segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Serra assina manifesto a favor de Yeda

Yeda será o palanque de Serra no Rio Grande do Sul

O Conversa Afiada dá as boas vindas ao novo blog da blogosfera que o Marco Maciel e o Eduardo Azeredo querem calar: Blog Bye Bye Serra 2010
O Mais Honesto de Todos os Homens, o Presidente de Nascença José Serra, assinou documento de apoio e solidariedade à cleptogovernadora do RS, Yeda Crusius.
Defendendo a corretíssima correligionária cleptotucana, ao lado do Grande Economista dos Trópicos estão as assinaturas de Sérgio Guerra (presidente do PSDB), o réu confesso de uso privado de recursos públicos senador Artur Virgílio Neto (PSDB-AM), os governadores tucanos de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), Minas (Aécio Neves) e Roraima (José de Anchieta Jr) e o deputado ex-petista José Aníbal (PSDB).

Veja o documento abaixo:
reprodução

O medo do conhecimento”

À esquerda, Maciel e Azeredo numa sessão do Senado para tapar a luz do Sol

Por Paulo Henrique Amorim


Os senadores Eduardo Azeredo, criador do mensalão tucano de Minas, e Marco Maciel, que serviu aos governos militares com silenciosa devoção, querem remeter a internet à Idade Média.
Querem fazer como a Inquisição fez com Galileu.
E dar aos blogs independentes – como o Nassif , o Azenha e o Rodrigo Vianna – o tratamento da televisão e do rádio.
“O que os poderosos mais temem é o conhecimento”, foi o que ouvi hoje de manhã de meu amigo Luis Hafers, fazendeiro, conservador, mas como ele mesmo diz, “sou conservador, mas não sou burro”.
O tema da nossa conversa era exatamente o que tentam fazer com a Internet esses inquisidores senatoriais.
A propósito, recomendo a leitura do artigo de Alexandre Hohagen, diretor do Google na América Latina, na pág. 3 da Folha:
“Espera-se que o Congresso se previna contra medidas voltadas à ampliação do controle sobre os meios online,” diz Hohagen.
O Brasil foi o último país a abolir a escravidão.
É o único país dos que formaram a Operação Condor que não pune militares torturadores.
O Brasil tem a mais retrógrada legislação sobre meios de comunicação da América Latina (clique aqui para ler a entrevista com Denis de Moraes).
E se nós da blogosfera não abrirmos a boca, esses inquisidores, conservadores porém BURROS vão nos depositar numa uma posição atrás da China Comunista.
Ou, como diria aquele jurista americano, “o sol é o melhor desinfetante”.
Clique aqui para ler a Carta que um amigo navegante, Paulo Loyola, escreveu ao senador Marco Maciel.
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A FÚRIA DE ZÉ PEDÁGIO

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LULA NÃO VAI EM JURUTÍ

Segunda feira, dia 15 de Setembro, A ALCOA inaugura suas operações de extração de bauxita no Município de Jurutí aqui no Pará.
Lula, como já era esperado, não estará presente para a solenidade.
O Presidente Lula será representado pelo Ministro de Minas e Energia Edson Lobão.
A Governadora Ana Júlia e o Prefeito Henrique Costa prestigiarão o evento.
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O CHOQUE DE GESTÃO TUCANO



Protógenes em Garanhuns

Após ter se filiado ao PCdoB, o Delegado Protógenes Queiroz chegou ontem em Pernambuco, e foi direto para Garanhuns para participar de uma palestra.
Os movimentos sociais aproveitaram a presença do Delegado para fazer uma passeata anti-corrupção na cidade.
“Fiquei emocionado com a receptividade”, afirmou o Delegado.
Protógenes ainda não decidiu para qual cargo concorrerá na eleição de 2010, mas provavelmente será a deputado-federal.
O PCdoB tem uma chapa muito competitiva para deputado-federal em São paulo no ano que vem.
Além dele, serão candidatos Aldo Rebelo e o Ministro Orlando Silva.
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Acabou a recessão, marolinha já passou

PIB do Brasil cresce 1,9% no 2º trimestre, e país sai da recessão

Se o presidente Lula for esperto, e até o mais renhido oposicionista reconhece que ele é, usará na campanha de 2010 o mote da marolinha para mostrar ao povo que a crise no Brasil pegou bem pouco, foi muito mais branda do que esperavam os economistas-catastrofistas de plantão.
Mais: vai forçar a comparação com a gestão Fernando Henrique Cardoso, quando qualquer marolinha lá fora se tornava um tsunami aqui dentro.
A notícia abaixo está em todos os portais, aqui na versão do UOL. A recessão acabou e o crescimento deste trimestre foi bastante vigoroso.
O país está saindo bem da crise e se não houver um recrudescimento dos problemas nos EUA, 2010 deve ser mais um ano de crescimento econômico.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PiG trabalha contra a segurança nacional. E defende interesse nacional americano

