terça-feira, 23 de outubro de 2012

“Você é um juiz de m...”


No romance autobiográfico “Código da Vida”, o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos conta como ajudou a nomear Celso de Mello para o STF e como rompeu com o ex-pupilo; o ministro havia dado um voto contra José Sarney, que o nomeara, por pressão da Folha de S. Paulo, mas apenas porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente; depois disso, ambos romperam e Saulo disparou: “Você é um juiz de m...”

247 – Responsável ontem pela comparação entre o PT e duas organizações criminosas que roubam e matam (o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital), o ministro Celso de Mello, “decano” do Supremo Tribunal Federal, é saudado há vários anos pelos meios de comunicação como uma espécie de herói por sua defesa constante da liberdade de expressão.
Essa conexão com os meios de comunicação foi apontada em 2007 pelo ex-ministro da Justiça, Saulo Ramos, que foi um dos articuladores de sua ida para o Supremo Tribunal Federal. Naquele ano, Saulo publicou o romance “Código da Vida”, com pitadas autobiográficas, em que falou sobre o ex-pupilo Celso de Mello.
Segundo Saulo, o ministro deu um voto contra José Sarney, que o nomeou, por pressão da Folha da S. Paulo, que questionava sua independência – assim como muitos jornais fazem hoje em relação a Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. E essa revelação teria sido feita pelo próprio Mello a Saulo numa conversa telefônica reproduzida no livro.
Além de confessar a pressão da Folha, Mello teria dito ainda a Saulo que votou contra Sarney apenas porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente, que pôde mudar seu domicílio eleitoral para o Amapá, onde se elegeu senador. Ou seja: se fosse necessário, ele votaria de outra maneira.
A ligação terminou com o rompimento definitivo entre ambos. “Você é um juiz de merda”, disparou Saulo.
Confira trecho do livro:
"…a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:
E continua:
Veio o dia do julgamento do mérito. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura Sarney.
Deus do céu! O que deu no Garoto? Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação ( o assunto do telefonema para o “padrinho” ) com a hipótese de Marco Aurélio de Mello ( primo do Collor ) ser o relator.
Continuando a narrativa:
Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:
- Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto…votei contra para desmentir a Folha de São Paulo ( que na véspera noticiou o voto certo em favor de Sarney )…
O Presidente já estava vitorioso e não precisava mais do meu…Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente…
O Senhor entendeu?
- Entendi.
ENTENDI QUE VOCÊ É UM JUIZ DE MERDA!
Bati o telefone e nunca mais falei com ele.
Muitos advogados sabiam que Celso de Mello havia sido meu secretário na Consultoria da República e nomeado Ministro do Supremo por empenho meu. (fls. 169 /176 do livro Código da Vida)".
_________________________________________

O dia em que o STF virou um tribunal político

Marco Aurélio (Collor de) Mello desengavetou um discurso de 2006 e partiu para a jugular de quem comparou a um cappo mafioso: o 13, o safo. Qual dos “safo” é o “safo” a que o Ministro se refere, quando trata do Lula?

O Conversa Afiada já desenhou esse trajeto: condenado Dirceu, agora o PiG, o MP e o Supremo vão para a cabeça do Lula.
Ao rever o voto sobre Duda Mendonça, Gilmar Dantas já tinha dado o recado: tô te esperando aqui, entre togas.
O Ataulfo de Paiva Merval, que, com impressionante precisão, consegue antecipar o que o Supremo (ou parte dele) vai fazer, já avisou que vão enforcar o Lula no sucesso do crédito consignado.
(Ataulfo Merval de Paiva merece ser coroado pelo Instituto Millenium: quem lutou mais para impedir que o Ministro Zavascki votasse no mensalão – o do PT ? Ataulfo de Paiva Merval merece uma máscara numa próximapasseata dos 60 gatos pingados.)
Agora, é o Ministro (Collor de) Mello quem dá o recado Golpista.
É aquele ministro que considerou o Golpe de 1964 um “mal necessário” e trata o Thomas Jefferson como um pai da Pátria.
(Collor de) Mello desengavetou um discurso de 2006 e partiu para a jugular de quem comparou a um cappo mafioso: o 13, o safo.
Qual dos “safo” é o “safo” a que o Ministro se refere, quando trata do Lula ?
Será ele suficientemente safo para se livrar do Arco do Golpe: PiG, MP e Supremo ?
E a Dilma ?
Depois do Lula, o próximo a subir ao togado cadafalso será a Presidenta.
Não adianta ter a popularidade de 99%.
O Jango também tinha, quando foi derrubado pelo mesmo Arco do Golpe.
Do Fernando Pimentel, ela se livrou.
A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu ontem que não houve qualquer conduta imprópria do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) em dois casos que eram analisados pelo grupo desde o primeiro semestre.
Foi a primeira reunião do grupo desde a oficialização da renúncia do conselheiro e ex-presidente da comissão, Sepúlveda Pertence.
Clique aqui para ler “Sepulveda Pertence já vai tarde”..
Mas, o Golpe não vai descansar.
Depois do Pimentel virão outros.
Com acesso rápido ao Supremo, às “instâncias superiores”.
Como previu também este Conversa Afiada, o julgamento do mensalão (o do PT) não vai acabar.
Ele é um processo, com lógica e métodos próprios, invariáveis.
Como o da máfia.
Processo que se nutre do ressentimento estrutural: a rejeição do eleitor brasileiro.
Porque o pobre não é bobo.

Paulo Henrique Amorim
_____________________________________

"FUI CONDENADO POR SER MINISTRO"

NUNCA FIZ PARTE NEM CHEFIEI QUADRILHA

Mais uma vez, a decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal em me condenar, agora por formação de quadrilha, mostra total desconsideração às provas contidas nos autos e que atestam minha inocência. Nunca fiz parte nem chefiei quadrilha.
Assim como ocorreu há duas semanas, repete-se a condenação com base em indícios, uma vez que apenas o corréu Roberto Jefferson sustenta a acusação contra mim em juízo. Todas as suspeitas lançadas à época da CPI dos Correios foram rebatidas de maneira robusta pela defesa, que fez registrar no processo centenas de depoimentos que desmentem as ilações de Jefferson.
Como mostra minha defesa, as reuniões na Casa Civil com representantes de bancos e empresários são compatíveis com a função de ministro e em momento algum, como atestam os testemunhos, foram o fórum para discutir empréstimos. Todos os depoimentos confirmam a legalidade dos encontros e também são uníssonos em comprovar que, até fevereiro de 2004, eu acumulava a função de ministro da articulação política. Portanto, por dever do ofício, me reunia com as lideranças parlamentares e partidárias para discutir exclusivamente temas de importância do governo tanto na Câmara quanto no Senado, além da relação com os estados e municípios.
Sem provas, o que o Ministério Público fez e a maioria do Supremo acatou foi recorrer às atribuições do cargo para me acusar e me condenar como mentor do esquema financeiro. Fui condenado por ser ministro.
Fica provado ainda que nunca tive qualquer relação com o senhor Marcos Valério. As quebras de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico apontam que não há qualquer relação com o publicitário.
Teorias e decisões que se curvam à sede por condenações, sem garantir a presunção da inocência ou a análise mais rigorosa das provas produzidas pela defesa, violam o Estado Democrático de Direito.
O que está em jogo são as liberdades e garantias individuais. Temo que as premissas usadas neste julgamento, criando uma nova jurisprudência na Suprema Corte brasileira, sirvam de norte para a condenação de outros réus inocentes país afora. A minha geração, que lutou pela democracia e foi vítima dos tribunais de exceção, especialmente após o Ato Institucional número 5, sabe o valor da luta travada para se erguer os pilares da nossa atual democracia. Condenar sem provas não cabe em uma democracia soberana.
Vou continuar minha luta para provar minha inocência, mas sobretudo para assegurar que garantias tão valiosas ao Estado Democrático de Direito não se percam em nosso país. Os autos falam por si mesmo. Qualquer consulta às suas milhares de páginas, hoje ou amanhã, irá comprovar a inocência que me foi negada neste julgamento.

