sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Vídeo Shows : Carla Zambelli mostra entusiasmada comitê eleitoral ilegal de Bolsonaro em Belo Horizonte

“Gente, olha que coisa mais linda o que o pessoal de BH fez aqui. Olha isso, adesive o seu 
veículo grátis aqui. Drive Trhu17. Tem um luminoso BH17”, exclama a deputada em comitê 
não declarado à Justiça Eleitoral

Outro vídeo mostra que a hoje deputada Joice Hasselmann fez campanha em 2018 no mesmo 
“QG” pró-Bolsonaro que não foi declarado à Justiça Eleitoral:

“Ótimo é o Bolsonaro, que defende milícia”, diz Dilma a bolsonaristas que a hostilizam em avião
“Minha mulher é chamada de prostituta e eu de corno por gente do meu partido”, diz 
deputado do PSL

A GUERRA ENTRE GANGUES: Arquivos da intervenção deram a Witzel segredos da milícia, diz jornalista


POR FERNANDO BRITO 
Há mais coisas entre a Barra da Tijuca e o planalto brasiliense do que supõe a nossa vã filosofia.
Maria Cristina Fernandes, hoje, no Valor, ao analisar os desdobramentos das ações policiais na 
política (leia o artigo completo aqui), dá uma informação relevantíssima para quem quiser entender 
caldeirão de pressões, segredos e chantagens em que estamos mergulhados:
A linha dura na segurança pública coloca Doria em concorrência direta com Witzel pela raia 
bolsonarista. Além de exibir uma letalidade policial que é o dobro da de São Paulo, o governador do 
Rio tem armas inexistentes no arsenal paulista. Quando deixaram o comando da segurança pública 
no Rio, em dezembro de 2018, os militares levaram para o Centro de Informações do Exército todos 
os arquivos que diziam respeito à atuação de sua tropa e entregaram para o governador eleito as 
informações relativas às policias estaduais e às milícias por elas controladas. Foi assim que Witzel 
colocou algumas braçadas à frente de Doria. Sua polícia não apenas é a que mata mais como também 
é guardiã do mais disputado acervo da República. Aquele que conta a história de como o descontrole 
do poder armado deu asas ao maior fenômeno da direita na história nacional.
Fernandes é profissional extremamente séria e não estaria dizendo isso sem ter boas fontes.
A briga entre Witzel e Bolsonaro talvez se explique por aí. O juiz-fuzileiro, para atacar o capitão-
artilheiro deve, de fato, ter munição de grosso calibre.
Da mesma forma, o interesse em retirar o caso Marielle da polícia estadual e entregá-lo a pessoas “de 
confiança” na Polícia Federal pode se explicar por este acervo de informações.

SURPRESA !!! NARIGUDO HUCK MILITA PELA PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA


A favor de prisão em 2ª instância, Huck recorreu ao STJ contra condenação por “apropriação”
Luciano Huck, que não esconde mais a decisão de concorrer à Presidência da República, agora
resolveu usar o Twitter para palpitar sobre as (inconstitucionais) prisões após condenação em 
segunda instância.
O apresentador da TV Globo disse (surpresa!) que é favorável a essa medida, mesmo após o 
Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitá-la.
“Para constar; sou a favor da execução das decisões criminais após o 2º grau. Porque alinha o Brasil 
com o padrão mundial da justiça penal. Porque a impunidade e os incentivos errados fizeram 
disparar a corrupção e violência no país. E por entender q esta é uma vontade legítima da sociedade”, 
escreveu Huck.
Huck e a mulher Angélica na mansão em Angra: 
“maricultura” para manter a praia limpa de gente.
Luciano Huck, candidato à presidência em 2022, fez demagogia vagabunda nas redes.
“P/ constar; sou a favor da execução das decisões criminais após o 2º grau. Pq alinha o Brasil c/ o 
padrão mundial da justiça penal”, escreveu.
“Pq a impunidade e os incentivos errados fizeram disparar a corrupção e violência no país. E por 
entender q esta é uma vontade legítima da sociedade.”
O “padrão mundial” de Huck é o mesmo de Bolsonaro.
Ele construiu construiu uma mansão na Ilha das Palmeiras, em Angra do Reis, que lhe deu vários 
problemas na Justiça.
Fora beneficiado por um decreto do então governador Sérgio Cabral, um de seus famosos ex-amigos, 
que mudou a legislação ambiental.
Tratava-se da “lei Luciano Huck”.
Em 2017, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro ordenou-lhe que retirasse boias que 
cercavam a propriedade e pagasse uma indenização de R$ 40 mil por danos morais coletivos 
causados pela degradação do meio ambiente.
Huck, segundo o MP, usou “um pretexto para legitimar a apropriação de bem de uso comum do 
povo”.
Quatro anos antes, quando foi condenado, o sujeito alegou que a cerca se destinava à maricultura, o 
que é uma cascata.
Entrou com uma série de recursos de defesa tentando reverter a condenação em segunda instância.
Uma paisagista que trabalhou na Paraty House dos Marinhos falou ao DCM sobre como funciona a 
picaretagem da maricultura.
Na verdade, os bacanas cultivam uma fazenda marinha de mentira para impedir acesso de banhistas e 
barcos indesejáveis. As lanternas (estruturas onde os moluscos ficam armazenados) servem de 
obstáculo.
Para Luciano Huck, justiceiro bolsomorista de ocasião, “vontade legítima da sociedade” é boa desde 
que em outras praias.
P/ constar; sou a favor da execução das decisões criminais após o 2º grau. Pq alinha o Brasil c/ o padrão mundial da justiça penal. Pq a impunidade e os incentivos errados fizeram disparar a corrupção e violência no país. E por entender q esta é uma vontade legítima da sociedade.

