terça-feira, 5 de abril de 2011

CADÊ O DINHEIRO QUE DANTAS DEU PARA A GLOBO?

Bomba do Tijolaço

Há dois dias, eu escrevi aqui que o fartíssimo noticiário dos jornais sobre a revista Época, das Organizações Globo, parecia não o relatório policial que pretendiam divulgar, mas um romance policial feito de encomenda para incriminar Lula.
Dizia que na matéria da Época, “tudo repousa no que diz – e no que nega – o senhor Daniel Dantas, um homem que perdeu qualquer tipo de credibilidade.
Não me parece que o sr. Dantas seja alguém que fosse recusar, como diz, uma troca de favores políticos por ajuda financeira. E menos ainda isso é coerente com a suposta ajuda que deu”.
- Dantas, porém, é apresentado como um coitado, vítima de extorsão e achaques, um empresário honesto que tinha de pagar propinas para poder tocar seus negócios.

Bom,  Dantas reagiu.

Emitiu nota oficial em resposta à Época onde reafirma sua condição de vítima:
“Daniel Dantas e o Opportunity foram alvos de violenta ofensiva do Estado, com o uso de seu braço armado. Em oito anos de disputa societária, eles foram difamados, e no caso de Dantas e de alguns executivos, até presos. É óbvio, portanto, que somente uma distorção na lógica e nos fatos explica a análise que Dantas colaborou para financiar o governo e obter dele favores ou cessar fogo.”
Diz que ter sido a fonte de recursos para o Governo seria impossível  porque “seria o primeiro caso de masoquismo empresarial — pagar para ser perseguido. Aliás, a Época reconhece em seu texto que a PF não conseguiu rastrear quem se beneficia com o pagamento feito pela Brasil Telecom. É também o primeiro caso em que há pagamento sem beneficiários.”
Sábado, eu já havia dito que achava muito estranha a história “de que Dantas pagou mas não levou. Ora, Dantas é um homem que leva sem pagar, não o contrário.”
Mas a bomba vem lá no final: ele diz que o dinheiro repassado pela Telemig Celular, que seria o apontado como fonte do abastecimento do “valerioduto” foi pago à….Rede Globo!
“Na Telemig, segundo informações prestadas à CPI do Mensalão, a maioria dos recursos eram repassados as Organizações Globo. Por isso, a apuração desses fatos fica fácil de ser feita pela Época.”, termina a nota de Dantas.
As empresas Telemig Celular, Brasil Telecom e Amazônia Celular injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, nos últimos 5 anos, conforme balanço da CPI dos Correios, tornando Daniel Dantas o maior financiador privado de Marcos Valério.Agora ele diz que o dinheiro foi para a Globo.
E, tirando a nota oficial publicada na Época, não há uma linha na imprensa sobre isso, na mesma mídia que se espalhou no que teria sido dito por Dantas para incriminar Lula.
Agora, o que o Daniel Dantas diz não é mais confiável.

Isso é que é imprensa “limpinha”.
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Dilma escalou novo presidente da Vale há um mês

Faz um mês que o Murilo morre de rir da urubóloga.

Enquanto a urubóloga Miriam Leitão defendia o Roger com a devoção de um Cruzado.
Os amigos do Agnelli cercavam os castelos do PiG com as gazuas  do lobby.
Enquanto a Folha se considerava no direito de nomear o presidente da Vale…
Enquanto tudo isso se passava, numa celebração post-neoliberal e neo-pagã, a Presidenta, há um mês, nomeava o novo presidente.
Ou seja, o PiG não tem a menor ideia do que se passa no país.
É um conjunto de chutadores.

Diz o G1:  

Indicado para comandar Vale trabalhava na Studio Investimentos. Ele pediu desligamento da gestora de ações há cerca de um mês.

O “mercado” não deu a menor bola para a urubóloga.
Após a demissão do Roger e a escolha de Murilo Ferreira, as ações da Vale subiram na Bolsa (embora o UOL escondesse no título):
Após indicação de presidente, ações da Vale concentram 30% da Bolsa
No primeiro pregão após anunciar a escolha do novo presidente da empresa, as ações da Vale operam em leve alta.
Por volta das 13h, as ações ordinárias (com direito a voto) da empresa (VALE3) subiam 0,44%, a R$ 54,39. As ações preferenciais, sem voto, (VALE5) tinham valorização de 0,21%, a R$ 48,34.
No total, as ações da mineradora têm giro financeiro de R$ 860 milhões, o que representa cerca de 31% do negociado no Ibovespa nesta terça-feira.
Ou seja, se o “mercado” não dá bola para a urubóloga, quem haveria de dar ?
O Roger, talvez.

Paulo Henrique Amorim

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O dia que durou 21 anos

Da TV Brasil

'O Dia que durou 21 anos' estreia na TV Brasil

Série de 3 episódios revela imagens e depoimentos históricos sobre o Golpe de 64
Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir da nova série "O Dia que durou 21 anos", que a TV Brasil exibe nos dias 4, 5 e 6 de abril, às 22 h.



CHARGE

Dilma dribla mídia e começa a devolver a Vale ao Brasil


A rainha Marta é capaz de ter ensinado esse drible à Presidenta
A imprensa conservadora está sem ter o que dizer.
Em três meses apenas, Dilma Rousseff fez o que Lula passou anos querendo fazer.
Retomar – não a propriedade, que Fernando Henrique entregou na bacia das almas – mas o papel da Vale como indutora do desenvolvimento brasileiro.
E, para isso, era preciso acabar com o reinado de Roger Agnelli, o homem que queria vender cada vez mais rápido maiores quantidades de minério, não pensava em investir no seu beneficiamento e transformação em aço e, ainda por cima, não tinha uma política de compras interna, como demonstrou na compra de 12 navios gigantes – cada um deles maior que o  morro Pão de Açúcar -  na China, sem um parafuso feito aqui.
O esquadrão midiático de Agnelli foi solenemente driblado.
Primeiro, quis fritar o Ministro Guido Mantega por ter conversado com Lázaro Brandão, presidente do Bradesco e acionista de verdade da Valepar, controladora da Vale. Mesmo com sua bufunfa de R$ 1,3 milhão por mês, Agnelli não tem ações para escolher sequer o  chefe do setor de zeladores do prédio da Vale.
Depois, quis apresentar a mudança como um “aparelhamento da Vale” e os únicos sinais concretos de promiscuidade política da Vale vieram do próprio Agnelli, que armou uma operação com o DEM para atacar o Governo, e o fato de se ter lá dentro uma todo-poderosa senhora que entrou pela janela tucana na empresa e, como braço de ferro de Agnelli, “enquadra” na vontade de funcionários a diretores da empresa.
Perdido Agnelli, tentaram enfiar na Vale o nome de sua preferência. Quietinha, a mineira Dilma deixou que dessem por escolhido o substituto. Na hora H, emplacou uma solução técnica, vinda de dentro da própria empresa ,o ex-funcionário da Vale e membro de sua diretoria, Murilo Ferreira, um excutivo com quem a Presidenta já teve muito contato quando Ministra das Minas e Energia.
Claro que se trata de um profissional de mercado, experiente e capaz. Mas dirigir uma empresa como a Vale requer mais que simples competência técnica. Exige visão estratégica da empresa e do país. E capacidade política de perseguir estes objetivos.
Os jornalistas de mercado adoram falar nas virtudes da sinergia, isto é, na capacidade de duas instituições multiplicarem seus resultados agindo em sintonia.
E curioso que não falassem nunca em quanto a empresa e o país perdiam com a ação de Agnelli em desalinho com as macropolíticas econômicas brasileiras.
A direita midiática levou um competente drible e caiu sentada no chão.
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Com slogan 'a esperança vai vencer o medo', Humala tenta repetir o Lula de 2002

Mudança aconteceu até no visual de Humala, que deixou de lado a camiseta vermelha e adotou o branco