São Paulo, 22 de outubro de 2012

José Dirceu
____________________________________

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A nova oposição

Por: Luis Nassif

A provável derrota de José Serra, para a prefeitura de São Paulo, derrotado pelo adversário Fernando Haddad e pelos seus próprios índices de rejeição, marca simbolicamente o fim de uma era, a dele e de seu padrinho FHC.
A grande questão pela frente é sobre quais bases se sustentará a política brasileira, o partido da situação e a oposição.
***
Nenhum partido que se pretende hegemônico, disputando o poder, se constrói a partir do vazio de propostas. Os alicerces, a base central são um conjunto de ideias sobre as quais se assentarão as primeiras lideranças, os primeiros quadros, as primeiras bases sociais para depois se expandir pelo país.
***
Desde o século passado, na política brasileira, a formação de ideias políticas se dava a partir dos grandes movimentos ocidentais, as grandes ondas ora pendendo para o liberalismo financeiro, ora para a maior participação do Estado.
Competia aos líderes políticos nacionais farejar os ventos externos e adaptá-los aos movimentos internos, geradores de um pensamento autônomo.
Embora fundamentalmente intuitivo, JK não prescindia do arcabouço teórico dos nacionalistas do ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros).
No final dos anos 80, Fernando Collor assimilou os conceitos do tatcherismo, trouxe um discurso liberalizante mas temperado com conceitos desenvolvidos internamente – desde a teoria da “integração competitiva”, de Júlio Mourão, aos princípios de gestão e inovação.
***
Quando FHC assumiu o poder, o PSDB dispunha dos seus isebianos, um conjunto de pensadores capazes de dar racionalidade aos rumos da liberalização.
Tudo foi deixado de lado pela falta de vontade crônica de FHC de costurar um pensamento autônomo sequer, de adaptar os princípios do neoliberalismo às condições brasileiras, de perceber os ventos que sopravam os coqueiros daqui, não as nogueiras de lá.
Tivesse um mínimo de sensibilidade em relação ao mundo real brasileiro, teria percebido a importância da inclusão social, não apenas como objetivo de governo mas como projeto de país.
***
Nos próximos anos, o PT continuará surfando nas ondas da inclusão e da redução das desigualdades. Como lembrou André Singer, em seus estudos sobre o lulismo, trata-se de uma tendência irreversível, duradoura, a ser abraçada por qualquer partido que ambicione o poder, seja o PT ou outro que vier.
Com Dilma Rousseff, à bandeira da inclusão somaram-se as da gestão e do desenvolvimentismo – mais duas bandeiras deixadas de lado pelo PSDB, preso ao discurso monocórdico das privatizações de FHC.
***
Qual será o desenho, então, da oposição? Nos últimos anos, FHC e especialmente Serra, limitaram-se a entrar na onda do rancor, do negativismo, refletindo a posição de alguns articulistas.
É bem provável que, depois da radicalização liberalizante de FHC, o pêndulo da economia volte-se cada vez mais para o intervencionismo estatal da nova era. Como em todo movimento pendular, no início obedece a demandas racionais e legítimas. Depois, cria sua própria lógica e vira o fio.
É possível que em um futuro distante, uma das bandeiras da oposição possa voltar a ser a redução do papel do Estado.
No entanto, a discussão sobre o papel do Estado não pode estar divorciada da discussão maior: a busca do bem estar dos cidadãos e a ampliação da inclusão social.
O neoconservadorismo - 1
Os conservadores autênticos sempre amarraram o tema redução do Estado ao da promoção da igualdade de oportunidades. Ocorre que a crítica ao Estado – formulada pelo pensamento neoconservador que se apossou da mídia – vem acompanhada de um discurso deplorável contra qualquer forma de inclusão social, de políticas igualitárias. Com isso tirou toda a legitimidade, restringiu o discurso no cercadinho da intolerância.
O neoconservadorismo – 2
Políticas sociais brasileiras – Bolsa Família, Prouni, Luz para Todos – são incensadas internacionalmente. Tornaram-se um contraponto à falta de sensibilidade social do neoliberalismo. Principalmente porque deixam a opção de gastar o dinheiro (ou escolher a Faculdade) para o próprio beneficiário, sem interferência do Estado. Esse tipo de política sempre foi bandeira liberal. Não por aqui, com trogloditas políticos.
O neoconservadorismo – 3
No novo quadro político brasileiro haverá espaço para um partido conservador, mas que não ambicione disputar poder. E esse partido não será o PSDB. Ao longo de sua história política, a atual cara mais visível do PSDB – Serra – comportou-se com um oportunismo que o tornou alvo de desconfianças gerais, à esquerda e à direita, e afastou do partido toda uma nova geração de intelectuais.
O neoconservadorismo – 4
Dias atrás FHC criticou-o por supostamente ter jogado o PSDB no conservadorismo do pastor Malafaia e companhia. Na fase inicial da intolerância religiosa e política, o próprio FHC estimulou essa radicalização. Serra nunca teve fôlego intelectual para montar um conjunto articulado de princípios-guia. Essa tarefa cabia a FHC. Mas seu tempo político passou.
A nova oposição
Agora, há duas lideranças despontando, Aécio Neves e Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Aécio não disse a que veio, sequer demonstra vontade política de abdicar dos prazeres da vida. Campos tem se mostrado o melhor governador da atual safra. Em caso de desgaste na agenda petista, seria uma alternativa presidencial (provavelmente em 2020), mas preservando os princípios originais do lulismo.
Ventos externos
Restaria aguardar por ventos externos. Mas internacionalmente assiste-se aos estertores do neoliberalismo, com políticas antipopulares, economicamente desastrosas, sendo impostas goela abaixo dos países europeus. Para a falta de ideias de FHC, não haverá 7o de Cavalaria que o salve dos ataques indígenas. Assim, só restará o esperneio da intolerância reiterada e politicamente suicida.
___________________________________________________

SERRA SE ENTREGOU ÀS TOGAS



Saiu na Carta Maior: SERRA ESTÁ ENTREGUE ÀS TOGAS

O tucano José Serra esgotou seu repertório antes de terminar a campanha. 
 Seu maior problema nestes poucos dias que restam da disputa em SP é responder à pergunta: o que mais dizer ao eleitor que não o ouviu até agora? 
 A percepção mais grave é de que sua narrativa perdeu significado no próprio PSDB. Pior: a imensa rejeição que atrai tornou-o um estorvo ambulante para o futuro do partido. FHC e Sergio Guerra vazam desapontamento com a condução das coisas em SP. 
Serra depende exclusivamente do que mais os integrantes do STF possam fazer por ele. O tucano está distribuindo milhões de adesivos com o slogan ‘ Diga não ao mensalão’, em parceria com o desfecho desfrutável do julgamento esta semana. 
Por sua própria escolha e pela solidão no PSDB, seu futuro político está entregue às togas, mais do que o dos petistas que demoniza. Não é inusitado na história que o algoz tenha o destino concebido às suas vítimas.
____________________________

O general americano que queria derrubar Fidel a qualquer preço

O general entre Jack e Bob Kennedy

Por: Paulo Nogueira

A Operação Northwoods se baseava numa série de atentados terroristas que seriam atribuídos a Cuba.
“Heroi de guerra”, “hábil diplomata”, “mestre em planejamento”.
Estes foram alguns dos elogios feitos pelo jornal New York Times em 1988 no obituário que dedicou ao general de quatro estrelas Lyman Lemnitzer, morto aos 89 anos.
Mas há um outro lado de Lemnitizer bem menos admirável.
Lemnitzer foi chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, o posto mais poderoso da hierarquia militar americana. Ele estava neste cargo quando Kennedy assumiu a presidência, em 1961.
Lemnitizer desprezava Kennedy. Achava-o um fraco, uma presa fácil para os soviéticos na Guerra Fria. Ele o comparava a Neville Chamberlain, o premiê britânico que fracassou ao lidar com Hitler e acabou trocado por Churchill.
Lemnitizer temia que o comunismo triunfasse nos Estados Unidos. Para ele, programas sociais advogados por Kennedy eram passos perigosos rumo à socialização da economia. (É mais ou menos o que pensa Mitt Romney.)
Cuba, sob a órbita soviética, era uma ameaça enorme para o general.
Então ele planejou uma ação que só se tornaria conhecida 40 anos depois, quando documentos secretos foram liberados.
Era a Operação Northwoods. Declarar guerra a Cuba era complicado interna e externamente. A invasão da Hungria pelos soviéticos, em 1956, estava fresca na memória do mundo. “Não podemos fazer de Cuba a nossa Hungria”, afirmava Kennedy.
Lemnitzer tinha uma saída. Com seus homens do Estado Maior, ele planejou um golpe perfeito. Os Estados Unidos realizariam uma série de atentados terroristas e os atribuiriam ao regime de Fidel Castro.
A base militar americana de Guantánamo seria atacada. Cubanos anticomunistas seriam mortos nos Estados Unidos. Um avião seria sequestrado e derrubado. Americanos morreriam, e assim estariam criadas as condições para uma guerra contra Cuba.
A opinião pública dos Estados Unidos clamaria por retaliação. E ficaria claro para o mundo que não se tratava de uma repetição da tragédia da Hungria.
Tudo isso é tema de um fascinante livro chamado Body of Secrets, Corpo de Segredos, do jornalista americano James Bamford. Foi Bamford quem descobriu os documentos nos arquivos dos serviços de inteligência americanos.
Não se sabe se o plano do general chegou até Kennedy. O que é certo é que ele foi passado para o secretário da defesa de Kennedy. O projeto foi, enfim, recusado. Ainda na gestão de Kennedy Lemnitzer foi afastado de sua posição. Pouco depois, ele assumiria o comando militar da Otan na Europa.
A descoberta do plano, quatro décadas depois de ser abortado, acabaria atiçando a imaginação dos adeptos da teoria conspiratória segundo a qual o 11 de Setembro foi tramado pelos próprios Estados Unidos.
Pessoalmente, entendo ser uma tolice essa teoria.
Mas Lemnitizer, o “heroi de guerra” saudado pelo NY Times, acabaria passando para a história como um símbolo do jeito americano de ver o mundo e cuidar de seus interesses.
_____________________________________

Juiz nega reintegração de posse a fazendeiros que ameaçam acampamento do MST em Curionópolis


Jonas da Conceição Silva extinguiu o processo e sentenciou como improcedente o pedido da "proprietária" por ela estar ocupando ilegalmente terra pública; há 15 dias, fazendeiros de Parauapebas e Curionópolis cercam o acampamento e ameaçam expulsar as famílias de forma violenta

do MST e da CPT de Marabá

Em sentença publicada no final da semana, o juiz da vara agrária de Marabá, Jonas da Conceição Silva, indeferiu o pedido de reintegração de posse da área denominada Fazendinha, cuja propriedade era requerida pela pecuarista Kênia de Freitas Barreto. O juiz extinguiu o processo com julgamento do mérito da causa e sentenciou como improcedente o pedido da autora. Para o juiz, a autora estava ocupando ilegalmente terra pública e não preenchia os requisitos para regularizar o imóvel em seu nome.
A área encontra-se parcialmente ocupada, há dois anos, por 280 famílias sem terra ligadas ao MST. O acampamento “Frei Henri” (em homenagem ao padre e advogado dominicano que trabalha na CPT do sul do Pará) está localizado no município de Curionópolis, próximo da cidade de Parauapebas.
Há 15 dias, os fazendeiros de Parauapebas e Curionópolis cercam o acampamento e ameaçam expulsar as famílias de forma violenta. Os fazendeiros, usando tratores, cavaram trincheiras a uma distância de 500 metros do acampamento de onde lançam holofotes nos barracos das famílias e soltam fortes bombas durante todas as noites. Muitos tiros de armas de fogo também são disparados. A ofensiva dos fazendeiros tem como objetivo não permitir que as famílias possam dormir e, aterrorizadas, abandonem o acampamento. Com isso, facilitaria a ação do grupo para expulsar à força os que ainda resistirem.
A violência dos fazendeiros e pistoleiros contra as famílias tem sido denunciada a todos os órgãos competentes, mas, não há informações se a polícia sequer instaurou inquérito para apurar os fatos.
Mesmo enfrentando uma situação de terror permanente, as famílias têm resistido e permanecido no local. A preocupação é que os fazendeiros decidam invadir o acampamento - o que poderia resultar em uma tragédia com muitos mortos e feridos.
A decisão do juiz traz segurança jurídica para as famílias. É uma vitória importante. No entanto, caberá ao INCRA, ingressar imediatamente, com uma ação de reintegração de posse perante à Justiça Federal, retirar os fazendeiros que ocupam ilegalmente a área e destiná-la para o assentamento das famílias acampadas. Enquanto isso, o MST continuará resistindo a qualquer tentativa de expulsão ilegal por parte dos latifundiários.
_______________________________

60 GATOS PINGADOS MARCHAM PELO SUPREMO


Já houve mais marchadeiros na Zona Sul do Rio. Foto de Marcelo Carnaval, de O Globo 
Instituto Millenium estava por trás do movimento com 60 manifestantes que desfilou pelas praias do Leblon e Ipanema.
Uma homenagem batizada de ‘Valeu, STF’ foi organizada por um grupo de moradores da Zona Sul. Aplaudiam Gurgel e Joaquim Barbosa e vaiavam Lewandowski e Toffoli. Um dos organizadores, Altamir Tojal,
A retumbante manifestação saiu do fim da praia do Leblon.
A praia da Elite e dos globais.
O ponto de concentração era uma estátua em homenagem a Zózimo Barroso do Amaral, autor, por muitos anos, de uma coluna social no Jornal do Brasil e no Globo.
Uma espécie de Diário da Elite carioca.
Os manifestantes deste domingo poderiam, ao menos, começar do fim da praia de Copacabana e se concentrar na estatua a Dorival Caymmi, ou, mais adiante, na de Carlos Drummond de Andrade.
Como diria o Dr Tancredo, em política não há coincidências.

