segunda-feira, 26 de setembro de 2011
“Ibope ganha rival: americana Nielsen medirá audiência no Brasil”
Saiu na Folha: “Ibope ganha rival: americana Nielsen medirá audiência no Brasil”
A Nielsen é uma das maiores empresas de medição de audiência do mundo.
O Ibope detém o monopólio da audiência em tevê no Brasil desde 1988.
(Vinte e três anos.
O Chacrinha ainda não tinha pança.)
Todas as redes de TV, segundo a Folha, já conversaram com a Nielsen.
Menos uma.
Qual, amigo navegante ?
A Globo !
Treze anos, um ano, seis meses, um dia.
O Conversa Afiada não acredita em pesquisas pré-eleitorais num país dominado por dois institutos ligados a notáveis órgãos do PiG (**) – o Globope e o Datafalha.
O ansioso blogueiro trabalha em televisão em não acredita também nas pesquisas do Globope para medir audiência de televisão.
Várias vezes, quando o programa Domingo Espetacular da Record – em que trabalha – se aproxima ou passa a Globo, o Globope cai.
A leitura minuto-a-minuto dá pau e reaparece meia hora depois numa situação muito mais confortável para a Globo.
Coincidência, provavelmente.
A Globo é o maior comprador do Globope.
O Globope dá a impressão de medir a audiência em meia dúzia de apartamentos da rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, São Paulo, e pretender que eles representem o Brasil.
O gosto de São Paulo é o gosto de Caruaru, Pernambuco.
Pode, amigo navegante ?
É assim que funciona a indústria da publicidade no Brasil.
O Globope diz qual a audiência da Globo, as agências de publicidade acreditam, veiculam na Globo e, quanto mais veiculam mais bonificação (em dinheiro) recebem da Globo.
É a chamada “bonificação por volume”, o BV, que vai para as agências de publicidade e, não, para os clientes.
Se fosse no Hemisfério Norte isso dava cadeia.
Uma indústria baseada no Globope e no BV.
Viva o Brasil !
Uma indústria em que a Globo, com 50% da audiência, detém 70, 75% da verba de publicidade.
Como se explica, amigo navegante, a diferença entre os 50% de audiência e 75% da grana ?
Com o BV, amigo navegante.
O BV que o Globope lambuza de mel, minuto-a-minuto (menos quando o DE se aproxima do Fantástico).
O Conversa Afiada defende também a tese de que o Governo Federal deveria ter um “IBGE” para medir audiência.
O Governo Federal e suas empresas – Caixa e Banco do Brasil, por exemplo, dois de muitos anunciantes deste modesto e ansioso blog – são dos maiores anunciantes do Brasil.
Quem garante que a Globo entrega os X% de audiência que vende à Caixa ou à SECOM ?
A SECOM compra X% da audiência por R$ Y.
Quem garante que os R$ Y compraram, de fato, X% da audiência ?
O Globope !
Bingo !
Por isso, mais uma vez, o Brasil deveria imitar a Argentina.
Depois da Ley de Medios, do “Futebol para Todos” (e não só para o Clarin), dos generais na cadeia, da demissão dos ministros do Supremo nomeados por Menem etc etc etc, a Argentina também tirou a exclusividade do Ibope, o mesmo Ibope o Globope brasileiro.
E a SECOM da Cristina Kirchner criou o seu instituto medidor de audiência.
Exatamente porque o Ibope dos jogos do Argentina tinham a audiência 100% no Clarin e, depois que a Cristina comprou os direitos “para todos”, a audiência caiu para 1%.
Com a intervenção da Cristina – essa Cristina … – o “Futebol para Todos” voltou a ter a audiência que tinha no Clarin (Globo).
O Conversa Afiada acredita que a SECOM deveria ter o seu “IBGE” de audiência de televisão.
Aí, seria interessante.
“IBGE”, Nielsen e Globope.
O Cade ia adorar !
E ia ser uma confusão na indústria da publicidade !
Paulo Henrique Amorim
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A Nielsen é uma das maiores empresas de medição de audiência do mundo.
O Ibope detém o monopólio da audiência em tevê no Brasil desde 1988.
(Vinte e três anos.
O Chacrinha ainda não tinha pança.)
