sábado, 4 de junho de 2016

CAI O TERCEIRO MINISTRO DO INTERINO TEMER: OSÓRIO, DA AGU


Demissão de Fábio Medina Osório, nomeado para a Advocacia-Geral da União, foi anunciada 
neste sábado pelo jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do Globo e porta-voz informal do 
governo provisório de Michel Temer; são dois os motivos: (1) na base área de Brasília, ele 
tentou dar uma carteirada para conseguir um jato da Força Aérea Brasileira para viajar a 
Curitiba; (2) o governo o responsabiliza pela lambança ocorrida na EBC, com a demissão 
ilegal do presidente Ricardo Melo e a nomeação também ilegal do jornalista Laerte Rimoli, 
que iniciou um desmonte na empresa, interrompido por decisão do ministro Dias Toffoli; além 
disso, Osório também se indispôs com a advocacia ao abrir sindicância contra o antecessor 
José Eduardo Cardozo; com sua degola, ele se soma ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) e a 
Fabiano Silveira, demitidos do Planejamento e da Transparência

247 – Mantendo a média de um demitido por semana, o governo provisório de Michel Temer perde, 
neste sábado, seu terceiro ministro, que se soma aos já degolados Romero Jucá (PMDB-RR), do 
Planejamneto, e Fabiano Silveira, da Transparência.
Trata-se de Fábio Medina Osório, nomeado para a Advocacia-Geral da União, e cuja demissão foi 
anunciada neste sábado pelo jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista do Globo e porta-voz 
informal do governo provisório de Michel Temer.
São dois os motivos: (1) na base área de Brasília, ele tentou dar uma carteirada para conseguir um 
jato da Força Aérea Brasileira para viajar a Curitiba num jatinho da FAB; (2) o governo o 
responsabiliza pela lambança ocorrida na EBC, com a demissão ilegal do presidente Ricardo Melo e 
a nomeação também ilegal do jornalista Laerte Rimoli, que iniciou um desmonte na empresa, 
interrompido por decisão do ministro Dias Toffoli.
Além disso, Osório também se indispôs com a advocacia ao abrir sindicância contra o antecessor 
José Eduardo Cardozo; com sua degola, ele se soma ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) e a 
Fabiano Silveira, demitidos do Planejamento e da Transparência.

Leia, abaixo, a nota de Moreno:

Queda a jato
Há ministros caindo por causa da Lava-Jato. Mas tem um que deverá cair nas próximas horas por 
causa de um jato. Isto mesmo: um jato.
Trata-se de Fábio Osório, advogado-geral da União, que provocou um fuzuê ao tentar embarcar esta 
semana para Curitiba, na Base Aérea. Negado o pedido, Osório deu uma carteirada nos oficiais da 
Aeronáutica, dizendo ter status de ministro de Estado.
A confusão chegou ao gabinete do presidente.
Para complicar ainda mais a situação de Osório, Temer descobriu que Tóffoli só revogou a decisão 
de demitir o presidente da EBC nomeado por Dilma porque o advogado-geral da União, que deveria 
fazer a defesa do governo, estava nessa fatídica viagem a Curitiba.
Agora, até o padrinho do advogado, o ministro Eliseu Padilha está pedindo sua cabeça ao presidente.
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DILMA RIDICULARIZA O GLOBO


Ela conheceu o cabeleireiro quatro anos depois... (Foto: Anselmo Cunha / Mídia NINJA)... Ela 
quer ver o Merval provar 

A Presidenta Dilma Rousseff participou nesta sexta-feira (03) da cerimônia de lançamento do livro 
“A Resistência ao Golpe em 2016”, realizada em ‎Porto Alegre. Em seu discurso, Dilma reiterou que 
o processo de impeachment foi um Golpe e tratou da denúncia que O Globo publicou hoje - e que 
fará Dilma processar o Ataulpho Merval.
"Hoje o Globo montou uma estratégia para atingir a minha imagem, dizendo que especificamente 
refinaria de Pasadena pagou as contas do meu cabeleireiro", apontou Dilma, em afirmação que 
levou a plateia a gargalhar. 
"Tenho os comprovantes de que paguei a passagem e serviço de cabelo. Mas o mais interessante é 
que eles ligam o cabelo com Pasadena. Acontece que Pasadena foi em 2006, e eu fui conhecer o 
(cabeleireiro) Celso Kamura apenas quatro anos depois", explicou.
A Presidenta ainda questionou os métodos usados pela imprensa e assegurou que nenhuma das 
acusações comprovará qualquer participação dela em atos ilícitos. "Como pode isso? Mas isso já 
fizeram inúmeras vezes. Eles vão tentar de qualquer jeito me incriminar. Mas eu adianto que vai 
ser muito difícil", afirmou.
Sobre o processo de impeachment, Dilma explicou como agiram os golpistas em 2016. O método 
utilizado foi diferente daquele de 1964, mas o resultado foi o mesmo.
"Há uma diferença entre o golpe militar, a ditadura e o golpe parlamentar na democracia. Se 
considerarmos que a democracia é uma árvore, o golpe é um machado. O golpe parlamentar, no 
entanto, é um parasita que suga, que impede que as instituições funcionem plenamente", finalizou 
Dilma.
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sexta-feira, 3 de junho de 2016

DILMA VAI PROCESSAR O MERDAL!


Que não se perca pela companhia...  Ela tem todos os recibos do cabeleireiro 

A propósito de uma "vazação seletada de um delatoso" para o Ataulpho Merval, veja a 
resposta da Presidenta Dilma:  

SOBRE A MANCHETE DE ‘O GLOBO’

A respeito da manchete do jornal O Globo desta sexta-feira, 3 de junho – “Esquema da Petrobras 
pagou despesas pessoais de Dilma” – a Assessoria de Imprensa da Presidenta Dilma Rousseff 
esclarece:
São completamente descabidas e sem fundamento as informações divulgadas pelo jornalista Merval 
Pereira. Jamais, em tempo algum, qualquer despesa pessoal da Presidenta Dilma Rousseff foi paga 
por esquemas ilícitos ou provenientes de corrupção.
Mais uma vez, há uma tentativa de atingir a honra da Presidenta com o objetivo de manipular a 
opinião pública para facilitar a tramitação do processo de impeachment. Diante da acusação de golpe 
recorrem às armas da mentira e da calúnia.
Vamos aos fatos.
A contratação do cabeleireiro Celso Kamura foi feita em 2010, quando o profissional passou a 
prestar serviços, mediante contrato com a produtora, para a campanha de eleição da Presidenta 
Dilma Rousseff. Isto ocorreu quatro anos após a operação de aquisição pela Petrobras de 50% das 
ações da Refinaria de Pasadena. 
Em 2014, Celso Kamura foi contratado novamente, e de forma oficial e registrada, para a prestação 
dos mesmos serviços durante a campanha da reeleição.
Entre 2011 e 2015, por ocasião de pronunciamentos oficiais da Presidenta Dilma Rousseff, o 
profissional prestou os mesmos serviços, sendo pago pela produtora responsável.
Nesse período, Celso Kamura foi contratado pela própria Presidenta para serviços particulares, sendo 
remunerado pessoalmente por ela. Estão em poder da Presidenta os comprovantes de pagamento 
devido aos deslocamentos (São Paulo ou Rio de Janeiro para Brasília) e aos serviços prestados por 
Celso Kamura.
TODAS AS DESPESAS PESSOAIS DA SENHORA PRESIDENTA DA REPÚBLICA TÊM 
ORIGEM COMPROVADA.
Espanta que o jornal O Globo dê divulgação a informações duvidosas e mentirosas. A Assessoria de 
Imprensa da Presidenta sequer foi procurada.
Para finalizar, a Presidenta Dilma Rousseff anuncia que tomará as providências devidas na Justiça 
para reparar todas as acusações difamatórias e caluniosas que foram contra ela proferidas.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
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ELEIÇÃO JÁ! O PROBLEMA É O PT!

