terça-feira, 24 de março de 2009

O homem do “top-top” na Globo

Marco Aurélio Garcia é maquiavélico.
Não no julgamento que os inimigos fazem dele, ao criticar sua dupla atuação como assessor especial do governo Lula e vice-presidente do Partido dos Trabalhadores, ou ao relembrar o episódio relacionado ao acidente com um avião da TAM em 2007 - quando foi flagrado fazendo “top-top” na janela de seu gabinete ao conferir pelo Jornal Nacional notícias que eximiam o governo de culpas.
Marco Aurélio diz-se maquiavélico na forma como conduz seu relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Procuro estar perto do príncipe, mas não vê-lo o tempo todo”, explica, aludindo a Nicolau Maquiavel, pensador florentino do século 16.
O “professor Marco Aurélio”, ou MAG, como também é chamado no Palácio do Planalto, admite que chega a se encontrar com o chefe “cinco ou seis vezes por dia”.
Quinta-feira, por exemplo, interrompeu esta entrevista ao receber um bilhete de Lula para ir ter com ele. Tratariam das visitas dos presidentes Cristina Kirchner, da Argentina, e o recém-eleito Mauricio Funes, de El Salvador, que ocorreriam no dia seguinte.
Reconhece o privilégio, que de fato tem, de ocupar um cargo de primeiro escalão sem o ônus de administrar uma pasta. “A grande vantagem é que não assino ordem de pagamento, nem tenho problemas com o Tribunal de Contas”, brinca.
E, a despeito dos insistentes rumores de que desperta ciumeiras no Itamaraty, jura que em seis anos de governo jamais teve divergências com o chanceler Celso Amorim ou com o secretário-geral da instituição, Samuel Pinheiro Guimarães.
Define-se como “conselheiro” especializado em assuntos da América Latina e parece empenhado, até o último fio da barba, numa polêmica justificativa dos voluntarismos de Hugo Chávez: “Ele é conseqüência, não causa da instabilidade na Venezuela”.
Natural de Porto Alegre, Marco Aurélio Garcia tem 68 anos, é viúvo e pai de um filho. Cursou direito e filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e ainda estudou na Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais na França.
Ex-filiado ao Partido Comunista Brasileiro, exilou-se em Santiago e em Paris durante a ditadura militar brasileira, período no qual iniciou seus contatos com agrupamentos de esquerda europeus e latino-americanos.
De volta ao Brasil, no fim da década de 70, acompanhou as greves de metalúrgicos do ABC paulista das quais Lula emergiria como líder.
Foi Marco Aurélio que, em 1980, redigiu a ata de fundação do PT. Acompanhou, como secretário de relações internacionais do partido, as inúmeras viagens de Lula ao exterior; e quando o operário chegou à Presidência, em 2002, licenciou-se do Departamento de História da Unicamp para assumir o posto que ocupa até hoje.
--

segunda-feira, 23 de março de 2009

A FARSA DO REI

A lente esperta de Luciana Capiberibe flagrou o momento, exato, em que o senador José Sarney recebia a comunhão durante a missa festiva do dia de São José.
Na fila da comunhão, seus súditos:
O governador do Amapá, Waldez Góes, com sua indefectível camisa azul, e o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) com seu traje de sempre, sandálias e calça jeans.

--

IMBECILIDADES...

Deu no Estadão Online:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o Congresso Nacional está “bambo” “Nosso sistema de representação, está bambo, não representa mais nada. Isso é visível, provocando um efeito de desmoralização extraordinário”, disse o ex-presidente em palestra da Associação Comercial de São Paulo. Leia a íntegra no Estadão Online.

