sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Querem destruir a Petrobras para “salvá-la”


A Globo não engana Haroldo Lima: a Globo quer entregar aos estrangeiros.

SAIR DA CRISE COM FORÇAS REVITALIZADAS

Haroldo Lima 

Haroldo Lima é um dos pais do regime de partilha do pré-sal. Como presidente da Agência 
Nacional do Petróleo, ele ajudou Lula e Sérgio Gabrielli a desmontar a herança sinistra da 
Petrobrax, montada pelo Príncipe da Privataria e seu genro, que na presidência da ANP, se 
preparavam para “salvar” a Petrobras e seus fornecedores brasileiros.

 Foi muito positivo a Petrobras ter encerrado o ano de 2014 com dois feitos retumbantes: no dia 16 de dezembro, na província do pré-sal, chegou a extrair 700 mil bep, um recorde e, cinco dias depois, em 21 de dezembro, outro recorde, o da produção diária de 2,3 milhões de bep. A grande estatal mostrava, pela ação de seus 80 mil petroleiros, que não se deixou alquebrar pela sanha das quadrilhas que a saqueavam.

O desmonte do esquema corrupto que operava na Petrobras deve ser completo, identificando responsáveis e punindo, de forma exemplar, os que agiam dentro da Petrobras e fora dela, nas 23 empresas apontadas como vinculadas ao esquema. Segundo um dos delatores, o esquema desbaratado funcionava há quinze anos, por isso que tem de ser vasculhado em profundidade.

No ambiente embaçado que nessas horas se forma, correntes procuram aproveitar a oportunidade para agitar bandeiras enfraquecedoras da Petrobras, como o fim da partilha da produção no pré-sal e, “se couber”, a própria privatização da companhia. São posições que nada têm a ver com a crise atual e tocam em pontos que devem permanecer inalterados na estatal.

Contudo, quadrilhas se estruturaram na Petrobras e seguramente criaram hábitos, costumes e conceitos a serviço do saque, que funcionaram, “dentro das normas”, anos a fio, sem despertar suspeita. É provável que tenha sido criada uma “legalidade da fraude”, nas entranhas da empresa. A governança revelou-se permeável à corrupção e por isso deve ser submetida à mais rigorosa devassa. A Petrobras, as estatais brasileiras e todo o esquema oficial que contrata o setor privado podem sair dessa crise devidamente revitalizados e mais preparados para cumprir suas atribuições. Os recordes apontados acima mostram que a Petrobras, livrando-se das quadrilhas de falsários, pode dar monumental volta por cima.

O processo de investigar crimes, punir culpados e impermeabilizar estruturas vulneráveis ao furto correspondem ao interesse nacional, pois que a Nação precisa de empresas fortes e saudáveis, públicas e privadas, para se desenvolver.

No momento, organismos jurídicos e políticos discutem procedimentos aplicáveis à situação. Dependendo do que for feito, resultados diferentes ocorreriam. Isto nos permite examinar cenários díspares que podem advir de caminhos legais em debate.

Um cenário é o das 23 grandes empresas brasileiras, citadas na fase investigatória, serem declaradas “inidôneas” e, por força de legislação existente, ficarem impossibilitadas de firmar contratos com o poder público. Aí, de uma só tacada, todas, ou quase todas as grandes empresas brasileiras de construção pesada ficariam fora das grandes obras a serem feitas no Brasil, praticamente todas contratadas pelo poder público. Em consequência, essas grandes obras brasileiras seriam “entregues” às empresas estrangeiras do ramo, enquanto as brasileiras, mesmo com o prestígio internacional que têm, caminhariam para o cadafalso. A desindustrialização precoce da economia brasileira cresceria e com ela sua desnacionalização.

Nesse cenário, a batalha contra a corrupção na Petrobras, mesmo que exitosa, teria dado um fruto desastroso – o fim da indústria nacional de construção pesada, ou sua transformação em um grupo de importância residual.

Apesar de frequentemente essas grandes empreiteiras abusarem do poder que têm no Brasil, sua liquidação seria um prejuízo para o país. Nisso ficamos de pleno acordo com a posição expressa da presidenta Dilma. Seria uma “ingênua” forma de combate à corrupção, que não levaria em conta as repercussões para a Nação. Veríamos, constrangidos, o entusiasmo das empresas estrangeiras assumindo sozinhas nossos maiores projetos. Passaríamos a impressão de termos concluído que, pelo menos na construção pesada, os empresários brasileiros são corruptos, e os estrangeiros, vestais impolutos.

O outro cenário partiria da convicção de que país algum se desenvolveu sem contar com indústrias nacionais sólidas e reafirmaria a disposição de não abrir mão do desenvolvimento como objetivo maior da nossa política. Repudiaria, como balela, a ideia de que a Petrobras foi envolvida em corrupção por ser estatal, como se, há pouco, fraudes monumentais não tivessem posto abaixo a gigante americana de energia, a Enron, que não era estatal, e que faliu em meio a escândalos, numerosos e graves, que levaram de roldão outras tantas companhias. Defenderia, finalmente, que a punição em pauta deve ser rigorosa com diretores e funcionários corruptos, da estatal e das empresas privadas onde agiam, mas não poderia sacrificar as forças produtivas empresariais, seu acúmulo, sua tecnologia e sua força de trabalho.

A devastação a que se chegaria no primeiro cenário, lembra-nos as palavras do oficial norte-americano William Haley, após a destruição da aldeia My Lai no Vietnam: “foi necessário destruí-la para salvá-la”. A situação a que se chegaria no segundo cenário recorda-nos o adágio chinês que diz ser “necessário tratar a doença para salvar o doente”.
___________________________________________________

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como salvar o Brasil do Moro