É tudo o que o Nelson Jobim queria ser e o Lula não deixou (fotomontagem do amigo navegante Marcio Palma de Assis)

POR PAULO HENRIQUE AMORIM

A crise econômica, a hecatombe mundial era uma marolinha.
A Dra. Lina, um blefe.
A CPI da Petrobrás vai ficar na mão do Governo.
O Sarney vai ficar onde sempre esteve.
O Zé Pedágio não sai do lugar nas pesquisas – naufraga lentamente, um Titanic de largo calado.
Vai acabar onde acaba a UDN, desde o Brigadeiro: nos 30%.
Era preciso inventar outra crise.
Se o Brasil não comprasse armamentos, a crise era por ficar para trás da Venezuela.
Se comprasse aviões dos Estados Unidos, a crise seria não receber tecnologia de ponta.
Porque comprou os aviões franceses, a crise é porque Lula não consultou a Aeronáutica.
Nem comprou dos americanos.
Que crise !
Lula não precisa consultar a Aeronáutica.
Lula não precisa consultar o serrista Nelson Jobim, aquele da babá eletrônica, aquele que inseriu artigos não votados na Constituição.
Lula decidiu como Presidente da República.
O que Lula fez é tão claro quanto o sol.
Ele fez o que sempre quis: fazer o acordo com a França, para se livrar dos Estados Unidos.
E fez rápido, não para esconder da Aeronáutica, a ele, Presidente da República, subordinada.
Mas, para não dar tempo nem espaço político para o Nelson Jobim sair por aí, pela Globo afora, vestido de Napoleão (ele é chegado a um uniforme de campanha) em Borodino, como o grande modernizador das Forças Armadas.
Quem vai modernizar as Forças Armadas do Brasil vai ser o Lula.
Essa é a crise
(Quem fez acordo com os Estados Unidos, foi o Farol de Alexandria. O Bill Clinton avisou ao Senado americano que a Raytheon ia vender o sistema de controle aéreo da Amazônia ANTES de o Senado brasileiro aprovar …)
O PiG(*), no momento, desempenha o papel da revista “Anauê”.
A revista que Plínio Salgado usava para defender a Alemanha.
Era a revista quinta-coluna.
Agora, o PiG é o quinta-coluna que defende os interesses nacionais americanos…
É a “Anauê” dos americanos…
Nem Assis Chateaubriand nem Roberto Marinho (quando escrevia editoriais soprados pela Embaixada americana ) foram tão despudorados… Defender o interesse nacional brasileiro não é o forte do PiG.
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ACEITO O PEDIDO DE IMPEACHMENT DE YEDA CRUSIUS

Ivar Pavan, presidente da Assembléia, aceita pedido de impeachment
O presidente da Assembleia, Ivar Pavan, acabou de anunciar que o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius, protocolado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, está aceito pelo Poder Legislativo.
Conforme Pavan, ao analisar a possível responsabilidade da governadora com o esquema criminoso montado no Rio Grande do Sul para desviar recursos públicos foram “encontradas 26 situações que indicam fortes indícios desta ligação”.
Para consolidar esta decisão, o deputado e a comissão de técnicos destacada para analisar a documentação liberada pela Justiça avaliaram depoimentos prestados em sindicâncias internas do Executivo, dados relativos à Operação Rodin, informações produzidas pela CPI do Detran, a denúncia do Ministério Público Federal por improbidade administrativa contra a governadora e o depoimento do ex-presidente do Detran Sérgio Buchmann à Polícia Federal.