Esse Congresso que está aí é o mesmo que aprovou a reeleição de Fernando Henrique.É o mesmo que apoiou o governo Fernando Henrique, a privatização e as três idas triunfais ao FMI.
O defeito desse Congresso é que agora ele apóia o governo Lula.
Se é que apóia.
A reforma partidária que o Farol de Alexandria prega é o voto distrital e o parlamentarismo.
No Brasil, com o voto distrital é o mesmo que a amostra eleitoral das pesquisas da Folha: o voto do rico vale mais do que o voto do pobre.
O parlamentarismo é um truque dos tucanos quando estão fora do poder.
Por duas vezes, em plebiscito, o povo brasileiro já rejeitou o parlamentarismo.
Agora, no Roda Morta de hoje à noite, Fernando Henrique tentará mais um golpe e aprovar o parlamentarismo no grito.
Quem entendia de Congresso, esse que está aí e os outros, era o Sérgio Motta, que tinha o dom de persuadir os que hoje Fernando Henrique chama de “bambos”.
Como diria o Romário, Fernando Henrique calado é um poeta.

Paulo Henrique Amorim
--

TOMARA QUE MARCOS VALERIO FALE...

Saiu na Folha (*), primeira página:

“Valério negocia delação premiada – por novas provas, procuradoria (Ministério Público Federal) discute com advogados acordo que beneficia nome central do mensalão… Como tramita ação penal contra 39 réus do caso, cabe ao relator Joaquim Barbosa decidir sobre a delação premiada…”

E aí assistiremos ao duelo de titãs: de um lado, a favor de Dantas, o Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat.
De outro, o Ministério Público Federal e o ministro Joaquim Barbosa.
Joaquim Barbosa enquadrou todo o mensalão do PT.
Com isso, tornou-se o grande herói do PiG (**).
Mereceu até capa da Veja, a última flor do Fascio.
O PiG se esqueceu de que faltava a outra parte do relatório do MPF: a parte de Daniel Dantas.
Foi aí que o Conversa Afiada se lembrou de Joe Louis e escreveu: Dantas pode correr mas não pode fugir de Joaquim Barbosa
Chegou a hora.
Décimo quinto round.
Dantas ganha por pontos.
Mas, a luta não acabou.
Marcos Valério é uma bomba viva.
O perigo de todo “pentito” é ser sumido.
Marcos Valério sabe o que é isso.
Quando esteve numa cadeia de São Paulo – todas elas sob controle do PCC – foi ameaçado por integrantes desse “grupo organizado que age no sistema prisional paulista” (***).
É claro que o PiG torce para que Valério entregue na bandeja da campanha de 2010 as vísceras do PT e de José Dirceu.
Mas, os tucanos estão lá dentro, com o Senador Eduardo Azeredo.
E Dantas está lá dentro. E se Dantas resolver falar?
O ex-advogado dele – Nélio Machado – disse ao ínclito delegado Protógenes Queiroz: delegado, se o meu cliente decidir falar, é melhor que ele fique preso. Se falar e ficar na rua, morre …
O amigo navegante está assustado? Acha que isso é conversa de máfia, filme de Coppola?
Não se assuste, caro amigo. O Brasil é um “broken state”.
A camorra italiana não precisa do Estado.
Opera fora do Estado, compra quem precisa e usa o Estado.
Aqui, a camorra é o Estado !

Paulo Henrique Amorim
--

PIG EM SEMINÁRIO

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) montou um seminário, a se iniciar em 1o de Abril (Dia da Mentira), para discutir “democracia, cidadania e acesso à informação pública”.
Mas olha quem são os convidados: Gilmar Mendes, José Sarney e Michel Temer!