Imediatamente após uma pesquisa mostrar que o candidato da coalizão de esquerda Ganha Peru liderava as intenções de voto para as eleições peruanas, a Bolsa de Valores de Lima caiu mais de 5%.
O temor expressado pelo mercado com a dianteira de Ollanta Humala Tasso, 48 anos, é semelhante ao verificado em eleições em outros países latino-americanos, como a do ex-presidente Lula.
E as incertezas da elite econômica no Peru com Humala não são a únicas semelhanças com a eleição brasileira em 2002: com um discurso mais leve e endereçado aos mais pobres, Humala parece ter eliminado a imagem de radical e conquistado um eleitorado fiel.
O candidato inclusive divulgou o documento “Compromisso com o Povo Peruano”, nos moldes da “Carta ao Povo Brasileiro” de Lula. Nele, falou o que os investidores queriam ouvir.
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Cantor popular vence eleições presidenciais no Haiti

No Opera Mundi

O  cantor popular Michel Martelly, de 49 anos, venceu as eleições presidenciais no Haiti com mais de 50% dos votos, segundo os resultados preliminares divulgados nesta segunda-feira (04/04) pelo Conselho Eleitoral Provisório.
No dia 20 de março, os haitianos foram às urnas para votar em sete senadores, 79 deputados e o sucessor do presidente René Préval. Entre os canditados mais votados no primeiro turno estavam a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, da RDNP (Reunião dos Democratas Nacionais Progressistas) eMichel Martelly, da legenda Resposta Camponesa. Este foi o segundo turno das eleições marcadas por violência e denúncias.
A divulgação da primeira apuração estava programada para quinta-feira passada (31/04), mas devido a problemas encontrados em mais de 60% das cédulas, o Comitê remarcou a para esta segunda-feira. As irregularidades nas cédulas para presidente (1.518), as quais superam as do primeiro turno, realizada em novembro de 2010.
Alguns candidatos acusaram o organismo eleitoral de falsificar as cédulas no momento da apuração, por considerar impossível que mais da metade das cédulas teriam sido supostamente adulteradas nas urnas.
Desde a madrugada, as expectativas e a tensão tomam conta das ruas da capital, Porto Príncipe, onde centenas de policiais foram mobilizados para impedir eventuais incidentes violentos.
Autoridades haitianas e representantes de organizações internacionais fizeram um apelo a população para acatar os resultados e evitar qualquer tipo de protesto, ante a ameaça de os candidatos ao Senado realizarem manifestações públicas e atos de desobediência caso os resultados eleitorais não os beneficiem.
O segundo turno das eleições gerais, que aconteceu após a anulação das eleições do último mês de novembro por denúncias de fraude e pressões de organismos internacionais, se deu no momento em que dois ex-presidentes – que foram expulsos do país – sinalizam o desejo de voltar à cena política. Jean-Bertrand Aristide e Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc. Eles retornaram à capital haitiana este ano. Os dois são denunciados por corrupção e violação de direitos humanos e deixaram o país sob pressão popular.
O Hati vive ainda um momento delicado em decorrência dos esforços internos e externos para sua reconstrução. No ano passado, um terremoto destruiu grande maior parte do país. A região passa pela instabilidade política e crise agravada pela epidemia de cólera que matou mais de quatro mil pessoas.
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Murilo Ferreira é o novo presidente da Vale

Valor Online

“O executivo Murilo Pinto Ferreira foi escolhido pelos controladores da Vale para o lugar de Roger Agnelli na presidência da mineradora brasileira.
Ferreira foi diretor-executivo da Vale de 2005 a 2008, acumulando passagens pelos vários negócios da mineradora, como alumínio, carvão, energia, siderurgia, entre outros. Também liderou investimentos na China e chegou a presidir por dois anos a Vale Inco, mineradora de níquel canadense comprada pela companhia brasileria.
Um dos motivos que teriam levado à sua saída da companhia seria um sério desentendimento com um diretor muito ligado a Roger Agnelli, de acordo com fontes da mineradora. Em entrevista ao Valor no ano passado, Agnelli disse que a saída de Ferreira estava ligada a um problema de saúde.
Na disputa pela presidência da Vale, Ferreira contava com a simpatia da presidente Dilma Rousseff. Outros candidatos na corrida eram Tito Martins e José Carlos Martins, ambos da diretoria da mineradora.”
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CHARGE

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Os 60 anos do Paulo Rocha

Não faltou óleo de peroba na comemoração do aniversário de 60 anos do Paulo Rocha.
No palco, o ex deputado, canta, dança e esbanja alegria. Na platéia um PT paraense muito animado saudava o seu maior líder regional. A animação do PT era tanta que um militante saiu-se com o seguinte comentário, “Parece que na oposição nós somos muito mais alegres”.

Crise nuclear japonesa, acreditar em quê?

A maior crise existente no Japão hoje é a crise de confiança. Já não é possível acreditar em nenhum comunicado que faz a Tóquio Eletricidade (Tepco), nem no que diz o governo japonês. Não há como acreditar em nada do que o governo japonês fala. Não se sabe com que critério científico o governo determina o perímetro de 30 km de evacuação. Mas não resta dúvida de que esse perímetro não é aumentado pois isso representará milhares de milhões de ienes de indenizações.

O artigo é de Tomi Mori (Carta Maior)

Entrando na quarta semana após o início da tragédia, já que ela ainda está longe de terminar, temos alguns dados já relativamente estabilizados. As mortes oficiais somam 11.620, os desaparecidos 16.444 (não há muita possibilidade de que sejam encontrados vivos depois de tantos dias), 2.877 feridos e 191.625 construções destruídas ou danificadas. Esses números podem ser considerados como a primeira parte da tragédia. A outra parte diz respeito às casas, plantações e vidas desorganizadas pela tragédia nuclear, que continua sem que possamos dizer em que estágio da crise nos encontramos. Estima-se que serão necessários 300 bilhões de dólares para reparar os estragos causados.
Estamos no início, no meio ou próximos do final da crise?
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Embromação: O vídeo de lançamento da campanha Obama 2012

Clique no ícone “CC” para escolher legendas em espanhol para o texto. Pelo aviso inicial, é provável que vá ser veiculado comercialmente na TV americana.

Colecionador torna pública uma foto inédita de Elizabeth Taylor nua, aos 24 anos

Elizabeth Taylor posou para um amigo, o ator e fotógrafo Roddy McDowall

CHARGE

JATENE: Caso Cerpasa chega ao STJ. Destino político do governador Simão Jatene está nas mãos do ministro Massami Uyeda.

 
Depois de sete anos de idas e vindas, o Caso Cerpasa, ao que parece, entrou nos trilhos.
No último 29 de março, o inquérito 465, no qual o governador Simão Jatene é acusado de corrupção, chegou ao gabinete do ministro Massami Uyeda, que integra a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), encarregada de julgar governadores, desembargadores e outros figurões da República.
Massami assumiu a Corte Especial na cadeira deixada por Luiz Fux, que ascendeu ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Paulista da cidade de Lins, 68 anos, Massami é doutor em Direito pela Universidade de São Paulo. Foi advogado militante e é juiz de carreira, daqueles que ralou para chegar aonde chegou.
Na internet, consta que os pais, imigrantes japoneses, criaram-no à moda da Terra do Sol Nascente, com valores como a honra e honestidade e seus samurais e haraquiris.
Massami ingressou no STF em 2006, por indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Preside a Terceira Turma e a Segunda Seção do STJ, que apreciam questões relativas ao Direito Privado.
Formou-se em Direito na USP em 1966, durante a ditadura militar e a efervescência do movimento estudantil.
É um estudioso da violência doméstica e defensor da celeridade processual.
Aqui uma entrevista com ele no site “Quebrando o silêncio”:
Aqui, matéria no Conjur, na qual ele defende uma Justiça mais conciliatória:
Aqui um discurso do deputado federal Walter Ihoshi, do DEM de São Paulo, que recorda a história de Massami: http://migre.me/4aZG5
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Ghandi era gay?