"Partidismo" do PT é o quanto pior melhor... de esquerda Capa da revista Piauí 117

O ex-presidente da UNE, ex-ministro do Esporte e deputado federal pelo PCdoB de São Paulo, 
Orlando Silva fez proposta tão ousada quanto mortífera: um ovo de Colombo.
A presidenta Dilma deve propor eleição já ou plebiscito – dá no mesmo – ANTES da segunda 
(Não deixe de ler, aqui, também, o artigo de Haroldo Lima com a mesma tese.)
Porque tem a vantagem, inclusive, de mudar votos, já que, como diz o Requião, se a votação fosse 
hoje, com a sucessão de desastres e recuos do Traíra – o Boulos que o diga - o impeachment tinha 
(Embora, com o trem pagador que o Temer descarregou no Supremo e em todo o funcionalismo 
publico, o poder de fogo do Governo interino tenha aumentado tanto quanto diminuiu o do 
Meirelles…)
Por que essa ideia do Orlando – propor a eleição ANTES! - não contagiou ainda os que defendem a 
Dilma?
Em Brasília e nas ruas?
Porque o PT não deixa!
A essa altura, o PT congelou a proposta inevitável da eleição (ou plebiscito).
Uma proposta que a própria Dilma pode aceitar, se é que já não aceitou.
Desde que, como diz fonte do ansioso blogueiro, ela “seja instada” a aceitar, “para não desapontar” 
aqueles que, até aqui, querem que ela volte com todo os poderes até 2018.
Na semana passada, três emissários estiveram com o Presidente Lula.
O ansioso blogueiro soube que Lula topa: ela propor a eleição ANTES da segunda votação no 
senado.
Mas, depende dela e do PT – é o que se sabe da posição do Lula.
Sim, mas.
Mas, é por conta do Rui Falcão e do PT.
Falcão estaria numa intransigente posição “partidista”, como diz uma fonte.
Defender os interesses restritos do PT e ignorar o “panorama geral“.
O “panorama geral” é claro: em dois anos, o Traíra vende a Petrobrax à Chevron do Cerra; “foca” o 
Bolsa Família e joga as “cadelas” de volta à miséria; tira o salário mínimo dos proventos da 
aposentadoria; entrega o SUS aos planos de saúde que financiam seu ministro da (sic) Saúde; o 
Gatinho angorá e a Maria Silvia financiam as empresas de engenharia americanas que vão meter a 
mão na infra-estrutura; e o Cerra entra – sem sapatos – na TPP do Obama!
Em dois anos o Brasil vira do lado avesso – do lado errado!
E, qual seria a estratégia do PT, hoje?
Deixar o Temer se arrebentar para que o PT chegue a 2018 com uma narrativa eleitoral invencível: 
eu não disse?
É uma variante – de esquerda… - do “quanto pior melhor”…
O partidismo do PT imobiliza, por exemplo, a CUT.
Que, como o PT, não quer pedir eleições, porque seria uma forma de “legalizar” o Golpe?
Mas, como, “legalizar” o Golpe ?
Até a “Gazeta da Manhã”, de Pyongyang, já disse que foi Golpe!
Não há como “legalizar” o que foi Golpe!
O Golpe está dado!
E é preciso transformar a derrota em vitória.
Dar sentido politico à derrota!
Se o Temer não tem condições de governar, a Dilma também não!
Quem deve dizer quem vai governar é o eleitor!
Devolver o Brasil ao soberano: o povo!
Ou, para agradar o Rui Falcão: ao trabalhador!

PHA

GUILHERME WEBER SENSACIONAL !! NO JÔ: "ULTIMAMENTE, FORA TEMER". ASSISTA !



Depois de um entrevista sobre seu filme Deserto, a história de uma velha trupe circense, gravada no 
interior da Paraíba, o ator e diretor Guilherme Weber deu um jeito e “encaixou” no final da última 
pergunta, sobre em que estava atuando agora: Ultimamente, Fora Temer…
Uns segundos de surpresa do apresentador e platéia e, em seguida, fortes palmas.
Você pode ver a boa entrevista de Weber, na íntegra, aqui.
E, abaixo, o trecho final, que alguém já começou a rodar nas redes sociais esta madrugada.

AECÍM, E A PAPUDA A SUA ESPERA!


Um dia Furnas ia pegar ele (e todo o PSDB)!

A casa caiu, playboy !
Excelente reportagem de Henrique Beirangê na Carta Capital desta semana descreve os passos da
iminente proscrição de Aecím da vida publica - para se dedicar à privada.
O Torquemada do impeachment, aquele que não aceitou a derrota, vai acabar na Papuda.
Beirangê antecipou a decisão que está hoje no PiG: até Gilmar - até-o-Gil-mar!, se-nho-res! - 
autorizou o Supremo a julgar o Aecím, diante do parecer do Janot - até-o-Ja-not!, se-nho-res!
O Brasil assistirá, fascinado, o Supremo abrir a Lista de Furnas!
Em homenagem à imerecidamente longa carreira do Aecím, o Conversa Afiada a divulga, com 
entusiasmo!
Note, amigo navegante, quem encabeça a Lista: ele, o Padim Pade Cerra, que, breve, seguirá os 
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PETROLEIROS: PEDRO, O PARENTE OTÁRIO DE BUSH, MOSTRA A QUE VEIO


Ao assumir a Presidência da Petrobras nesta quinta-feira, o tucano Pedro Parente deixou claro 
a que veio: retomar a agenda de privatização que iniciou no governo FHC, quando aprovou no 
Conselho de Administração mudar o nome da empresa para Petrobrax e entregar 30% da 
Refap à Repsol, segundo a Federação Única dos Petroleiros; "Agora, a bola da vez é o Pré-Sal, 
o troféu que José Serra e Michel Temer prometeram entregar aos financiadores do golpe. 
Pedro Parente chegou avisando que "a Petrobrás apoia a revisão da lei do Pré-Sal", 
reforçando o que Temer já havia anunciado: o apoio ao PL 4567/2016, que está em tramitação 
na Câmara dos Deputados; para impedir que o texto seja aprovado, a FUP, Aepet e FNP 
realizam um ato público na Casa

