sexta-feira, 27 de maio de 2011

Kátia Abreu é mais confiável que o MST, deputado Aldo?

Aldo Rebelo tem acusado as ONGs estrangeiras, que defendem o imperialismo americano, por tentar desmoralizar seu relatório que seria o suprassumo do nacionalismo.
Taí um texto do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) que é ligado a uma grande ONG, o MST. 
O deputado Aldo acha que o MST faz o jogo dos Yankes? Seria o MST um movimento infiltrado no país para atacar os verdadeiros nacionalistas? Kátia Abreu é mais confiável que o MST?
Segue o texto de Valmir Assunção:

Ao assumir meu primeiro mandato como deputado federal, cheguei com um compromisso bem definido: defender a reforma agrária, tal como possibilitar mecanismos de incentivo à agricultura familiar e camponesa, fortalecendo os movimentos sociais do campo e da cidade.
Meus compromissos também incluem a luta pelo desenvolvimento social e combate à fome, a defesa do conjunto dos direitos humanos, promoção da igualdade racial e de políticas para a juventude.
Compreendo que um deputado federal, como extensão das lutas que acontecem nas ruas do nosso Brasil, deve manter a coerência e o lado pelo qual foi designado a estar num espaço, como é a Câmara dos Deputados.
Inicio este texto lembrando estas questões, por que são justamente elas que me fizeram votar não ao relatório do deputado Aldo Rebelo na noite deste dia 24 de maio.
Praticamente, o relatório aprovado livra o agronegócio do adjetivo “desmatador” da maneira mais torta possível: ao invés de discutirmos formas de coibir a ação de um modelo de agricultura que, ao visar a exportação de commodities produzidas sob o sistema de monoculturas, de desrespeito às leis trabalhistas e, muitas vezes, sem cumprir o preceito constitucional da função social da terra, o relatório do deputado Aldo Rebelo abriu as porteiras para que a expansão deste modelo predador avance sob áreas antes protegidas. Mais ainda: possibilita que os desmatadores sejam anistiados, absolvidos.
Uma vergonha!
A agricultura familiar e camponesa, a responsável por mais de 70% da produção de alimentos, no entanto, em nada se viu beneficiada neste relatório. Por exemplo: o texto votado permite que áreas de até quatro módulos rurais sejam isentos de recomposição de reserva legal desmatada. Ora, do jeito que está não há diferença de quem produz sob um modelo familiar daquele que só usa sua propriedade para lazer de fim-de-semana, ou mesmo de um latifúndio divido em várias matrículas, isentando-se de restrições da lei.
Vamos a outro exemplo: o texto permite que a compensação da reserva legal do agronegócio seja em qualquer parte do Brasil, dentro do mesmo bioma. Isso é um perigo para nós que lutamos contra a concentração fundiária, pois um mesmo latifundiário pode se aproveitar da especulação de terras, principalmente em regiões mais baratas, principalmente terras de pequenos agricultores, para comprar mais áreas para recompor reserva.
Ainda atendendo o latifúndio, o texto de Aldo Rebelo não acatou a demanda que criaria o fundo ambiental para a pequena agricultura, ou seja, o pagamento para que o camponês/a possa garantir reserva legal de florestas e vegetação nativa. A proposta, que tem o apoio da presidenta Dilma e é proveniente dos movimentos sociais do campo e sindicatos da agricultura familiar, foi simplesmente ignorada pelo relator.
A emenda 164 termina de consolidar o pacote do agronegócio. A medida dá poder aos estados para definir política ambiental e determina que poderão ser mantidas as atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas de preservação permanente (APPs) caso o desmatamento tenha ocorrido até 22 de julho de 2008, ou seja, liberação sem limites, mais devastação ambiental e descaracterização de todo o avanço que o Governo já tinha obtido nas negociações junto ao relatório.
E não para por aí: o relatório libera a criação de camarões em áreas próximas aos mangues. Permite que espécies exóticas sejam plantadas em metade das áreas das reservas legais dos grandes proprietários: isso é o mesmo que escrever às transnacionais de plantio de eucalipto, como as do sul da Bahia, que fiquem sossegadas, por que será aumentada a área em que poderão lucrar, mesmo que destrua a terra, os mananciais de água que possuímos, que não gere empregos…
Não me somo a isto. Minha luta, minha história e meu mandato não coadunam com tamanha irresponsabilidade. Infelizmente, mesmo com os seminários realizados, manifestações de rua em vários estados deste País feitos, o que foi visto na Câmara dos Deputados foi uma ação que envolve manobra política deliberada, ao confundir agricultura para exportação com produção de alimentos; chantagem, ao envolver episódios políticos que nada tem a ver com o tema em questão; oportunismo de tantos que ali votaram em causa própria, seja por que querem expandir seu latifúndio em detrimento das vegetações nativas, seja por que devem ao Estado brasileiro por já desmataram ilegalmente.
Defender a agricultura familiar e camponesa também é defender o meio ambiente, nossas matas e florestas, nossos rios, nossa terra, por que precisamos dele para sobreviver. Faz parte da nossa cultura camponesa.
Este relatório é uma afronta a tudo que construímos, enquanto camponeses e camponesas. Mas a luta ainda não acabou e seguiremos em vigília para que o retrocesso não se consolide no Senado e nem no Executivo. 
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Funcionário do ex-secretário de José Serra, acessou sigilo fiscal de Palocci nas vésperas da Folha publicar dossiê

