinho angorá?
O Joesley da Friboi?
O Abilio Diniz da BRF?

PHA
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OS DELEGADOS MIDIOTICOS E A POS-VERDADE DA PF




Conheci o delegado Igor Romário de Paula em uma audiência de conciliação a que fui obrigado a ir em Curitiba, respondendo a um processo aberto por ele. Amanhã, retorno a Curitiba para outra audiência, agora em uma ação do delegado Moscardi Grillo.
Não por coincidência, são os dois delegados mais midiáticos, disputando protagonismo na mídia, sem nenhum respeito pela sua própria corporação – como se viu no episódio da Carne Fraca – desmerecendo, com seu protagonismo, o trabalho coletivo de colegas.
Na audiência com Igor, apresentei uma proposta de conciliação irrecusável: uma entrevista com ele, a ser publicada na íntegra no GGN. Igor recusou a oferta com tanta rapidez que parecia ter um revólver apontado contra seu peito. Fiquei com a impressão de que ele não é adepto da transparência, escudando-se apenas na mídia que não o questione. 
A resposta dada por ele à denúncia dos advogados de Lula – que acusaram a Lava Jato de vazar imagens do apartamento de Lula, filmados por ocasião da condução coercitiva – dá uma boa ideia da imprudência da PF, de colocar uma operação da envergadura da Lava Jato em mãos tão imaturas. 
Na resposta ao juiz Sérgio Moro, Igor admite que toda operação é filmada através de câmaras colocadas no uniforme dos policiais. Depois, garantiu que nenhum filme vazou para a equipe do filme “PF, a Lei é para Todos”, nem para a imprensa. 
Como vídeos não nascem de geração espontânea, qual a explicação para o fato da equipe de filmagem afirmar ter recebido os vídeos? E que vídeo a revista Veja recebeu, se as únicas filmagens foram da PF? 
Ainda não caiu a ficha da Lava Jato, nem de Sérgio Moro nem de policiais imaturos, como Igor e Grillo. Enquanto a imprensa vociferava a figura do inimigo externo, todos os pecados eram permitidos. Com o inimigo fora de cena, todos os abusos serão reprimidos. E fica claro, para a própria corporação da PF, que o maior inimigo da autonomia da categoria é o deslumbramento de delegados imaturos, que não souberam preservar a sobriedade exigida pelo cargo.

PRESOS CINCO DOS SETE CONSELHEIROS DO TCE DO RIO



POR FERNANDO BRITO 

Praticamente todo o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro foi em cana, hoje de manhã.
Quem conhece tribunais de contas – lembra que endeusavam o TCU e suas “pedaladas” para cassar 
Dilma? – sabe que não seria nada de mais se isso se repetisse por toda parte.
O presidente da Assembléia, Jorge Picciani, levado por uma destas “conduções coercitivas” que são 
uma prisão temporária (mal) disfarçadas.
O Tribunal de Justiça não recebeu de Pezão para pagar juízes e servidores.
Os promotores foram pedir o seu, que não veio, aos juízes que ficaram sem.
Quanto falta para a polícia ficar sem, também, e “espiritosantozar” o Rio?
A Câmara vota hoje o projeto que submete os Estados à chantagem da União, que quiserem socorro.
Estamos em plena normalidade.
Sabe porque não tem intervenção federal no caótico Rio?
Leia o primeiro parágrafo do Art. 60 da Constituição Federal:
§ 1º – A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de 
defesa ou de estado de sítio
Com intervenção, babaus reforma da Previdência.