Todas as redes de TV, segundo a Folha, já conversaram com a Nielsen.
Menos uma.
Qual, amigo navegante ?
A Globo !
O Conversa Afiada não acredita em pesquisa de opinião pública que pretende, com treze anos de antecedência, descobrir quem vai ser o Presidente.
(Nessas pesquisas, treze anos antes, o candidato Cerra se dá invariavelmente bem.)Treze anos, um ano, seis meses, um dia.
O Conversa Afiada não acredita em pesquisas pré-eleitorais num país dominado por dois institutos ligados a notáveis órgãos do PiG (**) – o Globope e o Datafalha.
O ansioso blogueiro trabalha em televisão em não acredita também nas pesquisas do Globope para medir audiência de televisão.
Várias vezes, quando o programa Domingo Espetacular da Record – em que trabalha – se aproxima ou passa a Globo, o Globope cai.
A leitura minuto-a-minuto dá pau e reaparece meia hora depois numa situação muito mais confortável para a Globo.
Coincidência, provavelmente.
A Globo é o maior comprador do Globope.
O Globope dá a impressão de medir a audiência em meia dúzia de apartamentos da rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, São Paulo, e pretender que eles representem o Brasil.
O gosto de São Paulo é o gosto de Caruaru, Pernambuco.
Pode, amigo navegante ?
É assim que funciona a indústria da publicidade no Brasil.
O Globope diz qual a audiência da Globo, as agências de publicidade acreditam, veiculam na Globo e, quanto mais veiculam mais bonificação (em dinheiro) recebem da Globo.
É a chamada “bonificação por volume”, o BV, que vai para as agências de publicidade e, não, para os clientes.
Se fosse no Hemisfério Norte isso dava cadeia.
Uma indústria baseada no Globope e no BV.
Viva o Brasil !
Uma indústria em que a Globo, com 50% da audiência, detém 70, 75% da verba de publicidade.
Como se explica, amigo navegante, a diferença entre os 50% de audiência e 75% da grana ?
Com o BV, amigo navegante.
O BV que o Globope lambuza de mel, minuto-a-minuto (menos quando o DE se aproxima do Fantástico).
O Conversa Afiada defende também a tese de que o Governo Federal deveria ter um “IBGE” para medir audiência.
O Governo Federal e suas empresas – Caixa e Banco do Brasil, por exemplo, dois de muitos anunciantes deste modesto e ansioso blog – são dos maiores anunciantes do Brasil.
Quem garante que a Globo entrega os X% de audiência que vende à Caixa ou à SECOM ?
A SECOM compra X% da audiência por R$ Y.
Quem garante que os R$ Y compraram, de fato, X% da audiência ?
O Globope !
Bingo !
Por isso, mais uma vez, o Brasil deveria imitar a Argentina.
Depois da Ley de Medios, do “Futebol para Todos” (e não só para o Clarin), dos generais na cadeia, da demissão dos ministros do Supremo nomeados por Menem etc etc etc, a Argentina também tirou a exclusividade do Ibope, o mesmo Ibope o Globope brasileiro.
E a SECOM da Cristina Kirchner criou o seu instituto medidor de audiência.
Exatamente porque o Ibope dos jogos do Argentina tinham a audiência 100% no Clarin e, depois que a Cristina comprou os direitos “para todos”, a audiência caiu para 1%.
Com a intervenção da Cristina – essa Cristina … – o “Futebol para Todos” voltou a ter a audiência que tinha no Clarin (Globo).
O Conversa Afiada acredita que a SECOM deveria ter o seu “IBGE” de audiência de televisão.
Aí, seria interessante.
“IBGE”, Nielsen e Globope.
O Cade ia adorar !
E ia ser uma confusão na indústria da publicidade !
Paulo Henrique Amorim
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A Pataquada da Semana. Merval Pereira, jornalista, virou imortal.
Por Paulo Nogueira
Bem, eis a Pataquada da Semana. Merval Pereira, jornalista, virou imortal.
Vou em busca de explicações. Ele deve ter escrito algum livro importante que não notei. Ou alguns, penso numa perspectiva mais otimista.
Pesquiso.
Mas.