Por FUP

Ao assumir a Presidência da Petrobrás nesta quinta-feira, 02, o tucano Pedro Parente deixou claro a que veio: retomar a agenda de privatização que iniciou no governo FHC, quando aprovou no Conselho de Administração mudar o nome da empresa para Petrobrax e entregar 30% da Refap à Repsol.
Agora, a bola da vez é o Pré-Sal, o troféu que José Serra e Michel Temer prometeram entregar aos financiadores do golpe. Pedro Parente chegou avisando que "a Petrobrás apoia a revisão da lei do Pré-Sal", reforçando o que Temer já havia anunciado: o apoio ao PL 4567/2016, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.
O objetivo é tirar a Petrobrás da função de operadora única e acabar com a participação mínima que tem de 30% nos campos licitados. Se isso acontecer, a empresa perderá 82 bilhões de barris petróleo, levando em conta as estimativas de que o Pré-Sal tenha 273 bilhões de barris de reservas. Que petrolífera no mundo abriria mão de todo esse petróleo, como pretende fazer o recém empossado presidente da Petrobrás?
Tucanos prometeram acabar com o regime de partilha
A proposta que deu origem ao PL 4567/2016 já foi aprovada no Senado, através do PLS 131/2015, do tucano José Serra, atual ministro das Relações Exteriores, que desde 2010, quando disputava a eleição presidencial, havia prometido à Chevron e às outras multinacionais acabar com o Regime de Partilha do Pré-Sal.
Se o projeto passar também pela Câmara, abre o caminho para retomar o modelo de concessão, como querem os golpistas. Para impedir que o PL 4567/2016 seja aprovado, os petroleiros têm feito grandes enfrentamentos em Brasília. No próximo dia 14, junto com a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, a FUP, Aepet e FNP realizam um ato público em defesa do Pré-Sal, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.
O DNA privatista de Pedro Parente
Entre março de 1999 e dezembro de 2002, Pedro Parente participou ativamente do Conselho de Administração da Petrobrás, onde aprovou medidas privatistas que causaram prejuízos irreversíveis à companhia:
• Alteração do estatuto da Petrobrás para facilitar a privatização da empresa, a começar pela abertura do capital a investidores estrangeiros. O governo FHC entregou 36% do controle estatal da Petrobrás aos acionistas privados, submetendo a empresa aos interesses do mercado internacional.
• Entrega de 30% da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) à Repsol, numa troca de ativos realizada em dezembro de 2000, que causou prejuízos de US$ 2,3 bilhões à Petrobrás. Os petroleiros denunciaram a negociata, onde a estatal cedeu US$ 3 bilhões em ativos e recebeu em troca US$ 750 milhões. Pedro Parente é um dos denunciados na ação que corre na justiça há 15 anos, mas que só agora o STJ aprovou a realização de perícia no contrato entre a Petrobrás e a Repsol. Em dezembro de 2010, após muita luta da categoria, a Refap voltou a ser 100% Petrobrás.
• Mudança do nome da Petrobrás para Petrobrax, um projeto orçado em 50 milhões de dólares, anunciado no final de dezembro de 2000, que tinha por objetivo arrancar o BR e as cores verde e amarelo da empresa, aniquilando sua identidade nacional, para facilitar a privatização. Diversos setores da sociedade civil se mobilizaram e os tucanos foram obrigados a voltar atrás.
• Contratos de parceria da Petrobrás com o setor privado, entre 2000 e 2003, para construção de usinas termoelétricas, se comprometendo a garantir a remuneração dos investidores, mesmo que as empresas não dessem lucro. O valor das usinas equivalia a um terço das chamadas “contribuições de contingência”, que geraram prejuízos de mais de US$ 1 bilhão à Petrobrás.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

MTST COMEMORA: MINHA CASA FICA !


Movimento ocupou a Presidência em SP! Guilherme Boulos, líder do MTST, comemora o 
recuo (Foto: Mídia NINJA)

Após onda de manifestações populares contra cortes na habitação, Temer é obrigado a retroceder
Centenas de pessoas comemoram agora na Avenida Paulista a grande vitória do movimento, enquanto os presos após ação arbitrária da PM pela tarde discussão no carro de som.
"Pra aqueles que não acreditavam na gente, aqueles que acreditavam que barrariam a gente com repressão, a nossa melhor resposta é: engulam a nossa vitória! Arrego teve em Brasília, aqui não, aqui é vitória!"





Em portaria a ser divulgada nos próximos dias, o Ministério das Cidades revoga o corte das casas já contratadas pelo programa 'Minha Casa Minha Vida 3 anunciado no último dia 12, após entrada do governo interino e ilegítimo de Michel Temer.
A medida gerou uma revolta popular comandada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), principalmente em São Paulo, onde eles ocuparam, no dia 22, a entrada da casa de Temer, e hoje (1), o escritório da Presidência da República, na Av. Paulista.



Essa é mais uma derrota do governo golpista, que recuou ao recriar o Ministério da Cultura após a mobilização nacional de ocupação de prédios pertencentes à pasta, e agora recua na área habitacional.
Ainda na Mídia Ninja, sobre a ocupação de ontem:
Frente 'Povo Sem Medo' ocupa escritório da presidência em São Paulo
Ação faz parte da série de investidas do Movimento contra o golpe no Brasil



Seguindo a onda de ocupações contra o golpe, a frente Povo Sem Medo, composta por centrais sindicais e o MTST (Movimento dos trabalhadores sem teto), ocuparam hoje (1), às 14h, o escritório da presidência da república, na Av. Paulista, em São Paulo.



"Não vamos aceitar os cortes das casas já contratadas do programa 'Minha Casa Minha Vida' que esse governo ilegítimo está fazendo. Estamos nos mobilizando contra isso. Foi um gesto irresponsável", afirma Guilherme Boulos, presidente do MTST.
Cerca de 300 pessoas participaram da ação, que marca outra ofensiva do grupo contra o governo ilegítimo de Michel Temer. No último dia 22, eles organizaram ato de escracho ao lado da casa do golpista, reunindo 30 mil pessoas na marcha, e ocuparam a entrada da sua mansão. Em ofensiva ilegal, a polícia reprimiu violentamente os manifestantes.



"Os fatores preponderantes para a nossa ocupação são os cortes no programa Minha Casa Minha Vida, que vai desfavorecer as famílias mais pobres. Não temos data para sair, só desocupamos quando o governo ilegítimo de Temer revogar os cortes", disse Paulo Sérgio, da ocupação Paulo Freire, do MTST.







CENÁRIOS: AS PERSPECTIVAS TEMER, O ANÃO DE CU...NHA



Luis Nassif

Movimento 1 – Michel, o interino, torna-se Michel, o breve.

A cada dia que passa, a sucessão infindável de erros deixa nítida a incapacidade do presidente interino de tocar o país. Não tem noção de como se portar em um presidencialismo de coalizão. Deixou o barco solto, loteou o Ministério de uma forma irresponsável que nem o próprio José Sarney ousou, soltou as rédeas liberando o ataque bárbaro às instituições, cada grupo tratando de saquear o território conquistado.
Há um conjunto de instituições cuja cultura vem se desenvolvendo no tempo, independentemente do presidente de plantão. É o caso da EBC, IBGE, IPEA, Secretarias de direitos humanos, CGU.
A horda bárbara não está deixando uma instituição sequer de pé.
Nem com as benesses prometidas ao funcionalismo lograrão trazer paz nessa área.
Some-se a profusão de grampos vazados impedindo a consolidação de qualquer acordo político permanente.
Mesmo com toda a boa vontade, nem a Globo conseguirá carregar o peso do governo interino.

Movimento 2 – as investidas antissociais.

Coloque-se de um lado a perda da legitimidade. De outro, a falta de limites no desmanche do estado de bem-estar social – de um país que mal galgou os primeiros degraus civilizatórios. A resultante será a explosão de manifestações contrárias ao interinato.
O projeto DRU (Desvinculação de Receitas Orçamentárias) anda a passos largos. Ele permite à União utilizar parte de suas receitas livremente, sem obedecer às vinculações previstas. A intenção é aumentar a DRU de 20% para 30% do orçamento.
Há uma opção clara pelas diversas dinastias que controlam essa volta à República Velha, com a conta recaindo sobre os interesses difusos da sociedade.
As medidas significarão cortes na educação e saúde. Ao mesmo tempo serão dados reajustes ao funcionalismo público e se proibirá desvincular fundos do norte e nordeste e aqueles instituídos pelas procuradorias estaduais, Tribunal de Contas, Judiciário e Ministério Público.

