quarta-feira, 29 de julho de 2015

Dilma, manda a S&P à m…! O Putin deixava prender o Othon?


É o irremediável complexo de vira-latas!

O Putin deixava um juizeco de província prender um almirante, um engenheiro nuclear, responsável pelo programa russo de enriquecimento de urânio, pela bomba atomica ?
A Índia deixava o engenheiro construtor da sua bomba atômica ir em cana por ordem de um juizeco de província ?
O Paquistão deixava o construtor de sua bomba atômica ir em cana por ordem de um juizeco de província ?
E Israel, deixava um juizeco de província prender o construtor de seus cem artefatos ?
E os Estados Unidos, a França, a Inglaterra ?
O Príncipe da Privataria , entre outros atos de lesa-pátria, assinou o Tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares e o Brasil se fez impedido de produzir a a bomba atômica !
Crime de Estado !
A Alemanha, a Noruega, a Suécia, a Argentina deixariam seu almirante Othon ir em cana, já que seus programas nucleares, como o brasileiro, estão submetidos à AIEA, a agencia da ONU para energia nuclear ?
Pergunta à Cristina K !
Não !
Sabe por que o Brasil se submete a tanta humilhação ?
Porque isso aqui é uma esculhambação.
Porque o Golpe é isso aí!
Ninguém tem peito de enfrentar esse juizeco de província, esse juiz sobrenatural.
Nem o Supremo, nem o Executivo !
Ajoelham-se todos diante da Vara de Guantánamo, do PiG e de seus superiores interesses: a Chevron do Cerra !
É por isso que o Moro é valente !
(Até o Daniel Valente Dantas entrar na parada !)
O Moro é valente, como foram os Golpistas de 64, porque a Quarta Esquadra americana está e esteve a caminho, na Operaçao Brother Sam! (Veja o documentário “o dia que durou 21 anos”)
O Moro tem a Quarta Esquadra no litoral do Rio !
E também porque o Estado brasileiro não tem amor próprio !
Não se dá ao respeito !
O almirante se deixou corromper ?
Vamos submete-lo à Lei sem comprometer a segurança nacional !
Habeas Corpus para ele e um julgamento que não o exponha a um grampo de mictório, à tortura de uma delação premiada (premiada para o embaixador americano !).
O almirante tem 76 anos !
Isso só acontece porque o Governo Dilma só Governa para o ajuste !
Trocou o FMI por esses tamboretes de bancos americanos, as “agências de risco”, que submetem o Brasil a periódicas chantagens: não mudo agora, mas quando a Urubologa quiser, a gente te rebaixa.
Manda elas todas à m… !
O que aconteceu com a Rússia depois que as agencias “rebaixaram” o Putin ?
O Putin cuspiu nelas e reforçou os gastos em armamentos.
Porque é assim que se defende o interesse nacional: à bala, dizia o Floriano Peixoto !
No dia seguinte à entrega dos tesouros gregos aos bancos alemães, as agencias de risco elevaram a nota da Grécia !
Tem presidente de agencia de risco que foi preso nos Estados Unidos, por corrupção ativa e passiva !
Em conluio com os banqueiros que lesaram os incautos na crise de 2008 !
(Veja documentário “Inside Job”)
E aqui, os neolibeles instalados no Estado se borram de medo desses economistas de meia pataca, que arrumaram um empreguinho nas agencias de risco, porque não tem qualificação para trabalhar no FMI ou no Banco Mundial.
Melhor quando o Brasil era governado pelo FMI, nos bons tempos do FHC !
Pelo menos os economistas do FMI são de melhor nível.
Agora são esses que não passam num exame do ENEM.
Quem são eles ?
Como se chamam ?
Que livros escreveram ?
Que teses ?
Em que revistas de Economia ?
E o Governo Dilma se deixou cercar por eles.
O Delfim morria de dar risada do FMI.
Não cumpria nada do que prometia !
O Lula pagou o que devia ao FMI e emprestou dinheiro ao FMI.
E o Levy trata a S&P’s como se fossem oficiantes da Catedral de Chartres.
E agora dizem que o Levy quer renegociar os juros dos caças suecos !
Só faltava essa !
O Levy trocar os caças suecos pelos da Boeing !
O Brasil se deixou sufocar.
Não resiste ao cerco.
Aceita a lógica do cerco.
E o Moro governa.
Tem Ministro da Justiça para peitar o Moro ?
Não tem ?
Cade o Supremo ?
Tem Conselho Nacional de Justiça ?
Não tem !
É isso o que faz a minoridade política do Brasil.
Isso é o que envergonha o Brasil diante do mundo.
É assim que o Brasil perde “o bonde da História” !
Porque o Brasil é irremediavelmente um vira-latas !
É por isso que o Brasil não tem peso nem nos BRICs.
Porque o Brasil não se dá ao respeito.
Não se leva a sério.
E vai enjaular o homem que desenvolveu o sistema próprio de enriquecimento de urânio numa cela contigua à de estuprador !
E vai obrigá-lo a cuspir os feijões para a Quarta Esquadra americana que está em cima do pré-sal, à espera de o Moro fechar Belo Monte !
Ou delata ou morre lá dentro !
Triste destino.
É a sina do 7 a 1.
A vocação para o pelourinho !
E o chicote nas mãos do Moro !
Chicote made in USA !

Paulo Henrique Amorim
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Sabe aquela revista inglesa que vive dando aula para o Brasil? Está à venda !



Paulo Nogueira

Sabe aquela revista que vive dando lições para o Brasil? Façam isso, façam aquilo, sempre pontificando, sempre doutoral.
A inglesa Economist.
Ela está à venda. Não está conseguindo sobreviver à Era Digital. Tão boa para oferecer soluções para o Brasil e para o mundo, a Economist não encontra saída para si própria.
E não está também encontrando comprador.
A Economist é 50% da Pearson, que acaba de vender para um grupo japonês o também professoral diário Financial Times.
Algumas grandes editoras — Bloomberg, Thomson Reuters e Axel Springer — foram procuradas para ver se se interessavam pela Economist.
Nenhuma topou.
Calcula-se que a fatia da Pearson valha 400 milhões de libras, quase 2 bilhões de reais.
A Pearson, aparentemente, quer se encontrar apenas em seus negócios no campo da educação.
Mas quem quer comprar jornal e revista em pleno ano de 2015?
Talvez em países emergentes, por razões específicas. Chineses, no ano passado, arrebataram a Forbes, que foi símbolo de publicação de negócios nos Estados Unidos durante décadas.
No caso do FT, o comprador é também asiático — japonês.
Pode ser importante para países emergentes, em sua escalada internacional, ter a posse de companhias respeitadas de mídia.
E aí chegamos a uma situação anedótica.
Os donos das grandes empresas de jornalismo do Brasil não podem vendê-las para compradores de fora.
Isso por causa da reserva de mercado.
Foi uma forma de protegê-las da competição externa. Quando quase todos os setores da economia brasileira já tinham sido abertos ao mundo, a proteção – algo que vai contra o espírito puro do capitalismo — continuou a vigorar para a mídia, tamanha a força do lobby da mídia.
Era mais uma mamata, até virar uma desvantagem.
Presumivelmente, a China gostaria de comprar alguma empresa relevante de mídia brasileira, dada a importância do Brasil em sua geopolítica.
Digamos a Abril, ou o Estadão, as duas grandes empresas familiares em situação mais dramática.
Mas isso não vai acontecer.
Pela lei, apenas 30% das ações das empresas de mídia podem estar em mãos estrangeiras.
Privilégios, depois de algum tempo, podem virar o oposto: esta é a lição da reserva de mercado para a mídia.
Quanto à Economist, que salva a humanidade toda semana mas não a si própria, convém ler com cuidado cada vez que ela disser o que o governo brasileiro deve fazer ou não fazer."
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PROCURADOR FANFARRÃO ACIMA DO BEM E DO MAL