Ele é autor de “O lulismo no poder”, uma coletânea de seus artigos no Globo. Quer dizer, não bastasse o leitor ser castigado por Merval uma vez na forma de jornal, ele apanha de novo na forma de livro.
Merval é, basicamente, contra tudo que Lula fez, do Bolsa Família às cotas universitárias. Se Lula inventar a cura do câncer, Merval vai atacar. Seu poder de persuasão pode ser facilmente medido nas urnas. Se eu fosse candidato, torceria para que Merval fosse contra mim.
Ao lado de Ali Kamel, ele é um dos mais fiéis reprodutores do ideário da família Marinho. (Esperemos para ver se Kamel não vira futuramente um imortal.)
Numa carta célebre a um editor, o barão da imprensa Joseph Pulitzer disse o seguinte: “Espero que você pense, pense, pense!!! (…) Que compreenda que todo editor depende do proprietário, é controlado pelo proprietário, deve veicular os desejos e as idéias do proprietário. (…) Sua função é pensar, o mais próximo possível, no que você pensa que eu penso.”
Merval – e nem Kamel – teriam que ouvir isso. Lembro que, nas reuniões do Conselho Editorial da Globo das quais participei entre 2006 e 2008, os dois pareciam disputar entre si quem era campeão em pensar como a família Marinho pensa.
Na cerimônia de posse de Merval, Machado de Assis, fundador da ABL, foi lembrado e de certa forma comparado ao novo imortal. Porque trabalhou como jornalista num certo período.
Esperemos então que Merval produza suas Memórias Póstumas.
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Otan bombardeia hospitais; cidade natal de Kadafi resiste
Tropas insurgentes libias, apoiadas pela Otan, lançaram neste domingo (25) novos ataques contra Sirte em tentativa conquistá-la, ainda que pagando um alto preço devido à tenaz resistência dos leais a Muamar El Kadafi.
Fontes noticiosas assinalaram que as forças do autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) conseguiram chegar a uma intersecção viária estratégica a um quilômetro do centro da urbe, mas contiveram sua marcha ante o fogo dos pró-governamentais.
Assim como fizeram no sábado, os sublevados se apoiaram nos bombardeios aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para adentrar os flancos leste e oeste com tanques, blindados e artilharia pesada, indicaram repórteres no terreno.
Depois de haverem se reagrupado ontem à noite, as tropas opositoras e as da Otan buscam acelerar a eventual queda de Sirte, sem dar atenção à população civil indefesa presa no conflito, destacaram meios regionais.
Residentes citados por canais televisivos árabes disseram escutar numerosas explosões e descreveram um palco de tensão com altas colunas de fumaça negra e homens armados correndo de maneira discreta entre tanques e edifícios para se proteger dos disparos.
Assim mesmo, asseguraram que as forças subordinadas a Kadafi controlavam as ruas de Sirte e questionaram a missão da Otan supostamente dirigida a proteger a vida de civis.
Testemunhas indicaram que aviões da aliança atlântica sobrevoavam e disparavam contra várias zonas para liberar caminho aos alçados, ainda que oficialmente o bloco tenha dito que destruiu armas antiaéreas, um armazém de munições, dois veículos artilhados e um centro de comando. Tanques, baterias de artilharia antiaérea, balas de morteiro e outras armas foram colocadas em pontos estratégicos da cidade junto com francoatiradores por parte de combatentes e civis fiéis a Kadafi, cujo paradeiro se desconhece desde que abandonou Trípoli, há um mês.
Fontes médicas confirmaram que nas últimas horas morreram ao menos 12 irregulares do CNT e mais de 80 resultaram feridos, basicamente por metralhadoras, mas se desconhecem dados verídicos das possíveis baixas entre os que defendem a cidade sitiada.
O vídeo abaixo denuncia o bombardeio da Otan ao hospital de Sirte:
Ditador do Iêmen anuncia eleições antecipadas
Dois dias após retornar ao Iêmen, o presidente Ali Abdullah Saleh declarou neste domingo 25, no primeiro pronunciamento oficial desde a sua volta, que está disposto a entregar o poder e anunciou a realização de eleições antecipadas. As informações são da BBC Brasil e do diário britânico The Guardian.
O mandatário chegou de surpresa ao país na sexta-feira 23 vindo da Arábia Saudita, onde se recuperava de um atentado sofrido em junho.