A reação da Bolsa ao balanço da Petrobras – que demonstrou ser impossível avaliar os prejuízos causados pela Lava Jato – foi o Terceiro Turno.
O PiG celebrou como se o Aécio Never, ao olhar para a telinha, na companhia do Luciano Huck, e o Ataulfo Merval, ao se defrontar com a noticia da vitória da Dilma, na GloboNews, na verdade tivessem vencido a eleição.
Nessa quarta-feira (28/1), a Casa Grande consumou um Golpe Paraguaio: perdeu a eleição, mas ganhou ganhando com a Globo e a Justiça do Dr Moro !
De fato, amigo navegante, a comemoração é justa.
A Casa Grande ganhou.
Conseguiu impedir que a Dilma governe.
O Brasil quebrou.
Desde o inicio da Lava Jato são mais de 80 mil demitidos diretos.
Por enquanto.
Multiplicados por três, entre empregos diretos e indiretos, já se perderam 320 mil empregos (80 mil + 240 mil, à base de três indiretos por um direto).
O estaleiro Engevix, do Polo Naval de Rio Grande (RS) demitiu mais de três mil.
Lideres sindicais gaúchos temem que outras duas mil demissões venham a ocorrer, breve.
O estaleiro Enseado do Paraguaçu, sociedade da Odebrecht, OAS e UTC, em Maragogipe, no Reconcavo baiano, demitiu 2.500 de novembro até hoje.
Nas cidades de Rio Grande (RS), Itaboraí (RJ) e Maragogipe (BA) lojas comerciais fecham e aumentou a criminalidade, com o desemprego.
Maragogipe, na verdade, parece uma cidade-fantasma.
A OAS já colocou ativos à venda e de demitiu executivos com 25 anos, 30 anos de casa, para voltar ao tamanho que tinha nos anos 70.
As demissões na refinaria Abreu e Lima (PE) passariam de 10 mil, num quadro que já exige um programa especial de emergência das prefeituras da região metropolitana de Recife.
O Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), em Itaboraí, está, na prática, parado.
E dentro de seis meses pode encerrar as atividades sem ter entrado em funcionamento.
O Comperj tinha 6 mil trabalhadores em sua planta industrial.
Hoje, não chega a ter 1 mil.
As empresas investigadas pela Lava Jato têm mais de R$ 5 bilhões a receber da Petrobras – já vencidos e não pagos.
As empresas credoras são obrigadas a atrasar os pagamentos a seus fornecedores.
Numa sucessão de atrasos e inadimplência em toda a cadeia de produção.
Os bancos particulares e oficiais que sempre financiaram os fornecedores de serviços à Petrobras não querem mais emprestar às construtoras citadas na Lava Jato.
A divida dessas empresas com bancos como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC passa dos R$ 100 bilhões.
A Odebrecht deve mais de R$ 70 bilhões.
A OAS deve R$ 8 bilhões.
As outras empreiteiras da Lava Jato, juntas, devem outros R$ 30 bilhões.
O que coloca em risco, também, a higidez do sistema financeiro brasileiro.
_____________________________

Quantos desempregados o Juiz Moro quer ver na rua ?
Como conseguir que o Juiz Moro e a Justiça realizem esse acordo ?
Só se, se, se … houver uma monumental ação política, para enfrentar o Pentágono que se construiu em torno da Globo e do Moro.
Quem comporia essa frente política em busca do acordo ?
O primeiro óbvio obstáculo é o Ministro zé da Justiça, que, segundo enquete trepidante, não explica muitas coisas…(Quem segura o zé no Ministério, amigo navegante ?)
O segundo obstáculo é o Procurador Geral, o Dr Janot, que, aparentemente, não se mostra tão Republicano quanto foi a Dilma, ao escolhê-lo.
O Dr Janot criou uma “força-tarefa expedita, super-sônica, implacável” para pegar a Dilma e não
demonstra a menor curiosidade pelos três processos contra o Aécio, o jatinho sem dono, o pó sem dono.
É duro acreditar, mas há fortes suspeitas de que Janot possa se transformar num Gurgel, de saudosa memoria, não é Bessinha ?
Tem ainda a AGU.
E tem o Presidente do Supremo !
O Ministro Ricardo Lewandowski, que não tem medo do PiG, poderia ser a matriz moral e técnica para salvar o Brasil do Moro !
E da Globo !
Agora, é preciso andar rápido.
Porque as obras da Petrobras se desmilinguem com a rapidez com que cai a audiência da Globo.
Tudo isso se, se, se … a Presidenta dedicasse um pouco menos de atenção ao “ajuste” do Levy …
Porque a maior vítima do desmanche do Brasil não será o PT.
Será o trabalhador !
Aquele que votou nela !
E já demonstra incontida felicidade !

Paulo Henrique Amorim

______________________________

DESEMPREGO É O MENOR DA HISTÓRIA EM 2014: 4,8%


Taxa caiu de 4,8% em novembro para 4,3% em dezembro, repetindo a menor taxa histórica de 
dezembro de 2013; já o índice de desocupação médio de janeiro a dezembro de 2014 foi 
estimado em 4,8%, também o menor da história da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), contra 
5,4% no ano anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE na manhã desta quinta-feira 29; 
média anual da população desocupada foi estimada em 1,176 milhão de pessoas, contingente 
54,9% menor que o de 2003 e 10,8% abaixo da média de 2013. 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O desemprego brasileiro caiu a 4,3 por cento em dezembro, ante 4,8 
por cento em novembro, e igualou a mínima histórica registrada no mesmo mês de 2013, informou o 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
Com isso, o desemprego encerrou 2014 com taxa média de 4,8 por cento, também a menor da série, 
contra uma taxa média de 5,4 por cento em 2013.
Pesquisa da Reuters apontava expectativa para a taxa de desemprego de 4,6 por cento em dezembro, 
segundo a mediana de 26 projeções, que foram de 3,85 a 5,20 por cento.
__________________________________________

Petrobras: jornais não vieram para informar, mas para "causar "



Luis Nassif

Os jornais têm dois bons temas para bater na Petrobras.
O primeiro, a propina. Se no período Paulo Roberto Costa houve R$ 150 bilhões em investimento e a 
taxa de propina era de 3%, tem-se aí uma corrupção potencial de R$ 4,5 bilhões - enorme por qualquer 
critério que se tome.
O segundo, a baixa de R$ 80 bilhões nos ativos da empresa. Ou seja, se fossem construídos 
novamente, a valores de hoje, os equipamentos custariam R$ 80 bilhões a menos, prova de que, em 
sua enorme corrida para se transformar em uma das maiores petroleiras do planeta, a Petrobras se 
descuidou dos cuidados mínimos de planejamento.
Ou seja, dois dados para os jornais exercitarem - com consistência - a missão de criticar informando.
Mas o padrão de jornalismo brasileiro não é informar: é causar.
Assim, joga-se todo o valor da reavaliação de ativos na conta da corrupção, como se fosse 
minimamente factível um roubo no valor de R$ 80 bilhões.
Segue-se a máxima de Rupert Murdoch: a verdade, para nosso público, é nossa mentira na qual eles 
acreditem.
______________________________________________

Por que a mídia golpista desprezou um economista cultuado como Roubini em sua visita ao Brasil?