No dia 5 de maio um funcionário da Secretaria das Finanças da Prefeitura de São Paulo, acessou as contas de Palocci, para extornar um imposto cobrado a mais, diz o jornalista Luiz Nassif. 
Dez dias depois o jornal Folha de São Paulo publicou o dossiê Palocci. 
O secretário municipal de Finanças é Mauro Ricardo, muito ligado a José Serra (PSDB/SP). 
Ele foi secretário estadual de fazenda quando Serra era governador. Após a posse de Alckmin, Mauro Ricardo foi para a Prefeitura, comandada por Kassab, por indicação de Serra. Independente de Palocci estar tendo que explicar a licitude de sua variação patrimonial, é grande a probabilidade de ter havido o uso ilegal de cargos públicos pela turma de Serra para espionagem política, violando informações guardadas por sigilo fiscal. José Serra angariou a fama de ser aficcionado por colecionar dossiês contra adversários políticos.
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Embromações: Por qué no te callas, Mr. Barack Obama?


Devidamente enquadrado pela direita do seu país e saudado pelo que há de mais conservador e reacionário pelo mundo, o presidente Obama deixou o falso recato com que procurou durante algum tempo emoldurar a sua figura junto a países emergentes e mergulhou de cabeça – ao lado de tantos outros democratas de fachada – no perigoso terreno da galhofa.
Desprezando o churrasco de Higienópolis, o presidente norte americano, temendo ser questionado pelos diferenciados do bairro paulistano, resolveu que era mais seguro fazer um churrasquinho com seu colega britânico David Cameron em Londres. Ali, cheio de empáfia e farofa na boca declarou alto e bom som: “Países como a Índia e o Brasil, na verdade, só estão crescendo graças à liderança de americanos e britânicos”.
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CHARGE

Fim do casamento?

Dilma manda recado ao PMDB: “Não tem dois governos. Tem um”

Matheus Pichonelli, CartaCapital

“A presidenta Dilma Rousseff mandou um recado nesta quinta-feira 26 para o PMDB, partido de seu vice Michel Temer e maior aliado do PT no Congresso, ao comentar a derrota sofrida pelo governo durante a votação de pontos polêmicos do novo Código Florestal, durante a semana, na Câmara.
 “O governo tem uma posição, espero que a base siga a posição do governo. Não tem dois governos, tem um governo”, disse a presidenta.
Dilma, que durante a campanha prometeu não apoiar projetos que anistiassem desmatadores, lembrou que tem a prerrogativa de vetar propostas que considera “prejudiciais” ao país, mas fez um apelo para que haja entendimento entre as lideranças no Congresso.
 Foi uma resposta ao bate-boca ocorrido no plenário da Câmara entre o líder do governo na Casa, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).
 Alves foi um dos apoiadores da inclusão de uma emenda que tirou do governo a atribuição de regularizar as atividades agrícolas em áreas de proteção permanente (APPs). A mesma emenda anistiou desmatamentos cometidos por produtores até 2008. O governo era contra essa mudança no texto-base relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mas não conseguiu unir a base em torno da questão.
 Ao ouvir de Vaccarezza que a presidenta Dilma considerava “vergonhosa” a alteração, Alves reagiu dizendo que não aceitava a ideia de que havia ajudado a derrotar o governo. “Não sou aliado do governo Dilma, eu sou o governo Dilma, eu tenho o vice-presidente da República, que não foi nomeado, foi eleito”, disse.
 Apesar do discurso, Alves e a ala peemedebista que seguiu em direção contrária à orientação do Planalto foram duramente criticados pelos colegas petistas na Câmara.
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Um mar de lama sem fim