Com a sua chegada, os conflitos que se estendiam pela semana ganharam força. Na capital Saná, violentos confrontos ocorreram no sábado 24, deixando ao menos 40 mortos e centenas de feridos, de acordo com agências de notícias internacionais. Com isso, chega a 100 o número de fatalidades nos últimos cinco dias.
Na madrugada de sábado, morteiros de apoiadores de Saleh mataram cerca de 17 pessoas em uma praça na capital onde os manifestantes antigoverno se reúnem. Segundo o diário espanhol El País, testemunhas relataram o posicionamento de franco atiradores, que teriam disparado contra o grupo em uma tentativa de retomar a parte inferior do local.
A operação contra os manifestantes foi comandada pela Guarda Republicana, liderada por Ahmed Ali, filho de Saleh, e pelas forças de Segurança Central. O ministro do Interior do país, Muttahar al Masri, negou a ofensiva e atribuiu os disparos a extremistas.
Desde janeiro, protestos movimentam o país na esteira das revoltas populares em países árabes, como Egito e Líbia. O governo e a família de Saleh são acusados pelos manifestantes de corrupção e incapacidade para eliminar a pobreza e a impunidade. No país, uma a cada duas pessoas possui uma arma.
Saleh está no comando do Iêmen desde 1978, mas desde o início das agitações populares EUA, União Europeia e o Conselho de Cooperação do Golfo pedem a sua saída pacífica. Ele tentou propor diversas reformas para conter os protestos, mas não concretizou nenhuma delas.
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Chávez: corpo saudável e alma curada
"Meu corpo se sente saudável e eu agradeço a Deus e a todos vocês, assim como à ciência médica", disse o presidente venezuelano em rede nacional após quatro sessões de quimioterapia.
Por Agência Estado
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que o tratamento de quimioterapia contra um câncer não o deixou debilitado ou com efeitos colaterais. Chávez voltou à Venezuela pouco antes da meia-noite de quinta-feira, depois do que descreveu como a quarta sessão de quimioterapia em Cuba, que segundo ele pode ser última. "Meu corpo se sente saudável e eu agradeço a Deus e a todos vocês, assim como à ciência médica. E o que é mais importante é que minha alma se sente revivida, como se estivesse curada", afirmou o presidente em cerimônia liderada pelo ministro da juventude do país e transmitida na televisão estatal, VTV."Estou em tratamento, (com) drogas, mas todos os sinais vitais estão bons; as coisas estão progredindo bem. Felizmente, a quimioterapia não afetou nenhum órgão e não teve efeitos colaterais", garantiu. Chávez, que tem 57 anos, teve um tumor removido em 10 de junho, em Havana, mas as autoridades deram poucas informações sobre o tipo de câncer do presidente. Informou-se que o tumor foi retirado da "área pélvica", mas não há informações sobre a gravidade de sua condição.
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sábado, 24 de setembro de 2011
PARÁ: SOS Educação!
A situação dos professores da rede pública estadual é de clamar aos céus. Ensinam em escolas sucateadas; ganham salários indignos da alta responsabilidade que têm - há uma Lei e decisão do STF determinando o pagamento do piso -; nas áreas ribeirinhas passam todo tipo de privação – muitas vezes nem banheiros há nas “escolas” e têm que chegar aos locais em canoas e pular na água - e ainda por cima os que trabalham no SOME estão desabrigados por falta de pagamento das precárias residências alugadas nas ilhas pela Seduc. Para piorar a situação, a violência nas escolas é alarmante, com vários casos de lesões corporais graves e até homicídios em plena sala de aula.
É preciso que a Educação seja tratada como política de Estado e não de governo. Que professores e alunos sejam contemplados com ambiente digno que permita mudar o atual quadro do ensino público, de qualidade muito baixa.
Em muitas unidades da Seduc as aulas só começaram no segundo semestre.
E os alunos? Aparecem como matriculados nas estatísticas mas na verdade estão excluídos da escola. Algum político está com seu filho na rede pública? Esta é a maior prova de que há distância entre discurso e gesto.
A greve pode ser evitada. É só pagar o piso e dar um mínimo de condições àqueles que deveriam ser os profissionais mais bem tratados do País. Assim não haverá interrupção nas aulas e os estudantes não serão prejudicados.