2.751 pessoas estão falando sobre isso

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

'Quero continuar presidente. Não dá para dar um golpe, não?', diz Bolsonaro, sem saber que era gravado


Comentário foi feito ao presidente paraguaio sobre o golpe de Estado contra Evo Morales, na 
Bolívia, em meio à reunião plenária de presidentes do Mercosul, em Bento Gonçalves (RS). 
“Quero continuar presidente. Não dá para dar um golpe, não? Tudo quando eles perdem, 
dizem que é golpe. É impressionante, né?”
247 - Sem saber que seu áudio ainda era captado pelos microfones, Jair Bolsonaro criticou as crises 
políticas e sociais, que resultaram em protestos em diversos países da América do Sul, durante 
reunião plenária de presidentes do Mercosul, realizada no município de Bento Gonçalves, Rio 
Grande do Sul. 
Em um áudio captado pela Rádio Guaíba, Bolsonaro diz ao presidente do Paraguai, Mario Abdo 
Benítez, que "tudo que eles perdem eles dizem que é golpe" e em tom irônico questionou se não era 
possível aplicar um golpe para continuar na presidência.
“Quero continuar presidente. Não dá para dar um golpe, não? Tudo quando eles perdem, dizem que é 
golpe. É impressionante, né?”, disse.
A declaração de Bolsonaro aconteceu pouco após a chanceler do governo de Jeanine Áñez, que se a
autoproclamou presidente da Bolívia, afirmar que não se pode falar em um golpe no país porque “a 
Assembleia Legislativa continua funcionando, não houve interrupção e acaba se ser aprovada a lei de 
convocatória de eleições”.
A fala foi alvo de críticas da vice-presidente do Uruguai, Lucia Topolansky, que afirmou que a 
Bolívia sofreu uma “ruptura institucional”. “Nas democracias não existem atalhos”, ressaltou ela. Já 
Bolsonaro, comemorou o governo sem votos de Jeanine Áñez e disse que “a Bolívia certamente em 
breve estará entre nós no Mercosul”.

MAIS UMA JORNADA !!! SAÚDE E ALEGRIA PARA OS RIBEIRINHOS DO RIO ARAPIUNS

Ribeirinhos da Amazônia ganham consultas médicas e cirurgias durante uma semana. A Jornada 
Cirúrgica, organizada por ONGs e voluntários, deve atender 5 mil pessoas.
Um mutirão de atendimentos cirúrgicos acontece desde a última sexta-feira (29) na região do Rio 
Arapiuns. Com base estabelecida na comunidade São Miguel, onde o Navio Hospital-Escola Abaré, 
gerenciado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com a Prefeitura de 
Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está ancorado para a realização de 
mais de 400 atendimentos em diversos tipos de cirurgias, através da Jornada Cirúrgica, fruto de um 
trabalho conjunto da Associação Expedicionários da Saúde, Saúde Indígena, 9ª Regional da Sespa, 
Hospital Regional do Baixo Amazonas, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade 
(ICMBio), 8º BEC e Projeto Saúde & Alegria. A Jornada segue até o próximo sábado (07).
CONTANDO COM 30 CIRURGIÕES VOLUNTÁRIOS, ESTRUTURA DE CAMPO PARA MAIS
DE 1.500 ATENDIMENTOS, 2.500 EXAMES E PROCEDIMENTOS MEDICOS E 200
CIRURGIAS (cataratas, hérnias, etc) PROGRAMADAS PARA OS MORADORES RIBEIRINHOS
NESSA NOSSA AMAZÔNIA. COM O APOIO DOS MÉDICOS VOLUNTÁRIOS
"EXPEDICIONÁRIOS DE SAÚDE, DA PREFEITURA DE SANTARÉM, DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DO OESTE DO PARÁ, DO BATALHÃO DO EXERCITO 8 BEC, ENTRE UMA
LONGA LISTA DE OUTROS PARCEIROS, ESTAMOS VENCENDO AS DIFICULDADES
OCASIONADAS POR PROVOCAÇÕES EXTERNAS QUE LEVARAM A RETER NOSSOS
MATERIAIS NA POLICIA CIVIL MAS AS COMUNIDADES ISOLADAS NÃO PODEM SER
PREJUDICADAS !! OBRIGADOS A TODOS PELO APOIO RECEBIDOS NUM MOMENTO
TÃO DIFÍCIL!! SIGAMOS COM SAÚDE E ALEGRIA !!!


TV BRASIL CENSURA CLIPE DE ARNALDO ANTUNES SOBRE MILICIANOS


O novo videoclipe de Arnaldo Antunes, chamado "O real resiste", foi retirado da programação da TV
Brasil, emissora do Governo Federal. O vídeo mostra cenas de violência policial e disseminação de
preconceitos no Brasil. As informações são do BuzzFeed News.
Funcionários da TV Brasil reveleram ao site, sob anonimato, que o clipe foi alvo de censura
exatamente por abordar temáticas sensíveis ao Governo de Jair Bolsonaro. "Miliciano não existe.
Torturador não existe. Fundamentalista não existe. Terraplanista não existe. Monstro, vampiro,
assombração. O real resiste. É só pesadelo, depois passa", diz a música de Arnaldo Antunes.
O BuzzFeed News teve acesso à grade de programação do dia 23/XI, quando o programa Alto
Falante, sobre Antunes, iria ao ar às 14h. Questionada pelo site, a EBC, que controla a TV Brasil,
confirmou a retirada da atração da grade, mas disse que a mudança aconteceu de última hora porque,
no lugar do programa, entraram flashes da final da Copa Libertadores.
Em nota escrita por funcionários e que circula internamente na EBC, os empregados contam uma
versão diferente. "No lugar do Alto Falante, que é uma produção da Rede Minas, a TV Brasil passou
o Hypershow, programa também produzido pela emissora pública mineira e que trata do universo
cultural. Este é mais um episódio de censura na TV Brasil. Estão proibidas também menções à
vereadora assassinada no Rio de Janeiro Marielle Franco e temas LGBTQ+", diz a nota.