Movimento 3 – o avanço da radicalização

Os últimos movimentos da Lava Jato deixam claro que Sérgio Moro, com toda sua severidade, é agente moderador. A radicalização parte do Ministério Público Federal, com a Polícia Federal a reboque, valendo-se do alinhamento com o Tribunal Regional Federal da região.
Nas próximas semanas haverá o acirramento do embate entre os jovens turcos do MPF e da PF contra outras forças sociais. Alguns ensaios já são perceptíveis:

1.     A tentativa de delegados da PF de Curitiba de calar jornalistas.

As investidas contra o jornalista Marcelo Auler, incluindo a tentativa de impor censura prévia despertou parte da mídia para os riscos da falta de limites da Lava Jato. Outros jornalistas estão sendo processados – incluído eu -, com as ações sendo conduzidas em tribunais do Paraná. De certo modo, sinaliza que não prosperou a tentativa de envolver jornalistas e blogueiros nas delações da Lava Jato. Mas a visão de uma Lava Jato intocável, que não pode ser criticada, é sinal evidente do sentimento de onipotência que vem acometendo membros de ambas as corporações.
Pela primeira vez, os grupos de mídia deram-se conta dos riscos implícitos nos superpoderes que a própria mídia conferiu à República de Curitiba.

2.     O vazamento das investigações contra o presidente do Bradesco.

De uma só penada, o vazamento implicou em uma perda de R$ 5 bilhões no valor de mercado do banco. Quais os elementos para o indiciamento? A informação de que consultores fiscais foram ao Bradesco oferecer seus trabalhos e Luiz Trabuco passou pela reunião rapidamente e cumprimentou-os.
Nas explicações dos delegados, não há nada a mais do que isso, nenhuma comprovação de que os trabalhos foram contratados ou de que o Bradesco tivesse seus pleitos acatados pelo CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) – na votação, aliás, o banco perdeu seu recurso por 6 a 0. Apenas um cumprimento rápido em uma reunião inconclusiva já bastou para um indiciamento da Polícia Federal seguido de um vazamento, ao custo ínfimo de R$ 5 bilhões.
Não importa. O novo normal jurídico é o vazamento e a antecipação do julgamento. E quem vai coibir os abusos, se vazamentos ocorrem em inquéritos em mãos de delegados, de procuradores, do Procurador Geral e do Supremo?
A propósito, uma pequena demonstração de como países civilizados tratam vazamentos:
Do Pragmatismo Político
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/a-suecia-nao-tolera-juizes-como-sergio-moro-e-gilmar-mendes.html

Aplaudido por parte da população por sua cruzada contra a corrupção no país, o juiz Sergio Moro tem por outro lado sofrido críticas em relação aos métodos empregados na Operação Lava Jato, que envolvem estender o prazo de prisões preventivas para fechar acordos de delação premiada antes de levar suspeitos a julgamento. São métodos juridicamente válidos?
GÖRAN LAMBERTZ: Não gostaria de emitir juízo sobre qualquer processo legal conduzido no Brasil. E nem poderia fazê-lo, à distância e sem conhecer os pormenores do caso. O que posso dizer é que estes tipos de método não são usados aqui na Suécia. Minha impressão é de que tais métodos não deveriam ser usados por um juiz em sua posição como magistrado. Não me parece que, ao adotar tais métodos, um juiz estaria agindo como um juiz deve agir.
Tanto o ministro da Justiça do Brasil como um dos integrantes da Suprema Corte, Marco Aurélio Mello, sugeriram que o juiz Sergio Moro cometeu um crime ao tornar público o teor da gravação de conversa telefônica entre a presidente da república e o ex-presidente Lula. Já o juiz Moro se defendeu dizendo que a divulgação da conversa seria de interesse público. O Conselho Federal da OAB também diz que a sociedade tem o direito de ter acesso a todas as informações. Quem tem razão, a seu ver?
GÖRAN LAMBERTZ: Devo dizer que não posso tecer comentários a respeito. Porque trata-se de algo tão impensável na Suécia, que não consigo sequer imaginar que isso possa ocorrer. Valer-se de grampos e divulgar conversas telefônicas interceptadas, seja de que cidadão for, não é tarefa de um juiz.

Movimento 4 - A ofensiva contra o Congresso

Conforme explicado em outros Xadrezes, a alternativa construída para o caso de fracasso do interino, passa pelo PSDB, e consiste dos seguintes passos:
1.     Ofensiva do PGR sobre a bancada do Congresso envolvido com a Lava Jato. Com a operação, capa-se a influência dos caciques pemedebistas, obrigando o interino a amparar-se no PSDB.
2.     Radicalização das ações repressivas – puxadas pela PM paulista e, agora, azeitadas pelo Gabinete de Segurança Institucional e pelo Ministério da Justiça. Esse movimento crescerá na proporção direta do aumento das manifestações de movimentos populares. A cena do PM paulista dando uma gravata em uma manifestante será a constante, daqui para frente.
3.      Avanço em alguma emenda constitucional que institua o tal do semi-presidencialismo.
4.     A continuidade da estratégia da Lava Jato e da PGR de inabilitar Lula (http://migre.me/tZO33). Prova é a reportagem da Folha mostrando que o MPF resistiu à delação do presidente da OAS, por sua relutância em incriminar Lula. Não há mais nem a preocupação de disfarçar o caráter partidário da Lava Jato.
Comece a olhar a Folha com outros olhos – mesmo mantendo um pé atrás. É possível que finalmente tenha caído sua ficha de que há um enorme espaço a ser ocupado pelo jornalismo isento, que faça o contraponto.

Tendências majoritárias

Por todos esses fatores, permaneço com o último cenário. O governo interino não segura a peteca. Mas o impeachment não será derrubado se não houver garantia expressa de que não se voltará ao padrão anterior do governo Dilma.
A saída mais provável será a da antecipação das eleições.
Se Dilma empunhar a bandeira, derrotará o impeachment e será a grande condutora da transição. Se não empunhar terá que se contentar ou com a consolidação do impeachment, ou com diretas deixando ela de lado.