A diretoria da Abraji é formada assim:
- A presidente, Angelina Nunes, é de O Globo
- O vice, Fernando Rodrigues, é da Folha de S.Paulo
- Entre os diretores há três repórteres de O Estado de S.Paulo, um da Folha e um do Consultor Jurídico (cabeça de rede do Sistema Dantas de Comunicação!)
Que associação de jornalistas é essa que convida, para falar de “democracia, cidadania e acesso à informação pública” três figuras notadamente ligadas, justamente, a censura de jornalistas, desrespeito à democracia e manipulação de meios de comunicação em prol de interesses pessoais e financeiros?
Michel Temer, a mando de Gilmar Mendes, mandou retirar do ar o programa “Comitê de Imprensa”, da TV Câmara, porque não gostou das declarações do jornalista Leandro Fortes, da revista CartaCapital, a quem processa por ter feito uma reportagem (investigativa!) sobre os negócios do presidente do STF em Brasília. Trata-se da matéria sobre o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), financiado por dinheiro do Banco do Brasil, com um terreno praticamente doado pelo ex-governador Joaquim Roriz. O IDP ganhou mais de R$ 2 milhões em contratos sem licitação com o governo.
José Sarney, segundo gravação (legal) feita em recente Operação da Polícia Federal no Maranhão, foi flagrado pedindo ao filho, Fernando Sarney, para usar a TV Mirante (retransmissora da TV Globo), de propriedade da família, para atacar adversários. Sarney também é dono de jornais e rádios em todo o estado, que usa para manter a hegemonia política da família e manter aquela unidade da federação com os piores índices de educação, saúde e distribuição de renda do Brasil. Foi Sarney, também, com a ajuda do falecido Antonio Carlos Magalhães, que iniciou a farra de concessão, em troca de cinco anos de mandato presidencial, de rádios e TVs para políticos brasileiros, cujas conseqüências são, justamente, a formação de oligopólios donatários dos meios de comunicação no país.

Detalhe: a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) participa da organização do evento, mas até hoje não se manifestou a respeito da censura na TV Câmara contra o Leandro Fortes, da Carta Capital …
--