Mais uma vez, a Fifa se vê envolta em suspeitas de corrupção e de venda de votos. Um tribunal suíço pode revelar nomes de dirigentes envolvidos no escândalo da ISL. Foto: Marcos D'Paula

A rede britânica BBC não sai do encalço da Fifa, a entidade máxima do futebol mundial. No final do ano passado, o repórter investigativo Andrew Jennings levou ao ar no programa Panorama a reportagem Fifa’s Dirty Secrets (Os segredos sujos da Fifa, em tradução livre), em que afirmava ter obtido uma lista de pagamentos de propinas a membros do alto escalão da entidade. Entre os citados, um velho conhecido dos brasileiros, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira.
Eis que, na segunda-feira 23, um novo programa sob o comando de Jennings foi transmitido. E, mais uma vez, o jornalista não esqueceu de Ricardo Teixeira. A denúncia diz respeito a empresa de marketing esportivo ISL, que teria pagado propina a altos dirigentes da Fifa na década de 1990. O total seria de mais de 100 milhões de dólares, sendo que apenas o presidente da CBF teria ficado com 9,5 milhões de dólares desse montante. Em troca, os cartolas garantiam à companhia os contratos de marketing esportivo para os eventos esportivos, entre eles o Mundial de Futebol.
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"Palocci pisou 22 vezes no meu escritório", diz Torre

“Visitas eram para palestras a funcionários e clientes. Empresário diz que nunca foi favorecido por conta disso.

Regiane de Oliveira, Brasil Econômico

Está custando caro ao empresário Walter Torre Júnior ter assumido publicamente a contratação de Antônio Palocci - hoje ministro da Casa Civil - como consultor da incorporadora e construtora WTorre.
 Na quarta-feira (25/5), o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) acusou o governo de ter facilitado o recebimento de aproximadamente R$ 9 milhões devidos pela Receita Federal à empresa em Imposto de Renda.
 O PSDB afirma que os recursos foram pagos no dia 6 de outubro, três dias após o primeiro turno das eleições.
 O deputado diz ainda que a WTorre doou R$ 2 milhões ao PT durante a campanha para, em contrapartida, conseguir liberar os recursos em um "prazo milagroso".
 Walter Torre falou ao Brasil Econômico que ficou sabendo do caso ontem pelo Twitter. O empresário, que está fazendo o novo estádio do Palmeiras, e acostumou-se a bater papo com os torcedores do time paulista sobre as novidades da Arena Palestra, mas nos últimos dias está tendo que dar satisfações sobre questões políticas.
 Torre tem feito um esforço para responder todas as questões dos internautas, mas afirma estar cansado de tanta especulação. "Eles querem envolver a WTorre em um negócio político, agora por conta de uma restituição que tivemos que entrar na justiça para receber", afirmou.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

CHARGE

A entrevista (com áudio) de Dilma sobre Palocci



Presidenta: Eu quero abordar três pontos. O primeiro ponto que eu quero abordar diz respeito à questão do ministro Palocci. Quero assegurar a vocês que o ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle, as explicações necessárias. Espero que esta seja uma questão que não seja politizada, como foi o caso do que aconteceu ontem, o caso lastimável, que é aquela questão da devolução dos impostos da empresa WTorre. A Fazenda demorou um determinado tempo, acima… se eu não me engano, em torno de dois anos, e a Justiça determinou à Fazenda o pagamento da restituição devida à empresa. Não se trata, de maneira alguma, de nenhuma manipulação. Lamento que um caso desse tipo esteja sendo politizado. A segunda questão diz respeito… e quero reiterar que o ministro Palocci dará todas as explicações para os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público, que serão dadas nos próximos dias.