ATÉ QUE ENFIM !! CONTADORA E INFORMANTE INFILTRADA NA GLOBO JATO É OUVIDA OFICIALMENTE

Por Marcelo Auler

A contadora de Youssef, Meire Poza, passou quatro horas prestando depoimento na Procuradoria Regional da República em São Paulo.
A contadora de Youssef, Meire Poza, passou quatro horas prestando depoimento na Procuradoria Regional da República em São Paulo.
Enfim, a contadora falou. Por mais de quatro horas seguida, Meire Bonfim da Silva Poza, que entre 2012 e 2014 trabalhou como contadora do doleiro Alberto Youssef, pela primeira vez prestou um depoimento oficial. Nele, narrou seu envolvimento com o doleiro e deu detalhes de como se aproximou da Força Tarefa da Operação Lava Jato tornando-se uma verdadeira “infiltrada” entre os investigados. Depois, tornou-se oficialmente testemunha do juízo a pedido do titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro.
Foi uma relação extremamente heterodoxa, sem registros oficiais. Mas muito intensa. A tal ponto que delegados e agentes federais queriam instalar um microfone subcutâneo para ela gravar todas as conversas, sem necessidade de transportar aparelhos escondidos. Ela recusou a proposta por medo. Hoje, Meire se sente abandonada pelos policiais federais que imaginava que tinham se tornado “amigos”. Foi intimada a prestar depoimento em um inquérito no qual suspeita que será indiciada e confessou ter medo de retaliações que possam atingi-la ou à sua filha. Pediu oficialmente proteção.
O depoimento de Meire, ainda mantido em reserva, foi prestado na segunda-feira à tarde (30/05), no gabinete do procurador regional da República de São Paulo, Osório Barbosa. Contou com a participação/assistência do advogado Humberto Barrionuevo Fabretti, doutor em Direito, criminalista, professor de Direito Penal da Faculdade Mackenzie, em São Paulo, e membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim).
Na revista CartaCapital a fotografia do delegado Marcio Anselmo Adriano, que Meire tem no celular: ele fantasiado de MC. Intimidade entre os dois. Reprodução
Na revista CartaCapital a fotografia do delegado Marcio Anselmo Adriano, fantasiado de MC, que Meire leva no celular: Intimidade entre os dois. Reprodução
O encontro foi feito a partir de uma iniciativa deste blog. Quando, na semana passada, nos encontramos pessoalmente com Meire, ela lamentou que todos que lhe procuraram “tiraram uma casquinha de mim e nada fizeram para me ajudar”. Falou dos seus receios e medos e da vontade de ter algum tipo de proteção. Diante disto, recorremos ao procurador Barbosa, que conhecemos desde os anos 90 quando ele atuava em Manaus, na primeira instância. A ideia era tomar a termo o que ela tinha a dizer e depois distribuir o depoimento aos órgãos que possam tomar providencias.
Ao advogado Fabretti chegamos através de amigos comuns e ele se dispôs a acompanhar a causa gratuitamente. Ele a acompanhará nesta quinta-feira à Superintendência do DPF em São Paulo.
Até então Meire contava com o auxílio do advogado Haroldo Nater, de Curitiba, que também a atendeu gratuitamente. Foi ele, como falamos na reportagem “Quem com ferro fere… Força Tarefa da Lava Jato pode tornar-se alvo de delação premiada”, em 30 de abril, quem encaminhou ao então ministro da Justiça, Eugênio Aragão, cópia de mensagens que Meire trocou quando era colaboradora infiltrada da Força Tarefa da Lava Jato.
Além das mensagens divulgadas pela revista CartaCapital, na edição com data de capa de 27 de abril, que circulou a partir na sexta-feira, dia 22/04, com a reportagem “Os segredos de Meire“, o advogado entregou outras. Mas não levou e-mails como os que a revista teve acesso. Neles estão diálogos entre Meire agentes e delegados federais, além de procuradores da República. Alguns mostram uma relação mais intima do que a normal entre uma informante de agentes do Estado. Ela tem, inclusive, como consta da revista, fotos pessoais destes agentes, entre as quais a do delegado federal Márcio Anselmo Adriano fantasiado de MC.
Youssef e o grampo que descobriu na cela da SR/DPF/PR
Youssef e o grampo que descobriu na cela da SR/DPF/PR
Grampo na cela – Curiosamente, Meire jamais foi ouvida sobre sua participação na Lava Jato. Tampouco indiciada por crimes que praticou na lavagem de dinheiro e emissão de notas frias. Na ocasião em que colaborou com as autoridades, procuradores da República chegaram a lhe propor uma Delação Premiada. Os delegados federais opinaram contra. Entenderam que seu depoimento como testemunha tinha mais força do que através de uma delação. Ela fiou-se nas promessas de que jamais a indiciariam, embora em determinadas conversas tenha admitido que se achasse ré. Mas as promessas parecem não terem sido cumpridas. Tinha que estar no papel, o que não aconteceu.
O único depoimento oficial que ela deu foi a um delegado que ela admite ter sido Alfredo Junqueira, da Coordenadoria de Assuntos Internos (Coain) da Corregedoria Geral (Coger) do DPF. Ele a ouviu após o então ministro Aragão determinar ao diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, o testemunho dela sobre o que tinha visto e ajudado a fazer.
Junqueira a ouviu na mesma sala do aeroporto de Congonhas onde esteve Luis Inácio Lula da Silva, em 4 de março passado, quando o ex-presidente foi levado coercitivamente pela equipe da Lava Jato para prestar depoimento. Mas, ainda segundo Meire, o delegado, que preside uma sindicância sobre o Grampo encontrado na cela de Alberto Youssef em abril de 2014, só queria informações a respeito deste caso.
Meire diz ter afirmado que sabe que o grampo foi colocado pela Polícia Federal, mas jamais terá como provar tal fato, por isso não tinha muito a contribuir. Segundo ela, foi o ultimo depoimento colhido pelo delegado. Por informações levantadas pelo blog há 15 dias em Curitiba e em Brasília, a Sindicância estava pronta para se tornar um inquérito no qual deveriam ser indiciados um delegado e três agentes da Polícia Federal de Curitiba. Oficialmente, porém, nada aconteceu e ninguém ainda foi indiciado. O resultado dessa sindicância foi prometido ao juiz Sérgio Moro pelo corregedor do DPF, delegado Roberto Mario da Cunha Cordeiro, para o mês de novembro passado. Até hoje não foi entregue e não houve nenhuma nova cobrança.
Venda de um imóvel – Nesta quinta-feira (01/06) ela estará na Superintendência do DPF em São Paulo para prestar depoimento. Segundo ela levantou, trata-se de um inquérito que investiga a venda que ela fez de uma loja comercial de Youssef. Como o imóvel estava em nome de terceiros (laranjas), ela o transferiu para seu nome e fez a sua comercialização. A venda, segundo explica, foi a maneira que encontrou de conseguir dinheiro, após a prisão do doleiro em 17 de março de 2014, para pagamentos das despesas da empresa de Youssef na qual ela trabalhava – GFD.
Parte do que arrecadou serviu ainda para pagar a um cliente seu, que dias antes da prisão de Youssef, havia combinado de trocar o cheque por dinheiro vivo, mediante comissão de 4%, de forma ao cliente não ter que declarar aquela verba. O doleiro depositou o cheque e, em seguidas foi preso e teve as contas confiscadas, sem repassar o dinheiro ao cliente de Meire. Toda esta operação, segundo ela, foi narrada não só aos policiais federais, mas em juízo, quando ela depôs como testemunha.
A defesa de Youssef, a cargo do advogado Antonio Figueiredo Basto, chegou a pedir providencias em juízo com relação a este imóvel e alega que nada foi feito. Meire garante que prestou contas do dinheiro e do que pagou com o mesmo. Mas, pelo que se está vendo, somente agora, depois que Meire veio a público revelando a sua relação com os operadores da Lava Jato é que houve a iniciativa de investigá-la.
Depoimento será distribuído – O procurador regional, Osório Barbosa, aguarda apenas a contadora Meire e seu advogado apresentarem cópias dos documentos que ela possui para remeter o depoimento a diversas autoridades entre as quais, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o sub-procurador Mário Bonsaglia, que coordena a 7ª Câmara da PGR, onde cuidam justamento do controle externo da Policia Federal, os procuradores encarregados deste controle nos estados de São Paulo e Paraná, o diretor-geral e o corregedor do DPF, o Conselho Nacional de Defesa dos Direitos Humanos e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos para que providencie uma forma de proteger a contadora. Meire ainda deverá ser convidada a depor na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

JOGO DE CENA ENTRE O SUPREMO E MPF: JANETE REPASSA A BOLA AO GILMAR E DIZ: INVESTIGAR AÉCIM É IMPERIOSO ! ........ KKKKKKKKKKK......