Com vídeo no Youtube, procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Lava 
Jato, lança campanha ‘Dez Medidas contra a Corrupção’, do Ministério Público, que pretende 
recolher 1,5 milhão de assinaturas para apresentar ao Congresso um projeto de iniciativa 
popular com ações anti-corrupção; "Escândalos de corrupção envolvendo diferentes governos 
partidos nos enchem de indignação. Anões do orçamento, Propinoduto, Sangue-suga, 
Mensalão, Lava Jato. A corrupção sangra o nosso país", disse; "O juiz Sergio Moro, os 
procuradores e os delegados da Lava Jato já assinaram. A Lava Jato trouxe esperança, mas 
agora nós precisamos da sua ajuda. Vamos juntos construir um país mais justo", acrescentou; 
em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira, ele afirmou que o modo como a corrupção é 
punida no país "acaba se tornando uma piada"

Paulo Moreira Leite no Brasil 247

Nunca tive religião. Só frequentei igrejas, templos e sinagogas por razões sociais, como assistir a casamentos, batizados e cerimônias fúnebres.
Essa situação me ajudou a ter um convívio enriquecedor com várias correntes religiosas, usufruindo da diversidade cultural de nossa época, a partir da compreensão de que a diferença não nos afasta, mas pode nos aproximar e fortalecer.
Estou convencido de que entender que somos iguais em nossas diferenças é um dos principais aprendizados do século XXI, numa civilização onde a intolerância deixou marcas terríveis e profundas.
Um de meus grandes amigos foi Jaime Wright, pastor protestante, grande militante de direitos humanos. Convivi com pessoas de profunda fé católica, boa parte em minha família. Mantive longos diálogos com o rabino Henri Sobel, orador capaz de rezas emocionantes. Conversei menos do que gostaria com Leonardo Boff. Já maduro, após uma viagem a Paris -- olha só -- tive um longo contato com lideranças umbandistas. Graças aos romances de Nagib Mahfouz e aos ensaios de Edward Said, compreendi a riqueza da cultura árabe e da religião muçulmana.
Escrevi os parágrafos acima porque me confesso chocado com as revelações de Bernardo Mello Franco, na Folha de S. Paulo de hoje.
Ontem, Mello Franco esteve numa igreja batista na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, onde o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato, falou para cerca de 200 pessoas.
A reportagem descreve: "Antes de falar, o procurador, que tem mestrado em Harvard, foi apresentado como 'servo' e 'irmão.' De terno e gravata, discursou do púlpito, citou a Bíblia e disse acreditar que Deus colabora com a Lava Jato."
O jornalista cita um diálogo entre Dallagnol e os fiéis:
"Dentro da minha cosmovisão cristã, eu acredito que existe uma janela de oportunidade que Deus está dando para mudanças", afirmou.
"Amém", respondeu a plateia.
"É isso aí. Deus está respondendo", devolveu Dallagnol.
O procurador também disse: "se nós queremos mudar o sistema, precisamos orar, agir e apoiar medidas contra a corrupção", disse, antes de acrescentar: "O cristão é aquele que acredita em mudanças quando ninguém mais acredita. Nós acreditamos porque vivemos na expectativa do poder de Deus".
Em seguida, Dallagnol pediu apoio para um abaixo-assinado favorável a um projeto de lei do Ministério Público que pede mudanças na lei contra corrupção.
Eu acho errado e inaceitável.
A Lava Jato é uma operação policial feita por homens de carne e osso, com qualidades e defeitos. Podemos listar uns e outros, mas este não é o caso, agora.
Quando as mudanças nas leis contra corrupção, basta saber que, no Supremo, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello fazem críticas à alteração principal, aberração que tenta permitir que a Justiça aceite provas obtidas de modo ilícito. (Algo a ver com as escutas da Lava Jato, terrestres e ilegais? Quem sabe).
Cabe estranhar que seu responsável, chefe da força-tarefa, condição que lhe dá uma posição muito especial no Ministério Público, e uma força interna muito grande frente ao PGR Rodrigo Janot, tente apresentar a Lava Jato num patamar acima de toda crítica, sugerindo que se trata de uma obra divina. "Deus está respondendo." É isso aí?
Se isso é feito por puro marketing, é desprezível. Se apoia-se numa crença verdadeira, hipótese em que acredito, é mais grave ainda -- pois, através de convicções religiosas, exprime um absurdo viés antidemocrático, anterior à Revolução Francesa de 1789. Em qualquer caso, é uma postura estranha -- eu diria incompatível até -- com a justiça dos homens.
Se aprendemos que o bom Direito se revela através do conflito e do contraditório, como conciliar essa noção, moderna, herética, com noções divinas, quando sabemos que o sagrado é intocável?
Deltan Dallagnol é procurador da República, num país onde o artigo 127 da Constituição diz que o "Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis."
Em seu artigo 5o, parágrafo VI, a Constituição diz ainda que é "inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”
No artigo 19, inciso I, se afirma que é "vedado a União, Estados e Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público."
São regras importantes. O Estado não pode perseguir religiões. Também não pode ter preferências.
O Brasil define-se como um Estado laico desde 1889, na proclamação da República. Essa visão se contrapõe a de um Estado confessional, aquele onde uma religião específica tem proteção especial e direitos específicos.
O Brasil, há 126 anos, optou pelo caminho da tolerância e da igualdade entre as religiões, proibindo até que estabeleçam "relações de dependência ou aliança."
É esta "ordem jurídica" que cabe a um procurador desta República defender. E só.
Alguma dúvida?

Odebrecht “peita” Moro: Lava Jato é um “reality show”



Fernando Brito

É impressionante a peça oferecida pela defesa de Marcelo Odebrecht em resposta ao “pedido de explicações” dirigido ao acusado pelo Juiz Sérgio Moro.
Claro que a imprensa, como fazem a Folha, Estadão e O Globo “puxam” para o fato de que não se “apresentou explicações” sobre as anotações do executivo.
A pergunta obvia é sobre qual o dever de apresentar explicações sobre fatos que não se constituem, em princípio, em ilícitos e nem mesmo em indícios de que possam ser ou ter relação com outros dos que o pretendem acusar.
É nenhum, em qualquer sistema de Justiça que não tenha como regras as da fábula do lobo.
Mas a dureza da peça vai além.
A comparação da Lava Jato com um “reality show" faz uma evidente comparação com a “Casa do Big Moro Brasil”, onde os participantes ficam enclausurados, pressionados e monitorados enquanto são preparados para a ida ao “paredão”, onde disputarão entre si aqueles que serão eliminados ou os que cairão nas boas graças do público.
A defesa – exercida pelos advogados Dora Cavalcanti Cordani, Augusto de Arruda Botelho e Rafael Tucherman – aliás, só comenta uma das especulações servidas para a imprensa: as sobre uma menção a “LJ” e a “ações B”, como se fossem referências à Lava Jato e a iniciativas extra-legais, afirmando que se tratam, na verdade, das iniciais do colunista da Veja, Lauro Jardim e das ações da Braskem, gigante petroquímica controlada pela Odebrecht em sociedade com a própriaPetrobras.
Mas, de fato, importa menos a defesa técnica e pontual, porque as acusações não são, em geral, também técnicas.
O texto da Odebrecht é político.
Ao questionar abertamente não apenas as acusações, mas os métodos empregados para formulá-la e a parcialidade do Dr. Sérgio Moro – afirmando que “parece fazer ouvidos de mercador” a qualquer argumento da defesa, aos agentes da Polícia Federal e à Força Tarefa do Ministério Público no caso, fica claro que a decisão de Marcelo Odebrecht e sua empresa é a de enfrentamento e não a de se amoldar, via “delação” , à acusação que recebe.
O que era, aliás, a regra, antes que quatro meses de prisão “provisória” transformassem a operação num amontoado de delações de parte a parte, onde uma dúzia e meia de pessoas dizem o que a polícia e o MP querem que digam.
É claro que nem Marcelo nem sua defesa esperam que argumentos e questionamentos vão impressionar Moro.
São apenas preparatórios para outras instancias judiciais.
Se nelas vão ter algum sucesso, diante do chantageamento que sobre todas exerce a pressão midiática é outra história.
Leia a petição da defesa de Marcelo Odebrecht, publicada na íntegra pelo site Jota, especializado em cobertura de tribunais e veja se não é mais uma peça de ataque que defesa:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ

