O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se emocionou nesta quarta-feira 10, no plenário do Senado, ao ler uma carta de Miruna Genoino em homenagem ao pai, o ex-presidente do PT José Genoino, condenado na véspera pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção ativa.
A maioria dos ministros da Corte não aceitou a defesa do ex-dirigente segundo a qual ele ignorava os acertos financeiros feitos pelo ex-tesoureiro Delúbio Soares, condenado por unanimidade, para atrair o apoio de partidos para a base aliada do governo Lula em 2003. No mesmo dia, Genoino anunciou que deixaria o cargo de assessor especial do Ministério da Defesa, ocupado desde março do ano passado (leia mais AQUI).
Suplicy foi às lágrimas ao citar um trecho em que Miruna narra o dia em que, ainda criança, reclamou da ausência do pai em meio à dedicação à vida pública. “São mais de 40 anos dedicados à luta política, nunca, jamais, para benefício pessoal. Hoje e sempre empenhado em defender o que acredita, (lembro) que ouvi de sua boca pela primeira vez, aos oito anos de idade, quando reclamava da sua ausência: ‘Mimi, a única coisa que quero é melhorar a vida das pessoas’. Esse seu desejo que tanto me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou não foi o suficiente para que meu pai ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso país”.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
CRISTINA: "NINGUÉM PODE ESTAR ACIMA DOS TRÊS PODERES DO ESTADO"
Em cadeia nacional de rádio e televisão, Cristina Kirchner cobrou o cumprimento da lei que, na Argentina, irá combater monopólios da informação e que é encarada, pelos atuais grupos de mídia, como perseguição.
Agência Brasil
A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, determinou o dia 10 de dezembro como prazo máximo para que as empresas do setor de imprensa e audiovisual apresentem seus planos de adaptação à nova Lei do Audiovisual. A lei foi aprovada em 2009 e limita a quantidade de licenças de rádio e televisão no país.
Ela alertou que se a ordem não for obedecida, a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca), órgão responsável por supervisionar a concessão de licenças, poderá "agir". “Ninguém pode estar acima dos três poderes do Estado”, disse a presidenta da Argentina, em cadeia nacional de rádio e televisão.
De acordo com o presidente da Afsca, Martín Sabbatella, o objetivo da decisão é evitar "monopólios". A lei exige das empresas de mídia a entrega dos planos de adaptação no dia 8 de dezembro, mas Kirchner decidiu adiar o cumprimento da medida para o primeiro dia útil seguinte (10 de dezembro).
Durante o pronunciamento de Cristina Kirchner, Sabbatella aproveitou para criticar o grupo Clarín (que tem o controle do principal jornal do país e detém emissoras de rádio e televisão), que faz oposição ao governo. “É o único [grupo de comunicação] que tem 250 licenças, o que excede o que a lei permite, e não reconhece o papel da Afsca", disse ele.
Sabatella acrescentou que "a lei é para todos e foi feita para ser cumprida”. Ao ser perguntado se os trabalhadores do grupo Clarín podem estar preocupados com seus empregos, ele disse que o governo “fará todos os esforços” para cuidar dos postos de trabalho e que a lei vai gerar “maior pluralidade de vozes e novos postos de trabalho”.
O grupo Clarín, por sua vez, informou que a lei está sendo analisada pela Justiça e diz ser alvo de "ataques do governo". Nos últimos dias, apoiadores do governo exibiram faixas com a inscrição 7D (7 de dezembro) e oslogan do Clarín.
A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, determinou o dia 10 de dezembro como prazo máximo para que as empresas do setor de imprensa e audiovisual apresentem seus planos de adaptação à nova Lei do Audiovisual. A lei foi aprovada em 2009 e limita a quantidade de licenças de rádio e televisão no país.
Ela alertou que se a ordem não for obedecida, a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca), órgão responsável por supervisionar a concessão de licenças, poderá "agir". “Ninguém pode estar acima dos três poderes do Estado”, disse a presidenta da Argentina, em cadeia nacional de rádio e televisão.
De acordo com o presidente da Afsca, Martín Sabbatella, o objetivo da decisão é evitar "monopólios". A lei exige das empresas de mídia a entrega dos planos de adaptação no dia 8 de dezembro, mas Kirchner decidiu adiar o cumprimento da medida para o primeiro dia útil seguinte (10 de dezembro).
Durante o pronunciamento de Cristina Kirchner, Sabbatella aproveitou para criticar o grupo Clarín (que tem o controle do principal jornal do país e detém emissoras de rádio e televisão), que faz oposição ao governo. “É o único [grupo de comunicação] que tem 250 licenças, o que excede o que a lei permite, e não reconhece o papel da Afsca", disse ele.
Sabatella acrescentou que "a lei é para todos e foi feita para ser cumprida”. Ao ser perguntado se os trabalhadores do grupo Clarín podem estar preocupados com seus empregos, ele disse que o governo “fará todos os esforços” para cuidar dos postos de trabalho e que a lei vai gerar “maior pluralidade de vozes e novos postos de trabalho”.
O grupo Clarín, por sua vez, informou que a lei está sendo analisada pela Justiça e diz ser alvo de "ataques do governo". Nos últimos dias, apoiadores do governo exibiram faixas com a inscrição 7D (7 de dezembro) e oslogan do Clarín.
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Assange promove debate entre comunista e sionista
Julian Assange realizou a entrevista entre os dois pensadores durante a sua prisão domiciliar, em Londres
No segundo episódio da série “O Mundo Amanhã”, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, entrevista Slavoj Žižek e David Horowitz. Žižek, que foi candidato à Presidência da Eslovênia nos anos 1990, é conhecido como um “intelectual superstar” e se define como leninista, apesar de ter um retrato de Stálin em sua casa. David Horowitz, por sua vez, é um expoente do pensamento conservador norte-americano – e um sionista sem o menor pudor. Atualmente, seu instituto faz campanhas contra influências islâmicas e de esquerda na mídia, na academia e na política.
O encontro, entre pensadores que defendem causas completamente diferente, foi acalorado. “Você é um apoiador da coisa mais próxima que temos do nazismo. Você apoia os palestinos. Eu não vejo como diferenciar os palestinos, que querem matar os judeus, dos nazistas”, diz Horowitz.
Irritado, o esloveno dispara: “Desculpe, você já foi à Cisjordânia?”. Em alguns momentos, Assange tem que segurar o exaltado Žižek, embora seu adversário esteja em outro continente.
O tom da conversa varia entre o antagônico e o bem humorado; os três falam de personalidades que vão de Stalin a Obama, do conflito entre Israel e Palestina, do desejo da liberdade ao Estado de vigilância,– passando, é claro, pelo trabalho do WikiLeaks, considerado “perigoso” por Horowitz. No final, Žižek conclui: “Isso foi uma loucura!”.
O projeto “O Mundo Amanhã” foi produzido pelo WikiLeaks em parceria com o canal RT, da Rússia. A publicação foi autorizada pela Agência Pública.
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No mundo das ilusões da velha mídia
Emir Sader, Blog do Emir“Imaginemos alguém que só lesse, escutasse ou visse a velha mídia. Que visão teria do Brasil e do mundo?
Em primeiro lugar, não poderia entender por que um governo – corrupto, incompetente, com a economia à deriva, nomeando ministros como troca-troca eleitoral, que cobra muitos impostos, que está atrasado na entrega de todos as obras, do PAC, do Mundial e das Olimpíadas, que tem politica exterior aventureira, etc., etc. – tem 75% de apoio do povo.
Não entenderia como um líder como o Lula – que tem 80% de referências negativas na mídia – consegue que 69,8% dos brasileiros queiram que ele volte a ser o presidente do Brasil em 2014.
Não poderiam entender como o PT – partido corrupto, protagonista do maior escândalo da historia do Brasil – sai fortalecido das eleições municipais, eleja mais prefeitos e mais vereadores e ameace tirar dos tucanos a prefeitura mais importante do Brasil, a de São Paulo – tão bem administrada pela competência dos tucanos.
Não saberiam por que a economia brasileira não naufraga, se leem todos os dias que tudo vai mal, que o governo faz tudo errado, que a economia não cresce. Por que o governo continua a estender as políticas sociais, sem os recursos que a economia deveria lhe dar.”
Não entende por que o FHC dá seu apoio e participa da campanha do candidato tucano no Rio – junto com o Aécio e o Álvaro Dias -, mas o candidato tem apenas 2,47% dos votos. Como os tucanos e o DEM perderam 332 prefeituras, sendo os mais preparados para governar.
Leem numa revista semanal que a Argentina é “governada por autoridades cada vez mais repressoras”, que “bloqueiam as liberdades individuais, como o acesso à livre informação, a bens de consumo e ao capital”. Que o governo “já tem o controle autoritário de 80% (sic) dos canais de radio e tv do país”. Que “na ilha de Cristina, os cidadãos só leem o que ela quer”.
Que as grifes “Escada, Armani e Yves Saint-Laurent fecharam suas lojas no país”, assim como a Vuitton e a Cartier. Que a “Avenida Alvear está com ares de fim de feira”. Que “na ilha de Cristina os investidores são tratados como piratas”.
E, no entanto, a Cristina é reeleita no primeira turno. Como entender isso, vendo a velha mídia?
Como entender que a Venezuela está se desfazendo, entre a ineficiência da sua economia, a corrupção e a violência, mas o Hugo Chavez é reeleito para um quarto mandato?
Que a América Latina vai bem enquanto os EUA e a Europa vão mal?
Tudo parece de cabeça pra baixo, o mundo parece absurdo, incompreensível, para quem depende da velha mídia, dos seus jornais, das suas revistas, dos rádios e da suas TVs.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
FEIRA DO PESCADO ESTÁ EM CONSTRUÇÃO NO URUARÁ
Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC Social, provenientes de um convênio firmado entre os governos federal e municipal, a Prefeitura de Santarém está construindo a Feira do Pescado no bairro Uruará, que terá 264 metros quadrados, cobertura em estrutura metálica e telhas de barro, 25 boxes, abastecimento de água, energia e esgotamento sanitário (integrado ao PAC), área administrativa, câmara fria para armazenamento do pescado, banheiros e área de estacionamento.
Esse investimento público está orçado em aproximadamente R$ 226 mil. A previsão para a conclusão da obra será em dezembro de 2012.
A obra está sendo executada em área definida pela Prefeitura, juntamente com representantes dos pescadores que trabalham no bairro Uruará.
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Lugo diz que será candidato à Presidência do Paraguai em 2013
Fernando Lugo espera conseguir superar os obstáculos jurídicos que dificultam a sua candidatura
O ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo garantiu nesta terça-feira (09/10) que pretende ser candidato para voltar ao cargo nas eleições gerais de abril de 2013.
Lugo, que foi deposto por um golpe de Estado no final de junho, havia dito em setembro que não seria o candidato da Frente Guasú, coalizão que apoiava seu governo. Frente à indefinição que gerou uma racha no grupo, porém, o ex-presidente decidiu voltar atrás. “Sim, vou me candidatar”, afirmou.
A candidatura de Lugo, no entanto, depende de questões jurídicas para se concretizar. Os magistrados do país estão divididos sobre a aplicação da Constituição paraguaia, que não permite reeleição, neste caso, já que o mandato não foi cumprido até o fim.
Ao ser questionado sobre o assunto, Lugo respondeu: “E no Paraguai a Constituição é cumprida”, disse em alusão ao golpe que o tirou da Presidência.
Até as declarações desta terça-feira, Lugo havia dito que seria candidato ao Senado paraguaio. Agora ele diz que também pode postular ao cargo de presidente por “analogia jurídica”.
O ex-presidente também declarou que pretende continuar conversando com Mario Ferreiro, sua indicação para candidato da Frente Guasú, mas que saiu da coligação após ter sido chamado de “golpista” por outros partidos aliados.
Até as eleições presidenciais de abril de 2013, o Paraguai segue suspenso do Mercosul e da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).
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As cartas de John Lennon e como seria se ele usasse o Twitter
Na semana em que ele completaria 72 anos, um livro com sua extensa correspondência
POR KIKO NOGUEIRA
“Cara Lavanderia,
A senhora Yoko Ono Lennon nunca tingiu e nunca vai tingir o cabelo. Ela não sua (a maioria dos orientais não sua como nós). Qual é a desculpa de vocês para transformar em amarela minha camiseta branca novinha?”
É difícil imaginar John Lennon, o gênio fundador dos Beatles, autor do hino messiânico (e, como definiu o nosso amigo e leitor Saulo Londres, hiperglicêmico) Imagine, reclamando dos danos a uma peça de roupa ordinária. Mas essa é apenas uma entre as 300 mensagens do livro As Cartas de John Lennon, lançado esta semana no Brasil.
Hunter Davies, autor da única biografia oficial da banda, de 1968, obteve a autorização da viúva Yoko, bem como de colecionadores e amigos, para publicar cartas, postais, rabiscos e bilhetes, à mão ou datilografados, desde a juventude de Lennon até meses antes de ele morrer. Há declarações de amor a Cynthia, a primeira mulher, e respostas a músicos, críticos, advogados, admiradores e desafetos. Davies contextualiza as missivas, explicando em que circunstâncias elas foram enviadas.