“Como adiante se demonstrará, o pedido que deu origem à instauração deste inquérito foi 
devidamente acompanhado não só de notícia de novas provas como também de efetivamente 
novas provas, suficientes à convicção do Ministério Público Federal de que, para uma completa 
elucidação dos fatos, faz-se imperioso o prosseguimento das investigações", disse o procurador-
geral Rodrigo Janot no despacho de 41 páginas em que pede investigação sobre a ligação de 
Aécio com o caso Furnas; ele também fez uma crítica à blindagem judicial, ao dizer que “a 
conduta de Aécio Neves no que diz respeito ao nominado ‘esquema de Furnas’, a rigor, nunca 
foi efetivamente investigada”; ministro Gilmar Mendes defendia o arquivamento do caso.

Minas 247 – Os jornalistas Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo obtiveram o despacho 
de 41 páginas em que o procurador-geral da República defende que o senador Aécio Neves (PSDB-
MG) seja investigado pelo caso Furnas – onde havia um mensalão para pagamento de parlamentares 
operado pelo ex-diretor Dimas Toledo.
“Como adiante se demonstrará, o pedido que deu origem à instauração deste inquérito foi 
devidamente acompanhado não só de notícia de novas provas como também de efetivamente novas 
provas, suficientes à convicção do Ministério Público Federal de que, para uma completa elucidação 
dos fatos, faz-se imperioso o prosseguimento das investigações”, diz Janot em seu despacho.
Ele também fez uma crítica à blindagem judicial, ao dizer que “a conduta de Aécio Neves no que diz 
respeito ao nominado ‘esquema de Furnas’, a rigor, nunca foi efetivamente investigada”.
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GOVERNO TEMER DERRAMA DINHEIRO NO SUPREMO! COMEÇA COM GASTO DE R$ 58 BI E SILÊNCIO DA MÍDIA


E dane-se o Meirelles!

Embora tenha chegado ao poder prometendo duros ajustes fiscais e apontando a "herança" de 
um governo Dilma que teria quebrado o Brasil com suas "pedaladas fiscais", a primeira 
medida prática do governo interino de Michel Temer foi avalizar uma pauta-bomba do 
Congresso Nacional que amplia os gastos públicos em R$ 58 bilhões, com aumentos para várias 
categorias do funcionalismo; o mais curioso é notar o silêncio complacente da mídia familiar, 
agora convertida ao oficialismo, com o aval do governo Temer aos aumentos dos servidores; 
missão do ministro Henrique Meirelles, de resgatar a "credibilidade", se tornou ainda mais 
delicada, mas, agora, ficou mais simples entender por que Temer aprovou uma meta de déficit 
fiscal de R$ 170 bilhões.

Com aval de Temer, Câmara aprova pauta-bomba de R$ 58 bi em reajustes

Apesar da expectativa de fechar 2016 com um rombo de R$ 170 bilhões nas contas públicas, o 
governo interino de Michel Temer (PMDB) e sua base na Câmara concordaram com a aprovação de 
um megapacote de reajuste para o funcionalismo federal –Executivo, Judiciário e Legislativo, além 
do Ministério Público–, com impacto de ao menos R$ 58 bilhões até 2019.
Represados na gestão de Dilma Rousseff, 15 projetos de lei que estabelecem reajuste e benefícios ao 
funcionalismo foram aprovados entre a noite desta quarta-feira (1º) e o início da madrugada desta 
quinta (2).
A de maior impacto foi o aumento do salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O 
rendimento, que delimita o teto do funcionalismo, passou de R$ 33.763 para R$ 39.293.
O efeito cascata gerado em todo o Judiciário deverá, segundo o Ministério da Fazenda, ter um 
impacto de R$ 6,9 bilhões até 2019.
(...)
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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Universidade nega título a Moro: currículo tem uma página!


"Agente judicial treinado pelos Estados Unidos"!!!

Saiu no site Brigada Herzog: Reitoria da UEM não concede o título de Doutor honoris causa a Sérgio Moro

O reitor Mauro Luciano Baesso decidiu não conceder o titulo de Doutor honoris causa ao juiz Sérgio Moro, depois que um grupo de docentes e funcionários da Universidade Estadual de Maringá (UEM) solicitou sua invalidação. Dois documentos foram produzidos, e um deles protocolado, elencando varias considerações para a anulação do título.
Entre elas, o currículo Lattes do juiz maringaense com apenas uma página e com um parco conhecimento em língua estrangeira, além de uma graduação desconhecida e não discriminada em seu currículo, somente cinco artigos publicados, ou seja, um curriculo que não corresponde à altura do ilustre título.
Segundo o professor Titular do Departamento de Física (UEM), Marcos Cesar Danhoni Neves, a proposta nasceu de alguns professores do curso de Direito tentando aproveitar o aniversário dos 50 anos do curso. “Mas uma parcela de outros docentes e funcionários do Departamento de Direito reclamou criando documentos que foram apresentados ao reitor que decidiu em não conceder o título”, explicou Neves.
Responsável pela equipe que realiza as investigações dos casos de corrupção na petrolífera brasileira Petrobras, o juiz Sergio Moro, tornou-se a figura central na crise política que abala o Brasil. O ex-aluno da UEM despertou opiniões controversas da opinião pública ao divulgaras gravações de telefonemas de Lula da Silva e a prisão do mesmo pela Polícia Federal. Moro responde ao Supremo Tribunal por violar a Constituição por intercepção ilegal a presidente Dilma e por ter espalhado para a mídia reservados atos investigativos.
O documento protocolado na UEM ressalta principalmente o fato de Moro seguir o modelo da Operação Mani Pulite italiana na Lava jato. O juiz que virou uma especie de herói dos opositores do governo Dilma, parece não saber ao certo a diferença entre mãos limpas e sujas. Em uma entrevista ao site Comunità Italiana, em fevereiro de 2016, o juiz admitiu ter pouco conhecimento sobre o sistema judiciário italiano: “Não conheço muito bem o sistema processual e o judiciário italiano, mas admiro a coragem dos magistrados que trabalharam na Operação Mani Pulite”, revelou Moro não adentrando-se no assunto que deveria ser esclarecido aos brasileiros que não sabem que as Mãos Limpas italianas não era uma revolução, mas um golpe de Estado.
Lê-se no documento do Prof. Neves:
"Considerando que em trabalho acadêmico e divulgado, de 2004, o Sr. Sergio Moro busca recapitular o trabalho do juiz italiano Antonio di Pietro da Operação Mani Pulite (Mãos Limpas) que resultou na destruição completa da classe política italiana, na sua própria candidatura(derrotada) a postos políticos superiores na Itália, e que acabou permitindo a ascensão e a longa permanência de Berlusconi por 12 (doze) anos no poder.”
Foi citado também no documento protocolado, a ligação do juiz com os EUA. Por meio de um documento interno do governo americano, vazado pelo Wikileaks, é possível inferir que Sérgio Moro está entre os agentes judiciais treinados pela CIA em suas “visitas ligadas a agências de Estado norte-americanas”. Sua biografia publicada em um jornal online Diário do Centro do Mundo e sua ligação com a Rede Globo (mediante concessão do Prêmio “Faz a Diferença”) também constam na longa lista.
Uma das últimas observações do documento protocolado: “o título de Doutor honoris causa deve ser concedido a pessoas de indubitável caráter altruísta, de solidariedade, de promoção da educação e da cultura no Brasil e no mundo.” O pedido de não concessão do honoris causa a Sérgio Moro aceito pelo reitor da UEM é mais uma prova que o juiz não é tão intocável assim como muitos pensam.