Pedido de Busca e Apreensão Criminal no 5024251-72.2015.4.04.7000

MARCELO BAHIA ODEBRECHT, nos autos do Pedido de Busca e Apreensão em epígrafe, vem, por seus advogados, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, em atenção ao r. despacho lançado no Evento 437, expor o quanto segue:
Desde a prisão do peticionário, há mais de um mês, teve início a caça a alguma centelha de prova que pudesse, enfim, legitimar uma segregação baseada no nada.
Depois do emprego deturpado da teoria do domínio do fato, da utilização de uma mensagem eletrônica de quatro anos atrás (que nem foi o paciente quem mandou e que Vossa Excelência mesmo reconheceu que precisa ser mais bem investigada), e da transformação da presunção de inocência e do exercício do direito de defesa em causas de encarceramento, era mesmo de se imaginar que houvesse uma busca por algo que disfarçasse a colossal ilegalidade da custódia de MARCELO.
Polícia e Ministério Público Federal engajaram-se na missão com afinco, e para tanto deixaram a razoabilidade de lado.
O Parquet adotou estratégia tão clara quanto intolerável: tudo que surgisse relacionado a qualquer executivo de empresas do grupo Odebrecht seria, automaticamente, imputado também ao requerente. Por tudo, leia- se tudo mesmo – desde documentos velhos de autenticidade duvidosíssima, engavetados para serem usados a conta-gotas, até uma artificiosa correlação entre telefonemas e depósitos bancários lógica e cronologicamente estapafúrdia, e sempre sem qualquer liame com MARCELO.
A Polícia Federal não ficou atrás. Chegou mesmo a violar o sigilo da comunicação entre o preso e seus advogados, transformando um bilhete com tópicos para a discussão de Habeas Corpus – entregues aos defensores por um agente penitenciário, depois de ter sido a ele passado pelo requerente! – em uma esdrúxula ordem voltada ao cometimento do que seria o mais impossível dos crimes: destruir fisicamente aquela mesma mensagem eletrônica, há muito estampada no relatório policial, no decreto prisional e em dezenas de páginas de internet Brasil afora.
Já em despacho do último dia 21, Vossa Excelência instou a defesa a se pronunciar sobre o novo capítulo da tentativa de coonestar a prisão do peticionário. Dessa feita, a autoridade policial apresentou, em anexo ao Relatório Parcial do Inquérito 5071379-25.2014.4.04.7000, um relatório de análise de notas contidas em telefone celular apreendido na residência do requerente.
Em seu afã de incriminar MARCELO a todo custo, a Polícia Federal nem se deu ao trabalho de tentar esclarecer as anotações com a única pessoa que poderia interpretá-las com propriedade – seu próprio autor. Ao reverso, tomou desejo por realidade e precipitou-se a cravar significados que gostaria que certos termos e siglas tivessem.
E, mais uma vez, transformou as peculiaridades do processo eletrônico em sua aliada na tática de atirar primeiro e perguntar depois. Sabedora de que a livre distribuição de chaves eletrônicas tornou os processos da Lava Jato uma espécie de reality show judiciário, a polícia lançou no mundo as anotações pessoais de MARCELO e as tortas interpretações que deu a elas, e aguardou que fossem quase instantaneamente noticiadas como verdades absolutas.
Houvesse tido a cautela que sua função exige, e a Polícia Federal teria evitado a barbaridade que, conscientemente ou não, acabou por cometer: levou a público segredos comerciais de alta sensibilidade em nada relacionados aos pretensos fatos sob apuração, expôs terceiros sem relação alguma com a investigação e devassou mensagens particulares trocadas entre familiares do peticionário, que logo caíram no gosto de blogs sensacionalistas.
Lamentavelmente, a obstinação investigativa e persecutória de autoridades que atuam na Lava Jato parece ter turvado sua compreensão de que o país não se resume a um caso criminal. Há indivíduos, famílias, empresas, finanças, obras e empregos em jogo – no caso das empresas do grupo Odebrecht, são mais de 160.000! –, que deveriam impor um mínimo de cuidado na análise e divulgação de documentos e informações por parte dos agentes públicos, ao menos até que bem esclarecidos seu conteúdo e eventual pertinência com as apurações.
Com a intimação lançada no Evento 437, a defesa até imaginou que esse MM. Juízo decidira impor alguma ordem às coisas. Não obstante já então houvesse sinalizado que estava tendente a encampar as desatinadas interpretações da autoridade policial, ao menos optara por ouvir previamente a defesa sobre as anotações que, conforme vossas palavras, estavam todas sujeitas a interpretação.
Todavia, a inobservância injustificada da contagem de prazo do processo eletrônico para a defesa se manifestar, bem como a iniciativa de Vossa Excelência – estranha ao sistema acusatório que vigora em nosso país – de dragar documentos de inquérito que estava com vista ao Ministério Público Federal para oferecimento de denúncia já faziam prever o que viria.
Um dia depois de conceder o prazo que se esgota na data de hoje, Vossa Excelência não esperou os esclarecimentos da defesa para decretar de novo a prisão do peticionário, com fundamento exatamente naquelas anotações sujeitas à interpretação!
Escancarado, desse modo, que a busca da verdade não era nem de longe a finalidade da intimação, a defesa não tem motivos para esclarecer palavras cujo pretenso sentido Vossa Excelência já arbitrou.
Inútil falar para quem parece só fazer ouvidos de mercador.
O peticionário deplora, isso sim, o rematado absurdo de se considerar anotações pessoais a si mesmo dirigidas, meras manifestações unilaterais de seu pensamento, como atos efetivamente executados ou ordens de fato passadas. Ainda que o conteúdo dos registros fosse aquele nascido das criativas mentes policiais, rematado absurdo, nada indica que eles de algum modo tiveram repercussão prática, ou seja, que foram de fato implementados ou determinados a terceiros.
De mais a mais, o relatório de análise condensa anotações inseridas no campo “tarefas” do programa Outlook ao longo do tempo, umas em sobreposição a outras, sem qualquer ordem cronológica, muitas delas inclusive com seu conteúdo cortado automaticamente pelo programa por limitações de espaço no campo em que digitadas.
Impressiona, igualmente, a dubiedade do discurso de Vossa Excelência. De um lado, quando intima a defesa, assevera que “tudo está sujeito à interpretação”. De outro, porém, antes mesmo de ouvir explicações, prende novamente quem já está preso dando por certo aquilo tudo que estava sujeito a interpretação!
Isto é: mesmo sem poder assegurar o sentido das anotações, e muito menos se elas surtiram efeito prático, Vossa Excelência não hesitou em empregá-las para o mais drástico propósito.
Ademais, esse ínclito Magistrado acabou por encampar o indecoroso uso que a Polícia Federal fez daquilo que a r. decisão tachou de “o trecho mais perturbador” das anotações.
Nos dizeres do relatório policial, quando o requerente escreveu “dissidentes PF”, ele estaria se referindo à Polícia Federal, e teria “a intenção de usar os ‘dissidentes’ para de alguma forma atrapalhar o andamento das investigações”. E mais: “se levarmos em consideração as matérias (grampos na cela, descoberta de escuta, vazamento de gás, dossiês) veiculadas nos vários meios de comunicação, nos últimos meses, que versam sobre uma possível crise dentro do Departamento de Polícia Federal, poder-se-ia, hipoteticamente, concluir que tal plano já estaria em andamento”.
A perfídia é inominável.
Às voltas com denúncias reportadas por seus próprios integrantes de que membros da Força-Tarefa teriam plantado uma escuta ilegal na cela de presos, e depois tentado acobertar fraudulentamente esse gravíssimo fato, o Delegado de Polícia Federal que assina o relatório do inquérito insinua que por trás disso estaria…o peticionário! E não só desse fato, como também de um “vazamento de gás” nas dependências daquele Departamento!
Ao que parece, quem tem um “plano em andamento” é uma parcela da própria Polícia Federal: expiar seus aparentes pecados à custa de MARCELO, para tanto subvertendo o sentido de palavras e adivinhando o significado de siglas na forma que lhe convém.
Aliás, será que Alberto Youssef, que desfruta de infinita credibilidade perante a Polícia, Ministério Público e esse MM. Juízo Federal, também faz parte do “plano em andamento” levianamente atribuído ao requerente?
Afinal, não custa lembrar que foi o eterno delator quem revelou a existência da escuta em sua cela, e afirmou categoricamente que sabia estar sendo monitorado desde o primeiro dia de prisão pela escuta que a Polícia Federal, até hoje, afirma que se encontrava desativada àquele tempo…
Ora, uma leitura minimamente neutra das anotações selecionadas pelo agente policial que figurou como analista destacaria também as inúmeras passagens que revelam a preocupação do peticionário em esclarecer sociedade e mercado, além de dar guarida a medidas de investigação independente e de apuração interna (Evento 124, Anexo 11, pp. 3, 4 e 8, por exemplo).
Preferiu-se, entretanto, tomar “LJ” por Lava Jato ao invés de Lauro Jardim, e “ações B” como providências do submundo, e não como alusões justamente à nota sobre a auditoria interna da Braskem publicada na mesma coluna:
Economia – Nova postura
Desde que as investigações, grampos, depoimentos de presos e delações premiadas foram envolvendo a Odebrecht na roubalheira da Petrobras, a empresa manteve uma postura imutável: negava tudo em comunicados escritos em tom peremptório, beirando o raivoso. Foram dezenas de textos escritos neste diapasão.
Agora, há algo de novo no ar. A Braskem, sociedade entre a Odebrecht e Petrobras, mandou à CVM um comunicado em que “à luz das alegações de supostos pagamentos indevidos para seu favorecimento em contratos celebrados com a Petrobras “, admite que “deu início a um procedimento de investigação interna”.
Certamente, não por vontade própria, mas por uma obrigação com o mercado de ações – não só brasileiro, pois a Braskem tem também ADRs negociadas na Bolsa de Nova York.
Informou também que contratou “escritórios de advocacia no Brasil e nos EUA com reconhecida experiência em casos similares para conduzir a investigação”. Não disse, porém, que escritórios são esses.
Por Lauro Jardim
Tags: Braskem, Lava-Jato, Odebrecht
Braskem: investigação interna