Ele não está dizendo as coisas que a mídia gostaria que dissesse

por : Paulo Nogueira

Nouriel Roubini é o que existe de mais próximo em celebridade no campo dos economistas.
Em Davos, poucos dias atrás, ele estava sempre cercado de jornalistas. Um vídeo em que ele fala sobre 
a economia americana com um jornalista da Bloomberg viralizou.
Todo mundo quer saber o que Noubini, iraniano radicado nos Estados Unidos, pensa.
Por fortes razões.
Credita-se a ele ter percebido, em primeiro lugar, o colapso econômico de 2008, do qual até hoje o 
mundo não se recuperou.
Tudo isto posto, Roubini esteve no Brasil, para uma palestra promovida ontem pelo banco Credite 
Suisse, e foi desprezado pela imprensa nacional, num momento em que só se fala de economia.
Burrice coletiva?
É sempre uma possibilidade, mas a explicação mais plausível para a mídia ignorar um economista com 
as credenciais mundialmente reconhecidas como Roubini é a seguinte.
Roubini não está falando as coisas que as empresas jornalísticas gostam de ouvir e transmitir a seu 
público – ou a suas vítimas, numa linguagem mais franca.
No encontro oferecido pelo Credite Suisse, Roubini disse que vê com “otimismo cauteloso” o governo 
Dilma neste começo de segundo mandato.
Ora, mas não está tudo errado? O apocalipse não é uma questão de horas, conforme os donos da mídia 
e seus porta-vozes dizem, repetem, berram?
Roubini rechaçou também comparações entre o caso brasileiro e o venezuelano. Não, disse ele, o 
Brasil não está se tornando uma república “bolivariana”, na acepção sinistra que a imprensa dá à 
palavra.
Gênios como Míriam Leitão, Carlos Sardenberg e Rodrigo Constantino – perto dos quais o que é 
Roubini? – monopolizam os microfones que são negados, no Brasil, a Roubini.
Assim funciona a mídia brasileira.
Você pega uma nulidade como Marco Antônio Villa e tenta transformá-lo em referência em política, 
economia, história e o que mais for.
Você lhe dá espaço em jornais, revistas, tevês. Basta que ele diga as coisas que diz.
É um entre múltiplos casos.
Roubini não serve – a não ser que preveja o colapso brasileiro. Aí você o verá nas páginas amarelas da 
Veja, no Roda Viva, nos programas da Globonews.
Do ponto de vista internacional, Roubini tem dito coisas abominadas pela mídia.
Em Davos, ele disse que os Estados Unidos vivem um regime de plutocracia – o governo dos ricos – e 
não democracia.
Com as doações milionárias a políticos em campanhas, disse Roubini, os ricos americanos acabam 
influindo decisivamente nas leis.
O povo? O povo que se dane.
Está aí, segundo ele, o principal fator do crescimento da desigualdade nos Estados Unidos.
Ele apoiou a intenção de Obama de taxar mais a plutocracia e diminuir a carga dos demais.
No Brasil, a semelhança é desconcertante. As doações milionárias de empresas dão no que dão.
Para piorar, um ministro do STF, Gilmar Mendes, se julga no direito de segurar um projeto sobre o 
tema por um ano – sem dar satisfações a ninguém.
“Bolivarianamente”, ele usurpa funções legislativas que não lhe cabem. Gilmar Mendes chegou ao 
STF mediante um único voto: o de FHC.
Tudo somado, é melhor esquecer que Roubini existe e está no país – pelo menos na ótica torta e 
viciada da mídia brasileira.
_______________________________________________________

O que a mídia está fazendo contra Cerveró


Mesmo que se prove a culpa de Cerveró em algum esquema de corrupção na Petrobras, o que a 
mídia (com destaque para o sistema Bandeirantes) está fazendo de sacanagem contra esse cara é 
simplesmente inaceitável, é um crime inafiançável. Eu não vi nenhuma matéria sobre o erro 
(erro?) do Bradesco na grande mídia. Mas li sobre o assunto no fora de pauta de hoje e estou 
colando a matéria também aqui. É simplesmente revoltante. 

Banco acusa funcionária de erro que levou Cerveró para cadeia

Bradesco passa informação errada sobre saque atribuído a Cerveró, que, por isso, foi parar na 
cadeia. Banco diz que funcionária se "confundiu" ao informar transação que, Cerveró não fez, 
ao Coaf. 

Cerveró vai processar Bradesco por erro ao informar Coaf

Da Agência Estado


O ex-diretor da Área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró processará o banco Bradesco por danos morais, após a instituição financeira reconhecer um erro no envio de informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em 2011, indicando que o executivo teria sacado R$ 200 mil em espécie da conta de uma usina de etanol instalada em Paracatu, interior de Minas Gerais, fornecedora da estatal.
O erro foi reconhecido em petição juntada na última sexta-feira, dia 23, a um dos processos que correm na Justiça Federal do Paraná, sob responsabilidade do juiz Sergio Moro
Para o advogado, o dano moral é grave porque a suposta movimentação financeira foi um dos argumentos usados pelo juiz Moro para embasar o novo pedido de prisão preventiva contra Cerveró, decretado na quinta-feira, dia 22. Além disso, o caso foi noticiado na imprensa e, como a informação era creditada a um órgão oficial, a versão da defesa ficava com menos credibilidade. "O Bradesco prejudicou em muito a imagem do Nestor", afirmou Ribeiro.
Cerveró foi preso na madrugada do último dia 13 para o 14, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, ao voltar de Londres. A prisão preventiva fora decretada no dia 1º - o decreto do dia 22 veio a substituir esse. O ex-diretor está preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.
__________________________________________________

Vídeo: a conexão Cerra, Cunha, Moro e Globo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Tucanos esconderam a seca em Minas