Em tempo: como diz o amigo navegante Mauricio, é o que se chama de uma “multidinha”. 

Paulo Henrique Amorim
____________________________________

Genoino: “O que fiz pelo PT foi legítimo e necessário”


Genoino no escritório de sua casa, em SP (Foto: Marina Dias)

POR MARINA DIAS

Um dia após ter sido condenado por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 10 de outubro, o ex-presidente do PT José Genoino encontrou-se com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Após um abraço emocionado, ouviu daquele que chama de "companheiro de luta":
- Esse é o nosso destino. Nosso destino é lutar.
José Genoino Guimarães Neto tem 66 anos. É casado, pai de três filhos e avô de dois netos. Nascido em Quixeramobim, no Ceará, participou da Guerrilha do Araguaia, na década de 1970, quando foi preso por cinco anos e torturado.
De camisa vermelha, calça social marrom e sapatênis escuros, Genoino recebeu a reportagem de Terra Magazine em sua casa, no bairro do Butantã, zona oeste da capital paulista. Estava bem-humorado.
Deputado federal por seis mandatos (até 2010), deixou o comando do PT em 2005, no início da crise do Mensalão, mas afirma que é inocente e que lutará para defender sua história. "O que fiz pelo PT foi legal, legítimo e necessário [...] Repetiria tudo de novo, mesmo passando o que passei".
Leia abaixo a íntegra da entrevista.
Terra Magazine: Durante o julgamento do Mensalão, o senhor foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção ativa e, nesta semana, a Corte definirá se o senhor será condenado por formação de quadrilha. Esperava esse veredito?
José Genoino: Não sou corrupto e entendo que foi uma condenação sem provas, baseada na tirania da hipótese pré-estabelecida, com base em um raciocínio do domínio do fato, da falta de provas, contrariando a presunção da inocência. Tudo isso contraria, a meu ver, uma visão democrática do Código Penal. Não pratiquei corrupção, o que eu fiz foram reuniões para defender o governo Lula. Como presidente do PT, cuidava das alianças políticas, da unidade da bancada do partido, da relação com os movimentos sociais e ocupava todo o meu tempo com a atividade política, legítima, democrática e transparente.
Não houve compra de votos nem compra de deputados. As votações principais do governo Lula foram decididas sempre com muita luta. Recebi a notícia da condenação com a indignação do inocente. Apresentei as provas e vou deixar tudo muito claro: os empréstimos que assinei são atos jurídicos perfeitos. Assinei os empréstimos encaminhados pela secretaria de finanças do PT, registrei no Tribunal Superior Eleitoral, e os empréstimos foram renovados porque o PT estava em uma situação muito difícil. Quando deixei a presidência do PT, o juiz de Minas Gerais cobrou judicialmente, inclusive, com o bloqueio da minha conta, que só foi desbloqueada porque era conta salário e, a partir de 2007, em uma negociação dirigida pelo então presidente Ricardo Berzoini, os empréstimos foram negociados por quatro anos e pagos, tanto o empréstimo do Banco Rural, como o do BMG. Sou um inocente.
O que o senhor pensou – ou fez – quando saiu sua primeira condenação, dia 9 de outubro?
Estava acompanhando a sessão do STF na minha casa, pela TV, com minha mulher e meus filhos Ronan e Miruna. Veio à minha cabeça a mesma sensação de quando eu estava na auditoria militar da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, sendo condenado a cinco anos de prisão, na década de 1970. É uma sensação de… eu uso uma expressão que gosto muito, deste livro, Memórias de um Revolucionário: "As noites cegas são poderosas, terríveis, mas nós somos a sua paciência". Eu me senti assim, indignado. Fiz uma carta aberta ao país, retirando-me do governo como inocente.
A partir daquele dia, tomei uma decisão. Durante sete anos, eu falei nos autos, não dei entrevista… aliás, a única que dei foi para Terra Magazine, em 2006. Falei só nos autos, acreditando que ia ser um julgamento técnico, com base só em provas. Naquele dia, percebi que se tratava de uma condenação sem provas e resolvi fazer a crítica política.
E com a sua família? Como foi a reação de sua mulher e seus filhos após a condenação?
Estavam todos aqui. No dia seguinte, fizemos uma conversa. Minha filha Mariana, que mora em Brasília, veio para São Paulo. Miruna fez a carta dela e eu não li antes da divulgação. Nessa reunião, eu disse que iria lutar de todas as formas para defender minha honra e minha dignidade. Falei que não iria me curvar. Não tenho riquezas nem patrimônio, mas vou para o risco do combate, dentro dos princípios democráticos. A democracia que está aí não é produto de uma sentença. Aliás, ela foi regada com muita guerra, luta, sangue, mortes, greves e barricadas. Não é produto de sentença e dei minha contribuição para a conquista dessa democracia. Disse à minha família que agora eu estaria em uma posição de militante livre e combatente e eles aprovaram.
A condenação abalou o senhor? Abalou a sua família?
Não. Minha mulher e meus filhos ficaram indignados, assim como eu. Naquela noite, escrevi a carta aberta, que li no dia seguinte durante a reunião do Diretório Nacional do PT. Mas não estava abalado. Minha vida só tem sentido quando eu a coloco a serviço de causas. E hoje eu tenho uma causa: defender minha inocência custe o que custar. Estou revigorado, vivendo um momento parecido com o meu entusiasmo de 1968, da Guerrilha do Araguaia, quando eu estava preso por cinco anos, quando eu disputava convenções do PT, quando eu fazia campanhas vitoriosas e derrotadas aqui em São Paulo… Estou com essa energia. Meu foco é resistir e lutar com todos os meios democráticos.
E qual é o primeiro passo dessa luta?
A primeira coisa que tenho que fazer é apresentar todos os documentos que estou preparando com o meu advogado, Luiz Fernando Pacheco. São memoriais que vão discutir a parte final do julgamento e serão apresentados como provas da minha inocência. Quem tinha que apresentar provas de minha culpa seria a acusação. Vou falar politicamente. Estou de cabeça erguida, com a consciência de um inocente e vou usar de todas as formas jurídicas e politicas para provar minha inocência. Eu quero provas.
Sua defesa foi baseada no fato de que o senhor foi acusado por aquilo que era, ou seja, presidente do PT, e não por aquilo que fez. Essa foi a melhor linha a ser seguida?
Sim. E continuo nessa linha, porque eu não pratiquei crime, não pratiquei ilícito. Eu era presidente do PT e fui condenado pelo fato de ser presidente do PT. Isso é o que se chama, no direito penal, responsabilidade objetiva, que é um conceito conservador, arcaico, que, felizmente, a humanidade superou, mas que agora tem uma nova versão, o domínio do fato. Assim, pode-se condenar sem provas concretas. O que fiz como presidente do PT foi legal, legítimo e necessário. Não se pode criminalizar a política, criminalizar os acordos e as alianças e é isso que se está fazendo. Quando se criminaliza a política, abre-se a porta para o autoritarismo, enfraquecendo o poder que emana do povo. Cumprirei as decisões impostas, mas minha consciência irá bradar todos os dias contra isso.
Acredita que o julgamento do Mensalão é um marco no Judiciário brasileiro?
Acho que temos que fazer um grande debate sobre esse julgamento, primeiro porque ele está se baseando em teses que precisam ser profundamente discutidas, como a do domínio do fato, que negam provas, a presunção da inocência, a condenação com base em indícios… Isso tem que ser profundamente discutido, porque pode representar um risco para um Judiciário democrático, abrindo graves precedentes.
Sua tese de defesa argumenta que existiu um esquema de caixa dois na campanha do PT e não a compra de votos de parlamentares. A ministra Cármen Lúcia reagiu dizendo que "caixa dois é crime" e que a confissão dessa prática com naturalidade na Corte era algo "inédito" na carreira dela. Essa é sua versão dos fatos?
Em primeiro lugar, meu advogado não falou em caixa dois. Ele afirmou, claramente, que minha função como presidente do PT era exclusivamente política. Eu não cuidava nem tinha responsabilidade quanto à administração do PT e quanto às finanças do partido. Não foi o meu, mas outros advogados disseram que quando se trata de crime eleitoral (caixa dois), tem que se julgar como crime eleitoral. Minha responsabilidade era política. Entendo que essa injustiça não é só contra mim e que isso enfraquece a Justiça no Brasil. Não podemos fazer de julgamentos um espetáculo midiático. Não podemos aceitar essa espetacularização.
Um dia após sua condenação, quando leu a nota durante reunião do Diretório Nacional do PT, o senhor se encontrou com o ex-ministro José Dirceu. Como foi esse encontro?
Fui recebido de pé por todo o Diretório Nacional do PT naquele dia. Todas as tendências gritavam meu nome. À tarde, quando entrou o companheiro Zé Dirceu, aconteceu a mesma coisa com ele e nós demos um forte abraço um no outro. E eu falei a ele a seguinte frase: "Zé Dirceu, no dia 12 de outubro de 1968, quando nós fomos presos no Congresso de Ibiúna, nós gritamos: 'A UNE somos nós'. Pois bem, o PT somos nós. Somos companheiros de luta e nossa geração aprendeu que podemos ser encurralados, mas não aceitamos nos curvar".
E o que José Dirceu respondeu?
Ele olhou bem pra mim e disse: "É o nosso destino. Nosso destino é lutar".
E com o ex-presidente Lula? Como é sua relação desde 2005?
O Lula, pra mim, é uma pessoa excepcional do ponto de vista humano e político e eu aprendi a ter muita confiança na capacidade política dele. E Lula costumava dizer, nos piores momentos do seu governo: “Não vou deixar o país quebrar no meu colo”. Minha relação com Lula é de muito respeito e confiança. Não fiz nada de errado, portanto, o compromisso que tive com o Lula de presidir o PT foi correto e eu repetiria, mesmo passando por tudo o que passei.
O ex-presidente Lula ligou para o senhor após sua condenação?
Várias vezes. Sempre uma ligação afetiva e muito forte, mas me reservo o direito de não dizer o que ele fala comigo.
O senhor resolveu deixar seu cargo no governo, de assessor especial do Ministério da Defesa. A presidente Dilma Rousseff foi relutante à entrega do seu cargo?
Ela me ouviu e falou coisas bonitas, mas não serei porta-voz dela.
Mas ela foi relutante?
Ela disse pra mim: "Como é que eu assino a sua demissão, Genoino? Como?". E respondi: "Retiro-me do governo com a consciência dos inocentes e vou ler uma carta no Diretório Nacional do PT". Tenho uma relação de respeito e confio muito na coragem e capacidade da companheira Dilma.
José Dirceu disse a amigos que se sente aliviado com o fato de o PT ter sido o partido mais votado no primeiro turno das eleições deste ano. Segundo ele, é como se o povo tivesse absolvido o partido. O senhor também avalia dessa maneira o desempenho do partido nas urnas?
O governo do PT foi julgado em 2006, quando o povo reelegeu o Lula, e em 2010, quando elegeu a Dilma presidente. As vitórias do PT mostram que o povo é mais inteligente do que certos setores pensam. O povo nos conhece, sabe onde a gente mora, o que a gente faz, o que a gente fez.
Em 2010 o senhor não foi eleito deputado federal. O povo não o absolveu?
Não foi isso. Em 2010, eu perdi por mil votos. O erro foi o tipo de campanha que nós fizemos. A campanha estava difícil porque fui muito criticado por setores da mídia… Tive apoio em muitas cidades, o PT me apoiou muito, mas isso faz parte. Na democracia, a gente perde e ganha e precisamos ficar felizes com isso.
Na década de 1970, o senhor foi preso por cinco anos e torturado durante a Guerrilha do Araguaia. O senhor consegue traçar algum paralelo daquele momento em relação a esse que está vivendo hoje?
O primeiro paralelo, lamentavelmente, e eu nunca falei isso para ninguém, são os pesadelos. Eu tenho pesadelos. As cicatrizes existem. Acredito no perdão, mas não no esquecimento, e é isso que aparece nos meus pesadelos. Misturo cenas daquele período, quando eu era interrogado, em 1972, com cenas do processo da Ação Penal 470. Há um mês, tive um pesadelo grande, gritei pra caramba, minha mulher ficou preocupada, porque eu fiquei em pé, estrebuchei na cama… As cicatrizes da vida deixam a gente mais preparado para as pancadas e estou com mais cicatrizes agora, elas não somem da cabeça nem do corpo. Mas não tenho ódio, ressentimento ou espírito de vingança. Eu tenho confiança no ser humano.
O senhor tem medo de ser preso?
Penso da seguinte maneira: a palavra medo não existe como impedimento para a minha luta. Entre a servidão e a humilhação, eu prefiro o risco do combate.
Se o senhor pudesse fazer de novo, corrigindo, alguma coisa na sua vida, o que seria?
Tudo o que fiz na minha vida foi com paixão e consciência. Sempre com dedicação e por causas e, portanto, minha trajetória me orgulha. Um dos objetivos da minha luta é defender minha história, porque é ela que me dignifica.
Então o senhor não corrigiria nada?
Minha trajetória me orgulha e tenho recebido muita solidariedade, tanto do PT, como de pessoas da oposição, de militares que trabalharam comigo no Ministério da Defesa, mas não vou citar nomes. É claro que a vida vai te ensinando, você não pode ser dono da verdade, você tem que estar aberto para mudar o mundo. O desafio é mudar o mundo mudado e quem quer mudar o mundo tem que aceitar ser mudado. O PT me mudou e eu mudei o PT.
O senhor considera que o PT errou?
O PT é vitorioso porque o objetivo de um partido é conquistar o poder e realizar seu programa e isso o PT fez. Agora, é claro que o PT tem que fazer uma avaliação de toda sua trajetória, olhando para o futuro. Não podemos ter medo do debate. O PT precisa aceitar a crítica e discutir as escolhas de maneira franca e aberta. O PT aprendeu uma lição: dividido, perde; e sem aliança, não ganha. Minha geração aprendeu no coletivo: ou ganham todos juntos ou se ferram todos juntos. Essa foi a lição que eu aprendi.
____________________________________