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

LULA, PRONUNCIAMENTO HISTÓRICO

PAULISTISMO

Paulo Henrique Amorim

O Conversa Afiada sempre defendeu a tese de que o Zé Pedágio tem menos chance de ser Presidente em 2010 do que o Vesgo do Pânico.
Porque o Zé Pedágio e os tucanos de São Paulo são a barriga de aluguel da elite branca, racista e separatista de São Paulo.
E o Brasil sabe disso.
Por trás do choque de “jestão”, do “avanço”, do “restaure-se a moralidade” dos udenistas de São Paulo está a questão da Federação.
E o resto do Brasil não quer mais saber desse tipo de paulista.
De paulistismo.
Dos paulistas da “Marcha pela Família com Deus, pela Propriedade”, de que trata Mino Carta nesta edição da Carta Capital
Porque, como diz o notável pernambucano Fernando Lyra, “São Paulo não pensa o Brasil”.
Neste domingo, fiz para o “Domingo Espetacular” da Record uma reportagem sobre o ataque da Polícia de Zé Pedágio à comunidade de Heliópolis, a maior favela da São Paulo.
É o décimo ataque da polícia de São Paulo ao que Zé Pedágio chama de “vândalos” das favelas de São Paulo, nos nove meses deste ano.
É um padrão de comportamento.
Um estilo de governar.
Em Heliópolis, 91% dos habitantes são nordestinos.
E, segundo calculo da UNAS, a associação dos moradores, desses 91% só 10% votam em São Paulo.
A reportagem teve 17 pontos na leitura preliminar do IBOPE.
Eu já me referi aqui – clique aqui – ao “homo sacer” de Giorgio Agamben e ao “Estado de Exceção” que “o nosso Putin” fundou em São Paulo.
Talvez fosse importante também voltar à experiência americana, para sustentar essa tese de que o racismo, o preconceito contra o nordestino é a agenda subterrânea da eleição de 2010.
Abraham Lincoln foi o primeiro presidente do Partido Republicano dos Estados Unidos.
Também por isso, o Sul escravista e derrotado na Guerra da Secessão sempre votou democrata.
Até que o presidente Lyndon Johnson, aquele que se atolou no Vietnã, mas realizou o que John Kennedy não conseguiu, até que Johnson assinasse, em 1964, a Lei dos Direitos Civis, que garante direitos iguais aos negros americanos.
Um ano antes, Martin Luther King Jr. tinha feito o famoso discurso do “I have a dream”.
Quando assinou a Lei dos Direitos Civis, Johnson teria dito: nunca mais teremos (nós, democratas) os votos do Sul.
Dito e feito.
O Sul só votou Democrata, agora, com Obama.
E como os Republicanos usam a carta racial, ou dão a senha de que adotarão políticas segregacionistas e escravistas, agora que é politicamente incorreto ser racista?
Como é que Nixon, Reagan e Bush avisaram ao Sul que não se preocupasse: que podia contar com eles, na hora de botar os negros na cadeia, porque ameaçavam as moças brancas ?
Há duas senhas que todo sulista americano capta rapidamente.
Uma é dizer que os republicanos passaram a adotar uma “estratégia para o Sul,” “a Southern estrategy”.
Ou seja, uma política racista, velada, mas racista.
A outra é dizer que “isso cabe aos Estados decidir”.
Ou seja, reacender a imagem da Secessão, em que os Estados do Sul não queriam se submeter à abolição proposta pelo Norte de Lincoln.
É o mesmo que dizer que o Estado sulista da Georgia pode continuar a usar a bandeira Confederada, a bandeira das forças escravistas, até hoje.
O Estado é quem decide.
Até se quiser mostrar que ainda é escravista …
Aqui em São Paulo, há várias maneiras de segregar os pobres nordestinos, especialmente os que não votam em São Paulo.
A mais eficaz é não gastar dinheiro em serviços sociais: escola, creche, hospital, transporte, esgoto.
Não usar dinheiro de imposto dos outros com os “homo sacer” da periferia.
E há várias maneiras de passar a senha secreta, sub-liminar ao eleitorado.
A senha do “não se preocupe, porque não vou gastar seu dinheiro com eles”.
Uma, é chamar os que protestam contra a violência da Polícia de “vândalos”.
Ou seja, criminalizar o protesto.
Quem protesta é bandido, traficante.
Gente boa não protesta.
Quando era Ministro do Interior, Sarkozy chamou os estudantes africanos (ou descendentes de africanos) de “racaille”, “ralé”, “escuma da Terra”.
Elegeu-se presidente com a bandeira do racismo (velado).
Como Nixon, depois de Johnson, elegeu-se presidente com a bandeira da “Lei e da Ordem”, ou seja, pau neles !
Outra senha que os brancos elitistas de São Paulo captam nas entrelinhas é oferecer passagem só de ida ao nordestino que não se deixar internar num campo de Auschwitz.
Nenhum tucano precisa dizer ao morador da rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, que é racista.
Basta usar a palavra “vândalo”.
Basta mandar eles embora, assim, em surdina, aos sussurros, para o PiG (*) não ouvir .
Os nordestinos de São Paulo não vivem em guetos nem em Soweto.
É diferente.
Não é o apartheid físico, geográfico.
Eles, apenas, são inferiores.
Não importa onde estejam.
Se ao lado do Palácio do Governo, dentro do Morumbi, na fronteira com São Caetano do Sul, ou na Avenida Jornalista Roberto Marinho, Nas costas da Daslu, embaixo do Minhocão.
Em qualquer lugar, eles são inferiores.
Para Hitler, os judeus cometeram muitos crimes.
Mas, para Hitler, como os eslavos, os judeus tinham um defeito central: eram inferiores.
Os nordestinos são inferiores.
Se os tucanos paulistas disserem isso, em código, os moradores de Higienópolis percebem. O problema é que há o risco de os nordestinos e os outros brasileiros perceberem também.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