CHARGE

AMARELOU E....CAIU POR DENTRO

Conversa Afiada tenta registrar aqui, amigo navegante, os passos que levaram à deposição do presidente trabalhista Luis Inácio Lula da Silva, eleito duas vezes de forma esmagadora: 61% a 39%.
Lula foi o primeiro presidente trabalhista desde a deposição em 1964 do presidente eleito constitucionalmente, João Goulart.
Clique aqui para ler o memorável discurso de Jango na Central do Brasil, pouco antes de cair
Os que derrubaram Jango e os que derrubaram Lula, porém, dessa vez, em 2010, não conseguirão colocar no poder um representante da UDN.
A UDN não ganha eleição.
A UDN dá golpe.
Neste momento, segundo as pesquisas triunfais (*) da Folha, o derrotado em 2010 será Zé Pedágio.
Lula fará o sucessor, mesmo que não governe mais.
Nesse momento, o presidente Lula é uma espécie de Príncipe Charles.
Vai a inaugurações, faz discursos, cumprimenta autoridades, admira as cabrochas em evolução, e administra, de certa forma, a política externa, porque, até agora, o Golpe de Estado de Direita ainda não resolveu tomar a política externa dele.
Quem governa o Brasil é a velha elite de sempre, branca e golpista e, no caso de São Paulo, separatista, como a Liga Norte, da base de apoio de Berlusconi.
A elite branca, golpista e separatista se exprime no PiG e no Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat.
Ele é o nosso Berlusconi, como disse João Pedro Stédile
O presidente Lula começou a cair quando comprou a “transição civilizada” que o Fernando Henrique Cardoso lhe propôs.
O Farol de Alexandria saiu bem na foto.
E Lula se encolheu: não investigou a privatização de FHC, aquela de que Daniel Dantas foi o herói máximo.
Como diz a professora Marilena Chauí, na “transição civilizada”, Lula deixou de fazer a reforma tributária – tirar dos ricos para dar aos pobres.
E foi fazer a reforma que os neoliberais, a Miriam Leitão e o Farol de Alexandria não conseguiram fazer: a da Previdência, que tira dinheiro dos pobres.
Na “transição civilizada”, Lula não enfrentou o PiG (**), que pregou o impeachment desde o dia em que tomou posse.
Lula achou que era mais ele: deixa a Globo comigo! Ele achou que ia “charmar” a Globo e que o PiG ia se afundar sozinho.
Quem sabe que o PiG é um poderoso instrumento político é o Farol de Alexandria, que usou o PiG para difundir as idéias (?) do Quanto Pior Melhor.
O PiG não ganha eleição, o PiG está em crise terminal, mas, ainda é capaz de se apropriar, nesta sub-democracia sem povo, dos temas centrais, da agenda política.
“Na transição civilizada”, Lula escolheu um Presidente do Banco Central que ele jamais poderia demitir.
Um representante legítimo do “mercado”.
E deu no que deu: a mais desastrosa gestão do Banco Central, desde os tempos iluminados de FHC, quando as taxas de juros iam além dos 40%…
Lula começou a cair quando a Polícia Federal, que, àquela altura, era uma Polícia Republicana, dirigida pelo ínclito delegado Paulo Lacerda, pediu o indiciamento do Vavá, o irmão do Presidente.
Ali, Lula decidiu demitir Lacerda.
E demitiu também porque percebeu que Lacerda ia pegar – como pegou – Daniel Dantas.
Lula começou a cair quando, depois de mandar, por três vezes, o PT e os fundos de pensão pegar Daniel Dantas, fugiu com medo de Dantas.
E fez a BrOi, uma patranha, cujo único objetivo era calar a boca de Dantas, com um bom-bocado de US$ 1 bilhão.
Na BrOi, Lula chegou para o Fernando Henrique e disse: você segura no meu Daniel Dantas que eu seguro no teu.
Lula concluiu a privatização como FHC tinha começado: com o dinheiro do povo depositado no bolso de meia dúzia de espertalhões (Dantas ganha deles todos).
Não é à toa que o Farol de Alexandria chama o bandido condenado Daniel Dantas de “brilhante”
Clique aqui para assistir a esse momento sublime da obra sociológica de Fernando Henrique Cardoso – chamar um bandido condenado de brilhante
Nem o Serra faz isso.
Zé Pedágio manda a filha conversar com a irmã de Dantas e fica de bico calado.
Clique aqui para ver o registro da empresa das duas em Miami, na Florida (êpa ! Miami ?)
Ou manda o Naji Nahas vender a CESP – como está registrado na Satiagraha.
Mas, Lula começou a cair mesmo quando depôs de forma ignóbil o ínclito Ministro Waldyr Pires e trouxe para o Ministério da Defesa um simulador de produtividade, o tucano serrista Nelson Jobim.
Com medo do mensalão, Lula se aconselhou com Jobim. Lula gosta de “juristas”.
Antes, era Marcio Thomas Bastos, também, como Jobim, amigo dos amigos de Dantas.
Jobim botou na cabeça de Lula que era preciso tratar o Gilmar Dantas, segundo Noblat, a pão-de-ló.
Porque o Gilmar poderia derrubar Lula quando o mensalão chegasse ao Supremo.
Jobim demonstrou que Lula era refém de Gilmar, por causa das patifarias de Daniel Dantas com o PT e José Dirceu no mensalão.
Jobim trancou Lula e entregou a chave a Gilmar.
E com a ajuda do PiG, o Supremo Presidente do Brasil passou a ser, de fato e de direito, Gilmar Dantas, segundo Noblat.
A última humilhação é a que o Estadão descreveu na sexta e no sábado.
Lula pediu ao Presidente Supremo do Supremo que mude a Lei e faça com que a última palavra numa deportação seja do Supremo – dele, Gilmar – e, não, como manda a Lei, do Presidente da República.
Lula quer livrar a cara, depois que embarcou na canoa furada que José Dirceu, o “Gomes” e o Tarso Genro construíram para ele: o criminoso italiano Cesare Battisti.
Para não parecer que recuou, Lula se ajoelhou diante de Gilmar, mais uma vez.
Você deporta o Battisti e diz que só você poderia fazer isso.
E eu vou inaugurar aquela bica do PAC lá em Garanhuns.
Gilmar Dantas, segundo Noblat, reeditou o “decreto secreto”.
Ele põe o que quiser no “decreto secreto”. E Ele decide sobre qualquer coisa.
O Conselho Nacional de Justiça ratifica e o PiG diz que ele é “corajoso”, como sentenciou FHC, na mesma inesquecível entrevista.
Clique aqui para ler o meu diálogo com Thomas Carlyle
Em que Ele se baseia, o Supremo Presidente, para decidir sobre tudo e todos?
Na forma muito peculiar que ele tem de interpretar a Lei. Ou, por meio de decretos secretos.
O que dizem os decretos secretos? São secretos.
Ele vai depor o Lula? Não precisa. Lula já caiu para dentro.
Mas, se precisar, ele depõe e põe o Sarney no lugar.
Viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim
--

sexta-feira, 20 de março de 2009

CHARGE



O absorvente mais vendido do Brasil.