O APOIO DE LULA AO EDIMILSON

POR ISSO QUE ELES NÃO QUEREM SEPARAR, O PARAZINHO FICA COM O FILÉ E MANDA O OSSO PARA NÓS

O governo do Estado repassará na próxima semana R$ 4 milhões aos cofres públicos de 104 municípios paraenses. O montante é referente ao Imposto sobre Produto Industrializado de Exportação (IPI-Exportação), e representa um dos repasses feitos pela União aos estados e prefeituras. A Secretaria de Fazenda (Sefa) publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quinta-feira o valor que será creditado a cada uma das prefeituras agraciadas com a verba. Dos R$ 19,3 milhões transferidos pela União ao Pará, 25% serão distribuídos aos seus respectivos municípios, e 75% serão direcionados para o Tesouro Estadual. A Constituição Federal determina que 10% do IPI arrecadados pela União, sejam transferidos aos Estados e ao Distrito Federal, proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados.
O valor total repassado pela União ao Pará, relativo ao IPI-Exportação de setembro, foi de R$ 19.306.559,02. Este volume que representa um crescimento de 70,9% se comparado a igual período do ano passado, quando foi distribuído ao estado o montante de R$ 11.291.362,35. Ou seja, em um ano, o repasse teve um acréscimo de R$ 8 milhões. Entre os meses de agosto e setembro deste ano, o IPI-Exportação entregue ao Pará também teve um acréscimo, desta vez mais modesto, na ordem de 1,13% - aumento na casa dos R$ 215 milhões. Somente no primeiro decêndio de setembro, o valor correspondente ao repasse foi de R$ 12.201.862,30. Já na segunda dezena do mês, foram repassados R$ 4.074.926,24. Por último, foram entregues ao estado R$ 3.029.770,43.
Belém teve a maior receita entre os municípios que receberam a quota parte do IPI-Exportação, abocanhando R$ 964.753,55 do montante repassado pelo Estado, ou seja, 24% do total. Em segundo lugar no ranking de prefeituras com maior receita do IPI-Exportação está Parauapebas, contemplada com R$ 767.406,74, correspondendo a 19% do total, seguida de Marabá, com R$ 257.076,48 (6,4%), Barcarena, com R$ 224.105,70 (5,5%) e Ananindeua, com R$ 209.292,75 (5,21%). Na ordem inversa, os municípios de Colares, Curuá, Peixe-Boi, Primavera e Quatipuru receberam igualmente a importância de R$ 5.734,05. O menor valor repassado a uma prefeitura paraense foi R$ 5.256,21, distribuído à prefeitura de Magalhães Barata.(Amazônia - ORM)
_________________________________________

BELÉM: LULA DECLARA APOIO A EDMILSON


Seis anos depois de deixar o PT, Edmilson Rodrigues - agora no PSol - volta a contar com o apoio de figuras históricas do Partido dos Trabalhadores em uma eleição. Como parte da estratégia nacional contra os tucanos, apontados como os maiores adversários dos petistas, as estrelas da legenda decidiram desembarcar em peso na candidatura do PSol à prefeitura de Belém. As participações especiais começaram ontem com a exibição de depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no horário eleitoral gratuito. Antes foi exibida peça sobre programas do governo federal que podem ser implantados ou ampliados em parceria com o município. Ainda nesta semana, são esperados depoimentos da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Saúde Alexandre Padilha, que já disponibilizou o vídeo no canal do PT no Youtube.
Até a ex-governadora Ana Júlia Carepa, que vinha se recusando a declarar o voto em Edmilson - mesmo após decisão do PT de apoiá-lo –, usou as redes sociais no fim de semana para pedirvotos. “Na política, não podemos agir com o fígado. Quando Edmilson veio pedir o apoio do PT, veio pedir o nosso apoio, o apoio do Lula, ele já faz um gesto de humildade. Precisamos demonstrar que eles (PSol) estavam errados em relação ao nosso governo e em relação ao PT. Nós somos melhores e com certeza temos compromisso com o povo”, escreveu em sua página no facebook para um militante que questionou a decisão.
A estratégia do PT foi definida na semana passada em reunião em São Paulo. Em Belém, os petistas anunciaram apoio a Edmilson logo após o primeiro turno. Nas redes sociais, o clima era de euforia entre os eleitores de Edmilson que passaram a falar em “hora da virada”. Pesquisa do Ipespe divulgada ontem pelo Diário mostra que o candidato está seis pontos atrás do tucano Zenaldo Coutinho. A festa em torno da presença da presidente Dilma Rouseff no palanque eletrônico em Belém é motivada pelos ótimos índices de aprovação do governo federal na capital paraense.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Salvador: Gil apoia o PT... Caetano o Grampinho

O cantor e compositor Gilberto Gil gravou hoje um depoimento de apoio a dois candidatos do PT: Fernando Haddad, que concorre à Prefeitura de São Paulo, e Nelson Pelegrino, que disputa o cargo em Salvador.
Os vídeos foram gravados na casa do compositor e devem ir ao ar nos próximos dias. A declaração de apoio de Gil a Pelegrino acontece três dias depois de Caetano Veloso ter dito que preferia a vitória de ACM Neto (DEM) na capital baiana.
O candidato do DEM é neto do senador Antonio Carlos Magalhães, que apoiou a ditadura militar e foi, por anos, a maior liderança política da Bahia.
“Eu prefiro que ele [ACM Neto] ganhe. Logo eu, que passei a vida inteira me opondo ao avô dele”, disse Caetano na terça-feira (16), após show em homenagem a Ulysses Guimarães em Brasília.
Gil, que foi ministro da Cultura durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou do show ao lado do amigo na terça.
_____________________________________________

Equador dá largada a corrida presidencial com Rafael Correa na liderança


Em janeiro de 2006, Rafael Correa tomou posse para seu segundo mandato; ele é favorito nas próximas eleições