Marighella faria hoje 108 anos, data que será lembrada com debate no Sindicato dos Advogados de São Paulo


POR MARIANA LEMOS 
no site Brasil de Fato
Nascido na madrugada do dia 5 de dezembro de 1911 na cidade de Salvador (BA), o ex-guerrilheiro 
Carlos Marighella completaria 108 anos de vida nesta quinta-feira (5). Para celebrar a data, o 
Sindicato dos Advogados de São Paulo fará em sua sede, na Rua da Abolição nº 167, a partir das 
19h, a exibição do documentário “Torre das Donzelas”, seguido de debate com a participação de ex-
guerrilheiras – entre elas Cida Costa, que integrava a Aliança Libertadora Nacional (ALN).
Aton Fon Filho, ex-militante da ALN, e o sociólogo Marcelo Buzzeto participarão de uma entrevista 
ao vivo no Canal Panelaço no YouTube, às 20h, sobre a memória e o legado do revolucionário 
baiano.
Conhecido na infância pelo apelido “Carlinhos”, Marighella morou com os pais e com os outros seis 
irmãos na Rua Barão do Desterro, na Baixa dos Sapateiros. Viveu lá até ser transferido de Salvador 
para o Rio de Janeiro (RJ), em 1936, para atuar no Partido Comunista Brasileiro (PCB).
A mãe dele, Maria Rita, era filha e neta de negros Haussás, também chamados de Malês – “escravos 
africanos trazidos do Sudão e afamados na história das sublevações baianas contra os escravistas”, 
como escreveu o próprio Carlos anos mais tarde.
Augusto Marighella, o pai, era um operário italiano da região de Ferrara, que veio ao Brasil 
influenciado pelas ideias anarquistas e em busca de melhores condições de vida.
Marighella teve uma vida intensa e, como ele mesmo dizia, “não teve tempo para ter medo”. O 
idealizador e dirigente da ALN passou a maior parte da sua vida na clandestinidade: deixava claro 
que o compromisso com os ideais de igualdade e liberdade não permitiam que ele fosse um homem 
livre, em meio a governos autoritários.O “Preto”, como era carinhosamente chamado pelos seus 
companheiros, teve uma vida de “mil faces”. Viajou por muitos estados brasileiros e a vários países 
para conhecer experiências comunistas, foi deputado constituinte, enfrentou prisão e tortura pelo 
menos quatro vezes, foi descrito como “inimigo número 1 da ditadura militar” e foi perseguido até 
sua morte.
Marighella amou, chorou, riu e fez rir. Marighella lutou e tombou assim.
Na noite de 4 de novembro de 1969, uma emboscada planejada pelo delegado do Departamento de 
Ordem Política e Social (Dops), Sérgio Paranhos Fleury, resultou no assassinato do revolucionário, 
com cinco tiros no peito, na Alameda Casa Branca, em São Paulo (SP). Marighella não teve tempo 
para se defender. Foi enterrado como indigente e mais tarde, os restos mortais foram transferidos 
para Salvador, sob um túmulo criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A imagem tem a silhueta 
marcada com cinco tiros no peito, acompanhada da frase “Não tive tempo para ter medo”.

O show do lixo na CPMI das ‘Fake News’


JOICE: 10 DEPUTADOS DO PSL PARTICIPAM DE MILÍCIA DIGITAL BOLSONARISTA
No dossiê apresentado pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) na CPMI das Fake News 
nesta quarta-feira (4), dez parlamentares do grupo bolsonarista do PSL apareceram envolvidos na 
milícia digital comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo 
Bolsonaro (PSL-SP). Congressistas e integrantes de assembleias estaduais foram citados. Além de 
Eduardo Bolsonaro, foram listados: as deputadas federais Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-
DF), Chris Tonietto (PSL-RJ), Caroline De Toni (PSL-SC); os deputados federais Filipe Barros (PSL-
PR) e Daniel Silveira (PSL-RJ); a deputada estadual Ana Campagnolo (PSL-SC); os deputados 
estaduais Gil Diniz (PSL-SP) e Douglas Garcia (PSL-SP). Eduardo coordenaria os ataques que 
seriam disseminados pelos parlamentares, além de páginas, sites  e bots.
Entre os quadros, Gil Diniz teria um papel bastante importante nas redes. O gabinete praticamente 
completo do parlamentar seria usado para mobilizar ataques nas redes sociais. No levantamento de 
Joice, 10 assessores de Gil na ALESP estariam atuando durante seu horário de expediente, para 
divulgar memes ofensivos e boatos. Confira a íntegra da apresentação de Power Point aqui.
POR FERNANDO BRITO
Deprimente.
Não há qualquer outra palavra que defina melhor o que se está assistindo no depoimento da senhora 
Joice Hasselmann, na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito das “Fake News”.
Sim, houve “semirevelações graves”, como a história de uma “Abin paralela” e a insinuação de que 
Carlos Bolsonaro teria indicado o diretor da Agência Brasileira de Inteligência.
Mas o resto foi uma escatológica exposição do esgoto que foi levado ao Congresso pela eleição de 
Jair Bolsonaro.
Deputados gravando e reproduzindo diálogos privados, uns com os outros; Alexandre Frota dizendo 
que um ex-colega de PSL, sentava-se no seu colo, discussões sobre “Papa Pig”, para ficar no menos 
grosseiro.
Tudo isso acontece porque a CPMI tornou-se uma espécie de Kramer versus Kramer do 
bolsonarismo, agora cindido irremediavelmente entre o PSL e – uso a expressão do deputado citado
o “Lambança pelo Brasil”, virtual partido do presidente.
Está mais do que claro que esta é uma briga da qual não sai nada de positivo para o povo brasileiro, a 
não ser que este tipo de política é daninho para a formação de sua consciência.
Jair Bolsonaro diz que isso é só coisa de idiotas. Pois é com eles que ele procura desviar a atenção do 
que está fazendo com o país.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Alô, Alô, Polícia e Ministério Público do Pará: animais de estimação são assassinados no condomínio Azpha Ville, em Ananindeua. E até crianças podem estar em risco: cão foi envenenado no quintal da casa de seu tutor.