(imagem que está circulando na internet...)


RsRsRsRsRsRs....

O MENSALINHO

O Jornalista Ricardo Noblat recebe um mensalinho do Senado Federal.

O contrato foi assinado em 03/09/2008, época em que o Sen. Efraim Moraes (DEM/PB) ocupava a secretaria da mesa do Senado, responsável por estes contratos.
Nós, cidadãos brasileiros, estamos pagando através dos cofres públicos do Senado o valor de R$ 40.320,00 para Ricardo Noblat.


O mensalinho é descrito como uma "pesquisa, produção e apresentação de 1 (um) programa semanal para a Rádio Senado"
Bem que tentaram esconder o sobrenome famoso, publicando apenas "RICARDO JOSÉ DELGADO", mas o CPF denuncia tratar-se do jornalista.

O próprio blog do jornalista confirma seu nome completo:

A dica veio de nosso amigo leitor Fabio Mello.
--

Chávez estatiza banco e anuncia pacote contra crise

Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira, a nacionalização de uma das maiores instituições financeiras do país, o Banco da Venezuela, que pertence ao grupo espanhol Santander.
Chávez também informou que divulgará, no próximo sábado, um pacote de medidas para conter os efeitos da crise financeira mundial.
Em declarações transmitidas pelo canal estatal Venezolana de Televisión, Chávez explicou que as ações contra a crise fazem parte do chamado "pacote chavista", que será anunicado neste sábado.
"O povo deve assumir a magnitude da crise mundial e seu impacto sobre a Venezuela", afirmou o presidente, em referência à queda do preço do petróleo, qualificada como "dramática".

"Aqui há um governo que vai trabalhar para defender os interesses do povo, não os da oligarquia nem da burguesia", pontuou Chávez, sem dar mais detalhes sobre o pacote.
Chávez também deixou claro que pretende levar adiante a nacionalização do Banco da Venezuela, uma das principais instituições de crédito do país. A operação havia sido anunciada em 2008.
"Hoje voltamos ao assunto: anuncio a nacionalização do Banco da Venezuela com o objetivo de reforçar o sistema bancário público do país", disse o presidente, sem precisar quando pretende colocar em prática a decisão.
--

Sarney criou 70% das 181 diretorias

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encabeça os atos que criaram pelo menos 70% dos 181 cargos de direção da Casa que ele diz, agora, querer diminuir. A proliferação das diretorias e seus anexos com salários elevados se deu, sobretudo, entre 2003 e 2005, quando o parlamentar comandou a instituição pela segunda vez.
Sarney multiplicou, por exemplo, a gestão da então Secretaria de Comunicação, quando seu nome foi trocado para Secretaria Especial de Comunicação Social. Hoje o órgão comporta 20 cargos de direção.
A pulverização dos cargos chegou ao ponto de criar uma coordenação do Jornal Semanal, coletânea de notícias divulgada na segunda-feira, repetindo reportagens sobre atividades dos parlamentares divulgadas ao longo da semana e outras tidas como especiais.
--

A PF ESCONDE QUE O DIRETOR QUE PERSEGUE PROTÓGENES É TORTURADOR

Dr. Corrêa, quem merece ir em cana: Protógenes ou o senhor ?

