
Por meio de uma carta aberta aos caminhoneiros , o presidente da Aepet, Felipe Coutinho,
pediu a união da categoria contra a privatização da estatal e na defesa do interesse nacional;
segundo ele, No documento, Coutinho, observa que , desde o golpe de 2016 a direção da
Petrobrás "decidiu adotar preços proporcionais aos da importação para os combustíveis
produzidos nas suas refinarias"; resultando na perda de mercado e em preços elevados;
"Caminhoneiros e petroleiros precisam se unir para mostrar à maioria dos brasileiros que é
possível, e necessário, reduzir o preço dos combustíveis e que, para isso, temos de evitar a
privatização e a desnacionalização das refinarias da Petrobrás", diz
247 - Por meio de uma carta aberta aos caminhoneiros , o presidente da Associação dos Engenheiros
247 - Por meio de uma carta aberta aos caminhoneiros , o presidente da Associação dos Engenheiros
da Petrobrás (Aepet), Felipe Coutinho, pediu a união da categoria contra a privatização da estatal e
na defesa do interesse nacional. No documento, Coutinho, observa que apesar do Brasil produzir
petróleo e participar da cadeia de refino e distribuição, desde o golpe de 2016, que tirou a presidente
Dilma Rousseff do poder, a direção da Petrobrás "decidiu adotar preços proporcionais aos da
importação para os combustíveis produzidos nas suas refinarias". A decisão, avalia Coutinho, resulta
na perda de mercado da estatal e faz com que " o consumidor pague mais caro, desnecessariamente,
com o alinhamento aos preços internacionais do petróleo e à cotação do câmbio".
"Com preços altos em relação ao custo de importação, o diesel da Petrobrás fica encalhado nas suas
refinarias e parte do mercado brasileiro é transferido para os importadores. A ociosidade das
refinarias brasileiras aumenta, há redução do processamento de petróleo e da produção de
combustíveis no Brasil. Aumenta a exportação de petróleo cru", diz.
"Ganham as refinarias dos EUA, as multinacionais da logística e as distribuidoras privadas. Também
"Ganham as refinarias dos EUA, as multinacionais da logística e as distribuidoras privadas. Também
são beneficiados os produtores e importadores de etanol, com a gasolina relativamente mais cara que
perde mercado", ressalta.
Nesta linha, Coutinho destaca que a privatização da Petrobrás, como defende o governo Jair
Nesta linha, Coutinho destaca que a privatização da Petrobrás, como defende o governo Jair
Bolsonaro, "assim como no movimento dos caminhoneiros no Brasil, a elevação dos preços dos
combustíveis esteve entre os principais motivos para greves históricas em países como Grécia e
Colômbia". "Somente a Petrobrás consegue suprir o mercado doméstico de derivados com preços
abaixo do custo de importação e, ainda assim, obter resultados compatíveis com a indústria
internacional e sustentar elevados investimentos que contribuem para o desenvolvimento nacional",
afirma.
"Caminhoneiros e petroleiros precisam se unir para mostrar à maioria dos brasileiros que é possível,
"Caminhoneiros e petroleiros precisam se unir para mostrar à maioria dos brasileiros que é possível,
e necessário, reduzir o preço dos combustíveis e que, para isso, temos de evitar a privatização e a
desnacionalização das refinarias da Petrobrás", diz.
Leia a íntegra da carta aberta aos caminhoneiros.
Carta ao caminhoneiro brasileiro
Felipe Coutinho
Produzimos petróleo, refinamos e produzimos combustíveis no Brasil, mas a direção da Petrobrás,
Carta ao caminhoneiro brasileiro
Felipe Coutinho
Produzimos petróleo, refinamos e produzimos combustíveis no Brasil, mas a direção da Petrobrás,
desde 2016, decide adotar preços proporcionais aos da importação para os combustíveis produzidos
nas suas refinarias.
Com preços altos em relação ao custo de importação, o diesel da Petrobrás fica encalhado nas suas
refinarias e parte do mercado brasileiro é transferido para os importadores. A ociosidade das
refinarias brasileiras aumenta, há redução do processamento de petróleo e da produção de
combustíveis no Brasil. Aumenta a exportação de petróleo cru.
Combustíveis produzidos nos EUA são trazidos ao Brasil por multinacionais estrangeiras da logística
Combustíveis produzidos nos EUA são trazidos ao Brasil por multinacionais estrangeiras da logística
e distribuídos pelos concorrentes da Petrobrás.