Esconderam a seca e …

No Blog do PlanaltoPELA PRIMEIRA VEZ O GOVERNO TOMA CONHECIMENTO DA 
GRAVIDADE DA SITUAÇÃO HÍDRICA DE MG, DIZ PIMENTEL

“Pela primeira vez o governo federal tomou conhecimento da gravidade da situação hídrica de Minas Gerais”, afirmou o governador Fernando Pimentel, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (28), em Brasília. Pimentel disse que a situação é grave, principalmente na região metropolitana e no Norte do estado. Cerca de 50 municípios enfrentam racionamento e quatro em colapso eminente. Além disso, outras 100 cidades estão em estado de alerta.
O governador explicou que os reservatórios que compõem o sistema de abastecimento na região metropolitana de Belo Horizonte apresentavam 70% da capacidade em janeiro de 2014. Um ano depois, o nível caiu para 30%. “Essa situação já podia ter sido ser detectada em meados do ano passado”, disse.
Pimentel pediu apoio da presidenta para obras emergenciais, com previsão para novembro, para aumentar a captação de água da bacia do Paraopeba, para abastecer o sistema do Rio Manso, que é um dos principais reservatórios da região metropolitana.
O governador disse também que estão em curso campanha de conscientização para uso racional de água e cobrança de sobretaxa para quem consumir acima da média. Pimentel não descartou a possibilidade de rodízio ou racionamento. A meta é reduzir 30% do consumo na região metropolitana nesses próximos meses.
“Essas medidas de economia que já podiam ter sido adotadas há seis, oito, meses atrás, não foram. Vão ter que ser adotadas agora com atraso e, por tanto, com mais intensidade”, destacou o governador. “Essa reunião foi o primeiro passo para enfrentarmos e vencermos essa crise, que sem dúvida é a crise hídrica mais grave da história do estado”, concluiu.
Segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, o governo federal vai dar total apoio aos governos estaduais para combater a crise hídrica. “O governo federal apoia a execução desses projetos, seja com financiamento, mas principalmente na agilização da execução desse projeto, que vai requerer, dentre outras coisas, uma reanálise do licenciamento ambiental, das autorizações fundiárias”, afirma.

Voto Vencido, Gilmar segura voto há 300 dias!


Como se sabe, Eduardo Cunha, já sentado na cadeira de Presidente da República, prometeu: 
não vai ter Ley de Medios e vai continuar a ter financiamento de empreiteira a 
político. Parabéns, Presidente!

300 DIAS COM GILMAR

Ministro do Supremo segura ação que pode impedir o financiamento empresarial de campanha


Completam, nesta terça-feira (27), 300 dias do pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, do 
Supremo Tribunal Federal (STF), da ação que pede o fim de doações de empresas para candidatos, 
comitês eleitorais ou partidos políticos. O julgamento, iniciado no dia 2 de abril de 2014, foi suspenso 
quando contava com 6 votos a favor e um contra.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4650), movida pelo Conselho Federal da Ordem dos 
Advogados no Brasil (OAB), pede mudanças nas Leis 9.096/1995 e 9.504/1997, que disciplinam o 
financiamento de partidos políticos e campanhas eleitorais. A entidade integra, juntamente com outras 
102 organizações da sociedade civil, o projeto da coalização pela reforma política.
De acordo com o regimento da Corte, os autos do processo deveriam ter sido devolvidos há 270 dias. 
O pedido de vista é um recurso usado por magistrados para estender o prazo de análise do processo 
antes de manifestar seu voto, estipulado em até 30 dias.
Até a interrupção do julgamento, haviam votado a favor os ministros Luiz Fux, relator do processo, 
Dias Toffolli, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, na época presidente do 
Supremo, e Marco Aurélio Mello. O ministro Teori Zavascki foi o único até o momento a votar contra 
a proposta.
Além de Gilmar Mendes, faltam ainda os votos das ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia e do 
ministro Celso de Mello.
Campanha – Criticado pela morosidade em dar continuidade ao julgamento da ação, o ministro Gilmar 
Mendes é alvo de campanha na internet que pede a imediata conclusão do processo. Até mesmo um 
evento no Facebook, com 7,4 mil pessoas confirmadas, foi criado para lembrar dos documentos 
engavetados.
Atualmente, empresas são autorizadas a doar para candidatos, partidos ou campanhas até 2% do 
faturamento bruto no ano anterior. As doações podem ser feitas dentro ou fora de períodos eleitorais.
Em 2014, 70,6% dos R$ 4,3 bilhões arrecadados pelos candidatos partiu de empresas.
Assim que o julgamento for concluído, os ministros do Supremo terão de definir a data que a nova 
regra passará a valer. Entretanto, a demora de Gilmar Mendes em devolver o processo para voto dos 
demais ministros poderá invalidar a mudança para as eleições para prefeitos, em 2016.
___________________________________________________________

CUZÂO DO SBT PELO TWITTER MANDA DILMA SE F...


Cuzão do SBT passa dos limites da agressividade ao responder, nesta 
manhã, um tuíte da presidente Dilma Rousseff sobre seu discurso de ontem na abertura da 
reunião ministerial.

O Cuzão e pseudo apresentador do programa The Noite, do SBT, Danilo Gentili, passou de todos os 
limites da agressividade nesta quarta-feira 28 ao responder, pelo Twitter, a uma mensagem da 
presidente Dilma Rousseff.
"Vai se fude", escreveu Gentili, em cima da seguinte publicação da presidente: "O nosso povo votou 
em nós porque acredita em nossa capacidade e em nossa honestidade de propósitos".
A mensagem de Dilma dizia respeito ao discurso feito ontem por ela na abertura da primeira reunião 
ministerial do segundo mandato.
Gentili é crítico constante do governo e da presidente Dilma. Um dia depois da posse, que ocorreu em 
1º de janeiro, ele comparou a petista a porcos em um pequeno texto no Facebook.
"A posse da Dilma ontem foi uma posse de proporções bíblicas. Igual aquela vez que tomaram posse 
dos porcos e eles foram em direção ao desfiladeiro", escreveu.
__________________________________

Grécia suspende privatizações


Os neolibelês queriam vender o porto do Pireu, com a Melina Mercouri junto...

No Publico, de Portugal: TSIPRAS PROMETE BATER-SE PARA “RESTABELECER A 
DIGNIDADE DOS GREGOS”