Enfim, uma vez oferecida a denúncia, e porventura recebida em parte ou na sua integralidade, cumpre respeitar-se daqui em diante o rito do Código de Processo Penal, reservando-se o interrogatório do acusado para o final da instrução.
Esse o contexto, além de lamentar que o empenho em se lhe aplicar pena sem processo tenha chegado a esse ponto, o peticionário requer o imediato desentranhamento dos autos do inquérito policial de informações, notas ou conversas privadas que não possuam relação com o caso, de modo a evitar a indevida exposição de terceiros alheios à apuração.
Requer ainda seja prontamente determinado à Polícia Federal que se abstenha de lançar, neste ou em quaisquer outros autos do sistema e- proc, documentos físicos ou eletrônicos sem prévia definição de pertinência com o objeto dos autos. Na eventual impossibilidade de assim se proceder, de rigor sejam gravados daqui em diante com grau mais elevado de sigilo os documentos carreados para os autos, na medida em que o nível atual de sigilo do processo eletrônico em tela não tem logrado impedir reiterados vazamentos na imprensa.
Termos em que,
Pede deferimento.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

VÍDEO BOMBA !! PF do PT consegue ser pior que a do PSDB

ONU: BRASIL ATINGIU META DO MILÊNIO EM REDUÇÃO DE POBREZA E FOME


Segundo a especialista do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) 
Renata Rubian, o País buscou metas bem mais ambiciosas do que as determinadas pelos 
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs); "Por exemplo, a meta de redução da 
pobreza no Brasil não é de 50%, a meta de redução do Brasil que o governo adotou é de 
reduzir a 25% a incidência da pobreza extrema. A meta de redução da fome no Brasil também 
não é de redução de incidência de 50%. É uma meta de erradicação da fome", disse; no geral, 
mundo conseguiu reduzir a taxa de pobreza de 36% em 1990, para 15% atualmente; os 
grupos mais afetados são as mulheres, os idosos, as pessoas com deficiências e as minorias 
étnicas.

Edgard Júnior | Radio ONU | Agência Brasil | Nova York - A especialista do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Renata Rubian afirmou que o Brasil conseguiu atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, em relação à pobreza e à fome. Em Nova York, Rubian disse em entrevista à Rádio ONU que o país buscou metas bem mais ambiciosas do que as determinadas pelas ODMs.
"Por exemplo, a meta de redução da pobreza no Brasil não é de 50%, a meta de redução do Brasil que o governo adotou é de reduzir a 25% a incidência da pobreza extrema. A meta de redução da fome no Brasil também não é de redução de incidência de 50%. É uma meta de erradicação da fome", disse Rubian.
Em relação aos países de língua portuguesa, ela citou resultados mistos. Rubian falou sobre a situação em Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste, que registrou avanços no setor de saúde.
"O Timor-Leste ainda não atingiu a meta de redução de pobreza, mas a gente vê que o Timor é um sucesso, na verdade, na redução da mortalidade infantil e na melhoria da saúde materna. No caso dos países africanos, é uma situação complexa. A gente vê, por exemplo, Angola e Moçambique que têm um crescimento econômico astronômico. Angola, a gente sabe muito bem de todas as riquezas naturais, como diamantes e petróleo. Mas infelizmente, no caso de Angola e Moçambique, esse crescimento econômico não se traduziu numa redução da pobreza."
No geral, a especialista do Pnud afirmou que o mundo conseguiu reduzir a taxa de pobreza de 36% em 1990, para 15% atualmente. Segundo ela, os grupos mais afetados pela pobreza extrema são as mulheres, os idosos, as pessoas com deficiências e as minorias étnicas.
Dados
Rubian disse que houve um avanço no plano global, em termos absolutos, mas quando analisados os dados agregados, os desafios continuam em várias áreas. No caso do objetivo 8, da parceria para o desenvolvimento global, Rubian explica que ele propõe mudanças em vários setores como o financeiro, principalmente no comércio internacional. Ainda na lista estão negociações para o perdão da dívida externa de países, acesso a medicamentos e à tecnologia.
"Em termos de tecnologia a gente pode dizer que essa é uma área de tremendo sucesso. A gente até compara... em vários países uma pessoa pobre tem acesso a um telefone celular mas não tem acesso a um banheiro, a um vaso sanitário. É um dado estatístico triste mas é a realidade. Em relação à telefonia celular foi um momento enorme e temos 95% da população, a gente calcula, com acesso a um telefone celular."
Agenda Pós-2015
Renata Rubian falou também sobre como a luta contra a pobreza e a fome e os esforços para o desenvolvimento se encaixam na nova agenda sustentável pós-2015, que será aprovada em setembro.
A especialista do Pnud chamou a atenção para os princípios de sustentabilidade que vão estar incluídos no novo documento. Ela citou o princípio da integração entre os fatores sociais, econômicos e ambientais e também o da universalidade, que tem duas dimensões.
Rubian explicou que a agenda será aplicada a todos os países: desenvolvidos e em desenvolvimento e trará metas universais, como por exemplo, acabar mundialmente com a pobreza e a fome até 2030.
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Policial que acompanha presos da Lava Jato já foi expulso da PF por corrupção