RELAXE E GOZE

Jackson Browne - The Load Out - Stay

Cadê a gripe suína que estava aqui?

Em 19 de setembro, portanto daqui 15 dias, vence o "prazo" para que a manchete da Folha de S. Paulo do dia 19 de julho se concretize.
Para quem não lembra, o jornal "informava" que em dois meses 35 milhões de brasileiros seriam infectados.
Infelizmente a Folha não vaticinou também o número de mortos em decorrência da doença, que poderia ser facilmente comparável com as estatísticas que vem sendo divulgadas.
O fato é que a manchete foi sensacionalista e não há a menor hipótese de que 35 milhões de brasileiros tenham sido infectados neste período.
A barriga do jornal, como se diz no jargão da profissão, é muito grande para ser esquecida. Dia 19, voltaremos ao assunto.
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ATOR SUMIDO DESDE 1984 MOBILIZA FÃS DO CINEMA EM TODO O PAÍS

Saiu no Cloaca News

Onde andará o astro que seduziu multidões com sua sensibilidade social?

PIG: A TROPA DE CHOQUE DE ZÉ PEDÁGIO

Saiu na pág 3 em editoriais do Estadão, a única página que os Mesquitas ainda não terceirizaram:

“… invadiram a internet comentários tentando imputar a responsabilidade pela violência ao governador José Serra e sugerindo que o governo estadual estaria reprimindo migrantes nordestinos…”

. O editorial usa a teoria dos “vândalos” do Zé Pedágio e imputa aos grupos organizados a responsabilidade por mais esta batalha da guerra civil que se trava entre governo demo-tucano de São Paulo e os pobres.

O que o Conversa Afiada disse e ninguém mais disse foi que 90% dos moradores de Heliópolis são nordestinos.

E que desses, apenas 10% votam.

O confronto entre os pobres de São Paulo e a polícia de São Paulo já são nove este ano

Quem atribuiu aos “migrantes” a culpa pela baixa qualidade do ensino público de São Paulo não foi Adolph Hitler mas o Zé Pedágio.

Quem disse que os pobres desalojados de Capão Redondo ou se internavam num “campo” ou aceitavam uma passagem de ida para o Nordeste não foi o gauleiter na Polônia, mas o poste de Zé Pedágio que administra a cidade de São Paulo.

O Estadão e os demo-tucanos são a essência da elite branca de São Paulo, que é racista e separatista.

Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PIG

GOVERNO LULA: Desmatamento da Amazônia é o menor já visto

Embora os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais) tenham registrado o abate de árvores numa extensão equivalente a mais da metade da cidade de São Paulo em julho, o desmatamento acumulado na Amazônia em 12 meses foi o menor desde 2004, quando começou a funcionar o sistema mais rápido de detecção do ritmo das motosserras.
Esse primeiro dado é de um sistema chamado Deter, menos preciso que outro, o Prodes, que calcula efetivamente a taxa de desmatamento e é divulgado anualmente -o resultado do Prodes só sai no final do ano, mas a coleta dos dados vai de agosto de um ano a julho do outro. Os números de ontem confirmam a projeção de que o abate de árvores em 2009 será o menor da série histórica.
“O Prodes vai mostrar um desmatamento provavelmente entre 8.500 km2 e 9.000 km2. Falo isso baseado em projeções anteriores. Vai ser o menor desmatamento dos últimos 20 anos.
O ministro Carlos Minc atribuiu a queda do desmatamento às ações de repressão.
Só neste ano, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) bloqueou a produção em mais de 2,6 mil quilômetros quadrados desmatados ilegalmente e aplicou mais de R$ 1 bilhão em multas. “Da queda do desmatamento, 90% foram por causa de pancada”, disse.
Minc defendeu o desenvolvimento sustentável como solução para a Amazônia. “Desmatamento zero ficou como o desenvolvimento sustentável e camiseta do Che Guevara. Todo mundo usa ou é a favor, sem saber direito o significado. Mas quando ajo contra o boi pirata, querem cortar o meu pescoço.”
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CHARGE