Novo Governo grego anuncia suspensão de privatizações e promete resposta à crise social. 
Tsipras avisa à Alemanha: a recusa em negociar poderá conduzir “a uma ruptura desastrosa 
recíproca”.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, iniciou o primeiro Conselho de Ministros assegurando que o novo Governo está pronto a “derramar o seu sangue” para “restabelecer a dignidade dos gregos”. Em cima da mesa desta reunião inaugural estão algumas medidas emblemáticas do programa eleitoral do Syriza, a começar por uma imediata suspensão de privatizações.
“Entre as nossas prioridades figura uma nova renegociação [da dívida pública] com os nossos parceiros para encontrarmos uma solução justa, viável e mutuamente benéfica, para que o nosso país saia do círculo vicioso de dívida e recessão”, declarou o chefe de Governo, na fase inicial da reunião, aberta à comunicação social. Numa resposta à torrente de avisos que chega de outros países da União Europeia, Tsipras avisou que a recusa em negociar poderá conduzir “a uma ruptura desastrosa recíproca”.
Com a bolsa de Atenas a cair e os juros da dívida a dez anos acima dos 11%, o novo executivo não parece querer perder tempo. À entrada para a reunião, Panayiotis Lafazanis, o novo ministro da Produção, Ambiente e Energia, anunciou que o Governo vai suspender “imediatamente” o processo de privatização das operadoras de electricidade. Já o vice-ministro da Economia, Jrístis Spirtzis, assegurou que serão travadas todas as privatizações que “sejam contrárias aos objectivos sociais” do Syriza, a começar pela “imediata suspensão” da venda de 67% do histórico porto de Pireu.
São igualmente esperados anúncios de medidas para melhorar a qualidade de vida dos gregos, incluindo a promessa de distribuição gratuita de energia às famílias em maior dificuldade, para as quais estão igualmente prometidas bolsas de alimentos. O executivo quer também pôr em marcha a lei para repor o salário mínimo nos 751 euros (contra os 580 actualmente em vigor), suspender o programa de avaliações e mobilidade na Função Pública e criar mecanismos que facilitem o pagamento de impostos em atraso, adianta a AFP.
Boa parte destas medidas invertem as reformas impostas à Grécia pela troika de credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) em troca dos dois empréstimos concedidos ao país. A última tranche do empréstimo – estimada em sete mil milhões de euros – deveria ser entregue a Atenas até ao final de Fevereiro, mas os credores tinham avisado que só seria paga mediante a continuação das reformas em curso.
“Somos um Governo de salvação nacional, o nosso objectivo é restabelecer a segurança e a dignidade dos gregos”, sublinhou Tsipras, assegurando que Atenas está totalmente disponível para negociar, mas “não para continuar a política de submissão” que marcou os executivos anteriores.
A reunião do Conselho de Ministros antecede a chegada a Atenas de dois dirigentes europeus: já na quinta-feira é esperado na capital grega o presidente do Parlamento Europeu, o social-democrata alemão Martin Schulz, e no dia seguinte é a vez de Jeroen Dijsselbloem, ministros das Finanças holandês e presidente do Eurogrupo.
Com a renegociação do programa de assistência financeira em cima da mesa – e sobretudo a exigência de Atenas para uma reestruturação da dívida –, Tsipras acredita que a reunião com Dijsselbloem será “crucial e produtiva”, mesmo que, de Bruxelas, de Berlim e de várias outras capitais europeias continuem a chegar avisos de que só haverá negociações se a Grécia “respeitar os seus compromissos”
_______________________________________________

Filho de Lula vai processar Eduardo Jorge por dizer que ele é dono da Friboi


Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, anunciou que vai processar o ex-candidato à presidência da República pelo PV, Eduardo Jorge, por conta de um tuíte divulgado em seu perfil.
Na rede social, ele disse que Fábio seria dono da Friboi.
O boato divulgado por Jorge (que apagou o tuíte) é recorrente nas redes, sendo que diversos memes foram produzidos a respeito durante a última campanha presidencial.
Na ação, Fábio diz que “não é ou jamais foi sócio ou manteve qualquer relação profissional com negócios relacionados ao setor agropecuário ou agroindústria”.
Ele coloca ainda no texto da ação que é “vítima de atos criminosos na internet que lhe atribuem, de forma mendaz, a propriedade de fazendas e, ainda, a participação societária em frigoríficos e empresas do gênero. Invariavelmente, tais afirmações – associadas a insinuações ou afirmações da prática de alguma conduta irregular ou ilegal – são lançadas por pessoas que se colocam no plano político como adversárias do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual o genitor do interpelante, como é público e notório, já foi eleito Presidente da República em duas oportunidades”.
____________________________________________________________

Dilma aos ministros: “reajam ao PiG”. Mas, Como ?


Os direitos trabalhistas são intocáveis, viu Levy ?

Na abertura da reunião ministerial dessa terça-feira (27/1), a Presidenta Dilma exigiu que os ministros
enfrentem o PiG:
“Não permitam que a falsa versão se crie. Reajam aos boatos, travem a batalha da comunicação, levem 
a posição do Governo à opinião pública. Sejam claros, precisos, se façam entender. Não deixem 
dúvidas.
Por exemplo, quando for dito que vamos acabar com as conquistas históricas dos trabalhadores, 
respondam em alto e bom som: não é verdade! Os direitos trabalhistas são intocáveis, e não será o 
nosso governo, um governo dos trabalhadores, que irá revogá-los.”
_____________________________________

Mas, reagir onde ? Como ?
No jornal nacional ?
No programa da Urubóloga ?
A pergunta simples é:
- COMO e onde reagir ao PiG ?;
- COMO poupar as empresas nacionais, como se elas já não estivessem caindo pelas tabelas na onda 
da Lava Jato?
- COMO conciliar ajuste e conquistas sociais enquanto o Levy come pelas beiras?
Onde vive a presidenta Dilma?
Na Ilha da Fantasia ?
______________________________________________

TV AFIADA: Cunha, Presidente da República

PETROBRAS REGISTRA LUCRO DE R$ 3 BI NO 3º TRIMESTRE


Lucro representa uma queda de 38% em relação ao trimestre anterior em 2014 e 9,9% frente 
ao mesmo período de 2013; resultado não incluiu baixas contábeis relacionadas às denúncias de 
corrupção da Operação Lava Jato, mas incluiu baixas de R$ 2,7 bilhões com a descontinuidade 
dos projetos das refinarias Premium I e II; segundo a nota da presidente da Petrobras, Graça 
Foster, a companhia reafirma a manutenção da política de preços de diesel e gasolina, "não 
repassando a volatilidade do mercado internacional, o que, na situação atual, favorece 
excepcionalmente o caixa".