“Um livro que acaba de sair nos EUA afirma que sim. 
O grande líder pacifista indiano teria mantido tórrido romance com um alemão. Revelação revolta população da Índia. Justiça do país apela para a censura e retira livro de circulação.

O líder pacifista indiano Mahatma Gandhi, considerado o pai da Índia moderna teria abandonado a sua mulher, Sonia, para viver com o milionário arquiteto alemão Hermann Kallenbach, de origem judaica.
Quem faz este relato é o jornalista americano Joseph Lelyveld, ganhador de dois prêmios Pulitzer e ex-diretor executivo do jornal The New York Times.
Ele acaba de lançar a biografia Grande Alma: Mahatma Gandhi e sua Luta pela Índia em que afirma que o líder indiano, adorado em todo o mundo, separou-se da mulher aos 39 anos (estava casado desde os 14 anos) por ter se apaixonado pelo amigo, fiel discípulo e colaborador alemão.
Em cartas às quais o jornalista teve acesso, Gandhi escreve que Kallenbach “tinha tomado conta de seu corpo” e o faz prometer que jamais “olhará para qualquer mulher com intenções impuras”. O livro, que deve ser publicado ainda neste mês, escandalizou os indianos e foi proibido no país. A obra diz que Gandhi e Kallenbach moraram juntos por dois anos em uma casa na África do Sul e que se comprometeram a “dar um ao outro, um amor como o mundo jamais vira”, segundo trechos de correspondência trocada entre os amantes. A convivência íntima chegaria ao fim em 1914, quando Gandhi parte para Índia e Kallenbach não pode acompanhá-lo devido à primeira guerra mundial. Eles permaneceriam em contato através de uma intensa troca de correspondências que duraria muitos anos. Em um outro trecho, o alemão, que se casara e tivera quatro filhos, reclama da esposa, “a mulher mais venenosa que já conhecera”. Em uma outra passagem, o autor sugere que Gandhi trocava “carícias noturnas” com adolescentes que viviam em sua comunidade. E quando esteve preso na África do Sul, ao lado de muitos negros, o líder indiano teria escrito que a população negra “não era civilizada”. A biografia narra a luta política de Gandhi e reserva uma pequena parte de suas 448 páginas à vida íntima do líder, mas é só este tema que vem sendo amplamente destacado na mídia mundial. Provocativo, o autor desce a detalhes, como contar que Gandhi mantinha apenas um retrato na cabeceira de sua cama: e era do seu companheiro alemão. “Meu livro é sobre a luta de Gandhi por justiça social, não sobre sua sexualidade. Mas ele foi um homem complicado e para conhecê-lo em sua plenitude é preciso abordar este delicado tema”, disse o escritor em entrevista ao Daily Mail”
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Mubarak foge para Alemanha seguindo os planos dos EUA, dizem fontes

“Fontes disseram ao canal árabe de TV Al Jazeera que o ex-ditador egípcio Hosni Mubarak deixou a cidade turística de Sharm el-Sheikh, onde estava em prisão domiciliar, em um vôo para a Alemanha, eventualmente, para tratamento médico. Mubarak estava no elegante balneário às margens do Mar Vermelho desde que foi apeado do cargo em 11 de fevereiro.
Apesar dos relatos, Zeina Khodr, correspondente da Al Jazeera no Cairo, não conseguiu confirmar a notícia até a noite deste domingo (horário de Brasília). Os militares no poder dizem que mantêm Mubarak no país para ser julgado por supostos crimes cometidos durante o seu período à frente do regime.
– O exército tem dito repetidamente que Mubarak não seria capaz de deixar o Egito para tratamento médico – afirmou a jornalista.”
Matéria Completa, ::Aqui::
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Japão Nuclear: 11 mil toneladas de água radioativa despejadas no mar

A empresa Tokyo Electric Power (Tepco), que administra a Usina Nuclear de  Fukushima Daiichi, no Japão, informou hoje (4) que serão jogadas ao mar mais de 11 mil toneladas de água radioativa que se acumularam nas instalações danificadas. O porta-voz da Tepco, Yukio Edano, afirmou que a água apresenta fracos níveis de radioatividade.
“Nós não tínhamos outra escolha a não ser jogar essa água contaminada no oceano como medida de segurança”, afirmou o porta-voz. Segundo ele, aproximadamente 10 mil toneladas de água acumulada e mais 1,5 mil toneladas que estão nos reatores 5 e 6 serão lançadas no Oceano Pacífico.
A ameaça de contaminação no Japão em decorrência dos vazamentos nucleares preocupa a comunidade internacional. Representantes de vários países se reúnem hoje (4) em Viena, na Áustria, para discutir o assunto.
Os debates, organizados pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), irão até o próximo dia 14. A ideia é concentrar as discussões na Convenção sobre Segurança Nuclear, que surgiu em consequência dos acidentes de Chernobyl e da Ilha Three Mile, nos Estados Unidos.
A convenção obriga os países que ratificaram o documento apresentar, a cada três anos, relatórios detalhados sobre a segurança nuclear de suas usinas. Depois das explosões e vazamentos ocorridos no Japão, em decorrência do terremoto seguido de tsunami no último dia 11, o governo japonês tem prestado informações com frequência à Aiea.
*Matéria publicada originalmete em Agência Brasil.
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CHARGE

Barack Ibroma vai tentar o Bi

Obama anuncia candidatura à reeleição em 2012
O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira sua intenção de se candidatar a um segundo mandato em 2012.
A equipe de Obama divulgou um vídeo em seu site oficial, e enviou um email a seus partidários anunciando seus planos.
O presidente tem uma rede online de milhões de americanos, e sua campanha pela internet foi vista como chave para sua eleição em 2008.
Os documentos para a candidatura oficial de Obama à reeleição serão apresentados às autoridades americanas esta semana.
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Esquerda lidera pesquisa eleitoral no Peru

Hoje, último dia para a divulgação de pesquisas, o mais importante instituto do país, o Ipsos-Apoyo, divulgou uma pesquisa que muda esse quadro. Humala salta de 21 para 27%, Toledo baixa e fica com 18,5% e a Fujimori sobe, alcançando 20,5%. No páreo ainda está Pedro Paulo Kucinski, o PPK, ex-ministro de Toledo, com 18,1%.
Os números deixam indefinido quem irá ao segundo turno com Humalla, acusado pela direita de ser “chavista”. A pesquisa da Ipsos diz que ele perde para Toledo, ganha de Kucinsky e empata com Keiko Fujimori.
De todos os três, Keiko parece ser o nome mais fraco da direita, por representar uma opção radical de volta ao neoliberalismo, do qual seu pai foi um dos ícones, antes de se ver envolvido num escândalo de corrupção e violências, que o levou à cadeia.
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PF: Dantas é a grana do valerioduto. Época não consegue esconder

Eis aí a foto que faltou à reportagem do Escosteguy. 