Curiosamente, há dois brasileiros entre os que receberam uma palavra de Lennon: Lizzie Bravo, a fã que fez backing vocals em Across The Universe, e o jornalista Fernando de Oliveira, que ganhou dois postais em 1979 e 1980. Oliveira havia escrito a Lennon pedindo que ele participasse do show em prol do Camboja, organizado por Paul McCartney. Semanas mais tarde, surge um cartão de Natal em sua caixa postal, assinado por JL.
Era um compulsivo. Como diz o próprio Davies, John viveu e morreu na era pré-email. Caneta e tinta eram sua mídia social. A edição reproduz o papel que ele usou, preservando sua caligrafia, rabiscos e desenhos.

O texto detonando Paul e Linda, conhecido como "the John rant"
As porradas nos ex-Beatles e no produtor George Martin são antológicas. Em 1971, aparentemente ofendido por uma carta anterior, ele desce a lenha em Paul, Linda e na reputação de sua antiga banda: “Quem vocês/nós somos? Eu espero que percebam a merda que vocês e o resto dos meus amigos bondosos e desinteressados jogaram em Yoko e eu desde que ficamos juntos. Linda, se você não se importa com o que eu digo, cale a boca! Deixe o Paul escrever ou qualquer coisa do tipo”.
O livro traz um retrato íntimo de um homem gentil, engraçado, brutal, amoroso, colérico, egoísta, sensível — e que vivia na premência de mandar recados para o mundo. Um jornalista inglês declarou, recentemente, que era uma lástima que Lennon não estivesse vivo para ser ouvido nestes tempos intensos e conflituosos — e ao mesmo tempo um alívio por não ter de escutar suas arengas contra a fome na África, a guerra no Afeganistão ou o desmatamento da Amazônia. Seria fascinante vê-lo usando o Facebook e tudo o que a internet lhe permitiria hoje. Mas é bom sermos poupados de ver o grande Lennon, aos 72 anos, reclamando do atendimento da TV a cabo no Twitter. Em 140 caracteres.
A senhora Yoko Ono Lennon nunca tingiu e nunca vai tingir o cabelo. Ela não sua (a maioria dos orientais não sua como nós). Qual é a desculpa de vocês para transformar em amarela minha camiseta branca novinha?”
É difícil imaginar John Lennon, o gênio fundador dos Beatles, autor do hino messiânico (e, como definiu o nosso amigo e leitor Saulo Londres, hiperglicêmico) Imagine, reclamando dos danos a uma peça de roupa ordinária. Mas essa é apenas uma entre as 300 mensagens do livro As Cartas de John Lennon, lançado esta semana no Brasil.
Hunter Davies, autor da única biografia oficial da banda, de 1968, obteve a autorização da viúva Yoko, bem como de colecionadores e amigos, para publicar cartas, postais, rabiscos e bilhetes, à mão ou datilografados, desde a juventude de Lennon até meses antes de ele morrer. Há declarações de amor a Cynthia, a primeira mulher, e respostas a músicos, críticos, advogados, admiradores e desafetos. Davies contextualiza as missivas, explicando em que circunstâncias elas foram enviadas.
Curiosamente, há dois brasileiros entre os que receberam uma palavra de Lennon: Lizzie Bravo, a fã que fez backing vocals em Across The Universe, e o jornalista Fernando de Oliveira, que ganhou dois postais em 1979 e 1980. Oliveira havia escrito a Lennon pedindo que ele participasse do show em prol do Camboja, organizado por Paul McCartney. Semanas mais tarde, surge um cartão de Natal em sua caixa postal, assinado por JL.
Era um compulsivo. Como diz o próprio Davies, John viveu e morreu na era pré-email. Caneta e tinta eram sua mídia social. A edição reproduz o papel que ele usou, preservando sua caligrafia, rabiscos e desenhos.
O texto detonando Paul e Linda, conhecido como "the John rant"
As porradas nos ex-Beatles e no produtor George Martin são antológicas. Em 1971, aparentemente ofendido por uma carta anterior, ele desce a lenha em Paul, Linda e na reputação de sua antiga banda: “Quem vocês/nós somos? Eu espero que percebam a merda que vocês e o resto dos meus amigos bondosos e desinteressados jogaram em Yoko e eu desde que ficamos juntos. Linda, se você não se importa com o que eu digo, cale a boca! Deixe o Paul escrever ou qualquer coisa do tipo”.
O livro traz um retrato íntimo de um homem gentil, engraçado, brutal, amoroso, colérico, egoísta, sensível — e que vivia na premência de mandar recados para o mundo. Um jornalista inglês declarou, recentemente, que era uma lástima que Lennon não estivesse vivo para ser ouvido nestes tempos intensos e conflituosos — e ao mesmo tempo um alívio por não ter de escutar suas arengas contra a fome na África, a guerra no Afeganistão ou o desmatamento da Amazônia. Seria fascinante vê-lo usando o Facebook e tudo o que a internet lhe permitiria hoje. Mas é bom sermos poupados de ver o grande Lennon, aos 72 anos, reclamando do atendimento da TV a cabo no Twitter. Em 140 caracteres.
"A coragem é o que dá sentido à liberdade"
Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais. O texto é de Miruna Genoino.
Carta escrita pela filha de José Genoino.
Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado,
pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada. Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.
Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?
Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas...
Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?
E sigo...
Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?
Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas...
Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas...
Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente
ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento
cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?
Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.
Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.
Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.
Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentosmais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.
Com toda minha gratidão, amor e carinho,
Com essa frase, meu pai, José Genoino Neto, cearense, brasileiro, casado,
pai de três filhos, avô de dois netos, explicou-me como estava se sentindo em relação à condenação que hoje, dia 9 de outubro, foi confirmada. Uma frase saída do livro que está lendo atualmente e que me levou por um caminho enorme de recordações e de perguntas que realmente não têm resposta.
Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?
Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas...
Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?
E sigo...
Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?
Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas...
Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas...
Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente
ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento
cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?
Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.
Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.
Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.
Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentosmais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.
Com toda minha gratidão, amor e carinho,
Miruna Genoino
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O SUPREMO HERÓI DO SUPREMO
Os votos que condenam José Dirceu sem provas transformaram o depoimento de Roberto Jefferson no único elemento de acusação.
A elite, que se expressa no PIG, e o Supremo, que deles se tornou intrumento, transformou Roberto Jefferson num símbolo eloquente à Democracia brasileira.
Daniel Dantas está solto, Roger Abdelmassih está solto, Cacciola foi preso por descuído e Lula e Dilma não perdem por esperar.
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O manifesto de Dirceu
AO POVO BRASILEIRO
No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.
Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.
Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.
Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.
Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.
Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.
A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.
Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.
Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.
Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.
Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.
Vinhedo, 09 de outubro de 2012
José Dirceu
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CAPAS PRETAS: INJUSTIÇA E OPRÓBRIO NACIONAL
Com a Glorificação do Thomas Jefferson …
E a condenação do Dirceu sem uma única prova …
Os Juízes das Varas Criminais passam a adotar a seguinte Dogmática:
Às favas com as provas.
Provas cabais, irrefutáveis, atos de ofício celebrados em mármore de Carrara só se exigem de branco de olho azul.
Contra pobre, preto, p… e petista, vale tudo.
Inclusive o Roberto Jefferson.
Paulo Henrique Amorim
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
O segredo de Mick Jagger e Keith Richards para salvar o seu negócio
Na parceria ideal, os egos devem ser domados em nome de um bem comum
Este artigo foi publicado originalmente na revista Alfa.
Há três formas de atuar em dupla. A primeira, desastrosa, é do tipo Tom & Jerry: ambos os personagens, não importa quem é o gato ou o rato, batem de frente o tempo todo e, no final, não saem do mesmo lugar. A segunda maneira, mais produtiva, adota o modelo Lennon & McCartney, que traz ótimos resultados, mas tem prazo de validade. A melhor fórmula parece ser a de Keith Richards e Mick Jagger, que mantêm as pedras dos Rolling Stones rolando bem há 50 anos. A sabedoria, portanto, não está apenas em desenvolver uma parceria de sucesso em que cada um dá o melhor de si para um resultado excelente, mas sim em mantê-la viva. É que a destruição pode chegar cedo ou tarde, geralmente pela ingestão de um trago letal que contém ego, vaidade e ambição. Costuma ser tomado em doses homeopáticas diárias, mas progressivas à medida que se alcança o topo. Até matar.
No mundo empresarial não é diferente. No entanto, a maioria dos gurus de gestão e autoajuda em carreira costuma dar pouca atenção às parcerias e prefere priorizar questões como inovação, liderança ou novos modelos de negócio. Numa abordagem individualista, eles contam com a cumplicidade da mídia, que costuma colocar holofotes sobre super-heróis capazes de promover revoluções nas empresas por meio de suas ideias e de suas iniciativas pessoais. Mas o que os habitantes do universo corporativo estão carecas de saber começa a vir à tona: nada se consegue sozinho. Felizmente, a importância das parcerias começa a receber atenção. Há um fato que ajuda nessa mudança de ventos: a tecnologia da informação, ao engolir distâncias, permitiu também a aproximação de talentos de qualquer parte do mundo a custos viáveis em prol de projetos das empresas. Mas para isso é vital uma mentalidade que privilegie a colaboração, sem estrelismos, em que todos contribuam para um resultado coletivo.
Este artigo foi publicado originalmente na revista Alfa.
Há três formas de atuar em dupla. A primeira, desastrosa, é do tipo Tom & Jerry: ambos os personagens, não importa quem é o gato ou o rato, batem de frente o tempo todo e, no final, não saem do mesmo lugar. A segunda maneira, mais produtiva, adota o modelo Lennon & McCartney, que traz ótimos resultados, mas tem prazo de validade. A melhor fórmula parece ser a de Keith Richards e Mick Jagger, que mantêm as pedras dos Rolling Stones rolando bem há 50 anos. A sabedoria, portanto, não está apenas em desenvolver uma parceria de sucesso em que cada um dá o melhor de si para um resultado excelente, mas sim em mantê-la viva. É que a destruição pode chegar cedo ou tarde, geralmente pela ingestão de um trago letal que contém ego, vaidade e ambição. Costuma ser tomado em doses homeopáticas diárias, mas progressivas à medida que se alcança o topo. Até matar.
No mundo empresarial não é diferente. No entanto, a maioria dos gurus de gestão e autoajuda em carreira costuma dar pouca atenção às parcerias e prefere priorizar questões como inovação, liderança ou novos modelos de negócio. Numa abordagem individualista, eles contam com a cumplicidade da mídia, que costuma colocar holofotes sobre super-heróis capazes de promover revoluções nas empresas por meio de suas ideias e de suas iniciativas pessoais. Mas o que os habitantes do universo corporativo estão carecas de saber começa a vir à tona: nada se consegue sozinho. Felizmente, a importância das parcerias começa a receber atenção. Há um fato que ajuda nessa mudança de ventos: a tecnologia da informação, ao engolir distâncias, permitiu também a aproximação de talentos de qualquer parte do mundo a custos viáveis em prol de projetos das empresas. Mas para isso é vital uma mentalidade que privilegie a colaboração, sem estrelismos, em que todos contribuam para um resultado coletivo.
Um passo de grande poder simbólico acaba de ser dado por ninguém menos que Michael Eisner, ex-poderoso chefão da Disney. Ele está mais que habilitado para isso: em 21 anos, transformou uma empresa de filmes e parques temáticos de 1,8 bilhão de dólares num império de mídia global de 80 bilhões de dólares ao deixar o posto, em 2005. Rasgando a fantasia dos louros pessoais, Eisner tomou coragem e acaba de escrever o livro Working Together — Why Great Partnerships Succeed (“Trabalhando junto — Por que as grandes parcerias dão certo”, não traduzido para o português). Na obra, revela que bons parceiros foram fundamentais para seu sucesso. Destaca os dez anos mais importantes de sua carreira na Disney, ao lado de Frank Wells, seu melhor colega de atuação e que morreu em um desastre de helicóptero. Eisner amargou com o substituto, Michael Ovitz, que brilhou individualmente, mas que no comando da Disney provocou a saída de talentos e crises operacionais seguidas até que ele próprio se foi, abraçado a um caminhão de dinheiro, 14 meses depois.
Além de falar sobre seu bem-sucedido período de trabalho com Wells, Eisner cita no livro outras grandes parcerias do mundo dos negócios nos Estados Unidos. Graças ao relacionamento acumulado ao longo dos anos em um cargo de imensa visibilidade, o que o permite bater à porta de famosos a qualquer hora, ele entrevistou várias personalidades, como o badalado financista Warren Buffett, que diz que não seria nada sem o desconhecido Charlie Munger. Ou Bill Gates, fundador da Microsoft, que, depois de boas parcerias com Paul Allen e Steve Ballmer, hoje cuida de uma fundação ao lado de sua esposa, Melinda. Gates revela que a única coisa que realizou até hoje sem a ajuda de ninguém foram provas escolares. Seguem-se ainda depoimentos ecléticos e diversificados, do costureiro Valentino ao diretor de cinema Ron Howard, de um dos criadores do retumbante night club nova-iorquino Studio 54 e dos hotéis-butique Morgans aos fundadores da gigantesca rede de produtos para casa Home Depot.