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou que registrou lucro líquido de R$ 3,087 bilhões no terceiro trimestre de 2014, ante R$ 3,395 bilhões no mesmo período de 2013, segundo balanço não auditado divulgado na madrugada desta quarta-feira.
Este lucro representa uma queda de 38% em relação ao trimestre anterior em 2014, "refletindo o menor lucro operacional", segundo a Petrobras. Já frente ao mesmo período de 2013, quando o lucro havia sido de R$ 3,395 bilhões, o recuo foi de 9,9%.
O resultado não incluiu baixas contábeis relacionadas às denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, mas incluiu baixas de R$ 2,7 bilhões de reais com a descontinuidade dos projetos das refinarias Premium I e II.
Já o Ebitda ajustado da companhia ficou em R$ 11,7 bilhões, ante R$ 16,2 bilhões no segundo trimestre de 2014 e R$ 13,1 bilhões no terceiro trimestre de 2013.
"A divulgação das demonstrações contábeis não revisadas pelos auditores independentes “tem o objetivo de atender obrigações da companhia (covenants) em contratos de dívida e facultar o acesso às informações aos seus públicos de interesse, cumprindo com o dever de informar ao mercado e agindo com transparência com relação aos eventos recentes que vieram a público no âmbito da ‘Operação Lava Jato’”
A “companhia entende que será necessário realizar ajustes nas demonstrações contábeis para a correção dos valores dos ativos imobilizados que foram impactados por valores relacionados aos atos ilícitos perpetrados por empresas fornecedoras, agentes políticos, funcionários da Petrobras e outras pessoas no âmbito da ‘Operação Lava Jato’”
“No entanto, em face da impraticabilidade de quantificar de forma correta, completa e definitiva tais valores que foram capitalizados em seu ativo imobilizado, a companhia considerou a adoção de abordagens alternativas para correção desses valores: i) uso de um percentual médio de pagamentos indevidos, citados em depoimentos; ii) avaliação a valor justo dos ativos cuja constituição se deu por meio de contratos de fornecimento de bens e serviços firmados com empresas citadas na ‘‘Operação Lava Jato’’. Essas alternativas se mostraram inapropriadas para substituir a impraticável determinação do sobrepreço relacionado a esses pagamentos indevidos”, informou a companhia em seu release de resultado.
Preços dos combustíveis
Segundo a nota da presidente da Petrobras, Graça Foster, a companhia reafirma a manutenção da política de preços de diesel e gasolina, "não repassando a volatilidade do mercado internacional, o que, na situação atual, favorece excepcionalmente o caixa".
O patamar atual de produção de petróleo e derivados assegura à empresa o mesmo patamar de geração operacional [geração de caixa], mesmo com o preço do barril de petróleo Brent variando entre US$ 50/bbl e US$ 70/bbl, segundo a presidente.
De acordo com a presidente, a Petrobras enfrenta um momento único em sua história e o resultado das avaliações indicou que os ativos com valor justo abaixo do imobilizado totalizaram R$ 88,6 bilhões de diferença a menor. Os ativos com valor justo superior totalizaram R$ 27,2 bilhões de diferença a maior frente ao imobilizado.
“Decidimos não utilizar a metodologia da determinação do valor justo como “proxy” para ajustar os ativos imobilizados da companhia devido à corrupção, pois o ajuste seria composto de elementos que não teriam relação direta com pagamentos indevidos”, afirmou.
“Assim, aprofundaremos outra metodologia que tome por base valores, prazos e informações contidos nos depoimentos em conformidade com as exigências dos órgãos reguladores (CVM e SEC), visando a emissão das demonstrações contábeis revisadas”.
Produção
A produção total de óleo e gás natural cresceu 6% no 3º trimestre de 2014 frente o segundo trimestre, com 2,7 mil barris por dia. No acumulado do ano, a produção diária é de 2,6 mil barris, representando alta de 3% em comparação com o mesmo período de 2013.
Já o endividamento líquido da empresa cresceu 8% em comparação com o segundo trimestre de 2014, passando para R$ 261 milhões. De janeiro até setembro, houve crescimento de 35% em relação ao mesmo período de 2013.
A Petrobras planeja aumentar sua produção de petróleo no Brasil em 4,5% em 2015 ante 2014, com variação de 1 ponto percentual na meta para mais ou para menos, destacou no relatório de resultados.
_____________________________________________

Marta descobriu que para virar diva da mídia basta bater no PT


Louva cavalgada

por : Paulo Nogueira

Marta Suplicy descobriu, na fase final de sua já longa vida política, como merecer os holofotes da 
mídia.
Basta falar mal do PT.
Antes dela, jornalistas conseguiram colunas em doses copiosas com a mesma estratégia.
Você é um jovem jornalista e quer fazer carreira nas grandes empresas de mídia, ou no que restar delas 
nesta Era Digital: bata no PT. Suas chances serão altas.
O artigo da Folha em que Marta bate em Dilma e no PT é um dos destaques de todos os sites das 
empresas de jornalismo. Parece que ela juntou palavras de Sheherazade, reagrupou e mandou para a 
Barão de Limeira.
Mas o que quer Marta? Ser heroína da mídia ou se eleger para alguma coisa relevante no futuro 
próximo?
Porque, e este é um ponto vital na discussão, ninguém pode ter tudo. Nas últimas eleições 
presidenciais, Serra, Alckmin e agora Aécio foram amplamente apoiados pela imprensa.
E deu no que deu: ilusões, expectativas elevadas e afinal lágrimas, ressentimentos, fracasso.
No caso de Marta, a questão é ainda mais complicada.
Com sua louca cavalgada, ela vai se tornando um nome abominado para os petistas, dos quais sempre 
extraiu os votos que a levaram a posições de destaque como a prefeitura de São Paulo e o Senado.
É presumível que neste contingente de eleitores, os petistas, Marta valga muito menos hoje do que 
valeu ontem, e valerá amanhã ainda menos do que hoje.
Onde buscar os votos perdidos?
Num eleitorado jovem, cansado da política como ela é, esqueça. Para esse público, Marta é um 
anacronismo. Eles querem coisa nova, como o Syriza da Grécia ou o Podemos da Espanha.
Sobra o voto conservador. Para simplificar, dos leitores da Veja e assemelhados.
Imaginar que eles serão capazes de votar em alguém com a trajetória de Marta é o triunfo da esperança.
Para este tipo de eleitor, haver passado pelo PT é o suficiente para qualquer político ser amaldiçoado 
para sempre.
Então, não é por ali que Marta vai compensar os votos perdidos.
Onde então?
A resposta mais realista é: em nenhum lugar.
Não vai demorar, Marta se dará conta de que em sua ofensiva anti-PT ela queimou os únicos votos que 
poderia ter.
Se tudo que ela deseja é vingança, tudo bem. Seus insultos obterão, sempre, extrema repercussão.
Mas se ela pretende, em algum momento, voto, aí é diferente.
Seu grande aliado de agora, a imprensa, quer de Marta uma coisa específica: ataques contra o PT.
Marta serve para isso e apenas para isso.
Tem sido sempre assim. Repare: renomados juristas que em determinado instante começaram a 
questionar o Mensalão, por exemplo, sumiram da mídia.
Marta está sendo usada pela imprensa, com certeza. E imagina que, em troca, também a está usando.
É certo se o objetivo é a vendeta.
E é um erro de vista espetacular se o objetivo é ganhar algum tipo de eleição que tenha qualquer 
importância.
_________________________________________

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A MANSÂO DA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA


Denúncia aponta que mansão em Brasília comprada pela ministra do STF por R$ 1,7 milhão 
está ligada ao doleiro Fayed Traboulsi, envolvido no esquema investigado pela Operação Lava 
Jato; gabinete da magistrada afirma que notícia "não tem pé nem cabeça" e que negócio foi 
legitimado pela Caixa Econômica, que financiou o imóvel.