por Paulo Henrique Amorim 

A revista Época fez o que pôde para poupar o Daniel Dantas, aquele passador de bola apanhado no ato de passar bola.
Convém não esquecer que Diego Escosteguy, autor da reportagem. vem da revista VEJA, aquele detrito de maré baixa.
Escosteguy é da geração que presidiu a Veja, quando publicava reportagens a quatro mãos – duas delas, do Dantas – para dizer que o presidente Lula e o ínclito delegado Paulo Lacerda tinham conta secreta em paraíso fiscal.
(As outras duas eram de Marcio Aith, que foi assessor de imprensa do Padim Pade Cerra na campanha de 2010.)
Escosteguy saiu desse ninho.
A Época e Escosteguy pintam e bordam, têm gráficos, tabelas, setas, integrais e derivadas para desviar o foco.
Mas, o relatório da Polícia Federal tem foco e enfiou o dedo no câncer.
Dantas é o mentor (com caixa baixa, amigo revisor. Com caixa alta é outro, de que se tratará a seguir).
Dantas é o financiador.
Dantas é o pai do mensalão.
Primeiro, vamos esclarecer que a reportagem da Época comprova o que Mino Carta sempre disse.
Mensalão, não.
Mesada mensal, não.
O crime é outro: caixa dois de campanha, cobertura ilegal de déficit de campanha – chame como quiser.
Mas, não é mensalão.
O “mensalão” do Dantas começa com Eduardo Azeredo, governador de Minas.
Dantas “comprou” a Cemig – quando Azeredo era Governador – e inventou o Marcos Valério.
(Depois, o Itamar Franco recomprou a Cemig e botou o Dantas e a Elena Landau para correr. Hoje, o Itamar prefere não tocar no assunto – pelo menos com esse ansioso blogueoiro.)
Em julho de 1998, foi a privatização do Fernando Henrique.
Aquela sopa no mel.
Foi quando houve o “momento Péricles de Atenas” do Governo Cerra-FHC: “se isso der m… estamos todos no mesmo barco”.
A partir daí, começa a jorrar dinheiro da Telemig Celular (do Dantas) no duto do Marcos Valério.
E o dinheiro do Dantas no valerioduto – através de contas fajutas de publicidade – cresce exponencialmente.
Jorra dinheiro da Telemig e da Brasil Telecom, que o FHC deu de presente ao “brilhante”.
E é daí que sai a grana para o PT.
O PT quebrou na campanha de 2002.
E Dantas queria voltar a mandar na Previ, na Petros e na Funcef – que o Farol de Alexandria e o ACM tinham dado a ele numa bandeja.
A matéria do Escosteguy e da Época não toca em Telemig.
(Pelo menos na versão online.)
A matéria do Escosteguy e da Época tem foto de todo mundo, mas não tem foto do Dantas.
A matéria do Escosteguy e da Época concede ao Dantas – e só a ele – o “direito de resposta”.
É quando Dantas conta aquela história de sempre: foi “perseguido”, “extorquido”, coitadinho.
Naquele jantar no Tramvia, em Santa Cecília, em São Paulo, exibido no jornal nacional, quando ele suborna um agente da Polícia Federal, também ali se percebe que os enviados de foram extorquidos, eram perseguidos.
(E foi tal cena edificante que o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*) ignorou, ao dar o segundo HC Canguru ao Dantas – no prazo record de 48 horas ! Viva o Brasil !)
Mas, como se percebe, o relatório da Policia Federal deve ser uma coisa, a matéria do Escosteguy e da Época, outra.
O Escosteguy e a Época tentam incriminar o presidente Lula.
Não conseguem chegar lá.
Isso, porém, não significa que o PT não tenha sido soterrado pela grana do Dantas.
Delubio, José Dirceu, José Mentor (aquele que enterrou a CPI do Banestado – êpa ! – e agora, ao lado do Senador Delcídio Amaral, tem um projeto para “deslavar” dinheiro de quem lavou com o Dantas).
O PT tá lá.
Com a mão no valerioduto.
Entalado.
Especialmente o PT de São Paulo.
Então, como diz este ansioso Conversa Afiada, o PT tem que se acertar com o Daniel Dantas – especialmente na hora de readmitir o Delúbio.
Outra consideração a fazer sobre o texto do Escosteguy e da Época: não foi o Zé Eduardo Cardozo quem fez essa investigação.
Logo ele, o Zé, que trabalhou para Dantas – até entre os amiguinhos o Berlusconi.
Não vai ser agora que o Zé vai posar para a história como o papagaio de pirata do encarceramento do Dantas.
(O Zé é chegado a um papagaio de pirata).
Não daria tempo.
Isso é trabalho que vem de antes.
Vem da Operação Satiagrajha e de seus desdobramentos exigidos pelo corajoso Juiz Fausto De Sanctis (hoje devidamente promovido a julgar litígio de velhinho com o INSS – Viva o Brasil !).
Terá sido por isso que o presidente Lula disse no encontro histórico com blogueiros sujos que ia concluir no Governo dele a investigação sobre Dantas ?
Escosteguy e a Época integram o minueto do PiG (**) para esconder o Dantas debaixo do tapete.
Não adianta.
Dantas tem um encontro marcado com o Ministro Joaquim Barbosa.
E aí, como diria o Joe Louis, ele pode correr, mas não pode se esconder.

Este ansioso blogueiro convida o amigo navegante a ler o que escreveu em 11 de setembro de 2008, neste ansioso blog:  11 de setembro de 2008.
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sábado, 2 de abril de 2011

Deputado Carlos Bordalo condena censura e manifesta solidariedade à Perereca

No Blog da Perereca

O deputado estadual Carlos Bordalo, líder do PT na Assembléia Legislativa, postou, em seu blog, nota de solidariedade à Perereca, que se encontra sob censura prévia desde o último dia 24, por determinação da juíza Danielle Silveira, a pedido do desembargador XXXXXXXXXXXXXX.
A censura prévia é proibida pela Constituição Federal, conforme acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte de Justiça do País, no histórico julgamento que pôs fim à Lei de Imprensa (leia as postagens anteriores sobre o caso).
Mesmo assim, o desembargador XXXXXXXXXXXXXXX obteve ordem judicial para a retirada deste blog de uma reportagem sobre a casa que XXX XXXXX ao Governo do Estado. A determinação judicial proíbe a Perereca até mesmo de citar o nome do desembargador XXXXXXXXXXXXX.
Bordalo é o segundo deputado a condenar tal censura e a se solidarizar com este blog. O primeiro foi o deputado Parsifal Pontes, do PMDB (Aqui: http://pjpontes.blogspot.com/2011/03/liberdade-de-expressao.html).

Leia abaixo a nota de solidariedade do deputado Bordalo:

 “Não a qualquer censura prévia!

Quero registrar aqui a minha absoluta solidariedade à jornalista Ana Célia Pinheiro, uma das melhores repórteres investigativas do Pará, marcada por sua independência e busca para dar a melhor informação política aos seus leitores e sociedade, além de ser uma inteligente analista dos acontecimentos da nossa terra. Fonte de notícia segura e de credibilidade.
E registro minha solidariedade porque seu blog, Perereca da Vizinha, foi vítima de censura prévia, por revelar fatos de supostos nepotismos cruzados entre os poderes de Estado, o que, sem dúvida a sociedade demanda - e com todo o direito - esclarecimento.
Num estado marcado pela disputa familiar dos meios de comunicação, a blogosfera tem ganhado espaço por conseguir trazer informações críticas, abundantes e reveladoras sobre a política local e essa marcha não pode ser interrompida por interesses poderosos que são incompatíveis com a opinião pública, a transparência e os princípios republicanos.
Nós petistas somos contra toda a forma de censura, lutamos por isso contra a ditadura e por uma comunicação democrática e plural nos dias de hoje. 
Portanto, coerentemente com nossa trajetória, coloco a bancada do PT e meu mandato à disposição da jornalista para esse combate”.
O blog do deputado Bordalo está aqui: http://www.bordalo13.blogspot.com/
A Perereca agradece. E, tenho certeza, toda a sociedade paraense.
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PS: Ainda neste final de semana vou dar um giro pela blogosfera, para fazer uma postagem bacana de agradecimento a todos os blogueiros e blogonautas que têm se mostrado extremamente solidários com este blog. 
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CHARGE

Globope da Dilma leva PiG e tucanos ao colapso



Na foto, um tucano que acredita em pesquisas.

O Conversa Afiada não acredita em pesquisa.
O Conversa Afiada acredita menos ainda no Globope e no Datafalha.
O Conversa Afiada, porém, acha que faz bem à saúde irritar o PiG (*) e os tucanos.
Por isso, oferece ao amigo navegante esse adocicado aperitivo para abrir o fim de semana.
Hoje saiu o Globope sobre os três primeiros meses da Dilma: 56% de ótimo ou bom – clique aqui para ler.
No mesmo Globope, nos três primeiros meses de 2003, o Nunca Dantes teve 51%.
Há poucos dias, o Datafalha mostrou que a presidenta teve nos três primeiros meses 47%.
O mesmo Datafalha registrou para os três primeiros meses do primeiro governo Lula 41%.
Quer dizer: a JK de saias ganha do Nunca Dantes.
Isso vai provocar uma reação ainda mais profunda do que o simples ato de cortar os pulsos.
Não será surpresa para este ansioso blogueiro se o próximo programa do PSDB na televisão exibir um ritual de haraquiri coletivo.
Clique aqui para ler “PiG, bancos e PSDB querem juros na veia”. 