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É preciso que a Educação seja tratada como política de Estado e não de governo. Que professores e alunos sejam contemplados com ambiente digno que permita mudar o atual quadro do ensino público, de qualidade muito baixa.
Em muitas unidades da Seduc as aulas só começaram no segundo semestre.
E os alunos? Aparecem como matriculados nas estatísticas mas na verdade estão excluídos da escola. Algum político está com seu filho na rede pública? Esta é a maior prova de que há distância entre discurso e gesto.
A greve pode ser evitada. É só pagar o piso e dar um mínimo de condições àqueles que deveriam ser os profissionais mais bem tratados do País. Assim não haverá interrupção nas aulas e os estudantes não serão prejudicados.
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Anotações sobre a morte e o esquecimento
Troy Davis recusou a última refeição, recusou o tranqüilizante.
Mas falou.
Disse a mesma coisa que repetiu dia a dia durante seus últimos 22 anos: “sou inocente”.
De nada adiantou: a Suprema Corte dos EUA se negou a suspender a sentença de morte, apesar dos erros estridentes que coalharam todo o processo.
Enquanto isso, no Brasil, era aprovada uma "Comissão da Verdade".
Até a última hora, o governo foi obrigado a conceder e conceder.
É como se em meu país, olhar de lado, não mexer no passado, ficar distante e dissimular fizesse parte da cultura nacional. Faz?
O artigo é de Eric Nepomuceno.
LEIA MAIS
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Mas falou.
Disse a mesma coisa que repetiu dia a dia durante seus últimos 22 anos: “sou inocente”.
De nada adiantou: a Suprema Corte dos EUA se negou a suspender a sentença de morte, apesar dos erros estridentes que coalharam todo o processo.
Enquanto isso, no Brasil, era aprovada uma "Comissão da Verdade".
Até a última hora, o governo foi obrigado a conceder e conceder.
É como se em meu país, olhar de lado, não mexer no passado, ficar distante e dissimular fizesse parte da cultura nacional. Faz?
O artigo é de Eric Nepomuceno.
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“Se eu ganhasse 712, ia ser servente de pedreiro”
Eis o conselho dirigido pelo assessor (Flávio Castro) do líder do governo tucano de Minas (deputado Luiz Humberto Carneiro - PSDB) ao professorado em greve há mais de cem dias: "Se eu ganhasse 712, eu ia ser servente de pedreiro". Registrado via TV Alterosa (SBT). Quem dialoga com os professores acampados em protesto na Assembléia, visando superar esse impasse e ao mesmo tempo assumindo sua posição ao lado dos professores é o deputado estadual do PT, Rogério Correia. É preciso dizer algo mais?
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Rede Globo oculta convênio de R$ 17 milhões da Fundação Roberto Marinho com Ministério do Turismo
Estranho, muito estranho. É muito sinistro quando a TV Globo fez ampla matéria sobre a Copa no Brasil no Jornal da Globo (meia-noite de terça-feira) abordando programas de qualificação profissional do Ministério do Turismo, com cursos on-line, e escondeu da notícia o principal destes programas: o "Olá, Turista!" executado pela Fundação Roberto Marinho, com R$ 17 milhões verbas federais do Ministério do Turismo.
O "Olá, Turista!" deveria treinar 80 mil pessoas para aprenderem a falar um pouco em inglês e espanhol, voltado para trabalhadores em hotéis, garçons, taxistas, policiais e outros profissionais ligados ao atendimento ao turista.
Apesar de já encerrado, não há prestação de contas publicada sobre o número de pessoas efetivamente treinadas, mas há indícios de calote nas metas da Fundação Roberto Marinho com o Ministério do turismo.
A notícia do telejornal também dá sumiço em 30 mil vagas de treinamento nas metas do Ministério do Turismo, inventando um número de 50 mil pessoas a serem qualificadas, quando só o número do "Olá, Turista!" anunciados em 2009, eram 80 mil.
A Fundação é a ONG das Organizações Globo e, em circunstâncias normais, de êxito nas atividades, jamais deixaria de aparecer na notícia, e com destaque.