A corrida eleitoral à Presidência do Equador começa nesta sexta-feira (19/10) com a abertura do período de inscrições de candidaturas. Em busca do terceiro mandato, Rafael Correa aparece como principal favorito ao pleito de 17 de fevereiro de 2013, com mais de 40% das intenções de voto.
O principal adversário do atual presidente deverá ser o empresário Guillermo Lasso, ex-presidente do Banco de Guayaquil. Lasso, que concorre pela primeira vez, é fortemente ligado ao ex-mandatário deposto Jamil Mahuad (1998-2000), ainda que tente passar a imagem de pertencer a uma corrente mais moderada.
Além deles, outros dois ex-chefes de Estado, ambos também depostos, foram anunciados não oficialmente na disputa: Lúcio Gutierrez (2003-2005) e Abdalá Bucaram (1996-1997) – que se encontra exilado no Panamá. O empresário Álvaro Noboa, considerado o “homem mais rico do país”, que tentará a eleição pela quinta vez, e um ex-apoiador de Correa, o ex-ministro de Energia e Minas Alberto Acosta, que participou da formulação da Revolução Cidadã, também devem entrar na disputa. 
Para Pablo Andrade, cientista político e coordenador de Estudos Latino-Americano da UASB (Universidade Andina Simón Bolívar), a campanha eleitoral que começa agora deverá se caracterizar pela polarização do eleitorado em dois grandes grupos: o do presidente Rafael Correa e de seus adversários. “No entanto, essa polarização não necessariamente implicará em uma divisão social forte ou agressiva entre as duas correntes”, afirma.
Pesquisa
A última pesquisa de opinião foi divulgada no dia 7 de outubro. De acordo com resultados do instituto Cedatos, realizado em 15 cidades com 2.330 pessoas, Correa seria reeleito com 44% dos votos contra 18% de Lasso. Eles são seguidos por Gutiérrez (6,9%), Acosta (6,5%), Noboa (2,3%) e Bucaram (1,3%). Dos entrevistados, 21% deles declararam que votariam em branco ou anulariam o voto. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.
De acordo com o levantamento, 51% dos eleitores ainda estão indecisos. O principal problema do país apontado por eles é a insegurança (31%), seguido pelo desemprego (22%), custo de vida (15%) e desconfiança na justiça (12%).
Para Andrade, a tendência é que Rafael Correa vença a eleição ainda no primeiro turno. “Ele e seus aliados ocupam atualmente o centro das atenções. A divisão da direita junto com a intensa autopromoção do governo ao largo dos últimos anos é muito favorável para o presidente. Na direita, a candidatura com mais chances de crescer é a do PSP [de Gutierrez], mas só porque se trata de um partido mais bem organizado e de alcance nacional”.
Dissidência governista
Do outro lado da disputa, Andrade acredita que a dissidência de Acosta não deverá interferir no desempenho de Correa. “Ele certamente deverá crescer dentro de suas bases eleitorais e poderá também ganhar apoio em setores radicais da classe média urbana. Mas não deverá crescer a ponto de provocar um segundo turno.”
Correa, no entanto, tem sofrido problemas internamente, já que o PAIS ainda não confirmou sua pré-candidatura. Ela deverá ser confirmada após uma assembleia, a poucos dias do final do prazo de inscrições, em meados de novembro, como anunciou o chanceler Ricardo Patiño.
A razão, segundo Andrade, é que o PAIS passa por uma dissidência interna entre grupos com projetos muito diversos e cujo impasse não consegue ser resolvido sem a intervenção do próprio Correa. “Os mecanismos de seleção [do PAIS] para os candidatos ao Legislativo são inexistentes. Será o presidente em pessoa que vai escolher quem vive e quem desaparece no cenário eleitoral”, afirma.
Características
Esta eleição também colocará à prova as recentes mudanças feitas pelo governo Correa no Código da Democracia, que regula o trabalho da imprensa durante a eleição, obrigando-os a adotar uma posição de neutralidade. Segundo a lei, os meios de comunicação deverão “se abster de fazer uma promoção direta ou indireta que tenda a incidir contra ou a favor de determinado candidato, postulado, opiniões, preferências eleitorais ou teses políticas”. A corte constitucional do país determinou que eles até poderão opinar, porém nunca fazer promoção direta ou indireta de algum candidato.
Ao todo , 11 filiações partidárias apresentaram as condições necessárias para concorrer à disputa em nível nacional, após terem conseguido recolher 157 mil assinaturas. São elas a aliança PAIS (Pátria Altiva e Soberana), do presidente Rafael Correa, o movimento CREO (Criando Oportunidades), recém-criada frente de oposição liderada por Lasso, o PSP (Partido Sociedade Patriótica 21 de Janeiro), de Gutierrez, o PSC (Partido Social Cristão), o Prian (Partido Renovador Institucional de Ação Nacional), de Noboa, o MPD (Movimento Popular Democrático), o MUPP-ND (Movimento Unidade Plurinacional Pachacutik – Novo País), de Acosta, o PRE (Partido Roldosista Equatoriano), de Bucaram, o PS-FA (Partido Socialista – Frente Amplo), o Partido Avança e o Movimento Ruptura. Outras 38 filiações partidárias participarão da disputa em nível regional. Essa fase eleitoral foi afetada por um escândalo de falsificação de assinaturas. Elas tiveram de ser revisadas uma a uma pelo CNE, em um processo que resultou na anulação do Equipo, partido liderado pelo empresário Fabricio Correa, irmão do presidente. 
 ____________________________________________

SONINHA (2,65%): “HADDAD É UM FILHA DA P...”


Ex-candidata do PPS, que não chegou a 3% dos votos no primeiro turno para prefeito de São Paulo, dá contribuição de "alto nível", na ironia do ator Paulo Cesar Pereiro, para o debate eleitoral; "Podia ter dito simplesmente 'sujo'", tentou consertar ela em seu blog; no primeiro momento, Soninha ofendeu o candidato do PT com um xingamento pesado (acima); à revista Status, a política que aderiu a José Serra abriu seu coração: "É. Eu gosto dele. Muito". 

247 – Ex-comentarista futebolística, Soninha Francini, candidata do PPS que obteve 2,65% dos votos válidos no primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, mostrou hoje, em seu blog, que entrou para política mas ainda não saiu das arquibancadas. Num post bastante confuso, sobre questões de creches nos planos municipal e nacional, ela concluiu em seu blog, nesta sexta-feira 19, que o postulante do PT, Fernando Haddad, "é um filha da p...". Mais tarde, alertada da gafe, saiu-se também em sua página na internet com uma emenda do mesmo padrão do soneto:
Sem-fim
[Pra quem veio aqui procurando um palavrão xingando o Haddad: apaguei. Estava com muita raiva e escrevi como falo [falo muito palavrão]. Podia ter dito simplesmente "SUJO". No fim, substituí por "MUITO cinismo". Era lá que estava o "filha da p."]
O ator e ex-candidato a vereador Paulo Cesar Pereiro, por meio de seu twitter, observou, com fina ironia, o quanto Soninha, com suas manifestações, deu uma contribuição de "alto nível" para o debate.
Ex-subprefeita da Lapa na gestão de Gilberto Kassab, Soninha teve na eleição deste ano metade dos votos obtidos no pleito de 2008, quando também concorreu à Prefeitura.
_________________________________________________

Marina Silva sela apoio a Marcio Pochmann em Campinas


A ex-senadora Marina Silva, atualmente sem partido, gravou declaração de apoio ao candidato do PT à prefeitura de Campinas, Márcio Pochmann, e visitará a cidade na próxima semana para assinar uma carta de compromis­so.
Pochmann conversou com Marina, que topou gravar depoimento e participar da campanha, após ele se comprometer a tratar das questões ambientais e de sustentabilidade como prioridade.
No depoimento que gravou na quarta- feira, em São Paulo, Marina decla­ra ter convicção de que Pochmann é o candidato que mais tem condi­ções de se comprometer com um novo modelo de desenvolvimento, em que as questões ambientais não sejam tratadas de maneira tópica. 
Terceira colocada nas elei­ções de 2010, com 19,6 milhões de votos, o apoio de Marina é estra­tégico. 
A aproximação entre ela e Pochmann foi feita pelo ex-deputa­do federal Luciano Zica (PT), um dos coordenadores da campanha em 2010.
___________________________________________________

Demo Sobrinho de Lira Maia pede investigação da PF contra o Blog do Jeso


A grande Familia: Erasmo, Zé Maria Tapajós, Lira Maia, Demostenes Torrese Agripino Maia

O Demo Vereador Erasmo Maia (na foto a esquerda),  presidente municipal do Democratas, atacou o Blog do Jeso na tribuna da Câmara, .
Mordido por uma pesquisa publicada no Blog, o sobrinho de Lira maia pediu a investigação da Polícia Federal. "Essas pesquisas do Blog do Jeso, mentirosas como ficou provado pelo resultado das urnas, deveriam ser investigadas pela Polícia Federal, já que o senhor Jeso adora mencionar o nome da PF em seus escritos tendenciosos", afirmou Erasmo.
Segundo o sobrinho de Lira Maia, "na campanha eleitoral, essas pesquisas do Blog do Jeso chegaram a colocar a candidata para quem ele trabalhava a troco de dinheiro clandestino à frente de Alexandre Von, coisa que nunca ocorreu, até porque todas as outras pesquisas - eu digo e repito: todas as outras pesquisas apontavam a ampla vantagem de Alexandre Von sobre Lucineide",
"O Blog do Jeso, que já tem a fama de ser tendencioso e de servir de porta-voz de interesses escusos, agora está com uma tarja carimbada em sua página na internet: MENTIROSO."
Em aparte, o vereador José Maria Tapajós, que nesta eleição reduziu o PMDB ao mínimos termos, cumpriu seu tradicional papelão ao criticar supostas manipulações de pesquisas eleitorais em Santarém.
________________________________________