Paulo Henrique Amorim 

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Crianças mortas podem suspender ação da Otan-Nato no Líbia


Crianças mortas podem suspender ação da Otan-Nato no Líbia. Alemanha pede fim das ações militares da coalizão.
1. No meio da semana passada o presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro ministro britânico David Cameron realizaram a concorrida Conferência de Londres.
Na verdade, foi um “oba-oba” para discussão sobre uma “via de saída” para o tirano Muammar Kadafi.
Sarkozy e Cameron, quando acertaram a realização da conferência, já tinham escolhido até o lugar na parede da lareira para a pele do leão-raís líbio.
A dupla, no entanto, esqueceu que Kadafi continua vivo. E na região da Tripolitânia, ainda Kadafi é considerado o raís (chefe, em árabe).
Ontem, como este blog Sem Fronteiras noticiou em primeira mão, as forças da Aliança Atlântica (Otan-Nato) bombarderam bairros de Trípoli. E 40 civis morreram, como denunciou o mais alto representante do Vaticano na capital da Líbia: monsenhor Martinelli, do Vicariato Apostólico de Trípoli.
Hoje, no quartel-general da missão da Otan-Nato para cumprimento da Resolução 1973 das Nações Unidas, chegou a notícia do bombardeamento noturno de ontem em Zawia e Argobe, situadas a 15 km de distância de Brega: as vizinhas cidades de Brega e Ras Lanuf têm importância estratégica pela existência dos dois maiores e mais importantes terminais petrolíferos da região da Cirenaica.
O “raid” noturno em Zawaia e Argobe resultou em tragédia com a morte, nas suas residências, de 7 civis e ferimentos graves em outros 25.
Atenção: entre os mortos e feridos em Zawia e Argobe a média de idade varia entre 12 e 20 anos de idade.
Na primeira tragédia de 40 vítimas fatais, –na quinta-feira 31 e em bairros de Trípole sob bombardeamento pelas “forças humanitárias” da Otan-Nato–, figuraram várias crianças.
No momento, fala-se em suspensão dos bombardeamentos. A Alemanha, em face do ocorrido, pede a imediata suspensão das ações militares das forças de coalizão na Líbia.
PANO RÁPIDO. Tudo se passa em três momentos relevantes:
1. o ministro líbio do Petróleo, Hukri Ghanem, desmente que renunciará e declara fidelidade a Kadafi.
2. o ministro da Defesa dos EUA, depois das bolas foras chutadas pelo presidente Obama e a secretária Hillari Clinton, trabalha para jogar água fria na tese estapafúrdia da mencionada dupla. Obama e a Clinton falaram que estudavam a tese de armar os rebeldes ( depois os assessores, com disparate semelhante, mudaram a tese para fornecimento, em substituição, de peças de armas de fogo). Por evidente, não é apropriada pensar em armas rebeldes por quem integra uma coalizãoa voltada a perpetrar ações humanitárias.
3. O delfim de Kadafi, –que estudou na Alemanha e se autoproclamava artista plástico em exposições pagas com dinheiro do povo líbio–, mandou enviados a Londres para tratar de uma eventual divisão da Líbia em dois países: Trípoli-Fezzen (para Kadafi ou para ele Said) e a Cirenaica para os rebeldes. Rebeldes liderados por um Conselho presidido pelo ex-ministro da Justiça de Kadafi, que, depois de perder poder na ditadura, aderiu à revolta em Bengasi.
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Quem protege Bolsonaro ?



Da Época

Leio na internet que o deputado Jair Bolsonaro defendeu a tortura. É uma vergonha mas não é uma surpresa. Os ataques de Bolsonaro a democracia vem em sequencia. O último havia sido ofender os brasileiros negros a partir de uma suposta crítica ao comportamento de Preta Gil.
Bolsonaro já defendeu a execução sumária de presos comuns. Sua aparição na vida pública civil foi feita por uma ameaça exótica mas violenta: anos atrás, ele prometia cometer um atentado terrorista para protestar contra a democratização.
Na verdade, Bolsonaro não impressiona. No mundo inteiro existem políticos desse tipo. O aspecto preocupante é que este comportamento não diz respeito a um deputado do Rio de Janeiro, mas a todos nós.
Por que Bolsonaro pode se comportar dessa maneira? Quem lhe dá o direito de ser tão descarado? Por que suas palavras não são repudiadas por todos e cada um?  Por que os jornais publicam e repercutem aquilo que diz, como se fosse parte legítima do debate democrático? Por que seu discurso é difundido, ampliado? Nos tempos em que vivi na França, no início dos anos 80, assisti ao crescimento de uma estrela da ultra-direita local, Jean-Marie Le Pen, fundador do Front National. Le Pen é um político fascista, que defende uma política de segregação contra os imigrantes árabes que vivem no país e seus filhos, que já detem cidadania francesa. Mas há uma diferença notável entre Le Pen e Bolsonaro e ela reside no país em que vivem.
Le Pen tem um discurso extremista mas cuidadoso. No discurso, ele não  ataca os imigrantes — limita-se a defender os franceses. Diz: “a França para os franceses.” Não é explícito, mas obscuro. Todo mundo sabe o que ele quer dizer mas o próprio Le Pen não o faz. Por que?
Porque a sociedade francesa não permite. A força das idéias democráticas naquele país é tal que não se aceita que as teses anti-democráticas sejam proferidas em público, de modo exibicionista e ofensivo, como faz Bolsonaro.
Le Pen, que recentemente foi sucedido por sua filha no comando da organização, sempre foi obrigado a esconder seus pensamentos. Todo mundo sabe que ele é um nostálgico do império colonial frances, vencido por tropas comunistas na Indochina e depois pela revolução nacionalista na Argélia.
Mas, ao contrário do que faz Bolsonaro, incapaz de esconder seu apego ao regime de 64, Le Pen não faz propaganda do colonialismo nem prega a submissão das antigas colonias. Apresenta-se como defensor dos franceses “em primeiro lugar.”
Muitas pessoas podem até achar que é melhor ter um Bolsonaro que diz o que pensa do que um Le Pen que só diz meias-verdades. Bobagem. As meia-verdades de Le Pen são um limite político, imposto pelo regime democrático de seu país, que não admite ataques à direitos e garantias fundamentais. Os franceses acertaram suas contas com a história. Não se discute, por exemplo, se a adesão a Adolf Hitler, na Segunda Guerra Mundial, foi um ato com aspectos positivos e negativos para a história da França. Foi um ato de traição, indefensável. E é isso.
O discurso solto e descontrolado de Bolsonaro mostra que nossa democracia está exposta e que há quem aposte em torná-la frágil e precária.
E aí é digno perguntar: quem protege Bolsonaro? Quem lhe garante audiência?
A resposta não se encontra naquela antropologia de almanaque, segundo a qual todos os problemas da humanidade residem na “cultura” de determinado povo. Quem ainda achar que o Brasil não possue “cultura democratica” suficiente para organizar a vida pública precisa ler os jornais de 1984, quando ocorreu a campanha pelas diretas-já, ou quinze anos depois, quando o país foi às ruas para pedir o impeachment de um presidente acusado de corrupção. Bolsonaro é expressão de interesses políticos e não de uma suposta vocação cultural.
Embora o Brasil viva hoje o mais prolongado período democrático de sua história, uma parcela ponderável e influente da sociedade brasileira cultiva uma visão instrumental e peculiar de democracia.
Conforme essa concepção, os regimes democráticos são ótimos quando servem a nossos interesses, ajudam nossos amigos e perseguem nossos adversários. Mas podem ser descartados quando deixam de cumprir qualquer uma das condições descritas acima. São forças que promovem o enfraquecimento da democracia, fazem o possível para desmoralizar instituições identificadas com a vontade popular e adoram sabotar e exagerar as deficiencias do sistema civil.
São essas forças que alimentam Jair Bolsonaro.
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RETRATOS DA AMAZÔNIA: SAÚDE E ALEGRIA, UMA ONG DE PONTA QUE TRABALHA NA PONTA

O ex-Gabeira chamou o Fleury de bundão. E o Bolsonaro é o quê?