Abaixo cópia da petição protocolada.

ZÉ RUELA CARDOZO...UMA SOMBRA MALIGNA


Fora de foco... (Fotos Públicas)...É como se Lenin mantivesse Rasputin na assessoria da Tcheka 

Difícil saber o que define melhor o “legado” do zé Cardozo.
O chefe de Polícia do zé é homem de confiança do ministro da Justiça interino há muito tempo e por isso se manteve no cargo!
Inacreditável.
É como se Lenin mantivesse Rasputin de assessor especial da Tcheka!
Em nenhum momento o zé questionou a criminalização do PT no mensalão e na Lava Jato.
Deixou correr solto.
Dura lex, sed lex, dizia ele quando um petista era enforcado!
Não foi para a arena pública da batalha política para enfrentar o “domínio do fato” ou o “não vem ao 
caso” - como esse episódio estarrecedor revelado pela Fel-lha: quando a OAS inocenta o Lula,
Moro, Torre de Londres, tranca a investigação!
Precisa desenhar?
Delação só presta quando ferra o Lula!
A investigação sobre as contas do PT, desde o mensalão, desde o Ban-co-do-Bra-sil-se-nho-res!, 
sempre foi uma disputa política que o Ministro da Justiça não travou.
Ao contrário.
Ele parecia, ao lado do General Assis Oliva, beneficiar-se do encarceramento do PT da corrente do 
Lula – como Dirceu e Genoino -, exatamente para beneficiar a corrente do PT sobrevivente: a do 
Assis Oliva e a do zé…
Não, a Lava jato não vai subir a rampa do Palácio e nosso legado será o combate à corrupção! - 
diziam o zé e a Presidenta!
Não vai subir, não: o Lula vai em cana depois do enforcamento da Dilma e, seguida, volta à cana a 
própria Dilma!
O zé criou uma PF sem chefe, como as polícias do regime militar, quando o Delegado Fleury saía 
por aí, matava quem quisesse e não dava satisfação a ninguém.
E as nomeações da Dilma para as cortes altas da Justiça?
Precisa, por exemplo, analisar a nomeação do Ministro Fux, que, entre outros atributos, foge do 
Professor Comparato?
E as outras cortes?
O STJ, por exemplo?
Tem o dedo do zé, nisso tudo.
Ou a falta do dedo do zé...
E a Comissão da Verdade que o zé montou?
Com o Zé Paulinho, de Pernambuco – coitado do Fernando Lyra! - e o Paulo Sergio, candidato a 
Presidente da ONU - e do PSDB?
É a única Comissão da Verdade do circuito da Operação Condor que não botou torturador na cadeia 
nem questionou a Lei da Anistia!
Um prodígio!
Uma Comissão da Verdade que foi uma ½ Verdade, como disse a Erundina!
Da metade que ficou faltando, metade é do zé!
Alguém aí se lembra de alguma coisa que a Comissão tenha feito?
Qual o “legado” da Comissão?
Melhor foi o Ruy Barbosa – mal comparando… -, que mandou botar fogo nos registros da 
Escravidão.
E, agora, a defesa da Dilma no impeachment.
Não ganhou uma.
É pior que o 7 a 1.
Além de perder, importuna, irrita, indispõe a Dilma no Supremo, com questiunculas irrelevantes e 
natimortas.
Um desastre irremediável.
Melhor que Salamanca o tenha!
(A Dilma tem essa característica singular: ela acerta por último - o Aragão na Justiça e o Ricardo 
Melo na EBC. Quando o jogo já tinha acabado!)
A sombra maligna do zé sobre o Governo Dilma propõe uma dúvida cruel: o que ele faz lá até hoje?

Paulo Henrique Amorim
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LULA: FOI A GLOBO QUE TIROU A DILMA DO AR


Em video divulgado nas redes sociais (assista aqui), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 
critica duramente o "golpe de 2016", contesta a Globo, que tenta "reescrever a história", e 
afirma ainda que o governo Temer jamais terá legitimidade. Segundo ele, o objetivo real dos 
"golpistas" é retirar direitos e eliminar programas sociais, além de entregar o pré-sal e 
"privatizar tudo o que não conseguiram" quando foram governo. Lula diz ainda que, com a 
nova política externa, o Brasil voltará a falar grosso com a Bolívia e fino com os Estados 
Unidos, como dizia Chico Buarque. Ele se coloca à frente da resistência pela legalidade e diz 
que os golpistas "já perderam a batalha da credibilidade".