A conclusão desses depoimentos é que parceria no trabalho se parece com um casamento: ou pesa o amor ou surge o ódio. O desafio é impedir que o segundo prevaleça, já que o universo costuma conspirar contra duplas de sucesso. Para se precaver, um duo feliz precisa ser unido, saber se curtir, quase se amar. Há um delicado equilíbrio: só dão certo os que gostam da companhia um do outro, mas a convivência não pode ser pretexto para o desrespeito. Como no matrimônio, lavagem de roupa suja e discussão da relação são saudáveis. Foi assim com Richards e Jagger, cujas brigas colocaram a banda em risco até que as diferenças entre os dois se acertaram, em 1989, sob o céu estrelado do território neutro de Barbados. Três fatores pesaram na decisão: a amizade entre os músicos, o reconhecimento de que juntos eles eram bem melhores que separados e, sobretudo, o mútuo amor pelo dinheiro. Algo parecido ocorreu quando Bill Gates, um centralizador assumido, estava a ponto de defenestrar Steve Ballmer da direção da Microsoft. Até que, depois de muita briga de poder, os dois resolveram fumar o cachimbo da paz em um jantar em Seattle.
O fato é que, para cada Hewlett que se junta a um Packard para formar a HP ou para cada Larry Page que se une a um Sergey Brin para dar luz a um Google, há centenas de parcerias que acabam no cemitério da disfuncionalidade. Exemplos não faltam. O que faz uma dupla dar certo? Além de compartilhar e assim multiplicar talentos, ambos confiam cegamente um no outro. Debatem entre si, ampla e livremente, mas de forma privada, suas ideias antes de implantá-las. Mas, uma vez acordadas, contam com o apoio absoluto do parceiro, mesmo diante de tsunamis de críticas azedas. O ego, reconhecido como o maior predador natural da harmonia entre duplas, deve ser domado sem piedade. O brilho pessoal não pode se tornar empecilho para a felicidade geral do negócio. As melhores duplas blindadas contra o olho gordo são as que não só cedem espaço ao livre exercício de características pessoais de cada um, mas que dividem com igualdade os ganhos financeiros e os louros do sucesso, independentemente das contribuições individuais para determinado projeto. Dá para fazer sucesso sozinho? A resposta vem de Eisner: sim. “Mas não é tão divertido. Fica faltando o que só se consegue em um trabalho em parceria: a felicidade”, conclui.
Além de falar sobre seu bem-sucedido período de trabalho com Wells, Eisner cita no livro outras grandes parcerias do mundo dos negócios nos Estados Unidos. Graças ao relacionamento acumulado ao longo dos anos em um cargo de imensa visibilidade, o que o permite bater à porta de famosos a qualquer hora, ele entrevistou várias personalidades, como o badalado financista Warren Buffett, que diz que não seria nada sem o desconhecido Charlie Munger. Ou Bill Gates, fundador da Microsoft, que, depois de boas parcerias com Paul Allen e Steve Ballmer, hoje cuida de uma fundação ao lado de sua esposa, Melinda. Gates revela que a única coisa que realizou até hoje sem a ajuda de ninguém foram provas escolares. Seguem-se ainda depoimentos ecléticos e diversificados, do costureiro Valentino ao diretor de cinema Ron Howard, de um dos criadores do retumbante night club nova-iorquino Studio 54 e dos hotéis-butique Morgans aos fundadores da gigantesca rede de produtos para casa Home Depot.
A conclusão desses depoimentos é que parceria no trabalho se parece com um casamento: ou pesa o amor ou surge o ódio. O desafio é impedir que o segundo prevaleça, já que o universo costuma conspirar contra duplas de sucesso. Para se precaver, um duo feliz precisa ser unido, saber se curtir, quase se amar. Há um delicado equilíbrio: só dão certo os que gostam da companhia um do outro, mas a convivência não pode ser pretexto para o desrespeito. Como no matrimônio, lavagem de roupa suja e discussão da relação são saudáveis. Foi assim com Richards e Jagger, cujas brigas colocaram a banda em risco até que as diferenças entre os dois se acertaram, em 1989, sob o céu estrelado do território neutro de Barbados. Três fatores pesaram na decisão: a amizade entre os músicos, o reconhecimento de que juntos eles eram bem melhores que separados e, sobretudo, o mútuo amor pelo dinheiro. Algo parecido ocorreu quando Bill Gates, um centralizador assumido, estava a ponto de defenestrar Steve Ballmer da direção da Microsoft. Até que, depois de muita briga de poder, os dois resolveram fumar o cachimbo da paz em um jantar em Seattle.
O fato é que, para cada Hewlett que se junta a um Packard para formar a HP ou para cada Larry Page que se une a um Sergey Brin para dar luz a um Google, há centenas de parcerias que acabam no cemitério da disfuncionalidade. Exemplos não faltam. O que faz uma dupla dar certo? Além de compartilhar e assim multiplicar talentos, ambos confiam cegamente um no outro. Debatem entre si, ampla e livremente, mas de forma privada, suas ideias antes de implantá-las. Mas, uma vez acordadas, contam com o apoio absoluto do parceiro, mesmo diante de tsunamis de críticas azedas. O ego, reconhecido como o maior predador natural da harmonia entre duplas, deve ser domado sem piedade. O brilho pessoal não pode se tornar empecilho para a felicidade geral do negócio. As melhores duplas blindadas contra o olho gordo são as que não só cedem espaço ao livre exercício de características pessoais de cada um, mas que dividem com igualdade os ganhos financeiros e os louros do sucesso, independentemente das contribuições individuais para determinado projeto. Dá para fazer sucesso sozinho? A resposta vem de Eisner: sim. “Mas não é tão divertido. Fica faltando o que só se consegue em um trabalho em parceria: a felicidade”, conclui.
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Franco é denunciado por tentar influenciar processo que culminou no golpe contra Lugo
Federico Franco é acusado de atentar contra a liberdade entre os três poderes do Estado
O presidente do Paraguai, Federico Franco, foi denunciado por tentar interferir no Poder Judiciário durante o julgamento do massacre de Curuguaty, que deixou 17 mortos e foi o estopim para o processo de deposição de seu antecessor, Fernando Lugo.
A questão foi apresentada ao Ministério Público pela organização PEICC (Plataforma de Estudo e Investigação de Conflitos Camponeses). A argumentação é a de que Franco tem buscado influenciar as investigações do caso ao refutar a hipótese de que os camponeses não foram responsáveis pelo início do conflito.
O presidente também afirmou que o dirigente camponês Rubén Villalba, um dos acusados pelas mortes de 15 de junho, é um “assassino”. As declarações de Franco são contrárias ao princípio de presunção de inocência, segundo o presidente da PEICC, Domingo Laíno.
“Franco é do Poder Executivo e não pode opinar sobre questões de outro Poder do Estado”, disse Laíno, de acordo com o jornal ABC Color.
A denúncia da PEICC foi recebido pelo promotor Jalil Rachid, que poderá incluir a argumentação no processo, o que obrigará Franco a se defender na Justiça paraguaia.
Na semana passada, Lugo também criticou a forma como as investigações têm sido feitas. “Não foi um simples enfrentamento entre camponeses e policiais”, afirmou o ex-presidente, vítima de golpe de Estado no final de junho, cuja justificativa era o mau cumprimento de suas funções.
Desde a deposição de Lugo, o Paraguai está suspenso do Mercosul e da Unasul (União das Nações Sul-Americanas). A tendência é que o país volte a ser incorporado após as eleições presidenciais de abril de 2013.
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Lula comemora “melhor resultado da história do PT”
“A despeito do julgamento da Ação Penal 470 e dos prognósticos negativos de vários analistas, o PT se fortaleceu. E Lula foi ao Facebook agradecer.
Brasil 247 - Com 17,2 milhões de votos absolutos e 624 prefeitos eleitos, o Partido dos Trabalhadores se fortaleceu na disputa municipal de 2012 e ainda tem chance de conquistar o pote de ouro, que é a prefeitura de São Paulo. O resultado foi ainda mais expressivo, numa eleição que coincidiu com o julgamento do mensalão. Diante do resultado, Lula foi ao Facebook e agradeceu. Leia sua carta:
Minhas amigas e meus amigos,
Os resultados desse primeiro turno me dão muitos motivos para comemorar. Muito me alegro com os resultados dos nossos candidatos pelo Brasil. O PT elegeu 624 prefeituras e foi para o segundo turno em mais 22 cidades. Esse é o melhor resultado da história do PT e mostra a força da nossa militância, dos nossos projetos e da nossa vontade de continuar melhorando a vida do povo brasileiro. É o trabalho de cada um de nós que torna nosso sonho possível.
Tivemos também um bom resultado aqui em São Paulo. Não foi fácil, mas o povo paulistano acreditou na mudança, no novo, na vontade de transformar São Paulo em uma cidade mais humana e mais justa com todos os seus habitantes. Agora temos motivação de sobra para trabalhar ainda mais e garantir nossa vitória no segundo turno.
O PT e sua militância mostraram que estão mais fortes do que nunca, mas não esqueçam, o trabalho não acabou. Onde já vencemos é hora de fazer um plano consistente de trabalho para realizarmos um governo que melhore a vida das pessoas. E onde ainda temos 2º turno, vamos continuar trabalhando para garantir a eleição de nossos candidatos!”
Minhas amigas e meus amigos,
Os resultados desse primeiro turno me dão muitos motivos para comemorar. Muito me alegro com os resultados dos nossos candidatos pelo Brasil. O PT elegeu 624 prefeituras e foi para o segundo turno em mais 22 cidades. Esse é o melhor resultado da história do PT e mostra a força da nossa militância, dos nossos projetos e da nossa vontade de continuar melhorando a vida do povo brasileiro. É o trabalho de cada um de nós que torna nosso sonho possível.
Tivemos também um bom resultado aqui em São Paulo. Não foi fácil, mas o povo paulistano acreditou na mudança, no novo, na vontade de transformar São Paulo em uma cidade mais humana e mais justa com todos os seus habitantes. Agora temos motivação de sobra para trabalhar ainda mais e garantir nossa vitória no segundo turno.
O PT e sua militância mostraram que estão mais fortes do que nunca, mas não esqueçam, o trabalho não acabou. Onde já vencemos é hora de fazer um plano consistente de trabalho para realizarmos um governo que melhore a vida das pessoas. E onde ainda temos 2º turno, vamos continuar trabalhando para garantir a eleição de nossos candidatos!”
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A LISTA DE MAIA PARA O 1° ESCALÃO DO GOVERNO VON 2013

COM EXCLUSIVIDADE CONSEGUIMOS OS PRIMEIROS DA LISTA MAIA PARA O 1° ESCALÃO DO GOVERNO VON
Nosso repórter oculto, fonte da mas alta confiança deste blog, nos revela os primeiros quatro nomes da 1ª Lista do deputado Lira Maia DEM, um dos responsáveis direto pela vitória de Alexandre Von para prefeitura de Santarém.
Após uma investigação minuciosa, nosso repórter nos confirma que estes quatro nomes estão cotados para o 1° escalão entre as indicações de Lira Maia. O que percebemos é que Maia postula, se não houve um acordo anterior, pois não sabemos, as duas maiores secretarias do Governo Von, Saúde e Educação.
A lista pode ser ainda preliminar e deve haver ou não, alguma mudança, pois nossa fonte revela que os nomes serão apresentados neste fim de semana para Alexandre Von com quem Lira Maia discutirá sua fatia do ‘bolo Von’ na administração municipal.
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Cuba faz homenagem a Che Guevara, morto há 45 anos
Nesta segunda-feira (8), cubanos de todas as gerações prestaram homenagem a um dos principais paradigmas das juventudes, Ernesto Guevara, que foi assassinado há 45 anos, na Bolívia.
O guerrilheiro, conhecido mundialmente pelo apelido de Che, ainda vive em Cuba nas palavras de ordem das crianças que de todas as escolas aspiram ser como ele, em livros de história, nas palavras escritas em muros de parques e edifícios.
Também podemos encontra-lo entre os retratos de familiares falecidos de qualquer casa cubana. Guevara é um exemplo para os mais jovens e um homem admirável, correto, humilde e inteligente para muitos que lhe conheceram em Cuba, onde lutou por uma revolução, ocupou altos cargos de governo, dirigiu o Banco Nacional e o Ministério de Indústrias, construiu família e amigos.
Nas escolas cubanas, professores e estudantes evocarão nesta segunda-feira (8) seu pensamento crítico e a vocação internacionalista que o levou ao Congo e à Bolívia com o fim altruísta de libertar outros povos.
Naquele país sul-americano caiu ferido em combate em 8 de outubro de 1967, seus inimigos não esperaram muito para assassinar o herói e expor seu cadáver como um troféu.
No entanto, nunca se atreveram a especificar o lugar onde sepultaram o corpo, talvez porque temem mais os mortos do que os vivos e como presumia Mario Benedetti: Che é o mais nascedor de todos.
Cuba chorou pelo jovem rebelde, o trabalhador incansável, o pai, o filho, o amigo, enquanto a imagem do médico combatente internacionalista se expandia pelo mundo como ícone que já não tem época porque podemos encontrar em qualquer continente.
A cada 8 de outubro os cubanos rendem tributo à memória do legendário guerrilheiro heroico, cujos restos, achados em 1997, descansam desde então em um mausoléo na cidade de Santa Clara, na região central de Cuba que o admira.