Sabe o agente da Polícia Federal que aparece em quase todas as fotos ao lado dos presos da Lava 
Jato que chegam à superintendência da PF em Curitiba?
Pois é, o nome dele é Newton Ishii. Ingressou na corporação em 1976. Em 2003, sofreu um grande 
baque. Foi preso pela própria PF durante a Operação Sucuri, suspeito de integrar uma quadrilha que 
realizava contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai.
Acusado de corrupção, chegou a ser expulso da PF. Ishii responde a processos criminal e civil, além 
de uma sindicância.
Reintegrado, a Polícia Federal diz que Ishii goza de confiança da direção e é um excelente 
profissional.
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Grécia e credores negociam novo empréstimo



Da Agência Brasil

Representantes dos credores da Grécia (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) iniciam hoje (27) as conversas com as autoridades gregas para um novo empréstimo ao país, informou hoje (26) a Comissão Europeia. A previsão é que as reuniões comecem assim que as equipes chegarem a Atenas.
De acordo com a comissão, ainda não está decidido se, na primeira fase das discussões, as equipes serão constituídas por técnicos ou por chefes das delegações das quatro instituições envolvidas – além das três citadas, as reuniões contarão também com a participação do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Ontem (25), uma fonte do Ministério das Finanças grego havia informado que as negociações começariam na terça-feira (28). Nos últimos dias, têm sido apontadas várias datas para o início da missão.
O objetivo das negociações é conseguir finalizar até 20 de agosto um terceiro empréstimo à Grécia, que enfrenta problemas de liquidez e que nessa data terá de pagar 3,19 bilhões de euros ao Banco Central Europeu. Em setembro, Atenas terá de fazer um reembolso de 1,5 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
O regresso a Atenas das instituições credoras foi imposto à Grécia no acordo feito em Bruxelas no dia 13 de julho. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, também teve de se comprometer a fazer uma série de cortes orçamentários, além de reformas que prolongam a austeridade com a qual o partido de esquerda Syriza tinha prometido acabar.
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O passado turvo do líder do PSDB no Senado


O Movimento Ficha Limpa republicou no Twitter um texto sobre Cássio Cunha Lima, líder do 
PSDB no Senado e uma das vozes mais estridentes na campanha pelo impeachment de Dilma.

Por unanimidade, TSE cassa mandatos do governador e do vice-governador da Paraíba

Por unanimidade, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou nesta quinta-feira a cassação dos mandatos do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice José Lacerda Neto (DEM). Ambos são acusados de utilizar programas sociais para a distribuição irregular de dinheiro, via cheques, em um processo denominado Caso Fac (Fundação de Ação Comunitária).
O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, disse que a decisão deverá ser cumprida a partir da publicação do acórdão e cassada também a decisão liminar –que mantém Cunha Lima e Lacerda Neto nos cargos.
Cunha Lima e Lacerda Neto podem ainda recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão. Nesta quinta-feira foi julgado o recurso ingressado pela defesa que tentou garantir a manutenção dos mandatos de ambos, sem risco de cassação. O recurso foi julgado ontem.
Inicialmente, o ministro-relator do processo, Eros Grau, recomendou pela rejeição das sete questões preliminares –levantadas pela defesa– considerando-as improcedentes. Depois, votou pela cassação dos mandatos de Cunha Lima e Lacerda Neto.
“Não há dúvidas que parte do governador a distribuição de cheques”, afirmou o relator. “Há largo abuso do poder político com conteúdo econômico”, disse. “Uma das testemunhas disse que recebeu um cheque e uma mensagem: “Esse é um presente do governador, lembre-se dele. Com os cumprimentos, Cássio Cunha Lima, governador”, afirmou o ministro.
Segundo o ministro Joaquim Barbosa, alguns dados contidos no processo são “estarrecedores”. Para ele, era fundamental cassar a liminar –que assegura a manutenção de Cunha Lima e Lacerda Neto atualmente nos cargos.
Suspeitas
As suspeitas contra Cunha Lima e Lacerda Neto se referem ao chamado Caso Fac que trata de suposto uso político de programas assistenciais da entidade. De acordo com as investigações contidas no processo, foram distribuídos 35 mil cheques para eleitores de baixa renda.
As irregularidades teriam sido cometidas durante ano eleitoral de 2006, por intermédio de um convênio firmado entre a Fac e o Fundo de Combate à Pobreza. Em janeiro, a PGR (Procuradoria Regional Eleitoral) da Paraíba informou ter encerrado as investigações sobre o possível uso político de programas assistenciais no Estado.
Para o vice-procurador-geral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, houve “desvirtuamento” total da campanha de programas sociais, uma vez que foram gastos mais de R$ 3,5 milhões nos projetos.
De acordo com a Justiça Eleitoral da Paraíba, Cunha Lima deveria ser substituído pelo senador José Maranhão (PMDB) –segundo colocado nas eleições de 2006.
Cunha Lima é alvo de outro processo no TRE-PB (Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba) que também resultou em sua cassação, mas o TSE concedeu liminar para que ele continuasse no cargo.
Na segunda decisão que tirou o governador do cargo, a ação elaborada pelo Ministério Público Eleitoral dizia que Cunha Lima usou o jornal “União”, que é mantido pelo governo, para promoção pessoal e veiculação de propaganda.
Argumentos
Os advogados de defesa de Cunha Lima tentam evitar o processo de cassação por abuso de poder econômico, político e de autoridade –com capacidade de influenciar o resultado das eleições de 2006. O recurso foi encaminhado pela defesa que alega cerceamento de suas atividades.
Em defesa de Cunha Lima, o advogado Eduardo Ferrão negou as acusações contra o governador. Mas admitiu ser tradição do Estado da Paraíba ajudar financeiramente os necessitados, por meio de rubricas.
Já o advogado Fernando Neves, que defendeu os candidatos aos cargos de Cunha Lima e seu vice, afirmou que há depoimentos que mostram a culpa do governador. Segundo ele, houve abusos.
O vice-procurador-geral eleitoral, recomendou que seja negado o recurso ingressado pela defesa do governador. Segundo Pinheiro Filho, houve tentativa de “escamotear” o mérito da questão e “descalabros” que incluíram o chefe de gabinete do governador como “carente”.
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A ORIGEM DO ÓDIO ASSASSINO DA ABRIL PELO PT: UMA QUESTÃO DE DINHEIRO


A Editora Abril precisa desesperadamente de mais recursos públicos para não quebrar