MEUS AMIGOS E MINHAS AMIGAS,

HÁ MOMENTOS NA HISTÓRIA DE UM PAÍS EM QUE DIZER A VERDADE É UM ATO DE CORAGEM, É UM GRANDE GESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA.
ESTE LIVRO NARRA, NOS MAIS DIVERSOS ASPECTOS, A FARSA DO IMPEACHMENT CONTRA A PRESIDENTA DILMA.
EXPÕE OS MÉTODOS E OS INTERESSES DA ALIANÇA ENTRE OS PARTIDOS DERROTADOS NAS URNAS E O QUE HÁ DE MAIS CORRUPTO NA POLÍTICA BRASILEIRA.
REGISTRA – PARA O BRASIL, PARA O MUNDO E PARA A HISTÓRIA – A VERDADEIRA NATUREZA DO GOLPE DE 2016.
E PODEM ESTAR CERTOS – NADA OS ATEMORIZA MAIS DO QUE A VERDADE CONTIDA NA SIMPLES PALAVRA GOLPE.
É ISSO QUE ELES TENTAM ESCONDER, EM COMUNICADOS GROSSEIROS AOS JORNAIS E GOVERNOS DE PAÍSES QUE NÃO RECONHECEM A FARSA DO IMPEACHMENT.
É ISSO QUE ELES TENTAM ESCONDER CENSURANDO NOSSOS PROTESTOS E ATÉ AS ATIVIDADES DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF.
DEPOIS DO GOLPE, A REDE GLOBO SIMPLESMENTE TIROU A DILMA DO AR, COMO SE ELA NÃO EXISTISSE OU NEM TIVESSE EXISTIDO.
COMO SE ELA NÃO ESTIVESSE LUTANDO DIARIAMENTE, JUNTO COM TODOS OS DEMOCRATAS, PARA RESTABELECER O MANDATO E O ESTADO DE DIREITO.
QUEREM REESCREVER A HISTÓRIA, APAGANDO O QUE NÃO LHES CONVÉM, FALSIFICANDO O PRESENTE E ATÉ O PASSADO, COMO FAZIAM AS DITADURAS TOTALITÁRIAS DO SÉCULO VINTE.
MAS NÃO VÃO ALCANÇAR ESSE INTENTO, ENQUANTO HOUVER UM SÓ BRASILEIRO OU BRASILEIRA CONSCIENTE, RESISTINDO CONTRA O GOLPE, A MANIPULAÇÃO E A CENSURA.
PODEM TER VENCIDO A PRIMEIRA BATALHA DO IMPEACHMENT NA CÂMARA, MAS JÁ SAÍRAM DERROTADOS NA LUTA PELA CREDIBILIDADE.
ESTE GOVERNO TRANSITÓRIO NÃO É RECONHECIDO NEM PELO POVO BRASILEIRO NEM PELA COMUNIDADE DAS NAÇÕES DEMOCRÁTICAS.
ELES NÃO RESPEITAM SEQUER O RITO QUE PREVÊ A VOTAÇÃO DEFINITIVA NO SENADO.
AGEM COMO SE FOSSEM UM GOVERNO DEFINITIVO, QUE ELES NÃO SÃO, E LEGÍTIMO, QUE JAMAIS VÃO SER.
SEUS OBJETIVOS JÁ ESTÃO CLAROS AOS OLHOS DE TODOS:
REVERTER AS GARANTIAS DOS TRABALHADORES E DOS APOSENTADOS;
DESMONTAR OS GRANDES PROGRAMAS SOCIAIS, O MINHA CASA MINHA VIDA, O BOLSA FAMÍLIA, O PROUNI E O FIES;
RETROCEDER NO CAMPO DOS DIREITOS COLETIVOS E INDIVIDUAIS; DAS MULHERES, DOS NEGROS, DOS INDÍGENAS, DO POVO LGBT, DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE;
DESMONTAR O SUS, AS UNIVERSIDADES FEDERAIS E O SISTEMA PÚBLICO DE PREVIDÊNCIA;
PRIVATIZAR OS BANCOS PÚBLICOS E TUDO O QUE ELES NÃO CONSEGUIRAM VENDER NO GOVERNO NEOLIBERAL DO PSDB E DO DEM;
ENTREGAR O PRÉ-SAL AOS ESTRANGEIROS;
REVERTER A POLÍTICA EXTERNA SOBERANA, PARA SUBMETER O BRASIL AOS PAÍSES MAIS RICOS.
CONTROLAR AS INSTITUIÇÕES PARA RESTABELECER A IMPUNIDADE QUE SEMPRE OS BENEFICIOU ANTES DOS GOVERNOS DO PT.
ELES SABEM QUE NÃO TÊM LEGITIMIDADE, NÃO TÊM CONDIÇÕES POLÍTICAS E MORAIS PARA FAZER O PAÍS RETROCEDER DESSA MANEIRA.
SABEM QUE A AVENTURA GOLPISTA NÃO TEM COMO SE SUSTENTAR POR MUITO TEMPO.
E SABEM, PRINCIPALMENTE, QUE A LUTA PELA LEGALIDADE E PELO RESPEITO ÀS URNAS VAI CONTINUAR.
ATÉ A VOTAÇÃO NO SENADO E ATÉ QUE A DEMOCRACIA VOLTE A PREVALECER NO BRASIL.
ESTE LIVRO COMPROVA COMO ESTÁ BEM VIVA A CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA DO PAÍS.
É ISSO QUE ELES TEMEM.
PARABÉNS A TODOS E CONTEM SEMPRE COMIGO NA LUTA PELA VERDADE E PELA DEMOCRACIA.
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PARA JANETE, DELAÇÃO DA OAS SÓ VALE SE FOR CONTRA LULA


Reportagem dos jornalistas Mario Cesar Carvalho e Bela Megale, publicada nesta quarta-feira, aponta a tentativa de direcionamento da delação premiada do executivo Léo Pinheiro, da OAS, pelo Ministério Público; segundo eles, a delação de Pinheiro travou porque ele se negou a incriminar o ex-presidente Lula nos episódios do "triplex do Guarujá" e do "sítio em Atibaia"; no primeiro caso, o presidente diz ter feito as obras por vontade própria, sem que Lula prometesse nada em troca; no segundo, as reformas teriam sido feitas a pedido de Paulo Okamotto – e não do ex-presidente; como os procuradores não gostaram das explicações, travaram toda a delação – o que pode mandar Léo Pinheiro de volta para a prisão.

POR FERNANDO BRITO

Tempos atrás, quando o Direito era uma ciência serena, dizia-se que ele, antes de tudo, era bom-senso.
Depois, mudaram essa formulação simples para algo mais sofisticado: o tal “princípio da razoabilidade, que o ainda não ministro Luís Roberto Barroso definia como ” que seja conforme à razão, supondo equilíbrio, moderação e harmonia; o que não seja arbitrário ou caprichoso; o que corresponda ao senso comum, aos valores vigentes em dado momento ou lugar”.
Aplique isso ao que você lê hoje na Folha: Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula.
Então é assim que funciona uma delação premiada?
“Quero ele, o nine, senão vai ficar na cadeia”!
Como fica, então, aquela frase pomposa, nauseante e hipocritamente repetida: “nós investigamos fatos, não pessoas”?
Mas a coisa é ainda pior. Veja a abertura do texto do dos repórteres Mário Cesar Carvalho e Bela Megale:

As negociações do acordo de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos de prisão, travaram por causa do modo como o empreiteiro narrou dois episódios envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação.
Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.
A versão é considerada pouco crível por procuradores. Na visão dos investigadores, Pinheiro busca preservar Lula com a sua narrativa.
O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado.
Pinheiro narrou que Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do sítio, segundo a Folha apurou. A reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.
Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na reforma do apartamento, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, afirmou ele a seus advogados que negociam a delação, em versão igual à apresentada por Lula.
Duas questões saltam daí.
A primeira, evidente a qualquer estagiário de direito, é que – fora do exercício do cargo público – ser objeto de “agrados” de uma pessoa ou empresa é questão de ordem exclusivamente moral, não penal. Se Lula, sabendo, deveria repeli-las é uma questão que pode comportar julgamentos pessoais, não julgamentos criminais, pela simples razão de que não há crime.
A segunda, muito mais grave, é que se “OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação”, não se está à procura da verdade, mas diante de um “quem dá mais” de acusações, em busca de vantagens pessoais – libertação, redução de pena ou sua simples não-aplicação – ou empresariais. As quais, claro, podem ser medidas em dinheiro e, portanto, dinheiro são.
Como disse, no tempo que que o Direito era uma ciência serena e não um instrumento da política, essas seriam situações que embrulhariam o estômago de qualquer jurista. Agora, porém, tratam-se de um delito imperdoável: “ser contra a Lava Jato”.
Pior: em nome disso – e de seu medo-pânico do que venha mais sobre seus integrantes – o Governo temer está entregando à Polícia o direito de concluir, sozinha, acordos de delação premiada, independente do Ministério Público.
Um acordo de delação, por si, já representa uma invasão da esfera do Judiciário, porque implica em redução ou anulação de pena. Não importa que se diga que um juiz deve homologá-la, porque o juiz não saberá, nunca, os bastidores do que está contido no acordo: como foi obtido, do que se “ameaçou”, o que se “ajeitou”.
E, convenhamos, alguém acredita que um juiz – ainda que não fosse Sérgio Moro – pode não homologar uma delação já anunciada publicamente sem que seu gesto seja exibido como um “pecado” intolerável de proteção aos denunciados, mesmo que ele perceba as “forçações de barra” daquilo que é confessado.
Homologa e pronto.
Estamos diante de um processo de transformação da Justiça numa inquisição onde, embora Suas Excelências, como os bispos do Santo Ofício, não ponham a mão nas rodas da Inquisição, sancionam simplesmente o que delas sai.
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