Também podemos encontra-lo entre os retratos de familiares falecidos de qualquer casa cubana. Guevara é um exemplo para os mais jovens e um homem admirável, correto, humilde e inteligente para muitos que lhe conheceram em Cuba, onde lutou por uma revolução, ocupou altos cargos de governo, dirigiu o Banco Nacional e o Ministério de Indústrias, construiu família e amigos.
Nas escolas cubanas, professores e estudantes evocarão nesta segunda-feira (8) seu pensamento crítico e a vocação internacionalista que o levou ao Congo e à Bolívia com o fim altruísta de libertar outros povos.
Naquele país sul-americano caiu ferido em combate em 8 de outubro de 1967, seus inimigos não esperaram muito para assassinar o herói e expor seu cadáver como um troféu.
No entanto, nunca se atreveram a especificar o lugar onde sepultaram o corpo, talvez porque temem mais os mortos do que os vivos e como presumia Mario Benedetti: Che é o mais nascedor de todos.
Cuba chorou pelo jovem rebelde, o trabalhador incansável, o pai, o filho, o amigo, enquanto a imagem do médico combatente internacionalista se expandia pelo mundo como ícone que já não tem época porque podemos encontrar em qualquer continente.
A cada 8 de outubro os cubanos rendem tributo à memória do legendário guerrilheiro heroico, cujos restos, achados em 1997, descansam desde então em um mausoléo na cidade de Santa Clara, na região central de Cuba que o admira.
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O vencedor foi Lula

Paulo Moreira Leite no Vamos combinar
Eu pergunto quanto tempo nossos analistas de plantão vão levar para reconhecer o grande vitorioso do primeiro turno da eleição municipal.
Não, não foi Eduardo Campos, embora o PSB tenha obtido vitorias importantes no Recife e em Belo Horizonte.
Também não foi o PDT, ainda que a vitória de José Fortunatti em Porto Alegre tenha sido consagradora. Terá sido o PSOL? Os “novos partidos”?
O grande vitorioso de domingo foi Luiz Inácio Lula da Silva e é por isso que os coveiros de sua força política passaram o dia de ontem trocando sorrisos amarelos.
Nem sempre é fácil reconhecer o óbvio ululante. É mais fácil lembrar a derrota do PT no Piauí, ou em São Luís.
Mas o PT passou o PMDB e foi o partido que mais acumulou votos na eleição. Tinha 550 prefeituras. Agora tem mais de 600.
Vamos combinar: a principal aposta de Lula em 2012 foi Fernando Haddad que, superando as profecias do início da campanha, não só passou para o segundo turno mas entra nessa fase da disputa em posição bastante favorável. Em São Paulo se travou a mãe de todas as batalhas.
Imagino as frases prontas e as previsões sombrias sobre o futuro de Lula e do PT se Haddad tivesse ficado de fora…
A disputa no segundo turno está apenas no início e é cedo para qualquer previsão.
Mas é bom notar que as pesquisas indicam que Haddad é a segunda opção da maioria dos eleitores de Celso Russomano. Uma pesquisa disse até que Haddad poderia chegar em segundo no primeiro turno, mas tinha boas chances de vencer Serra, no segundo. Qual o valor disso agora? Não sei. Mas é bom raciocinar com todas as informações.
Quem assistiu a pelo menos 30 minutos dos debates presidenciais sabe que Gabriel Chalita já tem lado definido desde o início – como adversário de José Serra. O que vai acontecer? Ninguém sabe.
O próprio Serra tem uma imensa taxa de rejeição, que limita, por si só, seu potencial de crescimento
O apoio de Russomano tem um peso relativo. Se ele não conseguia controlar aliados quando era favorito e podia dar emprego para todo mundo, inclusive para uma peladona de biquini cor de rosa descrita como assessora, imagine agora como terá dificuldades para manter a, digamos, fidelidade partidária…
O mais provável é que seu eleitorado se divida em partes mais ou menos iguais.
Não vejo hipótese da Igreja Universal ficar ao lado de José Serra. Nem Silas Malafaia com Haddad.
A votação de Haddad confirma a liderança de Lula e a disposição dos eleitores em defender o que ele representa. Mostra que o ambiente político de 2010, que levou a eleição de Dilma Rousseff, não foi revertido. Isso não definiu o resultado em cada cidade mas ajudou a compor a situação no país inteiro.
Os 40% de votos que Patrus Ananias obteve em Belo Horizonte mostram um desempenho bem razoável, considerando que o tamanho do condomínio adversário.
Quem define a boa vitória de Lacerda como uma vitória de Aécio sobre Dilma incide no pecado da ejaculação precoce.
O grande derrotado do primeiro turno, que mede a força original de cada partido, não aquilo que se pode conquistar com alianças da segunda fase, foi o PSDB.
O desempenho tucano sequer qualifica o partido como oponente nacional do PT. Perdeu eleição em Curitiba, onde seu concorrente tinha apoio do governador de Estado, desapareceu em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, terra do vice de José Serra em 2010 – que não é tucano, por sinal. Se a principal vitória do PSDB foi com um candidato do PSB é porque alguma coisa está errada, concorda?
Respeitado por ter chegado em primeiro lugar em São Paulo, Serra já teve desempenhos melhores.
As cenas finais da campanha foram os votos do julgamento do mensalão, transmitidos em horário nobre durante um mês inteiro. Tinham muito mais audiência do que os programas do horário político.
Menino pobre e preto, Joaquim Barbosa já vai sendo apresentado como um contraponto a Lula…
Antes que analistas preconceituosos voltem a dizer que a população de renda mais baixa tem uma postura menos apegada a princípios éticos – suposição que jamais foi confirmada por pesquisadores sérios — talvez seja prudente recordar que o eleitor é muito mais astuto do que muitos gostariam.
Sabe separar as coisas.
Aprendeu a decodificar o discurso moralista, severo com uns, benigno com outros, como a turma do mensalão do PSDB-MG, os empresários que jamais foram denunciados na hora devida…
Anunciava-se, até agora, que a eleição seria nacionalizada e levaria a um julgamento de Lula.
Não foi. O pleito mostra que o eleitor não mudou de opinião.
O eleitor mostrou, mais uma vez, que adora rir por último.
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Em meio a julgamento do ‘mensalão’, PT cresce em número de votos, prefeituras e vereadores
A expectativa de que o julgamento do chamado “mensalão” no Supremo Tribunal Federal (STF) provocasse uma grande perda de votos para o PT, que está no centro do processo judicial, não se confirmou. Os números do primeiro turno das eleições municipais de 2012 mostraram que o PT se tornou o partido mais votado no Brasil e teve crescimentos significativos no número de prefeituras e vereadores eleitos. O crescimento nesses dois quesitos fez o PT se aproximar de PMDB e PSDB, que continuam nos primeiros lugares, mas que perderam muitas prefeituras e vereadores.
Em número total de votos, o PT se tornou o primeiro colocado no Brasil. O partido cresceu 4,3%, chegando a 17,26 milhões de votos, equivalente a 16,79% do total de votos válidos. O PMDB ficou em segundo lugar, com 16,716 milhões de votos, correspondente a 16,26% dos votos válidos. O PSDB ficou com a terceira maior votação, totalizando 13,95 milhões de votos (13,57% do total).
Em termos de prefeituras vencidas, o PT teve um crescimento de 14%, passando de 550 para 628 prefeituras. Esse número dá ao partido o terceiro lugar no geral, atrás do PMDB e do PSDB. O PMDB elegeu 1025 prefeitos no primeiro turno, contra 1193 em 2008, uma queda de 14%. O PSDB, por sua vez, teve uma queda de 12% no número de prefeitos, passando de 787 para 693. Entre os vereadores, o PT também teve um crescimento acentuado. O partido elegeu 5.067 integrantes de legislativos municipais, 22% a mais que os 4.168 de 2008. O PMDB segue em primeiro, com 7.825 vereadores, 8% a menos que os 8.475 de 2008. O PSDB é o segundo colocado neste quesito, com 5.146 vereadores, número 13% menor que os 5.897 de 2008.
Nas capitais, o PT pode sofrer uma queda. O partido atualmente tem sete prefeituras nas sedes dos estados e precisa ganhar os seis segundos turnos de que vai participar (Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Rio Branco, Salvador e São Paulo) para igualar o número. No primeiro turno, o PT conquistou apenas a prefeitura de Goiânia.
O partido com mais participações no segundo turno é o PSDB. Os tucanos conquistaram no primeiro turno a prefeitura de Maceió e vão disputar ainda João Pessoa, Rio Branco e São Paulo, Belém, Manaus, São Luís, Teresina e Vitória. O PMDB conquistou as prefeituras do Rio de Janeiro e de Boa Vista e está no segundo turno em Campo Grande, Florianópolis e Natal.
Crescimento do PSB chama a atenção
A votação do PSB nas eleições municipais de 2012 também chamou a atenção. Com 8,6 milhões de votos (8,37%), o PSB foi o quarto mais votado no primeiro turno, atrás de PT, PMDB e PSDB. Em termos de prefeituras conquistadas, o PSB foi um dos que mais cresceu, passando de 308 por 436 prefeituras, um crescimento de 42%, que deixa o partido no sexto lugar geral, atrás de PMDB, PSDB, PT, PP e PSD. Entre os vereadores, o PSB é o sétimo partido mais representado, com 3.484 eleitos, 18% acima dos 2.956 obtidos em 2008.
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DIFERENTE DE SANTARÉM/TAPAJÓS, MARABÁ/CARAJÁS BARROU O CANDIDATO DO GOVERNADOR

MARABÁ ELEGE JOÃO SALAME PPS PREFEITO
No Blog Espalha Brasa
Com 56,54% dos votos válidos, um total de 52.948 votos, Marabá elegeu João Salame PPS para ser o prefeito por quatro anos de Marabá. Tião Viana PSB, candidato do Governador Simão Jatene, que estava na frente disparado, despencou e na reta final de campanha foi ultrapassado por João Salame com o apoio do povo.
Tião Miranda ainda ficou com 41,28% dos votos válidos - jamais esperava perder a disputa, pois vinha muito forte, desde o início de sua campanha. Com o apoio do Governador Simão Jatene, a vitória de Tião era dada como certa.
Nos últimos dez dias de campanha, João Salame disparou na frente e selou sua vitória, apoiada exclusivamente pelo povo de Marabá, que numa espécie de troco a Simão Jatene, que foi contra o estado de Carajás, elegeu Salame mostrando força e independência política na região do novo Estado do Carajás.
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No Blog Espalha Brasa
Com 56,54% dos votos válidos, um total de 52.948 votos, Marabá elegeu João Salame PPS para ser o prefeito por quatro anos de Marabá. Tião Viana PSB, candidato do Governador Simão Jatene, que estava na frente disparado, despencou e na reta final de campanha foi ultrapassado por João Salame com o apoio do povo.
Tião Miranda ainda ficou com 41,28% dos votos válidos - jamais esperava perder a disputa, pois vinha muito forte, desde o início de sua campanha. Com o apoio do Governador Simão Jatene, a vitória de Tião era dada como certa.
Nos últimos dez dias de campanha, João Salame disparou na frente e selou sua vitória, apoiada exclusivamente pelo povo de Marabá, que numa espécie de troco a Simão Jatene, que foi contra o estado de Carajás, elegeu Salame mostrando força e independência política na região do novo Estado do Carajás.
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PT E PSB SOBEM. PSDB DESABA
O PT cresceu 14% em número de prefeituras; o PSDB, futuro DEMO, elegeu 13% menos prefeitos que em 2008.
O Bom (?) Dia Brasil noticiou assim, com a ligeireza com que trata de engarrafamento em Cascadura.
A Folha destacou o menos importante: PMDB É CAMPEÃO EM NÚMERO DE PREFEITOS, PT VENCE EM TOTAL DE VOTOS
Os partidos da base da Dilma e do Lula ganharam a eleição.
A oposição perdeu.
O PSDB ruma ao buraco do DEMO.
Senão, vejamos.
O PMDB ainda é o partido com o maior número de prefeitos, mas caiu 15% em relação a 2008.
O PT cresceu 14% em número de prefeituras.
E é o partido que recebeu mais votos em todo o país – um aumento de 4% em relação a 2008.
O PSB foi ainda melhor.
Cresceu 51% no total de votos e 41% no total de prefeituras.
O PSDB, futuro DEMO, elegeu 13% menos prefeitos que em 2008.
Em todo o país, o número de eleitores do PSDB caiu 4%.
A soma de PMDB com PT e PSB demonstra que a Presidenta Dilma ganhou a eleição.
O Eduardo Campos, também.
O objetivo do PiG, agora, será fabricar a oposição entre Dilma e Campos, como tentou separar Lula de Dilma.
O Fernando Henrique foi quem tentou de forma mais ousada, e recebeu como prêmio uma nota devastadora da Dilma, de que não se recuperou até hoje.
Neste domingo, o Farol de Alexandria, que só aparece no PiG, mas o PSDB o esconde do palanque, diz que o PSDB deve tentar se aproximar do PSB: FHC DEFENDE APROXIMAÇÃO COM PSB EM 2014
Precisa ver se o Eduardo Campos quer segurar a alça da mala do FHC.
A Folha destacou o menos importante: PMDB É CAMPEÃO EM NÚMERO DE PREFEITOS, PT VENCE EM TOTAL DE VOTOS
Os partidos da base da Dilma e do Lula ganharam a eleição.
A oposição perdeu.
O PSDB ruma ao buraco do DEMO.