TV GLOBO: O GOLPE DO BILHETE

por Luiz Carlos Azenha

Para quem ainda leva o Jornal Nacional a sério, os distúrbios em Heliópolis, a maior favela paulistana, foram causados por protestos... convocados por um bilhete, que prometia a distribuição de cestas básicas.
Um bilhete assinado por Tiras.
Que eu poderia ter escrito. Você. O Zé das Couves.
A Globo não só apresentou como real essa teoria, como fez uma afirmação cômica, de tão acintosa: "Até agora as cestas básicas não foram distribuídas".
Vai ver que foram. Taí algo que eu, se organizador de um protesto, não faria diante da polícia, nem das câmeras de TV, nem de repórteres.
É uma versão tão fantasiosa quanto a idéia de que uma pessoa colocaria a própria vida em risco em troca de uma cesta básica...
Como se a morte de uma adolescente de 17 anos, mãe de uma criança, não valesse absolutamente nada. Como se as manifestações não acontecessem dentro de um contexto social. Houve outros episódios recentes de violência envolvendo a polícia em Heliópolis? A polícia pressionava traficantes da região? Além do bilhete, há mais indícios de que se tratou de um protesto organizado? Já aconteceu no passado?
Esse jornalismo da Globo não é resultado apenas das ordens superiores, que mandam proteger José Serra descaradamente, seja qual for a situação.
É resultado da distância crescente entre os jornalistas e o mundo real. As novas gerações de jornalistas, crescidas nos shopping centers da vida, encaram a profissão unicamente como o caminho para a fama e a fortuna.
Compromisso com a verdade factual? Com a contextualização das notícias? Com o serviço público? Coisa de dinossauros. Infelizmente, esse é um processo que se retroalimenta.
Quanto mais os jornalistas se distanciam do grande público [isto é, dos milhões de brasileiros que vivem em favelas], mais nos tornamos incompreendidos e incompreensíveis.
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PROTÓGENES: PORQUE ESCOLHÍ O PCdoB

Protógenes Queiroz foi intimado em dois processos administrativos pela Polícia Federal no momento em que chegou ao hotel para anunciar a filiação ao PC do B.
Protógenes recebeu as intimações de um funcionário da Polícia Federal de nome Luis.
Esse funcionário recebeu um telefonema de um delegado da PF enquanto falava com Protógenes.
O funcionário recebeu “Parabéns” do delegado da PF por ter intimado Protógenes e agradeceu.
Protógenes questionou “Eles dão parabéns a você como se isso fosse uma vitória ?”
Protógenes disse que um dos inquéritos era um procedimento relacionado a Paulo Maluf que já estava arquivado e que foi desarquivado agora, em 31 de agosto, mesmo não havendo evidências contra o Protógenes.
“Na semana passada me deram outra intimação no momento em que ia dar uma palestra na Universidade Católica de Santos às 20h30”, disse.

Segundo Protógenes, a Polícia Federal adotou o procedimen
to de intimá-lo no momento em que ele participa de atividades públicas, para constrangê-lo. “Mas isso não me afeta. Mantenho minha tranquilidade disse.

Filiação

"Esse partido consegue se superar, retirar todas as pedras e os espinhos do caminho e se colocar no cenário nacional aliado a uma proposta de um Brasil diferente. O PCdoB é a sigla vitoriosa, dentre todas as existentes"
"Num primeiro momento foi difícil me convencer a me filiar a um partido político, a deixar aquilo que eu fazia antes – ser servidor público – e lançar-me a cumprir essa exigência maior da sociedade que é participar do processo político", relata Protógenes. "Mas, o mais difícil mesmo foi escolher..."
"Não posso revelar certos dados porque são sigilosos, mas posso afirmar que a desestabilização do Congresso Nacional e a desqualificação da classe política foi uma engenharia de setores ligados a esse Estado mínimo brasileiro e ao capital internacional para que o projeto de Brasil, liderado pelo presidente Lula e apoiado pelos partidos de esquerda, não fosse implementado.
É o caso, por exemplo, do pré-sal. Lula tenta reverter um marco regulatório nefasto, atrasado e que privilegia o capital privado, montado em 1998 na era de Dom Fernando II, que mudou até a Constituição da República e passou como um rolo compressor sobre o Congresso para atender a esses interesses".
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