A Petrobrás perde com redução da sua participação no mercado. O consumidor paga mais caro,
A Petrobrás perde com redução da sua participação no mercado. O consumidor paga mais caro,
desnecessariamente, com o alinhamento aos preços internacionais do petróleo e à cotação do câmbio.
Ganham as refinarias dos EUA, as multinacionais da logística e as distribuidoras privadas. Também
Ganham as refinarias dos EUA, as multinacionais da logística e as distribuidoras privadas. Também
são beneficiados os produtores e importadores de etanol, com a gasolina relativamente mais cara que
perde mercado.
Cabe registrar que apesar do preço do diesel nas refinarias representar cerca de 54% do preço final
Cabe registrar que apesar do preço do diesel nas refinarias representar cerca de 54% do preço final
ao consumidor, impostos são proporcionais e quando o preço varia na refinaria também varia nos
postos. Quando se eleva o preço na refinaria, o reajuste ao consumidor é mais rápido do que quando
se reduz.
O atual presidente da Petrobrás diz que a solução é a privatização de metade das refinarias da
Petrobrás.
Castello Branco afirma "Vender refinarias não é só bom para a Petrobrás. Nós vamos deixar de ser o
Castello Branco afirma "Vender refinarias não é só bom para a Petrobrás. Nós vamos deixar de ser o
endereço onde as pessoas batem na porta para reclamar de preço da gasolina, diesel" e acrescentou
"Eu não quero mais ouvir essa expressão, 'Ah, a política de preços'. (Reuters, 2019)
Então, estamos assim, com preços mais altos que os custos de importação, apesar de se produzir e
Então, estamos assim, com preços mais altos que os custos de importação, apesar de se produzir e
refinar no Brasil. Pretendem privatizar e desnacionalizar metade do parque de refino brasileiro para
assim não se falar mais de política de preços dos combustíveis. Se o brasileiro quiser reclamar do
preço do diesel, ou da gasolina, vai ter que procurar o Papa Francisco. Tudo resolvido? Claro que
não.
Ao longo dos anos, motoristas de caminhões fizeram grandes manifestações em vários países, em
Ao longo dos anos, motoristas de caminhões fizeram grandes manifestações em vários países, em
geral motivados por altos preços de combustíveis. Mas há também um caso patrocinado pela CIA.
Assim como no movimento dos caminhoneiros no Brasil, a elevação dos preços dos combustíveis
esteve entre os principais motivos para greves históricas em países como Grécia e Colômbia. Mas
houve também paralisações que levaram ao reconhecimento de sindicatos e ao estabelecimento de
direitos trabalhistas, como nos EUA na época da Grande Depressão. São exemplos históricos:
Estados Unidos (1934, 1974, 1979, 1983), Chile (1972), Grécia (2010), Colômbia (2016) e Irã
Estados Unidos (1934, 1974, 1979, 1983), Chile (1972), Grécia (2010), Colômbia (2016) e Irã
(2018). (Deutsche Welle, 2018)
Somente a Petrobrás consegue suprir o mercado doméstico de derivados com preços abaixo do custo
de importação e, ainda assim, obter resultados compatíveis com a indústria internacional e sustentar
elevados investimentos que contribuem para o desenvolvimento nacional.
No entanto, a política de preços dos combustíveis e a privatização das refinarias pode impedir que a
No entanto, a política de preços dos combustíveis e a privatização das refinarias pode impedir que a
Petrobrás exerça seu potencial competitivo para se fortalecer e impulsionar a economia nacional com
seu abastecimento aos menores custos possíveis.
Caminhoneiros e petroleiros precisam se unir para mostrar à maioria dos brasileiros que é possível, e
Caminhoneiros e petroleiros precisam se unir para mostrar à maioria dos brasileiros que é possível, e
necessário, reduzir o preço dos combustíveis e que, para isso, temos de evitar a privatização e a
desnacionalização das refinarias da Petrobrás.
Referências:Deutsche Welle. (2018). Greves de caminhoneiros pelo mundo e seus efeitos. Fonte:
Referências:Deutsche Welle. (2018). Greves de caminhoneiros pelo mundo e seus efeitos. Fonte:
efeitos,0c70ea817eb74150c48de2a39c3c910dmtoe7wdb.html
Reuters. (2019). CEO da Petrobras sinaliza maior venda de refinarias. Fonte:
Reuters. (2019). CEO da Petrobras sinaliza maior venda de refinarias. Fonte:
Nenhum comentário:
Postar um comentário