Senão, vejamos.
O PMDB ainda é o partido com o maior número de prefeitos, mas caiu 15% em relação a 2008.
O PT cresceu 14% em número de prefeituras.
E é o partido que recebeu mais votos em todo o país – um aumento de 4% em relação a 2008.
O PSB foi ainda melhor.
Cresceu 51% no total de votos e 41% no total de prefeituras.
O PSDB, futuro DEMO, elegeu 13% menos prefeitos que em 2008.
Em todo o país, o número de eleitores do PSDB caiu 4%.
A soma de PMDB com PT e PSB demonstra que a Presidenta Dilma ganhou a eleição.
O Eduardo Campos, também.
O objetivo do PiG, agora, será fabricar a oposição entre Dilma e Campos, como tentou separar Lula de Dilma.
O Fernando Henrique foi quem tentou de forma mais ousada, e recebeu como prêmio uma nota devastadora da Dilma, de que não se recuperou até hoje.
Neste domingo, o Farol de Alexandria, que só aparece no PiG, mas o PSDB o esconde do palanque, diz que o PSDB deve tentar se aproximar do PSB: FHC DEFENDE APROXIMAÇÃO COM PSB EM 2014
Precisa ver se o Eduardo Campos quer segurar a alça da mala do FHC.
Em tempo: o Conversa Afiada saúda com entusiasmo a retumbante votação do tucano Marcelo Lunus Itagiba para vereador, no Rio: 9 mil votos, num colégio de 4 milhões 700 mil eleitores. Um jênio. Cerra e Daniel Dantas perdem um Legislador de escol.
Paulo Henrique Amorim
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CHÁVEZ REELEITO COM 54% DOS VOTOS NA VENEZUELA
É oficial: presidente foi reeleito com 7,4 milhões de votos, contra 6,1 milhões para seu adversário Henrique Capriles, que obteve 44% dos sufrágios e admitiu derrota: "Sua vitória é a vitória de todos os venezuelanos", disse ele referindo-se a Chávez; festa em Caracas; pesquisa de boca de urna divulgada com exclusividade por 247 foi confirmada.
247 - Os partidários de Hugo Chavez começaram, às 23h40, hora do Brasil, a festa da vitória pelas ruas de Caracas. Minutos antes, a presidente do Conselho Eleitoral anunciou oficialmente a reeleição de Chavez com 54% (7, 4 milhões) dos votos válidos. Em segundo lugar ficou o candidato da oposição Henrique Capriles, com 44% (6,1 milhões) dos votos. "E não se vá, e não se vá, comandante não se vá", cantavam os correligionário de Chavez, que terá mais seis anos à frente do país.
Parceira comercial estratégica do Brasil, sócia recente do Mercosul e dona das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela confirmou a vitória de Hugo Chávez.
Com a vitória, Chávez poderá permanecer no poder até 2019, completando um ciclo de vinte anos no poder, iniciado em 1999.
Retrospecto
Nas últimas três eleições presidenciais, Chávez derrotou seus adversários com grande vantagem, a maior delas em 2006, quando o presidente conquistou 26 pontos a mais do que o opositor, Manuel Rosales. Em 1998 e 2000, as diferenças foram de 16 e 22 pontos, respectivamente.
Chávez tem a seu favor as expressivas transformações, sociais e econômicas, levadas a cabo desde 1998 por meios das missões sociais. De acordo com a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), a pobreza, que em 1999 atingia 47% da população, caiu em 2010 para 27,8%, e a pobreza extrema passou de 21,7% para 10,7%. O analfabetismo também caiu, de 9,1% para 4,9% em 2011, assim como a taxa de desemprego e a taxa de emprego informal.
Também foi na gestão chavista que a Venezuela ingressou no Mercosul como membro pleno, um resultado do investimento do presidente em mecanismos de integração regional, como a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e Alba (Aliança Bolivariana para as Américas).
Por sua vez, Capriles, de 40 anos, se lançou em um frenético percurso pelo país, em uma campanha de "porta em porta". O ex-governador de Miranda se apresenta como o "candidato do progresso", contra a "continuidade" representada por Chávez, assegura que está "confortável" quando colocado na centro-esquerda e aposta em um "modelo brasileiro" de governo, unindo uma economia de mercado com avanços sociais.
Retrospecto
Nas últimas três eleições presidenciais, Chávez derrotou seus adversários com grande vantagem, a maior delas em 2006, quando o presidente conquistou 26 pontos a mais do que o opositor, Manuel Rosales. Em 1998 e 2000, as diferenças foram de 16 e 22 pontos, respectivamente.
Chávez tem a seu favor as expressivas transformações, sociais e econômicas, levadas a cabo desde 1998 por meios das missões sociais. De acordo com a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), a pobreza, que em 1999 atingia 47% da população, caiu em 2010 para 27,8%, e a pobreza extrema passou de 21,7% para 10,7%. O analfabetismo também caiu, de 9,1% para 4,9% em 2011, assim como a taxa de desemprego e a taxa de emprego informal.
Também foi na gestão chavista que a Venezuela ingressou no Mercosul como membro pleno, um resultado do investimento do presidente em mecanismos de integração regional, como a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e Alba (Aliança Bolivariana para as Américas).
Por sua vez, Capriles, de 40 anos, se lançou em um frenético percurso pelo país, em uma campanha de "porta em porta". O ex-governador de Miranda se apresenta como o "candidato do progresso", contra a "continuidade" representada por Chávez, assegura que está "confortável" quando colocado na centro-esquerda e aposta em um "modelo brasileiro" de governo, unindo uma economia de mercado com avanços sociais.
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Apuração em São Paulo desmoraliza Datafolha
"A última pesquisa do instituto ligada ao grupo Folha de S. Paulo, comandada por Otávio Frias Filho, dava 28% dos votos a José Serra, 27% a Celso Russomano e 24% para Fernando Haddad; com 12% das urnas apuradas, o resultado aponta 30% para Serra, 28% para Haddad e 22% para Russomano; mudou tudo em um dia.
Brasil 247 - Algo muito estranho ocorreu com as pesquisas eleitorais em São Paulo, capitaneadas pelo Instituto Datafolha, ligado ao grupo Folha, comandado por Otávio Frias Filho. No mês de setembro, Celso Russomano subiu como um foguete e foi de 15% a 35%. De repente, começou a cair numa velocidade “inédita”, segundo o instituto. Enquanto isso, Fernando Haddad, do PT, permanecia sempre fora do segundo turno.
A última pesquisa do instituto, divulgada no sábado, dava 28% dos votos a José Serra, 27% a Celso Russomano e 24% para Fernando Haddad. Agora, com 12% das urnas apuradas, o resultado aponta 30% para Serra, 28% para Haddad e 22% para Russomano. Será que mudou tudo em apenas um dia? Ou os institutos operaram as margens de erro?”
A última pesquisa do instituto, divulgada no sábado, dava 28% dos votos a José Serra, 27% a Celso Russomano e 24% para Fernando Haddad. Agora, com 12% das urnas apuradas, o resultado aponta 30% para Serra, 28% para Haddad e 22% para Russomano. Será que mudou tudo em apenas um dia? Ou os institutos operaram as margens de erro?”
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Um segundo turno como nunca se viu!

No Blog da Perereca
Belém merece um segundo turno entre Edmilson Rodrigues e Zenaldo Coutinho.
Edmilson e Zenaldo, ou Zenaldo e Edmilson, como vocês preferirem, são dois grandes candidatos.
Dois cidadãos de seu tempo; dois sujeitos realmente comprometidos com a sociedade em que vivem.
Dois companheiros que realmente fizeram por merecer o respeito de todos nós.
Dois homens públicos com uma vida limpa – e a maior prova disso é a inegável compatibilidade entre aquilo que possuem e os ganhos que obtiveram ao longo da vida.
Penso, também, que a presença desses dois grandes cidadãos no segundo turno dá a Belém uma oportunidade ímpar: a possibilidade de realmente discutirmos ideias, projetos, caminhos, para a cidade mais humana que todos almejamos.
Edmilson e Zenaldo, ou Zenaldo e Edmilson, realmente acreditam – e com enorme paixão – naquilo que defendem.
E é esse o primeiro ganho, pra nós, sociedade: não estaremos diante de dois farsantes ou demagogos. Mas diante de dois homens públicos que levaram toda uma vida a amadurecer um ideário.
Além disso, Edmilson e Zenaldo ou Zenaldo e Edmilson, sabem fazer política daquela maneira que realmente dá tesão: no gogó, na gastação de cuspe, no convencimento.
De sorte, caros leitores, que a se confirmarem os prognósticos das pitonisas de plantão, teremos um segundo turno pra ficar na História.
Serão duas ou três semanas para conquistar corações e mentes da forma mais bela que há: pela palavra, pela cumplicidade de ideais.
E nós, os habitantes de Belém do Pará, terra do maior movimento social de todos os tempos, merecemos isso, sim.
É claro que preferiria que, no segundo turno, estivessem Alfredo Costa e Zenaldo Coutinho.
Afinal, faço parte dessa massa de brasileiros que elegemos tucanos e petistas como os melhores quadros políticos que já conseguimos parir (embora, é verdade, às vezes nos causem tanta vergonha, mas tanta vergonha que sentimos é vontade de afogá-los...).
Também nunca tive grande simpatia por Edmilson, pela metodologia de Edmilson.
Votei em Edmilson na primeira eleição dele, como boa parte dos tucanos e petistas de Belém. Mas não repeti o voto. E se agora, em 2012, ainda votasse em Belém, estaria balançando entre Alfredo e Zenaldo.
No entanto, respeito profundamente Edmilson e o PSol, e todos os egressos da antiga Força Socialista.
Nunca vi nem Edmilson nem o PSol nem o pessoal da antiga FS defendendo indignidades, como o fim das cotas, das bolsas sociais ou a menoridade penal.
Pelo contrário: é preciso reconhecer que esses companheiros têm, de fato, compromisso com a população oprimida, neste país escravocrata.
No entanto, divirjo de seus métodos, que considero, no mínimo, equivocados.
A Zenaldo conheço desde que ele foi eleito vereador pela primeira vez, há uns 30 anos.
Naquela época, o nosso “Zé Gotinha” era tão direitista, mas tão direitista, que quando abria a boca a gente sentia vontade de se esfaquear umas 75 vezes...
Mas Zenaldo evoluiu tanto, que é preciso admitir que possui uma qualidade muito, muito rara: a capacidade de reconhecer os próprios erros e de se reinventar.
Por suas origens e pelos dons que possui, o nosso Zé Gotinha poderia ser apenas um Mauricinho, ou um advogado podre de rico.
Mas a vida (e, principalmente, o exemplo de dona Helena) o levaram a perceber que bem mais importante do que o carrão, a mansão ou o status, é a capacidade de se dar a quem precisa de nós.
Mas, novamente, divirjo é quanto à metodologia - e especificamente na campanha eleitoral. E devo confessar que me sinto até desapontada com Zenaldo, por ter permitido determinadas práticas neste pleito, das quais, aliás, nem precisa...
É claro, arguto leitor, que Edmilson também pode ter evoluído desde aqueles tempos das tristemente famosas “brigadas cabanas” - e ponha tristemente famosas nisso...
Mas penso que o importante, de fato, é isto: ambos, Zenaldo e Edmilson, são dois cidadãos com qualidades extraordinárias, que poderiam ter usado apenas para “se dar muito bem na vida”, sem enveredar por esse caminho tenebroso que é a política.
No entanto, ambos preferiram dividir com todos nós as riquezas, os talentos, as experiências que possuem.
Ambos dedicaram uma vida inteira à coletividade.
Ambos revelaram a profunda consciência de que devem ao todo a melhor parte do que são.
Ambos têm ideias precisas, lapidadas, acerca do “como” chegar a sociedade que queremos.
Ambos são, enfim, como que um presente a todos nós, nestes tempos tão tristes da nossa querida Belém.
Pra Zenaldo e Edmilson, ou Edmilson e Zenaldo.
Edmilson e Zenaldo, ou Zenaldo e Edmilson, como vocês preferirem, são dois grandes candidatos.
Dois cidadãos de seu tempo; dois sujeitos realmente comprometidos com a sociedade em que vivem.
Dois companheiros que realmente fizeram por merecer o respeito de todos nós.
Dois homens públicos com uma vida limpa – e a maior prova disso é a inegável compatibilidade entre aquilo que possuem e os ganhos que obtiveram ao longo da vida.
Penso, também, que a presença desses dois grandes cidadãos no segundo turno dá a Belém uma oportunidade ímpar: a possibilidade de realmente discutirmos ideias, projetos, caminhos, para a cidade mais humana que todos almejamos.
Edmilson e Zenaldo, ou Zenaldo e Edmilson, realmente acreditam – e com enorme paixão – naquilo que defendem.
E é esse o primeiro ganho, pra nós, sociedade: não estaremos diante de dois farsantes ou demagogos. Mas diante de dois homens públicos que levaram toda uma vida a amadurecer um ideário.
Além disso, Edmilson e Zenaldo ou Zenaldo e Edmilson, sabem fazer política daquela maneira que realmente dá tesão: no gogó, na gastação de cuspe, no convencimento.
De sorte, caros leitores, que a se confirmarem os prognósticos das pitonisas de plantão, teremos um segundo turno pra ficar na História.