por : Paulo Nogueira


O dinheiro explica
Os franceses têm uma frase para a investigação de crimes: “Procure a mulher.”
Você pode adaptá-la para o Brasil de hoje.
“Procure o dinheiro.” É o que você deve fazer caso queira entender o ódio desumano da Veja pelo PT, expresso mais uma vez na capa desta semana.
Isso vale não apenas para a Veja, é bom acrescentar.
O jornalista Ricardo Kotscho, que fez parte da equipe de Lula em seus primeiros tempos, conta uma história reveladora.
Roberto Civita queria uma audiência com Lula, algum tempo depois de sua posse. E pediu a Kotscho que a arranjasse.
O objetivo não era discutir os rumos do Brasil e do mundo. Era pedir dinheiro para o governo, na forma de anúncios.
Ou mais dinheiro.
As coisas não correram como Roberto esperava. As consequências editoriais estão aí. Nem a morte de Roberto deteve a fúria assassina da Veja.
É um paradoxo. As mesmas empresas liberais que condenam o Estado são visceralmente dependentes do dinheiro público que ele canaliza para elas.
Sem esse dinheiro, elas simplesmente não sobreviveriam.
Não é errado dizer que o Estado brasileiro financia as grandes empresas jornalísticas. É, para elas, um Estado Babá.
Não é apenas dinheiro de anúncios, embora seja este o grosso. Ele vem de outras formas.
Poucos anos atrás, quando ainda tinha resultados contábeis expressivos, a Abril levou cerca de 25 milhões de reais do BNDES para uma obra que deveria ter sido bancada por ela mesma, e não pelo contribuinte: um arranjo em seu sistema de assinaturas.
É um dado público.
Parêntese: se na CPI do BNDES for aberto um capítulo para as relações da mídia com o banco, teremos informações sensacionais.
Em 2009, quando a Veja já abdicara de qualquer honestidade no ataque ao PT, a Abril levou 50 milhões de reais do governo de Lula apenas em anúncios.
Por que tamanha revolta, então?
Mais uma vez: procure o dinheiro. A Globo estava levando, e continua a levar, dez vezes mais, 500 milhões por ano.
Lula e Dilma, ironicamente, vem financiando a mídia que tenta exterminá-los.
Tamanha dependência leva a surtos de paranoia a cada eleição: e se a festa acabar? E se o governo decide reduzir ao mínimo os investimentos publicitários que vão dar nas corporações jornalísticas?
Seria uma calamidade para essas empresas. Elas cresceram graças ao dinheiro público posto nelas em proporções nababescas.
Note. Não é só o governo federal. Quantos recursos públicos não são encaminhados para as companhias de jornalismo pelo governo de São Paulo, o mais ricos do Brasil? De anúncios a compras de assinaturas, a mãozinha amiga está sempre presente.
No futuro, estudiosos tentarão decifrar por que nem Lula e nem Dilma mexeram adequadamente neste sistema que irriga recursos do contribuinte para mãos e bolsos particulares.
Minha hipótese é: medo, medo e ainda medo.
Quando os dados se tornaram públicos, e começou a surgir aqui e ali indignação, inventou-se uma coisa chamada “mídia técnica” para justificar o injustificável.
Com isso, teoricamente estava explicado por que anualmente o governo colocava 150 milhões de reais no SBT para terminar num jornalismo com Sheherazades.
Mas era e é uma falácia. Governo nenhum é obrigado a colocar dinheiro em empresa nenhuma, sobretudo quando há fundadas desconfianças sobre o caráter dela e seu comprometimento com o bem estar público.
No caso específico da Abril, e da Veja, a questão do dinheiro público se tornou especialmente dramática com a Era Digital e seu efeito destruidor sobre a mídia impressa.
Um governo amigo melhoraria extraordinariamente a situação financeira da Abril. O declínio não seria estancado, porque é impossível, mas seria mitigado.
A verba de anúncios federais cresceria instantaneamente. Lotes gigantescos de assinaturas de revistas seriam comprados. Financiamentos a juros maternais seriam obtidos.
É isso o que move a Abril — e, em medidas diferentes, as demais grandes empresas jornalísticas.
Procure o dinheiro, caso queira entender a sanha homicida delas, maldisfarçada num moralismo cínico, demagógico e canalha, para não dizer criminoso.
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sábado, 25 de julho de 2015

Falta d'água do Alckmin provocou maior diarreia da história de SP

 El Pais

Os casos de diarreia aguda tiveram um aumento importante no Estado de São Paulo em 2014, associado à crise hídrica.
A avaliação é do próprio Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria Estadual de Saúde, ligado ao Governo Geraldo Alckmin (PSDB).
O centro qualificou 2014 como um ano “hiper-epidêmico” (...)
O órgão associa o evidente aumento de casos comunicados – quase 35.000 em algumas semanas de fevereiro, março e setembro – aos problemas de abastecimento de água que ainda afetam toda a região metropolitana e várias cidades do interior.
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Como Roberto Jefferson, 30 kg mais magro, Ladrão da CBF reaparece e acusa J. Hawilla de ter mentido para a Justiça americana



Do terra:

Trinta quilos mais magro em decorrência de problemas renais, hoje sob controle, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira está convicto de que é um dos alvos da operação deflagrada recentemente pelo FBI e polícia suíça contra a corrupção no futebol . O motivo? Uma suposta “deslealdade” de um dos seus mais antigos parceiros no mundo do esporte: José Hawilla, dono da Traffic do Brasil.
Teixeira é acusado de ter recebido propina em acordos comerciais para a exploração da Copa do Brasil . A denúncia partiu de J. Hawilla e atinge também o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, e um de seus vices, José Maria Marin, preso na Suíça desde 27 de maio. Em entrevista exclusiva ao Terra concedida no Leblon, zona sul do Rio, Teixeira desqualificou as acusações.
“O dono da Traffic do Brasil mentiu deslavadamente (para a justiça americana). Disse, por exemplo, que eu fui aos Estados Unidos negociar um novo contrato para a Copa do Brasil em 2011. Basta consultar meu passaporte, para ver se existe essa viagem. Ele disse que eu recebi propina por essa transação. Mentira. Cadê o dinheiro? Foi depositado em que banco, em que agência? Ele age por pura vingança”, afirmou Ricardo Teixeira.
De acordo com o ex-presidente da CBF, J. Hawilla passou a atirar para todos os lados por não ter se conformado com a exclusão de sua empresa, a maior de marketing esportivo do País, nos contratos da Copa América , Copa do Brasil e parte das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo.
A ruptura teria começado em fevereiro de 2011, quando o comitê executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) começou a questionar os valores pagos pela Traffic para comercializar a Copa América – naquele ano, cerca de US$ 18 milhões por edição do evento.
“Com medo de perder aquela competição, a Traffic então ofereceu US$ 40 milhões. Isso despertou ainda mais a ira do comitê. O sentimento foi o seguinte: se a empresa propõe subir de 18 para 40 é porque está lucrando em exorbitância e estamos todos sendo enganados por muito tempo. Então todos ali decidiram não mais fechar contrato com a Traffic”, disse Teixeira.
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Rede Bobo reduz horário do programa do Jô...Porque Será ?


O apresentador tem destoado abertamente da linha editorial da famiglia Marinho e já fez a 
defesa do mandato de Dilma Rousseff contra os golpistas.

Altamiro Borges na Carta Maior

Na madrugada desta quinta-feira (23), o apresentador Jô Soares reclamou explicitamente da redução 
do horário do seu programa na TV Globo. Conforme registro do site Yahoo!, durante o encerramento 
do quadro "Meninas do Jô" – que reúne algumas das jornalistas mais serviçais da emissora –, ele se 
queixou, ao vivo, da garfada de 25 minutos na atração. "Uma das coisas que mais me aflige é fazer 
esse programa mais curto", afirmou. O Portal Imprensa também destacou a reclamação e ainda 
apimentou o caso: "Nos bastidores, Jô Soares já mostrava sua insatisfação com a mudança 
promovida na atração que, desde o começo da temporada 2015, tem duração de 50 minutos de 
transmissão".
A direção do império global ainda não explicou os reais motivos da redução do tempo do programa. 
Mas a especulação já corre solta nas redes sociais. Muitos lembram que o apresentador global tem 
destoado abertamente da linha editorial da famiglia Marinho. Ele já fez várias vezes a defesa do 
mandato de Dilma Rousseff, detonando os setores golpistas que exigem o seu impeachment e pedem 
a volta das militares ao poder. A sua postura mais independente resultou inclusive em uma entrevista 
exclusiva com a presidenta. Ela também rendeu duras críticas dos "calunistas" da mídia e das hordas 
fascistas – que chegaram a fazer uma pichação em frente a sua residência: "Morra Jô Soares".
Diante das ameaças, a direção do império até anunciou que reforçaria a segurança do apresentador 
global. Ao mesmo tempo, porém, até parece que é a própria TV Globo que deseja asfixiar Jô Soares!
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COMO SEMPRE..... VEJA FAZ ARMAÇÃO CONTRA LULA COM DELAÇÃO FALSA



Agora, a morte de Lula viria por uma delação desmentida 
antes de a revista chegar à banca