A segunda questão diz respeito à votação do Código Florestal. Eu quero reiterar, aqui, a minha posição a respeito dessa questão. Eu não concordo que o Brasil seja um país que não tenha condição de combinar a situação de grande potência agrícola que ele é com a grande potência ambiental que ele também é. Nós temos, sim, condições de fazer isso. Por isso, eu não sou a favor da consolidação dos desmatamentos, da anistia aos desmatamentos. Eu acho que no Brasil houve uma prática que a gente não pode deixar que se repita. Muitas vezes se anistiava, por exemplo, dívidas, e novamente se anistiava dívidas, e as dívidas eram novamente anistiadas. O desmatamento não pode ser anistiado, não por nenhuma vingança, mas porque as pessoas têm de perceber que o meio ambiente é algo muito valioso que nós temos de preservar, e que é possível preservar meio ambiente – extremamente possível –, produzir os nossos alimentos, sermos a maior… uma das maiores… Eu não vou dizer a maior porque podia parecer muita pretensão, mas nós estamos, sem sombra de dúvida, entre os maiores produtores de alimentos do mundo, e acho que seremos, nas próximas décadas, o maior produtor de alimentos. Nós podemos fazer isso perfeitamente, preservando o meio ambiente, como temos feito sistematicamente um esforço nessa direção. Não sou a favor, não sou a favor da emenda, fui contra a aprovação da emenda e, obviamente, respeitando a posição de todos aqueles que divergem de mim, continuarei firme, defendendo a mudança dessa emenda no Senado.
Jornalista: A senhora pode vetar a emenda?
Presidenta: Eu, primeiro, tentarei construir uma solução que não leve a essa situação de impasse que ocorreu na Câmara, lá no Senado. Agora, quero dizer a vocês que eu tenho compromisso com o Brasil. Eu não abrirei mão de compromisso com o Brasil. Nós temos obrigações diferentes e prerrogativas diferentes. Somos Poderes e temos de nos respeitar: Judiciário, Legislativo e Executivo. Eu tenho a prerrogativa do veto. Se eu julgar que qualquer coisa prejudica o país, eu vetarei. A Câmara pode derrubar o veto, não é? Você tem ainda as instâncias judiciais. O que eu quero dizer é que eu sou a favor do caminho da compreensão e do entendimento, eu sou a favor deste caminho. O governo tem uma posição, espero que a base siga a posição do governo. Não tem dois governos, tem um governo.
Jornalista: E o kit?
Presidenta: A terceira questão é sobre o kit. O governo não… o governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, o governo não vai… não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem… de nenhuma forma nós não podemos interferir na vida privada das pessoas. Agora, o governo pode, sim, fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra aqueles que são diferentes de você. Isso…
Jornalista: O que a senhora achou do kit?
Presidenta: Eu não concordo com o kit.
Jornalista: Não. Por quê?
Presidenta: Não. Porque eu não acho que faça a defesa de práticas não homofóbicas.
Jornalista: A senhora assistiu os vídeos?
Presidenta: Eu não assisti os vídeos.
 Jornalista: Mas o material…
Presidenta: Um pedaço que eu vi na televisão, passado por vocês, eu não concordo com ele. Agora, esta é uma questão que o governo vai revisar. Não haverá autorização para esse tipo de política, de defesa de A, B, C ou D. Agora, nós lutamos contra a homofobia.
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15-M prepara grande manifestação em Madri

O movimento espanhol 15-M anunciou uma manifestação em Madri para domingo, dia 29 de maio. 

Os acampados na praça Porta do Sol melhoraram a sua organização e definem-se como uma "cidade-estado", auto-gerida por uma assembleia com capacidade vinculativa.
Também no domingo, será realizada uma marcha até ao palácio da Zarzuela para pedir ao Rei que se pronuncie sobre a manifestação dos indignados.

Em Portugal, acampamentos de jovens em Lisboa e no Porto defendem "reinvenção da política".
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"Há um divórcio entre as novas gerações e o sistema político"

Em entrevista à TV da Catalunha, Eduardo Galeano fala das mobilizações que levaram milhares de jovens para as ruas de diversas cidades espanholas nos últimos dias.
"Esse é um dos dramas do nosso tempo. Dois séculos de lutas operárias que conquistaram direitos muito importantes para a classe trabalhadora, estão sendo jogados na lata de lixo por governos que obedecem à uma tecnocracia que se julga eleita pelos deuses para governar o mundo.
É uma espécie de governo dos governos, como este senhor que agora parece que se dedica a violar camareiras, mas antes violava países e era aplaudido por isso".
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Cinco mil pessoas acompanham enterro de extrativistas em Marabá