Serão duas ou três semanas para conquistar corações e mentes da forma mais bela que há: pela palavra, pela cumplicidade de ideais.
E nós, os habitantes de Belém do Pará, terra do maior movimento social de todos os tempos, merecemos isso, sim.
É claro que preferiria que, no segundo turno, estivessem Alfredo Costa e Zenaldo Coutinho.
Afinal, faço parte dessa massa de brasileiros que elegemos tucanos e petistas como os melhores quadros políticos que já conseguimos parir (embora, é verdade, às vezes nos causem tanta vergonha, mas tanta vergonha que sentimos é vontade de afogá-los...).
Também nunca tive grande simpatia por Edmilson, pela metodologia de Edmilson.
Votei em Edmilson na primeira eleição dele, como boa parte dos tucanos e petistas de Belém. Mas não repeti o voto. E se agora, em 2012, ainda votasse em Belém, estaria balançando entre Alfredo e Zenaldo.
No entanto, respeito profundamente Edmilson e o PSol, e todos os egressos da antiga Força Socialista.
Nunca vi nem Edmilson nem o PSol nem o pessoal da antiga FS defendendo indignidades, como o fim das cotas, das bolsas sociais ou a menoridade penal.
Pelo contrário: é preciso reconhecer que esses companheiros têm, de fato, compromisso com a população oprimida, neste país escravocrata.
No entanto, divirjo de seus métodos, que considero, no mínimo, equivocados.
A Zenaldo conheço desde que ele foi eleito vereador pela primeira vez, há uns 30 anos.
Naquela época, o nosso “Zé Gotinha” era tão direitista, mas tão direitista, que quando abria a boca a gente sentia vontade de se esfaquear umas 75 vezes...
Mas Zenaldo evoluiu tanto, que é preciso admitir que possui uma qualidade muito, muito rara: a capacidade de reconhecer os próprios erros e de se reinventar.
Por suas origens e pelos dons que possui, o nosso Zé Gotinha poderia ser apenas um Mauricinho, ou um advogado podre de rico.
Mas a vida (e, principalmente, o exemplo de dona Helena) o levaram a perceber que bem mais importante do que o carrão, a mansão ou o status, é a capacidade de se dar a quem precisa de nós.
Mas, novamente, divirjo é quanto à metodologia - e especificamente na campanha eleitoral. E devo confessar que me sinto até desapontada com Zenaldo, por ter permitido determinadas práticas neste pleito, das quais, aliás, nem precisa...
É claro, arguto leitor, que Edmilson também pode ter evoluído desde aqueles tempos das tristemente famosas “brigadas cabanas” - e ponha tristemente famosas nisso...
Mas penso que o importante, de fato, é isto: ambos, Zenaldo e Edmilson, são dois cidadãos com qualidades extraordinárias, que poderiam ter usado apenas para “se dar muito bem na vida”, sem enveredar por esse caminho tenebroso que é a política.
No entanto, ambos preferiram dividir com todos nós as riquezas, os talentos, as experiências que possuem.
Ambos dedicaram uma vida inteira à coletividade.
Ambos revelaram a profunda consciência de que devem ao todo a melhor parte do que são.
Ambos têm ideias precisas, lapidadas, acerca do “como” chegar a sociedade que queremos.
Ambos são, enfim, como que um presente a todos nós, nestes tempos tão tristes da nossa querida Belém.
Pra Zenaldo e Edmilson, ou Edmilson e Zenaldo.
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TUCANO VENCE DE LAVADA A ELEIÇÃO EM SANTARÉM
Alexandre Von, candidato do governador Simão Jatene, venceu a candidata Lucineide Pinheiro PT em Santarém.
Neste momento encerra-se a campanha, desmontam-se os palanques, voltamos a normalidade, sem nenhum rancor ou ódio, mas com respeito aos vencedores desta eleição. Finalizamos aqui o embate político, deixemos de lado as diferencias ideológicas e focamos no nosso futuro papel, que é de fazermos em 2013, uma oposição séria e responsável, voltada para o bem estar do nosso povo.
Nosso papel deve ser cobrar cada promessa do vencedor, não com a irresponsabilidade da perseguição, mas com a seriedade e a razoabilidade de que um bom governo se faz com uma oposição forte e determinada.
Agradecemos aos nossos leitores, pedimos desculpas aos que se chatearam conosco por algum motivo, as pessoas que nos criticaram aceitamos com muita humildade todas as críticas, pois fomos derrotados e com a simplicidade que a democracia nos exige, parabenizamos Alexandre Von PSDB e toda a sua equipe vencedora.
Por evidente momento do calor da disputa, talvez tenhamos nos excedido em algum momento, então nesse momento, pedimos sinceras desculpas e que possamos manter uma convivência pacífica e respeitosa como manda os preceitos da vida democrática.
Agradecemos a todos os nossos leitores pela forte audiência e a luta continua.
Agradecemos a todos os nossos leitores pela forte audiência e a luta continua.
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sábado, 6 de outubro de 2012
BARBOSA DERROTA AYRES E SAI NA CAPA DA VEJA
O pobre que salvou o Brasil (e os pobres do Brasil) foi outro
Que o adulto não se deixe conspurcar pela nova companhia
Deve ter sido uma Guerra Fria para saber quem mereceria o Oscar da Veja, o detrito sólido de maré baixa.
Barbosa foi o preferido.
É uma honra que não enobrece a biografia.
É o que demonstra o artigo da Maria Frô, blogueira suja: Ministro Joaquim Barbosa herói de Veja
Deve ter sido uma Guerra Fria para saber quem mereceria o Oscar da Veja, o detrito sólido de maré baixa.
Barbosa foi o preferido.
É uma honra que não enobrece a biografia.
É o que demonstra o artigo da Maria Frô, blogueira suja: Ministro Joaquim Barbosa herói de Veja
Joaquim Barbosa em capa laudatória de Veja seria cômico se não fosse trágico: a revista que tem entre seus ícones Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e outros colunistas de fazer inveja ao Tea Party; reacionários que já escreveram centenas de artigos contra cotas raciais, cinicamente afirmando que defendiam cotas sociais. Mas agora que governo federal aprovou 50% de cotas para escolas públicas eles também são contra, como foram e são contra o Prouni, Reuni e qualquer medida inclusiva que efetivamente amplie o acesso à educação formal aos mais pobres.
A meu ver mesmo os que combatem de fato o racismo no Brasil e estão decepcionados com o PT não devem comemorar esta capa oportunista de Veja oportunista.
Sempre é bom lembrar que a mesma revista já teve como heróis merecedores de capas laudatórias: Collor, Serra, FHC, Demóstenes Torres, Kassab, até o médico foragido condenado a 278 anos de prisão por 56 crimes de estupro, Roger Abdelmassih, antes de virar ‘monstro’ foi incensado por Veja como o milagroso cientista que fazia os famosos realizarem o sonho de ser pais!
Ícones da esquerda só estiveram nas capa de Veja para serem criminalizados como as famosas capas com João Pedro Stédile, José Rainha, Che e as dezenas de capas feitas contra Lula antes, durante e após os seus dois mandatos.
Para acompanhar a chamada desta capa da Veja a foto teria de ser outra: a do menino Lula.
Afinal, Lula mudou tanto o Brasil que em seu governo a Polícia Federal foi livre para investigar; o Procurador Geral da República livre pra abrir processos e STF para julgar; emitir habeas corpus para Dantas ou até mesmo para ministro do STF fazer coro em dobradinha com Demóstenes Torres na Veja sobre grampo no Senado cujo áudio nunca apareceu…
Lula mudou tanto o Brasil que foi em seu governo que, finalmente, o STF passou a ter mais ministras mulheres e ao menos um ministro negro.
Lula mudou tanto o Brasil que logo, logo outros meninos negros pobres do Prouni ou da política de cotas nas universidades federais poderão sonhar em ocupar os tribunais não como vítimas ou réus, mas como juízes, promotores, advogados de defesa…
Mas, como bem observou meu amigo e sociólogo, Wagner Iglecias: não deixa de ser interessante que, na atualidade, a direita representada por Veja ande tão carente de heróis que tenha escolhido para ovacionar um homem negro de origem pobre.
A meu ver mesmo os que combatem de fato o racismo no Brasil e estão decepcionados com o PT não devem comemorar esta capa oportunista de Veja oportunista.
Sempre é bom lembrar que a mesma revista já teve como heróis merecedores de capas laudatórias: Collor, Serra, FHC, Demóstenes Torres, Kassab, até o médico foragido condenado a 278 anos de prisão por 56 crimes de estupro, Roger Abdelmassih, antes de virar ‘monstro’ foi incensado por Veja como o milagroso cientista que fazia os famosos realizarem o sonho de ser pais!
Ícones da esquerda só estiveram nas capa de Veja para serem criminalizados como as famosas capas com João Pedro Stédile, José Rainha, Che e as dezenas de capas feitas contra Lula antes, durante e após os seus dois mandatos.
Para acompanhar a chamada desta capa da Veja a foto teria de ser outra: a do menino Lula.
Afinal, Lula mudou tanto o Brasil que em seu governo a Polícia Federal foi livre para investigar; o Procurador Geral da República livre pra abrir processos e STF para julgar; emitir habeas corpus para Dantas ou até mesmo para ministro do STF fazer coro em dobradinha com Demóstenes Torres na Veja sobre grampo no Senado cujo áudio nunca apareceu…
Lula mudou tanto o Brasil que foi em seu governo que, finalmente, o STF passou a ter mais ministras mulheres e ao menos um ministro negro.
Lula mudou tanto o Brasil que logo, logo outros meninos negros pobres do Prouni ou da política de cotas nas universidades federais poderão sonhar em ocupar os tribunais não como vítimas ou réus, mas como juízes, promotores, advogados de defesa…
Mas, como bem observou meu amigo e sociólogo, Wagner Iglecias: não deixa de ser interessante que, na atualidade, a direita representada por Veja ande tão carente de heróis que tenha escolhido para ovacionar um homem negro de origem pobre.
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Vice de Von doa R$ 500 e pede “ajuda”
A candidata à vice-prefeita de Santarém na chapa encabeçada por Alexandre Von (PSDB), Maria José Maia (DEM), doou R$ 500 à escola municipal que leva o nome do pai dela (Joaquim Cavalcante Maia) e ao final do ato pediu aos presentes para “ser ajudada”.
O flagrante foi registrado em fotos, virou peça de AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) na 83ª ZE (Zona Eleitoral) e pode resultar na cassação e inelegibilidade, por crime eleitoral (captação ilícita de votos), dos dois candidatos.
A doação foi realizada em agosto (dia 4), em horário de expediente da escola, 25 dias depois do nome de Maria José Maia ser oficializado como candidata à vice-prefeita na coalização de partidos liderada pelo PSDB.
A quantia, em espécie, foi entregue à Wandiana Cardoso, pedagoga, na frente de 15 servidores da escola, entre serventes e professores. Na platéia, estavam ainda irmãos, parentes e amigos de Maria Maia.
A doação teve o propósito, segundo a candidata em seu discurso aos presentes, de “ajudar a escola” que leva o nome de seu pai. Ao final, ela teria ditos aos servidores que também “gostaria de ser ajudada”.
A AIJE, cuja cópia o blog teve acesso, foi ajuizada pela coligação “Para Santarém Seguir Mudando”, formada por 12 partidos e que tem à frente o PT. Em sua defesa na Justiça Eleitoral, Maria José Maia nega as acusações de prática de compra de votos.
A escola Joaquim Cavalcante Maia foi inaugurada na gestão do ex-prefeito Lira Maia (1997-2004), de quem Maria José é irmã. É a primeira vez que ela fez esse tipo de doação ao educandário, erguido no bairro Santo André há 10 anos. Neste ano letivo, a escola abriga 470 alunos e alunas do ensino fundamental.
Ex-diretora da 5ª URE (Unidade Regional de Ensino), braço da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) nos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro, Maria José Maia é professora. Deixou o cargo para concorrer à eleição deste ano. Foi indicada pelo irmão, deputado federal Lira Maia (DEM), para dirigir a unidade ano passado, início do governo Simão Jatene.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
O incrível Super Fux

O incrível conhecimento de física do Ministro Fux
Por Ricardo Carvalho no Blog do Nassif
Olá Nassif,
Essa viagem foi realmente muito valorizada hoje no STF. Mas teve uma passagem que gostaria de comentar.
Não sei se mais alguém percebeu. Eu quase morri de rir; pra não chorar!!
No seu voto, Fux demonstrou proximidade de Gilmar ao dizer que tinha dele recebido um presente: o livro "O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas" de Leonard Mlodinow (Zahar, 2009). Foi patética a fala que se seguiu.
Citando um livro que trata de probabilidade e aleatoriedade, tentou dar base científica ao torto raciocínio estatístico da denúncia. O revisor tinha apresentado um estudo anteriormente que mostrava a não correlação entre os repasses dos recursos e o apoio em votações. Talvez por isso o ministro Fux tenha citado o livro para dizer que o mesmo lhe ensinara que "nada é por acaso".
Deveria ter ficado calado, pois o livro diz exatamente o contrário: quase tudo é por acaso!! Para dizer o que disse, não leu sequer a orelha.
Trechos do livro que o ministro não leu ou, se leu, não entendeu bulhufas:
"O fato de que a intuição humana é mal adaptada a situações que envolvem incerteza já era conhecido nos anos 1930 ..."