O DEBATE QUE VIROU UM ABATE


"Serra, por que vocês não fizeram os 66 kms de corredores de ônibus prometidos pelo Kassab?
Serra, por que vocês não entregaram os três hospitais que prometeram construir há quatro anos --e ainda ameaçam privatizar 25% dos leitos do SUS ?
Serra, por que até hoje vocês não conseguiram desapropriar um terreno na zona leste para instalar uma universidade federal na região?
Serra, por que vocês não conseguiram preencher um simples formulário eletrônico para ter acesso a R$ 250 milhões do Ministério da Educação destinados à construção de creches em SP --um formulário que três mil prefeitos do interior preencheram sem nenhum problema?
Serra, você não vê que a cidade está vivendo uma crise depois de oito anos de administração sua e do Kassab?
Serra..." (Fernando Haddad empareda Serra no debate da Bandeirantes, onde o petista já entrou com 17 pontos de vantagem sobre o tucano. Mas o Datafolha segurou a divulgação do desastre até encerrar o duelo. Faria um 'ajuste', talvez, se o seu candidato fosse bem?
A eleição entra na reta final do desespero tucano em SP. E o retrospecto mostra que tudo é possível: 'Escárnio', as maquinações e cambalachos para influenciar as urnas no 2º turno de 2012
O tucano José Serra perdeu feio
O que você precisa analisar para saber quem venceu um debate?
Em primeiro lugar, qual a necessidade dele naquele encontro.
Neste caso, as pesquisas dão de 15% a 20% dos válidos de diferença de Haddad para Serra. Ou seja, o tucano teria que ser muito superior ao petista. E nem de longe foi.
Ao contrário, se mostrou nervoso, inseguro, sem propostas. Usou e abusou da velha estratégia de dizer que o seu adversário não respondeu a pergunta. Serra não cansa de fazer isso. Ninguém responde suas perguntas desde que ele se candidatou a presidente da UNE.
Haddad, por outro lado, estava tranquilão. Fez intervenções seguras e apresentou críticas consistentes ao atual governo da cidade. Não foi tão bem quanto no debate da Gazeta, mas foi muito melhor do que Serra.
E numa eleição de segundo turno é isso o que interessa.
____________________________________

A função da mídia


FOLHA CONSAGRA REJEIÇÃO A CERRA: 52%. E AO MENSALÃO



Dizem no PiG que Fernando Henrique já se encontrou com o Aécio Never para promover o sepultamento do Cerra.

O Conversa Afiada não confia no Datafalha desta sexta-feira: Haddad 60 a 40 do Cerra, nos votos válidos.
O Conversa Afiada insiste em que o destino do Cerra é imortalizar-se como o Zezinha Trinta.
Quarenta é demais pra ele.
O que parece mais razoável é a taxa de descomunal rejeição ao Cerra: 52%.
Entre o primeiro e o segundo turno, quando Cerra começou a falar do mensalão, a glorificar o Supremo Tribunal e a satanizar o José Dirceu – daí pra cá, a rejeição passou de 42% para 52%.
No meio dessa rejeição deve caber também a exploração preconceituosa do que se chamou de “kit gay”.
Dizem no PiG que Fernando Henrique – herói da campanha do Cerra na TV – já se encontrou com o Aécio Never para promover o sepultamento do Cerra.
Eles se amam.
Inútil.
Nenhum candidato tucano para 2014 tem a grana e o PiG do Cerra.
Nesse campo, ele domina Aécio e qualquer outro tucano.
Aécio não ultrapassará os morros de Minas.

Paulo Henrique Amorim
____________________________________

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sylvia Kristel (1952-2012)


Nenhuma mulher enfeitiçou tanto os homens, na década de 1970, como a atriz de Emannuelle

Por Paulo Nogueira

Bastou a ela um único papel
Nenhuma mulher atiçou tanto a imaginação dos homens, nos anos 1970, quanto a atriz holandesa Sylvia Kristel.
Aos 22 anos, em 1974, ela arrebatou o mundo masculino com um filme que se tornaria imediatamente um clássico do cinema erótico – Emanuelle. Em Sylvia Kristel, a combinação entre beleza angelical e despudor absoluto alcançou uma dimensão jamais igualada nem antes e nem depois. Emanuelle inventou o pornô chique como gênero.
O filme, passado na Tailândia, mostra a vida da mulher de um diplomata. Ela enfrenta o tédio tailandês com sexo contínuo.
Sylvia Kristel ganhou o papel com facilidade. O namorado lhe sugeriu que ela seguisse carreira no cinema, depois que ela venceu dois concursos de beleza e deslanchou como modelo.
Ela fez um teste com o diretor do filme, o francês Just Jaeckin. Na conversa, Jaeckin pediu a ela que ficasse nua. “Foi facílimo”, lembraria ela anos depois. Sylvia estava com um vestidinho leve, com alças finas. Empurrou-as para o lado e, inteiramente despida, continuou a conversa com naturalidade.
Ganhou o papel e, logo, ganhou o mundo. Nunca mais Sylvia Kristel faria nada remotamente parecido com Emmanuelle. Mas este único momento de grandeza foi tão marcante que assegurou a ela um lugar entre as deusas do cinema.
Sua vida pessoal oscilou, depois de Emannuelle, entre maus casamentos, bebidas e drogas.
Em 2000, foi diagnosticado um câncer na gargante e no pulmão. Lutou contra ele desde então, e morreu ontem no local para o qual se recolhera, o sul da França, onde tentou a vida de pintora.
A Emannuelle de Sylvia Kristel haverá de permanecer na memória de todos os homem que a viram em seu esplendor soberbo – entre eles o autor dessa linhas.
______________________________________

LULA NA ARGENTINA: LEY DE MEDIOS NO BRASIL



Precisamos regulamentar imprensa no Brasil, diz Lula.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Argentina, onde cumpre intensa agenda política: almoçou com a presidenta Cristina Kirchner, na quarta (17) e participa, nesta quinta (18) de um congresso empresarial. Em entrevista ao jornal La Nación, ecoando o amplo debate a respeito da entrada em vigor da lei dos meiosnaquele país, Lula foi taxativo ao avaliar a situação do Brasil: “aqui precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação”.
Lula também falou sobre o menor crescimento econômico do Brasil neste ano e destacou a necessidade de uma reformulação no FMI e nos organismos internacionais como a ONU. Com relação ao polêmico julgamento do mensalão e a possibilidade de ele também ser julgado, é categórico: “eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento”.
Relações internacionais
O fato de querermos fazer uma reforma nas instituições multilaterais não depende da crise. A crise apenas agravou este debate. O Brasil, há pelo menos 15 anos luta para que a ONU seja reformada, e que tenha uma representação do mundo geográfico correspondente a 2012 e ao século 21 e não que represente o mundo de 1948. Não há explicação para que apenas cinco países tenham o controle dos assuntos mais importantes do mundo, sem que haja um representante da América Latina, da África, sem um país de 1 bilhão de habitantes como a Índia ou mesmo a Alemanha. Queremos que a ONU e o Conselho de Segurança sejam representativos da realidade de hoje, e não do passado.
O FMI também tem que ser reformado para que possa funcionar como um banco que possa ajudar os países em crise e não como um banco para fazer pressão nas economias dos países pobres. Na crise atual dos Estados Unidos e Europa, o FMI não sabe o que fazer. Ninguém sequer quer escutar o FMI! É como se não servisse para nada! Dá a impressão de que foi criado para Argentina, Brasil, Bolívia ou México e não para a Alemanha nem Grécia. É por isso que nós queremos fazer um debate.
Irã
Vejamos o caso do Irã. Todos os dias vejo notícias que dizem que o Irã quer construir uma bomba atômica. Eu não acredito nisso. Eu desejo para o Irã o mesmo que desejo para o Brasil: utilizar a energia nuclear para fins pacíficos. E com esta ideia eu fui ao Irã. Os membros do Conselho de Segurança nunca tinham conversado com [Mahmoud] Ahmadinejad. A política foi terceirizada, colocam assessores ara conversar e os presidentes nunca conversam. E quando eu disse que ia conversar com Ahmadinejad para que ele se comprometesse a aceitar as regras que eram impostas pela AIEA, disseram que era ingênuo. Fomos ao Irã, estivemos dois dias juntos com a Turquia, e conseguimos que o Irã se comprometessem com o que os norte-americanos e a União Europeia queriam. Para a minha surpresa, quando Ahmadinejad aceitou e nós apresentamos um documento assinado, o que aconteceu? Sancionaram o Irã. Por que? Porque não era aceitável que um país do terceiro mundo tivesse conseguido o que eles não conseguiram.
Chávez
É necessário analisar a Venezuela não em comparação com o Brasil ou Argentina, nem com a Europa. Tem que analisar a Venezuela de Chávez em comparação com a Venezuela antes de Chávez. E melhorou muito a Venezuela. O povo pobre ganhou dignidade. A América do Sul ganhou muito com o Chávez. Porque antes até os vasos sanitários eram importados dos Estados Unidos. Hoje importa de outros países: Brasil, Argentina… Venezuela começou a olhar a América Latina e por isso defendi a entrada da Venezuela no Mercosul. Pela importância estratégica da Venezuela, é uma das maiores reservas de petróleo do mundo e de gás, tem um potencial energético extraordinário. Nós precisamos, enquanto Unasul, discutir como nos tornar sócios dessa riqueza que temos. Por isso penso que Chávez foi importante para a Venezuela. (…) Com a minha chegada ao poder, a de Kirchner, de Chávez, de Evo Morales, foi que as pessoas começaram a perceber que gostamos de nossos países, que começamos a ver nossos países a partir de nossa própria realidade. Isso mudou. Quando cheguei ao governo, a relação comercial entre Brasil e Argentina era de 7 bilhões. No ano passado, foi 40 bilhões de dólares.
Meios de comunicação
Eu penso que poucos líderes políticos do mundo foram e são tão criticados pela imprensa como eu. No entanto, não reclamo. Eu nunca tive a imprensa a meu favor, e não é por isso que deixei de ser presidente com a maior aprovação de meu país. Me parece que devemos acreditar na sabedoria dos leitores, dos ouvintes de rádio e dos telespectadores. Eles saberão julgar os valores do comportamento de um político, e também do comportamento da imprensa.
Acredito que no Brasil precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação. A última regulação é de 1962, não há nenhuma explicação para que no século 21 tenhamos a mesma regulação que em 1962, quando não havia telefones celulares, nem internet. A evolução que teve nas telecomunicações não está regulada. Essa briga existe na Argentina, na Venezuela, no México, onde Ricardo Salinas e Slim estão em guerra todo santo dia. E no Brasil preparamos uma conferência nacional – na qual participaram partidos, meios de comunicação, telefonia – e elaboramos uma proposta de regulação, que precisa ser discutida com a sociedade. Não há modelo definitivo, não há o modelo de O Globo, da Folha, de Lula ou de Dilma, isso não existe. Então vamos começar uma discussão com a sociedade ara saber o que é o mais importante para que os meios de comunicação sejam cada vez mais retransmissores de conhecimento, de informação, cada vez mais livres e sem ingerência do governo.
Mercosul
Penso que o que fizemos na América do Sul já é muito. O problema é que éramos países com uma cultura colonizada, com uma mente colonizada. Fomos doutrinados para que nos víssemos como adversários, como inimigos e os amigos estavam no norte. Quando na verdade, não tem que ter inimigos nem no Norte, nem aqui, temos que construir o que for bom para Argentina e Brasil. Lembro que há muito tempo realizamos reuniões onde muitos países diziam que o Mercosul já não interessava, que o Mercosul tinha acabado, e que havia que implementar a Alca. Hoje, nem o governo norte-americano fala da Alca. Sequer eles.
Mensalão
Não me manifesto sobre esse processo, primeiro porque naquela época eu era presidente da república e creio que um ex-presidente não ode opinar sobre a Suprema Corte. Principalmente quando o processo está em desenvolvimento. Vamos esperar que termine o processo e então com certeza poderei emitir minha opinião.
Eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento e não me preocupo com nada. Cada poder: Executivo, Legislativo ou Judicial, tem suas próprias responsabilidades e cada um deve cumprir com a mesma.
Economia
Sejamos sinceros. Há uma desaceleração econômica promovida pelo próprio governo. Obviamente há problemas com a crise econômica, mas acontece que em 2010 nós crescemos muito, o consumo era exageradamente alto e era necessário diminuir um pouco esse ímpeto da economia. Essa redução do governo também foi afetada pela crise internacional. Houve uma diminuição das exportações. As exportações da Argentina caíram quase 20%, houve uma diminuição importante, e no nível mundial a diminuição foi somente 6%. Era necessário controlar a inflação. As informações que tenho da presidência e do ministro da Fazenda é que a inflação está controlada e para o próximo ano, Brasil voltará a crescer mais ou menos 4,5%.
Volta à presidência
Um político não pode nunca descartar [esta hipótese]. O problema é que cada vez que fazem esta pergunta... se eu digo que não o descarto, a imprensa diz: “Lula admite que será candidato”. Se eu digo o contrário, dizem “Lula nunca mais será presidente”. Eu sou um político, e creio que já cumpri minha parte. Toda a minha vida tive vontade de provar que era capaz de fazer o que eu reivindicava, e creio que conseguimos fazer muito mais. Hoje, o principal legado que deixamos para a sociedade brasileira, além dos 40 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média, além do aumento do salário mínimo, dos 17 milhões de empregos formais criados, o principal legado é a relação entre o Estado e a sociedade. Realizamos 73 conferências nacionais. As principais políticas de meu governo foram decididas em plenários, onde havia debates no âmbito municipal, estatal e nacional. Eram políticas de todas as áreas, tudo foi discutido. Queria provar a mim mesmo que um governante nunca, em hipótese alguma, deve ter medo de conversar com a sociedade. Não podemos ver em cada pessoa que nos cerca na rua um inimigo. Porque muitas vezes temos que nos perguntar por que é inimigo agora se votou em mim.
Integração
Sonho com a integração da América Latina. A integração não é um discurso, deve transformar-se em um ato cotidiano de cada cidadão e de cada governante. E ainda nos resta muito por fazer.
________________________________________-