Foram enterrados, na manhã desta quinta-feira, 26, no cemitério municipal de Marabá, os corpos dos extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. O casal foi assassinado a tiros na tarde de terça-feira (24), próximo ao assentamento onde moravam, na zona rural de Nova Ipixuna. O enterro, que aconteceu pouco antes do meio-dia, foi precedido de um cortejo pelas ruas de Marabá, acompanhado por cerca de cinco mil pessoas. Além dos familiares do casal, havia muitas pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST) e à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri).
Por volta das 5h da manhã, os militantes do MST fecharam a ponte sobre o rio Itacaiúnas, que dá acesso à zona urbana de Marabá. Os carros ficaram impedidos de passar, até a chegada da Polícia Militar, que negociou com os manifestantes a liberação de uma das pistas. Primeiramente, o MST concordou em abrir passagem apenas para ambulâncias. Logo, logo, duas ambulâncias cruzaram a ponte de 2km, e foram seguidas por carros menores, até que a manifestação se concentrou em apenas uma das pistas e o acesso a Marabá foi liberado.
Durante o protesto, que durou duas horas, foi rezada uma missa de ação de graças em memória dos extrativistas assassinados. A manifestação foi pacífica, acompanhada de perto pela PM. Logo depois da missa, criou-se o cortejo que percorreu os 5 km de distância até o cemitério. Às 11h em ponto, o grupo de militantes e familiares dos extrativistas chegou ao cemitério. Um carro-som orientava os manifestantes, que rezaram e entoaram músicas de protestos, mas sem nenhum conflito. Os corpos de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo baixaram aos túmulos, cercados pela em emoção dos familiares, exatamente às 11h50min.
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O "CUSTO" PALOCCI

Rodrigo Vianna

A defesa de Palocci já custou caro para o governo: primeiro os ruralistas aprovaram o Código Florestal, em troca de não apertar o cerco ao ministro consultor; depois, Dilma cedeu à pressão da bancada religiosa e suspendeu o kit contra preconceito do Ministério da Educação. Esse foi o custo, no curto prazo.
Mais grave é o que pode ocorrer no médio prazo: a dissolução da base social que apoiou Dilma na eleição. Isso sim é grave, gravíssimo.
Os sinais já estão nas redes sociais. A militância que defendeu Dilma bravamente contra Serra durante a campanha suja de 2010, essa começa a abrir mão de apoiar o governo… O quadro pode ser revertido? Pode, com mudança de rumo. No ritmo atual, Dilma caminha para uma situação preocupante.
Muita gente há de de lembrar 2003. Primeiro ano de mandato de Lula. O governo parecia paralisado: juros nas alturas, Reforma da Previdência, parte da base social do petismo abandonava Lula. Palocci tentava acalmar o “mercado”. Era preciso. O Brasil estava às portas da bancarota. E aquele era um governo de coalizão, que ninguém se enganasse.
Lula perdeu algum apoio, mas não todo, e se recuperou. Antes, entretanto, teve que enfrentar a crise do Mensalão em 2005. A velha imprensa tentou fazer daquele o “escândalo mais grave da história”. Não era. Havia gente disposta a derrubar Lula entre os demotucanos. Isso havia. Bornhausen que o diga. Sabe por que não tentaram pra valer? Porque Lula tinha base social…
Quando o caldo entornou em 2005, não foram os banqueiros de Palocci que deram sustentação a Lula. Mas a base organizada. Assim como foi essa base, ou o que restou dela, que ajudou a enfrentar o PIG em 2006 e a onda conservadora insuflada por Serra em 2010.
O PT tomou um susto com os 20 milhões de votos de Marina? Se Dilma seguir no ritmo atual, o susto será dobrado em 2014… Quem vai defender o “legado” de Dilma?
Dilma encontrou a casa relativamente arrumada depois da vitória. Não precisava pagar o pedágio que Lula pagou em 2003. Mas escolheu fazê-lo. Levou Palocci ao centro do governo. E agora é ele que se agarra à presidenta, arrastando o governo para um redemoinho que, a médio prazo, pode tragá-lo.
E não é só isso. Vejamos. Em apenas cinco meses, quanta coisa desandou:
- retrocesso na política externa;
- retrocesso no Ministério da Cultura;
- derrota no Código Florestal;
- recuo no kit contra o preconceito.
O dado positivo do governo até agora, em minha humilde opinião: a política econômica. Mantega e o BC enfrentaram o repique da inflação sem ceder à chantagem mercadista. Foram bombardeados (e o bombardeio, dizem, teria partido de Palocci). Resistiram. A condução não liberal da economia (legado do segundo mandato de Lula) foi mantida por Dilma.
Lula, ao fazer determinadas escolhas ao longo de 8 anos, perdeu parte da base tradicional petista. Mas compensou as perdas com o tal “subproletariado” de que falou Andre Singer num já célebre artigo. Essa turma do subproletariado premiou Lula (e seus anos de bonança econômica) com a eleição de Dilma. Essa turma está se lixando pra Palocci, é verdade. Mas na hora em que o bicho pega não é essa turma (menos orgânica) que sustenta governo na rua. É a militância. E a militância, a mesma que o PT e Dilma desprezaram no primeiro turno e que mesmo assim evitou a vitória de Serra no segundo, essa está entre decepcionada e furiosa.
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Mostraram a presidente Dilma vídeos que não são do kit anti-homofobia, diz presidente da ABGLT