No Blog do Rovai

Quando o ex-Gabeira era Gabeira ele escrevia na Revista dos Bancários, que editei por um bom tempo, e também fazia comentários na Rádio dos Bancários, programa que era transmitido pela Gazeta AM de São Paulo.
Na ocasião do assassinato dos 111 presos no Carandiru, o ex-Gabeira, como muitos de nós, ficou indignado e chamou algumas vezes o governador Fleury de bundão ao vivo na Rádio.
Imediatamente o Márcio Baraldi, um chargista brilhante e que ainda trabalha no movimento sindical, fez uma ilustração onde o rosto do Fleury reproduzia uma bunda. A ilustração era sensacional, se tornou adesivo (até hoje não sei quem mandou reproduzir aquilo) e ganhou a cidade.
O então governador ficou fulo da vila e processou o ex-Gabeira.
Fui uma das testemunhas de defesa arroladas no processo do ex-Gabeira.
Chegamos a ir numa audiência que foi desmarcada e, até onde sei, o caso acabou não dando em nada.
E o rosto de Fleury caricaturado numa bunda continuou rodando a cidade.
Bolsonaro não autorizou a invasão de uma prisão onde 111 presos foram barbaramente assassinados, mas a sua declaração no CQC é criminosa é deve ser tratada como um caso exemplar pelo Congresso.
Só devemos tomar cuidado com uma coisa, não tornar Bolsonaro algo que ele não é.
Ele não é um homem corajoso. Ao contrário, é um falastrão que deve subir em cima da mesa quando vê uma barata.
Pessoas corajosas não se escondem atrás de fardas e nem de imunidade parlamentar para atacar minorias e setores da sociedade que são vítimas de violência.
Mas com isso não estou querendo dizer que Bolsonaro é um bundão.
Porque bundão é algo grande. E Bolsonaro é bem pequenininho.
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Guerra na Líbia: a limitada cobertura da mídia


 
por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo 

A cobertura da guerra na Líbia expõe dramaticamente os limites da mídia.
Até aqui, a despeito da presença de jornalistas de todo o mundo na Líbia, você não tem uma informação vital: a confirmação dos civis mortos. Tanto Gaddafi quanto seus opositores afirmam que inocentes morreram nos bombardeios.

Verdade? Propaganda?
Nenhum jornalista conseguiu provar nada. Não há a foto de um cadáver. Ninguém foi a um único funeral. Sequer uma família enlutada foi visitada.
O que você vê publicado são previsíveis desmentidos, sobretudo da parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos. “Não há evidências de mortes de civis”, diz a coalizão. Já são três noites em que mísseis ocidentais iluminam a escuridão da noite líbia, alternados com antimísseis de Gaddafi. São imagens que trazem uma estranha beleza macabra.
Os jornalistas deveriam ir além das evidências. Mas param irritantemente nelas. Não vou dizer que estão fazendo turismo na Líbia, mas até agora também não estão fazendo grande jornalismo. O correspondente da BBC em Trípoli fala que o chão da cidade “trepidou” à noite.
Bem, é pouco. É informação irrelevante, comparada à importância de apurar a verdade em torno dos civis mortos.
Pelo menos até agora, a cobertura da mídia é decepcionante. Muito adjetivo, muita indignação, muitas declarações que desmentem umas às outras  – e escassas informações. Notícias que fazem pensar têm vindo de outras fontes que não os jornalistas. Uma agência de ajuda humanitária baseada em Genebra, por exemplo, anunciou há pouco que está sendo extraordinariamente complicado fazer chegar comida e medicamentos à Líbia. Os anestésicos estão acabando, e sem eles tratar dos feridos é ainda mais árduo.
Os leitores e os espectadores têm sido vítimas nesta guerra absurda.
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A mídia e o golpe militar de 1964

Por Altamiro Borges, no Blog do Miro
 
Hoje, 1º de abril, marca os 47 anos do fatídico golpe civil-militar de 1964.
Na época, o imperialismo estadunidense, os latifundiários e parte da burguesia nativa derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart.
Naquela época, a imprensa teve papel destacado nos preparativos do golpe.
Na sequência, muitos jornalões continuaram apoiando a ditadura, as suas torturas e assassinatos. Outros engoliram o seu próprio veneno, sofrendo censura e perseguições.
Nesta triste data da história brasileira, vale à pena recordar os editoriais dos jornais burgueses – que clamaram pelo golpe, aplaudiram a instalação da ditadura militar e elogiaram a sua violência contra os democratas.
No passado, os militares foram acionados para defender os saqueadores da nação. Hoje, esse papel é desempenhado pela mídia privada, que continua orquestrando golpes contra a democracia. Daí a importância de relembrar sempre os seus editorais da época:
O golpismo do jornal O Globo
“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos. Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”. O Globo, 2 de abril de 1964.
“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada…, atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso… As Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal. O Globo, 2 de abril de 1964.
“Ressurge a democracia! Vive a nação dias gloriosos… Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada”. O Globo, 4 de abril de 1964.
“A revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”. O Globo, 5 de abril de 1964.
Conluio dos jornais golpistas
“Minas desta vez está conosco… Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições”. O Estado de S.Paulo, 1º de abril de 1964.
“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.
Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”. Tribuna da Imprensa, 2 de abril de 1964.
“Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade… Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.
Leia a matéria completa »
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CHARGE

JATENE: MP analisa segunda-feira o “causo” das assessorias especiais. Qualquer cidadão pode entrar com Ação Popular contra a farra de nomeações. E OAB vai recorrer contra arquivamento.

No Blog da Perereca

A luta pela moralização das assessorias especiais sofreu, ontem, um duro revés, mas, não acabou: qualquer cidadão pode entrar com Ação Popular contra essas nomeações, já que as Assessorias Especiais sequer existiriam em Lei e estariam causando prejuízo aos cofres públicos.
“Uma ação popular visa justamente impedir prejuízo ao erário. E cabe, sim, nesse caso” – afirma o promotor Nelson Medrado, que coordena as Promotorias de Direitos Constitucionais e Património Público.
Segundo ele, a única exigência é que o autor da ação seja cidadão – o que, em termos de Direito Romano significa, basicamente, que possa votar e ser votado. Ou, de forma ainda mais clara: que esteja em dias com as suas obrigações eleitorais.
Na próxima segunda-feira, aliás, Medrado vai colocar o caso das Assessorias Especiais em discussão nas Promotorias de Direitos Constitucionais e Património Público, para definir as medidas que poderá adotar.
Leia aqui as matérias publicadas pela Perereca sobre a farra das assessorias especiais, que pode estar a consumir cerca de R$ 30 milhões por ano.

OAB vai recorrer

Na decisão de ontem, que extinguiu a Ação Civil Pública ajuizada pela OAB contra essas nomeações, que envolveriam até casos de nepotismo entre o Executivo e desembargadores paraenses, a Justiça, vale ressaltar, não chegou a analisar o mérito da questão, mas, apenas, a legitimidade da parte que ajuizou o processo.
Ou seja: não há, até o momento, qualquer pronunciamento da Justiça em relação à legalidade dessas nomeações. 
A juíza apenas entendeu que a OAB só pode ajuizar Ação Civil Pública quando se tratar de defender direitos dos advogados ou até da própria entidade.
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Chega, Roger !!

Finalmente Vale oficializa saída de Agnelli.