Brasília 247 – A compra de um imóvel em Brasília pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal 
Federal, se tornou alvo de denúncia. 
De acordo com o blog do jornalista Mino Pedrosa, o imóvel está ligado ao doleiro Fayed Traboulsi, 
envolvido no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
A casa estava no nome de Andréa Filipe Ramos, casada com Alexandre Chaves Ribeiro. Os dois, de 
acordo com a denúncia, são laranjas de Fayed e o imóvel "deveria constar no rol de apreensões e 
bloqueios de bens do doleiro". O valor, segundo o texto, também é suspeito, uma vez que a casa seria 
avaliada por pouco mais de R$ 3 milhões no mercado imobiliário.
O próprio doleiro, segundo o blog, admitiu em depoimento à PF ser proprietário do imóvel, que era 
usado como "endereço de várias pessoas". Fayed foi preso em setembro de 2013 e alvo de mandados 
de busca e apreensão em suas propriedades da capital federal no âmbito da Operação Miqueias, que 
investigava fundos de previdência e pensão.
A chefe de gabinete da ministra Cármen Lúcia, Maria Cristina Petcov, contesta todas as acusações, que 
"não têm pé nem cabeça", e assegura que a ministra tem todos os documentos da negociação, 
legitimada pela Caixa Econômica Federal, responsável pelo financiamento do imóvel.
Ainda segundo informações do gabinete, a casa já havia sido financiada anteriormente pela antiga 
proprietária, no mesmo valor, o que reforça a legitimidade do banco pelo negócio e desmente a tese de 
que a casa vale quase o dobro do preço que foi pago pela ministra.
__________________________________________________

Dilma ‘perdeu 12 kg’ desde que se reelegeu


Dilma: em campanha, quando ainda comia o que aparecia pela frente

De Lauro Jardim, na Veja:

Dilma Rousseff também aproveitará a reunião ministerial de hoje para mostrar ao Brasil sua nova 
estampa: está com doze quilos a menos em comparação ao dia em que venceu a eleição.
________________________________________________

ENERGIA EÓLICA: A REVOLUÇÃO SILENCIOSA NO BRASIL


Em meio a críticas e previsões da oposição e da imprensa de que o País está à beira de um 
racionamento, por falta de energia, uma revolução silenciosa acontece em estados como Rio 
Grande do Norte, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Piauí; é o avanço da energia eólica, que 
traz junto com ela uma forte geração de empregos, aumento da arrecadação e capacidade eólica 
instalada de cerca de 15 GW até 2018, mais que Itaipu ou Belo Monte; essa fonte abastece hoje 
cerca de 12 milhões de pessoas – o equivalente à cidade de São Paulo; até o final desse ano, o 
Brasil estará entre os dez maiores geradores de energia eólica no mundo; dados, pouco ou nada 
divulgados na mídia, descartam especulação sobre racionamento

247 – As previsões de racionamento de energia no Brasil, intensificadas na mídia recentemente devido ao apagão ocorrido em dez estados e no Distrito Federal na semana passada, vêm acompanhadas, desde 2012, do argumento de falta de chuvas no Sudeste. Ignoram, porém, dados importantes sobre uma verdadeira revolução silenciosa que vem acontecendo, há vários anos, nas regiões Sul e Nordeste do País.
A evolução da energia eólica, produzida em maior parte nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Piauí, traz números impressionantes, capazes de descartar especulações sobre racionamento por falta de energia no Brasil. O ano de 2014 foi concluído com cerca de 5 GW instalados no País, que chegará em 2018 com, no mínimo, 15 GW já oficialmente autorizados, mais que as usinas de Itaipu ou Belo Monte.
Existem ainda novas usinas eólicas sendo frequentemente liberadas para operação comercial em dezenas de municípios, como mostra o site Energia Mapeada, que compila dados oficiais da Aneel sobre energia limpa. "Até o fim de 2015, o Brasil já estará entre os dez maiores geradores de energia eólica no mundo", afirma o engenheiro eletricista Alarico Neves Filho, responsável pela página.
Atualmente dependente das chuvas para gerar 70% da energia elétrica, o Brasil tem potencial eólico capaz de abastecer quase três vezes a sua demanda, segundo estimativas mais recentes do setor. Além de ser hoje a fonte de expansão mais barata, a energia produzida através da força dos ventos é também a mais ecologicamente correta.
Viabilidade
Pesquisada há mais de 50 anos, a energia eólica economicamente viável tem pouco mais de 20 anos. Os países precursores dessa tecnologia ficam na Europa: Dinamarca e Alemanha. Recente no Brasil, ela vem contribuindo significativamente para o desenvolvimento do País, abastecendo hoje cerca de quatro milhões de casas, ou 12 milhões de pessoas – o equivalente à cidade de São Paulo – segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica.
Presente no Senado em um debate sobre o assunto, a presidente da entidade, Élbia Melo, defendeu que o Brasil precisa superar uma "visão turva" sobre essa fonte de energia, que a coloca em desconfiança sob o argumento de que esse recurso seria "sazonal e intermitente". Ela destacou que toda fonte que vem da natureza é, por definição, sazonal e intermitente, mas que é possível conter riscos no caso da eólica por meio do aumento da quantidade de geradores montados.
Foram contratados desde 2009, a partir do primeiro leilão competitivo com participação eólica, mais de 12 GW de capacidade eólica instalada, o que representa cerca de 10% de toda a matriz energética brasileira, incluindo as fontes nuclear, hidrelétrica, carvão, biomassa e outras. A energia eólica hoje instalada representa cerca de 4% do total de energia para o sistema e deve crescer fortemente nos próximos anos, podendo chegar a 10% em 2018.
_____________________________________________________

Como o Boko Haram se tornou tão poderoso



Publicado na BBC Brasil.