Por Ana Cláudia Barros - Terra Magazine
 
Imagem do vídeo Probabilidade, que faz parte do kit anti-homofobia (Foto:Reprodução)
Os vídeos que motivaram a suspensão do kit anti-homofobia do Ministério da Educação pelo Executivo não têm ligação com o projeto, afirma o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.
Reis contou ao Terra Magazine que o material apresentado a presidente Dilma Rousseff era antigo, direcionado a adultos e confeccionado com o propósito de tratar de temas como prostituição e redução de danos para usuários de drogas.
Nesta quarta-feira (25), ao anunciar o cancelamento do projeto "Escola Sem Homofobia", o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, declarou que Dilma havia considerado o material inadequado.
- Creio estar havendo um grande equívoco, uma vez que os materiais apresentados à Presidente pelos homofóbicos mal intencionados não eram do kit. Parece que estamos revivendo o segundo turno da campanha eleitoral presidencial de 2010 - afirmou, numa alusão às pressões dos religiosos aos então presidenciáveis para que se posicionassem contrários ao aborto.
 
Cena do vídeo Torpedo(Foto:Reprodução)
"Quero ressaltar enquanto integrante de uma das organizações idealizadoras do kit, que o mesmo não contém cenas de sexo explícito, nem sequer um beijo e não foi editado nenhum material do kit com a logomarca do governo federal", acrescenta.
Foi justamente este detalhe, a logomarca, que chamou a atenção de Reis. "Aí que pegamos o erro. Penetração anal, sexo oral, vaginal. Sem dúvida não é um material para distribuir em escolas. Sou professor, meu doutorado é em educação e homofobia. Eu vetaria se fosse presidente", argumenta, lembrando que o kit passou pelo crivo da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco), Conselho Federal Psicologia, Procuradoria Geral da República, Ministério Público, entre outros.
 
Imagem do vídeo Encontrando Bianca, outro do kit anti-homofobia (Foto:Reprodução)
-Não precisamos de um País onde haja guerra santa. Temos que ser éticos. Nunca vi um material ser tão discutido. Está parecendo uma quadrilha de aloprados homofóbicos que não têm o que fazer. Deveriam se preocupar com pobreza, por exemplo - critica.
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Conflito no campo: um condenado para cada 17 assassinatos

No Pará, onde na terça-feira casal ambientalista foi morto em emboscada, apenas mandante de matar missionária está preso. Foto: AFP
Carta Capital