"Nadar contra a corrente da intuição é uma tarefa difícil."
" ... pesquisas mostraram que, em situações que envolvem o acaso, nossos processos cerebrais costumam ser gravemente deficientes."
"Também trata do modo como tomamos decisões e dos processos que nos levam a julgamentos equivocados e decisões ruins quando confrontados com aleatoriedade e incerteza".
"Como veremos, a mente humana foi construída para identificar uma causa definida para cada acontecimento, podendo assim ter bastante dificuldade em aceitar a influência de fatores aleatórios ou não relacionados".
"Os processos aleatórios são fundamentais na natureza e onipresentes em nossa vida cotidiana; ainda assim, a maioria das pessoas não os compreende nem pensa muito a seu respeito."
Dá uma olhada nos capítulos:
"1. Olhando pela lente da aleatoriedade – O papel oculto do acaso ... quando um rato consegue ter um desempenho melhor que seres humanos.
2. As leis das verdades e das meias verdades – ... por que uma boa história tem menos chance de ser verdadeira que uma explicação pouco convincente.
Olá Nassif,
Essa viagem foi realmente muito valorizada hoje no STF. Mas teve uma passagem que gostaria de comentar.
Não sei se mais alguém percebeu. Eu quase morri de rir; pra não chorar!!
No seu voto, Fux demonstrou proximidade de Gilmar ao dizer que tinha dele recebido um presente: o livro "O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas" de Leonard Mlodinow (Zahar, 2009). Foi patética a fala que se seguiu.
Citando um livro que trata de probabilidade e aleatoriedade, tentou dar base científica ao torto raciocínio estatístico da denúncia. O revisor tinha apresentado um estudo anteriormente que mostrava a não correlação entre os repasses dos recursos e o apoio em votações. Talvez por isso o ministro Fux tenha citado o livro para dizer que o mesmo lhe ensinara que "nada é por acaso".
Deveria ter ficado calado, pois o livro diz exatamente o contrário: quase tudo é por acaso!! Para dizer o que disse, não leu sequer a orelha.
Trechos do livro que o ministro não leu ou, se leu, não entendeu bulhufas:
"O fato de que a intuição humana é mal adaptada a situações que envolvem incerteza já era conhecido nos anos 1930 ..."
"Nadar contra a corrente da intuição é uma tarefa difícil."
" ... pesquisas mostraram que, em situações que envolvem o acaso, nossos processos cerebrais costumam ser gravemente deficientes."
"Também trata do modo como tomamos decisões e dos processos que nos levam a julgamentos equivocados e decisões ruins quando confrontados com aleatoriedade e incerteza".
"Como veremos, a mente humana foi construída para identificar uma causa definida para cada acontecimento, podendo assim ter bastante dificuldade em aceitar a influência de fatores aleatórios ou não relacionados".
"Os processos aleatórios são fundamentais na natureza e onipresentes em nossa vida cotidiana; ainda assim, a maioria das pessoas não os compreende nem pensa muito a seu respeito."
Dá uma olhada nos capítulos:
"1. Olhando pela lente da aleatoriedade – O papel oculto do acaso ... quando um rato consegue ter um desempenho melhor que seres humanos.
2. As leis das verdades e das meias verdades – ... por que uma boa história tem menos chance de ser verdadeira que uma explicação pouco convincente.
(.........)
6. Falsos positivos e verdadeiras falácias – ... erros na probabilidade condicional, de exames médicos ao julgamento de O.J. Simpson e a falácia da acusação."
Não me lembro em que parte do livro, já li há alguns meses, mas a certa altura o autor relata alguns dos erros mais comuns durante uma investigação, científica ou não. Diz ele que um dos maiores desses erros é buscar apenas os elementos que sustentam as hipóteses. O caminho, segundo ele, e eu concordo, deve ser o contrário: aquele que busca incansavelmente derrubar a hipótese; pois, se ao final, ela permanecer de pé é porque ela realmente tem mais probabilidade de ser verdadeira.
Acho que ficou demonstrado que sequer a orelha e o índice o ministro Fux leu. E se leu ... ou tá de má fé, o que não quero acreditar, ou não conseguiu entender o que leu, o que não posso acreditar, pois é o livro que trata de estatística mais simples de se entender que já li.
Um abraço de um leitor diário.
6. Falsos positivos e verdadeiras falácias – ... erros na probabilidade condicional, de exames médicos ao julgamento de O.J. Simpson e a falácia da acusação."
Não me lembro em que parte do livro, já li há alguns meses, mas a certa altura o autor relata alguns dos erros mais comuns durante uma investigação, científica ou não. Diz ele que um dos maiores desses erros é buscar apenas os elementos que sustentam as hipóteses. O caminho, segundo ele, e eu concordo, deve ser o contrário: aquele que busca incansavelmente derrubar a hipótese; pois, se ao final, ela permanecer de pé é porque ela realmente tem mais probabilidade de ser verdadeira.
Acho que ficou demonstrado que sequer a orelha e o índice o ministro Fux leu. E se leu ... ou tá de má fé, o que não quero acreditar, ou não conseguiu entender o que leu, o que não posso acreditar, pois é o livro que trata de estatística mais simples de se entender que já li.
Um abraço de um leitor diário.
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Obama e Romney são parte do problema dos Estados Unidos, não a solução
POR PAULO NOGUEIRA
Fato: Obama perdeu o debate da noite de ontem em Denver, Colorado. Mitney, muito mais à vontade e inspirado que o oponente, ficou na ofensiva o tempo todo, e levou a discussão para a economia – campo em que as realizações de Obama são pífias.
Questão: o quanto isso pode influir na eleição? Quero dizer: no favoritismo de Obama. Historicamente, debates têm uma influência limitada nos resultados das urnas. Quase todos os eleitores já sabem em quem vão votar. Fora isso, haverá ainda outros dois. As pesquisas pós-Denver darão uma idéia melhor do impacto do embate de ontem.
Obama parecia cansado. Os cabelos grisalhos são a testemunha visível de quanto lhe pesaram os quatro anos na Casa Branca. Romney, com seu ar de canastrão de novela, lembrou Ronald Reagan, que governou os Estados Unidos nos anos 1980, no desembaraço e na capacidade de falar platitudes como se fosse Platão.
Nos debates de quatro anos atrás, Obama era outro. Simbolizava a esperança de uma quase revolução nos Estados Unidos, depois dos trágicos dois mandatos de George W Bush.
As altas expectativas em torno dele o ajudaram então. Agora, pesam contra ele. Obama foi, numa palavra, uma enorme decepção. Na política interna, ou por impotência diante de um Congresso hostil ou por inépcia mesmo, não fez nada para mitigar a monstruosa concentração de renda nos Estados Unidos – da qual seu adversário Romney é um exemplo portentoso.
Na política externa, jogou tantas bombas nos países árabes quanto Bush. É patético que sua maior realização, aspas, tenha sido a execução a sangue frio de um Osaba bin Laden cego de um olho e desarmado por um grupo de atiradores de elite altamente armados.
O drama americano está acima da capacidade de resolução de Obama ou Romney. Os Estados Unidos acabaram por se tornar uma superpotência que gasta muito mais do que pode para manter bases militares em todo o mundo.
Sua estratégia de hegemonia – como se vê no Oriente Médio – é à base de guerras, e isso fez os americanos serem quase que universalmente detestados e combatidos. O mito do “campeão do mundo livre” se desfez há muito tempo.
Os Estados Unidos vivem um declínio que se explica, em parte, num sistema político em que dois partidos tão diferentes, aspas, como Coca e Pepsi se revezam no poder sem que nada, no fundo, mude. Governos de ricos, por ricos e para ricos vão se sucedendo uns aos outros.
Em seu excelente livro “O Manifesto de Vermonte”, o economista americano Thomas Naylor, professor emérito da prestigiada Universidade Duke, definiu com precisão o quadro dos Estados Unidos.
Palavras de Naylor: “A única forma que a América tem de salvar a si mesma é se tornando menor, menos centralizada, menos poderosa, menos intrusiva, menos materialista, menos militarizada, menos violenta, mais democrática, e mais atenta aos interesses dos cidadãos e das pequenas comunidades. Grandes corporações, grandes partidos políticos, grandes sistemas de segurança e grandes estruturas militares, tudo isso é parte do problema. O Império está nu.”
Obama e Romney, parafraseando Naylor, são também eles parte do problema — não a solução.
Questão: o quanto isso pode influir na eleição? Quero dizer: no favoritismo de Obama. Historicamente, debates têm uma influência limitada nos resultados das urnas. Quase todos os eleitores já sabem em quem vão votar. Fora isso, haverá ainda outros dois. As pesquisas pós-Denver darão uma idéia melhor do impacto do embate de ontem.
Obama parecia cansado. Os cabelos grisalhos são a testemunha visível de quanto lhe pesaram os quatro anos na Casa Branca. Romney, com seu ar de canastrão de novela, lembrou Ronald Reagan, que governou os Estados Unidos nos anos 1980, no desembaraço e na capacidade de falar platitudes como se fosse Platão.
Nos debates de quatro anos atrás, Obama era outro. Simbolizava a esperança de uma quase revolução nos Estados Unidos, depois dos trágicos dois mandatos de George W Bush.
As altas expectativas em torno dele o ajudaram então. Agora, pesam contra ele. Obama foi, numa palavra, uma enorme decepção. Na política interna, ou por impotência diante de um Congresso hostil ou por inépcia mesmo, não fez nada para mitigar a monstruosa concentração de renda nos Estados Unidos – da qual seu adversário Romney é um exemplo portentoso.
Na política externa, jogou tantas bombas nos países árabes quanto Bush. É patético que sua maior realização, aspas, tenha sido a execução a sangue frio de um Osaba bin Laden cego de um olho e desarmado por um grupo de atiradores de elite altamente armados.
O drama americano está acima da capacidade de resolução de Obama ou Romney. Os Estados Unidos acabaram por se tornar uma superpotência que gasta muito mais do que pode para manter bases militares em todo o mundo.
Sua estratégia de hegemonia – como se vê no Oriente Médio – é à base de guerras, e isso fez os americanos serem quase que universalmente detestados e combatidos. O mito do “campeão do mundo livre” se desfez há muito tempo.
Os Estados Unidos vivem um declínio que se explica, em parte, num sistema político em que dois partidos tão diferentes, aspas, como Coca e Pepsi se revezam no poder sem que nada, no fundo, mude. Governos de ricos, por ricos e para ricos vão se sucedendo uns aos outros.
Em seu excelente livro “O Manifesto de Vermonte”, o economista americano Thomas Naylor, professor emérito da prestigiada Universidade Duke, definiu com precisão o quadro dos Estados Unidos.
Palavras de Naylor: “A única forma que a América tem de salvar a si mesma é se tornando menor, menos centralizada, menos poderosa, menos intrusiva, menos materialista, menos militarizada, menos violenta, mais democrática, e mais atenta aos interesses dos cidadãos e das pequenas comunidades. Grandes corporações, grandes partidos políticos, grandes sistemas de segurança e grandes estruturas militares, tudo isso é parte do problema. O Império está nu.”
Obama e Romney, parafraseando Naylor, são também eles parte do problema — não a solução.
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PIG: A MESMA MANCHETE (DE NOVO) ÀS VÉSPERAS DA URNA
Para os grandes jornais, não foi possível emplacar a tão sonhada manchete, com um CONDENADO, em letras garrafais, contra José Dirceu e o PT, mas quase.
No segundo dia consecutivo, os três maiores periódicos do Brasil, Globo, Folha e Estadão, saíram com chamadas quase idênticas, às vésperas do processo eleitoral; a dúvida é: Será que o povo é burro ? Será que as manchetes do PIG terão efeito nas urnas?
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Às vésperas da eleição, Chávez chama opositores ao diálogo
Chávez discursa para uma multidão em Caracas. Foto: AFP
por Claudia Jardim, de Caracas (Carta Capital)
A três dias da eleição presidencial que definirá sua continuidade, ou não, no poder, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse estar disposto a estabelecer um diálogo “franco e sincero” com seus opositores e prometeu não “falhar” com os venezuelanos caso seja reeleito no domingo.
Há 14 anos no poder, Chávez disse, no entanto, que a “extrema direita” não dialoga e que interpreta as “pontes” de diálogo estendidas por ele como um sinal de debilidade.
“Estou disposto a fazê-lo (diálogar) e vínhamos avançando em um processo de reconciliação”, afirmou Chávez, durante entrevista no canal estatal, poucas horas depois de um apoteótico encerramento de campanha na capital Caracas. “Aqui, antes da revolução, o mediador era a Guarda Nacional, a polícia. Às vezes o Exército mediava os conflitos, não havia Estado”.
Favorito nas pesquisas de intenção de voto, Chávez encerrou sua campanha na quinta-feira 4 acompanhado de centenas de milhares de pessoas. A multidão lotou sete avenidas do centro de Caracas, em uma clara demonstração de força do chavismo às vésperas das eleições. A cidade colapsou. Centenas de ônibus que trouxeram os militantes de diferentes estados do país bloquearam o trânsito. O metrô foi insuficiente para transportar os moradores da cidade. Muitos voltaram para casa a pé. “Nunca vimos isso”, disse Chávez pouco depois.