O Conversa Afiada reproduz um trecho da reportagem de Leandro Fortes (*) na Carta Capital que chega hoje às bancas:

O policial e a doméstica
Abuso – Como a apuração de suposta tortura cometida pelo atual diretor da PF foi conduzida burocraticamente até ser arquivada.
A máquina de moer reputações acionada dentro da Polícia Federal para punir o delegado Protógenes Queiroz tem funções seletivas.
Desde a prisão do banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, a cúpula da PF dedica-se integralmente a tentar indiciar criminalmente Queiroz, acusado de vazamentos e de práticas ilegais durante a Operação Satiagraha. Mas, nem todo mundo recebe o mesmo tratamento.
A Corregedoria-Geral da PF, órgão responsável por investigar os crimes cometidos por policiais federais, arquivou, sem publicidade, nem vazamentos, em 29 de janeiro, um processo de tortura supostamente praticada por ninguém menos que o Delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor geral da instituição.
Em tempo: por falar nisso, Dr Corrêa, cadê a investigação sobre o grampo sem áudio ? O senhor está com medo de desacreditar o Presidente do Supremo, o Ministro da Justiça e o Presidente da República ? Cadê o áudio, Dr Corrêa, o senhor achou ?

(*) Leandro Fortes é o autor de notável reportagem sobre as atividades empresariais do Supremo Presidente do Supremo, Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat. É um instituto de educação à distância, que oferece pós-graduação (?) em direito constitucional por satélite. Por causa desta reportagem que mostra, no mínimo, problemas éticos que em qualquer democracia do mundo provocariam um escândalo, aqui, o Presidente Supremo do Supremo contratou um dos 1001 advogados de Daniel Dantas, Sergio Bermudes para processar a Carta Capital. Clique aqui para ler quanto Sergio Bermudes recebeu de Daniel Dantas. Ele e outros insignes advogados … Vai ser interessante ver o Dr Bermudes provar que a reportagem é inverídica …

PHA
--

FRASE DO DIA

"Governo é solução, não é problema". ''É absurdo comparar a queda num trimestre no Brasil com a queda anual de outros países. É inequívoco que estamos em melhores condições e que o governo é solução.
No passado vinha a crise e, no dia seguinte, o governo quebrava''

A ministra Dilma Rousseff em entrevista a Carolina Bahia e Klécio publicada pelo Zero Hora.

APROVAÇÃO AO GOVERNO LULA COMEÇA A CAIR

Como era esperado, com a piora da crise econômica mundial a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu cinco pontos percentuais --de 70% para 65%, segundo a pesquisa Datafolha.
O levantamento revela também que o percentual de brasileiros que tomaram conhecimento da crise subiu de 72% para 81%, em relação a última pesquisa divulgado em novembro do ano passado.

Sucessão Presidencial

O governador paulista, José Serra (PSDB) mesmo em queda, mantém a liderança em todos os cenários sobre a sucessão presidencial de 2010.
No entanto, segundo a pesquisa, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) cresceu de 3 a 4 pontos percentuais, dependendo da situação.
Ciro Gomes (PSB) oscilou um ponto e teria hoje 16%, e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), perdeu três pontos e aparece com 11%.
O Datafolha ouviu 11.204 pessoas entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
--

NÃO QUER CALAR

TV CÂMARA CENSUROU PROGRAMA A PEDIDO DE GILMAR MENDES?

Quais os limites para Gilmar Mendes?
A ditabranda já está em curso?
Michel Temer - que ACM dizia ter a cara de "mordomo de filme de terror" - aceitou o papel de suspeito no atentado contra as liberdades?
O mordomo é o suspeito? Filme de terror na TV Câmara
As respostas estão no Posta abaixo (escritas pelo jornalista Leandro Fortes) que narra um dos episódios mais insólitos do dantesco reinado de Gilmar Mendes.
--

CHARGE

MAIS UMA DE GILMAR MENDES

O jornalista Leandro Fortes, publica no site da Carta Capital, mais uma do Gilmar Mendes e do Michel Temer.
Estamos sob a ditadura da mais nova revelação do STF, o seu presidente, introduzido pelo ex-FHC.

Trecho da matéria escrita por Fortes sob o titulo ” Carta Aberta aos Jornalistas
do Brasil”:

Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma
explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo,
e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.

Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós,
jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes? Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados
pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?