Deu no Estadão

A Vale publicou ontem à noite fato relevante informando que a Valepar, controladora da companhia, contratou uma empresa de headhunter (agência de busca de executivos e profissionais especializados) para auxiliar os acionistas na escolha de um substituto para Roger Agnelli na presidência da mineradora.
Pelo acordo de acionistas da Vale, os controladores precisam escolher o presidente da empresa com base numa lista tríplice preparada por uma consultoria internacional.
Apesar da ansiedade em torno do nome do substituto de Roger Agnelli na presidência da Vale, o assunto não foi discutido na reunião do Conselho de Administração da companhia, realizada ontem.
O executivo Tito Martins, presidente da Vale Inco e diretor executivo de Operações de Metais Básicos, é o mais cotado para substituir Agnelli. Mas fontes que participam do processo disseram ontem que ainda estaria entre os nomes da lista o diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, e a empresa de headhunter deveria entrevistar também executivos de fora da companhia antes de compor a lista.
A indicação do novo presidente da empresa pelos acionistas deve ocorrer antes da assembleia marcada para 19 de abril. Mas sua posse ficará condicionada ao referendo do novo Conselho de Administração, que será votado nessa data. São formalidades necessárias para seguir o que estabelece o estatuto da companhia.
Dos 11 conselheiros, quatro são indicados pelo fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), dois pela Bradespar (Bradesco), dois pela trading japonesa Mitsui, um pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um pelos acionistas minoritários e um pelos empregados da mineradora.
Barbosa. A ideia de fazer do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que ingressará como um dos conselheiros representantes da Previ, o novo presidente do Conselho de Administração teria sido descartada.
A indicação soaria como uma comprovação de ingerência política nas decisões da empresa.
No Conselho, são definidas as principais estratégias da companhia.
A assembleia geral de acionistas da Vale vai referendar a formação do novo Conselho de Administração da empresa. Dos 11 membros, sete serão reconduzidos aos cargos.
Além das duas substituições propostas pela Previ (saem Jorge Luiz Pacheco e Sandro Marcondes e entram Nelson Barbosa e Robson Rocha), estão sendo indicados também novos representantes para a trading japonesa Mitsui (sai Ken Abe e entra Fuminobu Kawashima) e para os empregados daVale(sai Eduardo Fernando Jardim Pinto e entra Paulo Soares de Souza).
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AGORA A INVEJA VAI MATAR MESMO !

UNIVERSIDADE DE SALAMANCA APROVA A CONCESSÃO DE DOUTORADO "HONORIS CAUSA" A LULA.

O Conselho de Governo da Universidade de Salamanca, que está entre as 5 mais antigas do mundo, fundada em 1218, acaba de aprovar a concessão do título de "Doutor Honoris Causa" ao ex-presidente Lula.
A reunião ocorreu ontem, dia 31/03/2011, em Salamanca, Espanha. A distinção ao ex-presidente foi solicitada e aprovada pela Faculdade de Educação e pela Faculdade de Filologia da Universidade.
Segundo a decisão da Universidade de Salamanca, o título concedido se deve ao "esforço realizado por Lula da Silva para universalizar a educação a toda a população do Brasil, tanto no nível básico como na educação superior, na qual criou um intensivo sistema de bolsas com importantes dotações orçamentárias". O Conselho de Governo da Universidade de Salamanca citou, também, que o presidente Lula "incrementou o orçamento e melhorou a situação dos professores dotando a carreira da dignidade necessária para que toda a população do Brasil, um país onde os índices de desenvolvimento e crescimento são altamente elevadas e se apresenta já como uma das grandes potências económicas do futuro, tenha ao seu alcance os melhores níveis de educação e cultura".
A Faculdade de Filologia da USal citou ainda a importância da criação da chamada "Lei do Espanhol", de 2005, que torna obrigatória a oferta de espanhol, de forma gradativa, no ensino médio brasileiro, para a concessão do título. O PROUNI também foi lembrado como um dos mais importantes programas de inclusão universitária do mundo. A Universidade de Salamanca foi a primeira universidade estrangeira a reconhecer a importância do programa e oferece todo ano bolsas de estudo integrais, em Salamanca, aos melhores estudantes ingressantes do PROUNI, desde 2010."
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Afeganistão: Manifestantes infurecidos atacam prédio da ONU e matam 11

Ao menos 11pessoas foram mortas nesta sexta-feira em um prédio da ONU (Organização das Nações Unidas), em Mazar-i-Sharif, norte do Afeganistão, quando o local foi invadido por manifestantes enfurecidos.
Os afegãos protestavam contra a queima de um exemplar do Corão, livro sagrado dos muçulmanos, pelo pastor evangélico Terry Jones, em 20 de março, nos Estados Unidos.
O porta-voz da província de Balkh, Munir Ahmad Farhad, disse que centenas de manifestantes protestavam pacificamente contra a queima de um Corão, quando, repentinamente, a ação ficou violenta.
Parte dos manifestantes invadiu o prédio, abrindo fogo contra os guardas e incendiando o local.
O número de mortes pode ser maior.
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Geografia do Planalto: Tony Palocci

Por Paulo Henrique Amorim 

Como se sabe, Tony Palocci se ofereceu ao embaixador americano para defender a ALCA, aquela proposta do Bush que significava, segundo o Nunca Dantes no memorável discurso em Montevidéu, a submissão do Brasil aos Estados Unidos.
Como se sabe, Tony Palocci trabalha dia e noite para derrubar o Mantega, mostrou o Sergio Lírio, na Carta Capital.
Hoje, o Estadão, na pág. B3, em artigo assinado por quatro repórteres e nenhuma fonte citada – logo, amigo navegante, não leve muito a sério – diz que a “política monetária já opõe Palocci a Mantega”.
Num ponto, porém, o artigo – porque se trata de um artigo opinativo, uma espécie de post de internet – parece estar certo: “Politicamente, Palocci transita melhor do que Mantega em vários setores”.
É aí que reside o perigo, amigo navegante.
O Tony transita bem.
Com os banqueiros, então, ele não transita, ele desliza – foi o que demonstrou a reportagem da Carta.
Este ansioso blogueiro supôs que Tony não passasse de “chefe de gabinete” da Presidenta.
Ledo engano.
Aquele passarinho que pousou na janela do hotel em Brasília, e contou que o Nelson Johnbim quer ser o Armando Falcão, já que “transita” muito bem no Judiciário e na Globo, desenhou a Geografia do Planalto com a latitude e a longitude do Tony.
Tony, amigo navegante, é muito poderoso.
Muito mais do que um simples chefe de gabinete.
Ele se considera e se faz passar pelo Golbery (*) da Presidenta.
Ele assiste a 80% das reuniões da Presidenta com visitantes.
Eles se falam por telefone, por dia, umas três, quatro vezes.
Ele fica no andar de cima do gabinete presidencial, mas desce por um elevador ou uma escada privativa.
Ninguém sabe quando ele entra ou sai do gabinete.
E ele não fala.
Na frente dos outros.
No gabinete dele há uma romaria de empresários – especialmente do setor financeiro.
Lembra muito a que se formava na porta do Jorginho Murad, no Governo Sarney.
Tem mais banqueiro ali do que na FEBRABAN.
No Congresso, um senador da República disse a este ansioso blogueiro que já se percebe com facilidade: o Tony desliza no Congresso.
Com aquelas pantufas que o Bessinha cedeu a ele.
Desliza e ninguém se dá conta de quando chega e quando sai.
Este senador, porém, já percebeu um deslizamento que mete medo.
O amigo navegante se lembra daquela ideia sinistra do deputado José Mentor e do Senador Dulcídio Amaral, que pretendem fazer uma lavanderia ao contrário.
Pegar o dinheiro que os brasileiros lavaram no exterior e ajudá-los a deslavar na volta ao Brasil.
Será o perdão da lavagem.
E a alegria dos que investiram – ilegalmente – em fundos como os do passador de bola apanhado no ato de passar bola, o Daniel Dantas.
Uma farra !
Pois é, o Senador da conversa com este ansioso blogueiro já sentiu as pantufas do Tony a deslizar com o projeto da “deslavagem” debaixo do braço.
Precisa que o dólar se fortaleça um pouco.
Mas, a ideia está lá, conduzida pelo Golbery.
Perguntará o amigo navegante: mas, o que a Presidenta tem na cabeça para levar um Tony para posição tão destacada ?
Bem, a presidenta não se engana com o Tony.
Ela sabe, por exemplo, que o Tony é o Paul Krugman do Globo, e salvou a Globo da concordata.
O Tony pode ser a tartaruga que subiu na árvore.
Mas, pode ser também a tartaruga que caiu da árvore.
Com essa mania de ser o Super-Ministro da Fazenda.