No comício, sob uma chuva torrencial, Chávez pediu uma participação “contundente” de seus eleitores no domingo para que sua “vitória seja incontestável”.
“Chávez não falhará com vocês. Sem dúvida cometi erros, mas quem não comete erros? Por acaso Chávez se vendeu à burguesia, por acaso Chávez como presidente se deixou dobrar pelo imperialismo?”, perguntou à multidão.
Ao evidenciar a preocupação do governo em relação às consequências do resultado das urnas, Chávez pediu que seus simpatizantes permaneçam nas ruas depois de votar para “defender o voto”.
O chavismo aposta em uma ampla vitória para afastar o fantasma de crise interna. Há informações de que a oposição estaria preparada para cantar fraude caso a contagem dos votos resulte apertada. “Se o candidato burguês ganha por um voto, ganharam e se eu ganho por um voto, não vão reconhecer, como assim” ?, disse Chávez.
Crítico do capitalismo, o líder venezuelano disse que um dos desafíos de seu governo é convencer a maioria de que o projeto socialista “pertence a todos”. “Por mais descontentes que estejam (…) não será a burguesia que virá solucionar os problemas”, afirmou.
Em outro extremo do país, no estado de Lara, Henrique Capriles encerrou sua campanha advertindo a Chávez que “seu ciclo terminou”. “O que o senhor fez bem, o povo agradece, mas nenhum governante é dono das conquistas dos venezuelanos”, disse.
Com o corpo apertado contra as grades que separavam a multidão do palco em que o presidente venezuelano discursava, Jenesis Salazar, de 20 anos, disse que sem Chávez, a população “perdería tudo”.
“Com ele (Chávez) temos saúde, educação, mas sobretudo, resgatamos nossa dignidade como povo. Com Capriles voltaríamos a ser invisíveis”, afirmou. Jenesis vive em um alojamento há 2 anos, destinado para atender os venezuelanos que perderam suas casas em consequência das fortes chuvas que assolaram o país. Apesar da demora em receber sua casa nova, prometida pelo governo, diz que continua apostando no chavismo. “Pode demorar, mas vai chegar, tenho fé”, afirmou. Será a primeira vez que Jenesis participará de uma eleição.
Se as pesquisas estiverem corretas e Chávez resultar eleito no domingo, o governante de 58 anos terá ganho o voto de uma nova geração de venezuelanos, jovens e novos eleitores que eram crianças ou não haviam nascido quando Chávez surgiu à cena política em 1992.
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Antes de ganhar capa da Veja, Kassab investe R$ 1,2 milhão no Grupo Abril

Redação, Rede Brasil Atual
“Uma semana antes de ser personagem de capa da edição de São Paulo da revista Veja, aVejinha, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, investiu R$ 493 mil dos cofres da administração municipal na compra de uma publicação do Grupo Abril, o mesmo de Veja. Segundo revelou oblogue de Luis Nassif, a aquisição de assinaturas da Nova Escoladiretamente da Fundação Victor Civita foi publicada em 20 de setembro no Diário Oficial do Município.
Menos de dez dias depois, Kassab teve o corpo estampado em capa da Vejinhaque questionava: “Será que estamos sendo justos com ele?”. Em reportagem, a revista questionava se os altos índices de rejeição do prefeito, que encerra mandato em dezembro, correspondem aos resultados da atual gestão, que, no entender do Grupo Abril, são positivos.
A compra liberada em 20 de setembro não foi a primeira. A consulta ao Diário Oficial do Município mostra que ao todo um contrato firmado por meio da Secretaria Municipal de Educação prevê destinar R$ 1.233.540 este ano à Fundação Victor Civita, meta que já foi atingida. Em 14 de julho a publicação oficial registrou a estimativa de que outros R$ 740.124 fossem destinados à entidade do Grupo Abril.
A Nova Escola é uma publicação querida de governos em geral. Em 2009, a organização não governamental Ação Educativa chamou atenção para um contrato firmado sem licitação pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para a compra de 220 mil assinaturas no valor de R$ 3,7 milhões. A FDE, que pertence ao governo estadual paulista, é agora investigada pelo Ministério Público sobre a possibilidade de compra fraudulenta de mochilas que foram distribuídas aos alunos da rede pública.”
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PAULO PRETO DIZ QUE ELE E SERRA SÃO COMO “GAMBÁ”
“Pode separar, mas o cheiro fica”, disse o polêmico ex-tesoureiro do PSDB, que foi responsável por obras como o Rodoanel e a ampliação das marginais, quando José Serra foi prefeito e governador de São Paulo.
247 – A revista Piauí deste mês, assinada pela jornalista Daniela Pinheiro, traz uma reportagem inconveniente para o candidato José Serra, do PSDB. Trata-se de um perfil de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-tesoureiro do PSDB, que já foi acusado de sumir com R$ 4 milhões na última campanha presidencial, em que ele fala de sua relação com Serra. Preto a compara a um “abraço de gambá”. “Pode separar, mas o cheiro fica”. Leia na coluna de Monica Bergamo:
DO BEM
A revista "Piauí" passou dois meses na cola de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tido como "homem bomba do PSDB". Ex-diretor da Dersa em SP, ele diz que "nunca" vai falar mal do ex-governador José Serra como gestor. "Ele me permitiu fazer essas obras [Rodoanel, marginal] para a minha biografia. Eu e ele somos que nem abraço de gambá: pode separar, mas o cheiro fica."
DO BEM 2
Paulo Preto relata ainda que cortou verbas de empreiteiras, que ele chama de "irmandade", e que Serra avalizou a iniciativa. "Eles [empreiteiros] iam lá no Serra e perguntavam: 'É pra fazer o que esse cara tá dizendo?'. E ele falava: 'É'. Tudo o que foi feito por mim na Dersa tinha o aval do governador José Serra."
O engenheiro só ficou magoado porque Serra não o defendeu quando foi atacado pela então candidata Dilma Rousseff num debate em 2010. "É a linha dele. Ele não defende ninguém."
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CAPA PRETAS VOTAM NO RITMO DO PRIMEIRO TURNO
Sequestradores não usavam camiseta do Lula. O estrago tinha sido feito.
O Ministro Fux, indicado pela Presidenta Dilma Rousseff, condenou Dirceu com a ajuda do “testemunho” do co-réu Roberto Jefferson.
E mencionou “prova à luz de sua capacidade persuasiva”.
A “elemento probatório indireto”, também.
Viva o Brasil !
(Já imaginou, amigo navegante, se usassem esses argumentos para avaliar o papel do Fernando Henrique na Privataria ?)
Ele e a Ministra Weber, também indicada pela Presidenta Dilma, que votaram depois de Lewandowski desmontar o “domínio do fato”, selaram a condenação de Dirceu antes da votação no primeiro turno.
Fizeram a manchete do PiG na véspera da eleição.
Os votos de Fux e Weber permitiram a intervenção de Gilmar, Celso de Mello e Ayres Britto, que deixaram claro que também vão condenar Dirceu.
Realizou-se a sincronização prevista no julgamento do mensalão, desde o início.
Não há sessão de julgamento na sexta-feira.
Os eleitores vão votar domingo com a condenação do Dirceu.
O PiG, os Procuradores da República, tênues e torrenciais, e juízes da mais alta Corte obtiveram o que mais queriam.
Condenar Dirceu na véspera da eleição.
Sem provas.
O julgamento do mensalão é a libertação do Abílio Diniz na véspera da eleição de Collor contra Lula, quando o PiG espalhava que os sequestradores usavam a camiseta do Lula.
É o grampo sem áudio.
Se, mais tarde, com a participação de Zavascki, Dirceu vier a ser beneficiado – hipótese remota – a eleição já se realizou.
Com Dirceu condenado.
Segundo Fux, condenado à luz de reuniões, depoimentos, já que era “articulador” político, por sua preeminência, sua posição de destaque.
(Tal qual FHC na Privataria.)
Delúbio e Genoíno atuavam “afinadamente”…
Eram “vasos comunicantes”.
“Havia acerto político”.
Os argumentos de Barbosa e Weber.
O PiG ganhou essa.
Mas, não a eleição.
Em tempo: antes de se encerrar a sessão pré-votação no primeiro turno, Lewandoski observou que Fux tinha se utilizado de argumento que duas testemunhas negaram peremptoriamente: que, num jantar, em Belo Horizonte, Dirceu tivesse tratado dos empréstimos ao PT. Fux ragiu: um dos depoimentos, o de Katia Rabelo, precisava ser analisado com “um grão de sal”, já que Katia tinha sido condenado várias vezes. O Ministro Fux e Rosa Weber, porém, não usaram o saleiro quando se tratou de usar o Roberto Jefferson como a única testemunha contra Dirceu.
Paulo Henrique Amorim
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
LEWANDOWSKI DESMONTA BARBOSA E GILMAR
Lewandowski teve a oportunidade de dizer claramente: cadê as provas ?
Saiu na Folha: LEWANDOWSKI DIZ QUE ACUSAÇÕES CONTRA DIRCEU SÃO ‘ILAÇÕES’ E ‘CONJECTURAS’
Sem descartar que o ex-ministro José Dirceu seja “mentor da trama”, o revisor do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski, disse nesta quinta-feira que não há prova “documental” contra o petista e que as acusações do Ministério Público Federal são baseadas em “ilações” e “conjecturas”.
Ele afirmou ainda que a Procuradoria-Geral da República montou um “figurino genérico” que poderia encaixar qualquer “personagem com cargo no Executivo”.
O revisor, no entanto, disse que não descarta o envolvimento de Dirceu no esquema. “A participação nos eventos e deduzida por ilações ou conjecturas. Não afasto que Dirceu tenha participado dos eventos, não descarto que seja mentor dessa trama, mas o fato é que isto não encontra ressonância nas provas dos autos.”
Lewandowski criticou o trabalho do Minsitério Público dizendo que não individualizou a conduta de Dirceu e se baseou em depoimentos da CPI do Congresso, enquanto o petista tem outros testemunhos de figuras importantes da República que negam sua participação no mensalão.
“Repito o que já havia dito por ocasião do recebimento da denúncia e mantenho agora. Mesmo após vasta instrução probatória o MP limitou-se a potencializar o fato de José Dirceu exercer funções na República sem se dar a trabalho de descrever ainda que minimamente as acusações. Restringindo-se a fazer meras suposições”, disse.
O revisor apontou ainda que repudia “expressamente” o que alguns teóricos estão chamando do direito penal do inimigo, que o réu deve ser condenado.
Ontem, Lewandowski também absolveu o ex-presidente do PT, José Genoino, pela compra de apoio políticos nos primeiros anos do governo Lula. O ministro responsabilizou o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pelos repasses aos parlamentares e pelos empréstimos fictícios que abasteceram o valerioduto.
Hoje, ele disse que os autos mostram que Delúbio tinha total autonomia para tratar das negociações financeiras do PT.
“O MP não logrou produzir prova nenhuma sobre a alegada subordinação entre José Dirceu e Delúbio, o qual agia com total independência no que tocava às finanças do partido”.
O relator do caso, Joaquim Barbosa, seguiu outra linha e apontou ontem o ex-ministro da Casa Civil, homem forte do governo Lula, como o “mandante” do esquema.
“O conjunto probatório [...] coloca o então ministro-chefe da Casa Civil em posição central, posição de organização e liderança da prática criminosa, como mandante das promessas de pagamento de vantagens indevidas aos parlamentares que viessem a apoiar as votações de seu interesse”, disse o relator.
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Lewandowski teve a oportunidade de dizer claramente: cadê as provas ?
Não há provas de compra de votos.
E se há compra de votos de deputados, por que não há de senadores ?
E se houve fraude na reforma tributária e previdenciária, então, essas leis nao valem.
Quem é o alguem que dirigiu o processo ?
Mas, não há provas de que haja um mandante.
No debate que se seguiu, ficou claro que Gilmar Dantas, Celso de Mello e Marco Aurélio (Collor de ) Mello vão degolar Dirceu.
As “provas” de que houve “compra de votos” são “lotéricas” e justificam qualquer votação.
No caso da “lei de falências”, a proposta era da oposição, logo, Dirceu ‘teria comprado” a oposição para fazer projeto contra o Governo.
Lewandowski teve a oportunidade de dizer claramente: cadê as provas ?
Não há provas de compra de votos.
E se há compra de votos de deputados, por que não há de senadores ?
E se houve fraude na reforma tributária e previdenciária, então, essas leis nao valem.
Quem é o alguem que dirigiu o processo ?
Mas, não há provas de que haja um mandante.
No debate que se seguiu, ficou claro que Gilmar Dantas, Celso de Mello e Marco Aurélio (Collor de ) Mello vão degolar Dirceu.
As “provas” de que houve “compra de votos” são “lotéricas” e justificam qualquer votação.
No caso da “lei de falências”, a proposta era da oposição, logo, Dirceu ‘teria comprado” a oposição para fazer projeto contra o Governo.
Em tempo: Lewandowski lembra que o único testemunho é o de um co-reu, Roberto Jefferson, que nutria os sentimentos mais primitivos quando via Dirceu. Jefferson é a Carta Brandi, o grampo sem áudio: o Golpe. Chamada ao processo de co-réu é desprezível – diz Lewandowski – e desprezável, simples dalação, prova anômala. Vão ter que rebolar !!!
Paulo Henrique Amorim
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