A TV Globo sempre deu publicidade para aquilo que ela considera feitos de sua ONG. No entanto o telejornal entrevistou gente de hotéis e de faculdades de turismo, mas ninguém da ONG.
A situação remete àquela analogia com aviões de caça: "voar baixo para o radar não captar"... o radar, neste caso, é do Ministério Público e da CGU (Controlodaria Geral da União), que passa um pente fino nos convênios do Ministério do Turismo para combater a corrupção e o desvio do dinheiro público.
Uma força-tarefa do Ministério do Turismo cobra a devolução aos cofres públicos de R$ 80 milhões referentes a quase 500 convênios já identificados com contas irregulares. A ONG das Organizações Globo ainda não está neste lote, mas ela,com um único convênio, sozinha recebeu R$ 17 milhões dos cofres públicos.
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O "Olá, Turista!" deveria treinar 80 mil pessoas para aprenderem a falar um pouco em inglês e espanhol, voltado para trabalhadores em hotéis, garçons, taxistas, policiais e outros profissionais ligados ao atendimento ao turista.
Apesar de já encerrado, não há prestação de contas publicada sobre o número de pessoas efetivamente treinadas, mas há indícios de calote nas metas da Fundação Roberto Marinho com o Ministério do turismo.
A notícia do telejornal também dá sumiço em 30 mil vagas de treinamento nas metas do Ministério do Turismo, inventando um número de 50 mil pessoas a serem qualificadas, quando só o número do "Olá, Turista!" anunciados em 2009, eram 80 mil.
A Fundação é a ONG das Organizações Globo e, em circunstâncias normais, de êxito nas atividades, jamais deixaria de aparecer na notícia, e com destaque.
A TV Globo sempre deu publicidade para aquilo que ela considera feitos de sua ONG. No entanto o telejornal entrevistou gente de hotéis e de faculdades de turismo, mas ninguém da ONG.
A situação remete àquela analogia com aviões de caça: "voar baixo para o radar não captar"... o radar, neste caso, é do Ministério Público e da CGU (Controlodaria Geral da União), que passa um pente fino nos convênios do Ministério do Turismo para combater a corrupção e o desvio do dinheiro público.
Uma força-tarefa do Ministério do Turismo cobra a devolução aos cofres públicos de R$ 80 milhões referentes a quase 500 convênios já identificados com contas irregulares. A ONG das Organizações Globo ainda não está neste lote, mas ela,com um único convênio, sozinha recebeu R$ 17 milhões dos cofres públicos.
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Palestinos pedem o direito de existir
Em dia histórico, presidente Mahmoud Abbas faz pedido formal à ONU de reconhecimento do Estado Palestino; o gesto, recebido com aplausos na Assembleia, foi vetado pelos EUA e "lamentado" por Israel; confronto na região causou hoje a morte de um palestino.
Ramallah, na Cisjordânia, acompanhou hoje o discurso histórico em que o presidente Mahmoud Abbas pediu o reconhecimento do Estado Palestino, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) hoje (23). A Autoridade Palestina colocou telões no centro de Ramallah para que o público pudesse assistir, ao vivo, o discurso de Abbas. Os palestinos pedem a delimitação de seu Estado a partir das fronteiras de 1967, que incluem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental – territórios ocupados por Israel, que rechaça veementemente a decisão palestina. O discurso foi recebido com aplausos na Assembleia, mas os EUA já anunciaram que se opõem à decisão, e posicionaram-se ao lado de Israel, que em nota oficial emitida pelo governo, "lamentou" o gesto do líder palestino. Abbas, por sua vez, afirmou que o processo de assentamento promovido por Israel não atende às necessidade de seu povo e tem apenas provocado ainda mais conflitos na região. O premiê Benjamin Netanyahu defendeu que há muitas negociações que devem ser contempladas antes deste passo ser dado.
A fala de Abbas emocionou a audiência e foi acompanhada com atenção pela população do Oriente Médio. Mas a reação das potências foi fria, e talvez o fato reafirme o ocaso da palestina em sua contínua luta pela criação de seu país. No Ramallah, uma cadeira gigante foi montada, para simbolizar o assento pedido por Abbas na ONU, para que o Estado Palestino se torne o membro número 194 da organização internacional. A campanha Palestina 194 foi iniciada há vários meses e deverá atingir seu auge hoje, com o discurso do presidente palestino.