Novo presidente da SIP ataca Assange em discurso de posse

No encerramento da Assembléia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em São Paulo, Jaime Mantilla, do diário Hoy, do Equador, acusou Julian Assange, do Wikileaks, classificado por ele como um "indivíduo hábil e irresponsável", de conseguir informação de maneira fraudulenta e praticar o jornalismo desonesto. Os jornais brasileiros omitiram as declarações do recém-empossado presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa em sua cobertura sobre o evento.

O artigo é de Bia Barbosa.

A 68ª Assembléia Geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) terminou nesta terça-feira (17) em São Paulo. Depois de cinco dias de muitos ataques dos donos e editores do principais jornais do continente às iniciativas de governos que buscam quebrar o monopólio dos meios de comunicação de massa na região, a SIP elegeu sua nova diretoria, que estará à frente da entidade por dois anos.
Apesar de não ter vindo a São Paulo, o novo presidente eleito foi o jornalista Jaime Mantilla Anderson, presidente executivo do jornal diário diario HOY, de Quito, o terceiro em circulação no Equador. Ele substitui o norte-americano Milton Coleman, ex-editor do The Washington Post, que presidiu os trabalhos da 68ª Assembléia Geral, e fez seu discurso de posse através de videoconferência.
Depois de declarar que assume a presidência "em um momento perigoso" para a imprensa na América Latina, em função de governos que "dificultam o livre trabalho jornalístico", Mantilla explicitou sua visão sobre jornalismo livre. E finalmente tocou em um assunto evitado durante todo o evento em São Paulo: a perseguição política sofrida por Julian Assange, fundador do Wikileaks, que pediu asilo na embaixada do Equador em Londres para evitar extradição a seu país de origem, onde corre o risco de um julgamento político em função das denúncias que fez contra inúmeros governos, sobretudo o dos Estados Unidos.
Eis sua visão dos fatos: "A imprensa independente no Equador continua acossada por um governo que, da porta pra fora, anuncia sua defesa irrestrita da liberdade de expressão de um indivíduo hábil e irresponsável que conseguiu informações de maneira fradudulenta, e a distribuiu em todo o mundo, revelando manobras obscuras de embaixadas e governos, em um ato que rompe as bases do jornalismo honesto, no Equador se desrespeita totalmente o direito humano de sonhar, se espressar e compartilhar diferentes visões da realidade", acusou Mantilla. Inexplicavelmente, o ataque do novo presidente da SIP contra Julian Assange não apareceu na cobertura de nenhum grande veículo brasileiro presente ao evento.
Empresário-jornalista
Amante de golfe, automobilismo e motociclismo, Jaime Mantilla Anderson foi condenado por injúria no final de 2011, em uma ação movida pelo presidente do Banco Central do Equador, Pedro Delgado. As artilharias do jornal, cuja linha editorial é assumidamente de direita, se intensificaram contra o Presidente Rafael Correa. Pedro Delgado é primo do Presidente. Posteriormente, ele retirou o processo.
O jornal HOY integra um grupo de comunicação equatoriano, todo dirigido por Mantilla, que possui também a HOY TV, um canal UHF; a Radio Clássica 1110 AM Digital; os jornais MetroHoy e MetroQuil (periódicos de distribuição gratuita nas cidades de Quito e Guayaquil); o tablóide Popular, especializado em esportes; e que edita e distribui no país o Miami Herald e a revista Newsweek. Ainda integram o grupo HOY a editora Edimpres, a Edisatélite, as empresas Sistemas Guía S.A. e Publiquil S.A, a Fundação HOY para a Educação, e o Explored, um arquivo digital de notícias propagandeado como "a base de dados mais completa do país".
Para quem comanda tantos veículos num país pequeno como o Equador chega a ser curioso afirmar que a tendência de muitos governos é "uniformizar o pensamento dos cidadãos livres e eliminar as expressões contrárias", como disse Mantilla em seu discurso virtual de posse. O empresário-jornalista lamentou ainda que os intelectuais da América Latina não tenham se posicionado - como a SIP - contra certos governos latino-americanos.
"Os intelectuais do mundo, e os da América Latina tem sido tradicionalmente os pais da defesa das liberdades. Seus pensamento guiaram muitas rebeliões contra poderes e governos ditatoriais e populistas. É lamentável descobrir que muitos desses pensamentos rebeldes ou desapareceram ou se entregaram à defesa dos atropelos dessas mesmas liberdades que antes defendiam", discursou Mantilla.
O relatório final da Assembleia Geral da SIP concluiu o evento criticando mais uma vez os governos dos presidentes Rafael Correa, Hugo Chávez e Cristina Kirchner de "tentar silenciar o jornalismo independente" por meio de leis regulatórias, discriminação na distribuição da publicidade oficial e "uso de aparatos midiáticos estatais e privados" para "difamar jornalistas".
_________________________________________-

BOMBA ! GILMAR PRESTIGIA LIVRO CONTRA “PETRALHAS”


Num intervalo do julgamento do Dirceu, Gilmar prestigiou o renomado autor. Perdeu a noção ou é mesmo uma provocação ?

Do infatigável Stanley Burburinho:

Gilmar Mendes, às gargalhadas, prestigia a noite de autógrafos do livro “O País dos Petralhas II de Reinaldo Azevedo  

GILMAR MENDES DÁ SINAIS DE TER ‘PERDIDO A NOÇÃO’

A liberdade de expressão é um conquista da civilização, mas como nem tudo é perfeito, em nome dela também se cometem gafes, abusos, inconveniências, impropérios e descomposturas.
Seria apropriado, por exemplo, um juiz do Supremo Tribunal Federal, parte destacada do julgamento do chamado “mensalão”, com forte conotação política prestigiar às gargalhadas a noite de autógrafos de um livro com o título “O País dos Petralhas II”?
Pois o ministro do STF Gilmar Mendes marcou presença no referido evento, em Brasília, na terça-feira (16). Óbvio que o magistrado está em pleno exercício do seu direito à liberdade de expressão, de ir e vir etc., mas o gesto – carregado de simbolismo –, equivalente, e muito, a subir em um palanque tucano.
Como agravante, o autor do livro é Reinaldo Azevedo, o mais raivoso blogueiro da revista Veja, que aliás ainda está sob investigação na CPI do Cachoeira. O que diriam, por exemplo, se algum outro ministro do STF fosse a um hipotético lançamento de um livro escrito por um blogueiro progressista, chamando partidários do PSDB de “tucanalhas”?
Proibido não é. Mas com certeza é um gesto inconveniente para qualquer magistrado, cuja conduta deve ser marcada pela discrição e por manter equidistância das manifestações com conotações político-partidárias.
De qualquer forma, da próxima vez que for à Brasília, Amaury Ribeiro Júnior poderia convidar o “doutor Gilmar”, para uma noite de autógrafos do livro “A privataria tucana”. Este sim um livro-reportagem, repleto de documentos, e não uma coletânea de meras opiniões panfletárias, como é o caso deste agora, mais um de Reinaldo Azevedo.