Já seriam pelo menos 3 os animais de estimação assassinados com veneno, de julho pra cá, no condomínio Azpha Ville, na BR 316, km 08, no município de Ananindeua.
Segundo informações de moradores, os dois primeiros eram gatinhos. O mais recente, ontem, foi um cãozinho.
Os dois gatinhos teriam sido envenenados quando se encontravam nas ruas do condomínio.
Já no assassinato do cãozinho, o veneno (chumbinho) teria sido colocado em um pedaço de pão, que foi lançado para dentro do quintal da casa de seu tutor.
Isso significa um crescimento na ousadia desses crimes e um risco também para crianças, caso esse(s) psicopata(s) não seja(m) detido(s).
“E se fosse o meu netinho, que tivesse pegado aquele pedaço de pão, já que as crianças têm a mania de levar tudo à boca?”, pergunta a mãe da moradora que perdeu o seu cãozinho e que, ao que se diz, não para de chorar.
Pois é. Apesar de vivermos na aparente segurança de um condomínio fechado, descobrimos que há pelo menos 1 assassino entre nós.
Uma criatura tenebrosa, que mata cruelmente bichinhos indefesos, até mesmo dentro da casa de seus tutores, e que também coloca em risco criancinhas igualmente indefesas.
A polícia e o Ministério Público têm, sim, de agir rapidamente e com rigor, para conter esse(s) bandido(s).
E penso que já até passou da hora de começarmos a pressionar o Judiciário para que coloque atrás das grades esses assassinos, que se espalham por várias cidades deste país.
Aqui mesmo, no Facebook, já li sobre animaizinhos envenenados, às proximidades das casas de seus tutores.
Muitas vezes o suspeito é um vizinho, que a comunidade considera “uma pessoa bacana”, mas que se acha no direito de matar um animalzinho indefeso, simplesmente porque se sente “incomodado”.
Isso tem de acabar.
Essas criaturas têm de ser chamadas pelo que são: assassinas, psicopatas.
Essas criaturas têm de entender que NÃO, NÃO é “normal” que assassinem esses bichinhos porque se sentem “incomodadas” com o barulho, a simples presença deles, o carinho que recebem de seus tutores, ou sei mais o quê.
E a sociedade tem de entender que tais criaturas, longe de serem “pessoas bacanas”, não passam é de uns bandidos perversos e covardes, cujo lugar é, sim, na cadeia.
FUUUIIII!!!!

Decisão do TSE é só “sabujice oblige” a Bolsonaro, sem efeito prático


POR FERNANDO BRITO
A inefável gentileza de Luiz Roberto Barroso para com Jair Bolsonaro permitiu a aprovação, esta 
noite, de uma insólita “aceitação” pelo Tribunal Superior Eleitoral de assinaturas digitais como 
substituta das físicas no processo de legalização de novos partidos.
Insólita e inútil porque, à luz da lei brasileira as assinaturas digitais válidas são as feitas por meio de 
certificação, um processo caro e demorado, ao qual não tem acesso nem 2% dos brasileiros.
A decisão – à qual se opuseram o relator Og Fernandes e os ministros Rosa Weber e Edson Fachin – 
é inócua.
É, à semelhança torta do antigo “noblesse oblige“, a “sabujice oblige“, gesto que só se tomou por 
agradar o atual presidente, já que não tem qualquer possibilidade de ser implementado a tempo de 
dar condições da tal Aliança pelo Brasil” disputar as eleições de 2020.
Tanto que o próprio Barroso diz que condiciona as assinaturas digitais “à aprovação de 
regulamentação pelo tribunal e ao desenvolvimento da tecnologia necessária para fazer a verificação 
e a contagem das assinaturas eletrônicas.”
“Para que não nos comprometamos com o que talvez não possamos entregar, eu acrescentaria à 
resposta: ‘É possível a utilização de assinatura legalmente válida desde que haja prévia 
regulamentação pelo TSE e desenvolvimento de ferramenta tecnológica para aferir a autenticidade 
das assinaturas’”, disse, segundo registra Folha.
Isso não vai acontecer e não é o que pretende – veja-se na própria reportagem – a entourage do 
presidente.
Eles querem – e é o que Luís Roberto Barroso lhes deu, é cobertura legal para uma mobilização para 
formar um partido que não se destina a ser um partido convencional, dentro das regras.
Mas uma falange.

Brasil Colonia: Pressão dos EUA sobre o TRF4 é intervenção inaceitável contra Lula e a democracia brasileira


Pressão dos EUA sobre o TRF4 é intervenção inaceitável contra Lula e a democracia brasileira
Conselheiro da Embaixada dos EUA visita o TRF-4 e prega "maior articulação"
Por José Reinaldo Carvalho, de Jornalistas pela Democracia 
A visita nesta terça-feira (3) do conselheiro para Assuntos Políticos da Embaixada dos EUA em Brasília, Willard Smith, ao Tribunal da Lava Jato, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), onde foi recebido pelo presidente da corte, o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, é um inadmissível ato intervencionista nos assuntos inernos do Brasil.
E da parte dos torquemadas que na usina de sentenças forjadas fabricaram as condenações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - uma das quais resultou no seu encarceramento durante 580 longos dias - é ato de lesa-pátria, uma vergonhosa demonstração de subserviência, uma ata de acusação a si próprios de que procuradores e juízes da Lava Jato estão ao serviço da estratégia de guerra jurídica de Washington contra a democracia na América Latina, que no caso do Brasil tem por alvo principal o ex-presidente Lula.
Causa repugnância a uma nação estarrecida, sob um golpe político e jurídico que resultou na instalação de um governo neofascista, que os torquemadas de Curitiba e Porto Alegre e os imperialsitas estadunidenses não tenham tido sequer a preocupação de guardar as aparências.
É como se o pudor nas condutas políticas e diplomáticas tenha mesmo ido embora nesta época em que se abre nova etapa do golpe continuado no Brasil e da estratégia intervencionista estadunidense na região que o império considera seu quintal.
Tudo já acontece sob a luz dos holofotes e o esplendor das imagens de televisão. Na época dos golpes de antanho, certas ações eram feitas às escondidas e só vinham à tona décadas depois quando arquivos eram desclassificados.
Hoje, não. O golpismo doméstico, em contubérnio com o intervencionismo imperialista, atua de forma explícita. Têm a sensação da impunidade, tomados pela embriaguez da vitória, mesmo que conquistada no tapetão do "Parquet".
Foi o que deixaram evidente o juiz e o diplomata no encontro desta terça-feira em Porto Alegre. O conselheiro representante de Trump no Brasil ressaltou que está se atualizando no acompanhamento da Operação Lava Jato, os julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e debates sobre temas como o compartilhamento de dados sigilosos de órgãos de controle financeiro sem prévia autorização judicial.
Por seu turno, o desembargador-chefe da corte da Lava Jato, que já atuou por duas vezes como algoz do ex-presidente Lula, destacou a importância de órgãos como a Embaixada norte-americana se aproximarem da Justiça e dos tribunais, pois isso a seu ver, possibilita uma maior integração e articulação entre as instituições.
A nova geração dos golpes de Estado na América Latina tem congtado com o componente da chamada lawfare. Engendrada nos Departamentos de Estado, Justiça, Tesouro e órgãos de espionagem dos Estados Unidos, a estratégia foi e continua sendo aplicada com toda a intensidade no continente. Foi planificada durante mais de uma década para atacar, desestabilizar e derrubar os governos democráticos, populares e progressistas, que iniciaram uma experiência de integração regional, desenvolvimento autônomo e exercício de uma política externa anti-hegemônica.
Esta ofensiva, que integra a política de mudanças de regime, derrubou governos e condenou - em alguns casos, como o de Lula, prendeu - importantes líderes populares: Dilma Rousseff, Fernando Lugo, Cristina Kirchner, Jesús Santrich, Rafael Correa, Jorge Glas, Maurício Funes, que foram alvo de golpes de Estado ou processos judiciais.
A guerra jurídica, como instrumento de intervenção imperialista aparece às claras - como a visita desta terça-feira do diplomata de Trump ao tribunal da Lava Jato deixa transparecer.
Em momentos como este e diante de tamanhas evidências de intervencionismo, convém refletir sobre as palavras do experiente diplomata Rubens Ricupero, que advertiu, em entrevista à revista Isto E, em maio deste ano: “É um equívoco ver os EUA como o país que deve nos liderar”.
Ou sobre a sentença do saudoso acadêmico Moniz Bandeira, um dos mais lúcidos estudiosos que tivemos sobre as ligações do Brasil com os Estados Unidos, que ele classificava como "relações perigosas".

