“Pode separar, mas o cheiro fica”, disse o polêmico ex-tesoureiro do PSDB, que foi responsável por obras como o Rodoanel e a ampliação das marginais, quando José Serra foi prefeito e governador de São Paulo.
247 – A revista Piauí deste mês, assinada pela jornalista Daniela Pinheiro, traz uma reportagem inconveniente para o candidato José Serra, do PSDB. Trata-se de um perfil de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-tesoureiro do PSDB, que já foi acusado de sumir com R$ 4 milhões na última campanha presidencial, em que ele fala de sua relação com Serra. Preto a compara a um “abraço de gambá”. “Pode separar, mas o cheiro fica”. Leia na coluna de Monica Bergamo:
DO BEM
A revista "Piauí" passou dois meses na cola de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tido como "homem bomba do PSDB". Ex-diretor da Dersa em SP, ele diz que "nunca" vai falar mal do ex-governador José Serra como gestor. "Ele me permitiu fazer essas obras [Rodoanel, marginal] para a minha biografia. Eu e ele somos que nem abraço de gambá: pode separar, mas o cheiro fica."
DO BEM 2
Paulo Preto relata ainda que cortou verbas de empreiteiras, que ele chama de "irmandade", e que Serra avalizou a iniciativa. "Eles [empreiteiros] iam lá no Serra e perguntavam: 'É pra fazer o que esse cara tá dizendo?'. E ele falava: 'É'. Tudo o que foi feito por mim na Dersa tinha o aval do governador José Serra."
O engenheiro só ficou magoado porque Serra não o defendeu quando foi atacado pela então candidata Dilma Rousseff num debate em 2010. "É a linha dele. Ele não defende ninguém."
______________________________________________
Nenhum comentário:
Postar um comentário