Revista Veja deste fim de semana fez mais uma armação contra o ex-presidente Lula, para 
inclui-la na coleção de dezenas de capas já produzidas contra o presidente que deixou o cargo 
com a maior popularidade da história do País; desta vez, Veja afirma que chegou "a vez dele", 
a respeito de uma suposta delação premiada de José Adelmário Pinheiro, executivo da OAS, 
que foi preso na Lava Jato; com a palavra, a defesa da OAS: “Sobre a reportagem da Veja 
deste final de semana, José Adelmário Pinheiro e seus defensores têm a dizer, respeitosamente, 
que ela não corresponde à verdade. Não há nenhuma conversa com o MPF sobre delação 
premiada, tampouco intenção nesse sentido”

247 – A revista Veja deste fim de semana fez mais uma armação contra o ex-presidente Lula, para inclui-la na coleção de dezenas de capas já produzidas contra o presidente que deixou o cargo com a maior popularidade da história do País.
Desta vez, Veja afirma que chegou "a vez dele", a respeito de uma suposta delação premiada de José Adelmário Pinheiro, executivo da OAS, que foi preso na Lava Jato.
No entanto, antes mesmo de chegar às bancas e à casa dos assinantes, a reportagem foi desmentida pela OAS. “Sobre a reportagem da Veja deste final de semana, José Adelmário Pinheiro e seus defensores têm a dizer, respeitosamente, que ela não corresponde à verdade. Não há nenhuma conversa com o MPF sobre delação premiada, tampouco intenção nesse sentido”, disse, em nota, a empresa.
Internamente, a reportagem falava em "segredos devastadores" contra o ex-presidente Lula: (1) a lista dos políticos que receberam propina, (2) os negócios milionários do filho de Lula, (3) despesas pessoais do ex-presidente foram pagas pelas empreiteiras e (4) Lula sabia do esquema de corrupção na Petrobras.
A reportagem de Robson Bonin também aponta Lula como o político "operado" pelo "operador" Léo Pinheiro, como José Adelmário Pinheiro é chamado. Sem a delação, negada na noite de sexta-feira pela OAS, no entanto, a reportagem não se sustenta.
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FBI IMPÕE PRISÃO ' DOMICILIAR ' AO DEL NERO E A FAMILIA MARINHO



FBI dá, sem querer, Prêmio Inovare à Rede Globo pela decisão de só fazer viagens domésticas… Ironia do destino, Marco Polo, conhecido pelas suas viagens, cuja mais famosa foi à China, de repente, como nas brincadeiras de criança, virou estátua. Mas a Rede Globo não sabia de nada…
Os corruptos Padrão FIFA, que no Brasil têm Justiça Padrão FIFA, já não podem viajar ao exterior. Os Bem Amigos da Rede Globo perderam a mobilidade. José Maria Marin está vendo o sol nascer quadrado e Ricardo Teixeira está em lugar incerto e não sabido. E o parceiro da Rede Globo, J. Hawilla virou delator… Os três filhos do Roberto Marinho já não podem mais viajar ao EUA para aparecer na Revista Forbes como os três mais ricos do Brasil. O medo do FBI tirou-lhe a mobilidade.
De agora em diante deixam de ser vira-latas para adorarem a Justiça Brasileira. E assim fica fácil de entender porque a Rede Globo anda distribuindo a torto e a direito estatuetas para quem tem de alguma forma poder de investigá-la.


Dos 27 membros do comitê, só Del Nero não foi

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, foi o único ausente entre os 27 membros do Comitê Executivo.
Del Nero evita sair do Brasil desde que abandonou o congresso da Fifa na Suíça em maio, dia seguinte à prisão de sete cartolas, entre eles, José Maria Marin.
As investigações nos EUA, que levaram os dirigentes à cadeia, apontam indícios de envolvimento de Del Nero em um esquema de propina –o dirigente nega. Ele já havia se ausentado de outra reunião, no dia 30 de maio.
O gesto causou perplexidade e irritação na Conmebol, que dirige o futebol sul-americano e que o indicou para uma das três vagas a que tem direito no órgão.
A ausência enfraquece não só a CBF nos bastidores da cartolagem mundial, mas a Conmebol, liderada pelo paraguaio Juan Angel Napout, que foi à reunião.
Em tese, a Conmebol pode substituir Del Nero no comitê se ele renunciar à CBF, o que parece distante. O outro representante no comitê é o colombiano Luis Bedoia.
O presidente Joseph Blatter mostrou indiferença a Del Nero. Disse que cabe a ele explicar o motivo de não ter ido à Suíça. "Todos os membros foram convidados, e um não veio. Mas isso não teve influência nas decisões do comitê", disse.
Numa carta à Fifa, Del Nero alegou que não poderia viajar por causa da abertura da CPI sobre a CBF no Senado e a medida provisória que parcelou a dívida dos clubes. Afirmou, ainda, que sua ausência não prejudicaria o futebol brasileiro.
O Comitê Executivo se reúne novamente entre os dias 24 e 25 de setembro, em Zurique. Uma terceira ausência do brasileiro pode agravar ainda mais o desgaste político do país dentro da Fifa.
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Marcelo Odebrecht reuniu-se com o TARJA PRETA no escritório de Verônica


jn identifica o “JS”!

Jornal GGN - O leitor André Nunes passou a dica para contornar as tarjas pretas no relatório da
Polícia Federal sobre as anotações no telefone de Marcelo Odebrecht. O GGN publicou então a
informação de que as iniciais JS referiam-se a José Serra. Outros trechos do relatório continuavam
ocultos (leia aqui).
Dois outros leitores, Edson Marcon e Domingos Matos seguiram a dica e completaram a limpeza do
relatório.
A maior parte das tarjas visava resguardar endereços e telefones de interlocutores. Em alguns casos,
ocultaram o agendamento de reuniões e, principalmente, os locais e horários delas.



No caso de JS – o senador José Serra – foram duas reuniões anotadas na agenda.
A primeira, no dia 27 de novembro de 2014, com Serra já eleito senador, no apartamento de um
prédio residencial na rua Joaquim Antunes. O encontro foi ás 17 horas. Ainda não se sabe a quem
pertence o apartamento.
A segunda, no dia 7 de janeiro de 2015 ás 20:30, em um prédio da rua Arthur Azevedo.
Mesmo sendo horário noturno, o prédio em questão é comercial.
O endereço que consta na agenda é da Pacific Consultoria e da Pacific Investimentos. O leitor Meire
da Rocha buscou pelo CNPJ de Verônica Serra e concluiu ser a mesma empresa
(http://jornalggn.com.br/comment/697145#comment-697145).
Até agora, Serra não se pronunciou sobre o encontro.

'QUEBRARAM O PAÍS DUAS VEZES', DIZ LULA SOBRE PSDB


"Pessoas que se diziam democráticas não aceitaram até agora o resultado da eleição que elegeu 
uma mulher. Pessoas que dizem que o Brasil vai quebrar quebraram o País duas vezes", disse 
Lula na cerimônia de posse de novo presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro 
Moreira.

