quinta-feira, 11 de julho de 2019

“A nossa luta continua e agora é no Senado”

“A luta agora é no Senado. Vamos pressionar os 81 senadores e senadoras a dizer não a esse 
texto da reforma da Previdência. Lutaremos até o fim para impedir essa crueldade com as 
trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros”, convocou o presidente da CUT, Vagner Freitas
“Vamos marcar o nome de cada um desses deputados e deputadas que votaram a favor dessa 
reforma, vamos denunciá-los nas redes sociais, nas bases eleitorais deles como traidores da classe 
trabalhadora. É nosso dever”, complementa.
O presidente da CUT está em Brasília, onde acompanha, com críticas e protesto, a votação da 
reforma da Previdência. A Câmara aprovou na noite desta terça-feira (10), em primeiro turno, o texto 
principal da proposta da reforma por 379 votos a favor e 131 contra. Eram necessários pelo menos 
308 votos (3/5 dos deputados). O texto será agora submetido ao segundo turno de votação.
Somente em julho e às vésperas da votação, o governo liberou mais de R$ 2,5 bilhões em emendas 
parlamentares distribuídas cirurgicamente para beneficiar os deputados aliados, segundo apuração da 
ONG Contas abertas e dados oficiais. O presidente também gastou R$ 40 milhões em propaganda 
enganosa e maciça veiculada nos horários nobres de rádio e televisão para convencer a população de 
que essa proposta é necessária para “promover justiça social, ampliar a capacidade de investimento e 
gerar empregos”. Mentira.
Vagner Freitas lembra que o mesmo ocorreu com a aprovação da reforma trabalhista, em novembro 
de 2017, quando o governo seguiu igual roteiro de distribuir verbas e mentir que a mudança da CLT 
levaria ao crescimento econômico e à geração de empregos.
“Falaram, à época, que seriam gerados 2 milhões de empregos. Passados quase dois anos, o que 
temos são 13 milhões de desempregados, mais de 26 milhões de desalentados e o aumento da 
informalidade, da precarização do emprego, a redução da renda e o País em crise, estagnado. O 
mesmo acontecerá com essa reforma da previdência”, afirma Vagner Freitas
De acordo com o sindicalista, parlamentares que votaram a favor da proposta não podem se eleger 
em 2020 (aqueles que concorrerem a prefeituras) nem ser reeleitos ao Parlamento federal. “Não 
voltarão à Câmara e ao Senado, como aconteceu com a maioria dos que votaram a favor da reforma 
trabalhista em 2017. Nós temos condições de puni-los nas urnas”, afirmou Freitas.
"Essas mobilizações conseguiram retirar da proposta itens caros ao governo Bolsonaro, como a 
capitalização, a aposentadoria dos trabalhadores rurais e de uma série de outros trabalhadores. Foram 
vitórias da nossa mobilização permanente, das ações e da greve geral. Vamos lutar muito por mais 
vitórias como essas.”

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