UMA PERGUNTA ERRADA

Do Terra Magazine

Por Altino Machado no Blog Amazônia

Ministro Gilmar Mendes

Fui desrespeitoso e cometi um erro hoje contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que está em visita ao Acre para uma palestra sobre drogas para jovens da rede pública estadual.

Ao fazer a primeira pergunta de uma entrevista coletiva, indaguei:

- Ministro, o senhor tem se manifestado constantemente em defesa da propriedade, contra as invasões, mas em nenhum momento o senhor se manifestou contra dezenas, centenas de assassinatos de lideranças de trabalhadores rurais . [Até aqui, a pergunta é pertinente e correta do ponto de vista jornalístico, o exagero se deu na seqüência] Isso decorre do fato de o senhor ser ministro ou pecuarista?

A resposta do ministro veio à altura:

- Devo lhe dizer o seguinte: eu tenho me manifestado contra qualquer violação de direitos, qualquer violação de direitos. Eu não quero que haja assassinatos, independentemente de… Que não haja violência. Pode-se protestar, pode-se fazer qualquer consideração, mas tem que ser respeitado o direito de outrem. A pergunta de qualquer forma é desrespeitosa. O senhor tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta. Eu não sou pecuarista.

Ao formular de improviso a pergunta, tomei como base o manifesto distribuído no dia 6 de março pela pela Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde está afirmado (e até hoje não contestado publicamente), que o ministro Gilmar Mendes “não esconde sua parcialidade e de que lado está” e que é “grande proprietário de terra no Mato Grosso”.

Exagero também veio da parte de quem tanto critica a existência de um estado policialesco no país. Orientado pelo ministro, um assessor dele telefonou para a Polícia Federal, logo após a entrevista, e pediu aos agentes:

- Fiquem de olho naquele moço, pois ele é muito perigoso.

quinta-feira, 19 de março de 2009

E PROTÓGENES PEGA NO PÉ DE ZÉ PEDAGIO

Quem você convidaria para jantar em casa?

Protógenes Queiroz diz que segurança pública é o retrato do governo Serra.

José Serra diz que Protógenes não merece uma resposta de um governador de Estado.

Quem você convidaria para jantar em casa com a sua família?

Pense nisso!
--

ABELARDO JUREMA ENFORCA PROTÓGENES PARA SALVAR DANTAS

O ministro Abelardo Jurema (Justiça) disse nesta quinta-feira que não ficou surpreso com o indiciamento do delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha. Segundo ele, a Polícia Federal havia encontrado indícios de irregularidades na condução das investigações pelo delegado.
Leia a íntegra do texto na Folha Online.

Quem disse que houve falhas na Satiagraha?
O juiz De Sanctis diz que as escutas foram legais (clique aqui – integra da decisão)
O procurador De Grandis diz que as provas são limpas.
O ministro Carlos Alberto Direito diz que o apoio da ABIN à PF é legal.
Aliás, o delegado Ricardo Saadi podia andar um pouco mais rápido e fornecer material ao procurador para iniciar já o processo de indiciamento.
Quem diz que há “contaminação” é o deputado serrista Marcelo Lunus Itagiba e o Supremo Presidente Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat.
O ministro da Justiça Tarso Genro, dito Abelardo Jurema, faz o jogo do Dantas.
Ou seja, “contaminar” a Satiagraha.
O ministro Abelardo Jurema tenta desqualificar o trabalho de Protógenes Queiroz, porque Protógenes deixou de herança ao delegado Saadi toda a patranha da BrOi em áudio e em troca de e-mails.
E, se há uma coisa que o ministro Abelardo Jurema precisa evitar é que a BrOi venha à tona.
Porque a BrOi é um tecido cancerígeno que se instalou no sistema da República brasileira a começar por Fernando Henrique Cardoso e José Serra e culminar na secretaria da Presidência da República do governo Lula.
Protógenes = BrOi
BrOi = Dantas
Dantas = PSDB = PT
O ministro Tarso Genro não perde a oportunidade de dizer o que não deve.

Paulo Henrique Amorim
--