Por: Fernando Brito

Ontem, na posse da nova diretoria do Sindicato dos Bancários do ABC paulista, o ex-presidente Lula 
falou pouco, mas falou grosso.
Disse que está “de saco cheio” do que estão fazendo em matéria “de perseguição e criminalização 
que fazem às esquerdas desse país” e comparou o noticiário de televisão ao que se fez na Alemanha, 
antes da 2a. Guerra: “parece os nazistas criminalizando o povo judeu”.
Lula atribuiu este comportamento à reação de “pessoas que se diziam democráticas e que não aceitaram até agora o resultado da eleição”. “Sei que é difícil para parte da elite brasileira aceitar certas coisas”, disse, porque “tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa”.
-Eles não conseguem suportar o fato de que, em 12 anos, um presidente que tem apenas o diploma primário colocou mais estudantes na universidades do que eles colocaram em um século. Que esse presidente colocou três vezes e meia mais estudantes em escolas técnicas do que eles em 100 anos. Que levou energia elétrica de graça para 15 milhões de pessoas. Que não deixou eles privatizarem o Banco do Brasil, a Caixa e os bancos do Espírito Santo, de Santa Catarina e do Piauí. Que nos últimos 12 anos nós bancarizamos 70 milhões de pessoas, gente que entrou numa agência bancária pela primeira vez sem ser para pagar uma conta. Acho que isso explica o ódio e a mentira dessas pessoas.”
O ex-presidente reconheceu as dificuldades, mas se disse seguro de uma reversão da situação: “somos um país grande, com uma enorme capacidade de recuperação e um mercado interno de 204 milhões de consumidores. Quem apostar no fracasso deste país vai quebrar a cara”.
Pois é, Lula, foi assim na crise de 2008, quando o Governo aceitou o enfrentamento do “tsunami” com coragem. Será assim se enfrentarmos ondas menores com o mesmo discurso do inimigo?
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VIRA PIADA NA INTERNET A OFENSIVA DO ACHACADOR CONTRA DILMA BOLADA


“Derrubei a Dilma. Que Dilma, a Rousseff? Não. A Bolada.”

Um internauta escreveu o seguinte no Twitter, como se fosse Eduardo Cunha.
“Derrubei a Dilma. Que Dilma, a Rousseff? Não. A Bolada.”
A tirada nasceu porque Cunha, de fato, parece ter eleito Dilma Bolada como inimiga preferencial.
Segundo a Folha, Cunha está por trás de uma CPI na qual o sigilo bancário do autor da personagem
Dilma Bolada, Jefferson Monteiro, seria quebrado.
Isso ainda não foi confirmado, mas as especulações se espalharam pelas redes sociais nesta sexta.
Certo é que Cunha bloqueou, no Twitter, Dilma Bolada, depois que ela postou vários tuítes pedindo 
cadeia para o presidente da Câmara.
Ela ressuscitou, também, um tuíte em que Cunha comemorava a “grande vitória” de Dilma e 
prometia seguir junto com ela para mudar ainda mais o Brasil.
No meio do fogo, um articulista do El País sugeriu o impeachment de Dilma, a Bolada, por falta de 
humor.
E então alguém fez uma pergunta importante no Twitter: “Com o impeachment da Dilma Bolada 
assume o Aécio de Papelão?”

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A delação premiada é a versão policial do suborno


Por causa da delação, as organizações mafiosas administram sistema paralelo de justiça: falou, 
morre!

Por Wanderley Guilherme dos Santos:

Sem a delação premiada a Lava Jato não chegaria a lugar algum. O estratagema ajusta a reais 
procedimentos policiais as regras do jogo conhecido como “dilema do prisioneiro”. Dois ou mais 
suspeitos são mantidos reclusos e separados, decidindo, cada um por si, guardar silêncio, obtendo 
penas modestas por ausência de confissões. Se só um deles, contudo, abrir a boca, receberá leve 
condenação, arcando os demais com prisão mais extensa do que se todos, como na primeira hipótese, 
resistissem ao suborno da redução da pena em troca da delação. Isolados e pressionados, a escolha 
individual que evita o provável destino de ser o único bode expiatório é ceder ao suborno da delação. 
Depois da primeira, a sucessão de delações é obviamente inevitável, com as compensações 
prometidas, mas ainda assim com penas superiores às aplicadas na hipótese do silêncio geral. Eis 
porque as organizações mafiosas administram sistema paralelo de justiça, infligindo penas mortais ao 
delator e sua família, compensando ao modo mafioso o sofrimento do leal e firme companheiro que 
se manteve calado.
O jogo é sujo, acrescenta aos condenados a cicatriz envergonhada de uma vontade tíbia e o 
estigmatiza sem expectativa de redenção social. Mas é consistente com a ética consequencialista do 
capitalismo, desde que jogado de forma impecável. Por exemplo, não cabe nas regras o carcereiro 
arbitrar quais delações serão aceitas, ainda que todas igualmente comprovadas, como parece vem 
acontecendo na Lava Jato. Também viola as regras do jogo aceitar delações sabidamente falsas ou 
controversas por permitirem enredar terceiros que, de outro modo, estariam protegidos pela 
legislação contra invasões e prisões preventivas. As mesmas prisões preventivas que instalam o 
dilema do prisioneiro para os suspeitos, expondo-os ao suborno da delação premiada.
Não me solidarizo com formadores de cartel, com ladrões de recursos públicos e dissipadores do 
prestígio das empresas privadas e estatais brasileiras. Mas há muito além disso no espetaculoso 
folhetim em que os responsáveis pela investigação transformaram o processo. Parece-me 
indispensável que as cortes, em alguma instância, promovam um processo do processo e que a Lava 
Jato e seus confederados comprovem, com ou sem delação premiada, que a justiça positiva não foi 
comprometida em nome da discutível ética consequencialista de especial querência de alguns.
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Tiaguinho Cedraz foi advogado de Dantas. Bingo!


E o Desembargador Macabu? E o Procurador Dantas Nobre?

O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail de amigo navegante que se assina “amigo navegante
que comprou o livro “Operação Banqueiro”, onde se sabe que “não fosse o Gilmar Dantas nao 

Eis o texto (parcial) do e-mail:

​PHA, ansioso,
Em “Operação Banqueiro”, pág 442, Rubens Valente informa que Tiaguinho Cedraz foi um dos 
advogados do “Banco” Opportunity exatamente no processo do STJ que anulou a Operaçao 
Satiagraha, em 2011.
Três votos a dois.
O Ministro Dipp foi derrotado…
O desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Adilson Macabu foi o relator, 
e quem deu a inclinaçao decisiva à decisao.
Eu me lembro que voce mesmo, ansioso blogueiro, tratou da matéria (você não perde uma do Dantas 
Tiaguinho é o mesmo acusado por Ricardo Pessoa, na Lava Jato, de ter recebido propina para obter 
um voto do ministro Carreiro no TCU.
Será que o Dr Janot vai investigar isso?
Ele não tem que investigar as relações desse jovem advogado com os ministros do STJ que votaram 
para anular a Satiagraha, contra decisão do TRF?
Afinal, o Ministério Público recorreu da histórica e inesquecível decisão do Ministro Fux de abafar a 
Satiagraha.
Em quantos casos no STJ o Tiaguinho Cedraz atuou ?
Ele é criminalista?
E o Procurador da República de sobrenome Dantas (êpa ! êpa !) Nobre, Nobre !, que reverteu a 
decisão do procurador anterior e votou no STJ pela anulaçao da Satiagraha ?
E se aposentou em seguida ?
E, aí, Dr Janot ?
Não é fascinante tudo isso ?
Ou, como diz o Ricardo Melo, é tudo uma completa esculhambação?
E o Dr Moro, que segundo você, ansioso blogueiro, preside a Vara de Guantánamo: será que ele vai 
fazer como o Presidente Barbosa ?
Ser valente com a cunhada do Vaccari e um poodle com o Daniel Dantas?
Vamos ver se o Dr Moro tem valentia para entrar com a metralhadora da PF no Judiciário!
(Como diz voce, ansioso blogueiro, quero ver se o Moro é valente mesmo, quando o Daniel Valente 
Dantas aparecer na Lava Jato. Olha ele é aí, Dr Moro !)
(E o Ministro Fux: vai dormir tranquilo, depois de abafar a Satiagraha no Supremo, e o Tiaguinho entrar em cena ?)
Esse Tiaguinho é uma uma bomba atômica à espera de explodir !
Assinado:
Amigo navegante que comprou um “Operação Banqueiro” e deu outro de presente a um certo 
senador do PT, pra ver se ele adquire aquilo que lhe tem faltado…

Em tempo: sobre o Tiaguinho Cedraz, ler aqui e aqui pra ver que chantagem sobre ministro tem 
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