Nos últimos 25 anos, 1.614 pessoas foram assassinadas no Brasil em decorrência de conflitos no campo. Até hoje, apenas 91 casos foram julgados - e resultaram na condenação de 21 mandantes e 72 executores. Isso significa que a Justiça no Brasil levou às grades um criminoso para cada 17 pessoas assassinadas em todos esses anos.
O levantamento, feito pela reportagem de CartaCapital com base em números fornecidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), indica asitução de impunidade existente no País, que, na última terça-feira 24, testemunhou a morte anunciada meses antes de duas lideranças ambientais após uma emboscada no Pará. Os números contabilizados se referem aos crimes ocorridos entre 1985 e 2010.
A maioria das vítimas é de lideranças locais, assentados e quilombolas. Entre elas estão personalidades que se tornaram símbolos da resistência ambientalista, como o seringueiro Chico Mendes e a missionária Dorothy Stang.
Somente na última década, 376 pessoas foram assassinadas em decorrência de conflitos no campo motivados denúncias como desmatamento e assentamentos. O Pará é, disparado, o recordista de ocorrências: entre 1985 e 2010 foram registrados 408 casos (cerca de 35% dos incidentes no Brasil), com 621 vítimas, de acordo com a CPT. Destes casos, apenas 15 tiveram julgamentos, com 11 mandantes e 13 executores condenados. Hoje, porém, apenas o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, que encomendou a morte da missionária americana Dorothy Stang em 2005, está preso por estes crimes.
Suspeito de ser o mentor do crime, Regivaldo Pereira Galvão foi condenado a 30 anos de prisão, mas aguarda o recurso apresentado em sua defesa em liberdade. O pistoleiro Rayfran das Neves Sales, condenado a 28 anos de prisão, acusado de ser o executor do assassinato, cumpre pena em regime semi-aberto desde 2010.
História que se repete
O assassinato dos extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva são os mais recentes casos de ocorrências envolvendo conflitos de terra no estado. O casal foi alvejado em Nova Ipixuna, a 390 quilômetros de Belém, região onde vivia há 24 anos.
Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, organização criada pelo ambientalista Chico Mendes – morto em 1988 pelo fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho, Derli -, defendiam o manejo sustentável da floresta, denunciando extração ilegal de madeira, desmatamento e carvoarias ilegais.
Ameaças
Há cerca de um mês, um grupo suspeito teria invadido a propriedade do casal e disparado tiros para o alto e contra animais. Além disso, em um vídeo de novembro de 2010, gravado durante uma palestra sobre a preservação da floresta amazônica, José Cláudio afirmou que sofria ameaças.
“A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes querem fazer comigo. A mesma coisa que fizeram com a Irmã Dorothy querem fazer comigo. Eu estou aqui conversando com vocês, daqui um mês vocês podem saber a notícia que eu desapareci. Me perguntam: tenho medo? Tenho, sou ser humano, mas o meu medo não me cala. Enquanto eu tiver força pra andar eu estarei denunciando aquele que prejudica a floresta”, disse.
Em contato com CartaCapital, o procurador da República em Marabá responsável pelo caso, Tiago Modesto Rabelo, afirmou, na quarta-feira 25, que José Cláudio e Maria do Espírito Santo não registraram nenhuma ocorrência relatando ameaças no Ministério Público Federal.
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Centrais Sindicais pressionam para votar emenda das 40 horas

Foi muito positivo o ato exigindo a votação da Proposta de Emenda Constitucional 231/95, que reduz a jornada de trabalho, hoje à tarde, no Salão Negro do Congresso Nacional. Mais de 500 sindicalistas, dirigentes das centrais de todo o país se reuniram com deputados e com o presidente da Câmara, o deputado Marco Maia (PT-RS), para pedir que se vote a diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem alteração de salário.
Maia disse que instalará uma câmara de negociação para tentar um acordo e acelerar a votação. Eu, ao contrário, acho é que temos de votar, porque acho que esta câmara pode significar mais uma forma para postergar e adiar essa reivindicação do conjunto dos trabalhadores brasileiros. Ainda mais porque as próprias centrais sindicais admitem que a mudança pode ser progressiva.
A PEC já passou por todas as comissões permanentes da Câmara, a questão agora é mais política do que burocrática. E se é política, a mobilização dos trabalhadores será incisiva daqui pra frente, para que aconteça o que Maia garantiu, durante o ato: o projeto entrar na pauta do plenário ainda este ano.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Democracia em construção: um relato direto de Barcelona


O sentimento de todos os indignados ainda ativos nas funções desenvolvidas com o objetivo de manter o movimento, é o de trabalhar e resistir, ainda que os rumos das ações sejam os mais incertos. 
E essa falta de visão clara do futuro pode, inclusive, acirrar-se nos próximos dias, já que o vencedor das eleições municipais de Barcelona, Xavier Trias, do partido CiU, de direita, já ofereceu apoio ao atual prefeito, Jordi Hereu (do PSC, partido socialista), para que, antes de sua posse prevista para o dia 11 de junho, seja dissolvido o acampamento da Praça Catalunya. 
O artigo é de Fabíola Munhoz, direto de Barcelona.
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Governador Tarso Genro reafirma compromisso com Creative Commons

O governador Tarso Genro lançou na tarde de ontem em Porto Alegre o seu Gabinete Digital. Todo licenciado em Creative Commons e com código aberto e livre. Um tapa na cara com luva de pelica no retrocesso imposto pela atual gestão do MinC em relação a essa política pública adotada com grande sucesso durante o governo Lula.
O Gabinete Digital é uma plataforma que, nas palavras de Tarso, pretende radicalizar a democracia e aproximar a população das decisões governamentais.
Entre outras possibilidades, vai permitir que os cidadãos do Rio Grande do Sul enviem todos os dias perguntas que serão respondidas por Tarso numa twetcam ao final do dia.