Da UNE ao Livres, movimentos ensaiam frente ampla pela democracia “até doer”


Caetano Scannavino, do Projeto Saúde e Alegria, fala sobre a ação policial de que a 
organização foi vítima no Pará. Movimentos concordam que a democracia está ameaçada em 
várias sentidos e buscam mobilização.
FELIPE BETIM - EL PAIS
Citando o poeta pernambucano Marcelo Mario de Melo, o jornalista Juca Kfouri pregou nesta
segunda-feira, em São Paulo, que uma frente a favor da democracia deve ser “ampla, tão ampla, que 
precisa doer”. Porque “se não doer não vai ser ampla”. Significa que, para mais de 30 lideranças que 
se reuniram no teatro FECAP, no centro da cidade, o momento é de deixar as diferenças de lado para 
fazer frente aos desafios à ordem democrática lançados pela extrema direita que chegou ao poder, 
liderada pelo presidente Jair Bolsonaro.
O ato, nomeado Em Frente Pela Democracia, foi organizado pelo grupo Pacto pela Democracia. 
Participaram representantes de instituições e movimentos sociais de diferentes espectros ideológicos 
― esquerda, centro, direita ― e que atuam em frentes diferentes: combatem o racismo e o genocídio 
da população negra, lecionam em universidades, pregam o liberalismo econômico, estão nas 
trincheiras da Amazônia pelo meio ambiente e as populações indígenas, buscam a renovação da 
política institucional, defendem os diretos humanos de forma mais ampla. Os partidos políticos não 
estiveram representados como tal.
Acontecimentos e declarações governistas foram lembrados, como as recentes ameaças de um novo 
AI-5 proferidas pelo ministro Paulo Guedes e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Mas dois 
episódios permearam toda a noite. Um deles foi a prisão de quatro brigadistas do Projeto Saúde e 
Alegria em Alter do Chão, no Pará. “Parece que uma semana dura anos, que o dia dura 100 anos. 
Você não sabe se está num sonho ou pesadelo”, afirmou Caetano Scannavino, coordenador da ONG. 
E também a morte de nove jovens da favela Paraisópolis após ação da Polícia Militar em um baile 
funk: “Bem-vindos ao nosso mundo. Espinho, balas... O que aconteceu em Paraisópolis não é 
novidade”, discursou José Adão, um dos fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU), em 
1978, em plena ditadura militar.
Lideranças do movimento negro, novas e mais antigas, eram parte importante do ato. E lembraram a 
todo momento que a democracia nunca foi completa no último país a abolir a escravidão e onde o 
racismo estrutural ainda impera. “Chegamos aqui não por causa de um grupo fascista. Chegamos 
aqui porque silenciamos, porque aceitamos. O silêncio não vai nos levar a lugar nenhum", discursou 
Karla Recife, da Frente Favela Brasil. “Esse fio bate em nós, mas uma hora bate em vocês. 
Precisamos fazer uma reflexão e admitir que erramos. A sociedade brasileira nos levou a esse 
momento”. Entre os pontos em comum, frisaram o compromisso com a diminuição das 
desigualdades e com o combate ao racismo estrutural. “O que aconteceu em Paraisópolis é parte de 
um genocídio”, afirmou, por sua vez, o membro da OAB Arnóbio Rocha.
Sem muros ideológicos
Já Paulo Gontijo, diretor do grupo liberal Livres, fez um chamado para que as pessoas não se fechem 
em seus muros ideológicos. “Enquanto a gente entrar no jogo das tribos, os que querem fazer pontes 
se encontraram”. Imbuído desse espírito de quebrar barreiras, o evento, no qual estiveram mais de 
uma centena de pessoas, começou com um debate com pessoas diferentes entre si: Juca Kfouri, da 
Associação Brasileira de Imprensa (ABI); Silvia Souza, do Conectas Direitos Humanos e da 
Coalizão Negra por Direitos; Joel Pinheiro, economista e pensador liberal; Monica Sodré, da Rede 
de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS); e Hélio Santos, militante histórico do movimento 
negro e representante da aceleradora de startups Vale do Dendê.
Em comum, concordam que a democracia está ameaçada em várias frentes. Lembraram das 
investidas contra as instituições promovidas pelos bolsonaristas e também do descrédito dessas 
mesmas instituições junto à população. “No mundo real não há uma viva alma protestando. A 
população não está comprando a briga, não está vendo seus anseios representados, não estão com 
disposição de lutar”, argumentou Pinheiro. “Um desafio é encontrar os valores para trazer as pessoas 
para as ruas”. Santos prosseguiu: “A gente precisa dialogar com o cotidiano das pessoas. Precisamos 
desenvolver esse modelo de sedução”, afirmou. “As eventuais diferenças que temos são pequenas 
perto dos riscos que sofremos. Até hoje não esqueço do rosto de colegas de universidade que 
sumiram, e que nunca mais vi”.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

MASSACRE DE PARAISÓPOLIS: tenente-coronel defende que peritos internacionais investiguem ação da polícia