(*) Segundo historialistas brasileiros, Geisel é o “sacerdote” e Golbery, o “feiticeiro”. Um prolífico autor, Elio Gaspari, que usa muitos chapéus, é um desses historialistas. Dá impressão de que o “feiticeiro” é quem sabia das coisas, quem mandava na surdina, do andar de cima do gabinete presidencial. Porém, aos poucos se percebeu que o “feiticeiro” não mandava nada. Quem mandava era o alemão medíocre, autoritário, complacente com a tortura. Porque ele tinha a caneta na mão. Este Conversa Afiada interpreta essa fábula edificante do “sacerdote” e do “feiticeiro” como a tentativa de transformá-los em George Washington e Thomas Jefferson, no ato de fundar a Democracia brasileira.
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Dilma segue a popularidade de Lula

Os oráculos do desastre não contavam com essa.
Completados três meses do Governo Dilma Rousseff, a Presidenta que seria “um poste” mantém inalterados os índices de popularidade que o Governo Lula ostentava.
A pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje mostra que a grande maioria acha que Dilma está sendo tão boa governante quanto Lula, por enquanto.
56% da população brasileira considera ogoverno “ótimo” ou “bom” e 27% “regular”. Os cinco por cento do serrismo remói-se no “ruim”.
Em abril de 2007, no início de seu segundo mandato, Lula tinha 49% de “ótimo/bom” e 33% de “regular”. Os picolés de chuchu eram 13%.
O otimismo com relação ao governo Dilma aumentou em relação à expectativa antes da posse. Em dezembro de 2010 o percentual de “ótimo” e “bom” era 62%. Agora, 68% governo será “ótimo” ou “bom”.
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De Fidel para Jimmy Carter

Jimmy Carter, a mulher Rosalyn e Fidel Castro, hoje, em Havana

O líder cubano Fidel castro distribuiu um comunicado sobre a visita que recebeu hoje do ex-presidente americano Jimmy Carter.

“Hoje eu tive o prazer de receber Jimmy Carter, que foi presidente dos EUA entre 1977 e 1981 e o único que teve, na minha opinião, serenidade e coragem suficiente para resolver a questão das relações dos EUA com Cuba.
Carter fez o que pôde para reduzir tensões internacionais e promover a criação dos gabinetes de interesse para Cuba e os Estados Unidos. 
Sua administração foi a única que tomou medidas para atenuar o criminoso bloqueio imposto ao nosso povo.
A Revolução sempre apreciou o seu gesto corajoso. Em 2002, recebi-o calorosamente. Agora, lhe reitero meu respeito e apreço.

Será que realmente a oligarquia que rege a superpotência poderá renunciar ao seu insaciável desejo de impor sua vontade sobre o resto do mundo? 
Pode fazer isso um sistema que gera cada vez mais presidentes, como Nixon, Reagan e George W. Bush, cada vez com mais poder destrutivo e menos respeito pela soberania das nações?”
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CHARGE

Bolsonaro, um debochado

Acusado de racismo após entrevista a programa de TV nesta semana, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) reapresentou um projeto de lei que dá uma nova redação à Constituição Federal pedindo que sejam reservadas 50% das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados para as populações negras e pardas. Segundo ele, o intuito é "ironizar" o que considera “a indústria das cotas do país”.
“Se o sistema de cotas é justo para o ensino, deve também ser a representação federal. Mesmo sendo autor da proposição, por coerência, votarei contra essa matéria”, disse o parlamentar no texto do projeto.
Questionado sobre o assunto pelo UOL Notícias sobre as ações que irá enfrentar pela declaração considerada racista à cantora Preta Gil, Bolsonaro nega que trata a questão da igualdade racial como deboche.
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Deputado diz que africano é uma maldição.

O deputado Feliciano, valoroso combatente do racismo inexistente.

Não se trata do Bolsonaro do Rio.
Não, amigo navegante.
Trata-se do Marco Feliciano, do PSC de São Paulo.
Ou seja, não ser racista é uma preferência nacional, não é isso, Ali Kamel ?
Acompanhe agora, amigo navegante o que o implacavel Stanley Burburinho descobriu: 


Corregedoria da Câmara analisará caso de deputado que ofendeu africanos no Twitter

O caso envolvendo o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que afirmou nessa quarta-feira (30), no Twitter, que os “africanos descendem de um ancestral amaldiçoado”, deverá será analisado pela Corregedoria da Câmara dos Deputados. A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela d’Avila (PCdoB-RS), disse que irá encaminhar as mensagens do parlamentar para o órgão.
Em seu perfil na rede de microblogs, Feliciano disse: “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”. Em seguida, outra mensagem, afirma que “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome…(sic)”, afirmou Feliciano, que também é empresário e pastor evangélico.
Para Manuela d’Avila, as declarações são “bem graves” e “lamentáveis”. “Esse argumento religioso que justifica o racismo foi usado pela Igreja Católica há dois séculos para justificar a escravidão”, afirmou a parlamentar, em entrevista ao UOL Notícias.
A deputada disse que irá reunir as mensagens, apresentar na próxima reunião da Comissão e encaminhá-las à Corregedoria. “É o espaço adequado para se julgar e para que ele [Feliciano] possa se defender”, disse.
Para a parlamentar, é possível que, dependendo da decisão da Corregedoria, o caso vá parar no Comitê de Ética da Casa. “Na minha opinião, imunidade parlamentar não protege o crime de racismo. É garantido o direito da opinião, desde que honrada a Constituição”, afirmou D’Avila.
Por telefone, Feliciano disse que as mensagens foram publicadas por assessores, sem a sua aprovação. O parlamentar afirmou também que não considera as mensagens racistas. “Não foi racista. É uma questão teológica”, disse. “O caso do continente africano é sui generis: quase todas as seitas satânicas, de vodu, são oriundas de lá. Essas doenças, como a Aids, são todas provenientes da África”, acrescentou.
Após o contato da reportagem com a assessoria de Feliciano, a primeira mensagem foi apagada. Depois da entrevista ao UOL Notícias, o parlamentar republicou a mensagem.
Hoje, quase 20h depois das declarações, o deputado negou ser racista também no Twitter. “Tenho raízes negras como todos os brasileiros. Bem como dos índios e também europeus! Rejeito essas calunias infames! Aqui não seus desalmados”, disse Feliciano.
Marco Feliciano foi eleito deputado federal nas eleições do ano passado, com mais de 211 mil votos, e diz ter 30 mil seguidores no Twitter. “Sou afrodescendente, meu nariz é largo, meu cabelo é crespo. Tenho apoio do líder do movimento dos negros, pastor Albert Silva, de São Paulo”, defendeu-se.
Albert Silva, no entanto, nega que apóie Feliciano e discorda das opiniões do parlamentar. “As considerações dele são de foro íntimo. Como pastor negro e militante do movimento negro, eu considero um absurdo essa visão teológica do deputado. Viola o sentido explícito do relato bíblico”, afirma.
No perfil do deputado no Twitter, há também várias mensagens direcionadas a homossexuais.  O deputado afirma que vários internautas da comunidade gay o perseguem e convoca os “cristãos” a despejarem mensagens nas páginas de seus críticos. Em seguida, o parlamentar listou uma série de usuários do Twitter que supostamente o atacam. 
http://noticias.uol.com.br/politica/2011/03/31/caso-de-deputado-que-ofendeu-africanos-no-twitter-ira-para-corregedoria-da-camara.jhtm
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