Em tempo: ainda do infatigável (quem será ele ?) Stanley Burburinho:
De um blog do qual o dono esteve no lançamento do livro do Reinaldo Azevedo:
“As risadas de Gilmar Mendes, o primeiro a receber um autógrafo.(…)”

 FOI BONITO DE VER Reinaldo Azevedo juntar quase 500 pessoas em Brasília ontem, para lançamento do seu País dos Petralhas II, com direito a momentos muito bonitos. As risadas de Gilmar Mendes, o primeiro a receber um autógrafo.
O abraço carinhoso de Kátia Abreu, que chegou logo depois de ser elogiada pelo blogueiro. A turma do DCE da UNB, que levou a democracia de volta para a universidade. Até mesmo um padre que foi levar a sua bênção ao escritor. Dezenas de pessoas com dois, cinco, até trinta livros para serem autografados. Parabéns ao Reinaldo. Bom de conversa, bom de escrita, bom para o Brasil.
_______________________________________

GLOBALHA




O Conversa Afiada, como se sabe, não leva a sério esse duopólio golpista, instalado na Datafalha e no Globope.
Eles são responsáveis por um erro fulgurante no primeiro turno, quando disseram que os candidatos iam acabar empatados.
Uns jênios.
Os “resultados” seguraram o Russomano até o fim, para não deixar o Haddad acabar na frente.
Acontece.
Agora, o jornal nacional omite o que pagou para saber: que Haddad tem 49% contra 33%, ou 60% a 40% nos votos válidos.
É muito provável que isso não se reflita na eleição.
E o Zezinho Trinta fique na casa dos 30.
O Estadão e a Folha (*), que também noticiou o resultado, omitem a taxa de rejeição do Cerra.
Que deve ser do tamanho da fúria dele contra o Kennedy Alencar.
O relevante, aí, porém é o fato singular e provavelmente ilegal de a Globo não divulgar o resultado da pesquisa.
Por que a Globo paga e não divulga ?
Não será isso uma violação das regras de concessão de um serviço público ?
Afinal, os filhos o Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – se esquecem, mas eles exploram um bem público: o espectro eletromagnético, que pertence ao povo brasileiro.
Por isso, mesmo nesse ambiente de vácuo regulatório – a última lei de Radiodifusão é de 1963 !!!, né, Bernardo ? – o concessionário tem responsabilidades.
Por que a Globo divulga as pesquisas que contrata quando Cerra está na liderança (do primeiro turno) e esconde as pesquisas que contrata no segundo turno ?
Onde está a isonomia ?
“Isonomia” é uma palavra que não se encaixa com a política editorial do jornalismo da Globo.
Ou a Globo se lixa para o regime de concessão, se lixa para as as leis, porque, em última análise, ela pinta e borda “nas instâncias superiores” ?
Onde está a Ministra Carmen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral ?
Por onde anda a Dra Sandra Cureau, aquela imparcialíssima Procuradora Eleitoral ?
E se fosse o inverso – o Cerra na frente ?
A Globo esconderia ?

Em tempo: amigo navegante, quantos telefonemas o Padim deve ter dado para a Globo até garantir que o jornal nacional não divulgaria o Globope ? Quem teria sido o interlocutor ? Um dos filhos do Roberto Marinho ? O Ali Kamel ?

Em tempo2: não deixe de ler “A Globo vai deixar o New York Times comprar a Folha?”. É uma pergunta palpitante. Instala a inquietação no colo do PiG. 

Paulo Henrique Amorim
___________________________________

Bolívia promulga lei da Mãe Terra e viver bem

O presidente da Bolívia, Evo Morales, ao lado do vice Álvaro García Linera, na promulgação da lei.

O presidente boliviano, Evo Morales, promulgou na segunda-feira (15) a lei da Mãe Terra e do desenvolvimento integral para viver bem, a qual tem como objetivo buscar o desenvolvimento integral em harmonia e equilíbrio com a natureza. Morales ressaltou que se não se preservar a natureza - Mãe Terra, Pachamama, o ambiente ou como for chamada -, se ela não for cuidada, não haverá vida.
A nova legislação garante a continuação de geração dos componentes e sistemas de vida da Mãe Terra, ao passo que recupera e fortalece os saberes locais e conhecimentos ancestrais.
Segundo o mandatário, os bolivianos devem pensar em trabalhar para viver bem, não para ficarem ricos, e sim para ter o que necessitam. Explicou que o debate principal está em como preservar a Mãe Terra, tanto interna como externamente.
Por outro lado, o vice-presidente boliviano Álvaro García Linera argumentou que a nova legislação introduz os conceitos ancestrais de preservar a natureza porque é um ser vivo.
Esta lei introduz a concepção indígena ancestral da natureza como ser vivo, no qual os seres humanos são uma criatura a mais, e não podem maltratar a natureza porque é mais importante do que nós, por isso tem direito à vida.
O também presidente da Assembleia Legislativa afirmou que é uma bonita lei que nasceu das organizações sociais para converter em lei dos bolivianos e bolivianas o modo de pensar e viver das nações primitivas.
García Linera recordou que atualmente existem interesses capitalistas que supostamente querem defender a natureza, mas, na realidade, o que objetivam é ganhar dinheiro com suas estratégias.
Falou sobre o chamado capitalismo verde e destacou que muitos parques nacionais na Bolívia e na América Latina estão protegidos por empresas que recebem dinheiro para implementar tais políticas. “Eles tomaram nossa floresta, é outra forma de colonialismo, e queremos nos tornar guardiões da floresta”, destacou.
Ele acrescentou que no Território Indígena e Parque Nacional Isiboro-Secure (Tipnis) aconteceu isso. “Grupos ou Organizações Não Governamentais, supostamente protetores do ambiente, tomam o estado e a quem quer que entre ali, mas, na realidade, o que fazem é ganhar dinheiro, esse é o chamado capitalismo verde”, disse.
“Nossa lei nos diz para viver em equilíbrio e complementaridade com a natureza; vamos cuidar das florestas e da Amazônia, mas para nós mesmos, não para os estrangeiros”, apontou.
O vice-presidente disse que a nova lei declara o direito a usar os recursos, mas sem esbanjar, que as comunidades satisfaçam suas necessidades básicas sem destruir o meio ambiente. “Produção com preservação e planificação integral e participativa, esses são aspectos fundamentais da legislação”, agregou García Linera.
_________________________________________

MISTÉRIO NO JN: GLOBO CONTRATA PESQUISA, MAS NÃO DIVULGA


Foi a Rede Globo que contratou a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, que mostrou Fernando Haddad (PT) 16 pontos na frente de José Serra (PSDB), mas a emissora noticiou os números apenas em seu jornal local, o SPTV; no Jornal Nacional, nada. 

247 - A Rede Globo contratou a pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira 17, que apontou Fernando Haddad (PT) 16 pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB) no segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo, mas não parece ter lhe dado muita importância. A emissora reservou os dados ao seu telejornal local, o SPTV, e não exibiu os números em seu programa jornalístico de maior audiência.
A edição de hoje do Jornal Nacional, apresentada por Heraldo Pereira e Renata Vasconcelos, não tocou no assunto. Não que a eleição seja nacional, como ambos os partidos que a disputam querem fazer parecer, mas São Paulo é a maior capital do país. A informação, contratada pela Globo, não é importante o bastante para um JN?
_____________________________________

Dilma faz nove vetos ao Código Florestal

Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff decidiu vetar nove itens do Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional em setembro. O principal veto retira do texto a flexibilização que os parlamentares queriam para a recuperação de áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios.
O governo vai devolver à lei, via decreto que será publicado nesta quinta-feira (18), a chamada regra da “escadinha”, que prevê obrigações de recuperação maiores para grandes proprietários rurais. A “escadinha” determina que os produtores rurais terão que recompor entre 5 e 100 metros de vegetação nativa das APPs nas margens dos rios, dependendo do tamanho da propriedade e da largura dos rios que cortam os imóveis rurais. Quanto maior a propriedade, maiores as obrigações de recomposição.
A presidenta excluiu do texto o trecho incluído pelos parlamentares que permitiria a recuperação de 5 metros de APP em tornos de rios intermitentes de até 2 metros de largura para qualquer tamanho de propriedade.
“Os vetos foram fundamentados naquilo que era o principio da edição da medida provisória, que significa não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar a justiça social, a inclusão social no campo em torno dos direitos dos pequenos agricultores”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que apresentou os vetos hoje (17) junto com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.
Também foi vetada a possibilidade de recomposição de APPs com monocultura de espécies frutíferas exóticas, como laranja e maçã. “Não teremos áreas de pomar permanente, como diziam alguns”.
O decreto que será publicado no Diário Oficial da União também trará a regulamentação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que suprirão os possíveis vácuos na lei deixados pelos vetos.
Segundo Izabella, mais instrumentos normativos serão necessários para regulamentar outros pontos do texto, que poderão ser decretos ou atos ministeriais. “Outros atos, não necessariamente decretos, serão necessários para regulamentação do código”.
Izabella disse que os vetos foram pontuais, apenas para recuperar os princípios que estavam na proposta original do governo.
_____________________________________________

Plínio ataca Haddad e diz preferir Serra


Deu na Folha

Fundador do PT e candidato do PSOL à Presidência em 2010, o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio disse preferir José Serra (PSDB) a Fernando Haddad (PT) na corrida à Prefeitura de São Paulo.
Aos 82 anos, ele causou uma polêmica ontem pela internet após atacar o petista no Twitter. "O importante agora é derrotar o Haddad porque ele é incompetente e porque sua vitória fortalece o Lula e a turma do mensalão", disse.
Horas depois, Plínio escolheu outra rede social, o Facebook, para se defender e dizer que seguirá a orientação do PSOL, que prega o voto nulo.
"Oh, meu Deus! Como esse povo gosta de fofoca. O fato de dizer que considero o Serra melhor que o Haddad não implica que deixarei de votar, como sempre fiz, de acordo com o meu partido."
À Folha, Plínio reafirmou as críticas a Haddad e a preferência por Serra, de quem é amigo. "O Haddad é incompetente. É só ver o estrago que foi esse Enem", disse. "Acho péssimo ele estar na frente. Imagina o Lula se ele vencer."
O ex-presidenciável disse ter restrições ao tucano, mas o elogiou. "O Serra tem seus problemas. Tem um gênio difícil, é meio direitoso, mas é um homem competente."
Apesar de declarar sua preferência, ele jurou que seguirá a ordem da sigla ao votar.
O candidato do PSOL, Carlos Giannazi, teve 1% dos votos no primeiro turno, votação pífia se comparada à de Marcelo Freixo, que alcançou 28% no Rio. "São Paulo é mais reacionária", conforma-se Plínio.
____________________________________

OLHA AÍ O PSOL !