Publicado por Redação RBA
Oficial da reserva, Adilson Paes de Souza diz que versão oficial é "estranha", e se choca com 
vídeos e relatos que denunciam ação violenta dos policiais.
São Paulo – Diante das evidências que constam em diversos vídeos e relatos de moradores 
afirmando que as nove mortes em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, foram causadas pela ação 
deliberada da polícia, que teria espancado os frequentadores de um baile, entre outras possíveis 
distorções e abusos ocorridos na produção de laudos e reconhecimento dos corpos das vítimas do 
massacre, o tenente-coronel da reserva Polícia Militar de São Paulo Adilson Paes de Souza defende a 
nomeação de uma comissão de peritos internacionais para investigar o episódio.
O oficial da reserva estranha que oito das nove vítimas, que teriam morrido pisoteadas, sejam 
homens. Num tumulto como esse, era de se esperar que as mulheres fossem as principais vítimas. 
Segundo a versão oficial, dois jovens numa moto, que teriam trocado tiros com agentes da polícia no 
dia anterior, teriam furando um bloqueio policial e adentrado na área numa das ruas ocupadas pela 
multidão presente no baile. Os dois indivíduos e a moto não foram encontrados, nem há imagens que 
corroborem essa versão. A polícia apresentou apenas uma cápsula do projétil que teria sido 
disparado por eles.
“Onde está a moto? Se havia duas pessoas fugindo, o natural seria deixarem a moto e se misturarem 
a pé no meio do povo, para não serem reconhecidos. Na versão oficial, depois desse tumulto todo, 
acham um cartucho deflagrado de uma munição calibre .380. É muita coincidência, é estranho”, 
contesta Paes de Souza, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Cosmo Silva, para o Jornal 
Brasil Atual, nesta terça-feira (3).
A suposta perseguição aos suspeitos em meio à multidão também fere os protocolos básicos de 
atuação da polícia em situações como essa, segundo o oficial. “O que os vídeos demonstram é outro 
cenário. Se levar em conta o que a policia e o governo falam e o que os vídeos mostram, são duas 
realidades em dois mundos diferentes.” Ele também destacou a morte de um policial ocorrida um 
mês antes, nos arredores de Paraisópolis, o que aponta que a ação de repressão pode ter sido 
motivada por vingança.
Reportagem do site Viomundo, que ouviu moradores de Paraisópolis na condição de anonimato, 
também contestam a versão de que os nove jovens teriam morrido pisoteados. “Foi desesperador ver 
o que esses meninos passaram. Os PMs bateram sem dó. Mataram na porrada e com spray de 
pimenta e bombas de gás. Não foram pisoteados.” Segundo essa moradora, a história da moto “é 
mentira, balela”. Outro morador alega também discorda da versão oficial apresentada. “Eles já 
vieram determinados a matar a meninada na maldade. Encurralaram e bateram com cassetete de 
madeira na nuca, nas costas. Foi um massacre.”
Abuso
Outra fato que chamou a atenção do tenente-coronel – que também é mestre em direitos humanos 
pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro O Guardião da 
Cidade (selo Escrituras) – é o relato do tio de Luara Victoria de Oliveira, 18, que diz que foi 
impedido de ver o corpo da sobrinha. Apenas o rosto e os pés foram mostrados, segundo ele, durante 
a identificação. “Quando minha filha foi puxar esse tecido para ver o corpo da prima, a impediram, 
dizendo que o corpo não havia sido desinfetado”, disse Vagner dos Santos Oliveira, em reportagem 
do portal UOL.
Segundo o tenente-coronel, aqueles que impediram o pleno reconhecimento do corpo – não se sabe 
ao certo se foram agentes do Instituto Médico Legal (IML) ou policiais – deveriam ser presos por 
“abuso de autoridade”. “Precisamos que alguém nomeie uma comissão internacional de peritos para 
fazer a análise desses corpos. Daqui a pouco vão enterrar esses corpos do jeito que estão, e proibir a 
exumação. Além de uma questão de respeito às famílias, o reconhecimento do corpo é um ato 
processual. Quem proíbe está violando o devido processo legal. Isso é para evitar que haja prova que 
possa condenar o policial”, afirmou.
Afastamento
Os seis policiais que participaram da ação, em Paraisópolis, foram afastados das ruas, restritos a 
funções administrativas. Paes de Souza defende que os agentes deveriam ser presos preventivamente, 
até a conclusão do inquérito. “Não estou culpando de antemão. Mas é que as primeiras versões do 
que aconteceu (comparado) com a dinâmica dos fatos e com as imagens que apareceram, não batem. 
Quando as opiniões estão contraditórias, é para gerar suspeita. Se isso acontece com um cidadão 
comum na cena do crime, a pessoa é presa”, detalhou.
Segundo o presidente da Associação União em Defesa da Moradia e Melhoria das Comunidades de 
São Paulo (AUDNC), José Maria Lacerda, também disse não acreditar na versão apresentada pela 
polícia. “O policial que me perdoe, mas não acredito na moto. Não acredito que essa moto entrou 
assim. Como é que em numa rua com cinco mil pessoas vem uma moto correndo, dando fuga? Não 
tem ninguém atropelado, não tem essa moto. Em quem vou acreditar?”, afirmou. Ele disse que o 
clima entre os moradores de Paraisópolis é de medo em relação à atuação da polícia.
“Nós, trabalhadores, não podemos aceitar isso com nossos filhos. Onde vamos parar? Vamos voltar à 
época da ditadura? Não podemos. Temos vários policiais bons na polícia. Meus filhos e meus netos 
quando saem às ruas não teriam que ter medo da polícia. Agora, se veem um policial na esquina, já 
saem correndo, porque estão com medo. Não podemos ter medo da polícia. Eu mesmo estou 
cismado”, relatou Lacerda.

VIDE|OS: TEMPOS DE VIRULÊNCIA !!


