O presidente da República do Equador, Lenin Moreno, alvo de uma rebelião popular motivada
por um pacote econômico encomendado pelo Fundo Monetário Internacional, que afeta
diretamente as condições de vida do povo, transferiu a sede de governo da capital Quito para a
cidade costeira de Guayaquil

O presidente equatoriano, temendo a rebelião popular, decidiu transferir a sede de governo de Quito
para a cidade costeira de Guayaquil, informa o G1.
Em pronunciamento no rádio e na TV, já transmitido desde Guayaquil, Moreno responsabilizou o ex-
presidente Rafael Correa e o presidente da Venezuela por tentativa de desestabilizar seu governo. Os
manifestantes desafiam o estado de exceção decretado pelo presidente do Equador e não cessam seus
protestos.
Nesta segunda-feira, manifestantes indígenas se uniram aos protestos paralisando estradas de todo o
país e interditando uma importante rodovia de acesso à capital.
A organização coletiva indígena Conaie disse que as manifestações continuarão até o presidente
Lenín Moreno revogar a medida da semana passada que eliminou os subsídios dos combustíveis.
"Mais de 20 mil de nós estarão chegando a Quito para exigir que o governo revogue o decreto",
prometeu o presidente da Conaie, Jaime Vargas.
Ele afirmou ainda que a mobilização coincidirá com uma greve nacional programada para a quarta-
feira (9). Estradas estão bloqueadas das terras altas andinas até o litoral do Pacífico, com pedras,
pneus e galhos em chamas. O acesso norte a Quito foi paralisado.
A polícia ergueu barricadas ao redor do palácio presidencial, interditando a área do centro enquanto
Moreno presidia uma reunião do conselho de segurança para avaliar a crise.
A transferência da sede de governo parece uma fuga, com medo do povo.
Lenin Moreno tomou a decisão após a realização de protestos populares perto do Palácio Carondelet,
em Quito.
Durante o pronunciamento, Moreno estava acompanhado do vice-presidente Otto Sonnenholzner e
do ministro da Defesa Oswaldo Jarrín. Ele anunciou que a transferência das operações do governo
para Guayaquil se deve ao cerco de manifestantes a Quito.
O presidente equatoriano reiterou que não voltará atrás nos ajustes econômicos que desencadearam
os protestos pelo país. O Equador está vivendo uma verdadeira rebelião popular contra as medidas
antissociais do governo de Lenin Moreno.
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