A Autoridade Palestina espera a participação de centenas de milhares de pessoas em manifestações de apoio a Abbas, nas principais cidades da Cisjordânia, durante o discurso. Para muitos palestinos, hoje é um dia histórico já que, 44 anos após a guerra de 1967 e 63 anos após a fundação do Estado de Israel, um presidente palestino se dirigirá aos 193 países membros da ONU e pedirá o reconhecimento da Palestina.
O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, proibiu a manifestações em favor da iniciativa palestina no território. O grupo já declarou que é contra o pedido de reconhecimento pois, segundo ele, um Estado palestino nas fronteiras pré-1967 significaria aceitar implicitamente o Estado de Israel na área estabelecida em 1948.
Apesar de pedidos por parte do Fatah, partido de Abbas, o Hamas não permite que a parte da população da Faixa de Gaza que apoia a iniciativa se manifeste nas ruas. De acordo com a pesquisa de opinião realizada pelo instituto Halil Shkaki, 83% dos palestinos apoiam o pedido de reconhecimento na ONU, o que significa que entre os habitantes da Faixa de Gaza grande parte é a favor de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, apesar da oposição do Hamas.
As autoridades israelenses decretaram estado de alerta no país inteiro e nos territórios ocupados, principalmente na área de Jerusalém e nos pontos de checagem militares nas passagens entre Israel e a Cisjordânia.
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‘Wall Street é nossa rua’
Há quase uma semana, manifestantes ocupam o centro do capitalismo financeiro no Mundo, em Wall Street, Nova York. Depois de passar pelo Oriente Médio, Europa, América do Sul, a onda de protestos chegou aos EUA no dia 17 de setembro. Cerca de 2000 pessoas foram à Liberty Plaza se manifestar no sábado, ao lado da sede da Nasdaq, principal bolsa de valores dos Estados Unidos e permanecem lá até agora.
Intitulado de #OcuppyWallStreet, o movimento afirma lutar contra ao 1% corruptos que prejudicam os outros 99% da população americana.
O cerne da corrupção, dizem, é a especulação financeira dos investidores de Wall Street e cuja ação irresponsável deflagrou a crise econômica em 2008 que persiste até hoje.
O modelo segue as manifestações no resto do mundo: jovens, com alta participação nas redes sociais e que foram atingidos em cheio pelo desemprego gerado na crise econômica.
Em 2008, a super-especulação sobre o preço de hipotecas e práticas financeiras sem regulação levaram os maiores bancos do país a beira da falência. Um aporte financeiro estatal histórico salvou as instituições. Três anos depois, o governo decretou elevação do teto da dívida e reajuste fiscal, incidindo justamente sobre a classe trabalhadora.
“Débitos entre os muito ricos ou entre governos sempre pode ser renegociado. Mas quando é um pobre que deve a um rico, pagar se torna uma obrigação sagrada. Renegociar é impensável”, afirma David Graeber, ativista do movimento, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.
O movimento reflete a perda de popularidade do governo americano em meio a crise econômica – a Câmara possui hoje cerca de 15% de aprovação – e a perda da onipotência financeira do estado, consumido por gastos com as infrutíferas guerras que o país iniciou.
Foto: Paul Weiskel
Em tempo real, um vídeo mostra a rotina dos particiapantes reunidos em fóruns de discussão, tocando instrumentos musicais ou comendo a pizza gratuita oferecida por uma das lanchonetes do bairro.
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Jatene: SUS exige verba mas mídia vende tributação insuportável
Em novo livro, diretor do Incor e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, diz que tecnologia impôs grandes mudanças à medicina em 40 anos.
Frente a custos maiores e novo perfil epidemiológico do país, Sistema Único de Saúde precisa dobrar recursos.
'Esse é o grande problema', diz Jatene em entrevista exclusiva.
'Mídia faz população acreditar que carga tributária é insuportável.
É preciso que as pessoas entendam aritmética: é preciso ter recursos.
Eu estimo que o orçamento do SUS precise dobrar, mas não há nenhuma possibilidade de dobrar", afirma.