A PM também se especializou na repressão aos movimentos de reivindicação, sobretudo de 
professores cuja categoria é formada majoritariamente por mulheres.
No Blog de Esmael
A extrema violência da Polícia Militar em todo o País ressuscitou o debate sobre o modelo ostensivo 
de policiamento, qual seja, o fim da PM
A gota d’água foi o massacre de 9 jovens num beco em Paraisópolis, São Paulo, durante um baile 
funk. No entanto, infelizmente, os casos de covardia e violência contra a população mais pobre e 
negra não se esgotaram ali.
Espetadores e leitores do Blog do Esmael encaminharam aqui diversos vídeos sobre criminosas 
abordagens de PMs à população mais vulnerável (negra, pobre e jovem).
Numa das imagens fortes, morador de rua apanha da PM enquanto segura um prato de comida na 
mão; seu cachorro leva spray de pimenta nos olhos.
Noutro vídeo, dois homens são abordados no município de Pelotas (RS). São agredidos, espancados, 
mas estão com os documentos dias e não possuíam armas ou drogas. Então são liberados como se 
nada tivesse acontecido.
“Esse é o treinamento que recebem os policiais na academia de formação? Esse é o procedimento 
padrão para abordar dois jovens (provavelmente trabalhadores) que, afinal, não representavam 
qualquer risco e foram liberados?”, questionou o deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na 
Câmara.
Por estas e outras imagens que ainda hão de vir a público, não resta dúvidas de que a PM é racista e 
tem como alvo os negros e pobres. Ou esse modelo militarizado de polícia acaba ou ele acaba com 
os brasileiros.
Evidentemente que a liberalidade do presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Justiça, Sérgio 
Moro, que pretendem dar uma licença para os policiais matarem, facilita a matança sob a perspectiva 
da aprovação da excludente da ilicitude.
Essa concepção “militar” de inimigo interno cumpre uma ideologia das forças armadas que 
representa a falsa realidade, portanto, se esclarece que pretos, pobres e jovens não são inimigos a 
serem abatidos pela PM.
Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 20 mil policiais, em São Paulo, realizada no 
ano de 2014, apontou que 72% dos PMs se disseram favoráveis à desmilitarização.
Esses casos de extrema violência não ensejariam a reabertura do fim da PM?
Confira os vídeos:






segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Incêndio em Alter foi para ‘vender terreno’ em área com ‘policial por trás’, diz prefeito de Santarém em áudio


Por Maurício AngeloEm áudio inédito obtido pela Repórter Brasil, o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar (DEM), afirma
ao governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que o incêndio em Alter do Chão foi causado por
“gente tocando fogo para depois fazer loteamento, vender terreno” e que essas pessoas contam
com o apoio de policiais.
A gravação indica que Aguiar e Barbalho tinham ciência de que o local atingido, na região do
Lago Verde conhecida como Capadócia, é “uma área de invasores”. No áudio, Aguiar diz que “tem
policial por trás, o povo lá anda armado” e pede a intervenção não só do Corpo de Bombeiros, mas
também da Polícia Militar para “identificar esses criminosos”. O contato teria sido feito no dia em
que um incêndio de grandes proporções atingiu a Área de Proteção Ambiental de Alter,  em 15 de setembro.