O grupo militante islâmico Boko Haram está travando hoje uma das campanhas mais mortíferas de 
insurgência na África.
Eles capturaram uma grande porção de território na Nigéria e também realizaram ataques no vizinho 
Camarões.
Autoridades estimam que cerca de três milhões de pessoas são afetadas pela crise humanitária causada 
pela insurgência na região nordeste da Nigéria.
A força do grupo rebelde em um dos países mais populosos do continente, sua capacidade de ação e 
influência na região levantam várias dúvidas – que a BBC responde abaixo no formato perguntas e 
respostas:
Por que os militantes são tão letais?
O grupo seria dividido em várias facções que operam de forma autônoma pelas regiões norte e central 
da Nigéria.
O centro de estudos Grupo de Crise Internacional (IGC na sigla em inglês) estima que sejam seis 
facções ao todo. A mais organizada e impiedosa opera no Estado de Borno, onde o Boko Haram 
capturou grandes faixas de território.
A estratégia usada pela milícia é enviar centenas de combatentes comuns para uma cidade ou vilarejo. 
Eles com frequência conseguem superar numericamente as mal supridas forças do Exército nigeriano, 
que acabam se retirando.
Em seguida, combatentes mais experientes do Boko Haram conquistam o território.
A ofensiva atual dos militantes islâmicos marca uma mudança radical no cenário do país. Logo depois 
do Boko Haram lançar sua revolta em 2009, as forças de segurança nigerianas declararam ter vencido 
o grupo após matar milhares de seus membros – incluindo seu fundador – em uma operação na cidade 
de Maiduguri.
Alguns sobreviventes escaparam para a Argélia, para o Sudão e possivelmente para o Afeganistão, 
onde receberam treinamento militar.
Atualmente, a brutalidade na forma de operar do grupo está crescendo. Com isso, eles perderem apoio, 
segundo analistas, de muitos muçulmanos do país – que os viam como uma alternativa à elite corrupta.
Como eles recrutam seus militantes?
Cada vez mais por conscrição – os moradores das vilas são forçados a aderir em massa ao grupo sob 
ameaça de serem assassinados. Eles também contratam criminosos “pagando-os por ataques, às vezes 
com uma parte das riquezas pilhadas”, segundo o IGC.
Os laços étnicos são muito fortes na Nigéria. A maioria dos combatentes do Boko Haram são kanuri – 
a etnia do líder do grupo, Abubuakar Shekau. Isso sugere que ele goza de influência sobre líderes 
tradicionais do nordeste do país.
A quantidade total de combatentes do Boko Haram não é clara. O analista de segurança e finanças 
britânico Tom Keatinge estima que sejam mais de 9 mil.
De onde vem o dinheiro que financia o Boko Haram?
Quando o grupo invade cidades normalmente saqueia seus bancos. Em 2012, autoridades militares da 
Nigéria acusaram o Boko Haram de extorquir dinheiro de empresários, políticos e figuras do governo. 
Eles os ameaçavam de sequestro se não pagassem as quantias exigidas.
Autoridades americanas estimam que os militantes recebem até US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,6 
milhões) pela libertação de um milionário nigeriano, segundo Keatinge.
Mas quando a vítima é estrangeira, a quantia obtida pode ser muito maior: o Boko Haram recebeu US$ 
3 milhões (R$ 7,7 milhões) de resgate para libertar uma família francesa de sete pessoas capturadas no 
norte de Camarões em fevereiro de 2013, de acordo com um documento da Nigéria obtido na época 
pela agência de notícias Reuters.
Com essas fontes de financiamento, Keatinge estima que os rendimentos anuais da rede do Boko 
Haram cheguem a US$ 10 milhões. O pesquisador nigeriano Kyari Mohammed diz acreditar que o 
grupo esteja realizando uma rebelião de baixo custo por usar principalmente jovens de áreas rurais.
Como o grupo obtém armamentos?
O Boko Haram invadiu muitas delegacias de polícia e bases militares na Nigéria, obtendo assim um 
bom arsenal – incluindo blindados de transporte de tropas, caminhonetes, lança-rojões e fuzis de 
assalto.
Além disso, o grupo mantém fortes laços com contrabandistas de armamentos que operam na vasta 
região do Sahel (faixa de aproximadamente 600 quilômetros de largura e 5,5 mil quilômetros de 
extensão, que corta o norte da África, logo abaixo do deserto do Saara e acima da savana do Sudão), 
segundo o ICG.
Muitas dessas armas teriam sido contrabandeadas da Líbia, onde arsenais foram saqueados durante a 
revolta que levou à queda do coronel Muamar Khadafi em 2011.
Porém, boa parte das bombas usadas pelos militantes islâmicos são improvisadas, construídas com 
materiais baratos e de acesso relativamente fácil, segundo o IGC.
Seus especialistas em explosivos, segundo o analista de segurança nigeriano Bawa Abdullahi Wase, 
são universitários recém-formados que não conseguiram empregos.
Além disso, recentemente o grupo saqueou fábricas de cimento em busca de dinamite e artefatos 
explosivos.
O governo declarou estado de emergência em 2013 em três Estados nortistas mais afetados pela 
campanha insurgente. As forças do governo também armaram grupos de vigilantes, que operam em 
regiões remotas onde a presença militar é mínima.
O Boko Haram foi empurrado de Maidaguri e vilarejos vizinhos para a vasta região das florestas de 
Sambisa, ao longo da fronteira com Camarões. Mas os militantes responderam com uma nova ofensiva 
que deu a eles o controle de um território de dimensões equivalentes à da Bélgica.
Se o Boko Haram tiver sucesso em suas ambições territoriais – conquistando cidades no Níger, no 
Chad e em Camarões, como ameaçou seu líder – o conflito pode tomar uma dimensão internacional.
A França pode por exemplo se envolver mais diretamente no conflito para proteger suas ex-colônias.
Até agora Camarões tem tido relativo sucesso em repelir os ataques do Boko Haram, apesar de ter um 
Exército muito menor que o da Nigéria, que vem sendo criticada por não usar bem sua vantagem 
numérica.
O Boko Haram é ligado ao ‘Estado Islâmico’?
Shekau, o líder do Boko Haram, se referiu ao líder do autodeclarado “Estado Islâmico”, Abu Bakr al-
Baghdadi, em um vídeo no ano passado como “califa”. Ele também elogiou Ayman al-Zawahiri, 
liderança da rede extremista Al-Qaeda – que disputa com o “Estado Islâmico” a lealdade dos jihadistas 
ao redor do mundo.
Porém, Shekau não jurou aliança a nenhum dos dois grupos.
Ele costuma elaborar suas mensagens nas línguas hausa, árabe e kanuri, mas em seu mais recente vídeo 
– no qual elogia os ataques contra a revista satírica Charlie Hebdo em Paris – o discurso foi feito 
totalmente em árabe, o que leva analistas a acreditar que o grupo nigeriano esteja buscando ter um 
apelo mais internacional.
Laços fortes com grupos jihadistas globais dariam um ímpeto maior à campanha do Boko Haram.
_______________________________________________