O avanço tecnológico levou à descoberta de novos tratamentos, permitiu diagnósticos melhores, praticamente erradicou doenças. Mas também afetou a relação entre paciente e médico, que se tornou mais impessoal. E encareceu custos na medicina, exigindo cada vez mais investimentos de um Estado que assumiu o compromisso constitucional de dar saúde gratuita para toda a população.
O problema dos custos é de difícil solução, na opinião de Jatene, porque o debate sobre o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) tornou-se um tabu duro de quebrar.
"Quem controla a mídia faz a população acreditar que a carga tributária é insuportável", disse o médico à Carta Maior. "Mas, se você tirar a Previdência Social do orçamento, e a Previdência é um dinheiro dos aposentados que o governo apenas administra, vai ver que a nossa carga tributária está abaixo de 30%. É pouco para um país como o Brasil."
O leitor confere a seguir os principais trechos da breve entrevista exclusiva, concedida por telefone na última segunda-feira (19), antes de os deputados derrubarem a criação de um novo imposto para custear a saúde pública no Brasil.
Como o senhor resumiria o livro: o que mudou na medicina em 40 anos?
Jatene: O que mudou é realmente a tecnologia. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O diagnóstico à distância, por meio de exames, afastou o médico dos pacientes, a conversa ficou abreviada.
Mas a tecnologia também dever ter ajudado, não?
Jatene: Ajudou muito, criou vacinas contra poliomelite, sarampo. Hoje, são doenças que não existem mais. E também criou técnicas menos invasivas.
O perfil epidemiológico do brasileiro mudou muito também? Isso tem impacto nos custos da saúde, que ficam maiores?
Jatene: Claro, esse é o grande problema.
E O SUS, que está fazendo 21 anos, está preparado para essa nova situação?
Jatene: É preciso que as pessoas entendam aritmética: é preciso ter recursos. Eu estimo que o orçamento do SUS precise dobrar, mas não há nenhuma possibilidade de dobrar.
Então o senhor é a favor de um novo tributo?
Jatene: Quando estive no governo, eu defendi a CPMF. Mas não estou mais. Apontar as fontes de financiamento não é responsabilidade minha, mas do governo e do Congresso.
Com essa sua experiência de médico e gestor, o que o senhor diria que conta mais para melhorar a saúde no Brasil: gestão ou financiamento?
Jatene: As duas coisas ao mesmo tempo são importantes. Já avançamos muito na gestão, os grandes hospitais de São Paulo, por exemplo, buscam gestores públicos. Mas faltam recursos.
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Piada do dia
O sujeito se chama Marc Faber, e é norte-americano.
Ele é Analista de Investimentos e empresário.
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
“O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan….
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte…”
Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado e bastante realista:
“Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior. Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev.
Portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para o Brasil, mais precisamente para o PSDB, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo.”
Ele é Analista de Investimentos e empresário.
Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:
“O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan….
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte…”
Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado e bastante realista:
“Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior. Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev.
Portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para o Brasil, mais precisamente para o PSDB, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo.”
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Execução só é crime para os “outros”?
Nas últimas 24 horas, foram excutadas três pessoas, por sentença judicial
Uma no Irã: um jovem de 17 anos condenado por homicídio . Outra na China: um paquistanês condenado por tráfico de drogas.
Ambos os países merecem, por conta destas execuções, condenações internacionais por atentarem contra os direitos humanos.
A terceira pessoa foi executada nos Estados Unidos.
Troy Davis, um homem negro de 42 anos, foi condenado à morte em 1991 pelo homicídio do policial Mark Allen Macphail em Savannah, no estado da Geórgia. Sete das nove testemunhas-chave do julgamento de Davis retiraram ou alteraram o seu testemunho, algumas alegando coerção policial.
As dúvidas fizeram um milhão de americanos, entre eles o ex-presidente Jimmy Carter, e o próprio Papa Bento XVI pedirem a suspensão da excução. Inutilmente: Davis foi executado esta madrugada.
Direitos humanos e valores da civilização, para que se exija seu respeito universal, devem ser, também, universais.
Não podem valer só “contra” os países que destoam do coro ocidental e não valer contra o mais poderoso deles. E ainda mais quando este se arroga o direito de “polícia do mundo” a pretexto de defendê-los.
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