Escute o áudio enviado pelo prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, ao governador do Pará, Helder Barbalho em 15 de setembro
A fala do prefeito coloca em xeque o inquérito da Polícia Civil, que prendeu na última terça-feira (26) quatro voluntários da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão, acusados de terem iniciado o fogo. Além disso, o áudio confirma a linha de investigação do Ministério Público Federal, que aponta que o incêndio em Alter do Chão foi provocado por grileiros interessados em vender lotes – e não pelos brigadistas
Procurado pela Repórter Brasil neste domingo (1º), Aguiar confirma o envio do áudio a Barbalho, e diz que “o governo respondeu prontamente, ainda pela manhã do domingo [15 de setembro], quando estava ocorrendo o incêndio. Chegou Polícia Militar, chegou Corpo de Bombeiros e à tarde chegaram soldados do Exército”. Ele, no entanto, faz a ressalva de que, como prefeito, não pode fazer prejulgamento e nem dizer quem é culpado [pelo incêndio], já que isso é um papel da polícia ou da Justiça.“Não afirmei que alguém teria tocado fogo no áudio que mandei para o governador, falei que é uma área de conflito desde 2015 e que tem uma pessoa foragida. Uma área perigosa, uma área de conflito e que a suspeita do incêndio era criminoso. Eu não sou polícia, sou prefeito, não tenho poder de investigação, nem de mandar na polícia”, afirmou.
Quando questionado sobre a prisão dos brigadistas, Aguiar afirma que como prefeito não poderia interferir em um inquérito da Polícia, destacando que a ordem de prisão partiu do Judiciário. “Executivo não tem que interferir no Judiciário”.
Aguiar também afirmou que foi um dos primeiros a chegar ao local das queimadas. “Fui o primeiro a chegar na área, encontrei os brigadistas, estavam só eles, umas 10 pessoas. E fomos lá ver se estavam precisando de ajuda, e acionei todo mundo para ajudá-los, sempre mantendo informado o governador, mandando áudios para ele”. O prefeito diz que também pediu que a Polícia Federal e a Polícia Civil investigassem a grilagem de terras e a especulação imobiliária em Alter do Chão. 
A prisão dos brigadistas gerou reações de organizações da sociedade civil e também de autoridades. Dois dias após a prisão, o governador do Estado trocou o delegado da Polícia Civil responsável pelo caso e o Ministério Público pediu acesso ao inquérito. 
Após a publicação da reportagem, o governo do Estado do Pará confirmou que recebeu o áudio de Aguiar. “Assim que recebeu a solicitação [do prefeito], o governador Helder Barbalho determinou que o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar dessem suporte à operação de combate ao incêndio – o que foi feito. Todos os recursos foram disponibilizados, inclusive aeronave de combate a incêndios florestais da PM”, diz a nota, destacando que a troca do delegado ocorreu porque o atual é especializado em crimes ambientais, o que não ocorria com o anterior. “É fundamental que o Estado chegue aos autores, que devem pagar pelos crimes cometidos”, ressalta.
Na quinta-feira (28), os quatro brigadistas foram soltos a pedido do mesmo juiz que havia autorizado a prisão, Alexandre Rizzi. No passado, Rizzi atuou como advogado de uma madeireira da família e, em 1994, chegou a criticar ação do Greenpeace na região. 
Mesmo soltos, Rizzi determinou que os quatro brigadistas devem comparecer mensalmente à sede da Justiça em Santarém, não podem sair às ruas entre 21h e 6h, não podem deixar a cidade sem autorização por mais de 15 dias e terão que entregar os passaportes à Justiça.
O inquérito da Polícia Civil que levou à prisão dos brigadistas foi criticado por não trazer evidências de crime, levar a conclusões sem provas, tirar frases de contexto e citar correlações que não se sustentam. A Polícia Civil acusou os quatro brigadistas de “dano direto à unidade de conservação e associação criminosa”. 
Grileiro foragido
Quando pediu acesso ao inquérito da Polícia Civil, o Ministério Público Federal emitiu nota afirmando que, na investigação federal, nenhum elemento apontava para a participação de brigadistas ou organizações da sociedade civil. “Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter”, diz a nota.
A investigação do MPF indica que os incêndios teriam começado em uma área invadida pelo grileiro Silas da Silva Soares, condenado pela Justiça Federal em 2018 e atualmente foragido. Soares foi condenado a seis anos e dez meses de prisão além de receber uma multa por instalar um loteamento urbano privado e promover desmatamento ilegal na região do Lago Verde.
Além da denúncia criminal contra o grileiro, tramita um processo civil iniciado pelo Ministério Público do Estado do Pará e enviado à Justiça Federal para obrigar a prefeitura de Santarém a fiscalizar e evitar a instalação de ocupações irregulares nas margens do Lago Verde.
O balneário de Alter do Chão vive pressão imobiliária e problemas fundiários com atuação de grileiros (Foto: Cristiano Martins/Agência Pará)
O presidente Jair Bolsonaro, que em agosto acusou ONGs de “estarem por trás das queimadas na Amazônia”, usou a prisão dos brigadistas para voltar a culpar organizações da sociedade civil pelos incêndios. Na sexta-feira (29), Bolsonaro acusou o ator Leonardo DiCaprio de “dar dinheiro” para “tacar fogo na Amazônia”. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também usou politicamente o episódio dos brigadistas. No Twitter, Salles postou trechos de diálogos dos brigadistas interceptados pela Polícia Civil.
O fogo em Alter do Chão consumiu uma área equivalente a 1.600 campos de futebol e levou quatro dias para ser controlado por brigadistas e bombeiros.
Prisão de responsáveis pelo ‘Dia do Fogo’ também foi questionada pelo MPF
A cerca de 700 quilômetros de Alter do Chão, um ataque organizado para incendiar áreas de reserva ambiental em Novo Progresso – que ficou conhecido como o ‘Dia do Fogo’ –, também contou com uma operação da Polícia Civil que foi questionada pelo Ministério Público Federal.
Em 3 de setembro, três trabalhadores rurais sem-terra foram presos, a mando da delegacia de Castelo dos Sonhos, em operação que também ia na contramão da principal linha investigativa conduzida pela Polícia Federal, que apontava como principais suspeitos fazendeiros, madeireiros e empresários de Novo Progresso.
Silvana Teixeira de Paula, 56, foi presa pela Polícia Civil em Novo Progresso (PA) acusada de grilagem de terras e de queimadas na região, mas foi solta 50 dias depois, após pedido do Ministério Público Federal (Foto: Fernando Martinho / Repórter Brasil).
Conforme revelou a Repórter Brasil, a investigação federal concluiu que os organizadores do ‘Dia do Fogo’ compraram combustível e contrataram motoqueiros para incendiar a floresta – ação que demanda investimentos que não condizem com o perfil dos sem-terra detidos. Os responsáveis pelo ataque racharam os custos de combustível e se articularam por meio de grupos de WhatsApp.
Os três sem-terra ficaram detidos durante 50 dias e foram soltos após publicação de reportagem da Repórter Brasil ter revelado que os articuladores das queimadas eram pessoas poderosas da cidade. A soltura foi determinada pela juíza Sandra Maria Correia da Silva, do Tribunal Regional Federal, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal. “Não entendo o motivo de estar presa”, disse Silvanira à Repórter Brasil em 23 de setembro, quando ainda estava na prisão de Novo Progresso. 
Nota da redação: A reportagem foi atualizada às 17h45 para incluir nota do governo do Estado do Pará.

Vídeo: apresentadora de TV expulsa convidado que negou ditadura no Chile


247 - Um convidado foi expulso de um programa de TV no Chile ao negar ter havido tortura e 
ditadura durante o governo de Augusto Pinochet. O trecho do vídeo circula nas redes sociais.
O entrevistado era o advogado Hermógenes Pérez de Arce, que falava, junto com outros convidados, 
no programa Bienvenidos 13 na última sexta-feira. 
A apresentadora Tonka Tomicic pediu para que ele se retirasse do estúdio. "Não se pode 
compartilhar o espaço televisivo com uma pessoa que está negando parte da história do Chile", 
justificou. O advogado disse ter sido censurado e se retirou.
O episódio acontece em meio às maiores mobilizações populares em três décadas no Chile. A 
população está nas ruas em protesto contra as políticas neoliberais do governo de Sebastián Piñera.
As manifestações têm sofrido fortes repressões de agentes militares, que já deixaram mais de 20 
mortos e mais de 200 cegos.

Massacre em Paraisópolis demonstra o perigo da “onda militarista”


Por Afrânio Silva Jardim  Publicado originalmente no Facebook do autor
MILITARES SÃO DOUTRINADOS E TREINADOS PARA SEREM AGENTES PÚBLICOS
TRUCULENTOS E INSENSÍVEIS ÀS DIVERSAS CONDIÇÕES HUMANAS.

“Metia um drone com granadas todo final de semana”: vizinhos ricos de Paraisópolis apoiam 
ação da PM
Este massacre em Paraisópolis, São Paulo, bem demonstra o perigo desta “onda militarista”.
A sociedade não pode continuar ameaçada por intervenções militares, humilhada e acuada por alguns 
policiais militares despreparados, violentos e sádicos.
É espantoso o corporativismo destas polícias. Antes mesmo de qualquer investigação, seus “porta-
vozes” já “inocentam” os policiais militares de qualquer responsabilidade penal !!!
Não resta dúvida de que toda esta forma truculenta de fazer polícia é uma ressonância do que o tosco 
presidente da república e alguns governadores incentivam publicamente.
Por isso, também as forças armadas devem ficar distante desta atividade civil, qual seja, manter a 
ordem pública interna.
As forças armadas não são treinadas para manter a ordem e fazer prisões, mas sim para eliminar o 
inimigo externo. São treinados para matar.
Chega de ameaças de intervenções militares em nossa vida política!!!
Chega de opressão e constrangimentos às nossas instituições democráticas!!!
A nossa combalida democracia continua ameaçada pelo autoritário “poder militar”.