Participaram do evento mais de 100 pessoas, quase todos ativistas da cultura digital.
Entre eles, Ivana Bentes, Sérgio Amadeu, Giuseppe Cocco, Zé de Abreu, Marcelo Branco, além dos blogueiros sujos Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna e o Senhor Cloaca.
Zé de Abreu fez uma fala emocionada e afirmou  se sentir muito feliz por ver que o governador Tarso Genro reafirmava as políticas do governo Lula na área da cultura e convidava todos aqueles que hoje lutavam para que esta política não sofresse retrocesso no MinC para um evento tão especial quanto o lançamento do Gabinete Digital.
Tarso, como diria Dilma, não tergiversou. Reafirmou o compromisso do seu governo com as políticas de compartilhamento.
O curioso desta história é que exatamente no dia anterior, o secretário executivo do Minc, Victor Ortiz, que é gaúcho, e o presidente da Funarte, Antonio Grassi, tinham se reunido com artistas do estado.
Nessas visitas aos estados, o discurso dos dirigentes do ministério têm sido o de contrapor a visão dos “pós-modernos” às daqueles que defendem o “mundo da cultura e o interesse dos trabalhadores artistas”. Grassi teria dito em Porto Alegre que está tendo que explicar “que arte também é cultura”.
Algo quase patético, mas que pode funcionar em alguns públicos.
O que na verdade está em jogo é quem defende a cultura como mercadoria e protege os interesses da indústria cultural e quem a entende como bem comum, respeita o direito dos artistas, mas leva em consideração os interesses da sociedade  no estabelecimento de políticas públicas.
Tarso Genro escolheu de que lado está ao lançar o Gabinete Digital, licenciando-o em Creative Commons e em código aberto.
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A CARA DE URIBE VEM A TONA

O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, saudado pela direita latinoamericana como o “grande estadista” da região, aos poucos vai tendo desmascarados os métodos que praticava.
Depois de revelada a montagem dos supostos “arquivos das Farc”, agora a  Justiça  daquele país mandou  ex-diretora do Departamento Administrativo de Segurança no governo Uribe, María del Pilar Hurtado (foto), acusada de envolvimento de escutas ilegais.
Ela está exilada no Panamá desde novembro de 2010, deixou o cargo diante das denúncias, feitas pela imprensa local de que o organismo realizava interceptações ilegais contra juízes, jornalistas e políticos da oposição durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), dia a agência italiana Ansa.
A Procuradoria Geral da Colômbia já a inabilitou por 18 anos para exercer cargos públicos devido a essa ação judicial.
Outro  auxiliar direto de Uribe , Bernardo Moreno, ex-secretário-geral da Presidência é acusado de estar por trás das escutas e dos procedimentos ilegais.
O governo do Panamá não concedeu a prisão de Hurtado, por alegar que  a causa contra ela tem caráter político.
Uribe era, no Governo, o queridinho dos EUA e concedeu aos americanos o direito de instalar diversas bases militares no país.
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Dilma irrita-se com Código Florestal e promete veto

A presidente Dilma Rousseff ficou irritada com a aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados após um racha da base governista e garantiu a um governista que participou das negociações que vetará os trechos do texto que considera equivocados, caso a base não consiga promover mudanças no Senado.
De acordo com o governista, que pediu para não ter o nome revelado, Dilma afirmou antes da votação que esperava a derrota do governo, mas se disse confiante de que a base governista conseguirá fazer as mudanças na votação no Senado.
Segundo o governista, o Planalto vê com bons olhos o nome do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) como relator da matéria no Senado.
Na votação de terça-feira, o governo concordou com o texto do relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) com algumas ressalvas, mas foi contrário a uma emenda proposta pelo PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, que, entre outros pontos, tira do governo federal a exclusividade de regulamentar o uso de APPs (áreas de preservação permanente).
Na avaliação do governo, a emenda peemedebista anistia desmatadores e, durante a sessão em que ela foi aprovada, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), chegou a falar em nome de Dilma e afirmou que a presidente considerava a emenda "uma vergonha para o Brasil".
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